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WeDo Technologies adquirida pela Mobileum Inc.

A Mobileum Inc., líder global no fornecimento de soluções de gestão de risco e roaming baseadas em análise de dados, anuncia hoje a aquisição da WeDo Technologies. Esta é a segunda aquisição da Mobileum após a conclusão da compra da Evolved Intelligence em outubro de 2018.

Baseada em Lisboa, a WeDo é líder global no fornecimento de soluções de gestão de negócio e de risco a operadoras de comunicações de todo o mundo, ajudando-as a gerar receitas, mitigar riscos e prevenir fraude nas suas redes. O vasto portfólio de produtos e soluções da WeDo está suportado por análise avançada de dados, consultoria, managed services e serviços especializados.

“A WeDo é uma empresa líder em gestão de risco, e gestão e otimização de negócio. A empresa desenvolveu um conjunto impressionante de produtos e tecnologias de grande valor para operadoras de comunicações”, diz Bobby Srinivasan, CEO da Mobileum. “Estamos muito entusiasmados por nos juntarmos à WeDo e apoiá-los na sua próxima fase de crescimento. À medida que continuamos a fazer a Mobileum crescer, orgânica e inorganicamente, a inclusão da forte engenharia de produto, da base de clientes e das equipas de consultoria e serviços da WeDo na nossa força de trabalho, ajuda-nos a expandir a diversidade e a abrangência das nossas ofertas. Estamos ansiosos por combinar as capacidades de ambos os portfólios e criar propostas de excelente valor aos nossos clientes”.

“A Mobileum, com o seu negócio complementar e cobertura global de clientes, é o parceiro ideal para a WeDo Technologies iniciar a sua próxima fase de crescimento” diz Rui Paiva, CEO da WeDo Technologies. “Este negócio combinado, oferece aos nossos clientes um portfólio de soluções mais rico e diverso nas áreas da Garantia de Receita, Gestão de Fraude, Segurança de Rede, Roaming e Interconexão. À medida que a indústria mobile continua a evoluir, esta transação vai permitir-nos continuar a investir na futura arquitetura, assegurando o sucesso dos nossos clientes ao longo de uma jornada de transformação contínua”.

A Mobileum tem expandido consistentemente a sua oferta de produtos analíticos após ter sido adquirida pela Audax Private Equity em 2016. Com 18 anos de liderança na esfera do roaming, a Mobileum tem utilizado o seu grande conhecimento sobre as comunicações móveis para criar a sua plataforma ‘Active Intelligence’ que gera dados analíticos em tempo real sobre roaming, fraude e segurança. A combinação das soluções de gestão de risco e gestão de negócio da WeDo com a plataforma de análise avançada de dados da Mobileum vai criar uma abordagem inovadora e abrangente à gestão de fraude e de risco e à garantia de receitas das operadoras de telecomunicações. O conhecimento especializado da WeDo vai enriquecer ainda mais este portfólio integrado de soluções e beneficiar os clientes e parceiros da Mobileum.

Esta aquisição também serve para reforçar a presença global da Mobileum. A atual arquitetura e plataforma da WeDo será assegurada e desenvolvida para posterior integração com a plataforma Mobileum Active Intelligence. A Mobileum e a WeDo terão uma equipa combinada com mais de 1.100 colaboradores em mais de 30 localizações em todo o mundo, servindo mais de 700 clientes em 180 países.

Internet of Things é a maior ameaça de fraude para a indústria das telecomunicações

 

Com especial enfoque nos riscos escondidos para as empresas a atuar neste setor, o evento WeDo Technologies User Group Americas 2018 contou com cerca de 100 participantes, representantes de 25 operadoras de telecomunicações de todo o mundo, a quem a tecnológica portuguesa desafiou a responder a um questionário para identificar quais consideram ser as principais ameaças do negócio.

 

Para 57% e 26% dos inquiridos a Internet of Things e o Internet Protocol «Everything» são as tecnologias diruptivas que representam maior fonte de risco para a indústria, respetivamente. Segundo as operadoras, as ameaças decorrentes desta Transformação Digital afetam principalmente os departamentos de TI (39%), Redes e Engenharia (39%) e Legal (10%), que lidam diariamente com os desafios impostos pela quarta revolução industrial.

