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UTAD resgatou e catalogou 99 contos e lendas de Trás-os-Montes

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Este trabalho foi desenvolvido, no âmbito de um protocolo com a Direção Regional de Cultura do Norte, e vai agora ser implementado nas comunidades escolares dos dois municípios com a colaboração da Academia Ibérica da Máscara, entidade igualmente parceira do projeto.

Os concelhos de Bragança e Vinhais, selecionados para o projeto, são considerados entre os mais ricos do país em património cultural imaterial vivo, assinalando-se a existência de um grande número de narradores ativos, o que permitiu incorporar, igualmente, no projeto 39 vídeos com os “contadores de histórias” a transmitirem de viva voz os seus contos e lendas, tal como os ouviram aos antepassados.

No espólio recolhido, sobressaem os contos populares, classificados de acordo com os catálogos internacionais, onde figuram os contos religiosos, contos de animais, contos de fadas, contos jocosos e anticlericais, entre outros, a par de um numeroso conjunto de lendas de lugares, de capelas, alminhas e cruzeiros, milagres, aparições da Virgem, tesouros em ruínas de castros e castelos, mouros guerreiros e mouras encantadas, lobisomens, bruxas, almas penadas, trasgos e demónios.

Ainda do domínio das lendas enquanto interpretações do povo sobre a “história oficial”, não faltam também alusões às atrocidades do reino de Castela, sobressaindo em Vinhais o mito de Gasparona, uma heroína local que com dois chuços nas mãos afugentou “meio exército de castelhanos”.

Por sua vez, no concelho de Bragança, sobressai o mito do Conde de Ariães que, arrependido dos pecados terríveis que cometeu em vida, um deles foi atirar a sua mãe aos leões, antes de morrer introduziu-se num túmulo de pedra cheio de serpentes para aí ser devorado por elas e assim obter as bênçãos de Deus.

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UTAD: Primeiro Colégio Europeu de Especialidade em Microbiologia Veterinária em Portugal

Este colégio tem como função contribuir, de forma significativa, para a manutenção e melhoria da qualidade dos Especialistas Veterinários Europeus em Microbiologia Veterinária tendo como principais objetivos a promoção do estudo, investigação e prática da Microbiologia Veterinária.

O reconhecimento e a capacitação da UTAD e do seu corpo docente para membro do Colégio Europeu, aliado ao Curso de Mestrado Integrado e Doutoramento em Ciências Veterinárias contribuirá para a inovação, internacionalização e afirmação desta área do conhecimento a nível nacional e internacional.

Este facto, relevante para a ciência e ensino superior em Portugal, mostra o reconhecimento com impacto nacional e internacional da UTAD no domínio das ciências Veterinárias, nomeadamente em conexão com os cursos de Mestrado Integrado e Doutoramento em Ciências Veterinárias.

Há vários colégios europeus de especialidade dentro da Medicina Veterinária com programas científicos definidos, onde médicos veterinários podem fazer a especialidade numa determinada área do conhecimento.

Embora exista um Colégio Europeu de Microbiologia Veterinária, Portugal não tinha, até agora, nenhum Training Centre autorizado. Existem dois tipos de Training Centre: “Approved Training Centre” que preenchem todos os requisitos para executar um Programa de Residência Standard e são designados como “Centro de Treino Aprovado-ATC” (o que, atualmente, tem a UTAD) e o “Satellite Training Centre” que são centros de formação que cumprem apenas aspetos específicos da microbiologia veterinária (por exemplo, residentes com acesso apenas a aspetos específicos da microbiologia veterinária ou de espécies animais) que contribuam para a formação dos residentes, oferecendo rotação regular nas suas instituições sob supervisão de diplomados Europeus e são designados como “Satélite-STC”.

