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Durão Barroso diz que Cabo Verde e União Europeia podem “ir mais além” na mobilidade

FOTO: Agência LUSA

O ex-primeiro-ministro português Durão Barroso disse esta terça-feira, na cidade da Praia, que a parceria entre Cabo Verde e União Europeia tem funcionado bem e considerou que se pode “ir mais além” na questão da mobilidade.

“A informação que eu tenho é que essa parceria especial entre Cabo Verde e União Europeia tem funcionado bem e por parte da União Europeia tem sido bem vista. Acho que há uma base agora para ir mais além, por exemplo, estamos a falar da questão da mobilidade”, apontou o também antigo presidente da Comissão Europeia.

Durão Barroso, que integra atualmente a Goldman Sachs International, falava em declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, onde foi o convidado especial do primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, do Encontro Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação (CVNext).

O antigo governante português lembrou que foi na sua presidência que a parceria foi assinada — em 2007, quando o primeiro-ministro de Cabo Verde era José Maria Neves — e houve algumas questões e dificuldades, por causa da dimensão do país africano. “Normalmente, a Comissão Europeia faz parcerias estratégicas com as grandes potências”, salientou, notando que, passados 12 anos, a parceria tem sido positiva para Cabo Verde e para a Europa.

“Penso eu que há progressos para se conseguir uma isenção de vistos, uma maior mobilidade, liberdade de circulação, nomeadamente no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa [CPLP], mas também que pode abranger Portugal e através daí também ter acesso melhor à União Europeia”, apontou o antigo chefe do Governo português.

Sobre a sua participação no CV Next, Durão Barroso destacou a “estratégia e vontade” de Cabo Verde, que tem vindo a conseguir “resultados notáveis” em vários indicadores, como da democracia, em que está à frente de vários países europeus. “Acho que a questão da dimensão do país não é decisiva, o decisivo é a estratégia e capacidade e a vontade de aplicar essa estratégia. E, quanto a mim, Cabo Verde tem essa visão para o futuro e tem meios”, salientou, considerando que o país tem capacidade para explorar a sua posição geoestratégica no Atlântico médio.

O primeiro-ministro cabo-verdiano considerou ser importante partilhar experiências e vivências com um “líder mundial” como Durão Barroso, para estar num palco a discutir questões que têm a ver com o posicionamento de Cabo Verde no mundo global.

Para Ulisses Correia e Silva, é uma forma também de potenciar as relações de Cabo Verde, que escolheu desde sempre alguns parceiros de referência, entre eles a União Europeia, Estados Unidos e o continente africano. “É interessante que toda esta problemática seja vista sempre e com olhares que nos possa ajudar também a fazer boa interpretação daquilo que se passa no mundo atual e as projeções futuras”, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.

O CV Next é uma marca que pretende projetar Cabo Verde para o futuro, criando um espaço onde se partilha experiências, trazendo individualidades de fora, do país e da diáspora para partilhar as suas experiências e falar de assuntos atuais e do panorama nacional e internacional. No ano passado, o convidado foi o Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz em 2006 e fundador do Gremeen Bank, do Bangladesh.
Durante a sua permanência no país, Durão Barroso manteve ainda encontros com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, e proferiu uma aula magna na Universidade de Cabo Verde.

Texto: Agência LUSA

Ajuda externa: Portugal reembolsa antecipadamente 2 milhões de euros

Foto LUSA

O Conselho de Administração do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) aprovou esta quinta-feira a solicitação de Portugal para reembolsar antecipadamente dois mil milhões de euros dos empréstimos concedidos ao abrigo deste fundo durante o programa de assistência financeira (2011-2014).

Em comunicado, o FEEF indica que o ministro das Finanças português, Mário Centeno, solicitou em 28 de junho passado, o pagamento antecipado de dois mil milhões de euros, algo que necessitava da aprovação formal do Conselho de Administração da instituição, o que sucedeu então esta quinta-feira. Portugal torna-se o segundo país beneficiário de empréstimos de credores europeus a proceder a um reembolso antecipado, depois de Espanha.

O reembolso de dois mil milhões de euros corresponde à liquidação na íntegra de uma tranche do empréstimo do FEEF que vencia em agosto de 2025, e ainda ao pagamento antecipado parcial de uma tranche com maturidade até dezembro do mesmo ano.

“A solicitação de Portugal para proceder a um reembolso antecipado do empréstimo confirma o forte acesso ao mercado e a posição de liquidez confortável do país. Apoio plenamente este reembolso antecipado, uma vez que melhora a sustentabilidade da dívida de Portugal”, comentou o diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, também presidente do Conselho de Administração do FEEF.

