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A SOCIEDADE PORTUGUESA DE OFTALMOLOGIA FAZ 80 ANOS

Atividade da SPO, porém, não se esgota na área científica. Tem ainda como objetivos promover a saúde ocular da população e defender os profissionais e os seus doentes das ameaças perpetradas por outros profissionais que se autointitulam especialistas de visão.

A oftalmologia é uma especialidade médico-cirúrgica, que tal como muitas outras especialidades, tem tido um desenvolvimento exponencial no que respeita ao conhecimento científico, métodos de diagnóstico, novos medicamentos e técnicas cirúrgicas. Para acompanhar tão grande evolução os oftalmologistas são hoje preparados no sentido de uma diferenciação específica numa determinada área da patologia ocular. Preparação que em grande parte se inicia após a conclusão da formação específica da especialidade, isto é, após a obtenção do título de especialista.

A Oftalmologia moderna está, pois, subdividida em subespecialidades.  A SPO tem sabido adaptar-se à realidade de hoje e tem procurado acompanhar esta diferenciação criando seções e grupos de estudo dedicados especificamente à atualização tecnocientífica das várias áreas da oftalmologia de modo a contribuir para a formação contínua dos médicos.

As principais secções da SPO, usando apenas o critério da prevalência das doenças, são: cirurgia implanto-refrativa, glaucoma, retina médica e cirúrgica e oftalmologia pediátrica. Mas há muitas outras secções o que faz com que todas as valências da oftalmologia estejam representadas na SPO.

É de toda a justiça reconhecer que a oftalmologia nacional tem um nível igual ou mesmo superior à que se pratica nos outros países desenvolvidos.

A SPO como sociedade científica orgulha-se de ter vindo a contribuir para o lugar cimeiro que a Oftalmologia Portuguesa ocupa a nível internacional.

 Na outra vertente, a vertente da defesa da profissão a SPO reitera que não há falta de oftalmologistas em Portugal razão pela qual não há nenhuma justificação para recorrer a técnicos de ótica/optometristas conforme as associações representativas destes grupos propalam.

O número de oftalmologistas a exercer no país cumpre e até excede o ratio 1 oftalmologista para 15 000 recomendado pelas agências internacionais. Por esta razão é disparatado dizer que os optometristas podiam fazer alguma diferença em termos de saúde pública. Ninguém aceita trocar uma consulta de oftalmologia por uma consulta de optometria por que o decréscimo na qualidade é percebido, por todos, de imediato.  A falta de oftalmologistas nos serviços públicos é um problema político e tem que ser resolvido politicamente.

Para fazer face a este e a outros problemas de índole profissional a SPO lançou a associação Coeso.

A Coeso é uma associação de oftalmologistas que tem como objetivo promover a clínica privada autônoma e independente facilitando e apoiando a instalação e a exploração de consultórios de oftalmologia em todo o país

Está pronta para arrancar em 1 de janeiro uma plataforma digital que permitirá o agendamento e marcação de consultas a partir de uma APP que pode ser descarregada a partir da Google ou da Apple Store. Na aplicação, os utilizadores têm acesso a um diretório de médicos aderentes. Podem proceder à marcação direta da consulta ou à marcação através do help-desk. No caso do utilizador não querer ou não saber procurar o médico pelo nome pode fazê-lo por geo-localização.

Durante o primeiro ano de funcionamento a COESO estima poder contar com mais de 100 médicos aderentes dispersos por todo o País.

A COESO ambiciona num futuro que se espera próximo, poder oferecer uma solução para o problema da assistência oftalmológica em Portugal ao nível dos cuidados primários. A rede nacional de oftalmologistas   pode constituir-se como uma alternativa credível para a lista de espera dos Hospitais.

Regiões com menos de 15 000 pessoas, afastadas dos principais centros urbanos, não têm oferta de serviços de oftalmologia no SNS ou nos hospitais privados, estando condenadas a ver perpetuada esta situação por incapacidade do Estado e desinteresse dos privados. Os custos com deslocações constituem um fardo para os doentes e um encargo assinalável para o Estado, custos que ultrapassam em muito o valor previsível de uma consulta. A triagem pré-hospitalar passaria a ser feita efetiva e eficazmente. O seguimento pós intervenções hospitalares passaria a ser feito em proximidade. Os optometristas seriam menos procurados com ganhos evidentes na saúde pública.”

Estes e outros argumentos posicionam a COESO como uma real e efetiva alternativa para a ausência de uma rede de cuidados primários de oftalmologia em Portugal.

