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Robot faz-lhe uma bebida de acordo com o seu perfil no Facebook

Um grupo de designers alemães conseguiu criar um robot capaz de fazer bebidas personalizadas de acordo com um perfil no Facebook.

Conta o Business Insider que o desenvolvimento deste robot foi possível graças a uma pesquisa feita há dois anos na Universidade de Cambridge, que foi capaz de traçar um perfil baseando-se nas publicações feitas e nos gostos na rede social. Este robot é assim a tentativa dos designers de “traduzir dados digitais para o mundo real”.

A análise do perfil no Facebook é feita de acordo com cinco traços de personalidade, nomeadamente neurose, extroversão, abertura, complacência e consciência. Cada um destes traços é associado a uma bebida alcoólica específica, que é depois misturada em quantidades de acordo com os traços da pessoa em questão.

Esta é uma prática cada vez mais frequente. Saiba qual

O vídeo, produzido pela Kurzgesagt e colocado na rede Youtube a 10 de novembro, já levava perto de 1,4 milhões de visualizações a meio desta sexta-feira.
Entre as acusações, a empresa de Munique refere que, só nos primeiros três meses do ano, 725 dos 1 000 vídeos mais vistos no Facebook (fb) foram «roubados» antes de serem colocados no fb.
Estes números corresponderão, segundo as contas da Kurzgesagt, a 17 mil milhões de visualizações «roubadas» no mesmo período.
A iniciativa, que critica uma prática cada vez mais frequente, visa criticar o dano que dali resulta para criadores independentes, os quais nem beneficiam do número de visualizações/partilhas, nem das receitas geradas com os seus vídeos.

Hackers descobrem maneira de usar Twitter para controlar botnets

De acordo com o Business Insider, o investigador Paul Amar descobriu uma maneira de usar a função de mensagens diretas do Twitter para controlar fácil e efetivamente botnets, um grupo de computadores comprometidos ou hackeados.
Segundo Amar, comandar e controlar um botnet através de mensagens diretas é muito similar a ter uma conversa normal entre duas pessoas.
Isto torna difícil para o Twitter encontrar os botnets, que costumam ser controlados através de softwares complicados.

Já pode percorrer os caminhos de ferro portugueses no Google Street View

Comboio histórico CP Douro

Já estão disponíveis as viagens virtuais de comboio que a Google e quatro empresas portuguesas estiveram a preparar nos últimos meses. O Google Train View, como é apelidado, percorreu mais de 700 quilómetros das linhas férreas portuguesas e um pouco por todo o país.
“Portugal tem muito para descobrir, muito para ver, muito do que se perde quando se viaja de carro. Viaje de uma forma diferente, com pormenor e profundidade pelos cenários e momentos embrenhados nas paisagens e inspire-se”, escreve a CP no seu site.

E a melhor parte? Apenas custa alguns cliques, que é como quem diz, está disponível na Internet e ao alcance de todos sem custos associados.
O projeto contemplou cinco linhas de comboio portuguesas, bastando carregar nos links para iniciar as respetivas viagens virtuais:

– Linha do Douro
– Linha de Cascais
– Linha do Oeste
– Linha de Sintra
– Linha do Norte

O projeto arrancou em abril e além de ter contado com o apoio de quatro subsidiárias da Google, contou ainda com quatro entidades portuguesas.
A CP vai disponibilizou as locomotivas, a CP Carga disponibilizou os vagões que serviram de “estúdio” para captação de imagens e a empresa de manutenção da CP, a EMEF, ficou responsável pela adaptação do material e montagem do equipamento. A Infraestruturas de Portugal – antiga Refer – também contribuiu ao não cobrar qualquer portagem ferroviária à Google durante a produção do projeto.

Portugal torna-se assim o segundo país a ter uma experiência de viagem virtual semelhante, sendo que a primeira foi concretizada na Suíça.

Uma empresa que nasceu para promover a evolução empresarial

Através da sua experiência e missão, a equipa da Escrita Digital assume o compromisso de desenvolver estratégias para melhorar a presença das empresas na Internet, gerir a carteira de clientes e aumentar a produtividade. De que modo cumprem estes objetivos?
A Escrita Digital nasceu para colocar as empresas e organizações na internet. O primeiro produto que desenvolvemos, o ed-Portal é um gestor de sites e com ele asseguramos a gestão de alguns sites de empresas de referência. Com o objetivo de crescermos, desenvolvemos as aplicações XRP, vocacionadas para a gestão de processos de negócio nas organizações.

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Tomé Gil

Na prática, em que consiste exatamente estas aplicações XRP? Em que áreas são aplicáveis?
As aplicações XPR estão divididas em dois grupos: as dedicadas ao desenvolvimento dos recursos humanos (XRP |Avaliação de Desempenho; Gestão por Competências, Gestão da Formação, Recrutamento, entre outras) e as dedicadas à gestão de frotas.

No âmbito das aplicações direcionadas para a gestão de frotas, que serviços fazem parte desta ferramenta?
A aplicação XRP |Gestão de Frotas assegura a gestão operacional da frota: controlo de custos, contratos, seguros, sinistros, multas, cartões de combustível, vias verdes e todo o processamento contabilístico associado.
A XRP |Pool assegura a gestão em car-sharing.
A XRP |Gestão de Oficina assegura a gestão de oficinas internas.

Afirmam que estas ferramentas beneficiam as empresas no contexto operante e económico e, até, o próprio ambiente. Em termos práticos, que mais-valias efetivas trazem estas aplicações?
As mais-valias sentem-se na redução de custos e aumento de produtividade, quer por eliminação direta de custos, quer pela eliminação de tarefas sem valor acrescentado. Os condutores passam a ter conhecimento dos custos da viatura e dos consumos (em comparação com a média dos colegas), levando a uma condução mais cuidada com benefícios no custo por quilómetro. Destacamos também que os clientes com frotas maiores conseguem apurar o TCO real das viaturas (fornecido pela aplicação e resultado da utilização diária), que nem sempre coincide com o anunciado. Este dado permite-lhes orientar as próximas compras para veículos com TCO´s reais mais baixos.
Destacamos ainda o módulo de utilização partilhada que, ao permitir uma maior utilização dos veículos, permite uma diminuição de custos significativa, especialmente em locais com boa concentração de viaturas.