 

Quando questionados sobre as medidas a tomar para minimizar ou evitar exposição a ameaças de fraude, 47% dos operadores admite adotar um modelo contra a Subscription Fraud (Fraude de Identidade) como solução de gestão de risco, seguido de soluções de High Usage Fraud (Fraude de Abuso de Serviço) com 27% e Bypass Fraud (17%). O Subscription Fraud continua a ser o principal método de fraude a afetar a indústria das telecomunicações, que graças à sua rápida propagação representa perdas anuais significativas para as operadoras. Torna-se assim essencial a aposta em soluções robustas e inteligentes contra este tipo de ameaças.

“Esta digitalização das empresas a que temos vindo a assistir cada vez com mais relevância, representam muitas vantagens para a forma como se fazem negócios tornando o mercado mais ágil e competitivo. No entanto, e tal como este inquérito confirma, as novas tecnologias trazem também consigo um conjunto de desafios e ameaças que têm de ser endereçadas de forma eficaz e efetiva, num momento em que a internet permite uma massificação instantânea de tudo”, explica Rui Paiva, CEO da WeDo Technologies. “É com estas ameaças em vista que desenvolvemos soluções robustas e flexíveis que previnem e detetam a fraude em tempo real, podendo bloquear instantaneamente qualquer chamada ou sessão de conetividade sempre que exista um risco inerente. É com esta confiança que os nossos clientes – Operadores de Telecomunicações – mantêm os seus clientes, protegidos, satisfeitos, fidelizados e livres de ameaças maliciosas.”

Sobre a WeDo Technologies 

Com presença nos Estados Unidos desde 2007, a WeDo Technologies é líder mundial no setor de garantia de receita e gestão de fraudes fornecendo soluções de software para gestão de risco.

A WeDo Technologies fornece software e consultoria especializada para operadoras de telecomunicações e fornecedores de serviços de comunicação em todo o mundo. Possui atualmente clientes em 108 países e uma rede de mais de 600 profissionais especializados e altamente qualificados. Possui escritórios em diversas partes do mundo, como nos EUA, Europa, na região Ásia-Pacífico, Oriente Médio, África, América do Sul e América Central.

O software da WeDo Technologies analisa grandes quantidades de dados e permite monitorizar, controlar, gerir e otimizar os processos, garantindo a proteção da receita e a redução dos riscos.

Com mais de 200 clientes, incluindo algumas das principais organizações blue chip do mundo, a WeDo Technologies é reconhecida como uma empresa que oferece inovações constantes para garantir o sucesso dos seus clientes ao longo de uma jornada de transformações contínua. 

WeDo Technologies . Know The Unknown

Após críticas à partilha de dados, Facebook anuncia fim de parceria com Huawei

Getty Images

O Facebook anunciou esta quinta-feira o fim da parceria com os chineses do Huawei, que envolvia a partilha de dados de utilizadores da rede social com o grupo de telecomunicações, que Washington considera uma ameaça à segurança nacional.

Os fabricantes chineses Huawei, Lenovo, OPPO e TCL estão entre as empresas com quem o grupo partilhou dados, de forma “controlada”, admitiu na quarta-feira o vice-presidente do Facebook Francisco Varela.

O Huawei esteve sob investigação pelo Congresso dos Estados Unidos, que num relatório de 2012 considerou que a empresa tem uma relação próxima com o Partido Comunista Chinês.

Agências governamentais e o exército norte-americano baniram recentemente telemóveis fabricados pelo Huawei devido a questões de segurança.

Na quarta-feira, o grupo chinês garantiu que nunca armazenou dados de utilizadores nos seus servidores. O porta-voz do Huawei, Joe Kelly, disse que a parceria visava tornar os serviços do Facebook mais convenientes para os utilizadores dos seus telemóveis.

Uma investigação do jornal The New York Times revelou esta semana que o Facebook estabeleceu acordos com 60 fabricantes de dispositivos móveis, que tiveram acesso, sem o consentimento explícito, a vários dados pessoais dos utilizadores, como religião, tendências políticas, amigos, eventos e estado civil.

Em abril passado, Zuckerberg esteve no Congresso norte-americano para testemunhar no caso que envolve a empresa Cambridge Analytica, que usou, indevidamente, dados de 87 milhões de utilizadores do Facebook.

