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Novos vinhos são “Dádiva” da natureza, diretamente do Douro!

A Cap Wine Portugal, empresa que pertence ao grupo vitícola francês Cap Wine International, chegou há dez anos ao Douro e logo se deixou seduzir pela magnitude da paisagem, das vinhas, dos vinhos plenos de história e qualidade. Depressa materializou a paixão com a aquisição da Quinta Beira Douro e da prestigiosa Quinta do Malhô, ambas situadas em Ervedosa do Douro, na Sub-Região de Cima Corgo. Os vinhos destas duas propriedades, todos com Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro, foram agora oficialmente apresentados, em Lisboa, no restaurante Estórias na Casa da Comida, reunindo jornalistas da área dos vinhos e lifestyle, para uma prova comentada, seguida de um delicioso jantar, em perfeita fusão de aromas e sabores.

Na Quinta Beira Douro impera um clima mediterrânico moderado, os solos são graníticos e xistosos, as vinhas contam com 20 a 80 anos de idade (e mais). Já a Quinta do Malhô tem solos xistosos onde nascem vinhas velhas com mais de 80 anos, a 300 metros de altitude. Ao todo estas duas quintas contemplam 15 hectares. Estão situadas no coração da melhor área produtora de vinho DOC Douro, o Cima Corgo, oferecendo o equilíbrio ideal entre os solos excessivamente ricos do Baixo Corgo e o calor intenso do Douro Superior. As vinhas são geridas de acordo com um sistema de intervenção mínima, denominada “Produção Integrada”, para garantir a expressão natural dos vinhos, sendo que as decisões são tomadas de acordo com o ciclo de produção e em função do impacto mínimo sobre o ambiente. O lema “Douro por Natureza” é assumido pela equipa de enologia, liderada por Sofia Valente.

OS VINHOS

 O Beira Douro branco Reserva 2018 nasce maioritariamente das castas Rabigato, Viosinho e Códega do Larinho e é a primeira edição, limitada a 1200 garrafas. Foi parcialmente envelhecido por quatro meses em barricas novas de 500 litros de carvalho francês. Tem um aroma complexo, sedutoras notas cítricas, elegância e frutos brancos de caroço. Na boca apresenta acidez fina e mineralidade, madeira em harmonia com a fruta e deixa um final longo e fresco. (14€)

O Beira Douro Touriga Franca e Touriga Nacional tinto 2016 resulta de vinhas com 20 a 40 anos, e tem grande aptidão gastronómica. Perfeito para ser bebido já, promete longevidade em garrafa. No nariz as notas de frutos vermelhos estão em destaque. Tem bom volume de boca, é frutado, mostra taninos maduros e termina elegante e equilibrado. (9,90€)

O Quinta Beira Douro tinto Reserva 2016 foi produzido a partir de uvas de vinhas com 40 anos, provenientes da Quinta do Malhô e da Quinta Beira Douro (Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz, alguma Tinta Amarela e Sousão). Contou com um estágio parcial de 12 meses em barricas usadas de carvalho francês. É um vinho de aroma intenso com notas de frutos maduros, alguma especiaria madeira bem integrada. Na boca é concentrado, frutado, fresco e complexo, tem taninos finos, termina longo e persistente. (14€)

O Quinta Beira Douro Vinhas Velhas tinto 2014 foi elaborado exclusivamente a partir das vinhas velhas, com 80 anos, provenientes da Quinta Beira Douro, com as uvas das videiras situadas em cima do leito do rio Douro, que proporcionam vinhos mais elegantes, frescos e aromaticamente mais marcantes e complexos. Passou por um estágio de 12 a 18 meses em barricas novas e usadas de 500 litros de carvalho francês. É um vinho intenso e complexo. No nariz as notas de frutos pretos maduros, amoras e cerejas estão em destaque, aroma bem casado com a madeira. Na boca é amplo e concentrado, frutado e fresco, revela compota, especiarias e deixa um final longo e apelativo. Promete continuar a evoluir em garrafa por mais 10 a 20 anos. (23€)

O Quinta do Malhô Vinhas Velhas tinto 2013 foi produzido a partir de uma seleção de uvas de videiras com mais de 80 anos. Passou 12 meses em barricas novas e usadas de 500 litros de carvalho francês. Ao todo fizeram-se 6.250 garrafas, que prometem “viver” por mais dez anos. De nariz intenso, com notas de frutos maduros, floral, alguma compota, madeira, especiarias, tem grande concentração, é macio, equilibrado e deixa um final longo com taninos maduros. (23€)

E depois há um vinho especial: o Quinta Beira Douro Dádiva tinto de 2015, que surge da combinação das melhores parcelas de vinha da Quinta do Malhô e da Quinta Beira Douro, onde se incluem vinhas velhas de Touriga Franca e Touriga Nacional. Beneficia da exposição solar e altitude do Malhô e da exposição norte junto à margem esquerda do Rio Douro da Quinta Beira Douro. Estas características contribuíram para fazer deste, um vinho simplesmente excecional, que beneficiou ainda de um estágio de 24 meses em ânforas de barro de 150 litros, tendo sido selecionadas as 10 melhores ânforas para fazer chegar ao mercado apenas 1.990 garrafas. Pleno de elegância e frescura, surpreende pela mineralidade, revela potencial de longevidade. De destacar que este produtor foi o primeiro a usar ânforas no Douro e que cada uma delas é diferente da outra, já que são feitas à mão, uma obra delicada que vem do sul de França. Para surpresa de todos, seguiu-se uma prova vertical deste Quinta Beira Douro Dádiva, com as colheitas de 2012 (a primeira), 2013, 2014 e a de 2016 que está a estagiar para chegar ao mercado em 2020. Sofia Valente, enóloga, salienta que este vinho foi um desafio e “reflete a natureza, sendo mesmo uma verdadeira ‘dádiva’ para os cinco sentidos”. (51€)

André Tremblay, empresário canadiano e presidente da Cap Wine Portugal, destaca que a imagem dos vinhos aporta valores como “tradição, renovação e inovação, um equilíbrio perfeito entre um passado a honrar, um presente a usufruir e um futuro a contemplar”. Presente no evento de apresentação, fez questão de destacar que “a região do Douro não está apenas entre as mais belas vinhas do mundo, também oferece um terroir fantástico que dá a vida a vinhos de elevada qualidade e muito desejados nos melhores mercados mundiais”. A empresa está a posicionar os vinhos o mercado português, optando por pontos de venda especializados, como garrafeiras e restaurantes selecionados. Quanto à internacionalização, “face à importância do grupo Cap Wine International em França e a nível mundial e, porque falta alargar a presença dos vinhos do Douro no mundo em mercados onde o grupo já atua, estamos a potenciar sinergias para facilitar a nossa implantação através dos canais existentes”, destaca Vanda Carvalho, responsável pelo departamento de marketing e vendas da Cap Wine Portugal.

No decorrer do evento de apresentação, foi possível comprovar que os vinhos têm uma qualidade superior, que muito contribui para elevar o Douro e Portugal no mundo, tendo acompanhado na perfeição as deliciosas iguarias gastronómicas preparadas pelo Chef João Pereira.

