Inicio Tags Venezuela

Tag: Venezuela

Carlos Zorrinho defende a realização de eleições livres e justas na Nicarágua e na Venezuela

De acordo com o Eurodeputado socialista, as orientações a seguir pela União Europeia em relação ao regime “autoritário” de Daniel Ortega devem, em primeiro lugar, “apoiar todas as possíveis linhas de diálogo interno que possam conduzir a um processo de eleições livres e justas”. Em segundo lugar, “e se se verificar a insuficiência da pressão para o diálogo, considerar a aplicação de sanções específicas que não se reflitam nas condições de vida da população”.

Finalmente, segundo Carlos Zorrinho, “se necessário, acionar a cláusula do acordo de associação UE – América Central que permitirá suspender a Nicarágua desse Acordo até serem restabelecidas as condições para um funcionamento democrático das instituições”.

Aproveitando para estabelecer uma analogia com a situação na Venezuela, Carlos Zorrinho afirmou no hemiciclo de Estrasburgo que “são esses princípios que nos levam, enquanto outros disputam a qualquer preço o acesso aos recursos e às matérias-primas da Venezuela, a pugnar pela criação de condições para devolver a voz ao povo através de eleições democráticas credíveis e justas”, uma vez que na luta “pela democracia e pela dignidade dos povos temos que continuar a agir com determinação e coragem”.

O Eurodeputado socialista, na sua intervenção, considerou também que “a democracia não é um modelo de organização política independente do contexto cultural e da história dos povos”, existindo, contudo, “princípios que são condições absolutas para a estruturação de um regime democrático”.

“São princípios que se fundam no respeito pelo estado de direito, pelos direitos humanos e pela dignidade dos povos, que estão subjacentes ao projeto europeu, fazendo parte da matriz identitária da União Europeia promover esses princípios no seu território e no mundo”, recordou ainda o Eurodeputado Carlos Zorrinho.

“Não podemos invadir a Venezuela?”, perguntou Trump aos seus conselheiros

© Reuters

Segundo a agência noticiosa norte-americana, Trump fez a pergunta no fim de uma reunião na Sala Oval (gabinete presidencial na Casa Branca) que tinha sido marcada para discutir as sanções contra a Venezuela, país liderado por Nicolás Maduro desde 2013 e que atravessa uma grave crise económica, social e humanitária.

“Com a rápida degradação da Venezuela a ameaçar a segurança regional, porque é que os Estados Unidos não podem invadir simplesmente este país conturbado?”, disse Donald Trump, de acordo com a Associated Press (AP) que cita um alto funcionário da administração norte-americana que teve acesso a esta conversa ocorrida em agosto de 2017.

A sugestão de Trump implícita na pergunta surpreendeu os funcionários presentes na reunião, incluindo o então secretário de Estado, Rex Tillerson, e o então conselheiro de segurança nacional, o general H.R. McMaster, referiu a AP.

Estes dois elementos saíram, entretanto, da administração norte-americana.

Durante a breve troca de palavras, que durou cerca de cinco minutos, McMaster e os outros responsáveis presentes na sala tentaram explicar a Donald Trump as consequências graves de uma eventual ação militar norte-americana na Venezuela e de que forma isso poderia significar a perda do apoio dos governos latino-americanos, importantes para travar a influência de Maduro na região, disse à AP a mesma fonte, que falou sob anonimato.

Na altura, Trump acabou por acatar as explicações dos conselheiros, mas sem deixar de apontar casos de invasões norte-americanas naquela região que, na opinião do próprio, foram bem-sucedidas, como por exemplo no Panamá em 1989.

Mas a ideia de derrubar o regime de Maduro através de uma possível ação militar ainda persistiu na cabeça de Trump.

No dia seguinte à reunião na Sala Oval, a 11 de agosto, Trump fazia declarações públicas que o comprovavam.

“Temos muitas opções para a Venezuela. Não vou descartar uma opção militar”, afirmou na altura, citado pelos ‘media’ norte-americanos.

“É um país vizinho. Temos tropas em todo o mundo em locais muito, muito longe. A Venezuela não é distante, as pessoas estão a sofrer e estão a morrer. Temos muitas possibilidades para a Venezuela, incluindo a de uma opção militar se necessário”, reforçou então.

A fonte citada hoje pela AP relatou ainda que Trump voltou pouco tempo depois a levantar a questão (de uma eventual invasão) durante uma conversa com o então Presidente da Colômbia e Nobel da Paz Juan Manuel Santos. Dois altos funcionários colombianos que falaram sob anonimato confirmaram esta informação.

