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Será que é um bom colega de trabalho?

É provável que os dias de férias já estejam longe, tal qual uma miragem disforme num deserto árido. Se para os miúdos chegou o regresso às aulas, para os graúdos é tempo de voltar ao escritório e aos projetos que ficaram por concluir. De uma forma ou de outra, o mês de setembro é sempre associado aos recomeços, pelo que nunca é tarde para chegar ao escritório e agir como um bom colega de trabalho, se não mesmo o melhor.

A pensar num ambiente laboral saudável — até porque, caso não se recorde, é capaz de passar perto de 2 mil horas por ano a trabalhar — reunimos alguns conselhos resultantes da conversa com Maria Duarte Bello, especialista em coaching e em gestão de imagem, e Filipa Jardim da Silva, psicóloga clínica da Oficina de Psicologia, bem como da consulta de vários artigos na imprensa internacional, da Forbes à Reader’s Digest.

Antes de ler os conselhos de quem percebe da matéria (seria como ver as soluções das palavras cruzadas antes de tentar completá-las), responda ao questionário feito com a ajuda da psicóloga consultada:

Cumprimente as pessoas e seja educado/a

Parece óbvio, mas a verdade é que nem todas as pessoas o fazem quando chegam, pela manhã, ao escritório. As razões para o silêncio e para a cara fechada podem ser muitas — talvez a noite tenha sido passada em branco ou o trânsito estivesse um caos –, mas Maria Duarte Bello faz questão de salientar que os comportamentos de cortesia, do dizer olá a exibir um sorriso durante o dia, é um modo de inclusão. “Quem vem de fora sente-se mais incluído e querido no grupo. É uma questão de boa vizinhança”, assegura. Ainda na mesma lógica, a especialista emcoaching sugere encontros fora do local de trabalho de modo a estimular confiança e empatia e, ainda, tratar as emoções alheias com muito carinho — nada de criticar as três semanas de férias do colega da frente, antes lamentar com ele o quão rápido passou o período de descanso.

Interesse-se pelos colegas

Segundo um artigo publicado pela Forbes em 2013, costuma ser boa ideiaficar a conhecer um pouco da vida e interesses dos colegas — vai na volta há imensas coisas em comum –, pelo que o conselho implica passar as pausas do café ou do almoço a conversar com as pessoas em redor. É que além de ajudar a criar uma boa rede de contactos interna, acaba por ser também um momento de descontração num dia de trabalho intenso.

A Reader’s Digest, por sua vez, recomenda que as pessoas aprendam a arte de fazer conversa — caso seja péssimo nisso, pode sempre passar os olhos por este artigo. Sobre isso, Maria Duarte de Bello deixa um aviso: é preciso ponderar o que é importante, isto é, fazer conversa sobre assuntos que sejam relevantes para os outros, para não correr o risco de aborrecer o colega com quem estamos a falar. E, já agora, um dos elementos mais importantes da conversa é a escuta, o que nem sempre é fácil de se conseguir: já antes a locutora Carla Rocha explicou ao Observador a diferença entre ouvir e escutar, admitindo que muitas vezes não ouvimos o outro por estarmos preocupados a pensar na resposta que vamos dar e, ao mesmo tempo, a emitir juízos de valor.

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Aproveitar as pausas para conhecer os outros é bom e recomenda-se. (foto: iStock)

Peça opiniões

“No fundo, para termos boas relações com os colegas é muito importante ter esta flexibilidade”, diz Filipa Jardim da Silva que destaca o ato de pedir opiniões ou perspetivas de terceiros como uma ferramenta para consolidar o trabalho em equipa. O truque é estarmos disponíveis para pedir e dar opiniões, sempre pondo de lado a ótica de quem está certo ou errado e tendo como foco a aceitação da diferença. A isso acrescenta-se que pedir conselhos a alguém faz essa pessoa sentir-se validada e reconhecida. “Ao fazê-lo estamos a dizer que a contribuição da outra pessoa é relevante.”

Este é o pior colega que pode ter no local de trabalho

No final de 2015, o Observador dava conta de um estudo conduzido pela Harvard Business School que analisou dados de 50 mil empregados de 11 empresas para detalhar o perfil do “colega tóxico”. Os investigadores deram destaque às seguintes características:

  • ao contrário do que se possa pensar, os colegas dito tóxicos podem ser funcionários altamente produtivos, até mais do que um trabalhador normal;
  • são empregados tendencialmente mais egoístas, que têm outras pessoas em menor consideração;
  • e podem ter uma confiança excessiva nas suas capacidades.

Ofereça ajuda

Oferecer ajuda pode ser uma boa forma de fortalecer uma relação individual, mas é preciso ter cuidado quando a fazê-lo — não vale oferecer préstimos à frente de toda a gente como que num claro esforço de exibição, diz a Forbes, e também não vale assumir o papel de mártir depois de se ter voluntariado para ajudar alguém. Mais do que isso, é preciso saber quem se está a tentar ajudar, uma vez que tal pode ser mal encarado.

Aceite críticas construtivas

Parece uma coisa óbvia mas nem sempre é fácil ouvir uma crítica, pelo que o fundamental é usar uma comunicação assertiva e clara quando a fazê-lo. “O que muitas vezes mina um local de trabalho é aquilo que não é dito ou que é mal dito”, assegura Filipa Jardim da Silva, para quem este é um dos principais motivos que ajudam a explicar a existência de tensão no local de trabalho. As críticas construtivas são, então, úteis para o crescimento individual (e, já agora, coletivo), mas precisam de ser bem feitas: “Criticar construtivamente é criticar concretizando a nossa mensagem [que não deve ser dita de uma forma abstrata], nunca perdendo de vista que o que estamos a fazer é dar uma outra perspetiva.” Dito isto, nem sempre é necessário chegar a um entendimento de ambas as partes, o essencial é manter uma mente aberta.

