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Operadoras atualizam políticas de privacidade devido à nova lei de dados

Questionadas pela Lusa, a Vodafone, a NOS e a Altice admitiram que o RGPD cria “novos desafios” às companhias, mas as operadoras que representam a maioria do mercado asseguram que já estão a adotar medidas para cumprir a nova legislação. A Lusa também contactou a Nowo, que não respondeu até ao momento.

Relativamente à Vodafone, a operadora disse à Lusa que “uma das principais mudanças que o regulamento traz prende-se com o reforço da informação que já hoje é disponibilizada aos clientes no que diz respeito à proteção dos seus dados pessoais e ao exercício dos seus direitos”, tendo levado a companhia a “adaptar o seu processo de recolha de permissões para a utilização dos dados”.

A empresa está, por isso, a aplicar um “plano abrangente que inclui os vários pontos de contacto” para dar conta alterações às políticas de privacidade, nomeadamente através da página da internet, de carta ou de mensagem de texto, indicou a empresa à Lusa.

Até agora, segundo a Vodafone, “o processo está a decorrer dentro da normalidade e não há registo de aumento de contactos relativamente ao tema”.

Por seu lado, a operadora NOS explicou que tem “desenvolvido todos os esforços necessários para garantir o respeito pelos direitos dos titulares dos dados pessoais e a conformidade dos produtos e serviços que presta”, razão pela qual tem estado a contactar (através de e-mail, carta e mensagem de texto) os clientes para os informar “de forma clara”, solicitando ainda permissões para aplicar as novas políticas de privacidade.

“Para melhor levarmos a cabo o nosso compromisso, as medidas, direitos e obrigações plasmados no RGPD […] estão a ser endereçadas pela empresa, através de uma equipa de trabalho alargada e multidisciplinar com o objetivo de assegurar o cabal cumprimento da legislação”, notou a companhia.

Já a Altice Portugal, dona da Meo, admitiu que o novo regulamento “acarreta novos desafios para a generalidade das empresas e em especial para as que operam no mercado das comunicações eletrónicas”.

Ainda assim, assegurou que “se encontra preparada para garantir que, no momento em que o regulamento se tornar plenamente aplicável, todos os tratamentos de dados que efetua (clientes/utilizadores/colaboradores/bem como os seus subcontratados) cumprirão os novos requisitos”.

Como exemplo de medidas já adotadas, a Altice aludiu às formações dadas aos colaboradores.

À semelhança das outras duas operadoras, a Altice disse estar a utilizar o seu ‘site’ para disponibilizar “informação sobre as novas cláusulas alteradas”, estando ainda a enviar “informação de enquadramento” na fatura de abril (eletrónica e em papel).

As três empresas apontaram à Lusa que, apesar da mudança, já tinham em prática medidas de proteção dos dados.

Em resposta enviada à Lusa, a Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas (Apritel) observou que o RGPD “levanta desafios de grande relevo” ao setor, uma vez que são tratados “grandes volumes de dados e informações pessoais”.

Porém, segundo a Apritel, as companhias “estão empenhadas no cumprimento do RGPD e têm vindo a dedicar a maior atenção a este tema de forma transversal nas suas organizações, através de equipas multidisciplinares que têm endereçado e operacionalizado todas as questões que lhe estão associadas, e realizado os desenvolvimentos técnicos e de sistemas necessários”.

O RGPD, que entra em vigor em 25 de maio, vai exigir que as empresas da União Europeia que lidem com o tratamento ou armazenamento de dados pessoais prestem informação sobre o tratamento, conservação e transferência desses mesmos dados.

As regras europeias preveem multas até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios a grandes empresas no caso de infrações à lei consideradas contraordenações muito graves.

LUSA

Vodafone faturou em Portugal mais de 440 milhões no primeiro semestre

A Vodafone alcançou no trimestre de abril a junho uma receita de 221 milhões de euros em Portugal, um valor semelhante ao dos três meses anteriores, o que eleva a faturação da operadora de telecomunicações no mercado nacional para mais de 440 milhões de euros no conjunto do primeiro semestre.