No quadro do programa de assistência financeira (2011 a 2014), Portugal beneficiou de ajuda externa no valor de 78 mil milhões de euros, providenciada, em partes iguais (um terço cada, ou seja, 26 mil milhões de euros) pelo FEEF, União Europeia (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em dezembro de 2018, Portugal completou o reembolso antecipado dos empréstimos do FMI, tendo-se comprometido, então, com o FEEF a pagar antecipadamente a este credor até dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023.

Em junho passado, Mário Centeno já admitira, todavia, que Portugal poderia iniciar já este ano o processo de amortização da dívida junto dos credores europeus.

“Neste momento, não existe nenhum tipo de dívida ao Fundo Monetário Internacional e iniciámos o processo, que é sempre um processo técnico de avaliação do melhor momento e da oportunidade para o fazer, de amortização antecipada da dívida no contexto europeu, o que aliás reflete muito bem o extraordinário desenvolvimento que houve nos mercados de financiamento no seu custo da dívida portuguesa”, afirmou então, em Bucareste, à margem de uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro, fórum a que preside.

Enquanto as maturidades da dívida do FMI, totalmente amortizada em 10 de dezembro, estavam concentradas entre 2021 e 2023, os reembolsos ao FEEF e à UE estendem-se até 2042.

Fonte: LUSA

Campanha europeia informa sobre direitos dos consumidores

Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores de Portugal, associou-se à União Europeia na divulgação dos direitos dos consumidores online. Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa, foi convidado a ser embaixador da iniciativa #yourEUright, um projeto que visa contribuir para que os consumidores conheçam e exerçam os seus direitos quando compram na Internet. A campanha arrancou, há um mês, e vai estar estender-se por 2020. 

Ao longo do próximo ano, a Comissão Europeia vai desenvolver uma série de ações concertadas entre dez países (Dinamarca, Espanha, Eslovénia, Portugal, Itália, Croácia, Chipre, Grécia, Roménia e Bulgária), que visam esclarecer os consumidores online acerca dos seus direitos. O objetivo da iniciativa #YourEUright é garantir a segurança e os direitos dos consumidores, capacitando-os para que possam fazer escolhas online que maximizem o seu bem-estar. “Como cidadão europeu, ao comprar bens e serviços dentro da UE, beneficie dos seus direitos de consumidor, tanto online como offline”, esta é a mensagem geral da campanha.

Em  Portugal, a campanha de sensibilização já está disponível em https://europa.eu/youreuright/home_pt e as ações estarão, maioritariamente, focadas na divulgação de quatro direitos do consumidor: Package Travel, Mudança de banco vs. Transparência Bancária; Publicidade honesta; Devolução em 14 dias.

 

UE CONVIDA CEO DO PORTAL DA QUEIXA, PEDRO LOURENÇO, PARA EMBAIXADOR DO PROJETO EM PORTUGAL

O convite para ser embaixador da iniciativa #yourEUright da União Europeia, enquanto fundador do Portal da Queixa, é sem dúvida um enorme orgulho que consolida o esforço diário que toda a equipa dedica à comunidade de consumidores portugueses, com vista a facilitar-lhes a resolução dos problemas apresentados através da nossa plataforma social. O Portal da Queixa enquanto meio de comunicação entre marcas e consumidores, não só possibilita um contacto mais ágil e democratizado, como permite o acesso a experiências de consumo partilhadas por centenas de milhares de consumidores, que servem de guia e barómetro de satisfação, qualificando o mercado de forma justa e transparente. Assim, entendemos ser o canal privilegiado para a divulgação de iniciativas pedagógicas como esta, tendo em conta o público-alvo a quem se dirige, como também possibilitar o nosso contributo, de forma ativa, para o aumento da literacia digital dos consumidores portugueses, potenciando a confiança num consumo ponderado, informado e consciente.”, refere  Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa

 A campanha terá um forte foco digital. As ações estarão focadas na divulgação dos direitos dos consumidores que optam por uma compra online dentro da União Europeia, com enfoque nos que se situam na faixa etária entre os 18 e os 35 anos, compradores cujos estudos apontam como sendo os mais ativos.