Fique longe dos mexericos

Esta é difícil, não é? Às vezes comentar isto ou aquilo de alguém pode ser mais forte do que nós, como se um impulso se apoderasse da nossa boca e ordenasse que esta falasse sem pensar. Acontece que os mexericos são considerados uma perda de tempo, além de que intoxicam o local de trabalho. “A partir do momento em que os mexericos não têm um fim construtivo, são irrelevantes”, diz a psicóloga consultada. É que tal pode formatar a forma como vemos a pessoa de quem estamos a falar, sem que uma segunda hipótese seja dada. Além do mais, há sempre o ditado popular para salvar o dia: nas costas dos outros vemos as nossas, não é?

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Mexericos? Nem pensar. (foto: iStock)

Assim se comunica no escritório

A comunicação no local de trabalho é de extrema importância, pelo que o Observador consultou Carla Rocha, autora do livro “Fale Menos Comunique Mais”, em maio deste ano. A locutora deixou, à data, cinco estratégias para que uma pessoa consiga comunicar melhor:

  • seja mais assertiva/o;
  • pare para escutar;
  • opte pela simplicidade da mensagem;
  • conte mais histórias;
  • tenha atenção à linguagem corporal.

Tenha uma atitude positiva face ao que não conhece

Num qualquer escritório é particularmente frequente pensar-se que a equipa do lado não trabalha tão afincadamente como a nossa — ou que tira mais folgas ou que até goza de maior simpatia junto das chefias. Esta forma de pensar é, tal como o tradicional corte e costura, tóxica. O importante é uma pessoa manter-se otimista até prova em contrário e não entrar numa espiral de negativismo, implementando uma postura mais construtiva e positiva ao longo do dia.

Responda a telefonemas e e-mails em tempo útil

Preto no branco, retribuir e responder em tempo útil a telefonemas e a e-mails é uma forma de demonstrar respeito pelo outro e pelo seu trabalho. Mas é também uma forma de responsabilização. E o que se entende por tempo útil? “Não é preciso responder na hora. Tempo útil significa até amanhã. Até ao dia seguinte está perfeito”, garante Maria Duarte Bello. Esta é também uma bela forma de fazer amigos no local de trabalho, até porque nada é mais frustrante para pessoas extremamente ocupadas do que ver os seus e-mails e mensagens ignoradas, tal como escreve a Reader’s Digest. O silêncio de uma das partes apenas dificulta o trabalho num todo.

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Pois, para responder aos e-mails tem de usar o teclado. (foto: iStock)

A má educação também existe no local de trabalho

Estávamos em setembro de 2015 quando o jornal britânico The Telegraph fez uma lista das coisas que não deve fazer no local de trabalho:

  • ter hábitos de higiene pessoal duvidosos;
  • dizer palavrões;
  • ser forreta;
  • não largar o smartphone quando fala com outras pessoas;
  • gabar-se do salário;
  • não atribuir crédito ao trabalho alheio;
  • agir com superioridade;
  • ter um comportamento passivo-agressivo;
  • falar por cima das pessoas;
  • não respeitar as regras de etiqueta da troca de e-mails.

Chegue a horas ao trabalho

É sinal de respeito e de compromisso para com os colegas e, em última análise, para com a empresa. “Muitas vezes um indicador de desmotivação são os atrasos, mas também o absentismo e presentismo”, garante a psicóloga. E o que se entende por presentismo? “É um fenómeno que nos últimos anos tem feito muitas empresas perder dinheiro. É quando uma pessoa está lá fisicamente, a cumprir mais ou menos o seu horário, mas está distraída, emocionalmente não está bem”, continua. À falta de produtividade de um funcionário nestas circunstâncias soma-se o inevitável mal-estar de um escritório.

Seja humilde

Ter uma postura de humildade no trabalho é equivalente a ter uma postura de respeito pelo outro e pela diferença, assegura Filipa Jardim da Silva, que salienta que humildade não é sinónimo de passividade. “Muitas vezes a humildade é interpretada como falta de segurança, mas não é sinónimo.”

Canadá quer aumentar número de imigrantes para responder a necessidades laborais do país

O ministro da Imigração do Canadá disse na sexta-feira, nas Filipinas, que pretende “aumentar substancialmente” o número de imigrantes, de modo a preencher as necessidades de trabalho no país.

No seu discurso num evento da Câmara de Comércio do Canadá em Manila, nas Filipinas, John McCallum apontou para “o envelhecimento da população e a eminente falta de trabalhadores”.

“Porque não aumentar o número de imigrantes que vêm para o Canadá? É o que acho e espero que seja isso que vamos fazer”, afirmou, de acordo com o canal público canadiano CBC, citando uma fonte junto do governante.

O Governo Federal, liderado por Justin Trudeau, já está a aceitar entre 280 a 305 mil novos residentes permanentes em 2016, um recorde em relação ao número do anterior governo Conservador, em 2015.

Para já, disse McCallum, não foi tomada nenhuma decisão final sobre a imigração, já que esse trabalho será desenvolvido pelos seus “colegas do governo”. Depois, explicou, é preciso “convencer” os canadianos de “que é a coisa certa a fazer”.

“Mas a direção que pretendo seguir é a de aumentar substancialmente o número de imigrantes”, acrescentou.

O anterior Governo lançou, no início de 2015, um novo sistema de imigração denominado ‘Entrada Expresso’, que prometeu transformar a política económica de imigração no Canadá.

O atual Governo pretende suavizar algumas das regras, facilitando aos estudantes internacionais que pretendam ir para o Canadá o seu estatuto de residente permanente, e também pretende eliminar a Avaliação de Impacto do Mercado de Trabalho (LMIA, sigla em inglês), um documento que todos os patrões necessitam para empregar trabalhadores estrangeiros em detrimento dos canadianos.

