Inicio Tags Tecnologia

Tag: tecnologia

Apple reduz produção de iPhones por excesso de stock

Segundo avançado pelo jornal japonês Nikkei, a decisão é explicada por uma desaceleração das vendas (com consequente subida dos níveis de produto em armazém) nos mercados da China, EUA e Japão.

De acordo com a mesma fonte, a Apple já terá prevenido os fornecedores de componentes japoneses e sul-coreanos, nomeadamente a Japan Display, Sharp, Sony, LG, TDK e Kyocera.

Depois de reajustados os níveis dos stocks, o volume de produção dos aparelhos Apple deverão regressar ao normal no segundo trimestre.

Dois portugueses na lista da Forbes dos 30 empreendedores em tecnologia com menos de 30 anos

A Forbes considera a TalkDesk “uma das startups com crescimento mais rápido em Silicon Valley”, sublinhando que a empresa, criada em 2011, angariou mais de 24 milhões de dólares (22 milhões de euros) em investimentos durante 2015 de grupos como a Salesforce Ventures, DFJ, Storm Ventures e 500startups.

Tiago Paiva, 29 anos, e Cristina Fonseca, 28, fundaram a TalkDesk em Portugal mas foi em Mountain View, na Califórnia, que criaram a morada da sede da empresa, por considerarem que aí o leque de potenciais clientes seria maior. O objetivo da dupla foi ajudar as empresas a terem um software que permitisse criar um call center de uma forma simples, ou em cinco minutos, como promovem no seu site.

Nos últimos quatro anos, a dupla e a sua equipa, que atualmente conta com perto de 150 pessoas entre a sede nos Estados Unidos e os escritórios em Lisboa e com representação noutros países, teve um crescimento constante, tendo em junho e outubro de 2015 anunciado ter recebido investimentos na ordem dos 13,4 milhões de dólares (12,3 milhões de euros) e de seis milhões de dólares (5,5 milhões de euros), respetivamente.

Com clientes como a Uniplaces, a Dropbox, a Box ou a Doordash, a startup desenvolve software que permite às empresas ter uma visão geral dos seus clientes tendo acesso ao seu perfil e às interações anteriores assim que atendem uma chamada. Como explicou Cristina Fonseca ao Techcrunch em dezembro, a empresa “consegue ver tudo sobre o cliente quando esse cliente lhe está a ligar”.

Segundo a responsável, a próxima ideia para a TalkDesk é ir além do atendimento telefónico e expandir os seus serviços a chats, e-mail e vídeo, enquanto uma “solução moderna que resolve um problema para as companhias de hoje”.

Há um ano, a Forbes incluía outros portugueses nas suas listas. O futebolista Cristiano Ronaldo, o artista Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, e a investigadora Maria Pereira estavam na lista anual “30 under 30” da revista que identificou os 30 jovens com menos de 30 anos mais bem-sucedidos do mundo, em 20 categorias, num total de 600 nomes de várias nacionalidades.

Apple processada por ter usado tecnologia biométrica

De acordo com o The Next Web, a Valencell, uma especialista em biométrica, processou, de forma separada, a Apple e a Fitbit por as duas empresas terem, alegadamente, incorporado a sua tecnologia de monitorização de batimento cardíaco nos seus smartwatches.
A empresa detalha encontros que teve com pessoas das duas empresas sobre o licenciamento da sua tecnologia, afirmando que não foram feitos quaisquer acordos formais.
As acusações referem-se ao Apple Watch e ao Fitbit Charge HR e Surge, dispositivo que é usado por Barack Obama.

Próximo iPhone pode ter 256GB de armazenamento

Um novo relatório indica que o iPhone 7 Plus vai ter a maior bateria alguma vez colocada num dispositivo da Apple, assim como 256GB de armazenamento interno, indica o Business Insider.
O rumor foi avançado pelo site chinês MyDrivers que cita fontes da cadeia de fornecimento da Apple: o iPhone 7 e o iPhone 7 Plus terão ecrãs de 4.7 e 5.5 polegadas, respetivamente, como os modelos existentes, mas com melhoramentos.
Um desses melhoramentos pode ser a opção de armazenamento com 256GB, o dobro do que atual se consegue num iPhone. Não é certo se a Apple vai disponibilizar o armazenamento como adicional, ou se vai acabar de vez com o modelo de 16GB.

Samsung prestes a desvendar os seus portáteis mais finos

De acordo com informações colocadas no Liliputing, serão desvendados seis modelos diferentes de portáteis com dois deles a terem ecrãs de 13 e 15 polegadas. O primeiro, terá uma espessura de apenas 13 milímetros e um peso de 830 gramas ao passo que o segundo terá 15 milímetros 1.3 quilos.