Nos Training Centre, os alunos podem realizar programas de residência que devem conter diferentes vertentes da microbiologia veterinária e que podem ser do tipo Standard Residency Programme (SRP) ou Alternate Residency Programme (ARP). O primeiro é um programa integrado, especificamente, para fins de preparação de candidatos para o exame de certificação do ECVM, realizado, principalmente, num único local. O programa deve ser aprovado pelo Comité de Educação após a solicitação do Diretor do Programa da Residência. A aprovação de um programa de residência terá a duração de cinco anos para qualquer número de residentes que comece nesse período devendo os programas ser submetidos para aprovação renovada a cada cinco anos e a lista dos mesmos mantida no site da ECVM. O segundo programa (ARP), pode ser possível quando o ECVM reconhece que, em casos excecionais, um candidato cujas circunstâncias não permitem a inscrição num programa padrão (SRP), pode apresentar um programa alternativo equivalente, em cooperação com seu supervisor devendo, também, ser submetido ao Comité de Educação e aprovado pelo Colégio antes de o residente começar o trabalho.

Um Standard Residency Programme (SRP) deve ser realizado num Approved Training Centre e consiste num período de três anos de treino supervisionado, pós-graduação e experiência científica e clínica em microbiologia veterinária e disciplinas de apoio sob a supervisão de pelo menos um Diplomado do ECVM. O SRP deve alocar pelo menos 24 horas/semana de atividade em microbiologia veterinária, durante um mínimo de 48 semanas por ano, totalizando 144 semanas durante um programa de três anos. Pelo menos 60% do tempo do residente será utilizado na prática da microbiologia veterinária, 20% em pesquisa relevante em microbiologia veterinária e preparação de manuscritos, e 20% será dedicada ao estudo (incluirá estudos independentes e trabalhos formais dedicados a aspetos específicos da microbiologia veterinária.

Um Alternate Residency Programme é aprovado para um residente individual pelo Comité de Educação do ECVM ficando a forma precisa de cada programa individual ao critério deste Comité. Este programa deve ser equivalente a um SRP. Assim, deve incluir o equivalente a três anos de treino supervisionado em microbiologia veterinária, sob a supervisão de pelo menos um ECVM em exercício que participe ativamente do programa, conforme definido pelo Comité de Educação. O residente pode passar períodos variáveis ​​de treino num número de centros que, juntos, permitirão que ele cumpra os requisitos de um programa de residência padrão e, portanto, participe do exame do ECVM.

UTAD/SÓNIA RAMALHO

“ESPECIALISTA EM MICROBIOLOGIA VETERINÁRIA”

Patrícia Poeta, que sempre trabalhou na área da Microbiologia Veterinária, foi quem deu o passo, no ano passado, para submeter uma candidatura ao Colégio Europeu, com dois objetivos: obter um Training Centre em Microbiologia Veterinária para Portugal; ser reconhecida como Diplomada Europeia em Microbiologia Veterinária. Processo esse que foi extensamente moroso e complexo. Desde as infraestruturas da UTAD, passando pelas cooperações internas e externas assim como o Curriculum Vitae da própria, tudo foi alvo de análise pelo comité do ECVM para que as candidaturas fossem aceites. O resultado chegou no início de junho deste ano e a UTAD recebe o primeiro Training Centre do Colégio Europeu de Microbiologia Veterinária e é atribuído o título de Diplomada Europeia em Microbiologia Veterinária a Patrícia Poeta, docente na UTAD desde 1997, e, atualmente, Diretora do Training Centre na UTAD.

Agora, existem uma série de desafios e trabalhos daqui para a frente. É preciso perceber qual o programa científico mais adequado para os recém-licenciados em Medicina Veterinária e médicos veterinários poderem obter a sua especialidade, de acordo com as suas necessidades. Programa esse que já está a ser planeado ao pormenor, bem como os orientadores que vão fazer parte do curso.

Trata-se de uma especialidade que implica 36 meses de curso mais 12 meses de prática clínica, por onde passarão por uma série de provas e serão sujeitos a um exame europeu para concluir a especialidade.

No fundo, com o Training Centre, é oferecida a possibilidade de os recém-licenciados poderem optar pelo doutoramento e a especialidade ao mesmo tempo, no entanto a especialidade não obriga a que os candidatos sejam doutorados. “Já fui contactada por uma dezena de pessoas, algumas já com um longo percurso profissional, interessadas em fazer a residência para que, no futuro, isso lhes dê mais know-how na área da Microbiologia Veterinária e obter o certificado de Especialistas Europeus, o que lhes permitirá abrir portas com este reconhecimento internacional”, refere Patrícia Poeta

Esta distinção coloca Portugal e a UTAD na lista dos 11 países com possibilidade de obtenção do título “Especialista em Microbiologia Veterinária”.

