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Já pode encomendar a sua bola de berlim na praia

A empresa de software Algardata resolveu desenvolver uma aplicação para telemóvel que lhe permite “chamar” o vendedor para comprar a sua bola de berlim. O vendedor é notificado e, por georreferenciação, identifica o local onde o cliente está.

A aplicação chama-se Bolinhas, e, para já só está disponível no Algarve e para sistemas operativos móveis Android. No entanto, a Algardata já foi contactada por vendedores de bolas de berlim de vários pontos do país. Os vendedores interessados podem solicitar adesão sem qualquer tipo de custos.

A ideia da aplicação surgiu quando o coordenador deste projeto para a Algardata, Ignácio Correia e o seu irmão, se depararam com uma vontade incontrolável de comer uma bola de Berlim na praia e não sabia quando — ou se — passaria o senhor das bolinhas, disse em entrevista à Sic Notícias.

Jovens indiferentes aos efeitos das radiações dos telemóveis

Desenvolvido no INOV-INESC/ Instituto Superior Técnico (IST), com data de 30 de janeiro, o estudo indica uma diminuição na preocupação com os possíveis efeitos da exposição às radiações eletromagnéticas, sobretudo nos dois últimos anos, sendo que 45% dos inquiridos mostraram não estar preocupados com o assunto e que a percentagem de jovens que não tem opinião formada sobre o tema também aumentou.

Da autoria de Ema Catarré e Luís M. Correia, mostra os resultados dos 8.595 inquéritos, realizados a estudantes de 130 estabelecimentos de ensino secundário, nos últimos cinco anos letivos, de 2010/11 a 2015/16, relacionando os dados mais recentes com os dados dos períodos anteriores quanto à utilização de telemóveis e às questões das radiações.

No entanto, o relatório analisa que aqueles que já têm prévio conhecimento do FAQtos apresentam um nível de preocupação superior, se bem que reconhece que durante o período mais recente “os valores inverteram-se, pois o nível de preocupação foi menor para quem conhece o FAQtos”.

“Cerca de 37% preocupam-se, o que contrasta com os apenas 17% que indicaram já ter procurado informação sobre o tema”, revela o estudo, neste acaso analisando o ano letivo 2015/16 e salvaguardando que estes dados têm de ser analisados “com algum cuidado”, “pois dos 775 inquiridos” naquele ano letivo, “apenas 37 conheciam o projeto”.

Questionados sobre se já alteraram hábitos de utilização do telemóvel por terem ouvido falar sobre possíveis efeitos das radiações, uma percentagem significativa – cerca de 24% – disse já o ter feito.

“Quando comparado com a percentagem de jovens que se dizem preocupados com os possíveis efeitos da radiação (cerca de 37%), o valor é bastante inferior. De qualquer forma, é uma amostra significativa, que indica que estes receios têm alguma influência na utilização que os jovens fazem dos telemóveis”, lê-se no relatório.

Já sobre se tomam alguma medida de proteção quando usam o telemóvel, apenas um número reduzido de jovens (12%) indicou que adota medidas e existe uma percentagem considerável de respostas – cerca de 28% – que mostra não saber que medidas tomar para evitar as radiações.

Afastar o telemóvel do corpo ou mesmo desligá-lo são as medidas de proteção mais adotadas, mas “medidas de proteção à partida mais eficazes, como utilização do auricular, tiveram menos respostas”, diz o documento.

“De salientar a grande diferença registada entre o número de pessoas que indica utilizar o auricular como proteção (9 respostas) e o número de pessoas que indicou utilizar o auricular para telefonar (75 respostas). Isto mostra que a utilização do auricular é feita acima de tudo por comodidade e não por receio dos possíveis efeitos das radiações”, conclui.

Os autores do estudo falam mesmo numa utilização do telemóvel “quase ubíqua” entre os jovens, destacando que apenas 0,4% dos inquiridos indicou não usar telemóvel e que mais de 15% tem mais de um equipamento.

Os serviços mais utilizados são a Voz, SMS (mensagem escrita) e Aceder à Internet/Redes Sociais, com uma elevada percentagem de utilização do auricular (58% no total dos cinco anos) maioritariamente para ouvir música/rádio.

Neste último ano letivo, acrescenta o estudo, a utilização de Internet no telemóvel aumentou (mais de 89% em 2014/15, comparando com 35% em 2010/11), com mais de 48% dos inquiridos a indicar que o principal serviço utilizado é o acesso à Internet e às redes sociais (mais de 87% têm tarifário que inclui pacote de dados).