De resto poucas informações são conhecidas sobre os seus modelos, sabendo-se apenas que integrarão a nova série de processadores Skylake da Intel, uma capacidade de RAM irá dos 4GB até aos 8GB e com o armazenamento interno a estar ao cargo de discos SSD entre os 128GB e os 256GB.

Tem notificações em excesso no seu smartphone? Saiba como o corrigir

Olhar para o ecrã de inicial do seu smartphone e perceber a quantidade de coisas que tem para ver não é fácil, sobretudo quando as notificações estão relacionadas com coisas sem importância como alguém que tenha feito retweet de uma publicação ou uma aplicação que não é utilizada passado determinado tempo.

Contudo não tem de ser assim. Pode perfeitamente impor limites àssuas aplicações e definir o que quer o não ser avisado com uma notificação. Isto é possível tanto em iOS como em Android, sendo que nos dois sistemas operativos as definições funcionam de forma diferente.

Como aponta o TheNextWeb, em iOS basta dirigir-se às ‘Definições’ e à área dedicada a ‘Notificações’, sendo que bastará selecionar a opção que lhe surge para deixar de ver notificações no ecrã principal. Em Android dependerá da versão que tenha mas se já anda a utilizar o Android Marshmallow terá ir a ‘Definições’ e na zona das ‘Aplicações’ poderá definir em cada uma das suas apps o tipo de notificações que recebe.

BMW vai revelar interface controlado por gestos

A BMW vai apresentar o AirTouch, um novo conceito de ecrã para carros capaz de ler os gestos dos condutores, durante o CES.
A tecnologia vai usar sensores que leem os movimentos das mãos feitos entre a consola central e o espelho interior.
Em comunicado, a que o Business Insider teve acesso, o AirTouch foi criado para manter os condutores focados na estrada, mas dando “opções de controlo convenientes”.

Apple dominou época natalícia

Apple

De acordo com os dados fornecidos pela plataforma de analítica Flurry, a Apple teve quase metade das ativações de dispositivos móveis durante a época natalícia com 49.1%, deixando uma grande margem para a segunda classificada, a Samsung, com apenas 19.8%.

Como aponta o TechCrunch, os consumidores também ‘falaram’ a favor de dispositivos móveis de grandes dimensões, mais conhecidos como ‘phablets’. Estes dispositivos, com dimensões acima de 5.5 polegadas de ecrã, reuniram a preferência de 27% dos consumidores enquanto no ano passado apenas 13% optaram por eles.

A acompanhar esta tendência está o número cada vez mais reduzido de smartphones de dimensões médias e os praticamente inexistentes 1% de consumidores que ainda optam por telemóveis de pequenas dimensões.

Empresas vão voltar a contratar. Sobretudo na indústria e tecnologia

A saída da troika de Portugal e as quebras que têm sido registadas na taxa de desemprego, aliadas à necessidade de reforçar as equipas reduzidas a “mínimos funcionais” durante o período mais agressivo da crise, são as razões apontadas para o otimismo das empresas portuguesas.

A indústria e a tecnologia são os setores referidos por todas as recrutadoras a que o DN/Dinheiro Vivo perguntou onde se vai contratar mais em 2016. No caso da indústria, as empresas procuram profissionais responsáveis por manutenção, produção e logística. Já na tecnologia, as profissões mais procuradas estão relacionadas com tecnologias de informação (programadores de Java e .Net, administradores de sistemas ou big data, por exemplo), gestão de negócios online e apoio técnico.

Mas há mais: a recrutadora Adecco salienta a bioengenharia como um dos setores mais dinâmicos, bem como o setor petrolífero, embora este último tenha uma ressalva: “Este recrutamento é sobretudo numa vertente de mobilidade internacional, são procurados engenheiros portugueses para trabalhar fora do país”, explica Tiago Costa, diretor de unidade Professional da Adecco Portugal. Já a Hays destaca a procura de chefes de cozinha.

A evolução do mercado de trabalho será sem dúvida positiva. “A tendência encontra-se em subida no que diz respeito a ofertas de trabalho. Isso deve-se a uma ideia de início de estabilidade financeira pela saída da troika e de alguma recuperação na taxa de desemprego”, justifica Tiago Costa. “Muitas equipas tinham sido reduzidas a mínimos funcionais durante o período mais acentuado da crise de modo a otimizar custos. Assim que se verificou uma ligeira melhoria na economia, as empresas sentiram necessidade de voltar a reforçar as suas estruturas e a apostar no crescimento das equipas”, acrescenta Marisa Duarte, team leader da Hays Response.

