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Vila Nova de Gaia: Pena suspensa para mulher que se atirou ao rio com o filho

Em nota hoje publicada na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que, na primeira instância, a arguida tinha sido condenada, por um crime de homicídio, a oito anos e três meses de prisão, uma decisão entretanto mantida na íntegra pelo Tribunal da Relação do Porto.

A arguida recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu aplicar-lhe cinco anos de prisão, com pena suspensa.

Mantendo a condenação por homicídio, o STJ acolheu os argumentos da arguida quanto à pena, considerando, essencialmente, a perturbação psíquica em que ela se encontrava à data da prática dos factos e o seu estado depressivo e de grande fragilidade emocional.

O STJ teve ainda em conta os quase oito anos já decorridos desde a prática do crime.

Os factos remontam ao dia 27 de outubro de 2009, quando a arguida, de acordo com o tribunal, “decidiu matar o seu filho de 6 anos de idade e suicidar-se de seguida”, mediante afogamento nas águas do Rio Douro.

Para tal, a arguida, então com 34 anos, retirou o filho do interior do automóvel, conduziu-o para a extremidade do cais, em Avintes, Vila Nova de Gaia, e lançou-se com ele às águas do Rio Douro.

A criança, por não saber nadar, submergiu nas águas do rio, morrendo afogada.

A mãe foi resgatada com vida por remadores do Clube Fluvial Portuense.

Marés Viva regressa em 2018 com novo local

“Para o ano será no fim de semana de 20 de julho, avançamos um fim de semana ao que é habitual, mas ainda não sabemos se será quinta-feira, sexta-feira e sábado ou sexta-feira, sábado e domingo”, disse aos jornalistas, em conferência de imprensa, Jorge Silva, da PEV Entertainment, promotora do evento.

Já sobre a nova localização, Jorge Silva não adiantou pormenores, dizendo apenas estarem a “estudar hipóteses”, mas vincou que a mudança irá trazer “mais dimensão” ao festival e a possibilidade de fazer uma programação diferente.

“Hoje e ontem [sábado], se tivéssemos mais espaço poderíamos ter duplicado a população, dada a procura”, revelou.

Jorge Silva garantiu, contudo, que o Marés Vivas continuará a ser feito em Vila Nova de Gaia e junto ao mar ou ao rio.

Este compromisso também foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que frisou que o local escolhido para fazer o festival continuará a ser “idílico”.

“O festival tem de crescer e aqui já não tem margem, além disso, estes terrenos são particulares, tendo urbanização aprovada desde 2008, por isso, é preciso pensar em novas soluções”, explicou.

O autarca realçou que a solução vai, “certamente”, ser tão boa como a do Cabedelo, porque Gaia tem ainda 15 quilómetros de costa e 18 quilómetros de orla ribeirinha.

A realização do festival é já uma “importante” alavanca socioeconómica, não só para Vila Nova de Gaia, mas para a região Norte, considerou.

“É um festival que impulsiona a cidade e, este ano, teve enchentes extraordinárias, um ambiente fantástico e uma grande segurança”, salientou Eduardo Vítor Rodrigues.

Considerando ser uma “aposta ganha”, o patrocinador oficial do evento, a Meo, renovou por mais três anos com a PEV Entertainment, revelou o responsável pelos patrocínios e eventos da marca, Miguel Guerra.

Durante três dias passaram pelo palco principal Scorpions, Sting, Lukas Graham, Bastille, Agir, Diogo Piçarra, Miguel Araújo, Expensive Soul, Amor Elektro e Tom Chaplin.

Ex-administradores da Gaianima geriam empresa “como bem entendiam”

O Ministério Público acusou os três antigos administradores da Gaianima, o social-democrata Ricardo Almeida, Angelino Ferreira e o ex-futebolista João Vieira Pinto, de terem gerido aquela empresa municipal “como se de um operador privado se tratasse”, tendo intencionalmente realizado vários procedimentos concursais com “nulidades, irregularidades e ilegalidades” e com isso causado “prejuízos patrimoniais” ao município de Vila Nova de Gaia.

