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Projeto do Mercado Time Out Porto vai ser agora apreciado pela câmara

Foto LUSA

A Câmara do Porto revelou esta quinta-feira ter já recebido parecer da Direção-Geral do Património Cultural que aprovou o projeto do Mercado Time Out em São Bento, podendo agora proceder à apreciação do Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado pelo promotor.

Em resposta enviada à Lusa, “a autarquia acusa a receção da carta da DGCP” que vai agora, refere, ser apensa ao processo.

A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) garantiu ainda esta quinta-feira à Lusa que o parecer tinha sido já enviado para o município a semana passada, contudo, até agora, a autarquia não tinha tido conhecimento de a mesma ter sido recebida pelos serviços.

Apesar de salientar que “este tipo de comunicações ocorrem sempre através da plataforma SIRJUE – Sistema de informação de regime jurídico da urbanização e edificação“, pelo que vai solicitar a DRCN a sua submissão, a autarquia, estando já na posse da carta, vai integrar a mesma no processo.

O município acrescenta ainda que rececionado este parecer final, o Pedido de Informação Prévia (PIP), apresentado pelo promotor para aferir da viabilidade da realização do projeto na ala sul da estação de São Bento, vai ser apreciado e não havendo “desconformidades, a autarquia agirá em conformidade”.

O município lembra que esta operação urbanística está sujeita a parecer prévio vinculativo da parte da DRCN e da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), que emitiu parecer positivo para o projeto do Mercado da Time Out para a ala sul da Estação de São Bento.

Caso houvesse um parecer desfavorável, aponta a autarquia, “a câmara não poderia dar luz verde a este projeto”.

No dia 20 de agosto, a Lusa noticiou que o projeto do Mercado Time Out Porto, na estação de São Bento, foi aprovado pela Direção-Geral do Património Cultural em maio, apesar das críticas da UNESCO quanto ao tamanho “intrusivo” da torre de 21 metros projetada para o local.

Nessa altura, a Câmara do Porto esclarecia também que “a decisão da câmara sobre o PIP só poderá ser proferida após receção da decisão final da DGPC (decisão essa que incorporará o parecer da UNESCO)”.

Na mesma altura, e em declarações à Lusa, o presidente da Time Out Market, João Cepeda, descreveu este como “um processo muito delicado” que tem decorrido ao longo dos últimos anos – “mas anos importantes para que todas as partes estejam confortáveis” com a obra – aguardando apenas pela resposta ao PIP da câmara que até já se pronunciou “favoravelmente quanto ao projeto”

No final de julho, e em resposta escrita à Lusa, a DGPC referiu que o processo se encontra “aprovado, por homologação da sra. diretora-geral de 21 de maio de 2019 do parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico (SPAA) do Conselho Nacional de Cultura (CNC) de 08 maio de 2019”.

A DGCP informou também que “o projeto não sofreu alterações após a emissão do parecer do ICOMOS/Centro do Património Mundial/Comissão Nacional da UNESCO”.

Fonte: LUSA

UNESCO atribuiu à Serra da Estrela estatuto de Geopark Mundial

Foto LUSA

A candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial foi aprovada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na 4.ª Sessão do Conselho de Geoparks Mundiais, realizada na Indonésia, foi anunciado esta terça-feira.

“A região da Serra da Estrela viu ontem [segunda-feira] aprovada pelo Conselho de Geoparks Mundiais da UNESCO a sua candidatura a Geopark Mundial e fica agora apenas a aguardar o parecer do Conselho Executivo da agência das Nações Unidas”, refere a Associação Geopark Estrela em comunicado esta terça-feira enviado à agência Lusa.

Segundo Joaquim Brigas, presidente da Associação Geopark Estrela e do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), a aprovação da candidatura por parte da UNESCO “é o reconhecimento do potencial geológico do território e do seu património natural e cultural e, nessa medida, um primeiro passo para o desenvolvimento sustentável de toda a região da Estrela”.

A candidatura da Estrela a Geopark Mundial foi aprovada pela UNESCO na 4.ª Sessão do Conselho de Geoparks Mundiais, que decorreu entre sábado e o dia desta terça-feira em Gili, na Indonésia.

