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Vaticano pede suspensão de Assembleia Constituinte da Venezuela por “hipotecar futuro”

Num comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano lamentou a “radicalização e o agravamento da crise”, assinalando que o papa Francisco “acompanha de perto” a situação e “as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais”.

A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas contra a Assembleia Constituinte, cuja sessão inaugural está prevista também para hoje.

A eleição da Assembleia foi boicotada pela oposição, que a considera ilegítima, tendo dois dos seus líderes, Leopoldo López e Antonio Ledezma, sido detidos na terça-feira.

A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então mais de 120 pessoas perderam a vida.

Orgia gay no Vaticano interrompida pela polícia

A polícia do Vaticano interrompeu, no mês passado, uma orgia gay que estava a ter lugar num apartamento pertencente à Congregação da Doutrina da Fé, noticia o The Times.

O ocupante do apartamento será o secretário do Cardeal Francesco Coccopalmerio, líder do Conselho Legislativo do Pontifício e um dos conselheiros do Papa.

A Congregação da Doutrina da Fé é responsável, entre outras coisas, por tentar identificar casos de abusos sexuais no clérigo.

A revelação é feita depois de um outro cardeal, George Pell, ter sido acusado de abusos sexuais a menores.

Papa Francisco recebe Trump no Vaticano

O primeiro encontro entre os dois líderes, programado para 8h30 no palácio apostólico e sob forte esquema de segurança após o ataque em Manchester, aconteceu duas horas antes da tradicional audiência geral na Praça de São Pedro.

A reunião privada começou às 08:33 (07:33 em Lisboa) e durou pouco mais do que os 20 minutos que habitualmente duram as conversas do Papa com os chefe de Estado e de Governo que o visitam.

Depois da cerimónia de troca de ofertas e apresentação da delegação, que inclui a filha mais velha de Trump, Ivanka, e o genro, Jared Kushner, o Presidente dos Estados Unidos vai reunir-se com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Para reativar o diálogo com o Vaticano, o presidente americano, um presbiteriano apoiado pelos setores ultraconservadores católicos, nomeou como embaixadora na Santa Sé Callista Gingrich, uma católica devota, terceira esposa do ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, dos republicanos,  que apoiou Trump durante a campanha presidencial de 2016.

“É uma viagem histórica. Nenhum presidente visitou numa só viagem a terra de origem dos judeus, cristãos e muçulmanos. O presidente Trump procura unir os povos de todas as religiões em torno de uma mesma visão de paz”, explicou à AFP Herbert McMaster, conselheiro de Segurança Nacional do presidente.

As relações entre Francisco e Trump estremeceram depois de, em fevereiro de 2016, a bordo do avião de volta para Roma, depois da viagem ao México, o Papa criticar as declarações contra os imigrantes do então pré-candidato republicano à Casa Branca.

Os museus do Vaticano serão dirigidos por uma mulher

É a primeira vez que tal acontece.

Barbara Jatta, professora e especialista de História da Arte com 54 anos, foi nomeada esta terça-feira para diretora desta instituição, substituindo no cargo o também historiador de arte, e antigo ministro da Cultura, Antonio Paoluci, de 77 anos.

Jatta era já, desde o passado mês de Junho, vice-diretora dos museus, onde entrou em 1996 como responsável pela Biblioteca Vaticana, tendo depois dirigido o departamento de Impressões.

Barbara Jatta “vai tornar-se a primeira mulher a ocupar este cargo”, realça a Agência Ecclesia ao noticiar a sua nomeação pelo Papa Francisco, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2017.

Nascida em Roma a 6 de Outubro de 1962, Barbara Jatta licenciou-se em Letras na Universidade La Sapienza, na capital italiana. Especializou-se depois em Arquivismo na Escola Vaticana, e em História da Arte na Universidade da sua cidade natal. Em 1994, entrou como docente de História das Artes Gráficas na Universidade de Nápoles.

A partir do primeiro dia do próximo ano, Barbara Jatta vai ficar responsável pela direcção daquele que é o terceiro museu mais visitado em todo o mundo – atrás apenas do Louvre, em Paris, e do Metropolitan de Nova Iorque –, e que no ano passou recebeu seis milhões de visitantes. De resto, mais do que um museu, esta instituição é um vasto complexo de museus, com raiz no século XVI, e que acolhe um acervo muito vasto – pintura e escultura, de épocas e estéticas sucessivas, mas também ourivesaria e tapeçaria, etnografia e arqueologia, e até carruagens e automóveis – espalhado por vários edifícios do Vaticano: galerias, monumentos e palácios, incluindo a residência papal de Castel Gandolfo.

