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UE aceitou mais de 333 mil refugiados em 2015, maioria são sírios

Os principais beneficiários, na média dos 28 Estados-membros, são originários da Síria (166.100 pessoas, 50% do total de concessões de asilo), seguindo-se cidadãos da Eritreia (27 600, representando 8% do total) e do Iraque (23.700, 7% do total).

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, o número de atribuições de asilo a sírios duplicou face a 2014 e estes são ainda os principais beneficiários de proteção em mais de metade dos Estados-membros, sendo que a Alemanha acolheu mais de 60% no ano passado.

A Alemanha foi o país que maior número de refugiados acolheu (148. 215), seguindo-se a Suécia (34.470) e a Itália (29.630).

Portugal concedeu proteção a 195 pessoa, estando em 21.º lugar no número de atribuições de asilo.

Desde 2008, cerca de 1,1 milhões de requerentes de asilo viram o seu estatuto ser reconhecido na UE.

 

Exército sírio está às portas de Palmira, cidade tomada pelo Estado Islâmico

“As forças do regime estão agora a dois quilómetros do lado sul da cidade e a cinco quilómetros do lado oeste”, disse Rami Abdel Rahmane, diretor do observatório.

Também a agência de notícias estatal Sana, que cita uma fonte do exército, revela que os soldados sírios, apoiados pelas milícias pró-governamentais das Forças de Defesa Nacional, recuperaram durante a madrugada o controlo do monte Al Hial, a partir de onde é possível avistar a cidade.

Segundo a fonte citada pela agência, os militares destruíram “fortificações” do Estado Islâmico que permaneciam naquela zona. O ataque contou ainda com o apoio da força aérea da Síria, escreve a Sana.

O OSDH acrescenta que os combates prosseguem e que os soldados contam com o apoio da aviação síria e russa.

O autoproclamado Estado Islâmico tomou Palmira, cidade classificada como Património Mundial pela Unesco, a 20 de maio do ano passado, numa ofensiva que lhe deu o controlo de grandes áreas da província de Homs, na fronteira com o Iraque.

O grupo extremista declarou em junho de 2014 um califado na Síria e no Iraque, controlando território dos dois países.

Merkel promete 2,3 mil milhões de euros para vítimas sírias

Angela Merkel

“As nossas palavras serão seguidas de atos. O Governo vai disponibilizar 2,3 mil milhões de euros até 2018, 1,1 mil milhões no ano de 2006”, disse Angela Merkel à televisão alemã N24.

“Queremos garantir que nunca chegaremos a uma situação de ter de reduzir a comida dada aos refugiados. É por isso que nos concentramos nos programas humanitários e em particular no programa alimentar mundial”, sublinhou a chanceler.

Dirigentes de todo o mundo encontram-se em Londres para tentar reunir nove mil milhões de dólares para os 18 milhões de sírios afetados pela guerra, bem como tentar conter a crise dos refugiados.

Para responder ao drama sírio, os doadores deverão mostrar-se mais generosos que na última conferência, em 2015. Dos 8,4 mil milhões prometidos, apenas foram entregues 3,3 mil milhões.

Iniciado em 2011, o conflito na Síria já causou mais de 260.000 mortos e colocou 13,5 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade ou deslocadas em território nacional. Cerca de 4,6 milhões de sírios procuraram refúgio nos países vizinhos (Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito), enquanto centenas de milhares se dirigiram para a Europa, arriscando muitas vezes a vida.

Merkel anuncia restrições à entrada de refugiados

Angela Merkel

“Nós pretendemos – e vamos conseguir – reduzir a entrada de refugiados”, declarou Angela Merkel, que falava em Karlsruhe, no estado de Baden-Württemberg, perante cerca de mil delegados presentes no congresso da CDU, que teve início ontem e hoje se conclui nesta cidade. No final da intervenção, a chanceler foi longamente aplaudida de pé, indicando a Reuters que a ovação se prolongou por oito minutos.

Números oficiais de Berlim revelam que, na passada semana, se ultrapassou o milhão de refugiados entrados este ano na Alemanha, a maioria proveniente da Síria, mas também do Iraque, Afeganistão e outros países do Médio Oriente. A média de entradas nas últimas semanas, anunciou ontem a Deutsche Welle, tem sido de dez mil pessoas por dia. Merkel reconheceu que aplicar as restrições constitui “um desafio enorme”, mas terá de ser feito de forma a alcançar-se uma diminuição “significativa”.

Noutro plano, citando Portugal e Espanha, “onde vemos crescimento económico”, Merkel afirmou não estar ainda “totalmente superada esta crise”. Uma crise que atribuiu aos “erros fundamentais” da “criação da união monetária, que não foram ainda corrigidos”.