Em Maio, Zuckerberg foi ouvido no Parlamento Europeu e pediu desculpa pelo uso indevido de dados pessoais dos utilizadores.

A Huawei tem escritórios em Lisboa, onde conta também com um centro de inovação e experimentação.

Segundo a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), desde 2004, a firma chinesa investiu 40 milhões de euros em Portugal.

LUSA

Altice: 99,5% dos clientes tiveram serviços repostos após fogos

De acordo com o comunicado da empresa de telecomunicações, “(…) à data de hoje, cerca de 99,5% dos clientes afetados pelos incêndios tem os seus serviços repostos”.

Recentemente, foi noticiada a morte de uma mulher em Vale de Ameixoeira (Macieira), freguesia do Troviscal (Sertã), alegadamente por falta de assistência. Uma vez que a localidade se encontra sem telecomunicações desde o incêndio florestal de meados de outubro, o marido da vítima terá tido de percorrer cerca de dois quilómetros para conseguir telefonar para o 112.

“A Altice Portugal lamenta que se utilize a dor familiar no sentido de a relacionar com uma situação de não existência de um serviço fixo (pese embora as várias tentativas de contacto da Altice Portugal com o cliente), quando se pode atestar a existência de rede móvel, voz e dados no local, o que demonstra de forma cabal que há um meio de comunicação completamente disponível e apto para uso da população desta localidade (aliás confirmado pelo próprio utilizador que assume ter um telemóvel)”, sublinhou a nota.

A companhia referiu ainda que “a maioria das ligações que faltam efetuar se devem à incapacidade de chegar ao contacto com vários clientes destas zonas, por questões diversas, nomeadamente: habitações sazonais ou de fim de semana, clientes emigrados ou mesmo clientes que ainda não nos contactaram para aceitação do agendamento proposto com os serviços da Altice Portugal para reposição desse mesmo serviço”.

“(…) A Altice Portugal é a única operadora de comunicações presente em algumas regiões do nosso país e que investe em infraestruturação de fibra ótica de última geração em territórios que até ao momento não tinham qualquer tipo de conectividade”, sublinhou a nota.

A empresa também referiu que comunicaram “por carta e e-mail com 36 municípios e mais de quatro centenas de freguesias para que todo e qualquer cidadão pudesse ser informado dos contactos diretos e mais eficazes para assim poder minimizar qualquer entrave de comunicação”.

“Canais esses que continuam em funcionamento e que são do conhecimento das populações através de esclarecimento público afixado em edital e enviado pela Altice Portugal, colocado ao dispor das juntas de Freguesia, pelo que podemos afirmar que não temos reclamações que não tenham tido a devida e imediata resposta por parte dos serviços da Altice Portugal”, complementou o comunicado.

Segundo a nota, “a Altice Portugal reconstruiu 100% da sua rede de comunicações fixa e móvel afetada pelos incêndios, tendo inclusivamente feito um investimento de expansão de fibra ótica nestes concelhos, com uma cobertura em média de mais de 50% do seu território”.

A empresa saudou ainda a decisão do Governo de solicitar à ANACOM o apuramento das responsabilidades no caso da senhora que morreu na Sertã, num caso que foi “estrategicamente empolado”, considera.

“Contudo, a Altice Portugal lamenta ter sido injustamente envolvida, ao longo dos últimos meses, em casos que não lhe dizem respeito”, declarou a empresa no comunicado.

A empresa também recordou que “não é sua responsabilidade a prestação do Serviço Universal de rede fixa”.

“É com serenidade e com espírito de dever cumprido que a Altice Portugal olha para um trabalho inédito de reposição de comunicações, após uma tragédia ímpar que assolou o território português, e que, em circunstâncias normais, demoraria dezenas de meses até estar concluído pela extensão e gravidade dos impactos que implicaram um investimento de reposição próximo de 20 milhões de euros”, adiantou a empresa de telecomunicações.

De acordo com a nota nunca foi o investimento que levou a atuação da Altice Portugal, “tendo sido antes o bem comum das populações”.

“Por isso mesmo, foram várias as alternativas colocadas ao dispor das populações até à reposição total das comunicações nos vários concelhos afetados, o que já aconteceu”, sublinhou ainda a empresa.