Mais de 500 anos depois revelam-se os símbolos que Michelangelo terá escondido na Capela Sistina

Mais de 500 anos depois de Michelangelo ter pintado o interior da Capela Sistina no Vaticano, um grupo de académicos que tem estado a analisar a obra de arte diz ter descoberto símbolos pagãos relacionados com noções da sexualidade feminina escondidos em várias partes da famosa pintura do artista italiano.

De acordo com a equipa de investigadores de várias universidades brasileiras, num artigo publicado na revista especializada “Clinical Anatomy”, um desses símbolos é a imagem de um carneiro pintada oito vezes ao longo do fresco, que representará o sistema reprodutor feminino, com o crânio e cornos do animal a assemelhar-se “muito” à figura do útero.

“Podemos concluir que o real significado destes crânios pode estar diretamente relacionado com a anatomia interna feminina [o útero e as tubas uterinas]”, escrevem os investigadores no artigo, citado por jornais britânicos como o “The Telegraph” e o “The Independent”. “Acreditamos que o facto de a posição da ponta dos triângulos [o símbolo masculino] estar alinhada com os crânios [o útero] pode, na realidade, representar um contacto sexual direto entre os símbolos masculino e feminino.”

No artigo são detalhadas as formas como Michelangelo terá tentado subverter as práticas comuns da Igreja Católica Apostólica Romana, numa altura em que os seus líderes ainda discutiam se as mulheres tinham ou não almas. Os investigadores explicam ainda nesse relatório como é que o artista escondeu a imagética feminina por causa da negligência generalizada das formas e símbolos da mulher na arte sacra do século XV.

“De acordo com descrições clássicas, um triângulo a apontar para cima é o símbolo pagão do masculino [um falo rudimentar], ao passo que quando aponta para baixo é o símbolo pagão do feminino”, apontam sobre o segmento intitulado A Criação de Eva, onde a mulher primordial, de acordo com as escrituras bíblicas, ergue os braços na forma de um ‘V’, cuja ponta está virada para baixo. “No centro exato do teto da Capela Sistina, Michelangelo decidiu colocar o notório símbolo pagão do feminino”, sublinham.

Papa elogia portugueses “de modo carinhoso” em encontro com Marcelo

O Presidente da República encontrou-se hoje com o Papa Francisco e disse que este se referiu “a Portugal e aos Portugueses com muito apreço […] de um modo que eu diria quase carinhoso”

“Recordou que na sua infância conheceu muitos portugueses, emigrantes na Argentina “um povo trabalhador humilde sério fraternal e solidário”, contou aos jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa faz “um balanço muito positivo” desta que foi a sua primeira visita oficial enquanto Presidente da República desde que assumiu o cargo, há uma semana.

“Ficou muito patente o modo como [o Papa Francisco] acompanha o que se passa em Portugal”, disse, facto que foi para si “muito significativo”.

Sobre o convite formal para que visite Portugal por ocasião do centenário das aparições de Fátima, em 2017, Marcelo não quis revelar se foi aceite por “não estar autorizado” a fazê-lo.

“Não posso dizer nada quanto à posição do santo padre quanto ao convite mas posso dizer o meu estado de espírito […] só vos posso dizer que saí muito feliz da audiência”.

Marcelo Rebelo de Sousa ofereceu a Francisco, em nome de Portugal, paramentos de desenho do arquiteto Siza Vieira manufaturados por uma empresa portuguesa e um “presente pessoal”:

Um dos registos “mais bonitos” da sua coleção, com imagem do santo António de Lisboa.

 

Presidente da República encontra-se hoje com o papa Francisco

“Eu trago comigo uma carta formal em nome da República Portuguesa a convidar sua santidade a visitar Portugal, a propósito do centenário das aparições de Fátima [em 2017] e espero encontrar no papa Francisco um acolhimento a este convite”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas na quarta-feira, em Roma.

O chefe de Estado declarou que, assim, a visita do papa juntaria “um acontecimento religioso a uma projeção que é ao mesmo tempo um reconhecimento da gratidão por aquilo que significou desde os primórdios da nacionalidade o apoio àquele estado independente que nascia e que teve no papado, antepassado da Santa Sé, o primeiro gesto de aceitação e de compreensão à escala de então do universo, que era sobretudo europeu”.

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que o motivo de a sua primeira visita ser ao Vaticano, onde se encontra com o papa Francisco às 10:00 (09:00 em Lisboa), deve-se ao facto de ter sido essa a primeira entidade a reconhecer internacionalmente Portugal como um Estado independente e D. Afonso Henriques como rei.

