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Banco de Portugal opõe-se à venda do Banco de Cabo Verde a José Veiga

José Veiga

O empresário tinha pedido autorização para adquirir a totalidade das ações do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV), ex-Banco Espírito Santo de Cabo Verde, S.A. (BESCV), detidas pelo Novo Banco, S.A. (Portugal), a 18 de janeiro, mas o regulador vem agora inviabilizar a compra face à “existência de investigações relacionadas com a operação”.

José Veiga está em prisão preventiva desde o dia 8 de fevereiro por suspeita dos crimes de corrupção, tráfico de influências e participação em negócio, entre outros ilícitos.

Palacete Pinto Leite vendido para ser ex-libris cultural do Porto

Palacete Pinto Leite

A vencedora foi a Títulos e Narrativas Unipessoal, Ld.ª, uma empresa constituída na semana passada e que está registada no nome do empresário e autarca António José Rodrigues Moutinho Cardoso. Mas na sala onde decorreu a hasta pública estava também o empresário António Oliveira, o outro nome por trás da empresa que quer transformar o edifício num ex-libris cultural da cidade.

A base de licitação era de 1,550 milhões de euros, e durante dez minutos gerou-se a dúvida sobre quem venceria a batalha pela aquisição do edifício – a Títulos e Narrativas ou a Young Winds from Funchal, SA, que licitou por três vezes, depois da representante da empresa de Moutinho Cardoso ter aberto a sessão. A Títulos e Narrativas acabou por sair vencedora, depois de António Oliveira, sentado junto à licitadora, ir dando algumas indicações.

No final do processo, o empresário e colecionador de arte recusou-se a confirmar qualquer ligação à compra do edifício camarário, mas Moutinho Cardoso, que também coleciona obras de arte, acabaria por fazê-lo. “Estamos a falar de duas pessoas que amam profundamente o Porto e querem desenvolver um projeto muito digno para um espaço que merece um projeto aberto à cidade e que a projete em termos de cultura”, disse aos jornalistas.

Moutinho Cardoso, que chegou a estar ligado à empresa de embalagens Colep e é membro da assembleia de freguesia da União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, tendo sido eleito pela lista independente de Rui Moreira, garantiu que o projeto para o Palacete Pinto Leite está traçado, mas não adiantou quando é que ele estará pronto a ser mostrado à cidade. “Vamos com calma e respeitando as características do edifício  e do jardim, que é outra das mais-valias do espaço e que queremos recuperar”, disse.

O detentor da Títulos e Narrativas destacou a história do edifício, que chegou a albergar o Conservatório de Música do Porto, e garantiu que, com António Oliveira, irá fazer do espaço “um ex-libris, que passará a fazer parte do roteiro cultural do Porto”.
A Títulos e Narrativas foi constituída no dia 10 de Fevereiro, com um capital de 500 euros, tendo como objeto a “exploração de museus, monumentos, edifícios e outros sítios históricos, incluindo a preservação e a exposição dos objetos, sítios e recursos naturais de interesse histórico, cultural e educacional; a construção de edifícios para venda, a compra, venda e revenda de imóveis, a compra de imóveis para revenda, bem como a promoção imobiliária; e ainda a prestação de serviços de consultoria nas referidas áreas de negócio”.

Há anos que o Palacete Pinto Leite integrava a lista do património municipal que a Câmara do Porto se propunha a alienar. Contudo, o edifício acabou por nunca ser sujeito a hasta pública, sendo esta a primeira vez que foi efetivamente colocado no mercado.

Avaliado, já em 2012, por 2,585 milhões de euros, o espaço classificado como imóvel de interesse patrimonial acabaria por ser posto à venda com um desconto de cerca de um milhão de euros, fruto de uma cláusula que obriga a que o seu uso futuro seja de âmbito cultural e artístico.

Rui Moreira chegou a manifestar o desejo de colocar no Palacete Pinto Leite a coleção de Juan Miró, proveniente do BPN, e houve mesmo um empresário luso-angolano que se disponibilizou a comprá-la, mas o negócio nunca se concretizou e Moutinho Cardoso garante que o projeto que se instalará no edifício “não tem nada a ver” com essa coleção.

Joe Berardo vende hotéis Savoy na Madeira

Joe Berardo

O negócio, concretizado na sexta-feira, envolve cerca de 115 milhões de euros e permite arrancar com as obras de construção do Hotel Savoy, uma unidade emblemática do Funchal, que foi demolida em 2009 para dar lugar a um novo hotel.