O Governo também criou uma Comissão Parlamentar para rever o controverso programa de trabalhadores estrangeiros temporários, mas o parlamento concluiu os seus trabalhos de verão antes de o relatório ter sido divulgado, sendo agora conhecido em setembro.

John McCallum, que desempenhou funções como economista-chefe de um dos maiores bancos do Canadá e era professor de economia antes de entrar na política, reconheceu que tem pela frente “um grande desafio”.

O Governo Liberal prometeu no outono passado, durante a sua campanha eleitoral federal, “reduzir o tempo de espera dos processos (de vistos) em todas as categorias”.

Oficialmente, há 429 mil portugueses e lusodescendentes no Canadá (censos 2011), mas calcula-se que existam cerca de 550 mil, estando a grande maioria localizada na província do Ontário. Estima-se que entre 60% a 70% sejam de origem açoriana.

Tem mais de 40 anos? Só devia trabalhar três dias por semana

Os trabalhadores com 40 ou mais anos são mais produtivos se trabalharem à volta de 25 horas por semana, que é o mesmo que dizer que deveriam ter três dias de trabalho e quatro de descanso. Se o fizerem, têm menores níveis de stress, estão mais alerta e têm maior capacidade de memória, o que, em última análise, eleva os níveis de produtividade.

A conclusão é de um estudo realizado, no início deste ano, pelo Instituto de Economia Aplicada e Investigação Social da Universidade de Melbourne, na Austrália, que analisou 3500 mulheres e 3000 homens, com diferentes níveis de escolaridade, a maioria dos quais entre os 40 e os 69 anos de idade. O estudo analisou o efeito que as horas de trabalho podem ter sobre a capacidade cognitiva dos trabalhadores. “O trabalho pode ser uma faca de dois gumes, no sentido em que pode estimular a atividade cerebral, mas, ao mesmo tempo, longas horas de trabalho e alguns tipos de tarefas podem causar fatiga e stress, que podem afetar as funções cognitivas”, refere o estudo.

“A partir da meia idade, trabalhar em part-time pode ser eficaz para manter a capacidade cognitiva, acrescenta. Para testar as capacidades cognitivas e a forma como são afetas, os autores do estudo pediram aos participantes que realizassem uma série de exercícios, incluindo ler em voz alta, associar letras e números num limite de tempo e recitar números por ordem decrescente. Os investigadores acabaram por concluir que trabalhar 25 a 30 horas por semana produz efeitos positivos sobre as capacidades cognitivas dos homens, enquanto as mulheres obtiveram resultados positivos trabalhando 22 a 27 horas por semana. Partilhe esta notícia   PRÓXIMO ARTIGO Os segredos para um belo trabalho de equipa.

Critical Software mostra a jovens que trabalhar no espaço não é algo «lunático»

Às 09:30, os jovens, sentados no chão, olhavam atentos para o ecrã que mostrava em direto o lançamento, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, da primeira de duas missões europeias a Marte, num satélite que leva consigo tecnologia de empresas portuguesas, entre elas a Critical Software.

Face ao «orgulho» em participar «numa missão tão icónica», a empresa de Coimbra decidiu partilhar o momento com jovens de escolas secundárias de Coimbra e de Vila Nova de Poiares, referiu o presidente executivo da Critical, Gonçalo Quadros.

Aprovados projetos de lei para repor 35 horas na Função Pública

PSD e CDS votaram contra os quatro projetos apresentados por PS, BE, PCP e Verdes, enquanto um quinto texto com o mesmo objetivo para aplicar nos Açores e proposto pela respetiva Assembleia Legislativa Regional, foi aprovado pelos partidos de esquerda e PAN, com o voto contra do CDS e a abstenção do PSD.

Aprovado também pelos partidos de esquerda e pelo PAN, com os votos contra da direita, foi o texto final relativo às alterações do Código de Processo Penal para eliminar a possibilidade de julgar em processo sumário os crimes com moldura penal superior a cinco anos de prisão, limitando a sua aplicação aos crimes de menor gravidade.

Outro texto final aprovado – por unanimidade – foi o relativo à estratégia nacional para a prevenção e o controlo de epidemias da febre do dengue, proposta de lei apresentada pela Assembleia Legislativa Regional da Madeira.

Também por unanimidade foi aprovado o projeto de resolução dos Verdes, a recomendar ao governo que reponha o serviço público de transporte de passageiros na linha do leste e em todo o seu percurso.

Quanto aos quatro projetos de resolução (PS, BE, PCP e Verdes) relativos à Casa do Douro, para cancelar o diploma sobre a regularização das dívidas dessa instituição “”com a natureza de associação pública”, foram aprovados pelos partidos de esquerda com o voto contra do PSD e CDS e a abstenção do PAN.

Trabalhar em excesso não prejudica o relacionamento, segundo pesquisa

De acordo com um novo estudo, isso não passa de um mito. Investigadores descobriram que não existe nenhuma associação negativa entre as horas de trabalho a satisfação com o relacionamento.

O trabalho foi publicado na revista Human Relations, em parceria com o Instituto Tavistock de Relações Humanas, uma entidade sem fins lucrativos sediada em Londres. Ao todo, 285 casais foram entrevistados, sendo que tanto o homem quanto a mulher tinham uma carreira consolidada.

Ao examinar o número de horas de trabalho, o tempo gasto com o parceiro e a felicidade com o relacionamento, os pesquisadores concluíram que a maioria dos casais compensa, de alguma forma, as horas que passam separados.

Uma das possíveis explicações para os resultados é a actual ausência de expectativa – as pessoas estão cientes de que não é possível investir muito tempo na vida privada por causa das exigências da carreira.