Um mês depois da reunião na Casa Branca, e à margem da Assembleia-Geral da ONU, Trump voltou a abordar a questão durante um jantar privado com os líderes de quatro países latino-americanos aliados dos Estados Unidos, entre os quais constava Juan Manuel Santos.

O alto funcionário da administração norte-americana citado pela AP relatou que os assessores disseram especificamente a Donald Trump para não abordar a questão de uma eventual invasão da Venezuela, mas a primeira coisa que o Presidente disse no decorrer do jantar foi no sentido contrário.

“A minha equipa disse-me para não dizer isto”, declarou então Trump, perguntando depois aos líderes latino-americanos se continuavam a não querer uma solução militar para a Venezuela.

A fonte citada pela AP referiu que todos os líderes presentes responderam de forma clara a Trump e confirmaram que não queriam uma solução militar.

A Venezuela, país que conta com uma importante comunidade portuguesa, atravessa uma grave crise económica, social e humanitária que já obrigou milhares de pessoas a fugirem daquele território, atravessando as fronteiras em direção ao Brasil e à Colômbia.

Em maio passado, as eleições presidenciais antecipadas na Venezuela, fortemente contestadas pela oposição venezuelana e a nível internacional, foram marcadas pela reeleição de Nicolás Maduro para um novo mandato de seis anos, até 2025.

LUSA

Venezuela: Milhares de pessoas abandonam o país por falta de cuidados de saúde

“As pessoas na Venezuela estão a fugir de uma situação agonizante que transformou problemas de saúde básicos em questões de vida ou de morte”, disse a diretora da Amnistia Internacional na América, Erika Guevara-Rosas, no lançamento da plataforma digital ‘Emergency Exit’.

Segundo aquela responsável da AI, o colapso dos serviços de saúde levou a que milhares de venezuelanos abandonassem o país.

“Os serviços de saúde colapsaram, e encontrar cuidados médicos essenciais é uma luta constante, deixando milhares sem outra opção que não a de procurar cuidados médicos no estrangeiro”, denunciou Guevara-Rosas.

A diretora regional da AI disse ainda que a “inação não é opção” e que, de modo a serenar a crise que vivida no país, a Venezuela e a comunidade internacional devem começar a “cooperar imediatamente”.

Várias organizações locais de defesa dos direitos humanos assinalam a redução entre 80% a 90% de material médico e estimam que metade dos hospitais e não estejam a funcionar.

De acordo com a nota de imprensa, estas organizações estimam que o número de funcionários em centros de saúde tenha caído para metade, num serviço que é responsável por 90% dos serviços de saúde.

A Colômbia tem sido o principal destino para os emigrantes venezuelanos.

As autoridades colombianas responsáveis pela imigração estimam que o número de pessoas a atravessar a fronteira da Venezuela para a Colômbia tenha subido para 550.000 em 2017.

No mesmo ano, os serviços de saúde colombianos asseguraram cuidados médicos urgentes a mais de 24.000 venezuelanos, de acordo com dados do Ministério da Saúde da Colômbia.

Centenas de grávidas estão entre aqueles que tentam entrar na Colômbia, à procura de cuidados médicos necessários, que acreditam não estar disponíveis na Venezuela.

Entre 2015 e 2016, de acordo com as informações oficiais do governo, a taxa de mortalidade materna subiu mais de 65%, acompanhando a taxa de mortalidade infantil que se cifrou num valor superior a 30%.

“O governo venezuelano não pode continuar a ignorar esta terrível situação. Fazê-lo iria condenar a região a uma das piores crises de refugiados alguma vez vista na zona”, condenou Erika Guevara-Rosas.

O governo venezuelano negou a existência de crises humanitárias e recusou ofertas de ajuda e cooperação pela comunidade internacional.

Lusa

“Portugal pode ajudar a Vezenuela no acesso a alimentos e medicamentos”

Portugal pode contribuir, mesmo nesta circunstância de emergência (…) Há um exemplo muito simples, há hoje muitas dificuldades na garantia de abastecimento das populações em bens alimentares básicos ou de provisão de bens igualmente essenciais como os medicamentos”, disse.

Augusto Santos Silva falava à agência Lusa à margem de um encontro com a comunidade portuguesa, que decorreu no Centro Português de Caracas, e que reuniu centenas de portugueses e lusodescendentes, no âmbito de uma visita do chefe da diplomacia portuguesa à Venezuela.

