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“O nosso curso tem tido um número de candidatos exemplar entre os cursos de engenharia da UBI”

O que pode ser dito sobre a atualidade da engenharia aerospacial e aeronáutica em Portugal sob o ponto de vista do ensino?

Percorreu-se um longo caminho desde o ano da criação em Portugal do primeiro curso moderno de engenharia aeronáutica em 1991 na Universidade da Beira Interior (UBI). Creio que os nossos primeiros licenciados foram os que tiveram mais dificuldade em ingressarem no mercado de trabalho da aviação, pois os empregadores eram escassos e não tinham sequer a noção do papel que o engenheiro aeronáutico deveria assumir na empresa. Atualmente, o cenário está completamente mudado, os programas curriculares sofreram algumas alterações no sentido de se adaptarem melhor ao panorama português.

Mas, sobretudo, o mercado de trabalho é que mudou mais, absorvendo agora, avidamente, os nossos formados para as mais variadas funções: não apenas na gestão da operação e da manutenção, mas também no fabrico e na investigação e desenvolvimento de aeronaves. Em suma, temos hoje uma onda de abertura de cursos e empresas em engenharia aeronáutica e aeroespacial para fazer face à popularidade que a engenharia aeroespacial tem adquirido em Portugal.

Particularizando para o caso da UBI, algo que não posso deixar de referir é a forma como o nosso curso deixou de ter acesso ao aeródromo que se localizava a três quilómetros da Faculdade de Engenharias, por decisão da Câmara Municipal da Covilhã, em favor da construção de um Data Center. Foi um claro erro de estratégia, do ponto de vista do ensino da engenharia aeronáutica. Atualmente, para termos acesso a uma infraestrutura deste tipo, temos que nos deslocar ao Aeródromo de Castelo Branco que se encontra a mais de 50 quilómetros.

Por outro lado, posso referir que continuamos a ter uma grande proximidade entre os docentes e os alunos, num ambiente de aprendizagem através da aplicação de conhecimento. Um exemplo disso, é o incentivo que damos aos alunos para a participação em provas de engenharia como o Air Cargo Challenge, uma competição mundial bianual do tipo projeto-construção-ensaio de aviões não tripulados. Nestes projetos, os alunos orientados pelos nossos docentes, em estreita colaboração, têm rivalizado com as melhores universidades a nível internacional.

A média de entrada nesta área é bastante elevada. Este é um indicador de alta procura?

Pode dizer-se que sim. Depois de um período em que os candidatos ao ensino superior pareciam fugir das áreas das ciências, tecnologias, engenharias e matemáticas (de acrónimo STEM na língua inglesa), assistimos agora a uma procura crescente, pelo menos nas engenharias. O curso em engenharia Aeronáutica e Aeroespacial não é exceção. Pelo contrário, o nosso curso tem tido um número de candidatos exemplar entre os cursos de engenharia da UBI e, felizmente, o mercado de trabalho no setor tem acompanhado essa tendência.

Porquê que, na sua opinião, a procura tem aumentado?

Creio que o setor da aviação serviu de refúgio durante a crise financeira que teve início em 2008. Pelo que o crescimento do mercado do transporte aéreo continuou a bom ritmo, sobretudo com a queda das tarifas e massificação do transporte aéreo. Mais recentemente, com a explosão do trabalho aéreo com aeronaves não tripuladas, a aviação goza de grande popularidade. Isto para não falar do setor do espaço. Esta popularidade atrai os jovens para uma elevada expectativa de carreira num setor onde a remuneração e os índices de emprego estão acima da média.

Qual é o perfil de um jovem que aos 18 anos escolhe esta área como carreira?

