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Greve: Pais de alunos de Viseu tiveram de pôr em prática o ‘plano B’

© Reuters

“Já sabia da greve através dos meios de comunicação. Vai ficar em casa da avó, que é sempre o plano B”, disse à agência Lusa Elsa Pinto, mãe de um menino de sete anos.

Também João Andrade, pai de uma menina de nove anos, já estava preparado para o terceiro dia de greve dos professores, que abrange toda a região centro.

“Ela tem ATL (Atividades de Tempos Livres), portanto, a situação é fácil de resolver. Noutras situações seriam os avós. Temos sempre solução”, frisou.

Marisa Coelho, mãe de dois meninos, um de quatro e outro de seis anos, foi uma das primeiras a chegar ao Centro Escolar Aquilino Ribeiro, onde dirigentes do Sindicato dos Professores da Região Centro estiveram a distribuir um documento aos pais e encarregados de educação.

“No caso do Tomás, a educadora já avisou ontem (terça-feira) que não vinha. Agora, vou ficar à espera até às 09:00 para saber do Francisco, que anda no primeiro ciclo”, afirmou.

O encerramento deste centro escolar da cidade de Viseu confirmou-se, mas não causou grande transtorno a Marisa Coelho, que trabalha por turnos no hospital e hoje está de folga, aproveitando assim para passar o dia com os filhos.

O Centro Escolar Aquilino Ribeiro tem 188 crianças no primeiro ciclo e cerca de 70 no pré-escolar. Nele trabalham oito professores titulares e três educadoras, sendo que apenas uma destas não fez greve.

O dirigente sindical Francisco Almeida disse à Lusa que o encerramento deste centro escolar já era esperado.

“Só se o Ministério de Educação tivesse contado o tempo de serviço é que este centro escolar hoje abria”, afirmou.

Francisco Almeida disse haver já indicação de “mais centros escolares grandes encerrados” no distrito de Viseu, como os de Espadanedo e Tarouquela, no concelho de Cinfães, e o de Jugueiros, na cidade de Viseu.

“Estamos, de certeza, perante uma grande greve”, frisou.

Os docentes exigem que nove anos, quatro meses e dois dias de trabalho sejam contabilizados na progressão de carreira, após um período de congelamento, e que sejam solucionadas questões relativas à aposentação, aos horários e à precariedade que atinge a profissão.

LUSA

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters

A Earth Consulters foi fundada a 1 de julho de 2010, porém, há quanto tempo andava a ser projetada?

A Earth Consulters começou a ser projetada no momento em que se verificou que existiam ainda bastantes lacunas no mercado para responder à legislação no âmbito da formação profissional, e a formação que existia era meramente teórica, sem qualquer componente prática que permitisse capacitar em contexto de trabalho. Começou assim a projetar-se a prestação de um serviço que aconselhasse as entidades da obrigatoriedade da formação profissional em várias vertentes, bem como da importância que esta tem para reforçar a produtividade e competitividade. Iniciamos em 2010, com o propósito de capacitar pessoas e atualmente continuamos com o mesmo objetivo, promovendo e realizando projetos de formação e intervenção inovadores.

Enquanto CEO fale-nos do seu percurso até à constituição da empresa e dos motivos que o levaram a optar por criar uma empresa de consultoria e formação?

O projeto Earth Consulters, iniciou com um «núcleo duro», já com experiência consolidada, de pelo menos 20 anos em formação profissional certificada. Como referi, o projeto Earth Consulters em muito resultou da necessidade de prestar um serviço rigoroso, que respondesse às necessidades que a legislação no âmbito da formação profissional impõe e que em 2010 ainda não era devidamente reconhecida.

Acredito ainda que a “formação não transforma o mundo. A formação aperfeiçoa as pessoas e as pessoas mudam o mundo” e por isso a área da formação profissional e consultoria tem um papel relevante na sociedade. As pessoas têm de ter o desejo de sucesso. Esse desejo tem de ser maior que o medo do fracasso. Temos de nos aperfeiçoar, dessa forma tornamos o mundo melhor.

Apesar de sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que contribuição considera que tiveram, ao longo destes oito anos, na transformação do tecido empresarial português e nos particulares que procuram os vossos serviços?

Incrementamos a produtividade, a competitividade mas também a empregabilidade.

