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UE financia combate ao Ébola e à cólera em África

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Em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), a UE vai financiar a Cruz Vermelha com 60 mil euros nas operações no Uganda e 40 mil no Ruanda, num total de 100 mil euros, segundo um comunicado.

Estas ajudas humanitárias destinam-se a prevenir a transmissão do vírus desde a RDC, bem como a financiar a deteção de casos e os preparativos nos países em causa.

Por outro lado, a luta contra a cólera no Zimbabué, doença que desde 06 de setembro já matou 48 pessoas, vai receber um financiamento de 90 mil euros.

Esta verba irá beneficiar 15 mil pessoas que vivem em quatro zonas de Harare afetadas pela bactéria que provoca a cólera.

LUSA

Número de mortos por cólera no Zimbabué sobe para 45

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“De um total de 6.428 casos suspeitos, foram registados 45 mortes e 96 casos confirmados”, refere o relatório, divulgado hoje.

A maioria das mortes – 43 – ocorreram na capital do país, Harare, e as restantes duas nos distritos de Makoni, leste do Zimbabué e Masvingo (centro).

Segundo a agência noticiosa France Presse, meio milhão de doses de vacinas orais são esperadas na quarta-feira no país, sendo distribuídas nos subúrbios mais afetados de Harare.

O surto foi detetado a 06 de setembro nos subúrbios de Glen View e Budiriro, de onde uma fuga nas canalizações teria contaminado a água dos poços comunitários que abastecem os vizinhos, segundo funcionários do Concelho Municipal de Harare.

Harare, tal como outras cidades do Zimbabué, conta com várias áreas sem um sistema de água corrente potável, o que obriga os residentes a usar água de poços não protegidos.

No passado dia 11, as autoridades declararam o estado de emergência, proibindo concentrações nas ruas de Harare, assim como a venda ambulante de carne e de peixe nas áreas afetadas, uma medida que alguns locais ignoram por tratar-se da sua única forma de subsistência.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou para o Zimbabué, país fronteiriço com Moçambique, especialistas epidemiológicos e especialistas para organizar uma campanha de vacinação, além de mandar ‘kits’ com material de reidratação e antibióticos para tratar os doentes.

Organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional (AI), apontam o Governo do Zimbabué como único responsável por esta crise, por não melhorar as precárias condições de higiene e da rede de saneamento do país.

“A atual epidemia de cólera é uma terrível consequência da incapacidade do Zimbabué para investir e gerir tanto as infraestruturas básicas de água e saneamento, como o sistema de assistência médica”, denunciou na semana passada a diretora executiva de Amnistia Internacional no país, Jessica Pwiti.

“É espantoso que em 2018 as pessoas continuem a morrer de uma doença evitável”, lamentou Pwiti.

Este surto de cólera é o mais mortal desde o de 2008/09, quando a doença matou mais de 4.000 pessoas e infetou cerca de 100.000 no Zimbabué.

Esta é a quarta vez nos últimos 15 anos que esta nação da África Austral sofre um surto de cólera, uma doença tratável que causa vómitos e diarreia intensos, e que pode chegar a ser mortal se não for tratada a tempo.

LUSA

Zimbabué: Líder da oposição rejeita resultados

“O escândalo da Comissão Eleitoral do Zimbabué que publicou falsos resultados, não verificados, é reprovável”, disse o líder da oposição numa mensagem difundida através da rede social Twitter.

Nelson Chamisan denuncia o anúncio da Comissão Eleitoral do Zimabué (ZEC) sobre a vitória de Mnangagwa nas eleições que se realizaram na segunda-feira.

Emmerson Mnangagwa, antigo aliado do ex-presidente Robert Mugabe, derrubado em novembro, foi proclamado vencedor, à primeira volta, da eleição presidencial, com 50,8% dos sufrágios.

O anúncio foi feito na quinta-feira à noite pela a comissão eleitoral, em Harare.

Mnangagwa superou o líder da oposição, Nelson Chamisa, que obteve 44,3% dos votos, disse a presidente da comissão, Priscilla Chigumba, durante uma conferência de imprensa em Harare, organizada em ambiente de tensão, com os militares presentes nas ruas da capital.

Com 50,8% dos votos, “Emmerson Mnangagwa Dambudzo, do partido Zanu-PF, é por consequência declarado Presidente eleito da República do Zimbabué, a partir de 03 de agosto”, acrescentou a responsável pela ZEC.