SIMAS de Oeiras e Amadora – O Serviço Público que faz bem

José Agostinho Marques

Os Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora (SIMAS) são um serviço público não personalizado, de interesse local, dotado de autonomia técnica, administrativa e financeira e gerido sob a forma empresarial, no quadro da organização intermunicipal dos municípios da Amadora e de Oeiras, inscrevendo-se na administração indireta dos respetivos municípios.

São atribuições centrais dos SIMAS a distribuição de água potável, a receção e drenagem de esgotos, a construção, ampliação e conservação da rede de água e esgotos, reservatórios, estações elevatórias de água e estações de pré-tratamento de águas residuais, a construção, gestão e manutenção da rede pluvial e a prestação de outros serviços conexos com a sua área de atividade.

A criação e manutenção dos SIMAS, teve origem na necessidade de autonomizar os serviços de água e saneamento, dotando-os de uma gestão empresarial, sem perder no entanto, a sua natureza de serviço público e as suas características sociais.
Ser reconhecida enquanto Organização de excelência pela qualidade dos serviços prestados, desenvolvendo a sua atividade no respeito por elevados padrões de responsabilidade ambiental, financeira e social, são as intenções estratégicas deste serviço que em diversas áreas se tem vindo a assumir enquanto um case study da boa gestão pública.

Garantir o abastecimento público de água e a prestação de serviços de saneamento básico às populações residentes nos Concelhos de Oeiras e Amadora, de acordo com elevados padrões de qualidade nos serviços disponibilizados e na relação com a comunidade intermunicipal é, assim, a missão dos SIMAS, cujo cumprimento assenta na promoção de um modelo organizacional de gestão focalizado na otimização dos resultados, valorizando os recursos humanos e tecnológicos, de forma a criar valor acrescentado para os clientes e municípios envolvidos.

É neste quadro que a estratégia de gestão adotada se tem destacado pelo relevo conferido às políticas de gestão de recursos humanos. Porque se as palavras são relevantes, a ação concreta é, insofismavelmente, o que distingue as Organizações de excelência.

Neste sentido, a aposta clara e inequívoca no desenvolvimento e valorização do capital humano constitui-se, a cada dia, como uma marca indelével que caracteriza e distingue esta Organização. A aposta na formação, a gestão de carreiras, a valorização do individuo também nas suas dimensões sociais, com forte enfoque no apoio à família, à parentalidade e à saúde, tem permitido um reforço assinalável do sentido de compromisso dos trabalhadores com a Organização, reforçando, desta forma, os níveis de identificação e de comprometimento com os objetivos do trabalho.

Neste âmbito, o desenvolvimento da valência em Segurança Higiene e Saúde no Trabalho para além de um imperativo legal, correspondeu a um posicionamento assumidamente responsável e interessado no desenvolvimento de um espaço de trabalho mais saudável, seguro e adaptado às necessidades e características dos serviços e dos trabalhadores.

Por outro lado, o desenvolvimento de uma estrutura formal orientada para a gestão integrada dos aspetos relacionados com a higiene, com a saúde e segurança no trabalho, tem facilitado a assunção de uma cultura positiva na relação que o trabalhador estabelece com o trabalho e com o meio envolvente.

A redução de acidentes e doenças profissionais, a diminuição do absentismo e o aumento da qualidade de vida dos trabalhadores, são hoje premissas das quais os SIMAS de Oeiras e Amadora não abdicam no sentido de criar processos e projetos que potenciem o aumento da produtividade e bem-estar dos trabalhadores, com impactos muito significativos na qualidade do serviço prestado e na satisfação dos clientes.

Conscientes de que o sucesso organizacional está intimamente ligado ao grau de qualificação e motivação dos trabalhadores, bem assim como das suas condições de trabalho e de vida, vários têm sido os projetos e programas desenvolvidos nestes Serviços Intermunicipalizados sob esses pressupostos.

Desta consciência destacamos alguns projetos desenvolvidos nesta área
•    Definição e implementação de uma Política de Segurança e Saúde no Trabalho e da Carta de Segurança;
•    Atividades orientadas para a promoção de ambientes de trabalho seguros e a obtenção de elevados padrões de Segurança e Saúde do Trabalho;
•    Autonomização dos Serviços de Saúde com a inclusão de valências de clinica geral e a mais recente autorização para a valência de apoio psicológico aos trabalhadores;
•    Rastreios no âmbito da promoção da saúde e bem-estar dos trabalhadores;
•    Comemoração da semana Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho com uma iniciativa de ginástica laboral;
•    Comemoração do Dia Mundial da Saúde com iniciativas no âmbito da adoção de estilos de vida saudável;
•    Estudos sobre os fatores que interferem negativamente na qualidade vida no trabalho em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana;
•    Programa de prevenção interna como: o Programa anual de vacinação e o Programa de distribuição de protetores solares.

É por esse efeito com naturalidade, embora com enorme sentido de responsabilidade, que encaramos a recente atribuição do galardão Healthy Workplaces – Locais de Trabalho Saudáveis, na categoria das Grandes Empresas, onde estes serviços foram os melhores posicionados do setor público, tendo atingido um muito honroso 3º lugar, acompanhados no pódio pela Nestlé e pela REN.

prémioConsideramos que, ao pretender reconhecer e distinguir as organizações portuguesas com contributos notáveis e inovadores para a segurança, o bem-estar e a saúde física e psicológica no local de trabalho, através do Prémio Healthy Workplaces, os promotores fomentam, encorajam a replicação das melhores práticas neste domínio, assumindo um contributo, também, para a melhoria da produtividade das organizações e para a felicidade dos trabalhadores.

Afinal, este galardão confere justo reconhecimento ao caracter estratégico que a promoção do local de trabalho saudável assume nos SIMAS, da abrangência das intervenções efetuadas e pela excelência dos resultados obtidos.

