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TAP planeia “acabar com voos de longo curso no Porto”

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou à Rádio Renascença que a TAP está a ponderar acabar com os voos de longo curso no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

“Estou muito preocupado com as notícias que nos chegam relativamente à TAP”, disse o autarca, revelando que as mesmas lhe foram dadas pelos novos acionistas da companhia aérea.

Rui Moreira considera que a decisão é “uma grande ameaça para a região”, sendo que obriga a que se tenha que “ir a Lisboa com a velhinha frota Embraer da Portugália” para ai apanhar um avião de longo curso.

“É uma pena, mas aconteceu nesta privatização, mais uma vez, o costume, que também já aconteceu o mesmo na privatização dos aeroportos: o Porto é sempre ignorado”, disse, desiludido, deixando, contudo, uma ameaça.

“Deixo aqui um sério aviso: é que a população do Norte de Portugal não vai esquecer isto e, provavelmente, vai escolher outro aeroporto. Madrid está à mesma distância de Lisboa. Em tempo aéreo, é praticamente o mesmo”, lembrou.

TAP aumenta passageiros transportados em novembro

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Ainda assim, o crescimento durante o mês de novembro foi insuficiente para alcançar a recuperação anual do tráfego, com 10,544 milhões de passageiros transportados até 30 de novembro, menos 0,7% face ao mesmo período de 2014.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da TAP realçou que novembro – no dia 12 a TAP deixou de ser uma empresa pública – foi “o melhor mês do ano”, representando “o primeiro sinal de recuperação de confiança desde maio, em que o Sindicato dos Pilotos [SPAC] fez uma greve de dez dias”.

“Logo em abril, altura em que a greve foi convocada, a confiança começou a cair e, agora em novembro, dá-se a recuperação com um sinal muito positivo”, reforçou fonte da companhia.

O crescimento do número de passageiros aconteceu nos principais mercados da TAP, com especial incidência para a Europa (11%) e África (15%), mas também para os EUA (6%) e Brasil (2,5%).

Já a taxa de ocupação — indicador de rentabilidade — aumentou três pontos percentuais em novembro, atingindo os 80%, baixando para os 73,3% ao longo dos 11 meses.

Em novembro, 90% dos voos da TAP do ‘hub’ de Lisboa foram pontuais, o que é “mais um motivo de orgulho” para a transportadora, detida maioritariamente pelo consórcio Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman.

Assim, a pontualidade média desde o início do ano subiu para os 81%, adiantou a mesma fonte.

O acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP foi assinado no dia 12 entre a Parpública, empresa gestora das participações públicas, e o agrupamento Gateway, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, do então secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.

Terrenos onde TAP tem a sede já estão à venda

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Já estão à venda os terrenos onde se situam escritórios, oficinas e instalações de apoio da TAP, em Lisboa.

A zona em causa é próxima do aeroporto da Portela e o Dinheiro Vivo, que avança com a informação, adianta que já há interessados no negócio.

David Neeleman e Humberto Pedrosa, os novos donos da TAP, através do consórcio Gateway, estarão já a preparar medidas de reestruturação da empresa. E a venda de terrenos poderá fazer parte deste processo.

Os terrenos em causa fazem parte da TAP desde 1989, altura em que um decreto-lei assinado por Cavaco Silva, primeiro-ministro português de então, e promulgado por Mário Soares, passou estes 22,45 hectares do domínio público para a esfera da empresa, na altura também ela pública.

O reduto TAP faz parte do património da companhia deste 1989, quando um decreto-lei assinado por Cavaco Silva, à data primeiro-ministro, e promulgado por Mário Soares, Presidente da República, desanexou estes

Uma avaliação de 2014 da Parpública apontava para a zona conhecida como ‘reduto TAP’ um valor na ordem dos 146 milhões de euros, em valores líquidos.

Assim será a nova TAP. Confira aqui o que irá mudar

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A assinatura final do contrato de privatização da TAP promete trazer muitas mudanças à transportadora aérea portuguesa. Com novos donos e mais dinheiro nos cofres, a empresa vai apostar numa nova estratégia, apresentada aos trabalhadores na passada sexta-feira.

Os 150 milhões de euros injetados por Humberto Pedrosa e David Neeleman vão ser essenciais para a estabilidade a curto prazo, mas a aposta no futuro não será menor. O acordo com o Governo português vai garantir a manutenção do ‘hub’ em Lisboa por pelo menos 30 anos e este será o centro da aposta nos voos para as Américas e continente africano.

Boston, Chicago, Hartford, Montreal, Toronto e Washington serão alguns dos novos destinos da TAP, que se juntarão a um reforço no mercado brasileiro, noticia o Jornal de Negócios. Para garantir as novas rotas, o consórcio Atlantic Gateway já encomendou 53 aviões de nova geração à Airbus, que deverão começar a chegar no final de 2017.

Por fim, os novos donos da TAP querem passar a fazer concorrência às transportadoras de baixo custo. Na reunião com os trabalhadores, David Neeleman revelou que para “quem quiser viajar atrás e mais apertado”, a companhia portuguesa vai passar a ter “uma tarifa de 39 euros”.

“Mas o passageiro vai sentar-se atrás e pagar pela bagagem”, revelou o empresário norte-americano. Ainda assim, a TAP vai continuar a oferecer os preços normais, para os clientes que “não se importam de pagar mais, porque preferem viajar com melhores condições”.

Depois de ganhar TAP, Pedrosa pode perder Barraqueiro

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Humberto Pedrosa assinou o contrato de compra da TAP em parceria com David Neeleman na passada quinta-feira, mas as atenções do empresário poderão ser temporariamente desviadas pela companhia que lhe valeu a maior parte da fortuna.

A Barraqueiro, transportadora terrestre detida pela família Pedrosa, é detida parcialmente pela multinacional Arriva, que assume agora o interesse em tornar-se o acionista maioritário através de uma proposta de aquisição. “Se quisermos, um dia tenho a certeza que isso acontecerá, vamos ter esse negócio, o grupo Arriva irá adquirir o controlo do grupo Barraqueiro” garantiu o presidente executivo David Martin, em declarações ao Diário Económico.

“O grupo Barraqueiro é uma empresa familiar e pensamos que um dia o senhor Humberto Pedrosa poderá tomar a decisão de alienar o grupo (…) Estamos sempre em negociações com o senhor Humberto Pedrosa nesse sentido”, assegura o gestor da Arriva.

Neste momento, a empresa britânica, subsidiária do Deutsche Bahn, detém 31,5% do grupo Barraqueiro, tendo comprado à companhia portuguesa 100% do capital da Transportes Sul do Tejo. “Neste momento, posso assegurar que trabalhamos muito bem em conjunto e que consideramos o grupo Barraqueiro o nosso parceiro ideal em Portugal”, conclui David Martin.

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