LUSA

Primeiro satélite angolano é lançado terça-feira

José Carvalho da Rocha, que falava em conferência de imprensa, disse que depois dos testes o Angosat, um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (270,8 milhões de euros), vai estar disponível para comercialização.

“Neste momento, já temos reservada cerca de 40% da capacidade do Angosat e nós vamos continuar a fazer o ‘marketing’ para continuarmos a aumentar essa reserva”, disse o ministro.

O governante angolano referiu que o Estado prevê recuperar este investimento em pelo menos dois anos, para poder continuar a produzir outros satélites.

“As nossas operadoras, todas elas juntas, para poderem prestar o serviço de telefonia móvel e outros alugam elemento espacial em outros satélites, que dominam essa nossa região. E todas elas juntas gastam em média por mês entre 15 a 20 milhões de dólares (entre 12 a 16,9 milhões de euros)”, salientou.

Nesse sentido, José Carvalho da Rocha estimou que para recuperação do investimento, olhando a valores mínimos de 15 milhões de dólares (12 milhões de euros), dois anos são suficientes para se atingir a meta preconizada.

O Angosat foi construído por um consórcio estatal russo e o seu lançamento será feito com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmos, empresa estatal espacial da Rússia, segundo informação das autoridades espaciais russas divulgadas em outubro passado.

Os desafios da transformação digital

A denominada Transformação Digital encontra-se na ordem do dia, embora ainda seja um conceito de difícil adaptação para a maioria das empresas portuguesas. Neste domínio, qual é o panorama da Wondercom? Será uma das vossas apostas em termos de soluções TIC?

A migração das soluções dos clientes para a Cloud Pública é uma enabler da transformação digital. As empresas de hoje precisam de acompanhar o ritmo da mudança tecnológica para tirarem o melhor partido da transformação digital. Foi com esta premissa que a Wondercom criou a sua oferta “ICT made easy” a pensar no “mercado empresarial”. A conceção desta oferta foi um processo rigoroso com compromisso de encontrar o melhor equilíbrio entre custo e qualidade, sendo que “ICT made easy” está destinada a qualquer empresa, independentemente da sua dimensão.

Sobre os maiores desafios tecnológicos pelos quais a Wondercom passou, quais foram aqueles que se traduziram num maior impacto a nível do modelo de negócio?

O principal desafio para a Wondercom até agora, passou pela disponibilidade de Fibra Óptica a nível nacional em Portugal que criou a necessidade de mudar as ligações dos clientes às redes dos operadores de Telecomunicações. O projeto “Fiber-to-the-Home”, no qual a Wondercom tem participação ativa na qualidade de instalador, levou a nossa empresa a criar uma estrutura operacional com abrangência nacional, com disponibilidade de serviço 24x7x365 e com capacidade de 200 mil pedidos de intervenções técnicas nas instalações do cliente por ano.

É inevitável que a transformação digital aporte consigo diferenças de atuação das marcas e mesmo nas formas e metodologias dos modelos de negócio e gestão?

A transformação digital altera profundamente a forma como os clientes se relacionam com os seus fornecedores (e vice versa) e a forma como aspessoas desempenham as suas atividades profissionais, o que obriga a uma mudança dos modelos de negócio e da gestão das diversas entidades.

A transformação digital permite novos canais para chegar ao consumidor e consequentemente os modelos de gestão e decisão têm de se adaptar a esta realidade. As decisões de negócio são cada vez mais baseadas em analítica e em dados obtidos dos canais digitais em tempo real.

Da vossa parte poderá significar uma agressividade maior a nível comercial? Como pensam implementar este modelo mais agressivo de abordagem perante as empresas?

Naturalmente. Os clientes irão ter novas necessidades relacionadas com soluções TIC. O processo de venda da Wondercom passa muito pelos operadores de Telecomunicações. Queremos alavancar as soluções TIC sob forma de cross-selling, complementando as soluções já instaladas com outras interessantes para o cliente.

Na sua opinião a transformação digital é uma questão de sobrevivência, pela necessidade de adaptação ao mercado, ou uma estratégia de crescimento?

No caso da Wondercom será uma estratégia de crescimento.