As empresas têm cada vez mais conhecimento da legislação e das normas que regulamentam as atividades profissionais e já não facilitam. Também a Autoridade para as Condições do Trabalho tem feito variadas campanhas publicitárias sobre prevenção de riscos profissionais junto das entidades empregadoras, sensibilizando-os para a importância do desenvolvimento de ações de formação nos mais variados âmbitos.

Prestamos consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no melhor caminho a trilhar, na resolução de problemas jurídicos que tenham inerentes à sua atividade profissional. Prestamos ainda consultoria na área do Marketing e do novo quadro comunitário, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado já saturado em muitos setores de atividade.

Nestes oito anos quais foram os maiores desafios que tiveram de enfrentar?

Crescemos muito. Somos bons. E quando as expectativas de quem nos procura são elevadas, também nós temos de nos superar e ultrapassar muitos obstáculos.

O nosso maior desafio é esse, acompanhar os clientes, as transformações que ocorrem na sociedade e sobretudo no mercado de trabalho, integrando planos de formação inovadores e que superem todas e quaisquer expectativas.

Outro dos nossos desafios é que as empresas e as pessoas, não nos procurem para desenvolver formação apenas pelo caráter da obrigatoriedade que a legislação impõe. Procuramos também, diferenciarmo-nos do restante mercado, impondo metodologias ativas para capacitação em contexto de trabalho, que depois tenham repercussões nos resultados da atividade profissional.

Por outro lado, quais foram as maiores conquistas?

Todos os dias são uma conquista. Todos os dias vestimos a camisola. Todos os dias nos superamos.

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters, é estarmos em todo o lado, e obter o reconhecimento do nosso trabalho. Quem desenvolve formação connosco, com o intuito de se capacitar e informar, volta a contactar-nos para o repetir em outras áreas do conhecimento.

Somos PME Líder 2016, PME Líder 2017, Empresa Gazela 2016, Empresa Gazela 2017, Cliente Aplauso do Millennium BCP, e ainda reconhecidos pela DGERT, pelo IMT e pelo MAFDR para um sem fim de ações de formação homologadas por estas entidades. São o reconhecimento do esforço e dedicação que há em tudo o que fazemos e naquilo que pretendemos ser.

Quando a empresa se apresentou ao mercado a formação nas empresas era algo pouco usual. Entretanto o paradigma mudou e a concorrência, naturalmente, aumentou. Essa foi uma fase complicada?

Há muita concorrência mas isso não nos assusta, e em momento algum isso constituiu algum tipo de obstáculo para a nossa atividade. A Earth Consulters tem vindo a destacar-se no mercado por manter contacto regular com os formandos, apostando em práticas de excelência, desde o primeiro contacto. Queremos ser os melhores, renovando esse objetivo todos os dias. Além do rigor com que atuamos, temos uma equipa vocacionada para o atendimento personalizado ao cliente, prestando apoios necessários na resolução de problemas, fazendo com que os empresários se dediquem apenas ao negócio. Para além disso temos vários protocolos de cedência de salas, que permitem ministrar formação em locais apropriados, que cumpram para o bem-estar dos formandos e a qualidade pedagógica da ação. Por forma a responder a uma das maiores necessidades dos formandos, a proximidade do local de trabalho/residência ao local da formação, a nossa equipa encontra a solução que melhor se adequa às situações. Para a prática, contamos com uma bolsa de formadores, altamente qualificada e com uma experiência profissional enquadrada no setor de atividade a que a formação se adeque.

As nossas práticas são de excelência e os nossos clientes reconhecem-no porque nos procuram não apenas uma vez, mas sim várias vezes, recomendando os nossos serviços a outros, o que nos enche de orgulho, percebendo que estamos no caminho certo.

Na sua opinião, o que é que os portugueses ainda têm de aprender sobre formação profissional?

Ainda há uma parte significativa que não vê a importância da formação complementar nos dias de hoje e que na maioria das vezes realiza a ação apenas para cumprir com a legislação ao invés da aprendizagem e know-how adquiridos. Existe muito ainda a ideia de que a formação profissional é uma medida política, o que não corresponde à realidade. A formação profissional contínua fomenta o espírito crítico e preventivo, incrementando a competitividade e qualificação dos recursos humanos.

Que análise faz acerca do crescimento e desenvolvimento que a Earth Consulters tem revelado ao longo do tempo apesar das oscilações do mercado?

