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Rotas do Porto canceladas valiam prejuízo de 8 milhões à TAP

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Dentro de pouco mais de um mês, a TAP deixará de voar a partir do Porto para Barcelona, Bruxelas, Milão e Roma.

Esta decisão tem gerado bastante controvérsia e, esta segunda-feira, a transportadora aérea volta a sublinhar que, “não obstante as boas taxas de ocupação” destes voos, os “custos da operação dessas rotas não permite, atualmente, a rentabilidade da sua operação”.

Em comunicado enviado às redações, a TAP faz ainda saber que as rotas em causa “significam para a TAP um prejuízo de 8,020 milhões de euros”.

Este assunto tem colocado a transportadora aérea nacional e a Câmara Municipal do Porto em ‘pé de guerra’ com a autarquia a revelar que os relatórios de contas dos últimos oito anos da Portugália a revelarem que a TAP “não é apenas lucrativa como a sua operação e procura são sustentáveis”.

Isto “ao contrário da operação da TAP, centrada no hub em Lisboa, que em 2016 deu 46 milhões de euros de prejuízo”.

DECO “bastante preocupada” com supressão de voos da TAP no Porto

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Em comunicado enviado à agência Lusa, em nome da delegação regional do norte da DECO, a associação sublinha que o aeroporto Sá Carneiro serve “uma região onde a mobilidade aérea tem uma enorme relevância na vida dos seus consumidores”.

“Seja por via do número de emigrantes que utilizam os voos para a Europa como ligação ao nosso país, seja por via das empresas exportadoras sediadas nesta região, seja pelo turismo, setores com forte impacto em termos de emprego na região norte de Portugal”, justifica a DECO.

De acordo com a associação de defesa do consumidor, a prova está nos números, lembrando que as taxas de ocupação de voos da TAP de e para Bruxelas, Milão (aeroporto de Malpensa), Roma e Barcelona rondam os 77% a 95%, com um universo aproximado, em 2015, de 190 mil passageiros.

“Estando os direitos dos consumidores à qualidade dos bens e serviços, à informação, à segurança e à proteção dos seus interesses económicos constitucionalmente consagrados, a delegação regional do norte da DECO alerta para o impacto económico e social que a supressão destes voos poderá representar para os consumidores de toda a região norte de Portugal”, lê-se no comunicado.

Nesse sentido, a associação apela ao consórcio Atlantic Gateway, ao conselho de administração da TAP e ao Governo para reponderarem a estratégia, de modo a não prejudicar a mobilidade dos passageiros do norte do país, mas também com vista a valorizar a presença desses passageiros no Aeroporto Sá Carneiro no contexto dos voos de médio e longo curso.

Para segunda-feira, dia 15 de fevereiro, está marcada uma reunião entre a administração da TAP e os autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP) para abordar a suspensão de quatro voos da companhia aérea nacional de e para o Porto.

A TAP anunciou a suspensão das ligações diretas do Porto para Barcelona (Espanha), Bruxelas (Bélgica) e Roma e Milão (Itália) a partir de 27 de março, alegando que estas rotas são deficitárias.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, no âmbito de uma reunião camarária pública, admitiu apelar à população da região para não voar na TAP.

Na mesma altura, o autarca prometeu não desistir da “guerra séria” para que a TAP, agora detida em 50% pelo Estado, restabeleça as rotas que anunciou querer suspender a partir do aeroporto do Porto, nomeadamente para Roma, Milão (Itália), Bruxelas (Bélgica) e Barcelona (Espanha).

Dois dias antes, Rui Moreira desafiou o Governo a dar ordens à TAP para restabelecer as ligações internacionais que a transportadora anunciou querer suspender partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro.

O Estado conseguiu reverter o processo de privatização da TAP e passou a deter 50%, em vez dos anunciados 34%, tendo que pagar 1,9 milhões de euros ao consórcio Atlantic Gateway.