Em idêntico período de 2015 (de janeiro a junho) a Vodafone tinha registado em Portugal uma receita de 433 milhões de euros. Considerando apenas o segundo trimestre do ano (que corresponde ao primeiro trimestre do ano fiscal da Vodafone), a operadora registou no mercado português um crescimento da receita de 0,2%.

Na apresentação dos seus dados operacionais para o trimestre de abril a junho a Vodafone reportou ao mercado uma queda de 4,5% nas suas receitas totais, que somaram 13,37 mil milhões de euros.

Em termos orgânicos a Vodafone teve algum crescimento na Europa. “Na Europa o nosso crescimento permanece estável, apesar da pressão regulatória sobre as receitas de roaming, com um bom desempenho na Alemanha, Espanha e Itália, ao mesmo tempo que estamos focados em melhorar os resultados no Reino Unido”, comentou o presidente executivo da Vodafone, Vittorio Colao.

Quanto a Portugal, a Vodafone registava no final de junho 4,78 milhões de clientes móveis, ligeiramente abaixo dos 4,85 milhões de clientes móveis que tinha em março. Um recuo motivado pela descida do número de clientes pré-pagos, já que a variação nos clientes com serviços pós-pagos até foi positiva.

No negócio de banda larga fixa a Vodafone registou em Portugal um aumento do número de clientes, de 442 mil em março para 466 mil em junho.

Do primeiro para o segundo trimestre do ano a empresa teve ainda em Portugal um crescimento no número de minutos de chamadas dos seus clientes, mas uma descida na quantidade de mensagens curtas (SMS). Houve ainda um crescimento relevante no volume de dados usados pelos clientes da Vodafone entre o primeiro e o segundo trimestre.

De acordo com as informações publicadas esta sexta-feira, a receita média por cliente da Vodafone em Portugal recuou ligeiramente do primeiro para o segundo trimestre, passando de 11,9 para 11,7 euros por mês.

Efeito Brexit. Vodafone ameaça deixar Londres

A operadora de telecomunicações Vodafone alertou hoje que poderá deixar a sua sede em Londres, dependendo do resultado das negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

Em comunicado, a empresa afirma defender o acesso “ao movimento livre de pessoas, capital e mercadorias” porque estes fatores ajudaram a impulsionar o crescimento da empresa.

A Vodafone, que emprega 13.000 pessoas no Reino Unido, acrescentou ser ainda prematuro chegar a uma “conclusão firme” sobre o lugar definitivo da sua sede, referindo que tudo dependerá das negociações.

No último ano fiscal, 55% do lucro da empresa teve origem nas operações europeias (11% no Reino Unido).

A Vodafone é uma das empresas mais importantes do índice principal da Bolsa de Londres, o FTSE-100, empregando cerca de 108.000 pessoas fora do Reino Unido.

A advertência da Vodafone sobre o futuro da empresa ocorre depois do Reino Unido ter votado a favor da saída da União Europeia.

Para iniciar a separação, o Reino Unido terá que invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece um período de dois anos para iniciar as negociações sobre os termos da nova relação entre as duas partes.

Palco Vodafone: uma “garagem” a céu aberto

O Palco Vodafone é, como já aqui explicamos, uma autêntica “ilha de descoberta” no Rock In Rio. É por ali que passam nomes emergentes da música nacional (três quartos do cartaz) e cinco nomes internacionais que definem, em múltiplas vertentes, aquilo a que nos habituamos a chamar de música alternativa (ou indie).

A organização do festival, em conjunto com a equipa da Vodafone FM (a quem coube a tarefa de curadoria do palco), enfrentou o desafio de convidar artistas que, de alguma forma, se enquadrassem com as vedetas do palco principal, sem destoar mas também sem entrar em repetições. E foi o que se viu.

O primeiro dia da 7ª edição do Rock In Rio Lisboa levou ao topo da colina da Bela Vista (onde fica geograficamente localizado o Palco Vodafone) três bandas que olham para a palavra “rock” de três ângulos diferentes mas complementares, quer entre eles quer com tudo o resto (entenda-se, com os artistas do palco principal).