Os jovens que responderam aos inquéritos frequentam o ensino secundário, tendo idades compreendidas entre os 15 e 18 anos, sendo que a maioria tem telemóvel desde os 10 anos, tipicamente a idade com que se entra no 2.º ciclo do ensino básico.

Verificou-se que a utilização aumenta à medida que cresce o número de telemóveis ou a idade dos jovens, sendo que a utilização é maior para os jovens que tiveram o seu primeiro telemóvel mais cedo.

Nokia 3310 está de volta

Toda a gente conhece o Nokia 3310 conhecido pela durabilidade da bateria e pela sua resistência. E é provável que muito leitores tenham passado longos minutos concentrado no “jogo da cobra” do telemóvel da Nokia lançado há 17 anos.

Era um dos telemóveis mais populares do mundo e continua ser um dos mais vendidos de sempre, com 126 milhões de unidades vendidas. E agora, o Nokia 3310 pode voltar às prateleiras das lojas, segundo rumores que dão conta de que a empresa finlandesa vai apresentar uma nova versão no Mobile World Congress, que se realiza em Barcelona no final do mês.

A nova versão, que custará 59 euros, será uma espécie de homenagem da HMD Global Oy, que detém agora os direitos da marca Nokia, segundo avançou o site especializado em tecnologia VentureBeat.

O medo das redes sem fios

Tapetes com ligação à terra, cortinas enriquecidas com fios de prata, cabos eléctricos blindados e disjuntores que reduzem a tensão quando não há consumos são exemplos da considerável oferta de produtos para proteger das radiações electromagnéticas (e que se podem encontrar facilmente usando redes que funcionam através de radiações electromagnéticas). Nos Estados Unidos há quem se tenha refugiado na Zona Nacional de Silêncio Radiofónico, uma extensa área em que o uso de telemóveis e redes wi-fi está fortemente limitado. A francesa Marine Richard também vive longe dessas radiações e recebe uma pensão de incapacidade do Estado, na sequência de uma batalha judicial em que alegou ser alérgica às redes wi-fi, que em França foram proibidas nas creches desde o ano passado.

A hipersensibilidade à radiação electromagnética é uma doença que algumas pessoas acreditam ter e estar na origem de sintomas como dores de cabeça, fadiga, stress, distúrbios do sono, erupções cutâneas, dores musculares, náuseas, sangramento nasal, tonturas ou palpitações cardíacas. Mas na literatura médica é habitualmente considerada uma doença idiopática, ou seja, que surge espontaneamente e sem causa conhecida.

“Liga a rede a ver se eu noto”

Há tipos de radiação capazes de arrancar electrões dos átomos e das moléculas, transformando-os em iões, e que por isso são radiação ionizante. É o caso dos raios gama, raios X e raios ultravioleta. A radiação ionizante, apesar de poder ser usada para fins médicos, é capaz de causar graves problemas graves, incluindo cancro. A radiação das redes wi-fi e de telemóvel não é ionizante e por isso, em princípio, é bastante segura. Mas, nunca fiando, ao longo das últimas décadas têm sido feitos muitos estudos para avaliar os seus efeitos.

Em duas revisões sistemáticas da literatura científica publicadas em 2011 (esta e esta) nenhuma associação foi encontrada entre os sintomas e a proximidade de fontes de radiação electromagnética. Noutra investigação de 2012 foi pedido a pacientes diagnosticados com hipersensibilidade à radiação electromagnética que dissessem quando sentiam que uma fonte de radiação de telemóvel estava ligada ou desligada. Não foram capazes de acertar. Um trabalho publicado em 2015, que agregava dois grandes relatórios, mostrou que os doentes apenas sentiam um aumento significativo de sintomas quando eram informados que uma fonte de radiação tinha sido ligada. Se não soubessem, os sintomas não aumentavam.

ENRIC VIVES-RUBIO

“Na área dos efeitos biológicos e aplicações médicas da radiação não ionizante, foram publicados nos últimos 30 anos aproximadamente 25 mil estudos”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Apesar da convicção de algumas pessoas de que é necessária mais investigação, o conhecimento científico nesta área é agora mais extenso do que para a maioria dos químicos. Tendo como base uma recente e profunda revisão da literatura científica, a OMS conclui que as provas existentes não confirmam a existência de qualquer consequência para a saúde resultante da exposição a campos electromagnéticos de baixo nível. No entanto, existem algumas lacunas no conhecimento sobre os efeitos biológicos e é necessária mais investigação.”

É nesta última frase, comum na literatura científica, que pode assentar a argumentação em prol dos efeitos biológicos negativos das redes sem fios. No entanto, a investigação feita até hoje aponta no sentido contrário. Claro que a falta de uma relação de causalidade não significa que os sintomas das pessoas que sofrem de hipersensibilidade à radiação electromagnética não sejam reais. Apenas que não é plausível que sejam causados pelas redes wi-fi ou de telemóvel.