Taxa de ocupação dos voos da TAP no Sá Carneiro de 90% em 2015

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“As quatro ligações que a TAP promete suspender a partir de março, representaram em 2015 para a companhia o transporte de perto de 190 mil passageiros, em 1.867 voos de ida e volta”, lê-se num artigo publicado hoje no portal de notícias da Câmara do Porto.

A empresa anunciou no dia 18 de janeiro que vai suprimir quatro voos para a Europa a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro já a partir de 27 de março, num total de 16 ligações diárias, designadamente para Roma, Milão (Itália), Bruxelas (Bélgica) e Barcelona (Espanha).

Esta suspensão é feita “no âmbito da otimização da sua operação de forma a melhorar a rentabilidade da companhia”, uma vez que estas nove rotas são deficitárias, justificou a TAP.

A Lusa contactou esta manhã a TAP que até ao momento ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Referindo que “teve acesso aos números referentes às taxas de ocupação média, em 2015, dos voos suprimidos pela TAP a partir e com destino ao aeroporto Francisco Sá Carneiro”, a autarquia decidiu “haver interesse público” na sua publicação, uma vez que “demonstram que os aviões viajavam cheios ou quase cheios de e para o Porto”.

De acordo com a Câmara, em 2015, a taxa média de ocupação nos voos diretos do Porto para Bruxelas foi de 90%, para Milão foi de 88% e 95% nas ligações da manhã e da tarde, respetivamente, para Roma foi de 89% e para Barcelona ficou nos 91% e 88%, nos voos da manhã e da tarde, respetivamente.

“Só a ligação direta entre o Porto e Bruxelas transportou, em 2015, mais de 53 mil passageiros, em 350 voos, e as duas ligações a Milão (manhã e tarde) transportaram outros tantos, em 622 voos, embora em aeronaves mais pequenas. Na ligação a Roma, a TAP transportou mais de 40 mil passageiros, em 240 voos, e a ligação a Barcelona mais de 42 mil, em 655 voos”, sustenta a Câmara do Porto.

A autarquia acrescenta ainda que a TAP usou sobretudo nestas ligações os aviões da Portugália (Embraer E145 e Fokker 100), “que viajavam sempre cheios”, mas “sempre que [a TAP] usou aparelhos de maior dimensão, como o Airbus A319 ou A320, os voos foram também cheios, tendo registado uma ocupação de 100%”, sublinha.

O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, criticou já várias vezes esta decisão, tendo afirmado temer o pior sobre a estratégia da TAP para o Porto.

O autarca disse também estar “preocupado” com a ligação Vigo-Lisboa, que a TAP pretende em julho, considerando que que esta vai “drenar o tráfego da Galiza e retirar passageiros” ao aeroporto Sá Carneiro.

PJ identificou suspeito de falsa ameaça de bomba em avião

Aeroporto de Faro

O aparelho da TAP foi revistado pelas autoridades que não encontraram qualquer objeto suspeito a bordo do avião.

O voo da companhia aérea portuguesa iria ligar Faro a Lisboa quando, por volta das seis da manhã, o 112 recebeu uma chamada com um alerta de bomba.

Os 38 passageiros que seguiam a bordo foram retirados do avião e colocados em segurança.

“TAP não se tem comportado como transportadora nacional”

TAP

Numa reunião da assembleia municipal, Rui Moreira reafirmou as suas críticas à companhia aérea por querer acabar com voos de médio curso e intercontinentais entre o Porto e algumas cidades europeias e do continente americano.

O autarca afirmou que o Norte deve “fazer tudo para encontrar soluções” se a TAP ficar em mãos privadas.

“Se for uma empresa pública, temos de exigir ao Governo que demita quem lá está, que deu cabo do negócio no Brasil, não foi em Portugal”, completou, considerando que a companhia também tratou mal Faro e Ponta Delgada e que esta cidade açoriana ficou a ganhar desde que começou a ter voos de baixo custo.