Não obstante, assumimos conscientemente que este é sempre um projeto inacabado. Por esse motivo, continuaremos a aposta na avaliação e controlo dos riscos profissionais, na promoção e vigilância da saúde dos trabalhadores, na prestação de informação e disponibilização de formação relevante e na promoção da participação de todos nas atividades relativas à segurança e saúde no trabalho.

Assumimos, desta forma, um compromisso forte na persecução e melhoria contínua das boas práticas já implementadas, bem como na consolidação dos resultados alcançados.

Deste modo, estaremos, em suma, a firmar um pacto com a “sustentabilidade do serviço”, definido como um dos objetivos estratégicos dos Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora, através da manutenção de condições de trabalho com elevados padrões de qualidade.
Porque só assim cumpriremos o desígnio maior da nossa existência: prestar um serviço de excelência aos consumidores dos concelhos de Oeiras e Amadora.

Distinções atribuídas aos SIMAS de Oeiras e Amadora no domínio da gestão de Recursos Humanos

– Prémio Prémio Healty Workplaces – Locais de Trabalho Saudáveis, promovido pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, pela Autoridade para as Condições de Trabalho e pela Ordem dos Psicólogos Portugueses;
– Ranking das Melhores Empresa para Trabalhar 2013, promovido pela revista Exame e consultora Accenture;
– Prémio Excelência no Trabalho 2012, promovido pela parceria Heidrick&Struggles / Económico / ISCTE Business School;
– 1º Lugar no Setor Público no ranking das Melhores Empresa para Trabalhar 2012, promovido pela revista Exame e consultora Accenture;
– Case study do Observatório Português de Boas Práticas Laborais (OPBPL) estrutura independente – integrada no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE – de análise às relações laborais em Portugal;
– SMAS de Oeiras e Amadora nomeados Country Representative nos European Business Awards 2011;
– Prémio Excelência em Recursos Humanos 2011, promovido pela RH Magazine;
– 1º Lugar no Setor Público no ranking do Great Place to Work 2011, promovido pelo GPW Institute Portugal;
– Prémio Nacional Boas Práticas na Administração Local nos anos de 2007/2008/ 2009, na área da Formação.

Empresas portuguesas não são para jovens

A vida dos jovens portugueses no mercado laboral está cada vez mais difícil. O programa de resgate obrigou a reformas estruturais e os efeitos na estabilidade profissional são cada vez mais claros, com os mais novos a serem os ‘alvos’ principais da menor aposta nos contratos sem termo.
Segundo os números do INE, a realidade é mais preocupante hoje em dia do que há quatro anos. No início de 2011, cerca de 42% dos funcionários com menos de 24 anos estavam integrados nos quadros das empresas, um número que caiu para apenas 30% no final do terceiro trimestre deste ano.
Olhando mais para trás, a queda torna-se particularmente grave: em 1998, a percentagem de jovens com contratos sem termo chegava aos 66% dos funcionários por conta de outrem. O impacto das alterações no mercado laboral atingiu os mais novos de forma menos proporcional do que os mais velhos, uma tendência que se torna clara ao olhar para os números globais.
Nos trabalhadores entre os 25 e os 34 anos, a percentagem de presenças no quadro das empresas está nos 66%, apenas menos 3% do que em 2011. Para os funcionários com mais de 45 anos a diferença foi de um ponto percentual e entre os 35 e os 44 anos, não houve qualquer alteração.
Se a precariedade aumentou, nos salários o panorama é muito semelhante desde há quatro anos. A quantidade de jovens a ganhar menos de 900 euros continua perto dos 80% e para quem perde o trabalho, o destino continua a ser o desemprego de longa duração ou um contrato com salário mais baixo.

“A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas”

Paulo Pereira

Assumindo-se como uma empresa que introduz no mercado uma nova visão na área da Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, Consultoria e Formação, a Workview posiciona-se atualmente como uma das líderes. Ser uma entidade credível, com serviços de qualidade e focada no cliente é o segredo do vosso sucesso?
O nosso sucesso no fundo é o congratular do esforço individual de cada um dos nossos Colaboradores, um quadro de recursos humanos qualificado, que desempenha as suas tarefas com esforço e determinação com o objetivo de assegurar serviços de qualidade para os nossos Clientes. A Workview® está enquadrada num mercado muito competitivo e o nosso sucesso é sustentado na aposta no capital humano, e a diferenciação é o fator fundamental que nos tem permitido crescer continuamente ao longo dos anos.

Asseguram um serviço de qualidade, proximidade e conforto. Em que isto consiste? De um modo geral, que serviços disponibilizam hoje e, para breve, há a ambição de alargar este leque de atividades para outras áreas ou chegar a outras geografias?
Estamos constantemente atentos às necessidades dos nossos clientes com o objetivo de lhes proporcionamos serviços adequados às suas necessidades e com altos padrões de qualidade. Por exemplo, os nossos clientes podem ter acesso à gestão dos serviços diariamente através da nossa plataforma online disponível em www.workview.pt, e ainda uma linha de apoio ao cliente, de modo a assegurar que todas as necessidades de acompanhamento sejam satisfeitas, estreitando assim a nossa relação. Procuramos as melhores e inovadoras soluções para colmatar as necessidades dos nossos clientes, como o caso das unidades móveis de saúde e clínicas, equipadas com a mais moderna tecnologia, que permitem uma maior proximidade e melhor conforto no atendimento, na área da Saúde no Trabalho.
O nosso foco tem sido a modernização e melhoramento dos nossos espaços. Recentemente iniciamos a modernização na delegação de Lisboa e temos como objetivo a concretização do mesmo em todas as instalações até final do próximo ano.
A Workview® começou a nível local com a prestação de serviços de saúde e segurança no trabalho, que são os serviços base obrigatórios por lei. Mas temos vindo a agregar novos serviços que complementam a nossa atividade, quer com desenvolvimento de projetos na área do ambiente, com o licenciamento no âmbito industrial e comercial, quer com a prestação de serviços de formação em empresas, dos mais diversos setores de atividade uma vez que em fevereiro deste ano acreditámos as nossas ações de formação na DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) aumentando assim o nosso portfólio de serviços. Atualmente a aposta da Workview® é no mercado nacional reforçando a nossa presença em todo o país, sendo a possibilidade de internacionalização uma realidade que estamos a analisar internamente.