A utilização destes instrumentos de trabalho é fácil e intuitiva, sendo desnecessário recorrer a formações. De que forma esta é uma questão importante para as empresas?
Se as ferramentas forem de utilização complexa, criam dificuldades no trabalho diário, aumentam os custos de formação e dificilmente cumprem os objetivos que levaram à sua compra. Hoje, nas empresas, todos temos pouco tempo.
Também para nós é importante que as nossas ferramentas sejam fáceis e intuitivas de usar, pois só assim conseguimos aumentar a produtividade, quer do desenvolvimento, quer no apoio a clientes.

De que modo a Escrita Digital continuará a desenvolver métodos que melhor permitam a evolução empresarial de um modo geral e, nomeadamente, no contexto da gestão de frotas?
É a nossa missão. Sabemos que os clientes só continuam a confiar em nós e nos nossos produtos se os continuarmos a desenvolver, melhorando funcionalidades atuais ou dotando-os das funcionalidades necessárias à contínua evolução da sociedade e dos processos de negócio.
Por exemplo, este ano, ao escutarmos os nossos clientes percebemos que alguns tinham equipamentos com necessidades de manutenção e inspeção, em tudo semelhantes a veículos, e que era importante que a aplicação de gestão de frota permitisse essa gestão de forma tão fácil e intuitiva como para veículos. Lançámos assim um conjunto de funcionalidades para a incorporação deste tipo de equipamentos na aplicação, o que até nos permitiu alargar o mercado potencial da aplicação.
Outra área em que procurámos responder foi em disponibilizar algumas das funcionalidades das aplicações nos telemóveis. Cada vez mais, os utilizadores precisam de agir no momento e em qualquer dispositivo. Por isso, lançámos este mês a aplicação Android e nos próximos meses lançaremos as versões iOS e Windows Phone.
Finalmente, sentimos que a utilização partilhada de viaturas vai crescendo, mas, para que resulte, é necessário ter processos simples para controlar os danos (não se pode entregar um veículo a um utilizador que não esteja a funcionar corretamente), para registar o levantamento e a devolução de viaturas com os recursos de que dispõe e da forma que pretende. Também aqui melhorámos a nossa aplicação, introduzindo múltiplas formas de cada utilizador assinalar quando inicia e termina a utilização da viatura, comunicação dos Kms, danos e procedimentos a adotar nas situações inesperadas, utilizando as potencialidades abertas pelos smartphones.

“Queremos melhor comunicação, mais informação, mais coerência”

Francisco Ponciano

Dedicando-se a soluções de comunicação digital, a Semente nasceu em 2005. Com que missão? Como têm conseguido estar à altura dos crescentes desafios nesta área?
Desde 2005 que aplicamos o nosso conhecimento em tecnologias de informação, no desenvolvimento de aplicações de comunicação corporativa, digital signage e interatividade.
Acreditamos que as nossas soluções ajudam a melhorar o funcionamento das empresas. Porque dão resposta às necessidades de comunicar em tempo útil. e com o impacto pretendido. Criámos novas soluções, acrescentámos opções para acompanhar a crescente necessidade de resposta. O trabalho de uma década junto de diversos clientes, com necessidades distintas, permitem-nos hoje afirmar que possuímos uma ampla e sólida experiência na área da Comunicação Digital.

Num mercado em permanente progresso, o Digital Signage apresenta-se como um novo modelo de comunicação, mais dinâmico. Qual a importância deste tipo de soluções no seio da Semente?
O progresso do mercado está assente na exigência que cada um de nós, enquanto consumidor, coloca no dia a dia. Queremos melhor comunicação, mais informação, mais coerência.
Ao contrário de outras formas de comunicação, a Comunicação digital é flexível, interativa, útil, eficaz e até divertida.
Permite uma distribuição dinâmica de conteúdos, para uma audiência segmentada. Comunica no momento e local certo para informar, sugerir e auxiliar nas decisões de compra. Estes objetivos motivam-nos na procura de uma melhoria contínua das soluções que desenhamos.

Adaptabilidade é a principal definição do M Box. Este é um produto que pode ser usado para diferentes finalidades, mantendo a identidade empresarial do cliente. O que importa saber sobre a M Box?
Imagine a nossa solução M Box, não como um produto, mas como uma caixa de ferramentas de comunicação. Para cada tarefa ou projeto de comunicação, utilizamos apenas as mais adequadas. Implementamos soluções diferenciadas e largamente testadas em aplicações de pequena e grande escala, a nível nacional. Por exemplo, as redes de canais REN, BP, CTT, Ikea, e Mar Shopping.
O retorno do investimento em comunicação surge pela redução de custos operacionais, pela eficácia e coerência da comunicação, e pela melhoria da imagem global da empresa.
A performance, qualidade e fiabilidade dos sistemas de comunicação cresceu exponencialmente. Os computadores, monitores e sistemas operativos, acompanharam essa evolução. As nossas soluções não dependem de qualquer hardware específico, por isso adaptam-se. As primeiras aplicações M Box, continuam a funcionar em pleno. Agora mais rápidas e eficazes.

Encarada como uma poderosa ferramenta de comunicação que integra várias tecnologias, o Digital Signage é cada vez mais um meio necessário para responder aos atuais desafios da informação e da publicidade digital?
A Comunicação Digital atravessou a fronteira que separa um produto “nice to have” de um produto “must have”. As empresas sentiram a capacidade de converter uma audiência cativa numa sala (típico ambiente do setor público) – em clientes. Ou aumentam o volume médio de compra por cliente (mais comum no setor privado).E se a comunicação é integrada com a informação de gestão de fila de espera, a apresentação de conteúdos torna-se vital para o bom funcionamento dos serviços. Porque ordena, distrai e informa. Reduz stress no atendimento e facilita a comunicação. A publicidade digital comunica o conteúdo no momento adequado.