“Efeito devastador”

Nomeada Pessoa do Ano pela Time e pelo Financial Times pela sua decisão de abrir as fronteiras aos refugiados, Merkel reiterou a necessidade daquela redução “significativa”, retomando um termo que consta de uma resolução da direção da CDU apresentada ao congresso. Esta resolução foi uma iniciativa de última hora da liderança para travar a contestação às políticas de Merkel na questão dos refugiados e nela se afirma, de forma inequívoca, que “a continuação do presente fluxo [de refugiados] acabaria por ter um efeito devastador para o Estado e a sociedade, mesmo num país como a Alemanha”.

As críticas da Merkel têm crescido na CDU, no partido irmão da Baviera, a CSU, e em diferentes setores da sociedade alemã. A seguir a um período de aceitação geral, um número importante de dirigentes e militantes da CDU têm vindo a desferir duras críticas às decisões de Merkel nesta matéria. Recentemente, o líder da CSU, Horst Seehofer, considerou ser um “erro” Merkel não estabelecer um valor limite para o acolhimento de refugiados. Opção que continua a não ser contemplada na resolução aprovada ontem em Karlsruhe.

Uma sondagem Emnid, publicada domingo no Bild am Sonntag, mostrava que 62% dos inquiridos querem um limite máximo para a entrada de refugiados. A mesma sondagem mostrou que as intenções de voto na CDU-CSU continuam em queda, tendo passado de 43% em agosto para 37% hoje.

Apesar destes indicadores e da contestação interna no partido, Merkel defendeu a linha seguida na questão dos refugiados – que considerou em novembro ser o “maior desafio que enfrentamos desde a unificação da Alemanha” -, declarando que “é parte da identidade do nosso país alcançar grandes feitos”. A chanceler afirmou estar-se perante “um teste histórico para a Europa e eu pretendo – melhor, espero que possa dizer que todos nós pretendemos – que a Europa passe este teste”.

Kerry em Moscovo com a Síria na agenda

John Kerry

O chefe da diplomacia do governo de Washington começou o dia com conversações com o homólogo russo, Serguei Lavrov. Ao fim da tarde deve reunir-se com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Antes dos encontros, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros fez críticas ao posicionamento dos Estados Unidos sobre a Síria, acusando os norte-americanos de, segundo a BBC, “dividirem os terroristas entre bons e maus”.

Mais diplomático foi o titular da pasta, Serguei Lavrov, que de acordo com a AFP, afirmou esperar que a visita do homólogo norte-americano seja “construtiva”.

Kerry, em declarações transmitidas pela televisão russa e reproduzidas pela agência, teve também palavras de diálogo. “É benéfico para o mundo inteiro que nações poderosas com uma longa história comum sejam capazes de encontrar um terreno de entendimento. Espero que hoje sejamos capazes de encontrá-lo.”

Os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin “indicaram claramente que desejam encontrar uma forma de ir em frente na questão da Síria e de resolver igualmente a crise ucraniana”, declarou o secretário de Estado, citado pela agência. “Mesmo com diferenças entre nós, fomos capazes de trabalhar eficazmente sobre problemas específicos”, acrescentou, salientando a importância do governo de Moscovo nas negociações sobre o dossier nuclear iraniano.

O papel de Assad no processo é um dos motivos de divergência entre os dois países.

A AFP adianta que os Estados Unidos e a Rússia devem decidir formalmente realizar uma nova reunião internacional entre governos de países que apoiam a oposição síria, como é o caso de Washington, e os que estão com o regime do Presidente Bashar al-Assad, o que acontece com Moscovo.

Uma coligação internacional liderada por Washington bombardeia desde Setembro de 2014 as posições do autoproclamado Estado Islâmico na Síria. A Rússia iniciou em Setembro de 2015 bombardeamentos na Síria que – segundo os Estados Unidos – visam não só os jihadistas islâmicos como os rebeldes moderados que combatem o regime de Assad. Moscovo nega essas alegações.

Alemanha aprova envio de 1200 soldados contra o Estado Islâmico

O Parlamento alemão aprovou esta manhã a proposta do Executivo de enviar uma missão militar com 1200 soldados para a Síria para apoiar os esforços da França na luta contra os terroristas do Estado Islâmico.

Dos 598 votos registados, 445 apoiaram a posição do Governo alemão, enquanto 146 deputados votaram contra a proposta, que teve também sete abstenções.

Os grupos parlamentares dos conservadores e dos social-democratas, que sustentam o Executivo de Angela Merkel, haviam indicado a intenção de apoiar a medida.

Por outro lado, no debate preparatório que tinha começado na quarta-feira, os partidos da oposição, A Esquerda e Os Verdes, tinham anunciado que iam votar contra por considerarem que o terrorismo internacional não se resolver com bombardeamentos e que o envio das tropas precisa de ter um plano e um objetivo.