 Entendemos que a eficácia na proteção dos direitos dos consumidores, deve ser garantida através da transmissão de conhecimento acerca dos seus direitos. Só assim, será possível criar um movimento de consciência global que garanta a pró-atividade necessária para reduzir o risco no momento da decisão de compra. Este esforço de aprendizagem deve ser potenciado por todos os intervenientes, começando pelas instituições de ensino, organismos de proteção dos consumidores, organizações não-governamentais e principalmente por parte dos vendedores, que ao assumirem um papel educador, estarão a garantir a confiança dos seus clientes num ecossistema de consumo transparente.”, defende Pedro Lourenço.

“Cidades Inteligentes – Um novo centro de competências em Portugal?”

Num momento em que as “Smart Cities” estão na agenda da União Europeia e em que já emergiram em Portugal projetos nesta área, a plataforma Portugal Agora junta em conferência representantes de empresas de referência e do Setor Público para debater o tema “Cidades Inteligentes – Um novo centro de competências em Portugal?”. A iniciativa tem lugar a 26 de março, no Jupiter Lisboa Hotel, em Lisboa.

Inês Ferreira (Altice Portugal), José Gonçalo Regalado (Millennium BCP), Miguel Pinto Luz (Câmara Municipal de Cascais), Nuno Piolty de Almeida (Samsung Electronics Portugal) e Luís Bravo Martins (IT People Group) são os oradores convidados para tentar responder a questões relacionadas com o papel da tecnologia e da inovação, processos de gestão urbana, sustentabilidade, atratividade e qualidade de vida das cidades e a possibilidade de criar um novo centro de competências em Portugal.

“A tecnologia atual apresenta-nos possibilidades de inovar na gestão urbana de forma nunca antes vista: no planeamento de espaços, numa maior conectividade entre pessoas e instituições, na busca de soluções que maximizem a eficiência energética, na gestão de resíduos e sustentabilidade ambiental, em novos modelos de mobilidade urbana e mesmo na alavancagem da uma cidadania mais ativa. Todas estas dimensões se conjugam nas chamadas Smart Cities.” explica Carlos Sezões, Coordenador do Portugal Agora.

O responsável do projeto acrescenta que “governar é tomar opções e definir uma estratégia, é decidir o que fazer e o que não fazer. Parece-me, pois, que criar condições para uma maior atratividade e qualidade das nossas cidades devia ser um desígnio para a próxima década.”

O tema em discussão encerra notório potencial, com a expectativa que o mercado global de Smart Cities alcance mais de 1,5 triliões de dólares até 2020, entre projetos embrionários e experiências mais consolidadas. Estudos recentes estimam mais de 600 projetos de cidades inteligentes a nível global até ao final da presente década. Muitas são iniciativas de “refundação” inteligente de cidades com séculos de história, exemplo de Santander, Barcelona ou Amesterdão, a par da construção de cidades de raiz.

As cidades, como polos de atração e inovação social, têm e continuarão a ter um papel importantíssimo no desenvolvimento humano. O talento, capacidade de inovação e competências tecnológicas de instituições portuguesas, pode ser decisivo, com ideias a aplicar na inovação local e, quem sabe, a exportar. Iniciativas meritórias, como eventos, debates e plataformas, têm emergido nos últimos anos, agregando os esforços de dezenas de entidades para potenciar o desenvolvimento de soluções inovadoras nestas áreas.

A participação na conferência, à semelhança de todos os eventos da plataforma Portugal Agora, é de entrada livre mediante inscrição prévia através do endereço info@portugalagora.com. 

PROGRAMA:

17.30h – Abertura: Carlos Sezões (Coordenador do Portugal Agora)

17.45h – Painel de oradores:

  • Inês Ferreira (M2M and IoT Group Product Manager – responsável pela Internet Of Things da Altice Portugal)
  • José Gonçalo Regalado (Chief Marketing Officer – Corporate & SMEs ∙ Millennium BCP)
  • Miguel Pinto Luz (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais)
  • Nuno Piolty de Almeida (B2B Enterprise Sales Manager – gestor de desenvolvimento de negócio da Samsung Electronics Portugal)
  • Luís Bravo Martins (Head of Marketing – IT People Group, especialista em AV/VR – Realidade Aumentada e Realidade Virtual)

19.00h – Debate

19.30h – Encerramento 

Sobre o Portugal Agora:

O projeto “Portugal Agora” destina-se a criar uma visão, desdobrada em modelos estratégicos para o país, para as próximas décadas. Tal será conseguido através de um espaço plural de discussão, durante um período delimitado, com o intuito de determinar onde são possíveis convergências, que se materializem em prioridades, nas quais Portugal se possa desenvolver. O projeto assume dimensões estratégicas – Atratividade, Conhecimento, Empreendedorismo – para Portugal e quer ligá-las à execução e à ação. Informações adicionais: http://www.portugalagora.com/