Na sua opinião, que barreiras importa derrubar para que este modelo de comunicação seja mais aceite? Qual tem sido o vosso papel?
A principal barreira é explicar que a mudança para digital não é só deixar de usar o papel. Importa fazer perceber às empresas que têm muito a ganhar com uma comunicação eficaz e direcionada. Liberta recursos, melhora a imagem e gera negócio.
O nosso papel tem sido explicar, demonstrar e implementar estratégias de comunicação que atinjam os objetivos. É vantajoso ter uma rede de comunicação que auxilia o cliente, melhora – e reforça – a imagem da empresa.

Com as constantes evoluções tecnológicas, qual é a estratégia de atuação da Semente para continuar a sua afirmação? Podemos esperar novos serviços e produtos?
Alargámos a oferta de soluções de comunicação, com novos produtos. Entre eles, uma solução de alarmística, informação e gestão de movimentos de carga e descarga em cais de mercadorias: a M Cais. Permite a gestão dinâmica, em tempo real, dos movimentos de cada porta. Identificados e sinalizados para facilitar o processo de logística.
Mas a estratégia de afirmação da Semente passa pelo reforço do contacto com o cliente na Loja, de uma forma inteligente. É a comunicação que se adapta ao cliente. É ela que lhe desperta os sentidos. E que motiva e impressiona. Oferece a experiência de “ver” além do exposto. Reconhece o género e apresenta a melhor oferta para aquela pessoa. Utilizamos “beacons” (emissores de baixa energia Bluetooth) para promover o uso o uso das APP nos Smartphones).

Aqui as necessidades são transformadas em resultados

Manuel Amorim

Em termos de custos, sabe quanto representa os gastos com recursos utilizados na pesquisa de informação? De acordo com a agência Datamonitor, 10%. E por ano, quanto tempo pensa que é necessário para encontrar informação mal arquivada? A IDC (International Data Corporation) respondeu: são necessárias seis semanas por ano. Se informação é poder, o que é necessário fazer para que, com esse conhecimento, se tenha vantagem competitiva?
A gestão documental, por muitos encarada como uma forma de equilíbrio administrativo, financeiro e produtivo, é a solução para as perdas de tempo e de recursos, financeiros e humanos e, como tal, a Revista Pontos de Vista foi conhecer a empresa pioneira em Portugal na implementação deste modelo. Tudo começou em 1995, tal como recordou Manuel Amorim, Presidente da ANO, Sistemas de Informática e Serviços. “Nesse momento a gestão documental era ainda um embrião em termos de ideia e de soluções que existiam no mercado, sendo que uma das primeiras entidades públicas a implementa-la foi a Câmara Municipal de Castelo Branco, num evento que contou com a presença da ANO”, recuou o responsável. A tecnologia evoluiu mas não sozinha. Também as necessidades e os negócios sofreram autênticas revoluções e no setor das tecnologias da informação vinte anos são sinónimo de profundas transformações. Daí que, a partir do arranque, há duas décadas, inovação e atenção às tendências do mercado tenham sido as linhas matrizes que têm regido a atuação desta equipa e no campo da gestão documental muito trabalho tinha de ser feito.
A ANO é das empresas com uma carteira de clientes com os mais altos padrões de exigência em termos de gestão documental e gestão de processos. Com cerca de 70% de clientes do setor público, esta equipa tem plena consciência da complexidade destes ambientes e abraçou o desafio. “Revolucionamos a forma de olhar a informação. Colocamos dois atores no centro da gestão documental e de processos: o cidadão ou cliente (no caso de ser uma entidade pública ou privada respetivamente) e o decisor que poderá ser o Administrador ou um Presidente de Câmara, por exemplo. Quem está no centro do circuito é um colaborador que deve ter a informação, a agilidade e as ferramentas que facilitem o seu trabalho. De um lado está o cidadão que tem de ter a informação que precisa em cada momento, do outro lado está o decisor que tem de ter acesso a todo o conteúdo para poder tomar as decisões mais corretas”, explicou Manuel Amorim.

XXXV Colóquio Nacional ATAM – 4 a 7 novembro -Viana do Castelo
XXXV Colóquio Nacional ATAM – 4 a 7 novembro -Viana do Castelo

FutureDoc é “o primeiro de uma nova geração”
Inovação faz parte do ADN desta empresa e, respeitando essa filosofia, a ANO apostou numa nova geração de produtos e soluções na área da gestão documental que respondem à necessidade de desmaterialização do papel. Assim nasceu o FutureDoc, “uma nova e inovadora solução que dá um salto para o futuro”. Assumindo-se como “o primeiro de uma nova geração”, o FutureDoc passa pela simplicidade do interface, às novas funcionalidades e à aposta na personalização do ambiente.

Portugal como referência
Graças a empresas como esta, Portugal é um exemplo a seguir na área da gestão documental e do governo eletrónico. O “eGovernment Factsheets”, publicado em março último, assim o comprova. Portugal não está aquém, pelo contrário. Fica na linha da frente, muito acima da média dos países europeus, no campo da prestação nacional no domínio do governo eletrónico. Mas falha, como tantos outros países, numa vertente em particular: as pessoas, a formação e a visão delas sobre a informação. “Desmaterialização pode ser visto por uns como uma evolução mas pode também ser encarada como uma perda de poder”, ressalvou Manuel Amorim e, como tal, na hora de implementar um projeto de gestão documental, importa dar um especial tratamento às pessoas. “Elas são o centro de tudo”, acrescentou o Presidente da ANO, recordando um episódio vivido em Pernambuco, no Brasil: “há quatro anos implementamos lá este sistema e curiosamente nos dias de formação as pessoas desapareciam. Tivemos de colocar uma carrinha a fazer a recolha pela cidade porque havia muito receio. Os chefes tinham medo de perder poder e os funcionários tinham receio de mostrar as suas deficiências”. Importa, por isso, concentrar energias e recursos na formação das pessoas uma vez que o sucesso ou insucesso de um projeto dependerá sempre delas.