A estratégia sempre foi inovar, acompanhando todos os desafios que a globalização nos colocou. As realidades estão sempre a alterar-se e por isso fazemos questão de acompanhar os nossos clientes o mais possível, conhecendo os seus hábitos, necessidades e problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda, para que também nós possamos chegar a todo o lado e dar resposta às lacunas das Pessoas e Empresas. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar a nossa missão, qualificando também nós, a nossa equipa para que sejam todos capacitados e por isso capazes de implementar a mudança. Os novos paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processos de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados.

Do que é que se orgulha mais desde o dia 1 de julho de 2010 até agora?

Da equipa e dos clientes, ambos na mesma medida. Tenho todos os dias, uma equipa fantástica, com um sem fim de competências, nas mais diversas áreas, que atuam para dar a resposta que os clientes solicitam e que preparam tudo ao pormenor para que o cliente fique satisfeito, com as Pessoas, com o serviço e consequentemente com a Earth Consulters.

Orgulho-me das parcerias que a Earth Consulters tem criado por todo o país, incluindo as ilhas, onde temos uma presença bastante forte. As parcerias são sem dúvida uma das partes mais importantes do nosso trabalho. Não obstante filiais em vários pontos do País, e apesar de todo o nosso trabalho de divulgação, sabemos que existem entidades que estão próximas das populações, como são as juntas de freguesia e que acabam por ter um papel fulcral nas tomadas de decisão dos seus habitantes.

E por fim, não menos importante, o Projeto Criar Bosques, sequência de um protocolo assinado pela Earth Consulters. O objetivo é contribuir para a reflorestação do país, depois dos acontecimentos mediáticos do último Verão. Desta forma, a Earth abraça esta causa e ao longo do ano de 2018, nos meses de Fevereiro, Julho e Dezembro, por cada aluno da ação de formação de Manobrador de Máquinas em Obra, compromete-se a doar o valor correspondente a uma árvore. Todos temos de assumir a nossa parte na responsabilidade social e pequenos gestos podem fazer toda a diferença. A Earth Consulters, apesar de focada no sucesso e no trabalho, não esquece que através da sua marca pode também dar visibilidade a projetos que permitem tornar a Terra, um sítio bem melhor.

Para assinalar o dia de aniversário o que prepararam de especial?

Felizmente estamos com imenso trabalho o que não nos tem proporcionado tempo livre. Será com toda a certeza um dia muito especial, iremos comemorar, mas essa não é nossa prioridade. A maior prioridade neste momento é proporcionar satisfação máxima aos nossos clientes, integrando as suas necessidades nos nossos objetivos.

Quem é David Magalhães?

David Magalhães, sou a tradução de um longo percurso de trabalho e perseverança, aprendi ao longo da vida que as dificuldades não são de todo obstáculos mas sim o encontro de um novo desafio a superar.

Por detrás de mim existe algo que fez a pessoa que sou hoje. A minha família.

O meu pai não me educou para ser rico, educou-me para ser feliz e é graças a ele que eu sei o valor das coisas e não o seu preço e aproveito esta oportunidade para homenageá-lo pois se eu sou quem sou a ele o devo.

O meu pai é para mim um exemplo, a minha raiz.

Ninguém pode escapar à relação Pai/Filho, ou seja todos somos filhos de alguém. Ainda que alguns se neguem a ser pais e outros a ser filhos.

Qualquer um pode ser pai, mas apenas um grande homem pode ser um bom Pai e eu tive essa sorte. Sempre que me é possível desloco-me ao Porto, nem que seja para um breve almoço, para poder passar alguns momentos com a minha família, e são eles o abrigo perfeito, que sendo as pessoas incríveis que são conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Tudo isto para vos explicar que por detrás de mim existe um alicerce familiar muito importante, pois tal como em qualquer árvore de fruto é fundamental que a raiz seja bem nutrida. A minha família dá-me esses nutrientes, para que a árvore dê os melhores frutos. A Earth Consulters e o seu franco crescimento no mercado são também fruto dessa árvore.

O sucesso da Earth Consulters é um reflexo da pessoa que o meu pai educou e do árduo trabalho de todo o meu percurso profissional.

Na vida não existem derrotas, existem aprendizagens e seguirmos em frente mais capazes de concretizar e realizar.

Aprendi com o  passado a planear o futuro, mas o que há para ser feito, tem de ser feito hoje.