O Governo atual quer reverter a privatização da TAP e trazê-la de novo para a esfera pública. Neste caso, Rui Moreira defendeu que se devem “pedir satisfações ao Governo” e perguntar-lhe se os contribuintes têm de pagar por uma empresa pública que privilegia Lisboa e ignora os restantes aeroportos.

“A TAP, nos últimos 12 anos, não se tem comportado como uma transportadora nacional. A história de que é um ativo estratégico para o país e para a diáspora é uma balela. Não é verdade. Os sucessivos governos têm permitido uma gestão da TAP que, objetivamente, não interessa à diáspora, aos emigrantes e ao Porto”, argumentou.

Rui Moreira declarou simpatizar com as companhias de baixo custo Ryanair e EasyJet.

“Pelo menos, transportam-nos, não custam dinheiro ao erário público, têm bases no Porto” e criam emprego, salientou.

“Não nos vamos calar”, garantiu ainda.

Maioria da TAP voltará para Estado mesmo sem acordo, diz Costa

TAP

Em conferência de imprensa, António Costa referiu que a negociação tem que continuar e espera que “haja um acordo”, mas alertou que a execução do programa do Governo avançará mesmo sem acordo.

António Costa sublinhou que “se não for com o acordo, é sem o acordo”

“Eu acho que o resultado final vai ser esse (privados com a minoria), espero que seja feito por acordo”, afirmou o governante, garantindo que o “Estado retomará 51% do capital da TAP”.

“Estou certo de que será feito por acordo e que, independente de declarações negociais que sejam feitas, o resultado final será a contendo de todas as partes”, disse.

“A execução do programa do Governo não está sujeita à vontade de particulares que resolveram assinar um contrato com o Estado português, nas situações, no mínimo precárias, visto que estavam a assinar com um Governo que tinha sido demitido na véspera”, disse o primeiro-ministro numa referência à transportadora aérea TAP.

Na quinta-feira, o empresário Humberto Pedrosa, acionista maioritário da Atlantic Gateway, reuniu-se com o Governo para o primeiro encontro oficial sobre a recuperação da posição maioritária do Estado.

Após o encontro, Humberto Pedrosa afirmou que o seu projeto “não se adapta” com uma posição de minoria.

“O nosso projeto não se adapta com minoria”, afirmou o empresário, acrescentando: “Estamos a conversar [com o Governo]. Isto foi uma primeira conversa, com certeza que o Governo não quer fechar a porta e nós não queremos fechar a porta”.

O acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP foi assinado no dia 12 de novembro entre a Parpública, empresa gestora das participações públicas, e o agrupamento Gateway, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, do então secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.

Fernando Pinto recusa fazer previsões sobre os resultados da TAP

TAP

“Não sei qual é o resultado, mas só sei que não será bom. (…) É impossível dizer isso no momento. Uma empresa aérea depende muitos dos últimos dois meses. Ainda não sei os resultados de novembro”, afirmou Fernando Pinto, quando questionado sobre as previsões de resultados para 2015.

Em declarações num encontro com jornalistas, o presidente executivo da TAP explicou que Brasil, Angola e Venezuela são “três mercados extremamente importantes que sofreram, o que vai influenciar os resultados da empresa”.

Fernando Pinto adiantou que a média de passageiros do mercado brasileiro caiu bastante em 2015, apesar de nos últimos meses ter havido uma recuperação “razoável” e as ligações para Angola também registaram uma queda acentuada do volume de vendas.

Em relação à Venezuela, a retenção de receitas dos voos levou a TAP a mudar a estratégia de venda, à semelhança do que também fez em Angola, explicando que agora “o principal volume de vendas vem do exterior”, por isso, “não está a acumular [dívida] “.

O presidente da TAP apontou ainda o impacto da descida do preço do petróleo de cerca de 30%, “um vento a favor”, mas com um impacto na companhia até setembro de apenas 3%, devido à desvalorização do euro face ao dólar.