A Associação Geopark Estrela é composta por nove municípios dos distritos da Guarda, Castelo Branco e Coimbra (Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia) e também pelo IPG e pela Universidade da Beira Interior (UBI). A presidência da associação é assegurada pelo presidente do IPG, Joaquim Brigas, e a vice-presidência por José Páscoa Marques, vice-reitor da UBI.

Segundo a nota, a formação de quadros especializados na preservação ecológica, proteção ambiental e na gestão do turismo são algumas das prioridades do IPG e da UBI. “Pretendemos dar resposta às necessidades que precisam de ser colmatadas para conseguirmos manter a área da Serra Estrela protegida e fazermos um bom uso dos recursos disponíveis”, adianta.

O papel dos municípios da região também é destacado pelo presidente da Associação Geopark Estrela, ao afirmar que “o envolvimento de todos os municípios neste projeto, mais do que um pilar importante para o processo de candidatura progredir, foi primordial para o sucesso obtido”. “E deve ser também destacado o trabalho da equipa executiva, sediada no Instituto Politécnico da Guarda, sem o qual este resultado não teria sido possível”, acrescenta.

Segundo Joaquim Brigas, a partir de agora, “só com um foco semelhante na divulgação do território, do seu património natural e dos seus produtos endógenos será possível continuar a contribuir para o desenvolvimento da Serra da Estrela”. “A promoção, valorização e defesa do território, do seu património geológico e cultural, o desenvolvimento de atividades económicas locais e a organização de ações de sensibilização e de cooperação com outras entidades são fulcrais”, conclui.

 

Fonte: LUSA

Estremoz lança livro sobre bonecos em barro distinguidos pela UNESCO

© www.cafeportugal.pt

‘Produção de Figurado em Barro de Estremoz’, vulgarmente conhecida como bonecos de Estremoz, foi classificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em dezembro de 2017.

Segundo fonte da câmara de Estremoz, no distrito de Évora, o livro, intitulado “Figurado de Estremoz – Produção Património Imaterial da Humanidade”, é da autoria de Hugo Guerreiro, diretor do Museu Municipal e responsável técnico da candidatura à UNESCO.

Numa edição da Afrontamento, com o apoio do município alentejano, a obra, que conta com design gráfico do artista plástico Armando Alves, natural de Estremoz, está prevista ser apresentada durante as Festas da Exaltação da Santa Cruz, no início de setembro.

O livro inclui a história, a técnica e a estética dos bonecos de Estremoz, assim como um apontamento sobre o percurso até à classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

O lançamento do livro faz parte do Plano de Salvaguarda e Valorização da Produção de Figurado em Barro de Estremoz, entregue à UNESCO.

Os bonecos de Estremoz pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pelo município alentejano.

Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.

LUSA

 

Caretos de Podence candidatos a Património da Humanidade

A informação foi adiantada à Lusa por António Carneiro, presidente da Associação do Caretos de Podence, que apontou este como um momento “único e muito importante” para a preservação e promoção dos típicos mascarados do concelho de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança.

A ambição tem mais de um ano e tinha sido adiada por a UNESCO ter pedido uma fundamentação mais detalhada dos rituais dos Caretos de Podence que marcam a folia de Carnaval no Nordeste Transmontano e têm dessa festa embaixadores de Portugal, em várias partes do mundo.

Segundo António Carneiro, a candidatura acabou de ser formalizada na manhã de hoje, junto da comissão da UNESCO, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

As “Festas de Inverno Carnaval de Podence” constituem a única candidatura selecionada pelo Governo português para representar Portugal na XIV reunião do Comité Internacional da UNESCO a realizar no início do mês de dezembro de 2019, em local ainda a designar.

Nessa ocasião se saberá se o património da UNESCO passa a integrar os Caretos de Podence na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

“Com esta decisão foi dado o passo mais importante para que os Caretos de Podence se tornem Património Mundial da Humanidade”, realçam os promotores.

“É um anseio e um objetivo dos Caretos e da comunidade de Podence, que tem lutado nos últimos anos para que este reconhecimento seja alcançado, uma alegria e um orgulho para todos os seguidores e admiradores destas figuras sedutoras do Nordeste Transmontano”, acrescenta o presidente da associação.