“Hoje, o principal grupo de produtos que exporta para a Venezuela são produtos agroalimentares, mas pode exportar muito mais e há cinco laboratórios portugueses que exportam medicamentos para a Venezuela e que podem exportar muito mais. Portanto, nós próprios podemos contribuir para superar estas dificuldades, certamente momentâneas, que hoje se vivem aqui”, disse.

Sobre o encontro com a comunidade portuguesa, o ministro considerou ter sido “muito interessante”, pela afluência e pela “franqueza das pessoas que às vezes têm alguma dificuldade, acanham-se um pouco, quando falam com membros do Governo”.

Mas “não foi nada disso” que aconteceu, os portugueses “expuseram os seus problemas com toda a franqueza”, sublinhou.

“Deu também para perceber bem qual é a dimensão das dificuldades que a comunidade portuguesa sente que vive hoje na Venezuela”, disse.

Quanto a essas dificuldades, Augusto Santos Silva indicou que em primeiro lugar está “a questão da segurança” que “é crítica, porque as pessoas conhecem outras pessoas que foram objeto de roubo, algumas de sequestro”.

“Infelizmente nos últimos anos tem havido até casos de assassínio e isso cria um sentimento de insegurança que é preciso contrariar tão rapidamente quanto possível”, defendeu.

A segunda dificuldade que apontou foi “o acesso a bens básicos, alimentares, de medicamentos e de cuidados de saúde”.

“Em terceiro lugar, o clima de aflição que se vive nos últimos dias, por causa da intervenção junto dos supermercados de redes portuguesas, no sentido de impor baixas de preços que as pessoas aqui entendem que não são possíveis, porque colocam esses preços abaixo dos próprios custos de produção”, disse.

Por outro lado, o responsável português precisou que, depois de 30 horas na Venezuela, o MNE tem “uma noção muito clara de quais são os temas principais, e os temas são os relativos às condições económicas e sociais que hoje a comunidade vive aqui”.

“Eu terei a oportunidade de ter uma reunião bilateral com o ministro das Relações Exteriores [venezuelano, Jorge Arreaza], para além da comissão mista. Claro que ele tem temas para me colocar e eu tenho temas para lhe colocar, e estes temas estarão certamente na agenda dessa reunião”, frisou.

LUSA

Venenezuela: O esclarecimento sobre a história do #MetePernilNumFilme

A oferta, porém, não chegou a tempo. E em declarações públicas Maduro não hesitou e disse mesmo que foi sabotagem. Pior: a culpa era de Portugal.

O caso levou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a reagir, explicando que o pernil em causa era responsabilidade de uma empresa privada e que o Governo português nada tinha a ver com a história.

Entretanto, ficou-se a saber que há uma dívida da Venezuela de cerca de 40 milhões de euros a empresas portuguesas fornecedoras de pernil de porco, dos quais 6,9 milhões são dívida à Raporal. Mas a ‘história interminável’ não acaba aqui e promete durar. É que as autoridades venezuelanas já vieram explicar que as 2.200 toneladas de pernil estão há sete dias “retidas” na Colômbia. A culpa, afinal, será dos EUA e dos seus “aliados”.

Enquanto a polémica ia sendo tratada dentro dos trâmites diplomáticos, nas redes sociais, que tantas vezes são acusadas de serem ‘rastilho’ fácil para ‘incendiar’ celeumas, o caso mereceu tratamento humorístico.

No Twitter, em particular, a ‘saga’ do pernil teve direito a uma curiosa hashtag que continua ativa à conta do sentido de humor de utilizadores: #MetePernilNumFilme.

O exercício é bastante simples: colocar “pernil” nas mais variadas narrativas.

Desde ‘007: Operação Pernil’ às ‘Pernil Wars’, passando por ‘Harry Potter e o Pernil Filosofal’ (ou ‘Harry Potter e o Pernil de Azkaban’, ou ‘Harry Potter e as relíquias do Pernil’… sim, há para todos os gostos), sem esquecer ‘As 50 Sombras de Pernil’ ou ‘À Procura de Pernil’ ou até o mais dramático ‘Pernil do Pijama às Riscas’.

Maduro acusa Portugal de sabotar a importação de pernil de porco

“O que se passou com o pernil? Fomos sabotados e posso dizer de um país em particular, Portugal. Estava tudo pronto, comprámos todo o pernil que havia na Venezuela, mas tínhamos que importar e sabotaram a compra”, disse Nicolás Maduro.

O Presidente da Venezuela referiu que fez um plano e acertou os pagamentos, mas que “foram perseguidos e sabotados os barcos” que traziam o pernil.