Quando o problema eram os fios

Há um conjunto considerável de casos em que riscos inicialmente não conhecidos tiveram consequências graves, para a saúde ou para o ambiente, como aconteceu com o amianto e o DDT. Mas nem sempre é o caso. Por vezes há mesmo fumo sem fogo. É curioso que hoje as redes com fios são apontadas como alternativa segura, mas até há bem pouco tempo foi o contrário. Eram os cabos de alta tensão e os campos magnéticos a eles associados que causavam preocupação. Um estudo feito nos Estados Unidos e publicado em 1979, da autoria da epidemiologista Nancy Wertheimer e do físico Ed Leeper, concluía que as crianças residentes perto de cabos de alta tensão tinham o triplo da probabilidade de desenvolver leucemia. Apesar das muitas falhas, essa investigação lançou um clima de alarme que persistiu durante décadas, alimentado por meios de comunicação como a revista New Yorker. À medida que novos trabalhos de investigação desmontavam a ideia pouco fundamentada, nascia uma teoria da conspiração.

Charles Stevens, neurobiólogo que liderou um grande estudo realizado pela Academia Nacional das Ciências norte-americana disse em 1996: “A proximidade de cabos de alta tensão e incidência de leucemia infantil são ambas maiores em áreas de baixos rendimentos; a coisa mais prudente será evitar a pobreza.”

Em Portugal, o medo das linhas de alta tensão chegou com algum atraso. Em 2007, na sequência de protestos e de uma sentença do Tribunal Constitucional, a Rede Eléctrica Nacional fez um acordo com a Câmara Municipal de Sintra para enterrar uma linha de alta tensão, sendo os custos suportados pela autarquia (embora, o enterramento não elimine o campo magnético). Nos anos 70, quando os fornos microondas começaram a ser vendidos nos Estados Unidos, também surgiram preocupações acerca aos seus efeitos para a saúde, que não tinham qualquer fundamento, mas que geraram alarme. Tanto no caso dos cabos de alta tensão como no caso dos microondas (contados no livro Ciência ou Vodu, do físico Robert Park) a preocupação social não assentava em ciência consistente. Faz lembrar o wi-fi, não faz?

Anda a proteger o seu corpo da tecnologia?

Os problemas com que as gerações passadas lidavam estão longe de ser os problemas de hoje. Desde o hábito do Snapchat ao Instagram, os empregos cada vez mais passados ao computador e as horas que perdemos ao telemóvel, nunca antes estivemos tão expostos a tecnologia. Os cientistas andam a mil a tentar perceber de que forma todas estas novas formas de comunicação nos vão afetar a longo prazo. E quando chega à beleza? Como escreve o site especializado Byrdie, sendo um fenómeno relativamente recente, ainda não conseguimos saber sequer metade dos danos que isto pode estar a fazer à nossa pele.

Os cientistas têm agora novas preocupações: entender se a luz azul é, ou não, uma ameaça a nível de envelhecimento, ou se o hábito de estarmos com o telemóvel na cara antes de adormecer nos vai afetar a longo prazo. Um estudo realizado pelo Vision Council com mais de 100 mil pessoas nos EUA concluiu que cerca de 70% dos jovens até aos 35 anos sofrem do chamado distúrbio do olho digital, cujos sintomas podem incluir irritação dos olhos, dores de cabeça, olhos cansados, olheiras, dores de costas e pescoço.

Se é uma pessoa das tecnologias — quem é que hoje em dia não é — saiba as preocupações que tem de ter para tentar proteger a sua pele destas modernices.

Já conhece a “cara de telefone”?

Lady Gaga cantava sobre a “Poker Face” mas, pelos vistos, o problema agora é mesmo a “Phone Face”, nome criado para designar os pacientes que começaram a surgir com uma espécie de dermatite criada pelo tempo que passam com o telefone encostado ao rosto enquanto falam. Os dermatologistas criaram esta designação para explicar este tipo de acne que só aparece de um lado do rosto. Se pensarmos que o nosso telefone anda aos trambolhões dentro da mala, que o pousamos em qualquer lado como o banco do autocarro ou a mesa do restaurante, e que mesmo quando não nos desapegamos do precioso aparelho, passamos o dia às mensagens e a rolar pelo Instagram com os dedos, chegamos à mesma conclusão: bactérias. Quando falamos ao telefone e o colamos ao rosto, temos uma enchente de bactérias a passar para a pele.

