Inicio Tags Solidariedade

Tag: Solidariedade

Distribuem água fresca na A1 em dia de calor intenso e são aplaudidos

Um incêndio obrigou, este domingo, ao corte da A1 nos dois sentidos. Em dia de calor intenso, foram muitos os automobilistas que tiveram de esperar durante horas para chegar aos seus destinos.

Inesperadamente, um homem e uma mulher começam a distribuir água fresca pelos automobilistas e passageiros, que desesperavam com as altas temperaturas. O relato foi feito, horas mais tarde, nas redes sociais.

Esta senhora não sabe o quanto todas estas pessoas lhe ficaram gratas. Distribuiu garrafas de água de 1,5 litros fresca por todos nós, que tivemos cinco horas parados em plena A1, com 40ºC e um incêndio a poucos quilómetros, contou um utilizador numa publicação feita no Facebook.

A água que levávamos no carro já estava quente e eis que começo a ver pessoas a correr e a gritar água. Incrível.. E quando acabou de distribuir todas as que tinha no carro, que ainda foram várias dezenas, todas as pessoas de pé e fora dos carros começaram a bater palmas! Obrigada! Ainda há boas pessoas neste país!, relatou Daniela Santos, numa publicação acompanhada de um vídeo visto já por 42 mil utilizadores.

VIII recolha de medicamentos do Banco Farmacêutico vai apoiar 90 IPSS

A iniciativa conta com a adesão de 160 farmácias e os medicamentos recolhidos chegarão aos utentes de 90 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Leiria, Coimbra, Évora, Beja, Faro, Aveiro, Braga, Porto, Vila Real e Bragança.
A Jornada de Recolha de Medicamentos do Banco Farmacêutico quer sensibilizar os portugueses para a doação de medicamentos e produtos de saúde não sujeitos a receita médica, numa dinâmica semelhante à do Banco Alimentar Contra a Fome.

A recolha é feita nas farmácias aderentes, onde o farmacêutico está informado sobre as necessidades mais prementes das instituições que serão ajudadas. Só podem ser doados medicamentos novos, seguros e de qualidade e que ainda não tenham estado fora do circuito do medicamento (não são aceites medicamentos vindos de casa) e que correspondam à lista de necessidades de cada uma das instituições de solidariedade social contempladas pela recolha.
As doações serão recolhidas nas farmácias aderentes por 500 voluntários e distribuídas posteriormente pelas IPSS abrangidas pelo projeto.
Na edição anterior foram recolhidos mais de 10.500 medicamentos e produtos de saúde, num valor superior a 42 mil euros. As doações foram distribuídas a 77 instituições das zonas centro e sul do país e chegaram a cerca de 80 mil pessoas. À edição de 2015 aderiram 132 farmácias.

Luís Mendonça, presidente do Banco Farmacêutico nota que “a solidariedade dos portugueses tem crescido nos últimos anos, apesar do contexto de crise económica. É com muita satisfação que constatamos que cada nova edição conta com mais farmácias, mais doações e chega a cada vez mais pessoas, o que nos permite alcançar o nosso principal objetivo”.
A VIII Jornada de Recolha de Medicamentos conta com o apoio de cada uma das farmácias aderentes, da Ordem dos Farmacêuticos, da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e da Logista Pharma.
Para saber mais sobre o projeto e quais as farmácias e instituições abrangidas pela recolha de 2016 visite o site www.bancofarmaceutico.pt.

Sete projetos de misericórdias recebem mais de um milhão da Santa Casa

Os projetos vão ser apoiados através do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), que resulta de um acordo entre a Santa Casa e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), “para, com as receitas dos jogos sociais, apoiar a concretização de projetos socialmente prioritários das Misericórdias de todo o país”.

Entre os projetos agora apoiados está a ampliação do lar de idosos da Misericórdia da Lousã, a requalificação do espaço exterior do lar de S. João, em Constância, as obras de ampliação no lar de idosos São Nuno de Santa Maria, em Aljubarrota, e o apoio à reabilitação de um lar destinado a portadores de deficiência, na Madalena do Pico, nos Açores.