Ao início da tarde, a abertura ficou a cargo da dupla portuense The Sunflowers, bateria e guitarra (Carol Brandão e Carlos de Jesus) e berraria feita com ganas de quem quer partir qualquer coisa. Foi uma honra um tanto ou quanto inglória, por se tratar de uma atuação vespertina em dia de semana. A assistência foi pouca e permaneceu bastante tempo sentada nos insufláveis, ainda assim floresceram ao ponto de cativar alguns dançarinos. Depois do tema “The Witch” (tema do EP Ghosts, Witches and PB&Js) seguiram-se 45 minutos de garage rock sem compromissos. Já no final, o duo deu mostras de versatilidade ao trocar de instrumentos, levantando o véu para o que são capazes. Foram um bom aperitivo, venha de lá o álbum de estreia que a conversa será, certamente, outra.

Seguiram-se os Keep Razors Sharp, banda consórcio formada pelo vocalista e guitarrista Afonso Rodrigues dos Sean Riley & The Slowriders, por Rai, vocalista e guitarrista dos The Poppers, pelo baterista Carlos BB dos Riding Pânico e pelo baixista Bráulio, ex-Capitão Fantasma. Não estão juntos há muito tempo mas, tudo somado, havia muita experiência naquele palco. Às seis da tarde o público ainda não era muito mas foi-se juntando para descobrir aquela que é, seguramente, uma das banda mais interessantes da atualidade, que ali desfilou o álbum de estúdio, homónimo, com data de 2014. Ficou a sensação que, tivesse sido outro o público a passar por ali, mais gente se tivesse levantado do chão.

Este primeiro dia foi um desafio especial para o palco alternativo, por incluir um detalhe que não podemos desprezar: globalmente, a média de idades do público era bastante elevada (Springsteen e Xutos são muito “antigos”), o que, quer queiramos quer não, afasta muita gente do apelo da descoberta.

Não foi por isso de estranhar que, às oito da noite, os veteranos Black Lips tenham sido as estrelas do dia no Palco Vodafone. Levantaram toda a gente do chão e encheram a plateia. O quarteto norte-americanos degarage rock fez abanar cabeças durante grande parte da atuação mas a partir de “O Katrina” e “Bad Kids” os ânimos elevaram-se ainda mais. Conhecidos pelo apetite “incendiário”, em vez de lume fizeram voar papel higiénico e cuspidelas. O público pareceu gostar, tanto assim foi que respondeu com moche ao som de “Bad Kids”. O quarteto encheu as medidas, porque trouxe o espírito do Rock & Roll ao festival, com sabor a punk. Venham mais vezes.

Esta sexta-feira, o Palco Vodafone vai encher-se de outro estilo de rock, o psicadélico. Em palco estarão os portugueses Pista, Sensible Soccers e os brasileiros Boogarins. Vai ser uma tarde para pular, pensar e sonhar.

Vodafone Portugal perdeu 1,1% das receitas no terceiro trimestre

Já as receitas de serviços avançaram 0,6%, no mesmo período, para 222,7 milhões de euros.

Em comunicado, a operadora liderada por Mário Vaz refere que a “Vodafone Portugal apresenta claros sinais de recuperação, com as receitas de serviço a entrarem em terreno positivo durante o terceiro trimestre” e que “excluindo o efeito das tarifas de terminação móvel”, estas aumentaram 2,3% em termos anuais.

“Este resultado foi impulsionado pelo forte e continuado crescimento nas receitas de serviço fixo”, que subiram 40,8%.

A operadora adianta que a “melhoria nas receitas do fixo resulta do forte crescimento na sua base de clientes”, de mais 32,3%, totalizando 473 mil, dos quais 416 mil são clientes de banda larga fixa.

Em termos de clientes de serviço móvel, no terceiro trimestre terminado em dezembro a operadora contabilizava 4,9 milhões, menos 5,7% que um ano antes. A operadora registou 52,8 mil adições líquidas no trimestre, uma quebra de 18,1%.

No final do terceiro trimestre, a Vodafone Portugal contava com 2,27 milhões de casas e empresas passadas com a rede de última geração.

No âmbito do projeto Spring, relativamente à quarta geração (4G), “a Vodafone atingiu uma cobertura de 94% da população portuguesa, aumentando a utilização de dados em 89,5%” em termos anuais e “fazendo crescer o número de clientes em 220%, chegando aos 662 mil”.