O promotor da candidatura é o Município de Macedo de Cavaleiros, em parceria com a Associação dos Caretos de Podence, que iniciou o processo em 2014, com uma equipa técnica científica liderada por Patricia Cordeiro.

No ano de 2017, o plenário da Assembleia da República, por unanimidade, deu um voto de saudação ao Carnaval dos Caretos.

Também nesse ano, esta tradição de Trás-os-Montes foi reconhecida pelo Governo com o estatuto de Património Cultural Imaterial de Portugal. A inscrição no inventário é uma forma de salvaguardar esta tradição, na medida em que passou a estar sob a observação da tutela.

Os endiabrados Caretos de Podence, com coloridos e farfalhudos fatos, máscaras de ferro ou lata, chocalhos à cintura e um pau para amparar as tropelias, são conhecidos pelas manifestações ruidosas que durante quatro dias, no Carnaval, atraem à aldeia transmontana curiosos portugueses e estrangeiros.

Em toda a região de Trás-os-Montes há Caretos, todavia os de Podence distinguem-se dos restantes pelo chocalho, daí o nome da festa ser “Entrudo Chocalheiro”, aquela que encerra as festas de inverno no Nordeste Transmontano e que é apontada como “o mais genuíno carnaval português”, sem samba, ao ritmo da tradição.

A aldeia de Podence, com 180 habitantes, é invadida por “10 [mil] a 12 mil” curiosos que chegam de vários pontos de Portugal, Espanha, Itália, França.

Os mais emblemáticos mascarados das tradições transmontanas têm representado Portugal em eventos internacionais com presença em dez países.

Os mascarados endiabrados já foram também distinguidos pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) com a emissão de uma moeda da “Etnografia Portuguesa”, dedicada aos Caretos de Podence.

LUSA

Santuário do Bom Jesus e Palácio de Mafra avançam na candidatura a Património Mundial

De acordo com a secretária-executiva da Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (mais conhecida pela sigla inglesa de UNESCO), Rita Brito, as candidaturas foram entregues no final de janeiro, seguindo-se agora “um longo processo”.

“Agora vão passar para a fase de avaliação pelo ICOMOS [Conselho Internacional de Monumentos e Sítios]. É um longo processo e a recomendação que vão fazer pode ser de diversos tipos. Só no ano que vem é que serão apresentadas, na melhor das hipóteses, ao Comité do Património Mundial”, afirmou a secretária-executiva da Comissão Nacional da UNESCO.

Entre a apresentação da candidatura e o momento da decisão do comité há, então, um período mínimo de 18 meses.

Em maio de 2016, foi concluído o processo de atualização da lista indicativa de Portugal ao Património Mundial, decorrente, segundo comunicado publicado na altura pela Comissão Nacional, da “recomendação da UNESCO de que as Listas Indicativas dos Estados parte na Convenção do Património Mundial sejam atualizadas a cada dez anos”.

De acordo com a página da UNESCO, foram apresentados 21 bens: o Aqueduto das Águas Livres, os Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela, o Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros (extensão), o Complexo Industrial Romano de Salga e Conserva de Peixe em Troia, o Conjunto de Obras Arquitetónicas de Álvaro Siza em Portugal, a Costa Sudoeste, o Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace-Hotel no Bussaco, a Dorsal Médio-Atlântica, o Edifício-sede e Parque da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, as Fortalezas Abaluartadas da Raia, as Ilhas Selvagens, as Levadas da Madeira, a Lisboa Histórica, a Lisboa Pombalina, Lugares de Globalização, Mértola, Paisagem Cultural de Montado, o Palácio e Tapada Nacionais de Mafra e Jardim do Cerco, a Rota de Magalhães, o Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, e Vila Viçosa.

Portugal conta atualmente com 15 sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO, tendo começado, em 1983, com quatro locais: o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, num conjunto de proximidade, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar.