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia tem novo presidente

Para além de Fernando Falcão Reis, na condição de presidente, a direção é composta, na comissão central por Rufino Martins Silva, Nuno Miguel Patrício Campos, Sandra Maria Soares Barrão Pinto, Maria Angelina Costa Meireles Silva e João Paulo Castro e Sousa (consultar lista completa em anexo).

O novo presidente é doutorado em medicina, com agregação em oftalmologia, pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Ao longo da sua atividade tem desempenhado vários cargos, para além dos atuais em cima enumerados, realçando-se os de consultor de oftalmologia da carreira médica hospitalar, regente da disciplina de oftalmologia do mestrado integrado de medicina e diretor do Serviço de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do Porto.

Segundo Fernando Falcão Reis, “os objetivos a curto prazo da nova direção passam por manter a SPO a funcionar com o mesmo dinamismo e eficiência que caraterizaram a atuação da direção anterior, liderada por Manuel Monteiro Grillo, mas tudo isto com uma equipa nova, e por consequência, com novas ideias.”

“Neste momento já estamos a organizar as próximas reuniões científicas promovidas pela SPO. Podemos já anunciar a reunião do Grupo Português de Glaucoma que vai ter lugar em Braga, nos próximos dias 15 e 16 de março. A longo prazo, a direção tem vários objetivos, entre eles a atualização dos estatutos da sociedade que datam de 1939, objetivo que  assume primordial importância,” acrescenta o novo presidente da SPO.   

E conclui: “A SPO é uma sociedade madura, com crédito científico firmado, aceite e respeitada nos organismos internacionais. Tem sido governada por comissões de colegas de grande prestígio entre  os pares e, ao longo das últimas décadas, é de inteira justiça considerar que foi bem governada. Pretendemos continuar a procurar ser agentes catalisadores das mudanças que os sócios sentem ser necessárias, principalmente dar resposta aos anseios dos mais novos e às preocupações dos mais velhos, de forma a defender e a valorizar a SPO e a profissão.”

Óculos Para Todos: uma aposta segura na prevenção

Os optometristas da Óculos para Todos  garantem que a maior parte das pessoas não sabe que vê mal. A par da má visão estão os cuidados essenciais, muitas vezes esquecidos. “Um simples rastreio pode solucionar muitos problemas. As consultas devem ser realizadas de dois em dois anos, no caso de não sentirem dificuldades antes”, começa por explicar, a optometrista.

“Como sinais de alerta, podemos considerar os mais óbvios como não conseguir ver bem ao longe ou ao perto, o cansaço e/ou dores de cabeça”, refere.

Fã da inovação, a Óculos para Todos decidiu apostar num equipamento de diagnóstico da Retinopatia diabética. Esta é uma doença que afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado principalmente com o tempo de duração do diabetes e com o descontrole da glicemia.

O exame é simples e indolor e consiste em tirar fotografias à retina. “Ao visualizar a retina completa consegue perceber-se se existem doenças ou sinais delas, que ainda não se manifestaram”, esclarece a optometrista. As doenças da retina, numa primeira fase, não apresentam sintomas, mas é altamente aconselhado a pessoas com diabetes, com histórico familiar e a partir dos 50 anos.

Este exame oftalmológico é abrangente e inclui a história clínica do paciente, bem como testes que avaliam a saúde da retina.

Na Óculos para Todos o exame tem um custo muito baixo (15 euros).

As fotografias tiradas à retina na Óculos para Todos são analisadas em Coimbra por oftalmologistas da universidade, que posteriormente enviam os relatórios com os resultados para a ótica.

Sobre a não obtenção de lucro com o exame, o CEO, Alexandre Lopes, diz que inovação e a diferenciação de serviços foram os motivos que o levaram a investir nesta tecnologia.

“Sabemos que existem muitas pessoas com problemas de cegueira, dando a possibilidade de ser acessível a todos”, diz.

É com este exame que a ótica, conhecida por fazer óculos mais baratos e de qualidade, dá o grande passo naquela que é a estratégia empresarial definida: inovação e prevenção.

“Queremos dar este passo em frente e ajudar as pessoas que precisam deste tipo de cuidados”, afirma Alexandre Lopes.

RASTREIOS NAS PRAIAS E NAS ESCOLAS

Durante o verão, realizaram rastreios nas praias, investindo num equipamento que em 20 minutos fornece um relatório completo da saúde ocular. Os resultados surpreendentes mostram que quase metade das pessoas que aderiram não têm consciência da saúde da sua visão. “Há muita gente a ver mal (44%) das pessoas analisadas não sabia que precisa de usar óculos”, explica o CEO.