Meo e Vodafone pedem ajuda aos reguladores para combater NOS

O acordo entre NOS e Benfica para a transmissão dos jogos do campeão nacional de futebol, para além dos direitos sobre a Benfica TV, já fez correr muita tinta. Os 400 milhões de euros pagos ao clube ‘encarnado’ são inéditos no mercado nacional e estão a provocar reações fortes das principais rivais da operadora liderada por Miguel Almeida.

Numa conferência organizada ontem pela SRS Advogados, a PT, dona da Meo, e a Vodafone expressaram as suas preocupações com o negócio multimilionário, dando conta de um desequilíbrio crescente criado por um alegado monopólio da NOS.

Para Marta Neves, do comité executivo da PT, existem “desafios na área dos conteúdos que têm de ser ponderados”, uma vez que existe “uma maior concentração de conteúdos desportivos no operador que tem a maior quota de mercado de televisão paga”. A representante da Portugal Telecom, acredita que os conteúdos do portfólio da NOS devem ser “ponderados do ponto de vista regulatório”, de forma a garantir a igualdade circunstâncias no mercado.

“Gostei da intervenção da minha co-painelista do lado esquerdo”, brincou Cristina Perez, da Vodafone, antes de seguir pela mesma linha de discurso. A diretora jurídica e de regulação classifica o tema dos direitos desportivos como “muitíssimo sexy” e “muito interessante”, mas pede atenção dos reguladores.

A representante da Vodafone assegura que a concentração de conteúdo exclusivo “deve ser combatida”, para que todos “beneficiem de serviços rápidos e inovadores, acessíveis a toda a população”.

Em resposta à polémica, a Autoridade da Concorrência garantiu ao Jornal de Negócios que está “a acompanhar o tema”, mas escusou-se a fazer mais comentários sobre a compra de direitos de transmissão de jogos a clubes de futebol.

Lá vai o Vodafone Mexefest ao ritmo dos Chairlift

Foi há cerca de dez anos que Caroline Polachek, Patrick Wimberly e Aaron Pfenning chegaram a Nova Iorque, vindos da bucólica Bouler, no Colorado, onde se haviam conhecido na universidade local. Como tantos outros aspirantes a artistas que afluem quotidianamente à cidade, tinham a ambição de aí se estabeleceram. “No início, não foi fácil”, diz-nos a cantora Caroline. “Nem sequer entendia o que atraía tanto os meus amigos para aquela cidade, mas depois, aos poucos, fui percebendo. A verdade é que ao fim de algum tempo estava submersa no ambiente artístico e isso é contaminador. Ou seja, de repente estamos rodeados de pessoas que desejam o mesmo que nós, e isso por um lado pode ser aflitivo, mas por outro pode ser muito sugestivo”.

No caso deles, esse poder de sugestão funcionou. Aaron separou-se profissionalmente do projeto, depois de se ter separado sentimentalmente de Caroline, mas os outros dois continuaram mergulhados na atmosfera produtiva de Brooklyn, que então começava a dar sinais de ser o pulmão criativo da cidade, ao lado de projetos musicais como os MGMT, Yeasayer, Vampire Weekend ou Dirty Projectors, que iriam marcar os anos vindouros. Ao contrário destes, a sua postura era assumidamente pop, embora contaminada por uma estética indie. Com os anos, foram criando o seu espaço: lançaram dois álbuns, e agora, quase uma década depois de terem chegado a Nova Iorque, têm um álbum pronto, Moth – a editar em Janeiro – que está totalmente fecundado pela cidade. “É o nosso álbum nova-iorquino”, acaba por dizer-nos Patrick Wimberly.

Será, em parte, sobre esse disco que o concerto desta sexta-feira, no Coliseu dos Recreios, incidirá, sem esquecer obviamente os álbuns Does You Inspire You (2008) e Something (2012). Há dias tocaram, pela primeira vez, na Cidade do México, tendo apresentado algumas das canções do novo álbum, e o resultado deixou-os esfuziantes. “Nunca tínhamos tocado no México, não sabíamos o que iriamos encontrar, mas ficámos rendidos porque as pessoas reagiram bem às novas canções”, refere Patrick, enquanto Caroline sublinha que este regresso aos palcos com novo repertório a fez recordar dos primeiros tempos. “Estávamos ansiosos porque temos uma nova formação – um guitarrista, um percussionista, eu nos teclados, por vezes e o Patrick nas eletrónicas – que foi concebida a pensar neste álbum, e ver a reação das pessoas foi ótimo, pela excitação e porque conseguimos criar uma atmosfera positiva, com toda a gente relaxada. Foi uma experiência libertadora, que é aquilo que, no fim de contas, desejamos sempre”.