De que forma é que o consumidor/cliente sairá beneficiado com esta aposta na Transformação Digital?

Os principais benefícios para os consumidores/clientes resultam na disponibilidade contínua (em muitos casos 24×7) dos produtos e serviços num ambiente de maior concorrência e disponibilidade da oferta.

A transformação digital reduzirá custos e aumentará performance das empresas. Com a transformação digital, é possível decidir e produzir de forma mais eficiente, e consequentemente conseguem-se criar novos modelos para chegar ao consumidor de forma mais fácil. Prova disto são as App´s e o “mundo online”, por exemplo, em que hoje posso pagar um parquímetro sem ir ao mesmo, basta usar uma App. 

Para 2018, quais são as principais prioridades da Wondercom no mercado português?

Em 2018 já irão ficar disponíveis no mercado os primeiros quatro produtos da nossa oferta “ICT made easy” que são:

WonderGuest – Wi-Fi com cobertura total, possibilitando o registo de visitantes de forma segura;

WonderCloud – Consultoria estratégica sobre a migração de serviços para Cloud;

WonderLink – Solução de Vídeo Conferencia e Colaboração acessível e atrativa a pequenas e médias empresas;

WonderGuard – Solução de Videovigilância e Controlo de Acessos.

Vamos continuar a alargar significativamente o portfólio de produtos ICT que serão comercializados com o “claim” – ICT made easy.

NOWO aposta cada vez mais no digital e conquista mercado

Apesar de estar na ordem do dia, a transformação digital não é uma adaptação fácil para a maioria das empresas. Qual é o panorama na NOWO?

A NOWO assume o Digital como um dos pilares fundamentais da sua estratégia. Desde que decidimos lançar a marca, sabíamos que queríamos revolucionar e potenciar o negócio com base na tecnologia. Definimos um roadmap de transformação digital complexo, que exigiu a definição de um ecossistema único, assente em três eixos: construção de uma visão estratégica na área digital, modernização da infraestrutura tecnológica existente e agilização de processos e serviços, assente em tecnologia capaz de responder aos objetivos de negócio de um mercado em constante evolução. Estes princípios traçaram um caminho evidente, que permitiu à NOWO transformar-se numa empresa cada vez mais digital. 

Sobre os maiores    desafios tecnológicos pelos quais a NOWO passou, quais foram aqueles que se traduziram num maior impacto a nível do modelo de negócio?

O grau de exigência e expectativa do consumidor atual relativamente ao consumo e prestação de serviços descreve-se facilmente com uma única palavra: “Já!”. Estamos na era do agora, em que o consumidor espera poder encomendar e consumir em tempo record qualquer produto ou serviço, a partir do seu smartphone ou do seu laptop. Esta é uma mudança fundamental nas expectativas dos clientes que apresenta grandes desafios para a NOWO bem como para todos os operadores de telecomunicações, que enfrentam a complexidade de manter a infraestrutura que novos players como a Uber, o Netflix ou o Facebook, utilizam para prestar os seus serviços. No entanto, apesar de ser o facilitador dos serviços que os consumidores valorizam, o operador geralmente é injustamente comparado com essas empresas quando se trata de avaliar a entrega das experiências digitais que as pessoas desejam. Nesse sentido, esta mudança de expectativas do cliente exigiu que a NOWO transformasse e agilizasse os seus processos e modelos de negócio, para adaptar os seus serviços ao novo paradigma de consumo.

A criação de novas funções também surgiram com a transformação digital, como a de CTO “Chief Technology Officer”, o seu cargo há três anos, na altura como foi a adaptação?