Uma vez que a média do último colocado é superior aos 16 valores, existe uma seleção natural de bons alunos, normalmente, com vocação para o conhecimento de matemática e física. Tratando-se de aviões, parece existir um fascínio inato que faz parte da atratividade do curso. Ninguém fica indiferente aos aviões. Embora a euforia que caracterizou a aviação na primeira metade do séc. XX já se tenha desvanecido, a realidade é que ninguém fica indiferente aos aviões. Eu próprio sempre fui fascinado pelos aviões e assisto a esse sentimento nos meus alunos. Uns mais, outros menos, mas todos têm esse “bichinho”, como costumo dizer.

Em termos de empregabilidade, quais são os caminhos mais frequentes quando o curso está terminado?

Normalmente, o caminho inicia-se por um estágio inicial, através do qual o empregador avalia as capacidades e adequação do perfil da pessoa à empresa. As empresas em Portugal no setor aeroespacial, neste momento são muito variadas e demasiado numerosas para estar a referir, mas o mercado de trabalho para os nossos alunos não é apenas nacional, é europeu e, cada vez mais, global. No entanto, nem todos vão trabalhar para a aviação, alguns vão para empresas onde se aplicam tecnologias aeroespaciais como, por exemplo: o ramo automóvel ou o da geração de energia eólica, outros vão para áreas que não aparentam ter qualquer relação com a aeronáutica. Estes últimos são, tipicamente, os que se querem manter na região de origem em vez de se deslocarem para grandes centros.

A UBI tem protocolos/parcerias com empresas do ramo para que os alunos realizem estágios curriculares?

Sim, a UBI, através do Departamento de Ciências Aeroespaciais, tem protocolos de cooperação com as principais empresas e outras entidades do setor. Por exemplo com: a Força Aérea Portuguesa desde 1985; Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves desde 2009; EMBRAER – desde 2001; TAP Portugal AS desde 2010; CEiiA desde 2010; Amorim Cork Composites desde 2011 ou a Active Space Technologies desde 2012, apenas para nomear algumas. O nosso Curso de Mestrado Integrado em Engenharia Aeronáutica não tem estágio curricular, mas são vários os alunos que vão para essas empresas realizar os seus trabalhos de dissertação no último ano curricular. Outra modalidade de estágio a que os nossos alunos recorrem com frequência são os estágios de verão em empresas.

De forma a elucidar possíveis interessados, o que faz um engenheiro aerospacial?

Em primeiro lugar gostaria de elucidar que aeroespacial ou aeronáutico é a mesma coisa. Embora a segunda seja um termo que tem caído em desuso, em favor do primeiro. O motivo é que o setor do espaço esteve incluído no setor aeronáutico desde o seu início. No entanto, tornou-se comum referir o espaço quando se fala nesta área de conhecimento, pelo que o termo aeronáutico evoluiu para aeroespacial.

Essencialmente, tratando-se de uma engenharia, consiste em usar as ciências básicas, como a matemática e a física, em ciências aplicadas aos dispositivos aeroespaciais. O engenheiro aeroespacial pode assumir funções muito variadas, com um maior ou menor grau de ciência aplicada. Por exemplo, o engenheiro aeronáutico pode assumir cargos mais relacionados com gestão (de operação e de manutenção de aeronaves), onde faz uso de uma pequena parte da formação que recebeu em engenharia e lida, sobretudo, com o cumprimento das estritas regras que se aplicam neste setor.

Por outro lado, o engenheiro, na sua essência, tem uma maior vocação para a conceção de dispositivos, para o projeto de engenharia. Este é um papel que se tem difundido mais recentemente pelo nosso país. Portugal tem hoje capacidade real de engenharia de conceção e desenvolvimento de componentes de aeronaves e de naves espaciais.

Posso acrescentar que acredito que uma tendência futura é que, à medida que as ferramentas computacionais evoluem para facilitar a parte do cálculo e otimização das soluções, o papel do engenheiro passa cada vez mais pelo processo criativo, pela busca de conceitos que se apresentem como as melhores soluções para cada problema.