Apesar das melhorias no contexto económico, as condições laborais mudam pouco. A maioria dos contratos oferecidos é a tempo inteiro e a termo certo, embora haja algumas entradas diretas para os quadros, no caso de quadros médios, diz Nuno Troni, diretor de recrutamento da Randstad. O trabalho temporário continua a ser prática recorrente sobretudo nas unidades fabris e cada vez mais entre jovens qualificados. Ainda assim, diz Marisa Duarte, há “uma tendência para apostar em benefícios para compensar a ausência de incrementos salariais significativos nos últimos anos”.

No lado da contração estão a construção e o retalho e a distribuição. Estes setores não só não vão contratar – ou vão mesmo despedir – como são os que pagam pior.

Três em quatro querem contratar

No próximo ano, três em cada quatro empresas preveem recrutar, um número superior ao deste ano, refere Nuno Troni. As previsões da Ranstad estão em linha com as que constam do estudo “Workforce + Pay 2016” elaborado pela Korn Ferry Hay Group. A consultora aponta que 76,3% das empresas portuguesas querem contratar novos colaboradores para os quadros no próximo ano. “Com o crescimento das exportações e um aumento da procura, as empresas procuram reforçar os seus quadros com colaboradores que assegurem as áreas produtivas”, justifica Miguel Albuquerque, diretor de produtos e serviços do Hay Group. “Por outro lado, a necessidade de escoar produtos, bem como o aumento da competitividade do mercado, leva a que as empresas reforcem as equipas comerciais”, acrescenta.

Salários reais ficam estagnados

2016 deverá ser também um ano de aumentos salariais, mas serão aumentos “mais modestos do que os que se verificam no resto dos países europeus”, refere Nuno Troni. Isso mesmo mostra o estudo da Korn Ferry. Os trabalhadores portugueses deverão conhecer um aumento salarial médio de 1,3% no próximo ano, quando a média europeia é de 2,8%. Contudo, com a inflação média dos últimos 12 meses fixada em 0,39% (segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística relativos a novembro), o aumento real dos salários em Portugal será praticamente inexistente: 0,4%. Já na Europa o aumento real será de 2,3%. A consultora justifica os aumentos pouco significativos com a ausência de um Orçamento do Estado para 2016, que gera um clima de incerteza.

O setor da energia está no topo dos que pagam melhor, com salários-base 17% superiores à média nacional e uma remuneração total superior em 21%. No lado oposto a distribuição e o retalho, com salários 15% abaixo da média, e a construção, que paga cerca de 12% abaixo da média.

A inovação potencia a capacidade de diferenciação

Miguel Botelho Barbosa

Qual o peso da Inovação, nos dias que corre, para o sucesso de uma empresa?
A inovação potencia a capacidade de diferenciação das organizações e aumenta a sua competitividade no mercado global. Por isso cada vez mais empresas portuguesas, de todas as dimensões e setores, estão a posicionar a inovação como um pilar fundamental da sua estratégia. Vários indicadores parecem confirmar esta tendência, nomeadamente o número de candidaturas recentemente apresentadas aos instrumentos de apoio à inovação do Portugal 2020 e o respetivo investimento, e o facto de Portugal ter subido mais um degrau no Innovation Union Scoreboard (2014), passando a ocupar a 17ª posição.

Têm surgido cada vez mais start ups de cariz tecnológico e inovador em Portugal. De que forma esse facto se tem vido a reflectir na economia do país? Qual a importância destas empresas para o desenvolvimento de Portugal e para a competitividade do país nos mercados externos?
Há ainda um longo caminho a percorrer para garantir que Portugal consegue maximizar os resultados do investimento feito em IDI, trazendo para o mercado novos produtos e serviços inovadores, explorá-los comercialmente e transformá-los em retorno económico e social, contribuindo assim para o crescimento da economia nacional. Sabemos no entanto que a Investigação & Inovação em colaboração teve uma contribuição enorme para o significativo aumento de competitividade da economia nacional nos últimos anos. De acordo com o “Global Competitiveness Report” do World Economic Forum a inovação, tecnologia e capacidade das nossas instituições científicas foram as responsáveis pela maior subida de sempre de Portugal – 15 posições – neste ranking. Também em 2014, o Innovation Union Scoreboard atribui a Portugal o maior crescimento anual da performance em inovação. Um indicador relevante é a criação de emprego altamente qualificado com a integração de doutorados nas empresas, nomeadamente através das start-ups de base tecnológica que são resultado de projetos de investigação que têm resultados interessantes no mercado. A este respeito, vale a pena referir que 16 por cento dos projetos apresentados à Portugal Ventures para  investimento de Capital de Risco são projetos de Startups que integram doutorados nas suas equipas fundadoras.

