Inicio Tags Síria

Tag: Síria

ONU exige implementação imediata do período de tréguas na Síria

“Espero que a resolução seja imediatamente aplicada (…) para que os serviços humanitários possam atuar de imediato”, disse António Guterres, em Genebra.

Pelo menos dez civis morreram hoje nos bombardeamentos de Damasco contra Ghouta Oriental, apesar das tréguas pedidas pelas Nações Unidos, indica o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

Entre as dez vítimas mortais encontram-se nove membros de uma mesma família, entre os quais três crianças.

Os ataques aéreos e de artilharia das forças do regime de Damasco contra Ghouta (arredores da capital da Síria) foram particularmente intensos durante as últimas horas, de acordo com as informações da organização não-governamental com sede em Londres.

Desde o início dos ataques de Damasco contra Ghouta Oriental, a 18 de fevereiro, morreram 521 civis, segundo os números divulgados pelo observatório.

LUSA

Putin fala sobre “oportunidade real” de paz na Síria

Putin falava na abertura de uma cimeira com os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Irão, Hassan Rohani, em Sotchi (sudoeste), destinada a preparar o “pós-conflito” na Síria.

O presidente russo recebeu na segunda-feira o homólogo sírio, Bashar al-Assad, e tem destacado que, nesta altura, as forças do regime sírio, apoiadas pela Rússia, conseguiram recuperar o controlo de zonas anteriormente nãos mãos da oposição ou de grupos ‘jihadistas’ como a organização extremista Estado Islâmico.

“Surgiu uma oportunidade real de pôr fim a esta guerra civil que dura há vários anos”, disse Putin.

“Cabe ao povo sírio decidir o seu futuro […] É evidente que o processo […] não será simples e exigirá compromissos e concessões de todos os participantes, incluindo do governo sírio”, acrescentou, frisando que a Rússia, o Irão e a Turquia “vão desenvolver os esforços mais ativos para tornar esse trabalho o mais produtivo possível”.

A Rússia e o Irão, aliados do regime sírio, e a Turquia, que apoia os rebeldes, são os promotores do Acordo de Astana, que permitiu a instauração de quatro “zonas de distensão” em território sírio, que permitiram reduzir a intensidade do conflito.

Os três países, afirmou o presidente russo, “impediram a divisão da Síria, entravaram a tomada do país por terroristas internacionais e afastaram uma catástrofe humanitária”.

Bombardeamento na Síria matou 20 pessoas

organização explicou que os aviões dispararam contra um local onde os civis atravessavam o rio Eufrates, entre as localidades de Al-Ashara e Al-Darnach.

O Observatório admite que o número de vítimas seja superior, dado haver vários feridos graves e desaparecidos.

A organização não precisou a origem dos aviões, mas adiantou que nos últimos dias houve numerosos bombardeamentos das forças aéreas síria e russa na província, palco de acesos combates com os ‘jihadistas’ do grupo extremista Estado Islâmico.

Em declarações à agência EFE por telefone, o diretor de um grupo de ativistas, o Deir Ezzor 24, Omar Abu Leila, referiu que o ataque foi lançado por aviões sírios e russos e elevou o número de mortos para 40.

Refugiados regressam à Síria após acordo

A operação poderá registar alguns atrasos, devido ao afluxo de milhares de sírios que pretendem confirmar o seu registo e regressar a casa, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

O acordo de repatriamento segue-se a uma ofensiva militar de combatentes do movimento xiita libanês Hezbollah e de tropas sírias, que capturaram territórios na fronteira entre os dois países e bloquearam centenas de combatentes da Al-Qaida, confinados a uma pequena zona montanhosa.

Os combates foram interrompidos na quinta-feira com o anúncio de um cessar-fogo e negociações destinadas a permitir que refugiados, combatentes e seus familiares abandonem a província de Idlib (noroeste) e a região central de Qalamoun.

No âmbito deste acordo, os dois grupos trocaram no domingo os corpos dos seus combatentes mortos. O Hezbollah entregou nove militantes da Al-Qaida, em troca de cinco dos seus guerrilheiros abatidos.

A segunda fase prevê que 9.000 sírios, incluindo centenas de combatentes da Al-Qaida, regressem à Síria. Em troca, oito milicianos do Hezbollah detidos pela Frente Fatah al-Sham, a filial síria da Al-Qaida, deverão regressar a casa.