UBImedical a acelerar tecnologias inovadoras na saúde

Tem ainda, com a missão de suporte e transferência de tecnologia, um conjunto de laboratórios residentes coordenados por docentes da UBI também nas áreas de atuação da incubadora. O UBImedical possui uma área de clínica com diferentes especialidades, desde a endocrinologia, medicina do viajante, medicina interna e optometria.

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O UBImedical acolhe neste momento 8 empresas (integradas na modalidade de incubação):

  1. LABFIT – presta serviços de elevada qualidade ao nível de desenvolvimento de produto e caraterização de produtos farmacêuticos, cosméticos, probióticos, biocidas, têxteis e empresas e entidades biotecnológicas distintas. A LABFIT está certificada pela ISO 9001, ISO 13485 (dispositivos médicos) e NP4457 (Investigação, desenvolvimento e Inovação).
  2. YDEAL – especialista no desenvolvimento de novas tecnologias, serviços de consultoria, bem como publicidade em geral. Cria e desenvolve websites, aplicações móveis, vídeos, plataformas de gestão, branding e design gráfico. Como referência tem vindo a apostar no desenvolvimento de plataformas aplicadas à saúde (controlo de doentes pulmonares, doença da próstata, diabetes).
  3. INSCI – especializada na prestação de serviços nas áreas de design cientifico, incluindo ilustração cientifica, organização de eventos, de base cientifica e/ou tecnológica e formação específica que permita complementar a formação académica e contribuir para a translação de conhecimento do meio académico para o meio empresarial, bem como colmatar as necessidades geográficas.
  4. EYEFUNCTIONS – empresa de investigação e desenvolvimento de produtos oftalmológicos, com especialização no segmento das lentes de contacto. A EYEFUNCTIONS tem na sua missão criar produtos inovadores que facilitem as rotinas dos utilizadores de lentes de contacto, revolucionando um mercado em constante evolução.
  5. STARLAB – laboratório de Prótese Dentária associando a prótese dentária a uma investigação constante no desenvolvimento de novas técnicas e materiais.
  6. ZONICSTech – tem como missão, desenvolver soluções de engenharia avançada com enfoque na eletrónica médica e na prestação de serviços de consultoria em vários domínios das ciências da saúde e da vida. Os 2 sócios fundadores têm doutoramento em engenharia eletrotécnica, acumulando um passado profissional significativo em áreas tão diversas como a metalomecânica pesada, indústria automóvel, ou no desenho de hardware eletrónico para os sectores das telecomunicações e instrumentação. A startup está a desenvolver um circuito integrado (ASIC) para aquisição e tratamento centralizado de sinais fisiológicos de vária ordem.
  7. CDBI – prestação de serviços à comunidade no domínio da saúde e formação.
  8. GEO4HEALTH – é uma empresa que presta serviços de consultoria e engenharia na área da Hidrogeologia médica e do Geoambiente, apostando no uso das tecnologias de informação e numa abordagem inovadora na área de atuação, aliada ao desenvolvimento de uma política de I&D, contribuindo assim para o desenvolvimento de projetos mais eficientes e sustentáveis. O seu CEO é aluno de doutoramento em engenharia Civil na UBI.

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Enquanto aceleradora de startups, acolhe na modalidade de pré-incubação as seguintes iniciativas empreendedoras com vista à criação de empresas:

#1. NEUROSOLUTIONS – startup cuja missão é avaliar a neurotoxicidade pre-clinica e a eficácia de soluções de screening para fármacos com aplicações na doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas, usando ensaios inovadores in vitro e in vivo. Já tem diversos clientes internacionais na área da indústria farmacêutica.

#2. CHITO_VERA – spinoff da Faculdade de Ciências da Saúde, dedica-se ao desenvolvimento de novos pensos/materiais capazes de promover a cicatrização de feridas, evitando a ocorrência de infeções, bem como reduzir a formação de cicatrizes, uma vez que se bio degradam de forma a potenciar uma maior hidratação.