A independência de Portugal e o título de rei a Afonso Henriques foram reconhecidos pelo papa Alexandre III em 1179.

Marcelo Rebelo de Sousa deverá estar cerca de duas horas no Vaticano, estando previsto um encontro com o secretário de Estado da Santa Sé após a audiência papal e uma breve visita à Capela Sistina. O Presidente segue depois para Madrid, onde se encontra com os reis de Espanha.

O chefe de Estado chegou a Roma na quarta-feira à tarde para a primeira visita desde que assumiu o cargo, há uma semana, e encontrou-se com elementos do clero português residentes em Roma, numa receção na residência da embaixada portuguesa junto da Santa Sé, em que estiveram presentes o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação dos Santos, o cardeal Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito e antigo núncio, e o arcebispo Blasco Collaço, entre outros.

Na quarta-feira, questionado sobre eventuais semelhanças entre o papa e ele próprio, o Presidente da República recusou comparar-se a Francisco, considerando que isso seria “realmente desproporcionado”, mas assumiu uma convergência no que considera ser o retomar do espírito do Concílio Vaticano II.

“O papa Francisco retoma muito da tradição do Concílio Vaticano II, que marcou a minha juventude. O Concílio Vaticano II representou uma mudança apreciável em muitos aspetos da vida da Igreja Católica, no ecumenismo, na abertura às outras religiões, na sensibilidade ao novo mundo, na preocupação com uma forma de celebração, de rito, que aproximasse a Igreja das pessoas”, sustentou.

O concílio convocado pelo papa João XXIII e concluído por Paulo VI nos anos 1960 revolucionou a Igreja Católica num processo de abertura sem precedentes e que terminaria, por exemplo, com as missas celebradas em latim e de costas para os fiéis.

“Eu tinha naquela altura os meus 10, 11, 12, 13, 14 anos e 50 anos depois venho reencontrar uma preocupação muito grande com temas que continuam a ser atuais”, contou Marcelo aos jornalistas.

Sobre o papa Francisco ser uma personalidade de afetos, uma expressão que o próprio Marcelo usou para qualificar a campanha eleitoral que o levou à Presidência da República e a abordagem que privilegia, o Presidente disse que o líder da Igreja Católica é isso e mais.

“O papa Francisco, além de ser uma personalidade dos afetos, é uma personalidade da proximidade, do diálogo, da compreensão, da solidariedade com os mais pobres, explorados, oprimidos, e nesse sentido, até na simplicidade da sua vida, das suas palavras, tem sido uma luz muito importante num tempo de guerra, de injustiça, de confronto”, afirmou.

“Há de facto aqui um apelo que toca crentes e não crentes, e crentes dos mais variados, como se tem visto no encontro de Igrejas cristãs que há muito não se encontravam”, concluiu.

 

Marcelo vai ao Vaticano

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa cumpre esta quinta-feira a sua primeira visita oficial desde que tomou posse, no dia 9, como Presidente da República. A escolha do Vaticano é, segundo o chefe de Estado, o sinal de reconhecimento pelo facto de aquele Estado de Itália ter sido a primeira entidade a reconhecer Portugal como Estado independente.

“Trata-se do reconhecimento perante a entidade que foi a primeira a reconhecer Portugal como Estado independente”, explicou ontem o Presidente no final de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

O dia da visita arranca com uma audiência, pela manhã, com o Papa Francisco, no Vaticano. Depois, Marcelo segue para Madrid, onde irá encontrar-se com o rei de Espanha, Filipe VI, com quem jantará.

O Presidente da República cumpre assim a tradição da primeira visita oficial de um chefe de Estado de Portugal ser a Espanha. Mas Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de introduzir o fator surpresa que tem marcado o seu início de mandato ao estrear-se no Vaticano, e só depois, ainda que seja no mesmo dia, siga para Espanha, onde esteve Cavaco Silva seis meses depois de ter tomado posse, a 9 de março de 2006, como uma comitiva presidencial.

Vocação universal Sobre a visita de ontem à CPLP, o chefe de Estado disse acreditar que a organização vai ter uma “vocação universal” e que esse será “um salto qualitativo importantíssimo” para a CPLP. A “visita menos do passado, mais do presente e sobretudo do futuro” aconteceu três dias antes da reunião extraordinária do conselho de ministros da CPLP, que está marcada para quinta-feira, na qual será analisada a nova visão estratégica que será aprovada na cimeira do Brasil, a realizar no verão deste ano.

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