O que fazer? Ter consigo toalhitas antibacterianas para desinfetar o telefone é uma boa opção mas talvez pouco prática. Ou, se o fizer em público, pode parecer paranoica demais. Mas limpar diariamente o telefone em casa ao final do dia com produtos próprios já vai ajudar. E usar mais vezes o velhinho kit mãos livres, isto é, os auriculares com microfone.

As “selfies” envelhecem

Impossível alguém fugir a esta moda quando até já há maquilhagem que faz com que a nossa pele fique com melhor aspeto numa fotografia. Mas, ironicamente, o ato de tirar uma selfie envelhece. Fora de dramas, o site Byrdie explica: os ecrãs nos nossos telefones, tablets, computadores e até televisão emitem luz azul, mais conhecida por HEV, que tem um comprimento de onda semelhante aos raios UV. Isto significa que, embora ainda sem estudos comprovados, esta exposição pode, eventualmente, resultar em alguns dos mesmo efeitos – pigmentação e manchas escuras na pele, além da degradação acelerada do colagénio.

Algumas marcas já começam a pensar nesta epidemia das tecnologias. Em declarações à revista britânica Look, Dimitri James, fundador da marca de cosméticos Skinn, diz que a luz HEV penetra mais profundamente do que os raios UV, acelerando o envelhecimento, as manchas, perda de volume e rugas.

O que fazer? Pode usar um filtro de luz azul no ecrã do seu computador, reduzir ao máximo a luz do seu telefone, usar protetores solares físicos (ao invés dos meramente químicos) porque duram mais tempo na pele e cosméticos que contenham bloqueadores de luz azul. O ingrediente-chave chama-se Liposhield HEV melanin e ainda existe em poucas marcas: Soap & Glory, Nassif e Skinn são três exemplos, mas não estão à venda em Portugal.

BEVERLY HILLS, CA - APRIL 28: TV personality Kim Kardashian and model Naomi Campbell take a selfie during the Los Angeles launch of "Naomi" at Taschen Beverly Hills on April 28, 2016 in Beverly Hills, California. (Photo by Charley Gallay/Getty Images for Taschen)

Kim Kardashian tira uma “selfie” com a modelo Naomi Campbell usando uma capa que contem luz led para iluminar e tirar as imperfeições das fotografias. (Foto: Charley Gallay/Getty Images for Taschen)

Flacidez provocada pelo “pescoço de tecnologia”

Os especialistas alertam para o gesto de estar constantemente a olhar para baixo que coloca cerca de cinco vezes mais força na gravitação normal da nossa pele, pescoço e coluna vertebral. A postura até já ganhou um nome — “pescoço de tecnologia” –, e em comportamentos repetitivos os efeitos vão ser visíveis: flacidez e a chamada “papada” no pescoço em mulheres cada vez mais novas.

O que fazer? Diminuir as horas que passa com a cabeça baixa a olhar para o telefone seria uma boa ideia, mas cremes de firmeza e tonificação com ingredientes comprovados de construção de colagénio já ajudam: Ramnose, Retinol e Vitamina C são alguns exemplos. Na hora da aplicação do creme, tem obrigatoriamente de o esticar até ao pescoço, massajando com movimentos ascendentes suaves para combater a gravidade.

As redes sociais e as insónias

Quantas vezes fica na cama, até adormecer, com o telefone na cara a saltar do Instagram para o Facebook e para o Snapchat? Além do envelhecimento, os especialistas acreditam que a luz HEV emitida pelos ecrãs pode afetar a forma como o nosso corpo produz melatonina, a hormona responsável por controlar o nosso ritmo de sono. O que acontece é que quanto mais tempo passa com o telefone ligado (à espera que o João Pestana chegue), mais tarde vai dormir e menos sono vai ter, o que contribui para sonos cada vez menos restauradores. Sendo o sono essencial para uma pele saudável, talvez a razão para as olheiras, os papos, a pele seca e as linhas mais visíveis seja o tempo que passa a saltar de rede social em rede social na cama.

O que fazer? Pode ligar os filtros noturnos no seu telefone (como as cores invertidas nas definições do iPhone) para, pelo menos, bloquear alguma da luz azul que incide na pele todas as noites. E substituir as redes sociais por um livro, por exemplo, já é um primeiro passo. Pode também usar produtos faciais noturnos que funcionem como reparadores da pele durante o sono, como a Sleeping Mask de Shiseido.