Descentralização com “rumo”

Diversas personalidades nacionais de diferentes quadrantes políticos e académicos participaram numa discussão alargada sobre Descentralização, no passado mês de março na UTAD. No final do dia, a Associação Portuguesa de Geógrafos, a Associação de Estudos de Direito Regional e Local e a UTAD, que promoveram o encontro, eram unânimes na avaliação dos trabalhos do dia: “havendo bom-senso, diálogo e debate  cria-se o consenso”.

Desde a abertura pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que afirmou que a Descentralização é “pedra angular do Governo” e das palestras de Luis Braga da Cruz e Miguel Cadilhe, e dos debates, através de dois painéis, “ficou bem clara a importância não só da criação de regiões administrativas, mas também a vantagem de haver um processo de reforma administrativa que seja verdadeiramente estrutural, necessariamente gradual, centrado na melhoria da qualidade de vida dos portugueses e capaz de promover o desenvolvimento de todo o país”.

O Ministro da Administração Interna, que encerrou este encontro, reiterou o “lado positivo” do debate e o facto de a descentralização ser “consensual e possível” e com “bom senso e consenso identificar o caminho”.

A organização ficou “satisfeita” com a forma “serena e construtiva” como todos se posicionaram, com a qualidade dos debates e com a aproximação de posições que foi possível, assumindo a responsabilidade de construção de um texto final do “Consenso de Vila Real sobre Descentralização”, o qual resultará do conjunto de contributos que enriquecerão uma primeira redação:

“É desta vez que vamos considerar políticas diferentes para territórios diferentes?

É desta  que teremos freguesias e municípios mais fortes, mas também mais cooperantes?

É desta  que conseguiremos mais descentralização, mais desconcentração e mais subsidariedade?

É desta vez que seremos capazes de respeitar a Constituição, traçando um rumo que permita a existência dum nível intermédio democraticamente legitimado para a coordenação e promoção da diferenciação das políticas?

Sim, pensamos que sim. Haja bom-senso!”

FONTE: UTADNEWS

Festival Internacional de Imagem de Natureza em Vila Real

Entre 1 a 10 de dezembro, Vila Real organiza o Festival Internacional de Imagem de Natureza.

O extenso programa conta com a realização de seminários, exposições, workshops e o festival de curtas-metragens da biodiversidade, com um cartaz com mais de 55 curtas-metragens de vários continentes.

FIIN_PROGRAMAEncontro de Fotografia e Cinegrafia de Natureza, que conta nesta edição com um leque de reputados especialistas nacionais e internacionais, pretende assumir-se como um fórum de debate sobre a preservação da vida selvagem do planeta e o papel dos fotógrafos e cinegrafistas de natureza podem desempenhar nesse desígnio conservacionista.

De salientar que o Encontro vai ocupar toda a manhã do dia 2 de dezembro. Durante a tarde do dia 2 de dezembro e ao longo do dia 3 de dezembro decorrem os workshops ministrados pelos oradores do Encontro. As inscrições para os workshops são limitadas e serão realizadas durante o Encontro.

Os Workshops de Fotografia e Cinegrafia de Natureza serão dinamizados por conceituados especialistas nacionais e internacionais nas áreas da fotografia e cinegrafia de natureza e vida selvagem.

As inscrições serão realizadas no dia 2 de dezembro, aquando da realização do Encontro de Fotografia e Cinegrafia de Natureza (as inscrições estão limitadas à capacidade dos auditórios e é realizada junto do Secretariado do Encontro, na Aula Magna da UTAD).

Festival de Curtas-metragens é um dos eventos com maior destaque na programação do FIIN.

De 4 a 9 de dezembro serão exibidos 60 filmes, selecionados de entre um universo de 1403 obras a concurso, provenientes de 60 países de todos os continentes. As sessões decorrerão em dois horários (15 horas e 21:30 horas). A entrada é livre.

As 4 exposições previstas para o FIIN refletem um objetivo comum: o esforço de Vila Real na divulgação de imagens da vida selvagem como um meio de sensibilização da sociedade para a importância da conservação e preservação do património natural. Desde imagens de grandes primatas e outros animais ameaçados, captadas por grande fotógrafos mundiais, até imagens da biodiversidade de Vila Real captadas pelos nossos jovens fotógrafos, tudo pode ser visto nestas magníficas exposições.