#3. SCI&TEC – estão em pre-incubação no UBImedical desde outubro de 2017 na sequência dos prémios ganhos no concurso de inovação INOVUBI 2017 e têm por objetivo desenvolver uma plataforma de simulação on-line que mimetize um laboratório e um dispositivo de análise e avaliação de lesões cutâneas relacionadas com o cancro da pele, através da sua morfologia e da frequência.

#5. FYNE SOLUTIONS – criada com o objetivo de ser uma startup global no setor do desenvolvimento de dispositivos inovadores da refrigeração. A empresa terá como foco inicial combater o problema do desperdício alimentar ao desenvolver um dispositivo de monitorização que ao ser colocado num equipamento de refrigeração, permite através da medição em tempo real de parâmetros como a temperatura e a humidade prever quando um produto alimentar se torna impróprio para consumo.

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O UBImedical presta um conjunto de serviços associados à incubação e aceleração de empresas:

– Acompanhamento de projetos empreendedores (desde a fase de ideia até à fase de maturidade da empresa)

– Organização de sessões de Pitch para ideias empreendedoras no âmbito dos cursos da UBI

– Concursos de inovação e hackathons (para estimular o arranque e crescimento da ideia e transformá-la num negócio)

– Apoio na redação de planos de negócio

– Apoio a candidaturas de Investigação & Desenvolvimento, Demonstração e Cooperação

– Consultoria em Propriedade Industrial

– Acesso a redes de empreendedores, outras incubadoras e facilitadores

– Disseminação de informação diversa relacionada com concursos, prémios, eventos

– Apoio na procura de parcerias e colaborações com outras empresas e entidades

– Divulgação das atividades das empresas

– Apoio na captação de financiamento (business angels, capitais de risco, plataformas de investimento, banca).

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O UBImedical disponibiliza serviços inovadores para empresas e organismos públicos e privados na área da saúde, ambiente, centros de investigação, indústria farmacêutica, têxtil, cosmética, alimentar e agro-alimentar. O conjunto dos laboratórios residentes compreende: o Laboratório de Fisiopatologia Geral, o Laboratório de Dispositivos, Telemonitorização e Fisiopatologia, o Laboratório de Fármaco-Toxicologia, o LABSED – Laboratório para a Saúde nos Edifícios, o Laboratório de Instrumentação e Sensores, o LABEXPORAD – Laboratório dos Efeitos da Exposição ao Radão, o Laboratório de Análises Químicas e Consultadoria Ambiental no Tratamentos de Efluentes, e o Laboratório/Clínica de Ciências da Visão.

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Como forma de personalizarmos a translação da investigação que se está a fazer no UBImedical, apresentamos três empreendedoras que fazem parte do UBImedical, cada uma em áreas distintas e complementares. A Prof.ª Ana Palmeira, CEO e co-fundadora de uma spin-off da UBI, a LABFIT, incubada no UBImedical, a Prof.ª Ana Cristovão, investigadora da UBI na área da doença de Parkinson em processo de aceleração para criação da sua startup e a Prof.ª Sandra Soares, coordenadora de um dos laboratórios residentes do UBImedical, o LabExpoRad.

#1. Ana Palmeira, CEO da spin-off da UBI LABFIT

Doutorada em Farmácia, é Professora na Faculdade de Ciências da Saúde na UBI, investigadora do CICS – Centro de Investigação em Ciências da Saúde e co-founder e CEO da spin-off Labfit, que é uma empresa especializada na prestação de serviços de excelência ao nível do controlo de qualidade e caracterização de produtos bem como na investigação e desenvolvimento (I&D) de produtos farmacêuticos. A Labfit dispõe de diversos serviços de ensaios laboratoriais em modelos in vitro e ex vivo, que são continua e cuidadosamente selecionados para dar resposta às necessidades dos seus clientes. O portfolio de clientes da Labift inclui as indústrias farmacêutica, cosmética, química, de biocidas, de biomateriais, têxtil, de calçado, entre outras que encontram, na Labfit, uma interessante oferta nas especialidades da tecnologia farmacêutica, microbiologia, caracterização físico-química, toxicologia e certificação de cosméticos.