Apesar de não se terem envolvido nos combates da semana passada, membros do grupo rebelde Brigadas do Povo do Levante também deverão ser retirados em direção à cidade de Ruhaiba, a cerca de 50 quilómetros da capital síria e controlada pelas forças de Damasco, onde deverão beneficiar de uma amnistia do regime, segundo a Al-Manar TV, a televisão do Hezbollah.

O centro mediático militar, controlado pelo Governo sírio, difundiu vídeos e fotos de autocarros e ambulâncias perto da povoação fronteiriça libanesa de Arsal e da localidade síria de Fleeta, com preparativos para esta operação.

Na cidade de Raqa, norte da Síria, pelo menos duas pessoas foram mortas na explosão de uma mina colocada por membros do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), referiram ativistas da oposição. A explosão em Nazlet Shehadeh atingiu várias pessoas que tentavam escapar da violência na cidade, referiu o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH, com sede em Londres) e o grupo de ativistas Raqa Está a ser Massacrada em Silêncio (Raqqa is Being Slaughtered Silently).

As Forças Democráticas Sírias, dirigidas pelos curdos sírios e apoiadas pelos norte-americanos, iniciaram a ofensiva contra a “capital” do EI em 06 de junho e já capturaram cerca de metade da cidade. No decurso de quase dois meses de combates, centenas de pessoas já foram mortas ou feridas.

Lusa

Quando o ‘recreio’ é, também, um campo de guerra

Apesar de rodeadas pela violência, as crianças parecem encontrar sempre uma forma de preservar a inocência.

No Iraque e na Síria, o medo, pobreza, e morte, não impedem os mais pequenos de fazer aquilo que todas as crianças do mundo deviam ter direito: brincar.

Segundo os últimos relatórios da UNICEF, 3,6 milhões de crianças no Iraque – 1 em cada 5 – correm sério perigo de morte, ferimentos, violência sexual, rapto e recrutamento por grupos armados.

Na Síria são 8,4 milhões as crianças afectadas pelo conflito no interior do país ou como refugiadas, mais de 80% da população infantil síria.

Como são escolhidas as noivas dos radicais islâmicos?

Uma jovem alemã que fugiu de casa para se juntar ao autoproclamado Estado Islâmico  foi resgatada no Iraque. Terá sido encontrada num túnel na companhia de outras mulheres que vestiam cintos de explosivos e tinham armas na sua posse.

Casos como o de Linda Wenzel, de 16 anos, não faltam. São muitas as adolescentes mulheres que optam por sair dos seus países para casar com jihadistas, radicalizadas através da internet e atraídas por promessas de uma vida de luxo.

A CNN conta esta semana a história de cinco ex-mulheres ou viúvas de radicalistas islâmicos, entrevistadas na prisão de Ain Issa. Todas dizem ter ficado chocadas ao perceber, já tarde demais, o que o ISIS tinha destinado para elas.

Para escapar às forças curdas, a francesa Saida fugiu de Raqqa a pé com o filho de 14 meses e o marido, Yassine, que acabou por morrer na viagem.

Conta que quando chegou à cidade síria foi instalada numa “madafa”, uma espécie de dormitório para mulheres. São ai escolhidas pelos homens com uma espécie de curriculo. Escrevem o seu nome, idade e descrevem a sua personalidade. “Depois falam durante 15 ou 20 minutos e é um sim ou não. Se ambos concordarem casam-se. É muito rápido”, descreve.

May, uma professora de inglês síria, apaixonou-se por Bilal, detido noutro complexo, que descreve como um homem bom, pacifista e que não queria lutar.

Para as europeias é pior, diz. Sentem-se atraídas por homens armados, “como nos filmes”, e divorciam-se muitas vezes. Uma mulher divorciou-se seis vezes antes de o tribunal do califado a ameaçar com castigo por chicote ou prisão.

As irmãs Rahma, Fina e Noor, indonésias, dizem ter ficado “desapontadas” ao descobrir que os jihadias não eram os “muçulmanos puros” que esperavam encontrar. “O que eles querem é só mulheres e sexo. É nojento”, comentou Rahma.

Síria Democrática avança contra ISIS em Al Raqa

A Organização Não Governamental (ONG) explicou que as FSD avançaram para a metade ocidental da cidade de Al Raqa e tomaram uma zona que se estende desde o bairro de Nazla Shahada até Yazra.

Contudo, mantém-se os confrontos entre grupos nos distritos de Al Yarmuk e Hisham bin Abdelmalek.

Pelo menos dez combatentes das FSD morreram devido às explosões e disparos de artilharia dos jihadistas.