“O meu maior sonho é que a Casa Ermelinda Freitas seja uma referência de qualidade na região”

É na Península de Setúbal que a Casa Ermelinda Freitas tem as suas origens e o seu historial. No entanto, com a aquisição da Quinta do Minho, a Casa Ermelinda Freitas irá agora investir nos vinhos verdes. Este era o passo que precisava de ser dado agora? Porquê?

A casa mãe da Casa Ermelinda Freitas é e será sempre na Península de Setúbal. Mas é extremamente importante alargar o seu portfólio sobretudo para reforçarmos a exportação. Estamos, atualmente, presentes em mais de 30 países no mundo inteiro sendo muito importante reforçar a imagem de Portugal levando assim, em conjunto com a nossa região, mais alguns vinhos de outras regiões que também muito dignificam o nosso país. É um sonho de alguns anos e que se conseguiu tornar realidade este ano.

Marcado o primeiro passo na expansão da empresa para o exterior da região demarcada de Setúbal, a Casa Ermelinda Freitas apostará também no Douro para reforçar as exportações. Era este o percurso que imaginava ou idealizava para a marca?

Quando iniciei o trabalho na Casa Ermelinda Freitas o meu primeiro objetivo era só e unicamente manter aquilo que a família tinha criado na Península de Setúbal, Concelho de Palmela. Com a paixão que fui tendo pelo setor, o carinho que fui recebendo dos meus colaboradores e até dos meus consumidores e estes ao adquirir os nossos vinhos têm-me ajudado a crescer e a sonhar, poder vir a ter outras regiões e assim poder-lhes também retribuir com novos vinhos, que veem complementar os existentes. Acho que o percurso vai-se fazendo, vai-se descobrindo, vai-se idealizando, vamo-nos realizando e neste caminho de trabalho de atitude de colaboração e de interação com a sociedade nós vamos concretizando os nossos ideais. A vida é uma dinâmica e eu sinto-me bem a trabalhar, a acompanhar e se possível antecipar essa dinâmica pois assim sinto que faço parte do processo de crescimento e contributos para a Casa Ermelinda Freitas, o meu setor dos vinhos e para a sociedade em geral.

Da península de Setúbal para o Douro e o Minho, a Casa Ermelinda Freitas aumenta, assim, o seu portefólio. Quais são as expectativas para esta expansão para duas regiões igualmente enriquecedoras?

A minha expectativa, com a expansão para estas regiões que são muito diferenciadoras da que eu já tenho, passa por conseguir fazer nestas regiões bons vinhos e ir ao encontro dos consumidores, sempre com a preocupação de lhes poder oferecer também a melhor relação qualidade-preço.

A empresa já tem 40% da produção destinada à exportação, mas o objetivo de Leonor Freitas é crescer 10% nas exportações nos próximos dois anos. Quais são as perspetivas para este ano de 2019?

Como de costume a Casa Ermelinda Freitas é muito lutadora e tudo irá fazer para que em 2019 possa contribuir para crescer em Portugal bem com nas exportações, sendo a nossa expectativa abrirmos cada vez mais novos mercados e estarmos presentes sempre com toda a qualidade em todos.

A juntar à procura de outros mercados, Leonor Freitas aposta também no enoturismo. Que projetos a Casa Ermelinda Freitas tem desenvolvido neste âmbito? O enoturismo é uma aposta ganha?

O enoturismo não é uma aposta ganha, pois acho que nada podemos considerar como ganho. O enoturismo é na Casa Ermelinda Freitas uma aposta para continuar a oferecer cada vez mais e melhor o contacto com a natureza, com a vinha, com todo o processo de produção, com a família e com os nossos vinhos, podendo assim, quem nos visita, sentir que uma garrafa de vinho tem muito mais que um simples vinho. Queremos que o enoturismo seja uma experiência para quem nos visita e que seja uma oportunidade de aprendizagem, de afeto e de fidelização aos nosso produtos.

Desde que assumiu as rédeas da empresa, no final da década de 1990, a missão de Leonor Freitas tem sido fazer a empresa crescer. Hoje, que verdadeiros desafios enfrenta?

Os desafios continuam a ser os mesmos de quando iniciei. Tenho bem a noção que nada é para toda a vida, portanto continuarei a trabalhar, a fazer os melhores vinhos ao melhor preço, para que os consumidores continuem a ter a confiança que têm tido. Prometo continuar a oferecer novos vinhos, novas experiências, como é o caso do primeiro grande destaque deste ano, o nosso novo Monovarietal CEF Carménère Reserva, em homenagem ao chile, uma casta do mundo, o Caménère, assemelha-se bastante em termos olfativos ao Cabernet Sauvignon com notas de pimento e fruta preta. Com estágio de 12 meses em barrica, apresenta-se um vinho denso macio, mas elegante. É um vinho diferente para pessoas diferentes que gostam dos sabores do mundo.

Hoje sinto que tenho cada vez mais responsabilidade em poder corresponder às expectativas que os consumidores têm da Casa Ermelinda Freitas, e continuarei a arredondar os espinhos e a ter a humildade de quando tudo está bem ter a consciência que nada é definitivo e que temos de continuar apostar no trabalho e ir ao encontro do consumidor e agradecer-lhe os contributos que cada um dá ao adquirir os nossos vinhos. O meu maior sonho é que a Casa Ermelinda Freitas seja uma referência de qualidade na região e consiga contribuir para a dignificação do trabalho rural em Portugal.

Transformou um negócio de venda de vinho a granel numa marca reconhecida a nível nacional e internacional. A internacionalização é agora o foco da Casa Ermelinda Freitas?

O foco da Casa Ermelinda Freitas não é só na internacionalização. O mercado em Portugal tem sido e será muito importante para nós. Mas continuaremos a trabalhar diariamente para aumentarmos a nossa cota de exportação. E pensamos que as novas regiões que vamos ter nos irão ajudar e também nos ajudarão a divulgar a nossa região e Portugal.

O percurso de Leonor Freitas no mundo dos negócios tem sido alvo de inúmeras distinções. Desde a primeira geração que esta casa aposta na qualidade das vinhas e dos vinhos e, desde de 1999, já obteve mais de 1000 prémios. Um sinónimo de orgulho, mas também um acréscimo de responsabilidade?

A Casa Ermelinda Freitas, e aqui não posso esquecer todos que nela trabalham, cada prémio é recebido e festejado sempre com grande alegria e uma aferição para a nossa enologia de que estamos no caminho certo, mas é sempre vivido por todos com grande responsabilidade de que temos que trabalhar cada vez melhor. Alem dos prémios dos vinhos não há dúvida que Leonor Freitas tem visto o seu trabalho reconhecido com as várias distinções que tem recebido, entre as quais nomeamos as últimas:

– Em novembro de 2008 recebeu o prémio de Inovação e Empreendedorismo pelo Ministro da Agricultura;

– Em 2009 teve a grande honra da atribuição da Comenda de Ordem de Mérito Agrícola no dia 10 de Junho de 2009, pelo Sr. Presidente da

República.