#2. Ana Cristovão, investigadora do CICS, UBI, empreendedora em fase de aceleração da sua startup

No ano 2010, obteve o grau de Doutor pela Universidade de Coimbra, na especialidade de Biologia Celular, ramo de neurociências, tendo sido aprovada por unanimidade com distinção e louvor. Durante o período do doutoramento, desenvolveu parte do plano de trabalhos no CICS e no Departamento de Neurologia e Neurociências do Weill Cornell Medical College em Nova Iorque, USA. O tema do seu doutoramento focou-se no papel do stress oxidativo na degeneração dos neurónios dopaminérgicos que ocorre na doença de Parkinson. De Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2013, foi investigadora associada no laboratório do Professor Doutor Yoon-Seong Kim, divisão de neurociências, na Burnett School of Biomedical Sciences, College of Medicine, Universidade da Central Florida (UCF), USA. Neste período desenvolveu trabalhos de investigação focados na elucidação dos mecanismos moleculares subjacente ao desenvolvimento da doença de Parkinson. Atualmente é Professora na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, e bolseira de Pós-Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no CICS-UBI, investigando novas abordagens terapêuticas com aplicação às doenças do sistema nervoso central. Neste contexto colabora com empresas farmacêuticas, no intuito de desenvolver novas moléculas químicas com potencial protetor para doenças neurodegenerativas. Investiga ainda, quais os processos intracelulares responsáveis pela neurodegeneração e alfa-sinucleinopatia na doença de Parkinson.

#3. Sandra Soares, coordenadora do  Laboratório de Estudos dos Efeitos da Exposição ao Radão (LabExpoRad) no UBImedical

Licenciada em Física pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Mestre em Física de Altas Energias e Doutora em Física Nuclear, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

É, desde 1987, Professora do Departamento de Física, da Universidade da Beira Interior e Investigadora do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP/Lisboa) e do Centro de Matemática e Aplicações (CMAUBI). É membro da ERA (European Radon Agency) e full member da colaboração CHERNE (Cooperation for Higher Education on Radiological and Nuclear Engineering). Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Física Nuclear, Física Médica e Divulgação da Física.

Na Universidade da Beira Interior é responsável pelo Projeto Radiação Ambiente, dinamizadora das International Masterclasses em Física de Partículas e Coordenadora do Projeto Física para os mais pequenos. É ainda responsável pelo LabExpoRad, integrado no UBIMedical, cujo principal objetivo consiste no estudo dos diferentes aspetos da exposição da população à radiação natural numa valência de caracterização de parâmetros de saúde pública.

 

ESTUDAR NA UBI: EXPERIÊNCIA UNIVERSITÁRIA EM ESTADO PURO

Chegaram à UBI provenientes de quatro continentes e encontraram na instituição estudantes portugueses de todas a zonas do país, criando-se um ambiente de diversidade, que sempre constituiu a identidade desta academia, mas que tem sido incrementado nos últimos anos.

A estratégia que existe é de incentivar o contacto entre culturas, para criar uma interação que valorize o sucesso escolar e o enriquecimento pessoal de todos. Por isso, circular pelos corredores da UBI – e pelas ruas da Covilhã – é hoje iniciar uma viagem pelo multiculturalismo, que é resultado da mistura de experiências de vida, que convergem ao abrigo dos programas de intercâmbio, como o Erasmus+ e outros, que têm atraído cada vez mais estudantes.

O sucesso que a UBI tem alcançado na atração de alunos resulta da predisposição para os receber a todos os níveis e das condições que existem para que estes estudantes alcancem o sucesso académico e pessoal.