Carlos Zorrinho defende a realização de eleições livres e justas na Nicarágua e na Venezuela

De acordo com o Eurodeputado socialista, as orientações a seguir pela União Europeia em relação ao regime “autoritário” de Daniel Ortega devem, em primeiro lugar, “apoiar todas as possíveis linhas de diálogo interno que possam conduzir a um processo de eleições livres e justas”. Em segundo lugar, “e se se verificar a insuficiência da pressão para o diálogo, considerar a aplicação de sanções específicas que não se reflitam nas condições de vida da população”.

Finalmente, segundo Carlos Zorrinho, “se necessário, acionar a cláusula do acordo de associação UE – América Central que permitirá suspender a Nicarágua desse Acordo até serem restabelecidas as condições para um funcionamento democrático das instituições”.

Aproveitando para estabelecer uma analogia com a situação na Venezuela, Carlos Zorrinho afirmou no hemiciclo de Estrasburgo que “são esses princípios que nos levam, enquanto outros disputam a qualquer preço o acesso aos recursos e às matérias-primas da Venezuela, a pugnar pela criação de condições para devolver a voz ao povo através de eleições democráticas credíveis e justas”, uma vez que na luta “pela democracia e pela dignidade dos povos temos que continuar a agir com determinação e coragem”.

O Eurodeputado socialista, na sua intervenção, considerou também que “a democracia não é um modelo de organização política independente do contexto cultural e da história dos povos”, existindo, contudo, “princípios que são condições absolutas para a estruturação de um regime democrático”.

“São princípios que se fundam no respeito pelo estado de direito, pelos direitos humanos e pela dignidade dos povos, que estão subjacentes ao projeto europeu, fazendo parte da matriz identitária da União Europeia promover esses princípios no seu território e no mundo”, recordou ainda o Eurodeputado Carlos Zorrinho.

Países da UE querem adiar fim da mudança da hora para 2021

© Reuters

“Tivemos uma discussão realmente útil, muito aberta e muito clara. Ainda depositamos esperança no nosso plano ambicioso, mas […] temos de admitir a possibilidade de que seja necessário mais tempo para implementá-lo”, disse Violeta Bulc em conferência de imprensa, após a reunião informal dos ministros dos Transportes da União Europeia, em Viena.

A comissária europeia assumiu que, para poderem tomar decisões, os Estados-Membros precisam de encomendar estudos e realizar e sondagens, “o que leva o seu tempo”.

“Não há dúvida de que estamos dispostos a conceder mais tempo aos países”, indicou, lembrando as preocupações manifestadas por profissionais de setores como o tráfego aéreo ou sistemas informáticos, que advogam por um maior período de preparação para o fim da mudança da hora.

Perante a relutância dos Estados-membros em implementarem a medida já em 2019, a presidência austríaca da UE propôs que a supressão da mudança da hora aconteça em 2021.

De acordo com o ministro austríaco dos Transportes, Norbert Hofer, presente na mesma conferência de imprensa, a maioria dos países é favorável a acabar com a mudança da hora, mas também a adiar o prazo para adotar esta medida.

“Se nos despedíssemos agora da mudança da hora, poderia surgir um mosaico de remendos [horários], o que seria devastador para o mercado interno”, advertiu Hofer.

O ministro austríaco referia-se a uma das grandes preocupações dos 28, a fragmentação do mapa horário do continente em relação ao atual de três fusos horários, sobretudo tendo em conta que os países do Norte da Europa estão mais inclinados a manter o horário de inverno e os do Sul a ficarem com o de verão.

Hofer explicou que, uma vez que não parece viável acordar uma única zona horária em toda a UE, a ideia seria manter como meta as três zonas atuais, que são a Europa Ocidental (GMT, de Lisboa), a Europa Central (GMT+1) e a Europa Oriental (GMT+2).

No final de agosto, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, anunciou que a instituição vai propor formalmente o fim da mudança de hora na União Europeia, depois de um inquérito não vinculativo feito a nível comunitário, segundo o qual 84% dos inquiridos disseram preferir manter sempre o mesmo horário.

Já este mês o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que Portugal deve manter o atual regime bi-horário e ter uma hora de verão e uma hora de inverno, considerando que “o bom critério e único é o critério da ciência”.