– Em 2010 foi-lhe atribuída a medalha Municipal de Mérito Grau de Ouro pelo Município de Palmela;

– Em 2017 foi condecorada com o Prémio Mercúrio – Prestígio, pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal pela Escola de Comércio de Lisboa, sendo este prémio o mais alto atribuído por esta organização;

– Em 2018 foi destacada com o Prémio Mulher Empresária, um galardão que visa reconhecer o percurso das gestoras portuguesas, tendo sindo a primeira mulher portuguesa a obter o mesmo;

– Em 2018 recebeu o Prémio Agricultura 2018, na categoria Empresas pelo grande trabalho realizado nesta área e grande evolução da Casa Ermelinda Freitas;

Mas estas distinções são referidas por ela como:

“…o resultado das gerações que trabalharam antes dela, e que tanto amor dedicaram à terra, a sua família atual que a tem apoiado e que neste momento a 5ª geração os filhos (João & Joana), trabalham na casa com grande sentido de continuidade…”. 

Nunca esquece o trabalho dos seus colaboradores, pois sem eles nada seria possível, terminando dizendo:

“…se os consumidores não comprassem os seus vinhos onde estaria o meu sucesso e os prémios que eu tenho ganho…”.

Casa Ermelinda Freitas

Rua Manuel João de Freitas Fernando Pó
2965-595 Águas de Moura
Portugal

Google Maps
GPS: N 38º 38’ 08”   W 8º 41’ 40”

Email: geral@ermelindafreitas.pt

Tel: +351 265 988 000, +351 300 500 435
Fax: +351 265 988 004

FACEBOOK: ErmelindaVinhos

INTAGRAM: Ermelinda Wines

CASA ERMELINDA FREITAS

ENOTURISMO

Situada em Fernando Pó, no concelho de Palmela, a Casa Ermelinda Freitas é uma empresa familiar produtora de alguns dos vinhos mais prestigiados da região da península de Setúbal, e que recentemente tem apostado na dinamização de atividades de enoturismo. Com 450 hectares de vinha, a empresa liderada por Leonor Freitas vive um momento de expansão evidenciada pelos recentes investimentos em infraestruturas.

Na propriedade, descobrem-se os detalhes dos processos de vinificação antigos e atuais, assim como se toma contacto com as vinhas (na vinha pedagógica) onde estão plantadas as 29 castas presentes na produção dos vinhos da marca. Na nova adega, inaugurada no final do ano passado, observam-se todas as fases de produção, do esmagamento até ao engarrafamento. Durante a visita pode também ver-se o trabalho laboratorial da equipa de enólogos da empresa. Destaque ainda para a Sala de Ouro, onde estão expostas as mais altas distinções atribuídas aos vinhos Ermelinda Freitas, bem como uma pequena exposição sobre a produção das rolhas de cortiça.

Depois da visita, abrem-se as portas da antiga adega da família, agora denominada Casa de Memórias e Afetos, e conhece-se a história da família e a construção desta empresa, que se iniciou na venda de vinho a granel (sem marca) com vinhas desde 1920, e que se lançou com a primeira marca em 1997. Desvendam-se também as técnicas de vinificação antigas, através dos utensílios agrícolas, dos antigos lagares, e de algumas imagens e objetos relacionados com as tradições regionais associadas às vindimas.

No final, provam-se cinco vinhos que acompanham com produtos regionais, como o queijo, o pão, o chouriço, ou as compotas. A propriedade possui também uma sala multiusos com capacidade para 350 pessoas, preparada para acolher eventos e com um terraço com vista panorâmica para o jardim das vinhas. Podem visitar-nos fazendo uma marcação prévia e vir constatar um mundo rural, muito próximo de Lisboa, mas muito diferente.

PREÇO VISITA:

A visita tem um valor unitário de 7,50€

– Visita às instalações

– Prova de 5 vinhos (2 Tintos / 2 Brancos / 1 Moscatel) acompanhado dos produtos da região

Deve ser feito um agendamento prévio.

“Os vinhos do Dão gozam hoje de uma imagem de diferenciação e prestígio”

Porto 29/05/2012 - Entrevista com Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola da Região do Dão (Leonel de Castro/Global Imagens)

A identidade portuguesa está fortemente ligada à história do vinho em Portugal, considerado um dos maiores produtores de vinho a nível mundial. Este é, sem dúvida, um setor com um forte potencial a vários níveis?

A vinha e o vinho fazem, realmente, parte da cultura portuguesa. O setor é já uma componente importante da economia nacional, até na componente da exportação. Segundo dados da ViniPortugal, as exportações de vinho português, em 2018, representaram 803 milhões de euros, um crescimento em valor de 24 milhões face a 2017.

Quanto ao Dão, a região exporta mais de 40% da sua produção. Deste total, 40% vai para países da União Europeia e 60% para países terceiros.  Destes últimos os principais são: Canadá, EUA, Brasil, China, Angola, Hong-Kong, Macau, Moçambique, Japão. Dos primeiros são: Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica, Polónia, Países Baixos, Dinamarca, Luxemburgo. É, portanto, um setor consolidado e transversal à nossa economia.

Conhecida como a Borgonha Portuguesa, a Região Demarcada do Dão, instituída em 1908, foi a primeira região demarcada de vinhos não licorosos do país. Que principais características definem e distinguem esta região?

O Dão é um vinho fortemente distintivo tanto pelo carácter que apresenta quanto pela sua elegância.

Destaca-se também pela sua inquestionável capacidade de envelhecimento (aplicável também aos brancos) e a sua evolução na garrafa, resultando em vinhos nobres, elegantes, com elevado potencial de guarda à semelhança da Borgonha, como refere.

Temos também o Encruzado, casta-emblema nos brancos da região, que proporciona grandes vinhos pela sua invulgar capacidade de envelhecimento e evolução e a Touriga Nacional, casta autóctone do Dão, que nos dá vinhos concentrados, frescos e elegantes como só uma região granítica e envolvida por maciços montanhosos pode proporcionar.

Para lá de uma altitude média acima dos 400 metros, há por aqui um cruzamento de influências mediterrânica, atlântica e continental, a proporcionar um ambiente que não tem paralelo em qualquer outra região. E isso reflete-se no conteúdo das garrafas.

Esta carismática região portuguesa está a ganhar especial destaque no panorama internacional. E a nível nacional? Que importância assume no país e para o país?

Embora com um crescimento de 0,4% em 2018 no mercado nacional, o Dão está num processo de redescoberta pelo consumidor português, isto por um facto histórico que tem a ver com o Estado Novo na medida em que a política agrícola estava mais voltada para a organização profissional das fileiras produtivas do que para a competitividade e a qualidade. Por tal razão, quando outras regiões do país começaram a produzir vinhos, especialmente depois da adesão à Comunidade Europeia e graças aos apoios desta, as regiões vinhateiras mais tradicionais, como foi o nosso caso, sofreram um rude embate com a concorrência das novas regiões produtoras. Consequentemente, perdeu uma boa parte da quota de mercado que tinha.

Ainda assim, podemos dizer que os vinhos do Dão gozam hoje de uma imagem de diferenciação e prestígio por parte da crítica especializada. É um trabalho que se deve aos profissionais do setor na região: produtores, cooperativas, empresas, enólogos, etc. E que, obviamente tem que continuar, pois como acima referi, é preciso estar sempre presente no mercado com uma política continuada de promoção, para alavancar a qualidade que os produtores têm conseguido.

Em suma, somos mais reconhecidos no panorama internacional do que em Portugal embora, paulatinamente, caminhemos para essa maior afirmação em termos de quota no mercado nacional.

A Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão) é a organizadora do Concurso “Os Melhores Vinhos do Dão Engarrafados”, uma iniciativa para premiar os produtores e atribuir mérito ao trabalho desenvolvido nas áreas da viticultura e da enologia. Qual é o balanço das iniciativas já organizadas até à data?

O ano passado organizamos a IX edição do Concurso “Os Melhores Vinhos Engarrafados do Dão” com Beatriz Machado, Diretora de Vinhos da The Fladgate Partnership, como Presidente do Júri e introduzimos uma novidade que foi um Júri ainda mais alargado, de cariz Ibérico, com 32 nomes de elevada notoriedade e reconhecimento no setor dos vinhos, desde enólogos, sommeliers e jornalistas especializados. De ano para ano, sobem também o número de vinhos a concurso, o que traduz a vitalidade da região e também o mérito da iniciativa. Os vinhos medalhados no concurso são também utlizados em eventos de promoção realizados pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão.

Seguimos em frente com a preparação da décima edição em junho de 2019, com a apresentação dos premiados numa grande Gala, a realizar no dia 12 de julho no Solar do Vinho do Dão, em Viseu.

Por outro lado, este concurso é também uma forma de estimular a produção de vinhos de qualidade e valorizar o nível técnico e comercial dos vinhos da região, bem como distinguir e dar a conhecer aos consumidores os melhores vinhos produzidos nesta região demarcada. Quais são, portanto, as expectativas para o setor vitivinícola desta região?

Os nossos produtores foram capazes de preservar as castas tradicionais da região e, a partir delas, integrar tecnologia, quer nas vinhas, quer nos vinhos, mantendo a identidade que nos caracteriza.

As novas práticas vitícolas e as novas tecnologias de vinificação aliaram-se a um espírito empreendedor de querer fazer melhor, com resultados que têm provado que as novas opções têm sido as mais corretas.

Tem-se também verificado a entrada de novos investidores no Dão, através de produtores já presentes em outras Regiões Demarcadas que pretendem alargar a seu portfólio e veem a região como valor agregado, como de novos “players” que entram neste negócio e nos veem como a base ideal para o seu início. Estamos, portanto, muito confiantes em relação ao nosso futuro.

A qualidade e as características ímpares dos vinhos portugueses têm vindo a receber reconhecimento internacional e a conquistar concursos internacionais. Mas que verdadeiros desafios se colocam aos produtores portugueses quando falamos de internacionalização e inovação?

Um estudo recente da ViniPortugal – onde fazemos parte da Assembleia Geral – recolhido em 16 países, diz-nos que há um crescente interesse por parte do “trade” e consumidores, em relação ao vinho português. Outro estudo, realizado na Prowein, em Dusseldorf, uma das maiores feiras de vinho no mundo, coloca Portugal no 1º lugar quanto à preferência dos retalhistas na procura de novas origens vitivinícolas.

São excelentes indicadores que nos trazem novas responsabilidades para as quais a região já se preparou. Durante todo o ano de 2018, com o apoio de uma empresa consultora internacional, preparamos um plano estratégico a dez anos que definiu prioridades e linhas de ação para o conjunto de mercados-alvo que resultaram desse estudo, nomeadamente, EUA, Brasil, Japão e Suíça.

Temos ações de promoção próprias, já calendarizadas para o ano corrente, que envolvem a Alemanha, Suíça, EUA, Canadá, Brasil, Inglaterra e Japão decorrentes de projetos financiados pela União Europeia. Apoiamos também a inscrição em reconhecidos concursos internacionais dos nossos Agentes Económicos, para que agreguem notoriedade aos seus vinhos.

Em paralelo, decorrem as que resultam do protocolo existente com a ViniPortugal desde 2014, como a presença em diversas feiras internacionais e visitas inversas de jornalistas e importadores estrangeiros à Região.

Vinhos que desafiam o lado mineral do Alvarinho em prova no Algarve

Com os vinhos frutados divulgados desde dezembro, chega agora a vez de Soalheiro’s mais minerais revelarem todo o seu esplendor. Trata-se do Soalheiro Granit e do Soalheiro Mineral Rosé que desafiam a uma redescoberta do Terroir dentro do Terroir, ganhando forma e convidando quem os prova a ficar surpreendido a cada nova colheita. A edição 2018 destes Alvarinhos, que necessitaram de mais tempo de estágio em adega para revelarem toda a sua mineralidade, será apresentada na Decante Algarve, num evento dedicado a profissionais do setor, nos dias 17 e 18 fevereiro.

SOALHEIRO MINERAL ROSÉ:

UM VINHO NÃO CONSENSUAL QUE APAIXONA

Em 2017, o Soalheiro desafiou os apreciadores a provar um Rosé que poderia não ser consensual e do agrado global, uma vez que não apresentava a intensidade de doçura e suavidade normalmente apresentada em alguns vinhos rosados. A aceitação excedeu as espectativas e, o Soalheiro Mineral Rosé, rapidamente esgotou. Surge agora na versão 2018, mantendo a persistência devido ao Pinot Noir e a elegância devido ao Alvarinho com um álcool moderado, que apaixonou os consumidores na primeira edição. Mineral e elegante, é um vinho para todos – sem limite de idade e que não escolhe sexos – mas que escolhe momentos. Pode ser apreciado como um excelente e descontraído aperitivo, muito adaptado à tendência atual de consumir vinho a copo, mas também se demonstra perfeito para harmonizar com pratos mais leve como saladas, peixes ou mariscos.

SOALHEIRO GRANIT:

O LADO MAIS MINERAL DA CASTA ALVARINHO

De perfil mais contido, com um final de boca direto e seco, vibrante e elegante, o Soalheiro Granit revela uma grande mineralidade. Deixe-se surpreender à mesa pela sua flexibilidade. De perfil muito gastronómico convida a harmonizar com diversos pratos de marisco ou peixe. Mas as suas especificidades fazem dele único…  a origem das uvas que lhe dão corpo tem particularidades que dificilmente se encontram noutro Alvarinho. Oriundo de uma seleção específica de vinhas de pequena dimensão, implantadas em solo de origem granítica acima dos 300 metros, revela a mineralidade que relaciona o solo de origem granítica do terroir de Monção e Melgaço e a casta Alvarinho.

Novidades Soalheiro mesmo a tempo da sua consoada

O Soalheiro Alvarinho 2018 continua a ser um clássico: perfeito, intenso, elegante e com volume. Frescura aromática da casta Alvarinho, intensidade gustativa e invulgar longevidade em garrafa. “Mas nós somos suspeitos! O último julgamento é vosso, provem (sempre com moderação) e disfrutem da música, do cinema, do teatro, do desporto, da gastronomia, da vida!” afirmam os produtores.

A manter o foco no álcool moderando, o Soalheiro ALLO 2018, apresenta 11,5 % vol., e promete desvendar a elegância da região do Minho no seu copo. O Alvarinho transmite a estrutura e o Loureiro a elegância, a subtileza e a leveza. E porque não… um vinho de verão que podemos beber no inverno? Arrisquem… vão-se surpreender.

Para quem não gosta de intensidade aromática, deixe os 2018 de lado e aprecie o Soalheiro Reserva 2017. Com estágio e fermentação em barricas novas e usadas de carvalho francês, todas elas com meia tosta e grão muito fechado para manter a juventude necessária a um alvarinho. 