Veja toda a programação nesta página

Vila Real acolhe fórum da CPLP

A UE-CPLP apresentou a iniciativa como uma “verdadeira plataforma de negócios e de cooperação”.

Segundo Mário Costa, presidente da UE-CPLP, o fórum é uma “grande oportunidade para os empresários estabelecerem relações comerciais com outros países, num mercado potencial de dois mil milhões de consumidores”.

Em Vila Real são esperados cerca de 3.000 empresários, estarão representados 18 países e estarão expostas mais de 250 empresas de todos os setores. Na região, o destaque vai para o agroalimentar, nomeadamente o vinho.

“Há negócios que foram concretizados e há parcerias que já foram feitas, mas isso também depende da atitude dos próprios empresários. Nós vamos abrir as portas dos mercados e eles depois é que têm de fazer o negócio”, afirmou à agência Lusa Mário Costa.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, salientou que o fórum pode ajudar a alavancar as exportações na região.

“É uma oportunidade para internacionalizar a economia, as nossas empresas e de mostrar o manancial de oportunidades que a região tem para aqueles que aqui queiram fazer investimento”, afirmou.

Esta é também, na sua opinião, a afirmação da “centralidade de Vila Real no norte do país”.

O fórum possui vertentes empresariais, institucionais e culturais, representativas dos diferentes segmentos do mercado CPLP.

O programa inclui a realização de seminários temáticos por país, reuniões bilaterais de negócio, a conferência “CPLP: Um mundo de oportunidades de negócio” e ainda uma mostra empresarial e cultural.

“Não vamos ficar fechados dentro do Teatro Municipal e todos os dias vamos para as ruas de Vila Real com dinâmicas e com acontecimentos para as pessoas da região nos conhecerem”, frisou Mário Costa.

Um exemplo é a apresentação oficial de uma equipa de basquetebol, que vai jogar no segundo escalão do campeonato nacional e junta vários jogadores oriundos de países da CPLP.

Durante o evento será ainda desenvolvida uma atividade com os futuros jovens empreendedores do espaço da CPLP. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolhe este encontro que vai reunir 50 jovens da região e 50 da CPLP.

“A CPLP pode-se tornar numa potência económica mundial. Está nos quatro cantos do mundo e tem um potencial de mercado de dois mil milhões de consumidores. Tem recursos naturais, ‘know-how’, tecnologia e uma posição geoestratégica importante”, afirmou Mário Costa.

O responsável disse que a CPLP vive um momento único que é preciso saber aproveitar, entre países unidos pela mesma língua.

“Temos dois tipos de países, Portugal e Brasil, com economias mais desenvolvidas, ‘know-how’ e tecnologia. Depois temos os países africanos e Timor Leste com economias virgens, mas com um potencial de crescimento enorme”, sustentou.

Criada em 17 de julho de 1996, a CPLP junta países espalhados por quatro continentes – Europa, América, África, Ásia – nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Plataforma online ajuda a adotar animais

Esta ferramenta foi criada em parceria com a Associação de Defesa dos Direitos dos Animais e Floresta (ADDAF), que dirige o canil/gatil de Fafe.

De acordo com a academia transmontana, para além do registo de todos os animais existentes no canil/gatil de Fafe, a plataforma dá a conhecer aos possíveis candidatos à adoção os animais disponíveis, as suas características e historial, facilitando assim o processo de adoção.

“A proteção animal é um assunto que tem vindo ao longo dos últimos anos a recolher um consenso cada vez mais alargado por parte da nossa sociedade. No entanto, apesar da legislação recente que criminaliza o abandono e os maus tratos a animais, o flagelo dos animais abandonados continua a aumentar, havendo a necessidade de encontrar mecanismos que incentivem e promovam as adoções responsáveis de cães e gatos”, salientou a presidente da ADDAF, Angélica Oliveira.

Esta solução via internet, acrescentou, “pretende facilitar e oferecer um conjunto de vantagens para os candidatos à adoção, com vista ao aumento do número de animais adotados”.

Segundo a responsável, “cerca de metade dos animais adotados no canil de Fafe são encaminhados para adoção na Alemanha, através de uma associação congénere alemã que encontra adotantes dispostos a acolher estes animais”.