A nível tecnológico, há alguns anos, existia tradicionalmente nos operadores de telecomunicações uma organização de IT totalmente segregada da organização de Engenharia e Operações. O IT era habitualmente uma estrutura de suporte enquanto a Engenharia era responsável pela implementação da estratégia de negócio do operador. Apesar de serem estruturas de carácter tecnológico, tudo era distinto nessas duas estruturas: a estratégia, o âmbito, o cliente, os processos, as tecnologias e o know-how. Com o movimento de “cloudificação” e virtualização das plataformas de telecomunicações, as duas disciplinas aproximaram-se e fundiram-se, tendo o IT passado de ser um centro de custo para uma área que impulsiona sinergias empresariais e diferenciação competitiva, tornando-se um catalisador de inovação tecnológica e de processos. Acompanhando o movimento de convergência tecnológica, A NOWO decidiu criar uma nova função de liderança tecnológica que une sob a mesma responsabilidade a gestão de toda a tecnologia da empresa, por considerar que os verdadeiros benefícios da transformação digital, nomeadamente a agilidade, só são possíveis com a existência de sistemas de IT adequados ao suporte da automação e das experiências do cliente em tempo real. O papel de CTO pressupõe a existência de um conjunto de skills que abrangem competências comportamentais, tecnológicas e de negócio, que permitem que o CTO seja o agente de mudança para a transformação digital da empresa. 

Se houvesse uma escala de 0 a 10, em que nível de transformação digital diria que está a NOWO e porquê?

Na NOWO os objetivos de negócio e a tecnologia estão alinhados de acordo com a estratégia definida para a criação de produtos e experiências digitais. Nesse sentido considero que a NOWO se encontra num nível de transformação digital avançado, sendo um verdadeiro digital player dentro do seu mercado. A transformação digital é um imperativo estratégico na NOWO e existem diversas iniciativas chave a decorrer, com sponsorship da gestão de topo. As iniciativas foram identificadas como as mais relevantes para acelerar o processo de transformação digital a curto prazo da NOWO, sendo a mais relevante o foco na experiência do cliente. 

A NOWO Portugal surgiu no país numa altura em que já havia uma concorrência consolidada. Que estratégias adotaram e que contribuíram não só para a vossa entrada como também para o vosso crescimento no mercado?

A NOWO surgiu no mercado com um posicionamento distinto dos restantes players. A estratégia assenta em serviços não pacotizados, em que o cliente tem liberdade de escolha para subscrever apenas os serviços que efetivamente utiliza, tendo sempre como serviço base a Internet. Há também diferença, e vantagem para o cliente, no período de fidelização que na NOWO é no máximo de 12 meses. E há uma aposta muito forte no digital: a NOWO é o único operador que permite subscrição de serviços num processo 100% digital, através de um simulador que permite ao cliente configurar e subscrever os seus serviços NOWO.  

Na sua opinião a transformação digital é uma questão de sobrevivência, pela necessidade de adaptação ao mercado, ou uma estratégia de crescimento?

A transformação digital é imperativa para garantir que o negócio se mantém relevante para os consumidores e é crítica para garantir o crescimento da empresa. Não é um processo de fácil implementação, mas é necessário para manter a competitividade da empresa e para fornecer o serviço que os clientes atualmente exigem. Atualmente existem start-ups disruptivas em todos os setores que rapidamente se transformam em ameaças e atingem posições relevantes no mercado. Para combater essa ameaça, as empresas devem seguir o exemplo dessas start-ups, aprender e adaptar-se. A transformação digital é importante porque permite acelerar a mudança, competir digitalmente e corresponder às expectativas do cliente que exigem uma boa experiência em todos os pontos de contacto com as empresas. A tecnologia digital impacta todas as áreas de negócio numa empresa. Isso significa que gerir a transição para um modelo de negócios digital não é apenas crítico para vencer a concorrência, é crucial para a sobrevivência da empresa.

Quais as maiores vantagens que esta revolução digital acarreta diretamente na relação com o cliente?

 Nos últimos anos muitas empresas apostaram em melhorar o serviço de atendimento ao cliente para se diferenciar dos concorrentes. A digitalização atua como um acelerador nesta mudança, transformando a melhoria do serviço ao cliente num imperativo urgente. A adoção popular de plataformas sociais e o uso de fóruns online torna as práticas empresariais cada vez mais transparentes. No passado, o mau serviço podia levar um cliente a queixar-se a um pequeno número de familiares ou amigos. Hoje, no entanto, um post ou um tweet pode compartilhar experiências negativas com centenas de potenciais clientes e o seu impacto pode ser ampliado para milhões com o clique de um botão. O efeito também funciona ao contrário – mensagens positivas de clientes satisfeitos melhoram a reputação de uma empresa. A transformação digital exige uma nova estratégia de atendimento ao cliente. As áreas de serviço ao cliente têm um novo papel na relação com os clientes.