Na acusação, a que o PÚBLICO teve acesso nesta quarta-feira, o Ministério Público (MP) acusa os arguidos Ricardo Almeida e Angelino Ferreira de terem, com o conhecimento e anuência de João Pinto, celebrado diversos contratos de empreitada com um grupo de empresas que eram detidas pelo mesmo núcleo de indivíduos, “desinteressando-se por obter os melhores preços do mercado, pelo cumprimento das formalidades legais e, a partir de Fevereiro de 2013, até pelos termos do plano de liquidação da empresa”. E estavam todos eles cientes de que a “Gaianima atravessava várias dificuldades financeiras, à semelhança da própria Câmara Municipal de Gaia”, e de que “esses procedimentos agravariam ainda mais” o endividamento do município.

Tudo em família

As alegadas irregularidades reportam-se ao período entre 2011 (data em que Ricardo Almeida tomou posse como presidente executivo) e 2013, com os três administradores já transformados em liquidatários, já que foi nessa altura que o município decidiu liquidar e dissolver a empresa responsável pela promoção do desenvolvimento local através da gestão, exploração, construção e manutenção de variadíssimos equipamentos públicos municipais. Quer como administradores, quer como liquidatários, os arguidos são acusados de terem “estruturado e consolidado o poder” na gestão da empresa, “passando a geri-la como bem entendiam” e “esgotando e agravando os seus recursos financeiros”.

A investigação do MP sustenta que foi o arguido Ricardo Almeida quem, em 2012, instruiu os serviços da Gaianima no sentido de estes passarem a recorrer às empresas detidas pelo empresário João Faria e por familiares seus e chegando mesmo a entregar para o efeito o currículo da empresa J. da Silva Faria, Lda. Assim, naquele ano e no seguinte, “sempre que se decidia realizar alguma obra de construção civil”, o coordenador da área de eventos e infra-estruturas da Gaianima, José Meireles, recorria ou mandava que recorressem a este grupo de empresas “interligadas na sua gerência/administração pelo mesmo grupo de indivíduos, mas com a liderança de João Faria”.

O MP decidiu, aliás, enviar para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto a informação tida como necessária à instauração de um inquérito autónomo visando José Meireles e João Faria, por suspeitas de que o primeiro terá, enquanto funcionário público, obtido vantagens patrimoniais do gestor das várias empresas de construção civil, a quem, insiste o MP, “a Gaianima recorria frequentemente com facilitismo de procedimentos”. Em causa está, entre outras suspeitas, uma transferência de 16 mil euros que o empresário terá feito para as mãos daquele funcionário da Gaianima.

Contratos fraccionados

As irregularidades ter-se-ão agravado a partir de Agosto de 2012, data em que os compromissos assumidos por Portugal com a troika tendo em vista o controlo e a disciplina orçamental de toda a administração pública determinaram, por exemplo, que os ajustes directos passaram a estar restritos aos contratos de valor inferior a 150 mil euros. Face a isso, os arguidos passaram a fraccionar pelo valor a adjudicação das obras entre as empresas do grupo. Os trabalhos de remodelação do estádio municipal José Sampaio, por exemplo, terão sido repartidos em duas empreitadas cujos procedimentos se desenvolveram de forma paralela “com a subtracção ao regime legal de unidade da despesa e de proibição do seu fraccionamento, evitando assim que o contrato fosse a visto do Tribunal de Contas”.

O MP especifica que os três administradores (Ricardo Almeida como presidente executivo, e os restantes como não executivos) ignoraram procedimentos pré-contratuais, fizeram despesas não fundamentadas, ignoraram a necessidade de uma avaliação global do custo-benefício em matéria de compras públicas e beneficiaram empresas privadas ao ilibá-las do pagamento da caução legalmente obrigatória.  A partir de Fevereiro de 2013, data da dissolução da empresa e ignorando os consecutivos alertas dos serviços jurídicos, prosseguiram com a “actuação despesista” e “deliberadamente olvidaram” a obrigação de finalizar os negócios pendentes, tendo antes autorizado negócios e despesas que não se encontravam previstas no plano de liquidação. E, apesar de não terem fundos disponíveis, aumentaram o valor dos compromissos assumidos, em particular após a decisão de liquidação/dissolução, os quais variaram entre os seis e os 20 milhões, entre Maio de 2012 e Novembro de 2013.