Gestão documental é vista como uma “commodity”
Se, por um lado, a principal dificuldade consiste em transmitir a ideia de que a desmaterialização é uma oportunidade para a empresa se reinventar, por outro lado, as vantagens saltam bem à vista. Fugindo ao senso comum, Manuel Amorim não acredita que a primeira mais-valia esteja associado ao ROI (Retorno sobre o Investimento) uma vez que nem sempre é possível fazer essa análise exata e correta. Para um gestor importa sobretudo levantar duas principais questões: “se tenho, quais são as vantagens? Se não tenho, quais são as desvantagens?” A gestão documental como uma ferramenta transversal a todas as profissões, setores de atividade ou departamentos, é sinónimo de rapidez e de competitividade. “Se os meus concorrentes adotaram, eu estou em desvantagem porque eles consultam informação, têm um contexto dos documentos de uma forma mais rápida e, portanto, estão posicionados à minha frente para poderem agir contra mim”, contextualizou o responsável. Rapidez no acesso à informação e nas respostas ao mercado são, por isso, os dois principais chavões.
E é com confiança que a ANO tem conseguido dar essas respostas. Mais uma vez, se informação é poder, os clientes têm de depositar nesta entidade total e integral confiança. E a confiança não se compra, conquista-se. Não se descreve em palavras mas traduz-se em ações. A nível empresarial ou estatal, a ANO tem nas suas mãos informações muito sensíveis e protege-las é uma missão diária que se interliga, em primeira instância, com as práticas internas da organização, a começar pela certificação ISO 27001, o padrão e a referência internacional para a gestão da Segurança da Informação. “Esta norma criou uma maior consciência na equipa do quão importante é a informação. Temos um auditor interno e outro externo e é ainda feita anualmente uma auditoria por parte de uma entidade estrangeira que verifica se o conjunto de práticas está de acordo com a norma”, descreveu. Desde muito cedo que a ANO investiu na qualidade e na segurança dos seus processos e procedimentos e é essa garantia que tem procurado passar em todas as suas ações, tendo ainda, além desta, a Certificação de Qualidade ISO 9001.

Exigência na contratação
Desde o cuidado na seleção de perfis até aos parâmetros obrigatórios ao nível técnico e pessoal, a ANO é uma das empresas mais exigentes ao nível da contratação de pessoal. Mas há desde logo uma tendência. “Para mais de 60% das pessoas que cá trabalha este foi o seu primeiro emprego. Damos preferência a jovens licenciados porque permite fazer uma seleção mais criteriosa das pessoas, das atitudes e do seu desenvolvimento técnico”, explicou Manuel Amorim. Apesar de não ser regra, esta tem sido uma forte aposta da ANO, marcando presença em feiras especializadas nesta área, como por exemplo a Feira Internacional de Emprego da Universidade do Porto (FINDE.UP).
A exigência em termos técnicos é também crucial, não estivéssemos numa empresa que, tecnologicamente falando, caminha muito rápido. “Os nossos colaboradores têm de ter uma capacidade de não acomodação, o que nas áreas de desenvolvimento e programação não é muito fácil. A pessoa adapta-se a um programa e vai ficando fora do mercado sem ter consciência disso”, ressalvou o responsável. A par disso, e ao mesmo nível do desempenho, a ANO valoriza as atitudes. “A falha numa vertente é a falha nas duas”, reforçou Manuel Amorim. Depois disso, cabe à organização acarinhar os seus recursos humanos e apostar neles, tal como comprova o plano de investimento em formação que terminou em 2013 e cujo valor rondou os 200 mil euros.
No momento, além de estar a ser moldado um novo plano de formação interna, são ambiciosos os “céus” por onde a ANO se quer aventurar. Não falando do futuro mas de algo que já está a acontecer, Manuel Amorim mencionou o Projeto e-Freguesias. “Implementamos a gestão documental, de processos e os portais de atendimento em mais de 1200 freguesias. Trata-se de uma ideia que será potenciada para outras áreas dentro do mesmo conceito que consiste em trabalhar com organizações que, por si só, são pequenas e têm poucos recursos mas, num ângulo mais macro, têm uma grande dimensão”, evidenciou. Desburocratizar, desmaterializar e simplificar são os três eixos deste ambicioso projeto com a assinatura ANO.
Se estes 21 anos de existência foram construtivos, os próximos serão promissores. “Os nossos objetivos passam pelo fortalecimento da nossa presença no mercado nacional, pela aposta na disponibilização de serviços em SaaS (Software as a Service) e pela consolidação no mercado internacional, sobretudo nos países lusófonos e em alguns países europeus na área da contratação eletrónica, nomeadamente em Madrid com a abertura para breve de um escritório”, concluiu Manuel Amorim. Depois disso, a ANO seguirá naturalmente o seu rumo consoante a evolução do mercado.


Principais produtos e serviços:
– FutureDoc (Gestão Documental);
– GSP (Gestão e Seguimento de Processos);
– anoGov (Plataforma eletrónica de contratação pública);
– inovAqua (Gestão comercial de água e resíduos);
– anoBi (Business Intelligence);
– SGA (Software de gestão de atas e reuniões);
– SMOT (Sistema de monotorização do terreno);
– Software de contraordenações;
– Portais;
– Cartão de Munícipe.

Principais certificações e distinções:
– ISO 9001:2008;
– ISO 27001:2013;
– CMMI;
– PME Líder;
– Prémio “Melhor software de produtividade” para o STC – Software de Trânsito e Contraordenações (2002).

No desenvolvimento de tecnologias a ANO conta com o apoio das seguintes entidades:
– INOV (Projeto SMOS – Sistema de Monitorização de obras via satélite);
– INESC-ID (Projeto SiTAF: Software de transcrição de voz);
– UTAD (Projeto interoperabilidade e usabilidade da Plataforma Eletrónica de Contratação Pública anoGov e Catálogos Eletrónicos no âmbito do PEPPOL).

Mensagem do Presidente da ANO, Manuel Amorim
“Orgulhamo-nos do percurso da ANO, com mais de duas décadas de existência. Agradecemos aos nossos clientes a confiança que em nós depositam, reafirmo que é por eles que mantemos vivo o nosso dinamismo e a nossa capacidade de inovação e, por isso mesmo, posso também reafirmar que: os problemas dos nossos clientes são os nossos desafios!”

ANO em números
– Mais de 35 milhões de euros investidos em software;
– 30% da faturação investida em investigação e desenvolvimento de novos produtos;
– Mais de 700 clientes;
– Mais de cem mil utilizadores.