Primeiro-ministro lança hoje concursos para reabilitação do IP3

© Tony Dias-Global Imagens

evento realiza-se às 10h20, junto ao nó de Raiva, Penacova, no IP3, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

A cerimónia prevê o lançamento dos concursos de empreitada para a reabilitação do IP3 entre o nó de Penacova e a Ponte do Rio Dão, e para o Projeto de Execução para Duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu.

Em 4 de maio, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que a requalificação do IP3 entre Viseu e Coimbra deveria durar três a quatro anos.

Após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse também na altura Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade”, duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

No total, só “3% do troço poderá ter de permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada, como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens”.

LUSA

Está a chegar a Viseu o primeiro Fitness For Life

O evento «Fitness For Life» irá decorrer no ginásio For Life, inserido no Centro Comercial Palácio do Gelo, entre as 9h e as 19h dos dias 24 e 25 de fevereiro, e inclui vários momentos de formação levados a cabo por alguns dos maiores profissionais da área em Portugal.

O objetivo é transmitir conhecimentos a técnicos de exercício físico que, no final, receberão um certificado reconhecido pelo IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude.

A escolha das temáticas caberá a cada participante, uma vez que tem à sua disposição um leque variado de módulos a lecionar. Entre as opções, destaque para as formações em: Novas tendências no treino em circuito; Cross Training; Reabilitação aquática da coluna; Técnicas avançadas de treino para a hipertrofia muscular.

Segundo Luís Fernandes, responsável pela organização do evento, “as áreas de formação foram criteriosamente selecionadas e tiveram em conta as reais necessidades destes profissionais nos dias de hoje. As dinâmicas de trabalho têm vindo a alterar-se porque o próprio mercado e público-alvo também tem sofrido modificações, o que nos obriga a acompanhar essa evolução e a prestar um serviço de formação que responda de forma assertiva”, acrescenta.

Para além dos workshops, a iniciativa prevê momentos paralelos, igualmente inseridos no cartaz do «Fitness For Life».

O primeiro decorrerá no dia 23 de fevereiro, pelas 20h30, no Clube The Day After, e consiste numa aula de Zumba solidária que conta já com cerca de 250 inscritos, cujo valor angariado reverterá a favor da Associação de Bombeiros Voluntário de Viseu.

Ainda no decorrer do dia 23, pelas 21h, no EXPOCENTER Viseu, realizar-se-á a apresentação formal de duas entidades de peso: a APQV – Associação Portuguesa para a Qualidade de Vida – que, apesar de recente, já está a dar que falar pelos projetos inovadores que pretende desenvolver junto da comunidade civil –, e da UPDTEF – União Portuguesa de Diretores e Técnicos de Exercício Físico – que luta pelos direitos da carreira dos profissionais de exercício físico (diretores e técnicos).

O dia 24 será recheado de atividades e workshops entre as 9h e as 19h e contará, também, com a apresentação do livro «Direito do Fitness», pelas 20h30, no Congress Hotel Monte Belo. O autor da obra, Alexandre Miguel Mestre, estará presente e abrirá ao público uma sessão de perguntas e respostas, onde certamente se irão esclarecer questões úteis para todos os participantes.

Para tirar dúvidas adicionais sobre o evento, a organização disponibilizou o email fitnessforlife@step-up.pt.

Relativamente à submissão de inscrições, elas deverão ser feitas até ao dia 23 de fevereiro, através do seguinte link: prozis.com/1lNg.

Autarcas de Coimbra e Viseu convidam ministro a fazer viagem no IP3

Numa carta a que a agência Lusa teve hoje acesso, Almeida Henriques (Viseu) e Manuel Machado (Coimbra) convidam Pedro Marques para a viagem a realizar “em data próxima”, no Itinerário Principal (IP) 3, “fazendo-se acompanhar por quem considerar adequado, nomeadamente pelos responsáveis pela gestão da via”.

“Previsto no Plano Rodoviário Nacional desde 1985, que substituiu o plano de 1945, o IP3, que só ficou totalmente concluído em 2010, desde há muitos anos tem revelado, no seu troço entre Viseu e Coimbra, elevados níveis de sinistralidade e constante e crescente degradação”, lamentam.

Os autarcas lembram que, “fruto da consciência generalizada sobre a inadequação daquele troço às necessidades das regiões”, ao volume de tráfego e à sinistralidade registada, ao longo dos últimos 15 anos foram apresentados “vários planos para a sua substituição por uma autoestrada”.