Até Churchill ia gostar de beber vinho do Porto nesta esplanada

Custa a acreditar que, há apenas três anos, o espaço onde fica o jardim e a esplanada das caves Churchill’s, em Vila Nova de Gaia, era um terreno quase abandonado, cedido a um vizinho para a criação de patos. Em 2014, a companhia produtora de vinho do Porto criou ali uma zona agradável, sossegada e com vista desafogada sobre o rio Douro, o Centro Histórico do Porto e o Palácio de Cristal. Só isso já bastava para esta ser uma das melhores esplanadas da cidade. Este verão lançou o Bar Douro, com pratos criados pelo chef Tiago Santos.

A carta, inspirada pelos sabores portugueses, é curta mas variada. Tiago Santos, que já passou pela Casa de Chá da Boa Nova de Rui Paula, pela Casa da Calçada e pelo The Yeatman, abre o apetite com umas asinhas de frango barbecue com molho de maionese de piripíri (5€). Continua nas carnes com umas costeletas no carvão de porco bísaro (8€), carne transmontana com menos gordura do que o porco ibérico, por exemplo. Os acompanhamentos são pagos à parte.

Todas as semanas há um peixe diferente, mediante o que houver de mais fresco no mercado. Ultimamente, a vencedora tem sido a sardinha, servida sobre arroz de tomate e infusão de poejo (7€). Permanente na carta é o polvo com batata-doce, cozido com laranja e finalizado nas brasas do carvão (10€).

churchills caves porto sardinha

A sardinha com arroz de tomate vai bem com vinho branco. © Sara Otto Coelho / Observador

A finalizar o menu está a salada de abóbora (5€) e as sobremesas (2,50€), “sempre frescas”, explica ao Observador Tiago Santos. Vão variando, entre mousse de manjericão, leite creme de poejo e gelado de morango, por exemplo. O Bar Douro funciona em regime pop up, o que significa que, no final de julho, faz as malas e vai embora, mais propriamente para Londres, onde o chef vai abrir um restaurante em setembro.

Maria Emília Campos, CEO da Churchill’s, não quer perder este conceito e admite que vai procurar outro chef que possa manter, em setembro e outubro, quando ainda há bom tempo, uma oferta gastronómica que combine com os vinhos ali produzidos. Em agosto, mês de férias por excelência, o conceito será outro: finger food, à base de pataniscas, queijos e enchidos, para acompanhar as provas de vinhos do Porto e do Douro.

Porque, sim, o vinho está no centro de tudo o que a Churchill’s faz. A carta foi feita para harmonizar com cinco referências de vinho do Porto (copos entre os 4€ e os 12€) que podem ser servidas frescas, com destaque para o Dry White (também disponível com 10 e 20 anos), e cinco referências de Douro (copos entre 2€ e 7€), que a companhia também produz.

churchills caves Porto

A esplanada tem quatro mesas com bancos corridos, num total de 20 lugares. © Sara Otto Coelho / Observador

A esplanada tem 20 lugares ao todo, divididos por quatro mesas. Quem quiser pode entrar diretamente para o jardim, mas vale a pena fazer, pelo menos uma vez na vida, uma prova e uma visita guiada às caves. O Centro de Visitas abriu no início de 2012 precisamente para esse efeito. A prova mais económica inclui três vinhos, custa apenas cinco euros e dá direito a visita personalizada, o que significa que tanto enólogos como leigos saem da Churchill’s alegres. E não é por culpa do álcool no sangue.

Nome: Churchill’s Graham
Morada: Rua da Fonte Nova, 4400-156 Vila Nova de Gaia (paragem “Fonte Nova” nos autocarros 901 e 906 da STCP)
Contacto: 22 370 3641
Horário: De quarta a sábado das 12h30 às 16h. Entre agosto e outubro funcionará em simultâneo com o centro de visitas, de segunda a sábado das 09h30 às 18h30
Reservas: Aceitam
Site: http://www.churchills-port.com/