Mas, acrescentou: “Agora no final do ano já se começou a fazer sentir [o impacto da descida do preço do petróleo]”.

Em 2014, a companhia aérea TAP teve prejuízos de 46 milhões de euros, após cinco anos consecutivos com resultados positivos, o que foi justificado pelos problemas operacionais e greves do segundo semestre.

Segundo a companhia aérea, a entrada tardia em operação dos novos aviões, 22 dias de greve, anunciadas ou efetuadas, no segundo semestre, e o registo de algumas ocorrências operacionais, tiveram um impacto 108 milhões de euros.

Aos jornalistas, Fernando Pinto afirmou hoje que 2015 está a ser “melhor” a nível operacional do que 2014, mas fez depender o fecho de contas “de muitos componentes”.

Recentemente a TAP anunciou que o número de passageiros transportados em novembro aumentou 8,3%, para 772 mil, o primeiro mês com crescimento desde abril, quando o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil anunciou uma greve de dez dias para maio.

O crescimento durante o mês de novembro foi insuficiente para alcançar a recuperação anual do tráfego, com 10,544 milhões de passageiros transportados até 30 de novembro, menos 0,7% face ao mesmo período de 2014.

A 12 de novembro, a TAP passou a ser detida maioritariamente (61%) pelo consórcio Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa.

TAP foi a 8ª companhia mais pontual do mundo em novembro

TAP

“Trata-se de um desempenho assinalável da companhia aérea portuguesa que, fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido, a coloca desde já como referência da indústria a nível mundial”, explica a TAP, em comunicado.

Esta melhoria, a que se juntam muitas outras que serão gradualmente apresentadas nos próximos meses, conforme adianta a empresa, são “um sinal concreto de que a nova TAP que está em desenvolvimento vai concretizar os seus propósitos de ser uma referência no panorama da aviação comercial”, esclarece na mesma nota.

Em Setembro e Outubro a TAP tinha-se cotado como a 29ª companhia mais pontual, respetivamente com 78,27% e com 79,84% de voos à hora.

Ryanair e TAP estarão em negociações para dividir voos

Avião da Ryanair

Depois de ter sido notícia que a TAP estaria a pensar em acabar com os voos de longo curso no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, há agora a possibilidade de vir a partilhar os seus voos com a Ryanair, adianta o Jornal de Notícias.

A empresa low cost tem estado em negociações com a TAP para tentar alimentar os voos de longo curso ficando responsáveis pela rede regional. Ou seja, na rota Lisboa – S. Paulo, por exemplo, a Ryanair ficaria responsável pelo voo entre Lisboa e Madrid e a TAP faria a ligação entre a cidade espanhola e brasileira.

Contudo, segundo o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, não há abertura para que a sua companhia possa voar em nome da TAP mas apenas para a TAP comprar o lugar entre o Porto e Lisboa para transportar os seus próprios passageiros.

O objetivo seria conciliar o facto de as companhias aéreas low cost dominarem já vários aeroportos europeus, enquanto companhias como a TAP estão a tentar rentabilizar operações para baixar as suas despesas.

TAP nega fim dos voos de longo curso no Aeroporto Sá Carneiro

Ao contrário do que afirmou esta manhã Rui Moreira, a TAP veio agora anunciar que ainda nenhuma decisão foi tomada sobre a suspensão de voos de e para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

A Rádio Renascença contactou fonte do consórcio Gateway que referiu que nada está decidido sobre os voos de longo curso para o Porto, lembrando que qualquer alteração nas rotas é primeiramente comunicada ao mercado.

Recorde-se que esta manhã o presidente da Câmara Municipal do Porto dava conta de que a cidade nortenha voltava a ser “ignorada”, depois dos acionistas da companhia o terem informado que estavam a ponderar o fim dos voos de longo curso no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

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