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Nutricionistas reunidos para debater sobre os serviços de nutrição no SNS

No mês em que se assinala um ano desde a publicação, em Diário da República, do despacho que determina que em cada instituição do SNS deverá existir um serviço de nutrição, a Ordem dos Nutricionistas promove o seminário “Serviços de nutrição nos serviços de saúde”.

A iniciativa decorre na próxima segunda-feira, 08 de julho, pelas 10h30 no Espaço Atmosfera M (Rua Júlio Dinis, n.º 158, Porto).

Este seminário pretende promover uma reflexão em torno da importância dos serviços de nutrição, colocando em cima da mesa questões tão prementes como o valor destes serviços no SNS, com discussão de exemplos de boas práticas implementadas nos hospitais públicos e debate dos desafios do serviço de nutrição nos cuidados de saúde primários.

Será ainda feita a apresentação pública do “Guia orientador para a implementação do serviço de nutrição no SNS” elaborado pela Ordem dos Nutricionistas, de acordo com o Despacho n.º 6556/2018 de 4 de julho, do Ministério da Saúde.

Para a Ordem dos Nutricionistas, o referido despacho veio reconhecer que a organização dos nutricionistas em serviços, seja nos cuidados de saúde primários, seja nos cuidados hospitalares ou continuados integrados traz diferenciação técnico-científica, maior eficácia às intervenções e aumento da exigência e rigor, ou seja, melhores serviços prestados aos utentes e ganhos em saúde.

No entanto, o principal desafio continua a ser a escassez de nutricionistas face às necessidades do país, sendo que para um universo de 10 milhões de cidadãos existem apenas 400 nutricionistas no SNS.

Maioria dos portugueses considera que só é possível melhorar o SNS com maior investimento público

Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, do projeto ‘3F’ vão ser apresentados e discutidos no próximo dia 02 de julho, terça-feira, na Assembleia da República. Um momento que conta com a participação do Presidente da Assembleia da República, da Ministra da Saúde e de representantes dos vários grupos parlamentares.

O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no Serviço Nacional de Saúde. Para isso, e para além da auscultação à população, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde – Resultados em Saúde, Integração de Cuidados, Gestão da Doença e Prevenção e Promoção da Saúde -, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto que já estão a ser implementados: no IPO do Porto e no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Na apresentação deste trabalho, para além da recomendação de ‘um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde’, serão ainda debatidas nove recomendações:

–          Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;

–          Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;

–          Desenvolver a rede de suporte ao doente;

–          Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;

–          Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;

–          Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;

–          Transparência & benchmarking entre instituições;

–          Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;

–          Confiança no sistema de saúde.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH, sublinha que “ o projeto 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”.

Pouca diversidade e nenhuma fruta fresca nas máquinas de venda automática do SNS

A ação inspetiva foi solicitada em outubro de 2017 pela Ordem dos Nutricionistas com o objetivo de verificar o cumprimento do despacho que limita produtos prejudiciais à saúde nas máquinas de venda automática do SNS.

Os resultados revelam que apesar da apreciação satisfatória da conformidade do conteúdo destas máquinas, a maioria dos equipamentos não inclui grande parte dos alimentos que são recomendados. Com uma oferta reduzida e pouco diversificada, verifica-se que nenhuma das máquinas dos estabelecimentos hospitalares inspecionados disponibiliza fruta fresca.

“Verificamos, com satisfação, que o primeiro desafio foi vencido. Houve alteração na oferta alimentar e o resultado é satisfatório. Agora falta trabalhar para atingir a excelência, que é contribuir, por um lado, para que o SNS disponibilize uma vasta variedade de produtos alimentares saudáveis, e por outro, para que os portugueses adotem hábitos alimentares mais equilibrados”, afirma Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

“Se trabalharmos desde cedo em programas de educação e literacia alimentar, para uma criança um palito de cenoura poderá ser tão apelativo quanto uma batata frita. Estou certa de que, nessa altura, as instituições vão, de forma mais convicta, disponibilizar uma oferta alimentar mais saudável”, sustenta a Batonária.

As ações inspetivas foram realizadas por uma equipa da IGAS com participação de peritos nutricionistas, em resultado da articulação institucional com a Ordem dos Nutricionistas, em mais de duas centenas de máquinas de venda automáticas de 10 estabelecimentos hospitalares, designadamente o Hospital Distrital de Santarém; o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; o Instituto Português de Oncologia de Coimbra; o Hospital Distrital Figueira da Foz; o Instituto Português de Oncologia do Porto; o Centro Hospitalar Baixo Vouga; o Hospital de Braga – Escala Braga;  o Hospital Santa Maria Maior; o Hospital Garcia de Orta; e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental.

