Quinta-feira, 25 Fevereiro, 2021
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Trabalhadores da PT em greve. É a primeira greve em 10 anos

Os sindicatos afetos à PT e a Comissão de Trabalhadores convocaram a greve em protesto contra a transferência de 155 trabalhadores da operadora de telecomunicações para empresas do grupo Altice e Visabeira.

A concentração de trabalhadores prolonga-se durante esta sexta-feira junto à sede da PT, em Lisboa, e termina a residência oficial do primeiro-ministro.

Cento e cinquenta e cinco trabalhadores foram transferidos mas existem cerca de 200 que neste momento não têm funções atribuídas na empresa.

O líder da CGTP condena a transferência de mais de 150 trabalhadores da PT Portugal para empresas do grupo Altice e Visabeira, considerando tratar-se de uma “situação inadmissível” e que é um “despedimento encapotado”. Arménio Carlos refere que “em cerca de dois anos de presença em Portugal a Altice já pagou coimas superiores a 110 mil euros à Autoridade para as Condições do Trabalho” e que em França já pagou vários milhões. Apela ao Governo para que intervenha.

Esta é a primeira greve dos trabalhadores da operadora de telecomunicações em mais de dez anos.

Pelas 13h30, os trabalhadores da PT Portugal provenientes de todo o país vão concentrar-se em Picoas, junto à sede da empresa. Seguem depois em marcha até à residência oficial do primeiro-ministro.

O protesto ocorre poucos dias depois de o grupo Altice ter anunciado que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, numa operação avaliada em 440 milhões de euros.

A greve levou a PT Portugal a ativar os “devidos planos de contingência”, segundo informação prestada à agência Lusa por fonte oficial da operadora. A Lusa questionou que planos são esses, não tendo obtido esclarecimentos adicionais.

Visabeira investe oito milhões no primeiro hotel Vista Alegre em Lisboa

Frederico Costa

O grupo está ainda a fechar o nome do hotel, que será divulgado durante o mês de Janeiro de 2016, mas é certo que a marca Vista Alegre constará do nome, tal como já acontece na unidade que detém em Ílhavo.

Frederico Costa sublinhou que as obras para a construção desta unidade arrancam no início de 2016, para que o hotel possa entrar em operação no primeiro semestre de 2017. “O valor total do investimento é de cerca de oito milhões de euros”, revelou ainda o gestor.

O presidente da Visabeira Turismo salientou que o novo projeto será um hotel de cidade, virado para o lazer e que aposta no “mercado externo que procura Lisboa, como os brasileiros e os espanhóis”. O facto de se associar o hotel a uma das marcas de referência do grupo servirá de chamariz para clientes que já conhecem as lojas e que poderão escolher a unidade para alojamento.

Até concretizar este projeto no Chiado, a Visabeira Turismo aposta no recém-aberto Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, que está em ‘soft opening’ desde o passado dia 2 de Novembro. Com 82 quartos e um investimento total de 13,3 milhões de euros, esta unidade em frente à Ria de Aveiro aproveita os 200 anos de história do local onde nasceu a Vista Alegre para criar um “hotel experiência” que entre outras valências integrará um museu, um teatro do século XIX e a possibilidade de realizar ‘workshops’ de como se faz porcelana e pintura.

“O mercado britânico será forte para esta unidade, mas também o brasileiro e o espanhol, estes últimos mercados onde a Vista Alegre está em força com lojas”, sublinha o gestor que acrescenta ainda os turistas franceses e alemães.

Reforçar parceria internacional

O grupo de Viseu fechou recentemente um contrato de ‘franchising’ com uma das maiores redes espanholas de turismo, a Paradores, que atribui esta marca ao Hotel Casa Ínsua, em Penalva do Castelo. Esta é a primeira parceria internacional da Paradores, cuja atuação se assemelha à das Pousadas de Portugal ao transformar edifícios emblemáticos em projetos hoteleiros. A rede operava, até este contrato, 95 hotéis.

Desde dia 15 de Outubro que esta unidade de cinco estrelas abriu com a nova marca, sendo que a mudança já está a ter impacto. “Mais do que duplicou os resultados, atingiu mais de 80% de taxa de ocupação, enquanto o preço subiu mais de 30%”, revela Frederico Costa que lembra que com esta ligação à Paradores conseguiu colocar o hotel no mapa internacional.

Desde a abertura, turistas de Espanha, Estados Unidos, Rússia e França têm reforçado a procura no novo Parador Casa Ínsua.

Mas a parceria com a Paradores não vai ficar por aqui. Frederico Costa admite que em cima da mesa está a possibilidade de selecionar outras unidades e alargar a atuação da rede Paradores em Portugal. Neste cenário pode acontecer através de três caminhos: “Outra unidade do grupo poder integrar a rede, abrir caminho a que outras empresas se possam associar à marca ou a Visabeira estar no ‘managment’ para ajudar algum hotel em dificuldades e ajudar a adaptá-lo à marca Parador”, esclarece o mesmo responsável.

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