As campanhas “Locais de trabalho seguros e saudáveis” (nas quais integrou a Semana Europeia da SST 2015 que decorreu na semana de 19 a 23 de outubro) são já reconhecidas como as maiores iniciativas de SST a nível mundial. Na sua opinião, na realidade portuguesa, hoje as organizações estão empenhadas na gestão do stresse e dos riscos psicossociais? O que ainda falha?
Tem ocorrido uma grande consciencialização da sociedade a todos os níveis para a importância desta temática bem como o reforço da implementação de medidas de na gestão de stresse. O tecido empresarial necessita ter em conta o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais, bem como o reflexo destes, nos vários contextos interpessoais no conjunto dos seus Colaboradores. Denota-se que este esforço é transversal a empresas de grande e média dimensão. Infelizmente, ainda se encontram à margem os negócios mais pequenos, quer seja por falta de apoios, ou ao acesso a conhecimentos especializados e orientação na matéria. Por vezes até o próprio colaborador não identifica possíveis fatores de stresse e quando os identifica não os transmite assim, também cabe ao colaborador a interiorização desta temática. As empresas deverão trabalhar enquanto equipa pois todos são importantes para o reconhecimento não só deste mas de outros fatores importantes para o desenvolvimento das mesmas. No entanto, esta campanha é muito importante pois tem levado o conhecimento a mais pessoas, sensibilizando as empresas para a importância da gestão do stresse e do seu impacto na motivação dos seus trabalhadores e produtividade da empresa.

Aproximadamente metade dos europeus considera o stresse uma situação comum no local de trabalho, o que contribui para cerca de 50% dos dias de trabalho perdidos. O stresse continua a ser uma problemática desvalorizada e incompreendida? A crise veio agudizar estas situações?
A sociedade atual está mais sensibilizada e consciencializada sobre a temática do stresse organizacional e sobre o seu impacto tanto na empresa, como na vida dos trabalhadores e sociedade em geral. Contudo, ainda existe um grande passo a dar por parte das empresas portuguesas na adoção de medidas que reduzam o stresse. Sinal de que estamos no bom caminho, tem sido a existência de campanhas de sensibilização para esta problemática, que tem aumentado a consciencialização da mesma, alertando pessoas e empresas para a importância da gestão do stresse. As crises não são livres de consequências para a sociedade e empresas. A necessidade económica de diminuição de recursos por parte das organizações leva a uma maior sobrecarga de trabalho do seu capital humano este, entre outros fatores, podem conduzir a aumento dos níveis de stresse.

Segundo dados divulgados pela Autoridade para as Condições de Trabalho, estima-se que morre diariamente uma pessoa por acidente de trabalho ou doença profissional. De quem é a responsabilidade de apostar na prevenção dos acidentes de trabalho? Qual tem sido o papel da Workview?
O empregador tem um papel ativo na prevenção dos acidentes de trabalho através da implementação de planos para prevenir/reduzir os riscos resultantes da sua atividade profissional. Os quadros dirigentes intermédios na medida em que interagem com os trabalhadores diariamente desempenham um papel essencial neste contexto. Embora os empregadores detenham a responsabilidade de assegurar as condições adequadas de trabalho é importante que os trabalhadores sejam envolvidos e adotem as medidas de segurança adequadas sabendo, desta forma, que se estão a proteger.
A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas na prevenção de doenças profissionais e acidentes de trabalho ajudando-as a conhecer os riscos, implementar os requisitos legais e as condições de segurança adequadas para cada situação. Temos igualmente em conta a situação mais adequada para cada empresa, em função dos riscos existentes para os trabalhadores, avaliando caso a caso, de modo a que sejam reduzidos os níveis de sinistralidade, de doenças profissionais e de acidentes de trabalho. Este é um trabalho que fazemos individualmente em colaboração com cada um dos nossos clientes em função das suas necessidades específicas, pois trabalhamos com realidades organizacionais muito diferentes.

Para o futuro, qual continuará a ser a estratégia da Workview para cimentar a sua posição de liderança no mercado?
A continuação na aposta nos recursos humanos mais qualificados, motivados e envolvidos com a política estratégica da organização. Somos uma empresa de serviços feita do desenvolvimento das competências das pessoas e que, acima de tudo, tem por base um forte espírito de equipa. Apenas assim, se consegue manter uma equipa coesa e com bons índices de motivação ao longo destes anos. A orientação para o cliente é fundamental sendo a sua satisfação prioridade. Gerimos uma carteira de mais de 5000 clientes, temos ocorrências e algumas reclamações, como todas as empresas de serviços. Mas a nossa atitude é procurar fazer dessas situações oportunidades únicas para melhorar o nosso serviço.
A estratégia da Workview® inclui o desenvolvimento do negócio em outras áreas da medicina, segurança e do ambiente e estamos sempre à procura de novos modelos de serviços para satisfazer as necessidades que o mercado nos apresenta, criando assim serviços que complementem. O futuro da Workview® passa por manter a sustentabilidade e diversificar o modelo de negócio no sentido de aumentar a satisfação dos clientes e oferecer cada vez mais serviços de qualidade num mercado cada vez mais competitivo.