A legislação que impede a venda de produtos prejudiciais à saúde nas máquinas de venda automática do SNS entrou em vigor em setembro de 2016 (Despacho n.º 7516-A/2016), tendo o governo fixado março de 2017 como prazo limite para que bebidas alcoólicas, refrigerantes, doces, salgados, refeições rápidas e/ou com molhos fossem retiradas destes equipamentos.

Recorde-se que em junho de 2018 a Ordem dos Nutricionistas solicitou também à IGAS uma outra ação inspetiva aos bares, cafetarias e bufetes do SNS com a intenção de verificar o cumprimento do despacho que limita a disponibilização de produtos com altos teores de sal, açúcar e gorduras nestes locais (Despacho n.º 11391/2017), estando ainda a aguardar a sua realização.

A IGAS é o serviço central da administração direta do Estado que assegura o cumprimento de leis em todos os domínios da prestação dos cuidados de saúde, quer pelos organismos do Ministério da Saúde ou por este tutelados, quer ainda pelas entidades privadas, pessoas singulares ou coletivas, com ou sem fins lucrativos.

Exames cardiovasculares com radiação são potencialmente prejudiciais para a saúde

Apesar de as recomendações das Sociedades Científicas e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM) apontarem para o uso preferencial de métodos complementares sem radiação, não é essa a prática em Portugal e noutros países da Europa, onde o primeiro exame com imagem usado para estudo da doença coronária continua a ser a cintigrafia de perfusão miocárdica. Quem o diz é Carlos Cotrim, médico cardiologista e presidente da 1ª reunião do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha. A reunião, que irá decorrer no próximo dia 30 de março, no Museu do Oriente, irá compreender e debater porque existem exames prejudiciais para a saúde do doente e quais as alternativas que devem ser usadas nos hospitais portugueses.

“A cintigrafia de perfusão miocárdica que é utilizada para o diagnóstico não invasivo de doença coronária aterosclerótica pode usar doses de radiação que chegam a ultrapassar o equivalente a 500 radiografias do tórax, o que significa um impacto muito negativo para o doente. A relação entre a radiação e o desenvolvimento do cancro é amplamente compreendida: uma única tomografia computadorizada, ou cintigrafia de perfusão miocárdica expõe o paciente a uma quantidade de radiação que a evidência epidemiológica mostra que pode causar cancro,” começa por explicar o médico cardiologista.

“Em alternativa à cintigrafia de perfusão miocárdica, que tem sido usada na maioria dos hospitais do SNS, o que deve ser utilizado é a ecocardiografia de sobrecarga. A ecocardiografia de sobrecarga tem sido usada, para além da doença coronária, em vários contextos, com recurso a fármacos, ao esforço em cicloergômetro, ou em tapete rolante, mas neste caso convencionalmente com aquisição de imagens no pós-esforço imediato. Os benefícios para o doente e para quem analisa os resultados são amplamente maiores,” acrescenta Carlos Cotrim.

E conclui: “O problema é que o SNS continua a financiar, sem qualquer obstáculo a cintigrafia. Pelo contrário o médico de família não tem a possibilidade de solicitar um ecocardiograma de esforço, apesar do preço de uma cintigrafia ultrapassar o dobro do preço de um ecocardiograma de esforço (cerca de 200 euros um ecocardiograma de Esforço e cerca de 400 euros uma cintigrafia). Para além dos custos económicos dos exames com radiação serem maiores também os riscos biológicos com o aumento da incidência de cancro nos devem levar a analisar a prática atual em que a cintigrafia de perfusão miocárdica continua a ser o exame mais utilizado em Portugal para deteção de doença coronária.”

A 1ª reunião do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha vai receber médicos especialistas nacionais e internacionais, para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema. A reunião contará com a presença de especialistas internacionais, como o Professor Eugénio Picano, especialista italiano do Instituto de Fisiologia Clínica de Pisa, Itália, autor de mais de 250 artigos originais publicados em revistas científicas e pioneiro no uso da ecografia de sobrecarga, que irá ajudar a ilustrar como estas técnicas podem revolucionar o tratamento dos doentes, com uma significativa redução da morbilidade e mortalidade.

Contributos para a implementação de um Business Intelligence no SNS

O encontro vai revelar os resultados de um White Paper desenvolvido pelo Grupo de Trabalho para a Gestão da Informação em Saúde da APAH sobre a tecnologia atual das ferramentas de Business Intelligence e os fatores essenciais para os sistemas de saúde, nomeadamente no que respeita a melhorar os aspetos clínicos e a prestação de cuidados ao utente.

A participação de várias personalidades de destaque do setor da saúde nacional vai motivar um debate focado na visão do Estado sobre a utilização de dados e informação na saúde e no acesso a esses dados na perspetiva dos utilizadores.