Nicolás Maduro lamentou ainda que alguns países tenham bloqueado as contas bancárias que iriam ser utilizadas para efetuar os pagamentos.

Presidente da Venezuela ordena “tolerância zero contra os terroristas”

“‘Plomo’ (disparem tiros) contra os grupos terroristas, ‘plomo’ contra eles”, disse o Presidente, fazendo alusão ao ataque realizado segunda-feira por um grupo de 49 homens armados a um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), tendo roubado armas e munições.

O Presidente da Venezuela falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, num encontro com governadores e presidentes de câmaras municipais, que foi transmitido em direto e de forma obrigatória pelas televisões venezuelanas, duramte o qual deu a conhecer um Plano Especial de Formação Estratégica para as Entidades Político-Territoriais 2018-2022.

Nicolás Maduro questionou sobre o “que pensam essas pessoas” de que é possível “assaltar um núcleo das Forças Armadas, roubar umas espingardas automáticas e ameaçarem a democracia e que vão ser tolerados”, referindo-se a um assalto a um paiol na segunda-feira, de onde foram roubadas espingardas e munições..

“Zero tolerância, com a Constituição na mão”, frisou.

Por outro lado, referiu-se ao apagão de cinco horas que segunda-feira deixou a cidade de Caracas e os vizinhos Estados de Vargas e Miranda às escuras, que atribuiu a ações dos EUA e grupos aliados para violar a paz no país.

“Ordenámos uma investigação e demonstrou-se com factos que houve um ataque ao sistema que fornece eletricidade a Caracas, Vargas e Miranda. Afortunadamente, as nossas instituições e o nosso povo reagiu rapidamente”, disse.

LUSA

101 pessoas mortas durante manifestações na Venezuela

O diretor da FPV, Alfredo Romero, indicou numa conferência de imprensa que a onda de protestos levou a 5.092 prisões e que 1.325 pessoas continuam presas.

Entre os detidos, explicou, estão 626 civis que foram submetidos a tribunais militares, enquanto 389 foram enviados para a prisão por decisão da Justiça Militar.

Alfredo Romero disse ainda que a Organização de Estados Americanos (OEA) garantiu a existência de 620 “presos políticos” no país, um número superior aos menos de 200 que estavam contabilizados antes do inicio dos protestos.

Segundo o balanço do Ministério Público 121 pessoas morreram durante a crispação social e política.

No domingo, três pessoas morreram durante o ataque à base militar de Paramacay.

O registo oficial da crise na Venezuela aponta para dois mil feridos e atribui mais de metade deles a abusos por parte da força pública na contensão dos protestos dos cidadãos.

Vaticano pede suspensão de Assembleia Constituinte da Venezuela por “hipotecar futuro”

Num comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano lamentou a “radicalização e o agravamento da crise”, assinalando que o papa Francisco “acompanha de perto” a situação e “as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais”.

A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas contra a Assembleia Constituinte, cuja sessão inaugural está prevista também para hoje.

A eleição da Assembleia foi boicotada pela oposição, que a considera ilegítima, tendo dois dos seus líderes, Leopoldo López e Antonio Ledezma, sido detidos na terça-feira.

A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então mais de 120 pessoas perderam a vida.

China apoia Venezuela e apela a outros países que não interfiram

“A China segue sempre o princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países e defendemos que haja igualdade e respeito entre as nações”, afirma em comunicado o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

“A eleição Constituinte na Venezuela decorreu, no geral, de forma estável, e anotamos as reações de cada parte”, aponta a mesma nota, que não menciona os episódios de violência decorridos durante os comícios e as acusações de manipulação dos resultados.

Em comunicado, o ministério diz desejar que o Governo e oposição venezuelanos tenham um diálogo “pacifico” e “de acordo com a lei”, e resolvam os diferendos, para “poder manter a estabilidade do país e desenvolvimento da economia e da sociedade”.

“A China confia que o Governo da Venezuela e o seu povo sejam capazes de resolver os seus assuntos internos”, lê-se na mesma nota, acrescentando que ter um país “estável e desenvolvido corresponde ao interesse de todas as partes”.

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro no dia a seguir aos comícios, enquanto na quarta-feira a União Europeia anunciou que não reconhecia a Assembleia Constituinte e advertiu de que intensificará a sua resposta, caso se continue a “minar os princípios democráticos” no país.

A China é um dos maiores parceiros comerciais da Venezuela, que chegou a ser o principal destino dos investimentos do país asiático na América Latina.

Lusa

EMPRESAS