“Encontro de Utilizadores” – Istambul
Istambul é considerada a “cidade onde o ocidente e o oriente se encontram e que sempre soube acompanhar os tempos, renovando e reinventando-se”. Este foi, por isso, o palco escolhido para um encontro onde a ANO deu a conhecer a sua aposta numa nova geração de produtos e a estratégia da empresa para o futuro no passado mês de abril (18 a 21). Durante o evento, houve lugar ao lançamento oficial do primeiro produto desta nova geração: o FutureDoc, “o primeiro de uma nova geração”. Paralelamente, o encontro ficou marcado pela promoção e partilha de informação entre todos os intervenientes.

As mais-valias da Telemedicina

Pedro Henriques

São pioneiros na Telemedicina adaptada à Medicina no Trabalho em Portugal. Que obstáculos enfrentaram e ainda enfrentam para promover esta tecnologia na vossa área de atuação?
A utilização de novas tecnologias traz sempre algumas preocupações e renitências por parte das pessoas ou dos grupos mais conservadores, que compõem ainda grande parte das nossas Autoridades Administrativas.
A telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas à distância e já se encontra hoje aplicada a praticamente todos os ramos da ciência médica, desde os mais complexos e minuciosos como a cirurgia ou cardiologia, como aos mais frequentes ou simplesmente de rastreio.
Reconhecendo as valências da mesma, o poder legislativo tem vindo a regulamentar com normativos legais, tanto da União Europeia, como em legislação nacional ou mesmo em diretrizes emanadas por Autoridades Administrativas Portuguesas.
No entanto, e mesmo reconhecendo as mais-valias do uso das novas tecnologias, ou mesmo estando regulamentada legalmente, existe ainda muita resistência. Sendo pioneiros nesta área em Portugal, temos vindo a desbravar um terreno árduo, contra mentalidades conservadoras, havendo necessidade de apelar muitas vezes à legislação nacional e europeia ou aos tribunais para ultrapassar obstáculos que se levantam diariamente.

Neste momento há ainda quem duvide da legalidade da Telemedicina nesta área da saúde. Esta questão cria constrangimentos no desenvolvimento do vosso trabalho? Enquanto empresa especializada nesta área, o que podem dizer a futuros clientes no sentido de assegurar a legitimidade deste método?
Respondemos quase diariamente a esta pergunta, suscitada quer por empresas que pretendem contratar os nossos serviços, quer por empresas concorrentes nesta área, quer mesmo por autoridades que questionam os nossos serviços e já tivemos mesmo que apurar responsabilidades das mesmas junto dos tribunais portugueses.
A telemedicina está regulamentada no seio da União Europeia, que solicitou aos Estados Membros que se adaptem às novas tecnologias no âmbito da saúde. Por forma a cumprir as recomendações europeias, em 2012 foi criado um grupo de trabalho em Portugal com vários ilustres representantes da medicina. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde português emitiu despachos, decretando a utilização da telemedicina nas Instituições de Saúde. A Direção-Geral de Saúde emitiu já este ano uma norma orientadora para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde que pretendem adaptar a telemedicina e até mesmo a Ordem dos Médicos dedicou um capítulo (Capítulo XII) ao mesmo assunto, atribuindo aos médicos a liberdade completa e independência de decidir se usa ou recusa a telemedicina (n.º 1 do art.º 95.º do Código de Deontologia da Ordem dos Médicos).
Face ao exposto, podemos afirmar a total legalidade da prestação destes serviços por meio da telemedicina.

Que mais-valias trouxeram à Medicina no Trabalho ao introduzirem a Telemedicina? Para o leitor que ainda não conhece esta fase evolutiva da medicina, como definem este vosso serviço?
A telemedicina veio solucionar alguns problemas práticos com que, por exemplo, empresas de recursos humanos em Portugal se deparam, por forma a conseguirem cumprir a legislação no âmbito da medicina do trabalho, sobretudo quanto aos exames de admissão que devem ser realizados antes da integração dos trabalhadores.
As grandes empresas de recursos humanos ou de trabalho de temporário que têm uma grande rotatividade de admissão de colaboradores em todo o território nacional, sempre com um prazo de resposta muito curto, tinham uma dificuldade muito grande para realizar os exames médicos antes de ceder o trabalhador na empresa cliente.
Estas empresas tinham que contratar dezenas de prestadores de serviços de medicina do trabalho, que lhes pudessem dar uma cobertura nacional e ainda contar com a disponibilidade dos mesmos para a realização dos exames médicos de admissão antes do início das funções dos trabalhadores.
Neste processo aconteciam atrasos, adiamentos, faltas aos exames e horas perdidas nas deslocações às clínicas, que nem sempre eram conseguidas no espaço temporal desejável.
Através da telemedicina a Born2Score veio revolucionar a realização dos exames de admissão nestas empresas. Desenvolvemos um software que permite fazer a gestão dos mesmos e receber antecipadamente a avaliação de riscos a que cada colaborador estará exposto. Através de equipamentos médicos preparados para a telemedicina, que são levados às empresas clientes, é possível realizar exames complementares de diagnóstico a partir do escritório das mesmas e transmiti-los eletronicamente ao departamento médico, que com o recurso a uma chamada de videoconferência realiza a consulta, como se presencialmente se encontrassem.
Com este método, além da nossa capacidade de resposta praticamente imediata, eliminámos as faltas aos exames, deslocações e horas de trabalho perdidas, podendo o trabalhador no dia em que vai assinar o contrato, realizar de imediato o exame médico de admissão e receber imediatamente a ficha de aptidão para ser assinada quer pelo trabalhador, quer pelo responsável de recursos humanos.
Tudo isto se traduz num aumento de produtividade que tanta falta faz ao nosso tecido empresarial, resolvendo um dos problemas com que se têm que deparar diariamente.

Através deste método tecnológico, realizam consultas a partir de Portugal para todo o mundo e, assim, promovem a admissão ao trabalho a cidadãos que não se encontrem em território luso. Esta é a grande vantagem da telemedicina?
Efetivamente as novas tecnologias permitem ultrapassar barreiras que até então eram intransponíveis, nomeadamente pela distância ou horários, podendo mesmo realizar exames a trabalhadores que se encontram destacados por empresas portuguesas noutros países.