Conheça os temas de discussão e oradores em detalhe no programa.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia.

João Madeira é o novo presidente da APOGEN

“O objetivo da APOGEN continua a ser a defesa dos medicamentos genéricos e biossimilares e a consequente sustentabilidade e preservação do SNS, permitindo maior acesso aos tratamentos e uma poupança significativa, por parte dos doentes, com medicamentos de elevada qualidade” refere João Madeira. “Queremos sempre fazer mais e melhor, e tendo em conta o excelente trabalho feito nos últimos anos, esta direção fará, também, um trabalho de continuidade, reforçando as relações institucionais com os diferentes stakeholders”, conclui.

João Madeira, atual Vice-President & Country Manager da Mylan conta com uma carreira de mais de vinte anos na indústria farmacêutica com passagens por companhias como Boehringer Ingelheim, Eli Lilly e Pfizer antes de se juntar à Mylan em 2011. Formado em Assuntos Económicos Internacionais pela Universidade de Lisboa, João Madeira tem apostado na sua formação com diversas pós-graduações e um MBA.

A eleição, em Assembleia Geral, decidiu ainda a manutenção de Maria do Carmo Neves, em representação da Farmoz, como vice-presidente e a manutenção de Paulo Lilaia na direção, em representação da Generis, agora como vice-presidente.

Além da Direção da APOGEN, foram também eleitos os representantes das empresas farmacêuticas na Mesa da Assembleia-Geral, Conselho Fiscal e Conselho Estratégico da associação:

Mesa da Assembleia-Geral

Presidência: Bluepharma Genéricos – Comércio de Medicamentos, S.A. representada por Paulo Barradas Rebelo;

Secretariado: Teva Pharma, Lda representada por Mário Madeira.

Conselho Fiscal

Presidência: ToLife Produtos Farmacêuticos, S.A. representada por João Paulo Nascimento;

Vogal: Alter, S.A. representada por Ana Pelicano;

Vogal: Zentiva Portugal, Lda representada por Ana Falé Lopes.

Conselho Estratégico

Alter, S.A. representada por Ana Pelicano;

Bluepharma Genéricos – Comércio de Medicamentos, S.A. representada por Paulo Barradas Rebelo;

Fresenius Kabi Pharma Portugal, Lda. representada por Glenn Luís;

Teva Pharma Produtos Farmacêuticos, Lda. representada por Mário Madeira;

ToLife Produtos Farmacêuticos, S.A. representada por João Paulo Nascimento.

Sobre a APOGEN:

A APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares – representa as empresas de medicamentos genéricos e biossimilares em Portugal.

A APOGEN tem como missão divulgar os conceitos de medicamento genérico e medicamento biossimilar contribuindo ativamente para a sustentabilidade e preservação do SNS, ao mesmo tempo que promove o acesso dos doentes portugueses a medicamentos de elevada qualidade, com poupanças significativas.

Os medicamentos genéricos e biossimilares desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de um sistema de saúde sustentável ao proporcionarem melhores resultados em saúde e uma maior eficiência dos serviços hospitalares ao serviço dos doentes.

Greve dos enfermeiros até dezembro vai causar “muitos constrangimentos”

© Lusa

Dois sindicatos de enfermeiros convocaram uma greve a partir de dia 22 de novembro, e com duração superior a um mês, que deve incidir em pelo menos três blocos operatórios de grandes hospitais, uma ideia de paralisação que partiu inicialmente de um movimento de enfermeiros e que recolheu já mais de 350 mil euros num fundo destinado a compensar os profissionais que ficarão sem salário.

Alexandre Lourenço considera que esta greve “pode causar muitos constrangimentos” e “lesar os cidadãos que necessitem de cuidados de saúde“, apelando ao Governo e às organizações profissionais que travem esta paralisação pela via negocial, através de acordo entre as partes.

Em declarações à agência Lusa, o responsável considerou que “não é relevante” o meio encontrado para compensar os grevistas, através de uma recolha de fundos que já conseguiu mais de 350 mil euros.

Só é relevante no sentido de perceber que, para se chegar a este ponto, é preciso que as coisas não estejam bem. É algo de muito atípico. Mas mais atípico é a previsão de termos uma greve por um tempo tão longo“, afirmou Alexandre Lourenço.

O representante dos administradores hospitalares lembra que “há fatores que desencadearam um descontentamento generalizado e que justifica a crispação existente”.

Apesar da recuperação das 35 horas semanais de trabalho ou da “melhoria de salários”, Alexandre Lourenço frisa que “o mal-estar sentido pelos profissionais é justificado pelas condições de trabalho atuais no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Importa ter em consideração que existem menos recursos humanos do que existiam em 2010, particularmente na enfermagem, nos assistentes operacionais e nos assistentes técnicos há uma sobrecarga de trabalho e uma frustração em algumas profissões que não verificam a valorização na sua profissão”, disse.