As mais-valias da Telemedicina

Pedro Henriques

São pioneiros na Telemedicina adaptada à Medicina no Trabalho em Portugal. Que obstáculos enfrentaram e ainda enfrentam para promover esta tecnologia na vossa área de atuação?
A utilização de novas tecnologias traz sempre algumas preocupações e renitências por parte das pessoas ou dos grupos mais conservadores, que compõem ainda grande parte das nossas Autoridades Administrativas.
A telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas à distância e já se encontra hoje aplicada a praticamente todos os ramos da ciência médica, desde os mais complexos e minuciosos como a cirurgia ou cardiologia, como aos mais frequentes ou simplesmente de rastreio.
Reconhecendo as valências da mesma, o poder legislativo tem vindo a regulamentar com normativos legais, tanto da União Europeia, como em legislação nacional ou mesmo em diretrizes emanadas por Autoridades Administrativas Portuguesas.
No entanto, e mesmo reconhecendo as mais-valias do uso das novas tecnologias, ou mesmo estando regulamentada legalmente, existe ainda muita resistência. Sendo pioneiros nesta área em Portugal, temos vindo a desbravar um terreno árduo, contra mentalidades conservadoras, havendo necessidade de apelar muitas vezes à legislação nacional e europeia ou aos tribunais para ultrapassar obstáculos que se levantam diariamente.

Neste momento há ainda quem duvide da legalidade da Telemedicina nesta área da saúde. Esta questão cria constrangimentos no desenvolvimento do vosso trabalho? Enquanto empresa especializada nesta área, o que podem dizer a futuros clientes no sentido de assegurar a legitimidade deste método?
Respondemos quase diariamente a esta pergunta, suscitada quer por empresas que pretendem contratar os nossos serviços, quer por empresas concorrentes nesta área, quer mesmo por autoridades que questionam os nossos serviços e já tivemos mesmo que apurar responsabilidades das mesmas junto dos tribunais portugueses.
A telemedicina está regulamentada no seio da União Europeia, que solicitou aos Estados Membros que se adaptem às novas tecnologias no âmbito da saúde. Por forma a cumprir as recomendações europeias, em 2012 foi criado um grupo de trabalho em Portugal com vários ilustres representantes da medicina. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde português emitiu despachos, decretando a utilização da telemedicina nas Instituições de Saúde. A Direção-Geral de Saúde emitiu já este ano uma norma orientadora para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde que pretendem adaptar a telemedicina e até mesmo a Ordem dos Médicos dedicou um capítulo (Capítulo XII) ao mesmo assunto, atribuindo aos médicos a liberdade completa e independência de decidir se usa ou recusa a telemedicina (n.º 1 do art.º 95.º do Código de Deontologia da Ordem dos Médicos).
Face ao exposto, podemos afirmar a total legalidade da prestação destes serviços por meio da telemedicina.

Que mais-valias trouxeram à Medicina no Trabalho ao introduzirem a Telemedicina? Para o leitor que ainda não conhece esta fase evolutiva da medicina, como definem este vosso serviço?
A telemedicina veio solucionar alguns problemas práticos com que, por exemplo, empresas de recursos humanos em Portugal se deparam, por forma a conseguirem cumprir a legislação no âmbito da medicina do trabalho, sobretudo quanto aos exames de admissão que devem ser realizados antes da integração dos trabalhadores.
As grandes empresas de recursos humanos ou de trabalho de temporário que têm uma grande rotatividade de admissão de colaboradores em todo o território nacional, sempre com um prazo de resposta muito curto, tinham uma dificuldade muito grande para realizar os exames médicos antes de ceder o trabalhador na empresa cliente.
Estas empresas tinham que contratar dezenas de prestadores de serviços de medicina do trabalho, que lhes pudessem dar uma cobertura nacional e ainda contar com a disponibilidade dos mesmos para a realização dos exames médicos de admissão antes do início das funções dos trabalhadores.
Neste processo aconteciam atrasos, adiamentos, faltas aos exames e horas perdidas nas deslocações às clínicas, que nem sempre eram conseguidas no espaço temporal desejável.
Através da telemedicina a Born2Score veio revolucionar a realização dos exames de admissão nestas empresas. Desenvolvemos um software que permite fazer a gestão dos mesmos e receber antecipadamente a avaliação de riscos a que cada colaborador estará exposto. Através de equipamentos médicos preparados para a telemedicina, que são levados às empresas clientes, é possível realizar exames complementares de diagnóstico a partir do escritório das mesmas e transmiti-los eletronicamente ao departamento médico, que com o recurso a uma chamada de videoconferência realiza a consulta, como se presencialmente se encontrassem.
Com este método, além da nossa capacidade de resposta praticamente imediata, eliminámos as faltas aos exames, deslocações e horas de trabalho perdidas, podendo o trabalhador no dia em que vai assinar o contrato, realizar de imediato o exame médico de admissão e receber imediatamente a ficha de aptidão para ser assinada quer pelo trabalhador, quer pelo responsável de recursos humanos.
Tudo isto se traduz num aumento de produtividade que tanta falta faz ao nosso tecido empresarial, resolvendo um dos problemas com que se têm que deparar diariamente.

Através deste método tecnológico, realizam consultas a partir de Portugal para todo o mundo e, assim, promovem a admissão ao trabalho a cidadãos que não se encontrem em território luso. Esta é a grande vantagem da telemedicina?
Efetivamente as novas tecnologias permitem ultrapassar barreiras que até então eram intransponíveis, nomeadamente pela distância ou horários, podendo mesmo realizar exames a trabalhadores que se encontram destacados por empresas portuguesas noutros países.