“Quando nos mudámos e começamos a compor, percebemos de imediato que iria ser um disco muito nova-iorquino, no sentido de traduzir as nossas vivências mais quotidianas da cidade”.
Patrick Wimberly

“Eu sei que é difícil de compreender em abstrato, mas é como se o disco acabasse por representar para mim o que significa ser uma jovem mulher em Nova Iorque em 2015”.
Caroline Polachek

A costela da cidade

Ao contrário dos anteriores discos, em que existia uma ideia global subjacente desde o início, desta feita os Chairlift começaram por sessões de improviso, sem saberem muito bem o que iria acontecer. “Neste caso tomámos uma decisão que acabou por ser determinante para a feitura do disco: termos o nosso próprio espaço e montarmos um estúdio”, revela Patrick. “Corri a cidade à procura desse lugar, mas em Nova Iorque não é fácil encontrar um lugar onde se possa fazer barulho durante o dia”, ri-se ele, acrescentando que acabaram por descobrir uma velha fábrica abandonada recuperada onde se alugavam pequenos espaços. “Quando nos mudámos e começamos a compor, percebemos de imediato que iria ser um disco muito nova-iorquino, no sentido de traduzir as nossas vivências mais quotidianas da cidade”, expõe.

Quando montaram o estúdio, a sua relação com a própria cidade transformou-se. “De repente, é como se tivesse um trabalho das nove às cinco, o que nunca me aconteceu. Tomo café, vou para o estúdio às 10h ou 11h, fico por lá a trabalhar, e regresso a casa lá para as 19h ou 20h, para jantar com a minha mulher.” Já Caroline salienta que “apanhava o comboio todas as manhãs para o estúdio, andava pelas ruas de maneira descontraída”, e que “isso tornou-se parte integrante da feitura do disco”. E acrescenta: “Eu sei que é difícil de compreender em abstracto, mas é como se o disco acabasse por representar para mim o que significa ser uma jovem mulher em Nova Iorque em 2015. Quando começámos a trabalhar, tinha este sentimento de que gostava que Nova Iorque fosse o centro do que iríamos fazer, mas era qualquer coisa de subconsciente. Não o digo tanto ao nível das letras, mas da emoção, do espírito da música, qualquer coisa positiva e calorosa, mas que também que capta a coexistência no caos. Mas foi apenas depois de começarmos a trabalhar a sério que percebemos que era um disco sobre a cidade.”

Fala-se com eles e percebe-se que a criação do novo álbum é recente, e que as suas reflexões acerca do mesmo ainda são imprecisas. “É verdade que ainda não tivemos muito tempo para ponderar sobre o que fizemos, ainda não ganhámos o distanciamento suficiente”, ri-se Caroline, “talvez porque desta feita tenhamos operado de forma diferente. Os nosso primeiro e segundo álbuns foram feitos em Nova Iorque, mas parece-me que o sentimento do lugar nunca foi transposto para a música. Quando olho para esses discos, é como se vislumbrasse uma espécie de colagem de diversos lugares. Com este disco foi diferente. Sentimos que a energia da cidade, a sua costela multicultural, está lá.”

O single de avanço já conhecido, Ch-ching, é uma espécie de R&B digitalizado de sensibilidade pop, que parece evocar algumas das produções do último álbum de Beyoncé, a celebridade com quem colaboraram no final de 2013. “Foi uma magnífica experiência”, recorda Patrick, “conhecia a sua irmã Solange e às tantas a Beyoncé veio ver um espetáculo nosso, falámos sobre o facto de estarmos a montar um estúdio e ela virou-se para nós e disse-nos que gostava de trabalhar connosco. Na semana seguinte estávamos todos em estúdio.”