COLHEITA 2018:

PERFEITA COM A ACIDEZ E O VOLUME DE BOCA

INTEGRADOS NUMA FRUTA PURA E DELICADA

Iniciada na primeira semana de setembro, a vindima 2018 previa-se muito tardia devido a um ano vitícola fresco. Contudo, as temperaturas elevadas do mês de agosto fizeram com que fosse antecipada, o que originou uma colheita perfeita, com a acidez e o volume de boca, integrados numa fruta pura e delicada.

As edições agora lançadas desafiam ainda a descobrir em cada garrafa os valores praticados pelo Soalheiro Team em cada colheita: Tradição, Inovação, Enoturismo, Território, Sustentabilidade, Biodiversidade e Consistência. Em cada contrarrótulo, mais do que o descritivo tradicional de cada colheita, a paixão pela Vinho Verde, pelo Minho e pela origem do Alvarinho: Monção e Melgaço.

“A nossa música diz “acredito em quem diz que é fácil ser feliz” (ouça aqui) e pretendemos que os nossos vinhos sejam isso mesmo:

a dimensão do Pur Terroir, mais simples ou mais complicados, mas sempre com foco na excelência.

Que os nossos vinhos transmitam a energia positiva que colocamos em cada detalhe nas vinhas e na adega” Soalheiro Team.

“Não fazemos vinhos por fazer… mas por prazer”

Património Mundial da UNESCO desde 2001, a Região do Douro é única pelas suas paisagens esplêndidas, características peculiares e excelência dos vinhos produzidos. A paisagem da região do Douro, caracterizada pelos socalcos, foi construída durante a década de 70, com a aplicação de novas técnicas de plantio da vinha, em patamares, com muros de xisto a delimitar cada nível. Esta alteração da paisagem pela atividade humana contribuiu para que o Alto Douro Vinhateiro fosse considerado Património Mundial da Humanidade. Divide-se em três sub-regiões, Baixo Corgo, Cima Corgo e Corgo Superior. O Baixo Corgo é a menor das três, mas abrange o maior território de viticultura, com cerca de 14 mil hectares de vinhedos. E é no Baixo Corgo, na freguesia de Vila Marim, concelho de Mesão Frio, que encontramos a Quinta da Barca inserida na magnitude da paisagem desta região e com vista sobre o rio Douro e sobre a região de ouro.

Justina Teixeira_@Rui Bandeira Fotografia_12-07-17 28

Da paixão pelo mundo vinícola ao negócio de família

Adquirida em 1995 por Maria Helena de Sousa Alves e Alcino Mamede Teixeira Alexandre, os pais da nossa entrevistada Justina Teixeira, a Quinta da Barca encontrava-se ao abandono. A sua restruturação era inevitável e é aqui que começa a história daquele que se tornou num negócio de família.

A família sempre estive ligada à agricultura. Com uma empresa com cerca de 25 anos, a Soluções D’Eleição, souberam fazer um excelente trabalho na seleção das castas para a produção de vinhos. A Soluções D´Eleição presta apoio a várias quintas do Douro no que diz respeito aos projetos e serviços agrícolas. Há um trabalho constante nos vários clientes (todos eles também produtores de vinhos) para obter vinhos de qualidade e excelência. Foi este know-how dos novos proprietários que ditou o rumo da Quinta da Barca e permitiu produzir vinho de qualidade e com um perfil único. Perfil este que já habitou os clientes dos vinhos da Quinta da Barca. Eles sabem com o que podem contar quando compram este vinho, sabem que o produto não será adulterado e que não desiludirá. Este é o objetivo de Justina Teixeira, criar um vinho fidedigno que, mesmo numa prova cega, será automaticamente associado à Quinta da Barca. É o que acontece, por exemplo, com a casta Touriga Nacional. Um dos exemplos é o Busto Grande Escolha Tinto Touriga Nacional 2010 vinho de excelente qualidade, reconhecido em três concursos internacionais – CINVE 2016 (Medalha de Prata); Concurso Mundial de Bruxelas 2016 (Medalha de Ouro); e Les Citadelles du Vin 2016 (Medalha de Prata).

Justina Teixeira nasceu neste meio e sempre conviveu de perto com a agricultura. Mas traçou um percurso profissional diferente, ligado à biologia e às funções de técnica comercial durante dez anos. Em 2016 decide voltar à terra que a viu nascer para abraçar este projeto a 100% e assumir a direção da Quinta da Barca e da Soluções D’Eleição.

Quando chegou ao comando da quinta as questões e dúvidas eram muitas. Tinha uma visão diferente, ideias frescas e inovadoras e uma bagagem consistente em contacto com o cliente e marketing de vendas, essencial para inovar e alavancar a Quinta da Barca. “As pessoas, ao fim de algum tempo, entram numa rotina e começam a fazer as coisas porque, simplesmente, sempre foi assim que fizeram. Começam a fechar o seu campo de visão para abraçar novas técnicas ou uma nova estratégia”, refere Justina Teixeira.

Este foi o grande desafio com que se deparou, mostrar que era possível fazer mais e diferente. A estratégia, essa, não existia e teve de ser criada. Tudo devia ser pensado e calculado para projetar o vinho a nível nacional e dar o passo seguinte para a internacionalização.

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Quinta da barca lança o busto e uma nova história inicia-se

Justina Teixeira não queria assumir o comando do negócio de família, queria traçar o seu próprio caminho. Sendo filha única queria provar que conseguia ser alguém a nível profissional por conta própria e não à sombra do esforço dos seus pais. Mas, em 2015, fez uma retrospetiva, analisou os prós e contras e decidiu que em 2016 era hora de se dedicar àquele que não é o típico negócio de família que passa de geração em geração, como acontece com outras quintas da região do Douro, mas que agora, certamente, será uma quinta que está a construir a sua história, uma história duradoura mesmo que a próxima geração não queira assumir o comando da Quinta da Barca. Justina Teixeira tem uma filha de quatro anos e, tal como a mãe, pode querer enveredar o seu percurso profissional por outro caminho.

Mas, tal como a mãe, pode decidir assegurar todo o potencial que esta quinta tem. Uma quinta que, para além da projeção nacional que já alcançou, é uma marca que está a ganhar terreno internacionalmente. Prova disso são os prémios e as medalhas que o vinho Busto tem vindo a ganhar, a nível nacional e internacionalmente.

E o nome Busto porquê? Busto para fazer jus e tributo à pessoa responsável pela primeira região demarcada do mundo, Marquês de Pombal. O Douro é a mais antiga região demarcada de vinhos do mundo. Foi demarcada em 1756, pelo Marquês de Pombal, de forma a garantir a qualidade e autenticidade dos vinhos desta região. Inicialmente, o vinho tinha o busto desta personagem icónica do Douro, mas, posteriormente, por questões burocráticas, não foi possível continuar a ter o busto do Marquês de Pombal nos rótulos dos vinhos da Quinta da Barca.

O primeiro Busto é comercializado em 2007 e, em 2011, a Quinta da Barca vê reconhecido o seu trabalho ao conquistar a Medalha de Prata no Concurso Internacional de Vinhos, Espirituosos e Azeites, em Sevilha, Espanha, com o Busto Tinto Reserva 2008.