A modernização constante das tecnologias é uma mais-valia fundamental na área da saúde e, nomeadamente, neste vosso setor de intervenção? O que mudou e mudará com esta evolução tecnológica?
Ao contrário do que se possa imaginar, a Telemedicina não é um conceito recente, fruto da imaginação de criadores de filmes de ficção científica. Conceptualmente é uma técnica antiga e que se tem vindo a desenvolver na sua forma de aplicação e alcance, a par da evolução dos meios tecnológicos de telecomunicação à disposição.
A primeira referência a cuidados de saúde prestados à distância aparece no século XIX, numa altura em que o principal meio de comunicação era o correio. Nessa altura, o médico trocava informações com os seus doentes ou outros médicos através de carta. Como se pode imaginar, a velocidade com que a informação se propagava nessa altura não era ideal. Alguns autores reportam-se a épocas mais longínquas considerando que a comunicação da existência de um surto de peste numa povoação através de fogueiras ou outro tipo de sinais também se pode considerar telemedicina.
Atualmente e com as mais recentes tecnologias de comunicação, é possível desenvolver sistemas de Telemedicina com maior qualidade e versatilidade. É de registar, por exemplo, a utilização de sistemas de transmissão de ECG e vídeo entre ambulâncias e o hospital para a prestação de cuidados em situações de emergência e catástrofe. Sistemas de TeleRadiologia e TeleCardiologia que permitem a realização de exames em locais remotos do planeta e a sua visualização e análise de exames por especialistas em centros de referência.
A massificação da utilização da Internet tornou-a um meio poderoso de disseminação da informação clínica. Tornando possível o desenvolvimento de sistemas de informação e sistemas de educação e sensibilização da comunidade.
Não conseguimos, portanto, prever o futuro, mas sabemos que o mesmo continuará a trazer evoluções tecnológicas que permitirão a melhoria contínua da ciência médica.

No âmbito dos serviços prestados, a Born2Score não se foca apenas na Telemedicina. Em que outras áreas a marca utiliza as novas tecnologias no sentido de melhor exercer as suas funções?
De facto, a B2S não se limita apenas à prestação de serviços de telemedicina. Além deste departamento, temos várias áreas de ação, como por exemplo, a contratação pública com serviços especializados para dar resposta à necessidade do cumprimento no âmbito da medicina do trabalho aos Organismos Públicos e a medicina do trabalho convencional, (idêntica às restantes empresas certificadas), onde já prestamos serviços a cerca de um milhar de empresas.

Afirmam adequar os vossos serviços às necessidades práticas de cada ramo de atividade e especificamente de cada cliente. De que modo se comprometem com este objetivo?
Este é um dos nossos lemas, de que cada cliente é um cliente com especificidades próprias. E como tal, devemos apresentar uma solução personalizada às necessidades de cada um. Esta é a visão de trabalho partilhada por todos os colaboradores da Born2Score que tem permitido a garantia de satisfação de cada um dos nossos clientes e, simultaneamente, a motivação de cada pessoa que colabora connosco.

O vosso trabalho é suportado por profissionais experientes e altamente qualificados. Como definem a vossa equipa?
A nossa equipa é realmente composta por profissionais altamente qualificados e extremamente motivados no trabalho que têm vindo a desenvolver, tendo sido selecionados quer pela componente prático-científica que apresentam, quer pela motivação para ingressar numa empresa jovem, dinâmica e inovadora, quer pela disponibilidade que apresentam na aposta de uma constante melhoria dos serviços que a B2S vai oferecendo. Cada um dos profissionais que colabora com esta empresa tem contribuído para um crescimento sustentado e inovador e sem eles não seria possível termos chegado onde chegamos nem almejar chegar onde todos pretendemos chegar.
A Born2Score conta com uma equipa de profissionais com provas dadas em vários ramos, desde médicos do trabalho altamente experientes a um departamento de enfermagem exigente, mestres e engenheiros em segurança no trabalho, técnicos de segurança alimentar, gestores, advogados, formadores, etc. Todos com intensa paixão pelo trabalho que têm vindo a desenvolver, transmitindo essa alegria aos clientes.

São estas questões, abordadas ao longo da nossa entrevista, que possibilita o fator diferenciador relativamente a outras empresas ligadas a esta atividade?
Julgo que sim. O nosso fator diferenciador é a aposta em profissionais que acreditam na potencialidade das novas tecnologias e se esforçam diariamente para que, por meio destas, possamos responder com qualidade às especificidades de cada cliente.

Que planos têm delineados para a Born2Score no sentido de continuar a fazer parte da evolução da Medicina no Trabalho? A internacionalização é já uma realidade no âmbito da Telemedicina, mas será integrada no contexto de outros serviços da marca?
Temos objetivos bem delineados para a Medicina do Trabalho e para toda a componente que envolve estes serviços, como a sensibilização para hábitos saudáveis no ambiente de trabalho, a ergonomia, a segurança e higiene no trabalho, a segurança alimentar, entre outros.
Temos vindo a dar passos seguros quanto à internacionalização dos nossos serviços, assim como à criação de outras valências no âmbito nacional, que permitirão revolucionar outras áreas que não só a medicina do trabalho e que brevemente se tornarão público.

Num balanço final, um dos vossos objetivos é sensibilizar para a importância da saúde no trabalho. Esta tem sido uma missão facilmente concretizável?
Nunca é demais a sensibilização das empresas e dos empresários para a importância da saúde no trabalho e para fazer entender o fundamento que está por trás das prerrogativas legais que levaram à criação deste instituto (a medicina do trabalho). A nossa tarefa nunca é fácil, tendo em conta que não nos conformamos com o facto do cumprimento destes serviços apenas porque é legalmente obrigatório. Mas, fazendo um balanço final, julgo que estamos no caminho certo, continuando esta luta diária de sensibilização empresarial e, nalguns casos institucionais, tem trazido resultados positivos.

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