Ao interagir com frequência com os clientes, as áreas de serviço ao cliente têm uma posição privilegiada para se envolver com os clientes e criar histórias de sucesso, podendo levar a uma melhor compreensão da marca, aumentar o tráfego para lojas online e, finalmente, melhorar as taxas de conversão de vendas e repetir negócios. Um bom serviço ao cliente não só deixará os clientes com as questões respondidas, mas também impulsionará a aquisição e lealdade do cliente.

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Portugal está ainda nos primeiros passos no que toca a transformação digital, porém, quais são as vantagens do ponto de vista de mercado que considera que a NOWO tem como diferenciadoras?

Na era digital, os clientes esperam novos serviços antes mesmo de saberem que precisam deles. Isso representa um desafio para os operadores onde desde a concepção da ideia até ao Go To Market existem projetos complexos que podem durar entre 12 a 24 meses e que têm múltiplos intervenientes envolvidos, muitas vezes de forma pouco eficiente. A organização da NOWO é ágil e ‘lean’ o que permite a criação de serviços e produtos em modo (velocidade) digital. É claramente uma vantagem da NOWO quando comparada com as empresas do setor. Exemplo dessa agilidade foi o lançamento da NOWO TV em Março de 2017, em que desde o momento do levantamento da necessidade até ao lançamento do novo produto, que inclui uma nova plataforma de TV, com tecnologia inovadora, uma nova Set Top Box e um novo serviço OTT decorreram menos de 11 meses. Os processos de negócio adaptam-se muito rapidamente às exigências do mercado e os projetos são lançados em tempos record. A NOWO tem uma estrutura muito dinâmica, e plana, com cadeias de decisão curtas e eficientes que resultam em processos rápidos e facilidade de adaptação. É uma estrutura muito semelhante à estrutura das startups Digitais. É uma empresa em que não existem silos e em que a colaboração e o trabalho em equipa são key-skill que todos os colaboradores – incluindo o Top Management – possuem no seu Job Description.

Em Moçambique falta, sobretudo, mais formação

De três empresas e de três sócios, Fernando Gusmão, Raul Bessa e Fernando Pimentel, nasce uma nova entidade empresarial – a GTO. Uma empresa especialista em soluções integradas de Engenharia, atuando principalmente nas áreas de Climatização, Térmica ,Eletrotécnica, Segurança Integrada,Telecomunicações e Luminotécnica (Lighting Design), tanto a nível nacional como internacional.

Fernando Gusmão

Nasceu da vontade de consagrar negócios em Moçambique, atuando localmente. “Procura-se que os trabalhos sejam executados em Moçambique e por isso é que temos uma estrutura local, com profissionais locais. Esta é também uma forma de assegurar uma outra questão muito relevante: a formação. Pretendemos que os profissionais de Moçambique recebam a formação e que, assim, possam desenvolver competências adequadas a práticas inovadoras nas áreas da Engenharia. É óbvio que um jovem país não pode ter a experiência de uma “velha” Europa, mas África está a dar passos significativos quer na área técnica, quer tecnológica. Existe um crescimento mais importante que o científico que por vezes fica esquecido: a evolução das mentalidades. E neste sentido, em Moçambique este desenvolvimento é notório.

A GTO assume-se como entidade que quer marcar presença em África, não simplesmente através de uma perspetiva financeira mas também como uma filosofia pedagógica: “Damos muita importância à questão pedagógica. É nosso objetivo ter colaboradores, localmente, que saibam fazer as coisas. Desta forma esperamos desenvolver uma filosofia no sentido de ensinar para que no futuro sejam eles a fazer tudo sozinhos e, deste modo, tornarmo-nos parceiros”.

Moçambique – Um país à espera de aprender

Fernando Pimentel

Quando está em Moçambique, Fernando Gusmão, é muitas vezes convidado a participar em colóquios nas universidades e afirma que os moçambicanos são pessoas que querem absorver toda a informação que lhes é transmitida: “As pessoas gostam de ouvir as novidades, que os europeus, lhes levam. Novos conceitos, novas formas de olhar para as coisas; são pessoas extremamente recetivas. Por isso, consideramos que a questão de intercâmbio entre estudantes e técnicos seria algo precioso. Moçambique é um país incrível, com pessoas também elas incríveis, dispostas a aprender, no entanto, seria necessário criar condições às empresas para que elas possam conceber projetos de intercâmbio para troca de conhecimentos. Tal poderia dar-se através de criação de bolsas, por exemplo, através de protocolos entre o governo e as empresas. É preciso incentivar e premiar as empresas que estão a querer despender  tempo para formação”.