Na altura, a decisão de demolir o hotel com quase 100 anos foi polémica, pois envolveu o despedimento coletivo de 95 trabalhadores e varreu da cidade uma unidade histórica, por onde passaram personalidades internacionais como Margaret Thatcher (que lá passou a lua de mel e as bodas de ouro), e que contribuiu para colocar a Madeira no mapa turístico mundial.

As obras do renovado Savoy começaram no ano seguinte, mas a empreitada acabou por parar em 2011 por falta de financiamento. Desde essa data que no coração da zona mais nobre da capital madeirense está uma cratera com o tamanho de dois campos de futebol.

Apesar dos contratempos, Joe Berardo defendeu sempre o projeto, e mostrou-se confiante que o sonho dele e de Horácio Roque ia ser uma realidade. No entanto, todas as tentativas de encontrar financiamento falharam, apesar da vertente imobiliária e de time-sharing da unidade terem sido comercializadas com relativo sucesso.

A compra pelo Grupo AFA permite agora viabilizar a construção do hotel de cincos estrelas que conta com 500 quartos – mais 163 do que o anterior Savoy –, divididos em 16 pisos e três corpos. E mesmos detratores do projeto inicial – a oposição camarária criticou a volumetria do edifício –, olham para o negócio com satisfação.

“Mais importante do que refletir se o Savoy original deveria ou não ter sido demolido, importa olhar para o futuro e pensar que aquela cratera tem um impacto negativo muito forte numa zona nobre da cidade”, disse ao PÚBLICO o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, confirmando que a autarquia foi ouvida durante as negociações entre o Grupo AFA e a Siet Savoy.

As licenças da obra caducavam esta terça-feira, e os compradores queriam garantias que estas seriam prorrogadas. Cafôfo, eleito por uma coligação de partidos opositores ao PSD-Madeira, que na altura da demolição presidia à câmara, não só deu essas garantias como ainda simplificou os processos e procedimentos.

“O que eu pedi, foi que o requinte e o classicismo do anterior Savoy, continuem nesta nova unidade”, explicou o autarca, lembrando que a zona onde o hotel será construído é “fundamental” para a cidade. “Fica junto de moradias do início do século passado, e ao lado de um hotel desenhado por Oscar Niemeyer [o hotel Casino Park]”, argumentou, apontando ainda os benefícios para a cidade de uma obra que irá dinamizar a economia e criar cerca de 350 postos de trabalho. As obras devem arrancar já em Janeiro.

O Grupo AFA tem na construção o core business, principalmente as grandes obras públicas. Na Madeira, o grupo, do qual o empresário Avelino Farinha é o rosto mais visível, foi responsável pela construção de grande parte da rede viária, túneis e infraestruturas portuárias. Com uma vasto portfólio de obras no continente, Açores, Senegal, Mauritânia e Angola, a AFA começou a diversificar as áreas de atuação à medida que se aproximava o fim do ciclo de obras públicas na Madeira.

Próximo de Alberto João Jardim, Avelino Farinha começou a olhar para o turismo com interesse. Primeiro com a compra do quatro estrelas Calheta Beach e depois, em Abril deste ano, com a construção e exploração de outro quatro estrelas, o Saccharum, também na Calheta.

Com este negócio, a AFA reforça a posição no sector turístico e imobiliário, que passa a ter um peso cada vez maior na faturação do grupo. O empresário, que foi buscar um ex-diretor regional do Turismo, Bruno Freitas, e o ex-vereador funchalense com o pelouro da economia, Pedro Calado, não pretende ficar por aqui.

O hotel Madeira Palácio, outro ícone da hotelaria madeirense, que foi também parcialmente demolido para ser reconstruído e acabou, devido à falta de financiamento, por ter o mesmo destino do que o Savoy, será um dos próximos alvos. Mas é também para Lisboa, sabe o PÚBLICO, que o grupo pretende crescer nesta área, através da compra de uma unidade hoteleira.

Novo Banco. Vender já é o único caminho para se evitar o desastre total

A opinião dos economistas ouvidos pelo i é unânime. No entanto, reconhecem que as atuais condições poderão não ser as mais favoráveis para a venda, e há ainda que contar com a instabilidade política. “Cada dia que passa é pior para o vendedor porque fica mais enfraquecido. O vendedor está cada vez mais enfraquecido e com menor margem de manobra para negociar”, garante Filipe Garcia, economista da IMF.