No caso dos enfermeiros, Alexandre Lourenço deu ainda o exemplo da diferença de critérios aplicados pelos hospitais públicos quanto às progressões nas carreiras. Há hospitais que atribuem 1,5 pontos por ano de serviço para a progressão, enquanto outros atribuem um ponto.

Temos comportamentos diferentes [por parte dos hospitais] sem que exista uma instrução clara por parte dos ministérios das Finanças e da Saúde. Uns enfermeiros progridem mais depressa e outros mais devagar. Isso também cria um desconforto grande, quer nos profissionais, quer nas administrações“, exemplificou.

O Ministério da Saúde já anunciou que está a fazer uma análise jurídica à greve prolongada dos enfermeiros em preparação em vários blocos operatórios.

Até hoje já foram angariados mais de 350 mil euros no fundo de recolha impulsionado por um movimento de enfermeiros independente dos sindicatos, sendo que a meta era conseguir 300 mil para cumprir greve em três blocos operatórios: Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, São João, no Porto, e Santa Maria, em Lisboa.

O movimento de enfermeiros prolongou, entretanto, a recolha de fundos para alargar a paralisação a mais dois blocos operatórios: Setúbal e Centro Hospitalar do Porto, mas o dinheiro para estes dois blocos adicionais ainda não foi conseguido até hoje.

Os enfermeiros reclamam nomeadamente melhores remunerações e uma carreira digna, notando que não progridem há 13 anos.

A greve arranca no dia 22 de novembro e prolonga-se até final de dezembro.

LUSA

Aberto concurso para contratar maior número de médicos dos “últimos anos”

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o Ministério acrescenta que os despachos que abrem concurso para os novos médicos serão hoje publicados em Diário da República.

Para os hospitais vão abrir 839 vagas, para a medicina geral e familiar estão destinadas 378 vagas e há 17 para a área da saúde pública.

O Ministério da Saúde destaca que as vagas a abrir nesta primeira fase “representam o maior número dos últimos anos”.

“A distribuição de vagas teve como base um conjunto de critérios que consideram as necessidades de cada instituição do SNS, com especial enfoque nas regiões do interior e Algarve”, acrescenta a nota.

A abertura de vagas para medicina geral e familiar vai permitir que sejam atribuídos médicos de família a mais 500 mil portugueses.

Nos últimos dias, várias estruturas médicas tinham contestado a contratação de médicos aposentados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) antes da abertura dos concursos para os recém-especialistas que concluíram há meses a sua formação.

Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e Associação das Unidades de Saúde Familiar exigiam que a contratação de médicos aposentados só fosse feita após a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses.

LUSA

Indústria quer novo acordo sobre despesa com medicamentos

© Getty Images

presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, reconheceu o esforço que o Ministério da Saúde tem feito na aprovação de novos medicamentos em Portugal, mas entendeu que é preciso “fazer mais” e recusou “raciocínios frios e impessoais que resultam em cortes” na saúde e barram o acesso a cuidados.

“Em Portugal temos até agora conseguido encontrar os diferentes equilíbrios necessários, mesmo durante o período de assistência financeira [‘troika’]”, disse João Almeida Lopes na abertura da conferência “Um Compromisso Com as Pessoas”, que decorre hoje em Lisboa.

O representante da indústria farmacêutica lembrou a importância do acordo assinado com o Estado português para o triénio 2016-2018, sublinhando que “é fundamental que o acordo seja confirmado em 2018”.

Nesse acordo, a indústria farmacêutica compromete-se a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para a despesa pública com medicamentos em meio hospitalar e em ambulatório, tendo como objetivo “garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O acordo fixa para cada ano um referencial de despesa pública com medicamentos.

O presidente da Apifarma rejeita “visões puramente economicistas” que agravem a qualidade dos tratamentos dos doentes portugueses e reconhece que é necessário “evoluir para uma metodologia que permita otimizar os resultados em saúde”, colocando o doente no centro do sistema.

Na conferência de hoje está a participar o presidente da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica, Stefan Oschmann, e é também esperada a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

LUSA

Sabia que a solidão é tão prejudicial à saúde como fumar?

Conhece pessoas em situação de isolamento social? Por exemplo, por viverem sozinhas ou terem uma doença pela qual são discriminadas? Se sim, é possível que essas pessoas se sintam sozinhas.

A solidão e a falta de relações sociais são tão graves para a saúde como fumar 15 cigarros por dia.

Na Área do Cidadão do Portal SNS pode aceder ao livro interativo “(Não) estamos sós” e ajudar a combater o isolamento social e a solidão.

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