Obama diz esperar mudança gradual de estratégia da Rússia

Barack Obama

“Penso que é possível que ao longo dos próximos meses vejamos uma mudança tanto nos cálculos dos russos como num reconhecimento de que é altura de pôr termo à guerra civil na Síria”, disse Obama à margem da Cimeira do Clima em Paris.

“Não vai ser fácil. Já foi derramado demasiado sangue”, disse, acrescentando que a Rússia investiu anos na manutenção do regime de Assad.

Mas, prosseguiu, o atentado do grupo extremista Estado Islâmico contra um avião de passageiros russo, em novembro no Egito, e o abate pela Turquia de um avião militar russo, na semana passada na Síria, vão alterar gradualmente a perceção do presidente russo, Vladimir Putin.

“Penso que Putin compreende, com o Afeganistão fresco na memória, que o resultado que ele pretende não é atolar-se num conflito civil inconclusivo e paralisante”, disse Obama, referindo-se ao conflito dos anos 1980 no Afeganistão.

O presidente norte-americano admitiu as acentuadas diferenças que persistem entre os atores internacionais quanto ao futuro de Bashar al-Assad, mas considerou que a Rússia acabará por concordar que o presidente sírio tem de abandonar o poder.

“Considero que alguém que mata centenas de milhares do seu próprio povo não é legítimo”, disse, referindo-se a Assad.

“Mas independentemente de considerações morais, em termos práticos é impossível a Assad voltar a unir o país e juntar todas as partes num governo inclusivo”, acrescentou.

Segundo Obama, o próximo passo nos esforços diplomáticos é incluir nas conversações de Viena os grupos da oposição síria moderada: “Com alguns deles, francamente, não temos muito em comum, mas representam fações importantes dentro da Síria”.

“A Rússia vai acabar por reconhecer que a ameaça que o ISIL representa para si, para o seu povo, é a mais significativa e que precisa de se colocar ao lado dos que, como nós, combatem o ISIL”, disse, utilizando uma das designações alternativas do grupo extremista Estado Islâmico.

Salah Abdeslam já estará na Síria

Os serviços de inteligência franceses acreditam que Salah Abdeslam já não se encontra na Europa. Fonte próxima da investigação, citada pela CNN, revelou que a teoria na qual as investigações se baseiam é a de que Salah já se encontra na Síria.

A mesma informação foi confirmada à cadeia norte-americana de televisão por uma fonte próxima do núcleo antiterrorismo francês.

Recorde-se que o mentor dos ataques à capital francesa foi morto a 18 de novembro durante uma ação policial levada a cabo no bairro Saint-Denis, em Paris.

A prima de Salah também morreu na mesma ocasião, bem como um terceiro elemento que as autoridades ainda não identificaram.

UE atribui três mil milhões de euros para refugiados sírios na Turquia

A União Europeia (UE) vai atribuir três mil milhões de euros à Turquia para ajuda aos refugiados, no âmbito do plano de ação conjunto entre as duas partes, anunciou hoje a Comissão Europeia, em comunicado.

A cinco dias de uma cimeira da UE/Turquia, em Bruxelas, sobre migrações, o executivo comunitário explicou que o novo financiamento ajudará a Turquia a “lidar com o desafio” de acolher temporariamente sírios no seu território.

A Comissão Europeia explicou que vai criar um novo quadro jurídico para coordenar e agilizar o financiamento para garantir “apoio eficaz e complementar aos sírios que estão sob proteção e acolhimento temporários na Turquia”.

O vice-presidente da Comissão Europeia Frans Timmermans sublinhou que, no âmbito da crise dos refugiados, é “absolutamente clara a necessidade de dar mais um passo” na cooperação entre a União Europeia e a Turquia.

A colaboração deverá centrar-se na gestão dos fluxos migratórios e na migração irregular, segundo o responsável, que indicou que os três mil milhões de euros vão ajudar a melhorar o dia-a-dia e as condições socioeconómicas dos refugiados sírios na Turquia.

O encontro de domingo terá início às 16:00 locais (15:00 de Lisboa) e está previsto terminar três horas depois (19:00 de Bruxelas, 18:00 de Lisboa).

A 12 de novembro, após a cimeira euro-africana sobre migrações, em Malta, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já tinha anunciado que até ao final de 2015 decorreria um encontro entre os países da União Europeia (UE) e a Turquia.

Na mesma ocasião, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, indicou que para o pacote total de três mil milhões de euros de fundos para a Turquia, os Estados-membros teriam que avançar com 2,5 mil milhões de euros.

Este compromisso financeiro deveria acontecer a tempo da cimeira com as autoridades turcas, referiu.

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