Assim que foram conhecidos os resultados do teste de stresse e a necessidade do reforço de capital – ainda assim aquém do que vinha a ser previsto pelos analistas, que apontava para necessidades de financiamento entre 1500 e 2 mil milhões de euros –, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, prometeu iniciar de imediato a nova etapa do processo de venda. De acordo com um comunicado do Banco de Portugal, esta falha de capital será ultrapassada via implementação do plano estratégico, que já está em marcha e deverá ser apresentado nas próximas semanas, mas também através do processo de venda da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco a um investidor privado. Ou seja, o esforço de capitalização passará também para o comprador, o que terá impacto no preço de venda.
Apesar desta garantia, Filipe Garcia lembra que o banco já devia ter sido vendido em Agosto. “Ficaram com um problema por resolver e agora podem não existir tantos interessados porque a estabilidade política também não é grande”, revela o economista, que chama ainda a atenção para a possibilidade de as condições que estão neste momento em cima da mesa serem alteradas, o que afasta o interesse de potenciais compradores. “Ainda corremos o risco de acontecer o que aconteceu com a TAP. É natural que os investidores estrangeiros olhem para o Novo Banco com menos interesse que em Julho”, salienta.

A ideia é partilhada pelo gestor da XTB  Pedro Ricardo Santos. “Se antes da divulgação dos testes de stresse pelo regulador europeu já existia urgência na venda, o chumbo no cenário mais adverso fundamenta uma alienação rápida da instituição que resultou da divisão do antigo BES”, acrescentando ainda que, dadas as atuais condicionantes, a venda do banco é a melhor solução. “Adiar a venda apenas vai revelar mais debilidades da instituição, empurrando o negócio para uma venda muito abaixo do valor injetado pelo Fundo de Resolução” salienta.
No entanto, também o analista admite que a atual crise interna acabe por arrefecer os hipotéticos interessados. “A possibilidade de um governo com o apoio da esquerda parlamentar leva a que muitos projetos fiquem guardados na gaveta”, refere Pedro Ricardo Santos. E no pior dos cenários admite que o negócio possa vir a ser anulado no caso de as propostas de compra serem muito baixas. No entanto, o analista acredita que estas exigências vão obrigar a um esforço financeiro de todos os bancos acionistas do fundo e, no caso concreto, da Caixa Geral de Depósitos, com reflexos indiretos na carteira dos contribuintes.

Reestruturação em cima da mesa A instituição financeira liderada por Stock da Cunha prepara-se para entregar no início de Dezembro um plano de reestruturação com soluções para colmatar as necessidades de capital, que terá de ser cumprido nos próximos nove meses (teria seis meses se tivesse falhado os exames mais suaves).
Já este ano, o Novo Banco recebeu uma injeção de 379 milhões de euros da venda do BESI ao grupo chinês Haitong, mas as alienações não ficam por aqui e já tinha anunciado a venda da seguradora GNB-Seguros de Vida (ex-BES Vida) por cerca de 400 milhões de euros.

A venda da seguradora é considerada “imperativa” por Pedro Ricardo Santos, uma vez que, no seu entender, “só assim é possível minimizar o impacto negativo da descapitalização”, e acredita que é um ativo que é fácil de vender. “Penso que o ramo vida do antigo BES será um negócio aliciante para os principais players mundiais. Basta tomar como exemplo a venda das seguradoras Tranquilidade e Fidelidade, que juntas ultrapassaram os 1200 milhões de euros. Apesar de o atual processo de ajustamento da economia chinesa condicionar o investimento no estrangeiro, não será estranho que as propostas venham exatamente deste país”, salienta o gestor ao i.

Também Filipe Garcia vê com naturalidade a venda da seguradora, lembrando que é o caminho que tem sido seguido por grandes grupos internacionais e representa uma dinâmica comum dos mercados. Mas admite que, perante as soluções que têm vindo a ser apresentadas, “não se percebe o caminho que se pretende seguir”.