ONU: Guterres preocupado com relatos de violência pós-eleitoral no Zimbabué

António Guterres pediu aos líderes políticos e à população que rejeitem “qualquer forma de violência”, enquanto aguardam pelo anúncio dos resultados eleitorais.

O secretário-geral das Nações Unidas apelou aos líderes políticos e aos concorrentes eleitorais para prosseguirem quaisquer disputas através de meios pacíficos, diálogo e de acordo com a lei.

Para António Guterres, as eleições marcam um passo em frente importante no desenvolvimento democrático do Zimbabué.

“O secretário-geral observou o espírito pacífico e democrático, que foi elogiado pelos observadores nacionais e internacionais, durante o dia das eleições”, refere o comunicado do seu porta-voz, Farhan Haq.

António Guterres apreciou o “compromisso do povo de Zimbabué” e o seu “renovado foco no desenvolvimento da nação”.

Na quarta-feira três pessoas morreram nas manifestações pós-eleitorais em Harare, capital do Zimbabué.

A população de Zimbabué aguarda o anúncio dos resultados das eleições presidenciais, disputadas pelo presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, e líder da oposição, Nelson Chamisa, e outros 21 candidatos.

Governo do Zimbabué avisa que não vai tolerar mais protestos da oposição

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“Não vamos tolerar as ações que temos observado nos últimos dias”, declarou o ministro do Interior, Obert Mpofu, durante uma conferência de imprensa, realizada já durante a noite, ao comentar a contestação ao sufrágio, que juntou escolhas para a presidência e o parlamento.

“A oposição talvez tenha interpretado a nossa compreensão como sinal de fraqueza e penso que estão a testar a nossa determinação, o que os pode levar a cometer um grande erro”, avisou o ministro.

Na quarta-feira, o Presidente do país, Emmerson Mnangagwa, responsabilizou a oposição pelas perdas humanas resultantes dos protestos de quarta-feira, após a morte de um homem, em Harare, quando o exército abriu fogo contra manifestantes que protestavam contra o que consideram ter sido uma fraude eleitoral.

“Consideramos o MDC [Movimento pela Mudança Democrática] e a sua liderança, responsáveis por interromperem a paz nacional”, disse Mnangagwa, em comunicado.

Pelo menos três pessoas morreram nos protestos violentos de quarta-feira, reprimidos pelo exército e pela polícia, que ocorreram na capital do Zimbabué, com base numa suposta manipulação dos resultados das eleições disputadas na segunda-feira, confirmou a televisão pública ZBC, numa breve mensagem na rede social no Twitter.

Centenas de seguidores do MDC manifestaram-se em Harare depois do candidato presidencial do partido, Nelson Chamisa, se ter autoproclamado vencedor e assegurado que a Comissão Eleitoral (ZEC) não publicou os resultados por estar a preparar “resultados falsos”.

A comissão eleitoral divulgou na quarta-feira os primeiros resultados parciais das legislativas, relativos a 153 das 210 circunscrições do país, indicando que a ZANU-PF, partido de Mnangagwa, obteve 110 lugares, enquanto o MDC conseguiu 41.

Segundo os dados, a ZANU-PF obteve a maioria absoluta na câmara baixa do parlamento zimbabueano.

LUSA

UE denuncia desigualdades e intimidação de eleitores no Zimbabué

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“O clima político melhorou, […] a votação decorreu de forma pacífica, mas a desigualdade de oportunidades, a intimidação de eleitores e falta de confiança no processo eleitoral minaram o ambiente pré-eleitoral”, avalia a UE em comunicado.

A mesma nota indica que os observadores no terreno constaram “esforços para prejudicar a expressão em liberdade da vontade dos eleitores”, com o chefe da comitiva, Elmar Brok, a denunciar “intimidações ligeiras, pressões e restrições” contra os eleitores para que estes votassem “a favor do partido do poder”.

“Os direitos políticos foram, em grande parte, respeitados, mas há preocupações quanto ao clima das eleições e à utilização incorreta dos meios de comunicação”, acrescentou Brok numa conferência de imprensa, em Harare.

O partido do governo União Nacional Africana do Zimbabué-Frente Patriótica (ZANU-PF, na sigla inglesa) conquistou a maioria absoluta dos lugares na Assembleia Nacional, segundo resultados oficiais das eleições gerais de segunda-feira anunciados hoje.