Pelo que, na sua opinião, há “uma necessidade cada vez maior de estar ligado em rede com todos aqueles que pretendam adotar um animal de companhia”.

A plataforma foi desenvolvida no departamento de Engenharias da UTAD, no âmbito da licenciatura em Engenharia Informática, pelos estudantes Ricardo Cardoso e Nuno Lopes, sob a orientação dos docentes Jorge Gouveia, Luís Barbosa e José Baptista.

José Baptista, investigador da UTAD e que já foi vereador responsável pelo pelouro da proteção animal no município de Fafe, referiu que, “no atual cenário de globalização, ferramentas como esta podem ajudar as organizações que gerem canis e gatis a aumentar as adoções, nomeadamente para alguns países europeus onde a falta de animais disponíveis para adoção é grande”.

O responsável destacou ainda a “oportunidade oferecida ao departamento de Engenharias da UTAD para desenvolver uma ferramenta tecnológica que será agora colocada ao serviço da sociedade”.

plataforma já está disponível para consulta e adoção.

Investigadores estudam morcegos para ajudar a preservar espécie

O objetivo do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), é “aprofundar o conhecimento sobre a ecologia dos morcegos”, os únicos mamíferos que voam.

Coordenados por João Cabral, diretor do LEA, laboratório integrado no Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), os estudos sobre a ecologia dos morcegos incidem especialmente na região transmontana e alto duriense.

Os investigadores, em comunicado, realçaram o papel desempenhado pelos morcegos que “prestam um serviço relevante para muitas atividades humanas, como a agrícola, ao controlarem significativamente inúmeras pragas de insetos prejudiciais à agricultura e à saúde pública”.

Ao mesmo tempo, acrescentaram, contribuem “para diminuir a aplicação de práticas de combate mais nocivas para o ambiente, como é o caso dos pesticidas ou inseticidas”.

Num desses estudos, os investigadores estão a fazer uma avaliação da distribuição espacial de quatro espécies de morcegos nos distritos de Vila Real e Bragança, relacionando os seus requisitos ecológicos com as características climáticas, topográficas, socioeconómicas atuais e dos usos do solo predominantes.

O objetivo é “a análise e a previsão dessa distribuição no futuro, de acordo com as tendências de alteração nos usos do solo, através da modelação ecológica”.

Esta investigação, desenvolvida no âmbito do mestrado de Luís Braz, quer “contribuir para melhorar o conhecimento sobre estas espécies, cujo estatuto de ameaça é ainda desconhecido” e visa também “a criação de uma ferramenta de apoio à gestão ambiental que ajudará os gestores e decisores responsáveis pela conservação deste grupo de animais”.

Em Portugal continental estão descritas 25 espécies de morcegos, havendo nove em perigo devido à destruição ou perturbação dos seus abrigos.

Luís Braz realçou a grande importância da função ecológica destas espécies “uma vez que todos os morcegos europeus são insetívoras, alimentando-se da grande maioria de artrópodes da nossa fauna”.

“Caçam durante a noite usando um sistema de ecolocalização por emissão de ultrassons. Contando que um morcego pode ingerir desde metade até ao dobro do seu peso por noite, um único morcego com 10 gramas pode caçar até 20 gramas de insetos, salientou.”

Por sua vez, Luís Ochoa, no seu trabalho de mestrado, está a analisar a diversidade de morcegos na área urbana da cidade de Vila Real e Sandra Faria, também aluna de mestrado, incide a sua área de estudo no campus da UTAD.

Dos trabalhos de conservação que o LEA tem desenvolvido, destaca-se ainda o projeto “Murbe” que incidiu na instalação de 70 caixas abrigo para morcegos nos parques e jardins da cidade de Vila Real e que teve como objetivo compensar a perda de habitat provocada pela expansão urbana

Este programa foi desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Vila Real.

Os investigadores da UTAD envolveram-se ainda no projeto “EcoVitis” que visou a maximização dos serviços do ecossistema vinha na Região Demarcada do Douro que abrange, entre outros grupos de flora e fauna, os morcegos.

O LEA é atualmente responsável pela monitorização de “longo termo” das medidas compensatórias para morcegos implementadas ao abrigo do Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor, um projeto financiado pela EDP.

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