Mais tarde, vieram a ser classificados o Centro Histórico de Évora (1986), o Mosteiro de Alcobaça (1989), a Paisagem Cultural de Sintra (1995), o Centro Histórico do Porto (1996), a Arte Rupestre do Vale do Côa (1998), a Floresta Laurissilva da Madeira (1999), o Centro Histórico de Guimarães (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001), a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico (2004), a Cidade-Quartel de Elvas e suas Fortificações (2012) e a Alta e Sofia da Universidade de Coimbra (2013).

A UNESCO adotou, em 1972, a Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural, com o objetivo de “proteger os bens patrimoniais dotados de um valor universal excecional”, tendo sido criados, quatro anos mais tarde, o Comité do Património Mundial e o Fundo do Património Mundial.

LUSA

“Bonecos de Estremoz” reconhecidos como Património Imaterial da Humanidade

Augusto Santos Silva saudou tanto a Câmara Municipal de Estremoz, que “participou ativamente na apresentação da candidatura”, como os artesão que preservam esta arte tradicional em Estremoz e chamou a atenção para o “duplo significado” deste reconhecimento.

“Por um lado, é a afirmação do valor e da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas e, em segundo lugar, é também uma consciência do muito que temos que fazer para cultivar essas artes e preservar essas tradições”, considerou o ministro.

Augusto Santos Silva chamou ainda a atenção para o facto de este ser o sétimo bem português classificado como Património Imaterial da Humanidade, depois da dieta mediterrânica, da arte da falcoaria, do fado e do cante alentejano, assim como o fabrico de chocalhos e a olaria de barro de Bisalhães.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) classificou hoje como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos “Bonecos de Estremoz”, em barro, uma arte popular com mais de três séculos.

A classificação da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”, vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz”, foi decidida na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre na Ilha Jeju, na Coreia do Sul, até sábado.

Os “Bonecos de Estremoz” pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.

Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.

LUSA

Estados Unidos retiram-se da UNESCO

Os EUA conservam um estatuto de observador, acrescentou o Departamento de Estado, em vez da sua representação na agência da ONU sediada em Paris.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse hoje “lamentar profundamente” a decisão norte-americana de se retirar da organização.

“A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana”, disse Bokova em comunicado.

UNESCO declara Hebron Património Mundial

UNESCO é a Organização para a Educação, Ciência e Cultura da ONU.

A inclusão de Hebron na lista teve 12 votos favoráveis, seis abstenções e três votos contra.

Para ser incluído na lista, um local tem de ser votado favoravelmente por pelo menos 10 membros da Comissão, que se reúne em Cracóvia, no sul da Polónia.

A classificação de Património Mundial é atribuída a locais considerados de importância única para o mundo e a humanidade e determina o estabelecimento de medidas que garantam a sua preservação.

Palmira. Depois de recapturada ao Estado Islâmico, UNESCO prepara-se para restaurar cidade histórica

Depois de ter estado dez meses sob o domínio do Estado Islâmico, a cidade síria de Palmira, património mundial da UNESCO, foi reconquistada pelo exército do regime de Bashar al-Assad. Agora que surgem as primeiras imagens depois da operação militar de sábado, fica provado que aquele grupo terrorista destruiu alguns dos monumentos ali situados, mas que também poupou outros.

Foi essa a avaliação que fez o diretor-geral de Antiguidades e Museus da Síria, Maamoun Abdelkarim, em declarações à AFP. Abdelkarim disse que, antes de entrarem em Palmira, as autoridades “estavam à espera do pior” mas que “de forma geral o cenário está em boa forma”.

Entre os monumentos destruídos estão os templos de Bel e Baalshamin e o Arco do Triunfo desta cidade que em tempos pertenceu ao império romano. Segundo o The Guardian, foram poupadas a Ágora e o anfiteatro romano. Este último foi utilizado por aquele grupo terrorista para fazer execuções.

“Estou pronta para enviar urgentemente uma equipa de peritos para fazer uma avaliação dos danos na cidade património mundial da UNESCO de Palmira”, disse no domingo a diretora daquele órgão, Irina Bokova, num comunicado oficial. Na mesma nota, é referido que Bokova entrou em contacto o Presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a proteção e a preservação daquela cidade.