Das 153 circunscrições, “o Zanu-PF obtém 110 mandatos, enquanto o MDC (Movimento para a Mudança Democrática) obtém 41 lugares” na Assembleia Nacional, anunciou a rádio pública ZBC, citando dados da comissão eleitoral. A Assembleia Nacional tem um total de 210 lugares.

Este é primeiro ato eleitoral desde a queda do Presidente Robert Mugabe.

Já os resultados da votação que servem para eleger o próximo presidente do Zimbabué ainda não foram anunciados, uma situação que levou já a oposição a falar em fraude eleitoral.

“Recebemos os resultados de nossos representantes (…). Os resultados mostram além de uma dúvida razoável que ganhámos as eleições e que o próximo presidente do Zimbabué é Nelson Chamisa”, o líder do MDC, afirmou na terça-feira um alto funcionário do partido, Tendai Biti.

Nelson Chamisa declarou que liderará protestos pacíficos se a votação for considerada irregular.

Por seu lado, o Presidente Emmerson Mnangagwa, candidato e líder da ZANU-PF, partido que governa o Zimbábue desde 1980, garantiu estar confiante na vitória.

“A informação obtida pelos meus representantes no campo é extremamente positiva”, sublinhou também na terça-feira.

De acordo com a Comissão Eleitoral, “não houve fraude” nas eleições, as primeiras desde que Robert Mugabe, no poder durante 37 anos, abandonou o cargo em novembro, sob pressão militar.

Segundo aquela entidade, a taxa de participação foi de cerca de 75% e a votação decorreu de forma pacífica.

Se nenhum candidato obtiver a maioria de votos será realizada uma segunda volta presidencial a 8 de setembro.

LUSA

Zimbabué: persistem saques e ocupação de quintas

University of Zimbabwe's students, holding a portrait of former vice president Emmerson Mnangagwa, take part in a demonstration on November 20, 2017 in Harare, to demand the withdrawal of Grace Mugabe's doctorate and refused to sit their exams as pressure builds on Zimbabwe's President Robert Mugabe to resign. Zimbabwe's President faced the threat of impeachment by his own party on November 20, 2017, after his shock insistence he still holds power in Zimbabwe despite a military takeover and a noon deadline to end his 37-year autocratic rule. / AFP PHOTO / -

Num comunicado conjunto, o Exército e a Polícia do Zimbabué destacam que terminaram as manifestações realizadas durante a crise político-militar, que pôs cobro a 37 anos de liderança de Mugabe, levando o então recém-demitido vice-presidente Emmerson Mnangagwa ao poder, e que as duas forças de segurança vão colaborar no patrulhamento das ruas.

A polícia, ausente das ruas durante a tumultuosa transição política, “vai assumir o seu papel, tal como estipulado na lei”, com patrulhas conjuntas com os militares, com particular ênfase no distrito económico central da capital, Harare.

Muitos zimbabueanos aplaudiram os militares pelo papel desempenhado na resignação de Mugabe, a 21 deste mês, mas ainda não confiam na polícia, a quem acusam de corrupção e extorsão.

Na sexta-feira, na tomada de posse de Mnangagwa como sucessor de Mugabe, o chefe das Forças Armadas zimbabueano, general Constantino Chiwenga, foi ovacionado pela multidão que assistia à cerimónia, enquanto o seu homólogo da Polícia, comissário Augustine Chihuri, foi duramente vaiado.

Na posse, Mnangagwa, outrora um dos mais próximos colaboradores de Mugabe e que fora demitido das funções de vice-presidente a 06 deste mês, apelou à população para não guardar ressentimentos antigos, de forma a ajudar o novo Governo na reconstrução política, económica e social do país.

Mnangagwa, que herda um país “em ruínas”, deverá anunciar esta semana a composição do novo Governo.

Na declaração conjunta de hoje, as duas forças de segurança deram também conta de incidentes em várias áreas do país, nomeadamente com saques e ocupação ilegal de propriedades agrícolas e de casas, considerando esses atos “criminosos e contra o espírito de reconciliação” que o novo Governo quer criar.

“Esses atos serão julgados com mão forte da Justiça”, lê-se no documento.

A propriedade das terras aráveis zimbabueanas tem sido alvo, desde 2000, de ações de expropriação dos agricultores da minoria branca”, tal como então argumentou Mugabe, que exigiu a distribuição de lotes pelos agricultores negros.

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