O single de avanço já conhecido, Ch-ching, é uma espécie de R&B digitalizado de sensibilidade pop, que parece evocar algumas das produções do último álbum de Beyoncé, a celebridade com quem colaboraram no final de 2013

“Ela convidou-nos porque gostava da nossa música, é simples”, resume Caroline, recordando a história à volta da canção No angel, que integra o último álbum de Beyoncé. “Na altura em que estávamos a falar sobre o trabalho que havíamos feito com ela naquela semana, recordei-me que tinha uma canção no meu computador, que havia composto num hotel em digressão por Inglaterra, e à qual faltava apenas um verso. Pensei que poderia ser um bom tema para os Chairlift, mas seria incrivelmente sensual na voz de Beyoncé, e assim acabou por acontecer. Foi um pouco estranho, aquela canção, criada no meu computador, na privacidade, acabar assim”, ri-se ela, “mas foi também um orgulho.”

Química

No ano passado, Caroline dedicou-se a um projeto a solo, a que deu o nome de Ramona Lisa, lançando o álbum Arcadia, disco que a própria descreve como “intimista, caseiro, feito no computador.” Patrick, por sua vez, também não parou depois da última digressão, produzindo, misturando e tocando para outros artistas como Solange, Tune-Yards, Kelela ou os Wet. Quando voltaram a trabalhar juntos, a química regressou. “Depois desse projeto sem instrumentos, amplificação e homens por perto”, ri-se ela, “soube-me bem mergulhar em algo completamente diferente, vibrante, multidimensional e futurista, como são os Chairlift. Ao mesmo tempo foi ótimo voltar aos instrumentos acústicos e sentir essa vibração. Este não é um disco computorizado.”

“Os dias iniciais em estúdio foram retemperadores”, acrescenta Patrick. “A Caroline ia improvisando com o seu teclado e eu ia introduzindo ritmos, sem sabermos muito bem o que dali iria resultar, mas na semana seguinte percebemos que tínhamos a base para um futuro trabalho. Conseguimos criar de novo um lugar onde nos podíamos divertir e isso é ótimo. Gostava que essa alegria e essa satisfação passassem para as pessoas quando nos ouvirem em disco ou no palco.”

Quem os viu no único concerto que deram em Portugal – no festival Primavera Sound, em 2012 – sabe do que são capazes. A sua música tanto pode ser elegante como exuberante, movendo-se por entre dinamismos rítmicos eficazes e arranjos nada óbvios, mas em palco o que fica é o som orgânico pop e a vocalização magnífica de Caroline, algures entre a expressividade luxuriante e o charme mais contido.

Cada canção é povoada por muitos elementos, mas o que sobressai no final é o lado mais empírico, como se o duo se libertasse de qualquer constrangimento de criar pop de uma forma emocional direta. “Patrick tem uma aproximação diferente à música, é mais tecnicista e cuidadoso, está sempre a tentar fugir das coisas mais imediatas, enquanto eu sou mais intuitiva e gosto do impacto direto”, diz Caroline. “No fim de contas, parece-me que é por isso que funcionamos bem os dois”.

Vodafone investirá 125 milhões para fibra chegar a mais 550 mil casas

vodafone-logoA Vodafone Portugal pretende investir 125 milhões de euros para promover a cobertura de mais de 550 mil casas e empresas até ao final do próximo ano.

O presidente executivo da Vodafone Portugal anunciou que vai investir 125 milhões de euros para cobrir mais 550 mil casas e empresas até ao final do próximo ano. No debate “O Estado da Nação das Comunicações”, no âmbito do 25.º Congresso das Comunicações, organizado pela APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, Mário Vaz, presidente executivo da operadora de telecomunicações, revelou que a “A Vodafone está investir permanentemente no incremento da rede de fibra há dois anos e meio”. Com este aumento de cobertura da rede de fibra de última geração (FTTH), a Vodafone pretende que a sua rede cresça para mais de 2,75 milhões, uma cobertura equivalente a mais de dois terços das famílias e empresas portuguesas. A rede de fibra da Vodafone Portugal chega hoje a mais de 2,2 milhões lares, acima do objetivo anunciado de 2,1 milhões.

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