“Nenhum dos projetos avançou e a situação insustentável mantém-se”, sublinham.

No dia 03 de janeiro, o presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, defendeu a colocação de separadores centrais e a duplicação de alguns troços do IP3, de forma a evitar acidentes como os ocorridos na quadra natalícia.

O autarca social-democrata considerou estas obras urgentes, depois de, em apenas quatro dias, se terem registado três acidentes graves.

Posteriormente, a Câmara de Tondela aprovou, por unanimidade, uma moção a pedir a requalificação do IP3, que tem cerca de 72 quilómetros, entre Viseu e Coimbra, e é “diariamente atravessado por quase duas dezenas de milhar de veículos”.

A moção alertava para os “muitos pontos críticos” do IP3, como “o troço entre Canas de Santa Maria/Valverde e Tondela (construído como variante a Tondela), onde durante a quadra natalícia ocorreram três acidentes graves, que causaram um morto e mais de uma dezena de feridos”.

LUSA

Viseu: Barragem de Fagilde está com capacidade máxima

“Já solicitámos autorização à APA (Agência Portuguesa do Ambiente) para abrir as comportas, o que deve acontecer hoje, para poder ir passando água, porque é sempre um risco ter água a ultrapassar a barreira existente”, explicou o autarca aos jornalistas.

A Barragem de Fagilde abastece os concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. No final de outubro, devido à seca, foi necessário por no terreno uma operação de reforço de abastecimento público de água à região de Viseu, que foi suspensa no final do ano.

Segundo Almeida Henriques, neste momento haverá água para oito ou nove meses. No entanto, “o problema estrutural está longe de estar resolvido”.

“A capacidade da barragem é diminuta, sobretudo se tivermos um ano de seca”, frisou.

O autarca elencou várias medidas que estão a ser tomadas para que não se repita a situação de falta de água verificada no ano passado, como, por exemplo, “a instalação das ensecadeiras, que vão permitir aumentar num milhão e meio a capacidade de reserva”.

“Um milhão e meio significa aumentar o tempo de sobrevivência da barragem e esta é uma medida que nós vamos conseguir ter implantada a pensar no próximo verão”, afirmou.

O presidente da Câmara de Viseu explicou ainda que estão a ser adjudicados “furos diagonais” para poder ter mais capacidade de abastecimento no furo alternativo feito junto à barragem e que está a ser estudada a possibilidade de, juntamente com os municípios de Nelas e de Mangualde, haver uma captação junto ao Rio Dão, cuja água possa ser usada para a indústria.

O autarca disse que todas estas medidas são a “pensar no curtíssimo prazo”.

“Há depois outras opções que são de médio prazo, designadamente o lançamento do concurso para o aumento de capacidade de reservatórios e o novo tanque da ETA (Estação de Tratamento de Águas) de Fagilde/Povolide”, acrescentou.

Segundo Almeida Henriques, está também em análise a conduta de ligação ao Balsemão, “um investimento superior a 10 milhões de euros”, mas estes são todos investimentos que “vão demorar dois anos/dois anos e meio a concretizar”.

“Estamos a tratar do que é preciso no imediato, mas também estamos a preparar o médio prazo”, frisou, fazendo votos para que, no próximo verão, a água da Barragem de Fagilde seja pouco usada para o combate aos incêndios.

Almeida Henriques avançou aos jornalistas que propôs ao Governo ficar com a gestão da barragem.

“Face ao facto de sermos nós que já temos, em termos práticos, a gestão da barragem, então que legitimamente estabeleça um protocolo connosco e que nos dê a gestão da barragem”, justificou.

LUSA

Seca: Viseu vai receber mais de 500 mil litros de água diários

“Está a ser preparada a possibilidade de vir um comboio com água, diário, durante a noite, que descarregaria em Mangualde, com capacidade de mais ou menos 500 metros cúbicos (m3) por dia. Estamos a monitorizar diariamente, mas diria que é convenientemente que na próxima semana este transporte já esteja a ser assegurado”, revelou.

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Viseu explicou que esta água virá de comboio de “um espaço de fornecimento perto de Lisboa”.

Esta é mais uma medida para fazer face à seca que se atravessa, numa altura em que a Barragem de Fagilde está neste momento com 360 mil m3″, ou seja, “cerca de 10,5% da sua capacidade”.