Em 2013 conquista a Medalha de Ouro no concurso Mondial de Bruxelles com o Busto Reserva 2009. Trata-se de um evento internacional considerado como um dos mais importantes concursos de enologia do mundo.

Também o Busto Reserva Tinto Touriga Nacional 2013 e o Busto Grande Escolha Tinto Touriga Nacional 2014 foram premiados com a medalha de Ouro no concurso “Melhores de Portugal”. De salientar que a casta Touriga Nacional tem tido um reconhecimento internacional como casta de elevado potencial qualitativo.

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Mérito e reconhecimento internacional

Justina Teixeira afirma que tem sido ela quem tem dado a cara pela Quinta da Barca, mas que o trabalho, os resultados, o sucesso e a projeção alcançados são fruto do trabalho de equipa, desde as pessoas que se dedicam ao trabalho físico árduo, muitas vezes feito em condições adversas devido à rigidez do terreno ou das condições climatéricas, até ao comercial que promove o contacto com potenciais clientes. E a gestão e a liderança da equipa tem sido o seu desafio constante. “Temos de saber manter as pessoas motivadas e dedicadas. Se os trabalhadores não estão felizes no trabalho também não estão felizes em casa e vice-versa. E isso reflete-se na produtividade e no sucesso da empresa. É fundamental que haja bem-estar na empresa e que as pessoas saibam que o seu valor é reconhecido. Aqui, todas as ideias são bem-vindas para ajudar a crescer a empresa. Damos voz aos nossos colaboradores e sabemos ouvi-los”, afirma a nossa entrevistada. Com um bom trabalho de equipa, uma estratégia delineada e objetivos definidos, o vinho da Quinta da Barca foi conquistando mercado, sendo, nos dias de hoje, um vinho apreciado por todo o país. Mas o que falta fazer para a sua projeção no mercado nacional?

Por estratégia, o Busto não se encontra à venda em superfícies comerciais. A Quinta da Barca optou por ter os seus vinhos presentes em restaurantes e garrafeiras e, para a sua distribuição, escolheu pequenos distribuidores, espalhados de norte a sul do país, que conhecem bem a região e saberão melhor onde distribuir o seu vinho. Com algumas zonas no país por conquistar, mas também chegarão a essas, já se abriram as portas ao mercado externo. Sem dúvida, este era o passo que a Quinta da Barca tinha de dar: a internacionalização da marca Busto. Já comercializam o vinho em grandes quantidades para a Suíça desde o ano passado, mas não é suficiente. Com uma aposta forte na promoção e divulgação do vinho com a presença em feiras, eventos e com degustações, o Busto está, agora, a conquistar a Polónia.

A Quinta da Barca está presente no projeto Soul Wines – Wines with Soul, um projeto conjunto de internacionalização e que conta com a participação de vários produtores de vinhos da região do Douro. A primeira aposta neste projeto de internacionalização foi o mercado Polaco. Em Junho de 2016 houve uma missão organizada pela NERVIR, agregando na totalidade 19 produtores do Douro. Foram realizadas degustações, apresentações dos vinhos e estabelecidos contactos com diferentes importadores, distribuidores e jornalistas. Neste âmbito, a Quinta submeteu ao concurso Wine Expo Poland Awards 2016 na Polónia, os seus vinhos, tendo arrecadado dois prémios: para o Busto Colheita Tinto 2013 Gold Award e para o Busto Reserva Tinto 2011 Silver Award. Trata-se de um passo decisivo para a construção da imagem e da marca do vinho Busto na Polónia, que já teve impacto ao nível da promoção no mercado polaco e a nível de contactos comerciais com potenciais clientes.

Recentemente, a Quinta da Barca esteve representada em Bruxelas e em Berlim com provas de degustação, e de uma coisa Justina Teixeira tem a certeza, as comunidades portuguesas espalhadas lá fora são o melhor alicerce para promover, divulgar e consolidar os vinhos e produtos portugueses. E é essa estratégia que se pretende seguir, comercializar o vinho lá fora com o apoio das comunidades portuguesas que tão bem sabem divulgar Portugal. Mais tarde, depois de tudo muito bem estruturado e pensado, o passo seguinte será conquistar o mercado americano. Um mercado difícil, mas que não é impossível para Justina Teixeira. O Enoturismo também é algo a pensar e que faz todo o sentido, até porque a Quinta da Barca tem recebido visitas sem qualquer divulgação, mas é um projeto que tem de ter o seu tempo, pois envolverá outra estrutura, outra dinâmica e outra equipa. Agora o objetivo é aumentar as infraestruturas para a produção de vinho e corresponder ao aumento da procura. Como acontece com qualquer empresa familiar, a criação de uma marca própria leva o seu tempo. Compra das terras ou da propriedade, plantação de novas vinhas e criação de uma adega com equipamentos modernos com uma capacidade modesta para a produção de vinho no início de atividade. Com vendas a rondar as 60 mil garrafas, prevê-se chegar rapidamente às 100 mil garrafas de vinho pelo que agora é necessário, portanto, ampliar toda a estrutura que está na base da criação do vinho Busto. O Busto DOC Moscatel Galego Branco 2014 foi a revelação surpresa da Quinta da Barca. Quando saiu para o mercado e se falava no nome moscatel, as pessoas associavam automaticamente a um vinho licoroso, doce e pesado. A aceitação não foi imediata, mas quem acabava por provar este vinho ficava rendido à sua leveza e frescura. Vinificado na Quinta da Barca a partir da casta Moscatel Galego Branco, é utilizado o método de “bica-aberta”, com decantação de 24 horas e posterior fermentação, durante 25 dias, com controlo de temperatura, realizada em cubas de inox de pequena capacidade. Com uma cor citrina, brilhante, aroma intenso da casta,é um vinho fresco na boca, elegante e marcado pela acidez e irreverência do Moscatel Galego. O Busto Moscatel Galego Branco é ideal para acompanhar todo o tipo de peixes, mariscos ou saladas mediterrânicas. Começaram por produzir mil garrafas, depois mais duas mil garrafas e, posteriomente mais quatro mil garrafas deste Moscatel Galego Branco, em apenas três anos. Justina Teixeira diz que não há maus vinhos, há vinhos para todos os gostos. Mas, de certeza, que o sucesso que esta quinta tem alcançado num curto espaço de tempo se deve ao facto de não fazerem vinho por fazer… fazem vinho por prazer.

Benfica e CARMIM apostam no 10

No futebol o 10 é sinónimo de talento, de classe, de arte, de magia. É a técnica, a criatividade, a imprevisibilidade, a precisão de passe, o drible fácil e a visão de jogo personificadas. O 10 é Coluna, é Eusébio, é Jaime Graça, é Vítor Martins, é João Alves, é Carlos Manuel, é Diamantino Miranda, é Valdo, é Rui Costa, é Aimar.

Sem o 10, o jogo não tem graça!

Por isso, a CARMIM e o  Sport Lisboa e Benfica associaram-se para o lançamento de uma edição especial de vinho alusiva ao número 10, a qual foi lançada no dia 28 de Março , no Estádio SL Benfica, no qual estiveram presentes diversas personalidades e individualidades do Universo Benfiquista para uma acção de degustação e prova do produto.