A modernização constante das tecnologias é uma mais-valia fundamental na área da saúde e, nomeadamente, neste vosso setor de intervenção? O que mudou e mudará com esta evolução tecnológica?
Ao contrário do que se possa imaginar, a Telemedicina não é um conceito recente, fruto da imaginação de criadores de filmes de ficção científica. Conceptualmente é uma técnica antiga e que se tem vindo a desenvolver na sua forma de aplicação e alcance, a par da evolução dos meios tecnológicos de telecomunicação à disposição.
A primeira referência a cuidados de saúde prestados à distância aparece no século XIX, numa altura em que o principal meio de comunicação era o correio. Nessa altura, o médico trocava informações com os seus doentes ou outros médicos através de carta. Como se pode imaginar, a velocidade com que a informação se propagava nessa altura não era ideal. Alguns autores reportam-se a épocas mais longínquas considerando que a comunicação da existência de um surto de peste numa povoação através de fogueiras ou outro tipo de sinais também se pode considerar telemedicina.
Atualmente e com as mais recentes tecnologias de comunicação, é possível desenvolver sistemas de Telemedicina com maior qualidade e versatilidade. É de registar, por exemplo, a utilização de sistemas de transmissão de ECG e vídeo entre ambulâncias e o hospital para a prestação de cuidados em situações de emergência e catástrofe. Sistemas de TeleRadiologia e TeleCardiologia que permitem a realização de exames em locais remotos do planeta e a sua visualização e análise de exames por especialistas em centros de referência.
A massificação da utilização da Internet tornou-a um meio poderoso de disseminação da informação clínica. Tornando possível o desenvolvimento de sistemas de informação e sistemas de educação e sensibilização da comunidade.
Não conseguimos, portanto, prever o futuro, mas sabemos que o mesmo continuará a trazer evoluções tecnológicas que permitirão a melhoria contínua da ciência médica.

No âmbito dos serviços prestados, a Born2Score não se foca apenas na Telemedicina. Em que outras áreas a marca utiliza as novas tecnologias no sentido de melhor exercer as suas funções?
De facto, a B2S não se limita apenas à prestação de serviços de telemedicina. Além deste departamento, temos várias áreas de ação, como por exemplo, a contratação pública com serviços especializados para dar resposta à necessidade do cumprimento no âmbito da medicina do trabalho aos Organismos Públicos e a medicina do trabalho convencional, (idêntica às restantes empresas certificadas), onde já prestamos serviços a cerca de um milhar de empresas.

Afirmam adequar os vossos serviços às necessidades práticas de cada ramo de atividade e especificamente de cada cliente. De que modo se comprometem com este objetivo?
Este é um dos nossos lemas, de que cada cliente é um cliente com especificidades próprias. E como tal, devemos apresentar uma solução personalizada às necessidades de cada um. Esta é a visão de trabalho partilhada por todos os colaboradores da Born2Score que tem permitido a garantia de satisfação de cada um dos nossos clientes e, simultaneamente, a motivação de cada pessoa que colabora connosco.

O vosso trabalho é suportado por profissionais experientes e altamente qualificados. Como definem a vossa equipa?
A nossa equipa é realmente composta por profissionais altamente qualificados e extremamente motivados no trabalho que têm vindo a desenvolver, tendo sido selecionados quer pela componente prático-científica que apresentam, quer pela motivação para ingressar numa empresa jovem, dinâmica e inovadora, quer pela disponibilidade que apresentam na aposta de uma constante melhoria dos serviços que a B2S vai oferecendo. Cada um dos profissionais que colabora com esta empresa tem contribuído para um crescimento sustentado e inovador e sem eles não seria possível termos chegado onde chegamos nem almejar chegar onde todos pretendemos chegar.
A Born2Score conta com uma equipa de profissionais com provas dadas em vários ramos, desde médicos do trabalho altamente experientes a um departamento de enfermagem exigente, mestres e engenheiros em segurança no trabalho, técnicos de segurança alimentar, gestores, advogados, formadores, etc. Todos com intensa paixão pelo trabalho que têm vindo a desenvolver, transmitindo essa alegria aos clientes.

São estas questões, abordadas ao longo da nossa entrevista, que possibilita o fator diferenciador relativamente a outras empresas ligadas a esta atividade?
Julgo que sim. O nosso fator diferenciador é a aposta em profissionais que acreditam na potencialidade das novas tecnologias e se esforçam diariamente para que, por meio destas, possamos responder com qualidade às especificidades de cada cliente.

Que planos têm delineados para a Born2Score no sentido de continuar a fazer parte da evolução da Medicina no Trabalho? A internacionalização é já uma realidade no âmbito da Telemedicina, mas será integrada no contexto de outros serviços da marca?
Temos objetivos bem delineados para a Medicina do Trabalho e para toda a componente que envolve estes serviços, como a sensibilização para hábitos saudáveis no ambiente de trabalho, a ergonomia, a segurança e higiene no trabalho, a segurança alimentar, entre outros.
Temos vindo a dar passos seguros quanto à internacionalização dos nossos serviços, assim como à criação de outras valências no âmbito nacional, que permitirão revolucionar outras áreas que não só a medicina do trabalho e que brevemente se tornarão público.

Num balanço final, um dos vossos objetivos é sensibilizar para a importância da saúde no trabalho. Esta tem sido uma missão facilmente concretizável?
Nunca é demais a sensibilização das empresas e dos empresários para a importância da saúde no trabalho e para fazer entender o fundamento que está por trás das prerrogativas legais que levaram à criação deste instituto (a medicina do trabalho). A nossa tarefa nunca é fácil, tendo em conta que não nos conformamos com o facto do cumprimento destes serviços apenas porque é legalmente obrigatório. Mas, fazendo um balanço final, julgo que estamos no caminho certo, continuando esta luta diária de sensibilização empresarial e, nalguns casos institucionais, tem trazido resultados positivos.