O efeito óculos de sol

Os óculos de sol servem exatamente para nos proteger dos raios UV e, principalmente, para evitar estarmos constantemente a cerrar os olhos na rua. Mas o brilho dos ecrãs e as letras demasiado pequenas fazem com que façamos o mesmo. Só que desta vez, não só na rua mas durante o dia todo e até à noite, na cama. Este hábito repetitivo leva diretamente para pés de galinha mais pronunciados e rugas ao redor dos olhos. Além disso, quando estamos sentados ao computador temos o hábito de piscar os olhos muito menos vezes, o que leva à secura, dores de cabeça, comichão e uma maior tendência para esfregar os olhos — olá olheiras.

O que fazer? Escurecer o ecrã à noite e aumentar o tamanho das letras é uma opção. Mas usar um creme de olhos também é importante para manter a pele hidratada e retardar as rugas ao redor dos olhos. Use produtos diários que refresquem, hidratem e revitalizem a zona dos olhos, como o Pep Start de Clinique.

Esta bolsa impede o uso de telemóveis em concertos

A discussão não é nova: estamos demasiado dependentes dos telemóveis? Há quem ache que sim, em especial muitos artistas que se queixam que os espectadores já não vivem os espetáculos porque estão demasiado preocupados a gravar o momento. Recentemente, Adele juntou-se ao grupo de artistas que não quer que os seus fãs vejam o concerto através do ecrã.

Para o agrado de uns e miséria de outros, já existe uma solução. A Yondr é uma bolsa que impede que se use o telemóvel em concertos (por exemplo). O sistema é simples. A bolsa é feita de tela de neopreno e tem um fecho com um microchip que só consegue ser aberto quando passa por uma máquina que o desativa. Funciona como os alarmes magnéticos nas peças de roupa da maioria das lojas.

Este sistema permite que cada pessoa tenha sempre consigo o telemóvel, no entanto, não o pode utilizar dentro de determinado local. Se precisar de o usar, basta sair da zona limitada e passar a bolsa por uma das máquinas que desativa o microchip.

Alicia Keys e Guns N’Roses já usaram este método nos seus concertos e a empresa garante que a procura tem vindo a aumentar significativamente (30-35% por mês nos últimos sete meses). Este sistema pode ser usado noutros locais e já foi implementado em 50 escolas dos Estados Unidos. A procura tem aumentado também na Europa e no Reino Unido.

Os telemóveis estão a destruir a nossa postura

 

Inclinar a cabeça, aproximando o queixo do peito, dezenas de vezes ao dia para olhar para o telemóvel para jogar, ver o correio eletrónico ou enviar mensagens exerce uma carga nas vértebras cervicais que pode ir até aos 25 quilogramas. É quase o mesmo do que passar várias horas a transportar uma criança de oito anos à volta do pescoço. Lesões como o desgaste precoce das vértebras ou uma degeneração da coluna são uma das consequências, a que os especialistas norte-americanos chamam “text necks” (pescoços SMS).

O estudo – publicado na revista Surgical Tecnology International e no jornal “The Washinton Post” – , que o “Público” divulgou, revela que a inclinação do pescoço não é inócua. A 15 graus correspondem 12 quilogramas e aos 60 a pressão atinge os 27 quilos. O problema surge com a curvatura continuada. No documento é estimado que os utilizadores dos modernos telemóveis passam, em média, duas a quatro horas diárias com má postura, ou seja, 700 a 1400 horas por ano.

“Trata-se de uma epidemia, ou, pelo menos, algo muito comum. Basta olharmos à nossa volta, toda a gente tem a cabeça para baixo”, salientou ao jornal americano o autor, Kenneth Hansraj, de uma clínica em Nova Iorque especializada em coluna. O médico não defende que as novas tecnologias sejam banidas, no entanto, recomenda que todos façam um esforço para olhar para os telemóveis sem dobrar o pescoço.

Em Portugal os especialistas estão informados sobre as possíveis lesões – que investigadores norte-americanos referem ir além do esqueleto, por exemplo interferindo com a capacidade pulmonar e até com a parte neurológica – , mas ainda não estão a receber doentes com “pescoço SMS”. No entanto, já tratam lesões da mão associadas aos movimentos feitos para utilizar o telemóvel. “Já tratei algumas tendinites da mão que tinham a ver com o teclar constante ou com os jogos”, disse ao Expresso o diretor da Ortopedia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Fernando Fonseca.

As lesões mais comuns são, ainda assim, passíveis de prevenir. Basta algum exercício físico regular. O próprio autor do estudo dá conselhos.

Como fortalecer a postura

1. Virar a cabeça para a esquerda e para direita várias vezes

2. Fazer força com a cabeça contra as mãos, para a frente e depois para trás

3. Colocar-se na ombreira da porta, esticar os braços e empurrar o peito para a frente

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