A mesma fonte adiantou que um casal e o filho menor morreram devido ao fogo de artilharia do EI contra as localidades da periferia de Al Raqa, situadas a norte do rio Éufrates.

Desde o passado dia 06 de junho que as FSD desenvolveram com a ajuda da coligação internacional, um assalto à localidade de Al Raqa, considerada a capital do califado autoproclamado pelos extremistas em 2014.

O porta-voz da coligação, coronel Ryan Dillon, afirmou hoje que as FSD conquistaram ao EI 35 quilómetros quadrados dentro da cidade esta semana.

Conversações para a paz na Síria adiadas “sine die”

A protester with his fingers painted with the Syrian flag fhashes a victory sign during a demonstration after Friday prayers on April 29, 2011, against the regime of Syrian President Bashar al-Assad and to denounce the bloody crackdown on protests. About 1,000 people demonstrated in Istanbul to denounce a bloody crackdown on protests in Syria, calling for President Bashar al-Assad's departure. Following Friday prayers at an ancient mosque, the crowd, including Syrians based in Turkey's largest city, staged a march, chanting slogans against Assad and burning his portraits, an AFP reporter said. AFP PHOTO / BULENT KILIC (Photo credit should read BULENT KILIC/AFP/Getty Images)

As conversações de paz para a Síria, sob a égide da Rússia, Irão e Turquia, estavam previstas para 12 e 13 de junho em Astana.

“Segundo as informações facultadas pelos países garantes do processo de paz em Astana, os representantes da Rússia, da Turquia e do Irão vão prosseguir, nos próximos dias e semanas, com reuniões de trabalho, ao nível dos peritos, nas suas respetivas capitais”, indicou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros cazaque, Anouar Jaïnakov, citado pela agência noticiosa Ria Novosti.

Esses encontros visam designadamente harmonizar as questões relacionadas com a criação de zonas seguras e a instauração de uma trégua duradoura em várias regiões.

Questionado se estava em causa um adiamento das conversações previstas para os próximos dias 12 e 13 na capital do Cazaquistão, Jaïnakov apenas respondeu “sim”, não havendo indicações sobre quando poderá ter lugar uma nova ronda de negociações.

Os ministros dos Negócios estrangeiros do G7 pressionam Rússia para parar de apoiar Assad

Na semana passada, na sequência do ataque químico protagonizado por aviões sírios sobre a cidade rebelde de Khan Sheikhoun, que vitimou mais de 80 pessoas, o Presidente dos EUA Donald Trump ordenou uma ação militar contra as forças sírias, considerado o primeiro desde o início da guerra em 2011.

Navios de guerra norte-americanos dispararam 59 mísseis de cruzeiro em direção à base síria de onde, segundo os EUA, terá sido desencadeado o ataque.

No entanto, em setembro de 2016, e quando vigorava uma trégua, aviões norte-americanos bombardearam posições do exército sírio provocando 62 mortos e mais de 1000 feridos, abrindo o caminho para uma ofensiva do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI). Na ocasião, os responsáveis norte-americanos referiram-se a um erro, mas as autoridades sírias referiram-se um ataque deliberado.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse hoje na reunião que o seu país vai punir “todos aqueles” que cometam “crimes contra pessoas inocentes”.

O encontro na cidade de Lucca, na Toscânia, junta os chefes da diplomacia dos sete países mais industrializados do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI): Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Canadá e da anfitriã Itália, para além da representação da União Europeia. Em 2014 a Rússia foi expulsa do grupo na sequência da anexação da Crimeia.

Bashar al-Assad: “ataque dos EUA foi imprudente e irresponsável”

O comunicado do Gabinete do Presidente sírio refere que o ataque com mísseis realizado pelos Estados Unidos reflete a continuação de uma política norte-americana – independentemente da administração que ocupa a Casa Branca – e que se baseia na “subjugação das pessoas”.

No mesmo documento, Assad afirma que o ataque da madrugada de hoje contra a base aérea de Shayrat, perto de Homs, não se baseia em factos verdadeiros.

Forças militares dos Estados Unidos lançaram hoje de madrugada 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea síria de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O ataque matou nove pessoas, entre as quais quatro crianças, anunciou hoje a agência oficial síria Sana.

“A agressão norte-americana provocou a morte de nove civis, incluindo quatro crianças, fez sete feridos e provocou importantes estragos em habitações das aldeias de Al-Shayrat, Al-Hamrat e Al-Manzul”, próximas da base atacada, escreveu a agência.

O texto não precisa se este balanço inclui os seis mortos anteriormente anunciados pelo exército sírio.

EMPRESAS