Depois das praias vem outro desafio e que pretende analisar os olhos dos mais novos.

“Estamos a pensar em realizar parcerias com as escolas e juntas de freguesias para reproduzirmos o rastreio das praias junto dos mais novos. No terceiro trimestre vamos começar a trabalhar a prevenção. Esta será a nossa aposta”, conta Alexandre.

Para já está um acordo formalizado com a junta de freguesia de Lordelo, em Massarelos, no Porto. Mas a ideia é estender a iniciativa a todo o Grande Porto.

Há três anos no mercado, a Óculos para Todos já passou de um consultório para três na loja (um de optometria e outro de contactologia), devido à lista de espera extensa.

A ótica está instalada na Rua Sá da Bandeira, no Porto, e já tem ideia de se expandir até Lisboa, porém é uma decisão que tem vindo a ser maturada. Alexandre afirma que é uma decisão que tem vindo a ser adiada porque quando chegar a altura quer entrar a 100%.

“O investimento tem de ser o certo. Tem de ser tudo de uma vez. “Estamos no mercado há três anos e as pessoas já nos conhecem, por isso, quando entrarmos em Lisboa será de uma vez só”, conclui.

Atualmente com 11 colaboradores, a subir brevemente para 13, a Óculos para Todos tem vindo a provar que o seu conceito smart cost resulta e é digno de uma qualidade exemplar apesar do “preço fixo” ser muito baixo: a partir de 9,99€ para óculos completos monofocais e a partir de 29,99€ para óculos completos progressivos.

Peso da idade não tem que ser fatalidade para a saúde visual

Os olhos não podem ser esquecidos, uma vez que o envelhecimento progressivo da população tem como consequência o aumento da prevalência de doenças visuais, como a catarata, a degenerescência macular relacionada com a idade e o glaucoma, três dos problemas de saúde visual que mais afetam os idosos. É para eles que alerta a SPO, que confirma: o peso da idade não tem que ser uma fatalidade para a saúde visual.

“O cristalino sofre um processo de envelhecimento ao longo dos anos”, confirma Manuel Monteiro Grillo, presidente da SPO. É à alteração deste cristalino que se dá o nome de catarata, “que é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo”. Aliás, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, estima-se que as as cataratas venham a ser a causa de cegueira reversível em 50 milhões de pessoas até 2025. Mas não tem que ser assim, confirma o especialista. “Há tratamento disponível capaz de evitar a cegueira e devolver a visão. A oftalmologia evolui muito e consegue dar cada vez mais respostas satisfatórias.”

A este problema junta-se outro, também ele frequente na população mais idosa, a degenerescência macular relacionada com a idade (DMI), uma doença da retina que se manifesta acima dos 50 anos, sendo a sua principal característica a perda da visão central. Por cá, os dados da DGS estimam que este problema progressivo, que é assintomático nas suas formas mais precoces, afete 12,5% da população portuguesa, estando as suas formas mais tardias associadas a perda grave de visão ou cegueira.

Ainda desconhecido por muitos, o glaucoma é subdiagnosticado e “silencioso” ao provocar danos progressivos na visão sem aviso até às fases mais avançadas da doença. Apesar de o tratamento ser eficaz na estabilização desta patologia, é incapaz de reverter as lesões já provocadas. Isto significa que quanto mais precoce o diagnóstico, maior é a visão preservada.

O glaucoma afeta cerca de 80 milhões de pessoas em todo o mundo e representa um problema não só de oftalmologia mas também de saúde pública. É a segunda causa mundial de cegueira (cerca de 9 milhões de cegos por glaucoma em todo o mundo) e a primeira causa de cegueira irreversível evitável. Estima-se que mesmo nos países desenvolvidos só cerca de 50% dos portadores de glaucoma sejam diagnosticados e tratados porque a maioria dos doentes inicialmente não tem alterações visuais perceptíveis.

“A nossa maior preocupação aqui é levar as pessoas a procurar cuidados oftalmológicos, uma vez que a maioria apenas recorre ao especialista numa situação tardia, quando é mais difícil realizar um tratamento eficaz”, alerta o presidente da SPO. De facto, são cada vez mais as soluções disponíveis para melhorar a acuidade visual e evitar a cegueira. Não só evoluíram os métodos de diagnóstico, como também os tratamentos, “que tornam hoje possível que se previnam e tratem doenças que há uns anos eram consideradas incuráveis.” O importante é estar atento aos sinais e procurar um especialista.

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