“Já conseguimos reduzir bastante os consumos destes quatro concelhos [Viseu, Nelas, Penalva do Castelo e Mangualde] e a população está a responder bem. Mas a reserva da barragem só dá para mais 20 a 25 dias”, acrescentou.

Nos últimos dias, o município de Viseu viu-se obrigado a transportar diariamente água em camiões cisterna para fazer face à seca.

“Estamos também a identificar outras situações, designadamente o caso do Museu do Quartzo, em que há aquele depósito de água na pedreira, em que vamos lá colocar uma ETA [estação de tratamento de água] portátil para podermos fazer o tratamento dessa água”, referiu.

De acordo com Almeida Henriques, estes quatro municípios estão a “lançar mão de tudo o que esteja ao alcance para garantir que não falta a água, com qualidade, na casa das pessoas”.

“Desde que começámos este processo, a Câmara de Viseu já gastou 200 mil euros no abastecimento de água às pessoas. Esta é uma operação cara, que não vai ter qualquer impacto na fatura das pessoas, mas precisamos que o Governo nos ajude”, apontou.

No seu entender, esta é “uma situação de emergência e “os quatro concelhos que estão com esta dificuldade não têm capacidade para aguentar este nível de despesa para fazer face a estas necessidades”.

“Este fundo disponibilizado [pelo Governo] de 250 mil euros será manifestamente insuficiente para fazer face a isto, até porque a perspetiva é de que não vamos ter chuva nos próximos dez dias. E mesmo que tenhamos, ela não terá um impacto imediato na Barragem de Fagilde”, alertou.

O autarca informou ainda que Viseu está a gastar uma média de “quase 20 mil euros por dia” na logística associada ao transporte da água.

“Em tempo de guerra não se limpam armas e esta é uma situação de emergência, que tem de ser encarada como tal. Por isso, o Governo tem de olhar para esta situação, monitorizando ainda mais em cima, e fazendo previsões a médio prazo, pois as perspetivas em relação à chuva não são nada animadoras”, concluiu.

Viseu: Barragem de Fagilde vai ter reforço de água devido à seca

“Decidimos um calendário de operações, umas a terem início já esta semana, a partir de amanhã [sexta-feira], no sentido de assegurar maiores quantidades de água para o sistema, a partir de origens externas”, avançou.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Martins explicou que pretendem servir-se de recursos hídricos que até então não eram utilizados, implementando sistemas de tratamentos móveis, que possam estar operacionais já na próxima semana.

“Identificámos, por exemplo, um conjunto de recursos hídricos que estavam em antigas pedreiras e que tinham volumes significativos e qualidade, que é compatível com sistemas de tratamento simplificados e móveis. Portanto, vamos mobilizá-los de modo a que tratemos essa água e, por via de camião cisterna, reforcemos os sistemas destes quatro municípios”, esclareceu.

De acordo com o secretário de Estado do Ambiente, esta reserva regional deverá assegurar o abastecimento de água a estes concelhos nos próximos 25 a 30 dias. No entanto, se se prolongar a seca atual, poderá vir a ser necessário fazer transporte de água por comboio, a partir do Entroncamento até Mangualde.

“Temos ainda uma solução relativamente mais sofisticada, do ponto de vista técnico, que é estarmos avaliar a reutilização das águas residuais da ETAR de Viseu, que é uma ETAR que faz tratamento terciário, e fazer com que ela possa depois ser objeto de um tratamento complementar, no sentido de poder ser utilizada em usos compatíveis”, acrescentou.

Carlos Martins informou ainda que foram identificadas indústrias, grandes consumidores de água, mas que não necessitam de água tratada e podem receber água bruta.

“De maneira a baixar os custos, podem levar água bruta de barragens que estão nas redondezas, nomeadamente a Aguieira e na barragem que serve o Planalto Beirão, sem tratamento”, referiu.

Para a implementação destas medidas, o Ministério do Ambiente disponibilizou 250 mil euros ao conjunto dos quatro municípios.

“Esperamos que o clima possa de alguma maneira trazer alguma ajuda, pois as chuvas da semana passada serviram apenas para duas horas de consumo da cidade de Viseu. Esperemos que a breve trecho tenhamos melhores notícias do ponto de vista da precipitação”, apontou.

Até lá, estes municípios vão levar a cabo uma campanha de sensibilizarão ainda mais intensa, no sentido de levar as pessoas a reduzirem ainda mais os consumos.