“Já temos planeado trazer moçambicanos para cá, para aprenderem connosco. Apesar de terem uma sede enorme de conhecimento, não têm ao seu dispor os recursos necessários”.

Por isso, o nosso interlocutor mostra-se a favor da criação de mecanismos para que os jovens moçambicanos venham para Portugal ou que técnicos experientes vão para Moçambique, no entanto, alerta que seriam precisos protocolos entre universidades, governo e empresas. 

“Transmitir conhecimentos”

Foi numa perspetiva de oferecer o que sabem que decidiram constituir a GTO em Moçambique, segundo FG e FP declaram que: “Desde o início que o objetivo passou por levar – além da formação – algo mais criativo e sustentável. Temos conseguido angariar grandes projetos como a iluminação do edifício sede do BCI; Complexo de edifícios do Banco de Moçambique; o edifício Platinum; o edifício Sal & Caldeira; o complexo de edifícios JAT 6; a remodelação do Hotel Polana Mar, entre outros… é aí que somos diferentes. Para além de toda a nossa filosofia e modo de olhar as coisas é algo que queremos perpetuar. A questão da sustentabilidade é de extrema importância”.

Lufthansa lança cartão SIM pré-pago low-cost para estar ligado em qualquer parte do mundo

O grupo Lufthansa vai lançar um cartão SIM para equipamentos móveis que funciona em todo o Mundo.

O Lufthansa Mobile pretende que os viajantes possam estar sempre ligados, sem pesar no orçamento. A tarifa pré-paga é tanto útil para viagens de negócios ou de lazer. Desta forma, os passageiros – em lazer ou negócios – poderão, nas suas deslocações ao estrangeiro, estar sempre online, contactáveis e fazer chamadas mais baratas.

O custo do pacote inicial para os cartões pré-pagos Lufthansa Mobile é de 29 euros e inclui um crédito de 19 euros. Uma das opções disponíveis dentro da União Europeia é um pacote de 500 MB por 9,90 euros ou 1 GB por 14,90 euros com validade de 30 dias seguidos.

Para utilização intercontinental, como por exemplo nos Estados Unidos, Brasil ou China, o preço dos pacotes varia entre 10 e 29 cêntimos por minuto e megabyte. “Tarifas semelhantes à de outros fornecedores começam normalmente a 1,49 euros por minuto”. A companhia aérea alemã garante que não há nenhum contrato vinculativo com a Lufthansa Mobile.

O cartão SIM está atualmente disponível em lufthansa.com e estará à venda a bordo a partir de 1 de março de 2017.

Bruxelas retira proposta sobre fim de ‘roaming’ e promete outra para breve

A Comissão Europeia retirou hoje a sua proposta sobre o fim das taxas de ‘roaming’ previsto para junho de 2017, seguindo instruções dadas pelo seu presidente, Jean-Claude Juncker, devendo um novo texto ser apresentado nos próximo dias.

“Tendo em conta o ‘feedback’ recebido, o presidente Juncker deu instruções aos serviços para retirarem o texto e trabalharem numa nova proposta”, disse um porta-voz do executivo europeu.

Alexander Winterstein reiterou que as taxas cobradas para a utilização do telefone móvel e dados noutro Estado-membro irão terminar na data prevista, garantindo que uma nova proposta será apresentada a curto prazo.

Sobre o novo texto, Winterstein não quis adiantar pormenores.

A proposta agora retirada previa um limite de 90 dias por ano ou 30 dias seguidos para o uso de ‘roaming’ gratuito, após o qual as operadoras passariam a cobrar taxas.

A Comissão Europeia recorda ainda que no acordo com o Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu ficou definido que terá que haver meios de evitar que o ‘roaming’ seja usado sem ser num regime de viagens periódicas — a chamada política de uso justo.

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