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Sobre a CARMIM

A CARMIM é responsável, desde 1971, pela produção e comercialização de uma vasta gama de vinhos regionais alentejanos e DOC’s Alentejo, sendo a principal empresa da região, representando cerca de 900 associados. A CARMIM é a maior adega cooperativa do país.

Portfólio CARMIM

Monsaraz Premium; Monsaraz Millennium; Reguengos Reserva dos Sócios, Monsaraz Reserva,  Aguardente; Vinho Licoroso Reguengos; Espumante Monsaraz; Reguengos Garrafeira dos Sócios; Bom Juiz (Reserva); Régia Colheita (Reserva); (Monocastas); Reguengos Reserva; Monsaraz DOC; Reguengos DOC; Terras d’el Rei e Olaria.


10_ Caixa e garrafaCAMISOLA Nº 10 – REGUENGOS DOS SÓCIOS
Reserva Tinto

COLHEITA
2012

DENOMINAÇÃO
DOC Alentejo

CASTAS
Cabernet Sauvignon (50%), Touriga Nacional (30%), Aragonês (20%)

Cabernet Sauvignon (50%), Touriga Nacional (30%), Aragonês (20%)

VINIFICAÇÃO
As uvas provenientes da vindima manual dos nossos associados são descarregadas e imediatamente desengaçadas e esmagadas. Com a adição de leveduras selecionadas a fermentação ocorre a 25ºC, com recurso a remontagens e delestages diárias, terminando a maceração ao fim de 15 dias.

ESTÁGIO
O vinho estagia em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses.

CONSUMO
As garrafas devem repousar deitadas, com o vinho em contacto com a rolha, em local fresco (cerca de 12ºC) e com alguma humidade (75% de humidade relativa). Estas condições deverão manter-se constantes durante todo o ano. Este vinho poderá ser consumido de imediato ou, se preferir, poderá deixá-lo estagiar 5 a 8 anos. Deverá ser consumido à temperatura de 16ºC.

GASTRONOMIA
Acompanha bem caça, carnes vermelhas e queijos de cura ou meia cura.

ANÁLISES
Grau alcoólico: 15,0% vol.
Acidez total: 5,8 g/l | Acidez volátil: 0,6 g/l
pH: 3.67
Açúcares redutores: menos de 4g/l
SO2 total: 85 mg/l

NOTA DO ENÓLOGO: RUI VELADAS
Vinho denso, profundo, com notas de fruta preta, especiarias e grafite. Termina longo evoluindo no decorrer da prova.

UM BOM VINHO NUNCA É FRUTO DO MERO ACASO

Em 1990 a antiga propriedade “Courelas da Casqueira” foi adquirida por uma nova família, a Ramiro, que não tinha experiência agrícola. Quais foram os maiores desafios dos primeiros anos?

Os principais desafios que surgiram no imediato foram precisamente “aprender” a cultura da vinha e o comportamento de cada casta naquele local. Principalmente, como rentabilizar a terra que tanta aptidão teria para a mesma cultura.

Como surge o projeto de tornar a propriedade apta para produção vinícola?

Com o sonho de podermos vir a ter a nossa própria marca de vinhos no mercado, iniciámos o projeto de reconversão de toda a propriedade, uma vez que na propriedade estavam plantadas videiras de todas as castas tradicionais, mas todas misturadas. Foi principalmente com a intenção de efetuar uma grande seleção de castas que iniciámos a reconversão, plantando igualmente castas tradicionais da nossa região.

“Produzido com base nas melhores castas do Alentejo, “Courelas da Casqueira” é a primeira marca vinícola desta empresa de caráter familiar”. Que “peso” tem o facto de a empresa ser uma empresa familiar?

É com grande gosto e orgulho que eu e o meu pai (mentor de todo o projeto) trabalhamos a terra, diariamente. Assim, trata-se de uma empresa familiar que se dedica diariamente aos nossos vinhos. Os nossos clientes gostam de ver uma marca que é trabalhada por nós desde a poda das videiras até a entrega do vinho junto do nosso cliente, cada garrafa que entregamos é um pouco do nosso trabalho diário e o público dá cada vez mais apreço a esse esforço desenvolvido por nós.

Que marcas considera que se destacam enquanto identidade da propriedade vinícola?

Sem dúvida que a marca que mais se destaca é o nosso vinho RESERVA, que tem pontuação elevada na apreciação das conceituadas revistas da especialidade, bem como um vinho de uma série especial de apenas 2500 garrafas que decidimos apelidar de “Courelas da Casqueira – 25 anos. Estrategicamente decidimos comemorar os 25 anos de propriedade da vinha. De qualquer forma penso que todas as nossas marcas destacam um vinho para cada ocasião, desde o nosso vinho “Selecção” até ao elevado grau de qualidade do vinho RESERVA, desde o que foi elaborado em 2011 até ao de 2012 que está presentemente ao dispor dos nossos clientes. Trata-se de um grande vinho de reserva com as castas da nossa região.

Que características possuem os vossos vinhos que os torna especiais?

Penso que a principal característica é, sem duvida, que temos um vinho especial para cada ocasião, desde o vinho que se toma diariamente até ao que se degusta em ocasiões especiais, isto é o “Seleção” que dá prazer beber em cada refeição, até ao vinho de momentos especiais, tendo para isso um vinho de “Reserva” com sabor a madeira, encorpado, etc.

“Courelas da Casqueira” foi a primeira marca a ser comercializada… e de futuro, estão previstos mais lançamentos?

O futuro só a Deus pertence, no entanto temos vários projetos em carteira, com o lançamento de novas marcas, dando a conhecer aos nossos clientes alternativas para cada ocasião.

Temos ainda, para muito breve, o lançamento dos nossos azeites, igualmente produzidos nas nossas terras que possuem um terroir excelente para a produção destes néctares que tanto prezamos.

Internacionalização das duas casas vínicas prossegue

arnaudOs vinhos do produtor de Mora, Joaquim Arnaud e da  Quinta dos Plátanos participam, entre 17 e 19 de Novembro, na embaixada de produtos portugueses que vai à Lituânia mostrar o que melhor se faz em Portugal.

Numa organização da Feitoria Portuguesa, a iniciativa visa “dar a volta” aos apenas 0.36% das importações de Portugal por parte daquele país do Báltico, fruto de alguma lacuna na exploração daqueles mercados.

Joaquim Arnaud leva a Vilnus, cidade capital daquele país, as marcas Arundel, Arundel Young, Arundel Great, o afamado Moscatel, e o Espumante Arnaud, enquanto a Quinta dos Plátanos faz-se representar pelo DOC Alenquer Branco e Tinto e a linha Plátanos, com a variedade Tou Noir, além do Ponto Cego, Tinto e Branco

O objectivo destes eventos passa por dar a conhecer ao público a fineza e as propriedades do nosso azeite, o incomparável sabor e textura dos nossos vinhos e a ancestralidade característica que tem o fabrico dos nossos queijos e charcutaria.

A par da Feitoria Portuguesa, este evento conta com a organização e colaboração da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Báltica assim como da Embaixada da República da Lituânia em Londres, estando esta destacada para Portugal.

Recorde-se que, recentemente, ambas as marcas de vinho entraram no mercado de Hong Kong, cimentando em paralelo o mercado de Macau.

Joaquim Arnaud, tem vindo a colocar os seus produtos premium (azeite, vinhos e enchidos) do concelho de Mora nos mercados nacional e internacional, onde os vinhos “Arundel” e os enchidos têm papel de relevo.