A venda urgente do Novo Banco é imperativa depois de a instituição financeira liderada por Stock da Cunha ter chumbado nos testes de stresse do Banco Central Europeu (BCE) e de necessitar de um reforço do capital de 1398 milhões de euros. A opinião dos economistas ouvidos pelo i é unânime. No entanto, reconhecem que as atuais condições poderão não ser as mais favoráveis para a venda, e há ainda que contar com a instabilidade política. “Cada dia que passa é pior para o vendedor porque fica mais enfraquecido. O vendedor está cada vez mais enfraquecido e com menor margem de manobra para negociar”, garante Filipe Garcia, economista da IMF.
Assim que foram conhecidos os resultados do teste de stresse e a necessidade do reforço de capital – ainda assim aquém do que vinha a ser previsto pelos analistas, que apontava para necessidades de financiamento entre 1500 e 2 mil milhões de euros –, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, prometeu iniciar de imediato a nova etapa do processo de venda. De acordo com um comunicado do Banco de Portugal, esta falha de capital será ultrapassada via implementação do plano estratégico, que já está em marcha e deverá ser apresentado nas próximas semanas, mas também através do processo de venda da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco a um investidor privado. Ou seja, o esforço de capitalização passará também para o comprador, o que terá impacto no preço de venda.
Apesar desta garantia, Filipe Garcia lembra que o banco já devia ter sido vendido em Agosto. “Ficaram com um problema por resolver e agora podem não existir tantos interessados porque a estabilidade política também não é grande”, revela o economista, que chama ainda a atenção para a possibilidade de as condições que estão neste momento em cima da mesa serem alteradas, o que afasta o interesse de potenciais compradores. “Ainda corremos o risco de acontecer o que aconteceu com a TAP. É natural que os investidores estrangeiros olhem para o Novo Banco com menos interesse que em Julho”, salienta.
A ideia é partilhada pelo gestor da XTB  Pedro Ricardo Santos. “Se antes da divulgação dos testes de stresse pelo regulador europeu já existia urgência na venda, o chumbo no cenário mais adverso fundamenta uma alienação rápida da instituição que resultou da divisão do antigo BES”, acrescentando ainda que, dadas as atuais condicionantes, a venda do banco é a melhor solução. “Adiar a venda apenas vai revelar mais debilidades da instituição, empurrando o negócio para uma venda muito abaixo do valor injetado pelo Fundo de Resolução” salienta.
No entanto, também o analista admite que a atual crise interna acabe por arrefecer os hipotéticos interessados. “A possibilidade de um governo com o apoio da esquerda parlamentar leva a que muitos projetos fiquem guardados na gaveta”, refere Pedro Ricardo Santos. E no pior dos cenários admite que o negócio possa vir a ser anulado no caso de as propostas de compra serem muito baixas. No entanto, o analista acredita que estas exigências vão obrigar a um esforço financeiro de todos os bancos acionistas do fundo e, no caso concreto, da Caixa Geral de Depósitos, com reflexos indiretos na carteira dos contribuintes.

Reestruturação em cima da mesa A instituição financeira liderada por Stock da Cunha prepara-se para entregar no início de Dezembro um plano de reestruturação com soluções para colmatar as necessidades de capital, que terá de ser cumprido nos próximos nove meses (teria seis meses se tivesse falhado os exames mais suaves).
Já este ano, o Novo Banco recebeu uma injeção de 379 milhões de euros da venda do BESI ao grupo chinês Haitong, mas as alienações não ficam por aqui e já tinha anunciado a venda da seguradora GNB-Seguros de Vida (ex-BES Vida) por cerca de 400 milhões de euros.
A venda da seguradora é considerada “imperativa” por Pedro Ricardo Santos, uma vez que, no seu entender, “só assim é possível minimizar o impacto negativo da descapitalização”, e acredita que é um ativo que é fácil de vender. “Penso que o ramo vida do antigo BES será um negócio aliciante para os principais players mundiais. Basta tomar como exemplo a venda das seguradoras Tranquilidade e Fidelidade, que juntas ultrapassaram os 1200 milhões de euros. Apesar de o atual processo de ajustamento da economia chinesa condicionar o investimento no estrangeiro, não será estranho que as propostas venham exatamente deste país”, salienta o gestor ao i.
Também Filipe Garcia vê com naturalidade a venda da seguradora, lembrando que é o caminho que tem sido seguido por grandes grupos internacionais e representa uma dinâmica comum dos mercados. Mas admite que, perante as soluções que têm vindo a ser apresentadas, “não se percebe o caminho que se pretende seguir”.

Corte de rating A Moody’s já ameaçou cortar a classificação de risco da dívida do Novo Banco. A decisão é atribuída diretamente às necessidades de capital de 1,4 mil milhões de euros. A agência de notação diz que não acredita que a reestruturação anunciada pelo banco seja suficiente para preencher o capital necessário para que os rácios mínimos sejam cumpridos.

Já a Standard and Poor’s considera que o atraso da venda do Novo Banco está a “comprometer a maior parte dos ativos do antigo BES”, o que “pode ter impacto” no sistema bancário português.

A Moody’s já ameaçou cortar a classificação de risco da dívida do Novo Banco. A decisão é atribuída diretamente às necessidades de capital de 1,4 mil milhões de euros. A agência de notação diz que não acredita que a reestruturação anunciada pelo banco seja suficiente para preencher o capital necessário para que os rácios mínimos sejam cumpridos.

Já a Standard and Poor’s considera que o atraso da venda do Novo Banco está a “comprometer a maior parte dos ativos do antigo BES”, o que “pode ter impacto” no sistema bancário português.

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