De acordo com o jornal Público de quinta-feira, o Governo português já anunciou à UE que pretende manter a mudança da hora e “manifestou discordância” com a proposta da Comissão Europeia, que terá ainda de ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

A consulta pública ‘online’ sobre a mudança de hora, lançada pela Comissão Europeia em julho e concluída em 16 de agosto, teve uma participação recorde na UE, com mais de 4,6 milhões de contributos.

As disposições atuais relativas à hora de verão na UE exigem que os relógios sejam alterados duas vezes por ano, para ter em conta a evolução dos padrões de luz do dia e tirar partido da luz do dia disponível num dado período.

LUSA

Relógios atrasam uma hora na madrugada de domingo

© Lusa

Na madrugada de 28 de outubro (domingo), a hora legal muda do regime de verão para o regime de inverno, de acordo com a indicação do Observatório Astronómico de Lisboa.

“Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 02:00 atrasamos o relógio 60 minutos, passando para a 01:00”, informa o Observatório.

Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita às 01:00 de domingo, dia 28 de outubro, passando para a meia-noite (00:00), do mesmo dia.

No final de agosto, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, anunciou que a instituição vai propor formalmente o fim da mudança de hora na União Europeia, depois de um inquérito não vinculativo feito a nível comunitário, segundo o qual mais de 80% dos inquiridos disseram preferir manter sempre o mesmo horário.

Já este mês o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que Portugal deve manter o atual regime bi-horário e ter uma hora de verão e uma hora de inverno, considerando que “o bom critério e único é o critério da ciência”.

De acordo com o jornal Público de quinta-feira, o Governo português já anunciou à União Europeia (UE) que pretende manter a mudança da hora e “manifestou discordância” com a proposta da Comissão Europeia.

A ser formalizada, a proposta da comissão terá de ser aprovada pelo Parlamento Europeu e depois pelo Conselho Europeu.

A consulta pública ‘online’ sobre a mudança de hora, lançada pela Comissão Europeia em julho e concluída em 16 de agosto, teve uma participação recorde na União Europeia, com mais de 4,6 milhões de contributos.

As disposições atuais relativas à hora de verão na UE exigem que os relógios sejam alterados duas vezes por ano, para ter em conta a evolução dos padrões de luz do dia e tirar partido da luz do dia disponível num dado período.

Em 31 de agosto, a Comissão Europeia revelou que uma maioria “muito clara” de 84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança de hora na consulta pública realizada este verão.

LUSA

UE financia combate ao Ébola e à cólera em África

© Reuters

Em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), a UE vai financiar a Cruz Vermelha com 60 mil euros nas operações no Uganda e 40 mil no Ruanda, num total de 100 mil euros, segundo um comunicado.

Estas ajudas humanitárias destinam-se a prevenir a transmissão do vírus desde a RDC, bem como a financiar a deteção de casos e os preparativos nos países em causa.

Por outro lado, a luta contra a cólera no Zimbabué, doença que desde 06 de setembro já matou 48 pessoas, vai receber um financiamento de 90 mil euros.

Esta verba irá beneficiar 15 mil pessoas que vivem em quatro zonas de Harare afetadas pela bactéria que provoca a cólera.

LUSA

Será o fim da mudança da hora?

“Fechámos ontem (quinta-feira) à noite a consulta pública sobre a hora de verão, com mais de 4,6 milhões de contributos provenientes dos 28 Estados-membros da UE, um recorde para as nossas consultas públicas”, anunciou hoje o porta-voz do executivo comunitário Christian Spahr.

Fonte comunitária precisou à Lusa que a anterior consulta pública mais participada — relativa à preservação da Natureza, designadamente sobre as diretivas “aves” e “habitats” – havia suscitado um total de 552 mil respostas, seguida de uma consulta sobre a modernização e simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), que reuniu 322 mil contributos, números portanto muito aquém daqueles agora registados na consulta sobre a mudança de hora, que teve uma adesão inédita por parte dos cidadãos e entidades de todos os Estados-membros (não estando ainda disponibilizados dados por país).

O porta-voz lembrou que “desde 04 de julho, os cidadãos europeus, as partes interessadas e as autoridades públicas foram convidadas a partilhar o seu ponto de vista, preenchendo um questionário em linha”, no quadro de uma consulta que faz parte da avaliação da diretiva (lei comunitária) sobre a hora de verão, que a Comissão Europeia está a levar a cabo atualmente “para avaliar se as regras devem ou não ser alteradas”.