A tecnologia como instrumento fundamental de trabalho

Eduardo Luís

O FisioZero é um software que promove uma maior organização da informação em clínicas de fisioterapia e osteopatia. Em que consiste exatamente este programa? Quais são as suas mais-valias no dia-a-dia de consultórios dedicados a estas duas especialidades?
O FisioZero consiste numa ferramenta de trabalho fundamental para quem deseja ter o seu gabinete/clínica mais organizado e funcional. Num único software, estão disponíveis para consultas e registos: calendário de marcações, anamneses, avaliações aos pacientes, envio de ficheiros de apoio às consultas (raios-x, fotos, relatórios médicos…), gestão de pagamentos, envio automatizado de mensagens de texto, entre outras ferramentas úteis e indispensáveis. O software possui ainda campos personalizáveis para ajustar o mesmo às necessidades do utilizador.

Aquando da conceção deste software, por que motivo optaram pela fisioterapia e osteopatia especificamente? Existia ainda uma lacuna nestas áreas? No futuro poderemos ver este programa adequado a outras especialidades?
O Fisiozero, tal como o nome indica, nasceu em virtude da ausência de software na área dos registos exclusivos para Fisioterapia – corria o ano de 2012. O recurso habitual era o registo escrito em papel ou folhas de Excel, que estão longe de trazer a dinâmica e as ferramentas que o Fisiozero oferece. Este ano foi ainda introduzido o módulo de Osteopatia e prevemos que em 2016 seja inserido um outro módulo, a psicologia, numa tentativa de ir alargando o software a outras especialidades.

O Multi Terapeuta é uma outra ferramenta que permite a partilha de conhecimentos e opiniões entre profissionais. De que modo esta solução permite uma maior qualidade no tratamento de doentes?
Esta é sem dúvida uma funcionalidade bastante importante para que o paciente seja bem acompanhado. Existem clínicas com vários terapeutas e nem sempre é possível o paciente ser seguido pelo mesmo terapeuta. Neste contexto, é necessário que todos os terapeutas possam aceder ao histórico do paciente de forma a que este seja avaliado de forma consistente e contínua. Outra vantagem desta ferramenta é a possibilidade de partilha da agenda de marcações.

O software proporciona uma melhor gestão em ambiente de consultório e maior qualidade médica, mas contém ainda uma componente direcionada para os pacientes. O envio de SMS aquando da aproximação da data de consulta é um exemplo desta questão. Assim, de que forma os pacientes saem beneficiados com o FisioZero?
O envio automatizado de mensagens de texto traz grandes vantagens a todos os seus intervenientes e é já uma prática comum em centros hospitalares privados e públicos. A clínica beneficia com uma menor taxa de absentismo dos seus pacientes e há, consequentemente, um melhor fluxo das marcações. Outra vantagem é a questão de proximidade e cumplicidade que se gera entre todos os intervenientes, principalmente através das mensagens de aniversário.

A nível tecnológico, este software tem ainda mais-valias que beneficiam os seus utilizadores, nomeadamente a facilidade de utilização e a não obrigatoriedade de atualizações. O que podem dizer-nos sobre este programa num contexto mais técnico?
O Fisiozero, desde o primeiro dia que nasceu, foi desenvolvido com dois objetivos centrais: ser simples – necessitando de poucos minutos para ficar a conhecer globalmente o software; e ter uma linguagem de acesso universal e comum a todos os dispositivos eletrónicos – através de linguagem web. Este tipo de linguagem permite-nos criar novas funcionalidades que ficam disponíveis imediatamente para os nossos clientes, sem qualquer necessidade da sua intervenção. Outra vantagem é libertar por completo o cliente das cópias de segurança de ficheiros informáticos que possam ter de executar – no caso de usarem qualquer outra base de dados de pacientes ou registos –  essa passa a ser uma responsabilidade do Fisiozero.

Fazendo um balanço do que tem sido a atuação do FisioZero nos consultórios médicos, o que mudou desde a sua entrada no mercado? O que poderá ainda mudar no futuro?
O feedback obtido dos nossos clientes é muito positivo e motivador. Referem que adquiriram uma maior dinâmica interna nas suas clínicas, maior rapidez e facilidade na gestão das marcações, acesso imediato a todo o histórico do paciente, uma gestão simples e facilitada de pagamentos e a possibilidade de consulta de estatísticas. Referem ainda uma maior rentabilidade proporcionada com o envio automatizado de mensagens de texto e com a rápida consulta das fichas dos pacientes.

O que podem os vossos clientes contar com o Fisiozero hoje e no futuro?
As nossas principais premissas são o respeito pelos dados dos clientes e, por isso, temos de os manter salvaguardados através do uso de tecnologia de ponta. Uma outra premissa é a inovação contínua através da implementação de novas funcionalidades que proporcionem uma maior rentabilidade.

Maquitex de regresso à Exponor

Yvonne Heinen e Francisco Aguiar

Depois de longos anos de sufoco, a indústria têxtil encara hoje números bem mais animadores. De janeiro a agosto do presente ano, as exportações do têxtil e vestuário aumentaram 3,5%, relativamente ao período homólogo de 2014, alcançando os 3,25 milhões de euros. Face a 2013, as exportações cresceram quase 8%, ultrapassando os 4,6 mil milhões de euros. Para a Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP) este crescimento só agora começou, prevendo-se que as exportações atinjam os 5 mil milhões de euros até ao final da década. Estamos a falar de um setor que emprega atualmente 120 mil trabalhadores, dispersos por cerca de cinco mil empresas que se reinventaram em tempos de dificuldades, deram a volta à crise, apostaram na modernização do seu parque industrial, apostaram na tecnologia e inovação e perante o convite do Grupo OFFE para marcarem presença no renascimento daquela que já foi e continua a ser uma das feiras de maior referência do setor no universo da Península Ibérica disseram prontamente “sim”! Foi o caso da Gerber Technology, uma multinacional que tem ajudado empresas de todo o mundo a desenvolverem, fabricarem e levarem os seus produtos ao mercado de uma forma mais inteligente, eficaz e rápida.