NOITE  DE  LUA  CHEIA  JUNTA  APAIXONADOS   PELOS  VINHOS  PARA  MUITOS  BRINDES  E  FESTA   SOLIDÁRIA  EM  SETÚBAL  

Este  será   também  o  mote  para  num  gesto  simbólico   e   contribuir  financeiramente  para   ajudar os  Bombeiros  Voluntários  de  Setúbal.     O  Hotel  do  sado  Business  &  Nature  vai  ser  o  palco  da festa  vínica  Moonlight  Wine   Party,  no  próximo  dia  15  de  outubro,  das  18  às  23  horas.  O evento organizado  pela   revista  Paixão  pelo  Vinho,  que  este  ano  comemora  o  10º  aniversário,  e produzido   pela  PurpleSummer  Media  &  Events,  vai  juntar  largas  centenas  de  apreciadores  de vinhos  e  terá  uma  componente  solidária  com  o  propósito  de  ajudar  a  Associação   Humanitária dos  Bombeiros  Voluntários  de  Setúbal.

Assim,  para  além  dos  produtores  de  vinhos  presentes  e  a consequente  mostra  e   prova  das  novidades  vínicas,  um  pouco  de  todo  o  país,  todos  os participantes  serão   convidados  a  participar  numa  largada  de  balões  luminosos,  marcada  para  as 21:30,   num  gesto  solidário  em  favor  dos  Bombeiros  da  cidade,  que  tanto  têm  feito  pelo   bem da  população  e  em  defesa  da  natureza.

Os  balões  vão  ter  um  custo  simbólico  de   apenas  dois Euros  e  poderão  ser  adquiridos  na  entrada  do  evento.     Com  vistas  sobre  a  cidade  de  Setúbal, Tróia,  o  rio  Sado,  toda  a  zona  ribeirinha,  Serra  da  Arrábida…  A  esplanada  do  Hotel  do  Sado  vai reunir  produtores  de  vinhos  e   espumantes,  de quase  todas  as  regiões  de  Portugal  e  também  o novíssimo  Licor  35,   com  sabor  a  creme  de  pastel  de  nata.

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Serão  provas  inesquecíveis, promovendo  a   troca  de  conhecimentos,  o  contacto  direto  com   os  produtores   e,  claro,  muitos   brindes  ao  longo  da  tarde  e  noite,  ao  som  da  música  do  DJ  Monchike.     Não  faltarão  saborosos petiscos  para  acompanhar  as  provas  de  vinhos,   como   sanduiches  de  porco  no  espeto  (2,5€); pratos  de  enchidos,  de  queijos  ou  mistos  (5€);   rissóis  de  leitão  ou  croquetes  de  carne  (5  unid. /5€);  e  para  os  mais  gulosos  salame   de  chocolate  (3  fatias  para  partilhar  /  2,5€)  ou  uma queijada  de  leite  (1€),  por   exemplo.     A  Moonlight  Wine  Party  realiza-­‐se  das  18  às  23H00.  A entrada  poderá  ser  adquirida   antecipadamente  na  recepção  do    Hotel  do  sado  ou  no  próprio dia, tendo  um  custo   de   10  Euros  com  duas  tapas   incluídas   no  valor  de  2,5€   cada,   entre  as várias   possibilidades  do  menu  especialmente  pensado  para  a  festa,  e  também  a  oferta  do   copo de  prova  que  dá  acesso  livre  à  prova  de  todos  os  vinhos  e  espumantes  do   evento.    

No  dia 15 de  outubro  prepare-­‐se  para  soltar  toda  a  energia  a  dançar,  rir  e  brincar,   conhecer  muitos  dos excelentes  vinhos  produzidos  em  Portugal  e  participar  num   momento  de  rara  beleza,  símbolo  de paz,  amor  e  esperança:  a  largada  solidária  de   centenas  de  balões  luminosos.  A  esplanada  d Hotel  do  Sado  promete  encher-­‐se  de   luz  e  muitos  sorrisos.  Será  o  cenário  perfeito  para  juntar os  amigos,  num  verdadeiro   brinde  à  vida.     Esperamos  que  se  possa  juntar  a  nós  nesta  festa! Por  favor  envie  confirmação  de   presença  até  ao  dia  14  de  outubro  para press.purplemedia@gmail.com.

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SOBRE  A  REVISTA  PAIXÃO  PELO  VINHO:

Revista  dedicada  a  vinhos,  gastronomia,  turismo  e  enoturismo,  destina-­‐se  a  pessoas  igualmente   apaixonadas  pelas  coisas  boas  da  vida  e  pretende  ser  um  verdadeiro  elogio  para  os  cinco sentidos.  É   composta  por  uma  equipa  de  23  pessoas  e  liderada  por  Maria  Helena  Duarte,  que fundou  esta   publicação.  A  revista  Paixão  pelo  Vinho  é  publicada  desde  2006  e  comemora  este ano  o  10º   aniversário.  Tem  periodicidade  trimestral,  sendo  a  versão  impressa  distribuída  pela VASP  em   território  nacional  e  internacional,  contando  com  posterior  edição  online  de  acesso  livre e  gratuito,  o   que  a  torna  única,  liderando  audiências.  A  revista  Paixão  pelo  Vinho  é  uma referência  em  Portugal,   comunidades  portuguesas  no  mundo  e  nos  países  de  língua  portuguesa, contribuindo  para   a   promoção  do  melhor  que  se  faz  em  Portugal,  dinamizando  a  economia,  o consumo  e  as  exportações.

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SOBRE  O  HOTEL  DO  SADO  

No  alto  de  Brancanes,  junto  ao  centro  da  cidade  de  Setúbal,  o  Hotel  do  Sado  Business  & Nature, é  o   refúgio  perfeito  para  se  hospedar  e  tem  como  ex-­‐libris  a  vista  de  qualquer  ponto do edifício.  No  4º   andar  (o  piso  da  recepção),  do  amplo  terraço/esplanada  com  um  copo  de  vinho na  mão  aprecia-­‐se  o   rio,  a  península  de  Tróia,  o  centro  de  Setúbal,  bem  como  as  serras  da Arrábida  e  São  Luís.  Este  é  o   paraíso  das  câmaras  fotográficas.  No  interior,  o  bar  lounge  recebe exposições  de  arte  regularmente   cujas  obras  redecoram  o  espaço,  há  noites  temáticas  e espetáculos  de  música  ao  vivo  (no  último   sábado  de  cada  mês)  e  é  o  ponto  de  encontro  tanto para  hóspedes  como  para  clientes  de  passagem   pelo  bar  ou  pelo  restaurante.   No  Restaurante Panorâmico  do  hotel,  no  8º  andar,  saboreiam-­‐se  iguarias  inspiradas  em  produtos   locais  e algumas  influências  internacionais,  como  o  crocante  de  queijo  de  Azeitão  em  confit  de  mel  de rosmaninho  e  avelã  torrada,  a  cataplana  à  setubalense  ou  o  ilustre  choco  frito.  Além  de  todas as comodidades  que  um  hotel  de  4  estrelas  exige   –   wi-­‐fi,   room  service,  serviço  de   baby-­‐sitting, lavandaria,  estacionamento  privativo,  etc.

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