Antes de mais, a qualidade de ensino, com os elevados padrões europeus, numa instituição de Ensino Superior que recentemente foi colocada pelo ranking da Times Higher Education entre as mil melhores universidades do mundo.

Apesar de ser a mais jovem universidade portuguesa, a UBI tem hoje um corpo docente altamente qualificado, estruturas laboratoriais bem equipadas e bibliotecas especializadas em permanente atualização. Para complementar estas vantagens, os estudantes têm à disposição salas de estudo que funcionam 24 horas por dia e 365 dias por ano.

As suas cinco faculdades cobrem praticamente todas as grandes áreas do saber: das Ciências à Engenharia, das Ciências Sociais e Humanas às Artes e Letras passando pela das Ciências da Saúde.

Para além da qualidade de ensino, a UBI tem mais para oferecer. Quem chega tem à disposição uma rede de residências universitárias que se situam nas proximidades de quatro das suas cinco faculdades, além das zonas de alimentação (cantinas e bares). Encontra ainda estruturas de apoio como o GISP – Gabinete de Internacionalização e Saídas Profissionais, que em parceria com a International Exchange Erasmus Student Network – ESN, faz o acompanhamento de quem vem de fora.

Podem também frequentar os cursos livres de línguas para estrangeiros, acrescentando ao currículo a experiência de aprender Português, uma língua com 250 milhões de falantes em todo o mundo.

Na Covilhã, os estudantes vivem numa verdadeira cidade universitária e acolhedora, onde a interação com outros estudantes e até docentes e investigadores, num ambiente mais informal, contribui para o ambiente apaixonante que os alunos destacam nas mensagens deixadas no mural Leave your Mark.

Combinando história com as mais modernas infraestruturas de comunicação, a Covilhã é uma cidade com elevada qualidade de vida e custos acessíveis, comparativamente com outras regiões do país. A zona de montanha onde se situa, em plena Serra da Estrela, mas com visibilidade para o vale da Cova da Beira, garante-lhe uma enorme beleza paisagística, e acesso a desportos de inverno ou de natureza.

Por outro lado, a UBI localiza-se numa região com uma rica oferta cultural, turística e desportiva estando ainda a escassa distância de algumas das mais belas cidades espanholas.

A cidade é servida por boa uma rede de transportes públicos rodoviários e ferroviários que assegura a ligação rápida aos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto e Madrid.

OPINIÃO da UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

Na vanguarda do ensino e da investigação

Luís Taborda Barata

A Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade da Beira Interior (UBI), criada em 2000, tem como missão “Aprofundar e incentivar o culto pela excelência do saber, bem como gerar este através da investigação e interagir e colaborar com a comunidade em geral, num sentido de responsabilidade social”.