Da necessidade de ouvirem permanentemente as solicitações dos seus clientes e parceiros, nasce a importância de marcarem presença em eventos como a Maquitex, que apesar de ter uma escala mais local, assume-se como uma opção estratégica para a empresa, tal como explicou em conversa com a Revista Pontos de Vista, Yvonne Heinen, Responsável de Marketing da Gerber para a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África). “A Maquitex desapareceu por onze anos e revitalizou-se para uma nova edição. Quando a Gerber foi contactada pela organização, ficamos muito satisfeitos porque acreditamos que esta indústria está a recuperar e continua a ser necessário que exista uma plataforma onde todos os agentes possam estar reunidos para ouvir os clientes, as suas necessidades, dando a conhecer o que cada um pode oferecer. Por isso, o momento para recuperar a Maquitex não poderia ser o mais oportuno”, explicou. Assumindo ser um evento de elevada relevância para o setor a nível nacional, Yvonne Heinen olha para esta feira como estratégica para as atividades da Gerber e para, mais uma vez, a marca se comunicar com o seu mercado.

Num momento em que Portugal se tornou mais competitivo aos olhos externos, não só pelos custos de produção mas também pelo mais alto nível de qualidade que imprime no seu desempenho nesta área, a responsável acredita que a Maquitex chegou no momento certo. MaquitexQuanto à sua ausência durante 11 anos, Yvonne Heinen não acredita que o desaparecimento tenha sido muito sentido uma vez que o setor se encontrava “adormecido”. “Estes eventos são importantes para comunicar com os clientes mas implicam também um forte investimento por parte das empresas e ao longo dos últimos anos não houve grande potencial de investimento”, ressalvou, acrescentando: “não esperamos vender diretamente na feira mas temos expectativas de retorno”.

“Optimize-se”. Esta é a mensagem central que a Gerber quer comunicar. No final desta 16ª edição da Maquitex, Yvonne Heinen deixou um apelo especial aos parceiros e clientes desta multinacional: “fique ainda melhor connosco. Muitos dos nossos clientes já são muito bons mas têm sempre potencial para serem ainda melhores. Se assim quiserem, juntem-se à Gerber e terão mais produtividade e uma capacidade mais rápida de responder ao mercado. Nós estamos aqui para ajuda-lo a ser melhor, seja qual for o desafio que nos coloque”.

A reafirmação de uma feira de referência

Além da Gerber Technology, pelo Pavilhão 6 da Exponor estiveram cerca de 50 expositores, entre os quais os principais fabricantes e distribuidores de equipamentos para a fileira têxtil a operar em Portugal, que apresentaram as soluções técnicas mais recentes de cerca de duas centenas de marcas. Organizada pelo Grupo Offe, em parceria com a Exponor, recuperar a Maquitex não foi mero fruto do acaso. Houve um intenso trabalho de preparação que durou largos meses e que foram resuPedro Mendonça da Silvamidos por Pedro Mendonça da Silva, do Departamento Comercial do Grupo Offe: “ao longo do tempo fomos recebendo alguns convites por parte de empresas que manifestaram interesse no relançamento da Maquitex. Falamos com diversas entidades do setor para perceber a visão delas, as suas necessidades, os objetivos que queriam ver concretizados e fomos anotando essas sugestões. E hoje aqui estamos na 16ª edição de uma das feiras mais antigas da Exponor”. Este foi “mais um evento que funciona”, com a assinatura de uma empresa vocacionada para a organização de eventos e feiras e que há muito tempo tinha esta ambição de fazer renascer a Maquitex. “Dentro do segmento das feiras profissionais, a Maquitex é a primeira feira que estamos a organizar e queremos continuar a apostar neste formato”, afirmou Pedro Silva.
Num setor que vive melhores momentos, mais um passo firme foi dado. 5, 6 e 7 de novembro foram, assim, três dias enriquecedores ao longo dos quais foi possível conhecer o que de melhor existe no mercado ao nível de máquinas, tecnologias e acessórios.

Informações sobre a Maquitex
Setores em exposição:
– Máquinas e equipamentos; corte; estendimento; acabamento; bordados; costura; transporte; acessórios para máquinas de costura e outras máquinas para a indústria do vestuário; máquinas auxiliares e dispositivos para acabamento; máquinas de costura e outras máquinas para a indústria do vestuário; máquinas de estampar para têxteis; tecnologias de produção; agulhas, fios e etiquetas; impressão e estamparia; packaging; CAD CAM; Software; Componentes e acessórios; matéria-prima; serviços.

Perfil do visitante:
– Empresários; Diretores; Designers; Técnicos especializados; engenheiros de produção.

Estreia da MAQUISHOES

Paralelamente realizou-se a primeira edição da MaquiShoes – Feira de Máquinas, Tecnologia e Acessórios para a Indústria do Calçado. Trata-se da única feira profissional dedicada a equipamento e maquinaria para o setor do calçado, uma das indústrias nacionais que tem vivenciado um substancial crescimento ao longo dos últimos anos. Estiveram presentes 20 expositores e um total de 50 marcas representadas.

O que é o GERBERcutter® Z1?

Trata-se de um “sistema de corte automatizado controlado por computador, sendo a solução ideal para corte de umam folha ou poucas folhas de uma vasta gama de materiais, como compósitos, mobiliário e têxteis técnicos complexos”.
É um sistema adequado para “maximizar a sua produtividade e rentabilidade, reduzir o trabalho em curso, reduzir os tempos de preparação e assegurar que as peças são cortadas com precisão”.

Quem é a Gerber Technology?

É uma multinacional que disponibiliza soluções integradas de hardware e software a mais de 25 mil clientes em 130 países, entre os quais estão mais de cem incluídos na lista Fortune 500, nos setores moda e vestuário, aeroespacial, construção, embalagem, energia eólica, estofos, interiores de meios de transporte e têxteis técnicos.

“A edição de 2015 da Maquitex, que vai na sua 16ª edição, resulta de uma parceria com a empresa Offe – Organização Funcional de Feiras e Eventos e teve, depois de um interregno de mais de uma década, uma adesão extremamente positiva, com as principais marcas e empresas do setor a marcar presença, o que prenuncia um crescimento sustentado de uma feira de um setor importante para a economia nacional”. (Promotores da Maquitex)

“A realização simultânea e no mesmo espaço da MaquiShoes visa reforçar as sinergias existentes decorrentes do facto de muitas empresas serem fornecedoras da indústria têxtil e do calçado, permitindo igualmente por esta via aos visitantes profissionais uma melhor gestão do tempo”. (Exponor)

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