Sogevinus distinguida com Medalha Honorífica  de Vila Nova de Gaia

Sediada há vários anos em Vila Nova de Gaia, a Sogevinus reúne marcas de renome, como Kopke, Cálem, Barros e Burmester, através das quais produz e comercializa a nível nacional e internacional, vinhos do Porto e vinhos Douro DOC de elevada qualidade. A aposta nos mercados externos permite ao grupo apresentar a excelência dos vinhos nacionais nos mais diferentes mercados mundiais. Para o CEO da Sogevinus, Gonzalo Pedrosa, “esta distinção à Sogevinus SGPS é um reconhecimento da nossa dedicação, investimento e compromisso com Vila Nova de Gaia, recentemente reforçados com a inauguração de um moderno Centro de Logística, que representa uma forte aposta do grupo no mercado nacional e um maior enfoque na internacionalização. Sentimo-nos muito honrados por esta distinção que recebemos hoje do Município de Gaia que tem sido um parceiro muito importante para todo o Grupo.” “Assim como o reconhecimento da visão da Sogevinus, que embora alicerçada num produto tradicional, tem realizado ao longo dos anos uma importante aposta na inovação para acompanhar as mais recentes tendências do sector a nível mundial”, acrescenta o mesmo responsável.

SOGEVINUS

Produz e comercializa de Vinhos do Porto e Vinhos DOC Douro de alta qualidade e prestígio. As principais marcas de Vinho do Porto que comercializa são Kopke • Burmester • Cálem • Barros •Velhotes e as principais marcas de DOC Douro Kopke • Casa Burmester • Burmester • Curva • Barros •Tavedo É um dos principais players do sector vinícola em Portugal. Produziu em 2015 8,25 Milhões de garrafas: 1,2 Milhões de garrafas/ano de vinhos DOC Douro e 7,05 Milhões de garrafas/ano de Vinhos do Porto. Fechou o ano de 2015 com uma facturação de 40 Milhões de Euros, representando as exportações 60%, o mercado nacional: 34% e Turismo: 6%.

Festival Marés Vivas viola a lei, alerta Quercus

Festival Marés Vivas

A Quercus pediu um parecer sobre a legalidade do Festival Marés Vivas ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e à Inspeção-Geral dos Ministérios do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia e da Agricultura e do Mar.

Em causa, alertam os responsáveis por aquela organização, está a realização do festival num recinto próximo da Reserva Natural Local do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

O que entendem os ambientalistas, segundo foi comunicado numa nota a que o Notícias ao Minuto teve acesso, é que a proximidade e o ruído provocado por este tipo de eventos musicais colocam em risco a vida das aves e o sucesso da sua nidificação.

Além disso, as 90 mil pessoas previstas entre 14 e 16 de julho “invadem o perímetro da Reserva Natural Local do Estuário do Douro, com pisoteio de ninhos, crias de aves e vegetação dunar”, acrescentam.

“Dado que a área da Reserva Natural contém tanto habitats como espécies de aves ‘prioritárias’, a realização do Festival Marés Vivas neste local contraria o disposto na lei portuguesa”, alerta a Quercus, na certeza de que não é correto o entendimento do Ministério do Ambiente, que decidiu avaliar o impacto do evento só depois da sua realização.

Só após a emissão dos pareceres, a Quercus decidirá se deve ou não avançar para os tribunais para impedir a realização do festival naquele local.

Festival Marés Vivas na mira da Quercus. Saiba porquê

Entre 2008 e 2015, o festival Marés Vivas realizou-se em Cabedelo a uma distância de cerca de um quilómetro da Reserva Natural Local do Estuário do Douro. Mas este ano, a organização do evento alterou a localização do mesmo, passando para uma zona “adjacente” à Reserva.

Esta alteração, garante a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza em comunicado, “vai, com o movimento de pessoas e viaturas, perturbar as espécies existentes na Reserva Natural em plena época de nidificação das aves”.

“O ruído, especialmente à noite, aterroriza as aves que voam descontroladamente e vão posteriormente ferir-se ou morrer”, lê-se na mesma nota na qual a Associação relembra que “o lançamento do ‘maior foguete do mundo’ do Porto para o Estuário do Douro, que foi denunciado pela Quercus em 2010, resultou em inúmeras mortes de aves do estuário”.

Posto isto, a Associação “manifesta o seu desagrado perante a intenção dos organizadores de promoverem a edição de 2016 do Festival Marés Vivas junto à Reserva Natural Local do Estuário do Douro e espera que o assunto possa ser resolvido fora dos tribunais”.

“A Quercus solicita aos promotores que procurem outros locais alternativos para o Festival, onde seja possível compatibilizar a realização deste evento cultural com a conservação da biodiversidade, isto na certeza de que muitos ambientalistas também são frequentadores habituais do Marés Vivas e estarão atentos a todas as medidas tomadas pela organização em defesa do Ambiente”, conclui o comunicado.

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