A UNESCO informou ainda que vai promover uma conferência de peritos em restauro “no final de abril” onde o tema central será a recuperação do património cultural sírio.

Palmira foi recapturada ao Estado Islâmico depois de ter sido tomada por aquele grupo terrorista em maio de 2015. A reconquista foi conseguida pelo exército sírio, que contou com o auxílio militar da Rússia, que interveio com bombardeamentos aéreos. Bashar al-Assad aproveitou a ocasião para enaltecer o exército sírio e os seus aliados: “A libertação da cidade histórica de Palmira é um feito importante e prova a eficácia da estratégia adotada pelo exército sírio e pelos seus aliados na guerra contra o terrorismo”.

“Restaurámos a segurança e a estabilidade de Palmira e conseguimos controlar as colinas em torno da cidade”, disse o exército sírio num comunicado, citado pelo The Guardian.

Classificação do fabrico de chocalhos pela UNESCO é “enorme orgulho”

Chocalhos

“É um momento de enorme orgulho e satisfação”, congratulou-se, lembrando tratar-se de uma “candidatura nacional, mas promovida pela Turismo do Alentejo e com base no trabalho técnico e científico à volta da arte chocalheira na freguesia de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo”, distrito de Évora.

Ceia da Silva falava à agência Lusa na sequência da decisão de hoje da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que reconheceu o fabrico de chocalhos como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

A candidatura de Portugal sobre este ofício tradicional, em risco de extinção, foi aprovada na 10.ª reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a decorrer em Windhoek, capital da Namíbia, até sexta-feira.

Coordenado pelo antropólogo Paulo Lima, o processo foi liderado pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, em colaboração com a Câmara de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas.

O presidente da ERT dedicou o “selo” da UNESCO “a todos os alentejanos” e partilhou-o “com todos os agentes do turismo e com aqueles que têm trabalhado neste setor”, assim como com os mestres chocalheiros.

“Aqueles que mantiveram viva esta tradição são, obviamente, os grandes homenageados hoje”, frisou.

Com mais esta inscrição, o Alentejo, região do país onde o fabrico de chocalhos tem “a maior expressão a nível nacional”, passa a deter dois bens classificados como Património Cultural Imaterial pela UNESCO, após o reconhecimento do cante, em 2014.

Segundo Ceia da Silva, este novo “selo” vem ao encontro da “linha de intervenção estratégica” da Turismo do Alentejo, a qual “tem como um dos pontos fundamentais a questão identitária”.

“Temos hoje consciência de que, face ao novo perfil do turista e às novas características do turista do futuro, os destinos distintivos, diferentes e diferenciadores”, que apostem nas “questões da identidade”, vão ser os “mais competitivos”, disse.

Por isso, continuou, esta classificação, a segunda “em dois anos consecutivos”, representa “imenso” enquanto afirmação do destino turístico do Alentejo.

E, por ser uma atividade tradicional à beira da extinção, restando poucos mestres chocalheiros no país, os promotores da candidatura estão a desenvolver um plano de salvaguarda para “garantir a sustentabilidade e transmissão de uma arte iniciada há mais de dois mil anos no Alentejo”, realçou a ERT.

“Todas as candidaturas têm um plano de gestão que é obrigatório e, claramente, há uma linha de intervenção que vamos seguir, no sentido de preservar esta arte” e para que “possa sair valorizada com esta classificação”, sublinhou Ceia da Silva.

Para o coordenador do dossiê, Paulo Lima, a distinção da UNESCO pode ajudar a “chamar a atenção” para “uma arte invisível, para um som, a que quase” não se liga “por ser tão presente” no campo, “mas que está à beira da extinção”.

Também o presidente da Câmara de Viana do Alentejo e a presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas, Bernardino Bengalinha Pinto e Sara Pajote, respetivamente, saudaram o “selo” da UNESCO.

“A classificação contribuirá, seguramente, para o desenvolvimento do concelho e da região” e “valoriza os chocalheiros e esquilaneiros”, disse Bengalinha Pinto, enquanto Sara Pajote considerou que Alcáçovas e os artesãos locais deste ofício “têm agora uma responsabilidade acrescida no incremento e preservação de uma arte milenar”.

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