A preocupação com I&D é cada vez mais premente nos empresários portugueses?
De facto, os números dos primeiros concursos para projetos de I&D em colaboração no Portugal 2020 não só revelam um compromisso renovado do Sistema de I&I com 274 candidaturas apresentadas, envolvendo mais de 270 empresas e um investimento superior a 240 milhões de euros, como apontam para um significativo aumento da procura, uma vez que, se comparados com os números do arranque do QREN em 2007, verificamos que as candidaturas e investimento aumentaram três vezes e que a procura por financiamento ultrapassa em mais de 2,5 vezes a dotação orçamental disponível.

Já assinalou algumas vezes a importância da colaboração para o aumento da competitividade das empresas. Acredita que os empresários nacionais têm-se apercebido dessa importância e cada vez colaboram mais entre si?
Se realmente somos mais inovadores, é porque, de facto, colaboramos cada vez mais! Se olharmos para o que foi o fenómeno da I&I em colaboração, percebemos que, o QCA3 (programa de fundos estruturais 2000/07) quebrou o tabu – a I&I em colaboração entrou definitivamente na agenda, mas ainda com pouca expressão – o QREN nos trouxe a quantidade – relativamente ao QCA3, o número de projetos foi multiplicado por quatro e o incentivo atribuído aumentou mais de cinco vezes!

De que forma os Fundos Estruturais têm sido primordiais ao desenvolvimento do país?
Há alguns indicadores que apontam para tendências positivas no impacto do investimento que tem vindo a ser feito nas últimas décadas. O país venceu um desequilíbrio histórico na sua balança de pagamentos tecnológica, acumulando um saldo positivo de cerca de 700 milhões de euros entre 2012/14, e o investimento direto estrangeiro dá sinais muito claros e evidentes de confiança na capacidade de I&I de Portugal: as intenções de IDE em I&I em Portugal aumentaram mais de quatro vezes entre 2013/2014, sendo que a I&I é a área de negócio que recolhe mais intenções de IDE em Portugal, à frente de áreas como o fabrico ou a logística.

Quais os principais incentivos financeiros à I&D empresarial que a ANI tem atualmente sobre a sua responsabilidade?
A ANI vai continuar a gerir os incentivos ao investimento empresarial em IDI que já geria no quadro-comunitário anterior, os projetos em co-promoção e os mobilizadores, e assume a gestão de novos instrumentos, alinhados com esta necessidade de garantir que os resultados se aproximam do mercado:
– A demonstração de tecnologias avançadas e linhas piloto. Esta medida apoiará projetos de validação e demonstração, em ambiente real, dos resultados dos projetos de I&DT. É a melhor forma de assegurar a massificação e replicação da inovação, através da sua disseminação e demonstração.
– A criação de núcleos de I&DT em co-promoção, visando aumentar a colaboração e o intercâmbio de conhecimento entre empresas e entre estas e as entidades do SCTN, e reforçar a capacidade das empresas para endogeneizar conhecimento e gerar inovação.
– O apoio à participação nos programas europeus de IDI, nomeadamente no HORIZONTE 2020, tendo como objetivo aumentar e diversificar a participação nacional nesses programas.
Este conjunto de instrumentos (e os restantes, que integram o PORTUGAL 2020) irão certamente dinamizar e apoiar uma maior e mais aprofundada colaboração entre empresas, e entre estas e o SCTN, o que se traduzirá em mais Inovação e mais Competitividade.

A ANI tem, hoje, um leque de actividades mais alargado. Quais são as atuais funções da Agência Nacional de Inovação? De que forma podem apoiar os empresários portugueses e fomentar o empreendedorismo?
A Agência Nacional de Inovação (ANI) recebeu uma instrução muito clara do Governo de Portugal – facilitar a Investigação e Inovação (I&I) em colaboração, sobretudo entre empresas e entidades do sistema científico e tecnológico, a nível nacional e internacional. O novo quadro-comunitário (2014-2020) disponibiliza vários milhões de euros para financiar a inovação e o desenvolvimento tecnológico alinhado com o mercado. A ANI faz a gestão de um conjunto de medidas de incentivo à investigação e inovação empresarial e, para garantir que os projetos tiram o máximo partido dos diversos meios financeiros disponíveis, em Portugal e a nível internacional, está a desenvolver uma nova abordagem de promoção integrada do conjunto de instrumentos de apoio à IDI, nacionais e europeus, e a ajudar as empresas a compreender e a participar nessa rede de oportunidades.  Por outro lado, a ANI dinamiza e participa num conjunto de programas, projetos e iniciativas que visam apoiar a transferência de tecnologia e a competitividade global dos projetos de investigação aplicada apoiando as empresas na procura de parceiros para projetos e a exploração dos resultados, até à promoção de produtos inovadores, facilitando o acesso a novas parcerias e mercados.

EMPRESAS