Está oficialmente articulada com várias unidades de saúde – hospitais e centros de saúde (Castelo Branco, Fundão, Covilhã, Belmonte, Guarda e Viseu), numa cooperação que, ao longo do tempo, tem sido fundamental para o papel da faculdade no ensino, investigação e interação com a comunidade.
Em termos de Ensino, a FCS dispõe de uma oferta de formação variada na área da Saúde, que inclui, para além de mestrados integrados, cursos de 1º (Licenciatura), 2º (Mestrado) e 3º (Doutoramento) Ciclos, bem como um variado programa de cursos não conducentes a grau. Alguns dos cursos de pós-graduação funcionam no contexto de programas internacionais. Tomando o Mestrado Integrado em Medicina como exemplo, a FCS privilegia um ensino centrado no aluno, em pequenos grupos – tutorias e seminários interativos, apoiado em tecnologias de informação e comunicação, aliando exigência em termos de conhecimentos teóricos a uma sólida formação prática. Esta inclui uma forte componente de ensino nas unidades de saúde, bem como programas de habilidades e competências em ambiente de simulação básica e avançada, sob coordenação do Laboratório de Aptidões e Competências (LaC), que já constitui uma referência nacional e internacional. Ainda em Medicina, o Laboratório de Gestos Cirúrgicos, que inclui um bloco operatório e salas com equipamento avançado de simulação cirúrgica, irá iniciar as suas atividades no ensino pós-graduado no corrente ano. Também nos outros cursos – Ciências Farmacêuticas, Ciências Biomédicas, Optometria/Ciências da Visão – a exposição prática e/ou em simulação é implementada, nomeadamente através da Farmácia-Piloto ou do Centro Clínico e Experimental em Ciências da Visão (CCECV). Para o ensino de qualidade, a FCS conta também com estruturas modernas e equipamentos que, em variados casos, são únicos em termos de ensino universitário nacional, ibérico ou europeu e está envolvida em parcerias e redes de colaboração nacionais e internacionais de ensino. Essa internacionalização também se reflete num número crescente de intercâmbio de alunos e docentes em programas de mobilidade bem como em protocolos assinados com várias instituições de ensino europeias, americanas e africanas.
Em termos de Investigação, a FCS está envolvida em vários eixos estratégicos, com forte ligação não só aos seus mestrados e doutoramentos, mas também à formação pré-graduada. Em primeiro lugar, o Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI), localizado na faculdade, constitui uma unidade de qualidade reconhecida no sistema nacional de referenciação científica, bem como em termos internacionais. Dispõe de instalações com equipamento sofisticado e moderno (de biologia molecular à ressonância magnética), que tem permitido implementar projetos de investigação de excelência. Tem parcerias com centros, empresas e unidades de saúde nacionais e internacionais, e tem tido, ao longo dos anos, um forte crescimento na sua produção científica. A investigação no CICS-UBI está baseada numa perspetiva de investigação de translacção, “da comunidade à molécula”, em áreas como doenças endócrinas e do aparelho reprodutor, oncológicas, cardiovasculares, nervosas/cerebrovasculares e respiratórias crónicas, integrando áreas moleculares, celulares e de biotecnologia, nomeadamente de biomateriais e de desenvolvimento e biodisponibilização de fármacos e biofármacos. É de realçar que a FCS também inclui alguns núcleos de investigação clínica em áreas variadas, que incluem o envelhecimento, o ambiente e saúde, ou a telemedicina, algumas das quais partilham fortes pontos de contacto e de integração com a investigação do CICS-UBI. Um Biobanco em fase de pré-certificação e que será integrado numa Rede Europeia permite que a FCS se coloque na vanguarda da preservação rigorosa de material biológico para investigação. Tal como em relação ao ensino, a FCS e o CICS-UBI têm protocolos e parcerias com diversas instituições, incluindo outros centros de investigação, universidades, unidades de saúde e empresas nacionais e internacionais.
Em relação à Interação com a Comunidade, a FCS tem desenvolvido múltiplas ações em áreas diversas como algumas doenças crónicas – diabetes, asma, AVC, HTA e doenças cardiovasculares entre outras – o envelhecimento saudável e patológico, o tabagismo, a telemedicina e o ambiente e saúde. Uma vez que a faculdade procura agir de acordo com eixos estratégicos e de forma integrada e complementar com a investigação e o ensino, a intervenção na comunidade tem implicado colaborações com entidades variadas – outras faculdades da UBI, autarquias, empresas, escolas, Residências Sénior, Institutos Politécnicos e outras instituições da região. A identificação e monitorização de parâmetros de saúde e doença, rastreios, palestras e outras iniciativas de “Educação para a Saúde” bem como cursos de formação específica, são algumas das atividades desenvolvidas, e que envolvem, a nível da faculdade, docentes, investigadores e associações de alunos.
A FCS/UBI está altamente empenhada em procurar a excelência no ensino e na investigação e em ser um interveniente imprescindível no conhecimento e na melhoria de problemas de Saúde em termos regionais, nacionais e internacionais.

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