Também vão ser apoiados a extensão do lar de grandes dependentes em Boticas, a adaptação e reabilitação do jardim-de-infância em Celorico da Beira e a construção da cozinha e lavandaria de apoio à unidade de cuidados continuados integrados em Vila de Pereira (Coimbra).

Os primeiros contratos apoiados por este fundo foram assinados em setembro, num total de mais de um milhão de euros (1.091.816,68 euros), que auxiliaram seis projetos.

Este financiamento está a permitir às Misericórdias de Penela, Pernes, Almeirim, Barreiro, Ponte de Sôr e Cabeço de Vide desenvolver projetos de cariz social considerados prioritários para a população, estando todas as obras já em curso.

Alguns dos trabalhos devem estar concluídos antes do final do ano, indiciou a SCML.

O Fundo apoia projetos de Misericórdias portuguesas, dando prioridade a respostas sociais ligadas ao envelhecimento, à deficiência e à pobreza, e dispõe anualmente de cinco milhões de euros provenientes de receitas dos jogos.

Banco Alimentar recolheu 2.270 toneladas de alimentos no fim de semana

Os alimentos vão agora ser distribuídos por um total de 2.600 instituições de solidariedade social, abrangendo mais de 425 mil pessoas “com carências alimentares comprovadas”, indica o Banco Alimentar num comunicado.

A campanha contou com 42 mil voluntários e envolveu mais de 2.000 superfícies comerciais de todo o país, decorrendo em simultâneo com operações de recolha de alimentos organizadas pelos 264 bancos alimentares europeus.

No domingo, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome indicou à Lusa que na última campanha foram recolhidas 2.650 toneladas de alimentos.

Isabel Jonet esperava que o volume angariado no fim de semana passado fosse superior, o que acabou por não se verificar.

Banco Alimentar com 42 mil voluntários em dois mil supermercados

“No próximo fim-de-semana temos uma vez mais a habitual campanha saco e esta campanha ocorre em cerca de 2 mil lojas com a ajuda inestimável de 42 mil pessoas que voluntariamente dão o seu tempo com um único fito que é convidar pessoas que vão às compras a partilhar um pouco daquilo que vão comprar para sua casa com as pessoas mais pobres da sua região”, disse à Lusa Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

Este é o convite que é deixado campanha após campanha pelos voluntários que nos dias 28 e 29 de novembro vão vestir a camisola da luta contra a fome em Portugal e vão estar nos supermercados a distribuir sacos pelas pessoas que vão às compras, para que estas colaborem com alguns produtos alimentares.

Estes alimentos serão depois transportados para cada um dos 21 bancos alimentares em atividade em Portugal e depois serão distribuídos logo a partir de segunda-feira através de uma rede de instituições de solidariedade a pessoas com carências.

“Os Bancos Alimentares trabalham nesta lógica: recolha local, distribuição local, onde recolhem, distribuem, aumentando assim, por um lado, a proximidade entre quem dá e quem recebe, mas sobretudo também garantindo o controlo do destino dos produtos”, disse a responsável.

As instituições são o grande parceiro do Banco Alimentar (BA) no terreno, “porque são as instituições que conhecem as famílias, que podem chegar a cada família, mas que também podem através do alimento e do apoio desenvolver projetos de autonomização das famílias”, acrescentou.

Segundo Isabel Jonet, atualmente são apoiadas 425 mil pessoas, através das 2.600 instituições a quem o BA entrega diariamente alimentos.

Essas pessoas são ajudadas tanto com cabazes de alimentos como com refeições confecionadas: os cabazes são entregues às famílias, que vão uma vez por semana a uma instituição buscar um saco de comida, e os alimentos são distribuídos já confecionados em casas das pessoas sob a forma de apoio domiciliário ou na própria instituição, que tem as valências de creche, de ATL, de lar.

Aquilo que garantimos é que tudo aquilo que uma instituição leva do Banco Alimentar chega ao prato de uma família com carências alimentares e que faz parte de um processo integrado de ajuda.