Feira de S. Mateus abre hoje e promete cinco semanas de animação

A decorrer até 11 de setembro, a 624.ª edição da feira integra mais de 100 eventos, 32 concertos e 40 diversões, com a participação de 300 expositores, 20% dos quais novos, especialmente de Viseu.

Pelo palco vão passar nomes como Mariza, The Gift, Rui Veloso, Carlão, GNR, David Carreira, Dengaz, AGIR, D.A.M.A., C4 Pedro, Ana Malhoa, Diogo Piçarra, Amor Electro, Jorge Palma & Sérgio Godinho e Camané.

Uma das novidades desta edição são os novos pórticos de luz inspirados em antigas entradas do certame dos anos 40, 50 e 60 do século XX e que evocam o centenário dos Paços do Concelho através da representação do brasão da cidade de Viseu.

Outro dos atrativos, apenas presente até ao dia 14, é um balão de ar quente que permite ver o octógono da Cava de Viriato e a cidade a partir do ar.

A tradição continuará a marcar o secular certame, onde não faltam espaços para degustar enguias da Murtosa, farturas ou viriatos (bolo) e conhecer o artesanato da região.

A autarquia espera que, até 11 de setembro, passe um milhão de pessoas pelo recinto da Feira de S. Mateus.

My Friend Paco: estas almofadas são boas amigas

Há quem faça listas do que procura numa cara-metade, Maria Figueiredo preferiu fazer uma lista do que procura numa marca. Sentou-se com uma folha à frente e fez a pergunta fatal: “Se a minha marca fosse uma pessoa, que características teria?” Na folha foram aparecendo vários adjetivos. “Criativa”, “exuberante”, “amiga”, “divertida”, “um bocadinho excêntrica”. Tudo somado deu um nome, nascido em Portugal mas cheio de salero: My Friend Paco.

Como os bons amigos, o Paco não precisou de muito tempo para se sentir em casa. Chegou no dia 1 de julho, sob a forma de almofadas. É Maria Figueiredo que as desenha, e para já há 18 diferentes — umas bordadas à mão em Viseu, outras estampadas em Lisboa. “O que eu gosto mesmo de fazer é de criar ilustrações e desenhos gráficos”, conta a designer de comunicação de 28 anos, que se decidiu lançar em nome próprio depois de passar pela Mambo Unlimited Ideas e pelo Roof Design Studio, onde a paixão pela decoração de interiores se acentuou. “Achei que as almofadas eram um excelente suporte para desenhar, até porque têm uma utilidade. Não são simplesmente uma ilustração para pôr na parede, são quase como amigos com quem partilhamos momentos e conversas.”

almofadas my friend paco

Maria Figueiredo encontrou uma fotografia de uma avestruz e começou a brincar com ela graficamente. O resultado foi este. Foto: My Friend Paco

Embora no futuro, e se tudo correr bem, a ideia seja ampliar a marca e fazer outros objetos de decoração, para já são as almofadas que chamam a atenção, e não é pouco. Umas têm avestruzes estampadas, outras rosas, outras ainda uma grande mão com flores e pompons nos dedos que parece acenar a quem entra numa sala, e que está também desenhada no logótipo. Todas demoram o seu tempo a fazer, e esse é outro adjetivo que podia estar na lista de Maria Figueiredo: “cuidada”.

almofada mão my friend paco

A mão aberta está presente em várias almofadas e serve também de símbolo da marca.

“Gosto do que é handmade e de dar uma certa personalidade e vida aos produtos”, diz a designer. No caso das almofadas, cada uma batizada com um nome próprio e com direito a uma pequena descrição no site da marca, nada é feito de forma massiva mas “com cuidado, trabalho e tempo”.

As almofadas bordadas à mão são naturalmente as mais caras — entre 56€ e 82€ –, e há ainda as que são estampadas em Lisboa e confecionadas no norte, a 52€. Para já são vendidas sem enchimento e apenas na loja online, mas podem ser entregues em qualquer parte do mundo. Afinal, o Paco é “criativo”, “exuberante”, “amigo”, “divertido” e “um bocadinho excêntrico”, mas também internacional.

Nome: My Friend Paco
Data: 2016
Pontos de venda: Loja online
Preços: 52€ a 82€, sem enchimento

100% português é uma rubrica dedicada a marcas nacionais que o Observador acha que tem de conhecer.

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