“Vamos agora analisar as respostas recebidas e nas próximas semanas será publicado um relatório sobre os resultados”, disse.

As disposições relativas à hora de verão na UE exigem que os relógios sejam alterados duas vezes por ano, para ter em conta a evolução dos padrões de luz do dia e tirar partido da luz do dia disponível num dado período.

Bruxelas lembra que “a maioria dos países da UE tem uma longa tradição de disposições relativas à hora de verão, que tinham como objetivo principal poupar energia”, existindo ainda outros motivos, “como a segurança rodoviária, o aumento das oportunidades de lazer decorrentes do prolongamento da luz do dia ou, simplesmente, um alinhamento pela prática dos países vizinhos ou dos principais parceiros comerciais”.

Apontando que foram realizados vários estudos ao longo dos anos para avaliar as disposições europeias relativas à hora de verão, dos quais se retiram algumas conclusões, a Comissão indica que, “em termos de mercado interno, a mudança da hora de forma não coordenada entre os Estados-Membros seria prejudicial para o mercado interno, uma vez que acarretaria um aumento dos custos do comércio transnacional, problemas nos transportes, comunicações e viagens, assim como uma redução da produtividade no mercado interno de bens e serviços”.

“Em termos de energia, os resultados mostram que o efeito da hora de verão é marginal, dependendo muito da localização geográfica”, admite.

Já no que diz respeito à saúde, indica a Comissão, “pensa-se que as disposições relativas à hora de verão geram efeitos positivos ligados a um aumento das atividades de lazer ao ar livre”, mas, “em contrapartida, estudos cronobiológicos sugerem que o efeito sobre o biorritmo humano pode ser mais grave do que se pensava anteriormente”, sendo que, “neste ponto, os elementos são inconclusivos”.

Bruxelas lembra que “alguns Estados-Membros abordaram esta questão em ofícios dirigidos à Comissão” e, por outro lado, o Parlamento Europeu adotou uma resolução, em fevereiro de 2018, na qual convidava o executivo comunitário a “fazer uma avaliação exaustiva da diretiva e, se necessário, apresentar uma proposta de revisão”, defendendo todavia ser “crucial manter um regime de hora uniforme da UE, mesmo após o fim da mudança de hora bianual».

“Tendo em conta todas estas questões, a Comissão comprometeu-se a avaliar as duas opções estratégicas possíveis para assegurar um regime harmonizado: ou manter as disposições relativas à hora de verão na UE, atualmente em vigor, ou acabar com a atual mudança semestral de hora em todos os Estados-membros e proibir alterações periódicas”, o que “não teria qualquer efeito na escolha do fuso horário”, aponta Bruxelas, que irá agora analisar as mais de 4,6 milhões de respostas recebidas no âmbito da consulta pública que lançou.

UE ajuda população afetada pelo sismo na Indonésia com 150 mil euros

© Reuters

De acordo com o executivo comunitário, a verba ajudará a Cruz Vermelha da Indonésia na distribuição de material para a construção de abrigos temporários e de bens de primeira necessidade, como cobertores e produtos de higiene, e beneficiará 4.000 pessoas nos distritos mais afetados pelo sismo.

“A assistência também assegurará o acesso a água potável, serviços de higiene, cuidados básicos de saúde, assim como apoio psicológico às famílias afetadas”, precisa a nota da Comissão Europeia.

Bruxelas anunciou ainda ter entregado às autoridades indonésias os primeiros mapas elaborados através do sistema de emergência da União Europeia (UE) de navegação por satélite Copernicus, e ter ajudado cerca de 1.000 turistas europeus através dos serviços consulares.

Cerca de sete mil turistas foram retirados das ilhas Gili, perto de Lombok, onde um sismo de magnitude 6,9 provocou, no domingo, pelo menos 131 mortos e centenas de feridos.

O sismo, com o epicentro a dez mil metros de profundidade, ocorreu uma semana após um outro abalo também na ilha turística de Lombok, que provocou 17 mortos e mais de 300 feridos.

Em 2004, um sismo na costa norte da ilha indonésia de Sumatra originou um tsunami que provocou pelo menos 280 mil mortos em 12 países banhados pelo Índico, a maioria na Indonésia.

A ilha de Lombok, dominada pelo vulcão Rinjani, encontra-se a leste de Bali, o principal destino turístico da Indonésia.

A Indonésia está localizada no designado “anel de fogo do Pacífico”, área de grande atividade sísmica, que regista anualmente cerca de 7.000 sismos, a maioria dos quais moderados.

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