As campanha vai dispor de sacos “amigos de ambiente”, sacos de papel que têm também a vantagem de servir para “alimentar a campanha papel por alimentos que os bancos alimentares desenvolvem ao longo de todo o ano”, no âmbito da qual solicitam às pessoas que doem o seu papel, que é depois encaminhado para um operador de resíduos, que dá alimentos em troca.

Ainda haverá sacos de plástico, para escoar o stock existente em cada um dos bancos alimentares.

As “campanhas saco” são complementadas com outras duas modalidades: um vale, disponível nas caixas dos supermercados até dia 6 de dezembro, que as pessoas podem entregar no valor de um produto, e uma plataforma online no site www.alimenteestaideia.net, onde se pode fazer uma doação.

Na última campanha, os bancos alimentares recolheram 2.650 toneladas de alimento, mas o que Isabel Jonet tem como previsão para esta campanha é o mesmo que tem para todas, “o melhor que pode ser naquele momento porque são aquilo que os portugueses têm vontade e capacidade de ajudar”.

“O Banco Alimentar e as suas campanhas são um dos bons barómetros que há em Portugal para mediar a situação das famílias porque quem contribui para o BA não são as pessoas com mais capacidade financeira, não são os mais ricos, são muitas vezes até os mais pobres e aqueles que com este donativo querem fazer a diferença”, frisou.

Segundo a responsável, o que se verificou desde 2010 foi que no ano em que havia mais crise houve uma quebra na entrada de produtos, mas não no número de sacos disponibilizados, o que significa que “doaram as mesmas pessoas mas doaram menos”.

Nas duas últimas campanhas já se registou um acréscimo nas quantidades na campanha saco e um grande acréscimo na ajuda vale, disse, acrescentando ter a convicção de que “também esta será a melhor campanha que puder ser”.

Famílias portuguesas e imigrantes abrem portas e almoçam juntas

Projeto Família Amiga

O Alto Comissariado para as Migrações (ACM) leva assim a cabo mais uma edição do projeto Família do Lado – 2015 (Next Door Family EU), que acontece em Portugal, mas também em Espanha, Cabo Verde e República Checa.

Às 13:00 de domingo, famílias de todo o país receberam em sua casa pessoas que não conhecem, constituindo-se pares de famílias – uma imigrante e outra autóctone (ou vice versa) – para um almoço-convívio, típico da sua cultura de origem.

Jair Batista, 64 anos, e a mulher, de 54 anos, são um dos muitos casais convidados. Natural de São Paulo e a viver no Algarve desde 1998, o músico brasileiro Jair Batista contou à Lusa que está entusiasmado com o projeto.

“Eu contacto diariamente com muitas pessoas, que acabo por conhecer, mas não existe um convívio muito familiar e não posso dizer que sejam meus amigos. Já este almoço poderá ser um primeiro passo para uma futura amizade”, contou à Lusa o músico que agora vive em Portimão.

Para este ano estão previstos centenas de almoços em 57 concelhos, desde Viana do Castelo a Portimão, passando pelos Açores, que contam com o envolvimento de 103 entidades.

Foi a mulher de Jair Batista quem se inscreveu e o músico garante que gostou da surpresa: “Vai ser bom estar com pessoas aqui da terra de forma mais intima”, explicou, acrescentando que este ano vão participar como convidados e, caso gostem da experiência, admitem vir a ser anfitriões.

Segundo o Alto Comissariado para as Migrações, “trata-se de uma iniciativa que visa contribuir para uma integração mais efetiva dos imigrantes na sociedade portuguesa, reforçando as relações sociais e promovendo a diversidade cultural existente no nosso país”.

Portugal participou pela primeira vez em 2012, tendo sido, desde então, um dos países com maior número de participantes: entre 2012 e 2014, realizaram-se 242 encontros que envolveram 559 famílias (309 famílias imigrantes e 250 famílias portuguesas), de 50 nacionalidades diferentes.

Nos últimos anos, participaram diretamente 1.717 pessoas e 232 voluntários.

O convívio agendado para domingo repete-se também em muitas outras casas de famílias que vivem em Espanha, Cabo Verde e República Checa, país que lançou esta iniciativa em 2004.

EMPRESAS