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Crescimento da zona euro no 2.º trimestre foi o mais fraco desde finais de 2014

O crescimento da economia da zona euro no segundo trimestre foi o mais fraco desde finais de 2014, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Markit.

Segundo a empresa de serviços de informação financeira Markit, a média do índice PMI composto da atividade foi de 53,1 pontos no segundo trimestre deste ano, o nível mais baixo desde os últimos três meses de 2014 e contra 53,2 pontos no primeiro trimestre.

O valor do PMI (Purchasing Managers Index) composto da atividade da zona euro foi de 53,1 pontos em junho, contra uma previsão inicial de 53,1 pontos e 53,3 pontos em maio, reforçando a moderação da atividade na zona euro, refere a Markit.

Um índice PMI inferior a 50 pontos significa contração, enquanto um superior indica expansão da atividade.

Em relação à produção industrial, esta registou em junho o crescimento mensal mais rápido deste ano, superando o verificado pelo setor dos serviços pela primeira vez em três meses.

Com comportamento diferente, a atividade do setor dos serviços em junho aumentou ao ritmo mais lento em quase ano e meio.

Os dados por país do PMI indicam expansões sólidas na Alemanha, Itália, Espanha e Irlanda em junho.

“A economia da zona euro não conseguiu ganhar impulso em junho, terminando um segundo trimestre dececionante”, sublinhou o economista-chefe da Markit, adiantando que o crescimento mais rápido da produção industrial foi anulado pela desaceleração do setor dos serviços deixando inalterado o ritmo de expansão da atividade comercial.

Preços na produção industrial caem 3,9% em maio na zona euro

Os preços na produção industrial recuaram em maio 3,9% na zona euro e 3,7% na União Europeia (UE), face ao mesmo mês de 2015, e pelo sexto mês consecutivo, divulga o Eurostat.

Já na variação em cadeia (face a abril), os preços na produção industrial crescerem 0,6% quer na zona euro quer na UE.

Na comparação homóloga, o indicador diminuiu em todos os Estados-membros exceto Malta, onde cresceu (0,9%), segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE.

Face a maio de 2015, as quebras mais acentuadas registaram-se na Holanda (-8,2%), Grécia (-8,1%), Croácia (-6,3%) e Eslováquia (-5,9%).

Já na comparação com abril, os preços na produção industrial aumentaram em 25 Estados-membros, com as subidas mais significativas a serem observadas na Bélgica (2,7%), Holanda (2,0%) e Hungria (1,6%) e os recuos na Letónia (-0,4%), Suécia (-0,2%) e Bulgária (-0,1%).

Em Portugal, os preços na produção industrial caíram 4,7% na comparação homóloga e aumentaram 0,2% em cadeia.

Taxa de desemprego em novos mínimos na zona euro e na UE

A taxa de desemprego foi, em maio, de 10,1% na zona euro e de 8,6% na União Europeia (UE), os valores mais baixos desde julho de 2011 e de março de 2009, segundo o Eurostat.

Na zona euro, a taxa de desemprego de 10,1% compara com os 11% do mesmo mês de 2015 e os 10,2% de abril. No conjunto da UE, os 8,6% ficam abaixo dos 9,6% do mês homólogo e dos 8,7% de abril.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, as taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (4%), em Malta (4,1%) e na Alemanha (4,2%), enquanto as mais elevadas se observaram na Grécia (24,1% em março) e em Espanha (19,8%).

No que respeita ao desemprego jovem, a taxa foi, em maio, de 20,7% na zona euro (contra os 22,4% homólogos) e de 18,6% na UE (abaixo dos 20,6% homólogos). Malta (6,9%), Alemanha (7,2%) e República Checa (10,1%) registaram as menores taxas de desemprego jovem, enquanto a Grécia (50,4% em março), a Espanha (43,9%), a Itália (36,9%) e a Croácia (31,4%) as maiores.

Em Portugal, a taxa de desemprego foi de 11,6% em maio, estável face ao mês anterior e abaixo dos 12,4% homólogos. Já o desemprego jovem chegou aos 28,6%, contra os 30,9% homólogos e os 29,8% em cadeia.

Sentimento económico sobe na zona euro em abril após 3 meses a cair

Na zona euro, de acordo com a Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros, o sentimento económico subiu 0,9 pontos para os 103,9.

Já no conjunto dos 28 Estados-membros da UE, o indicador aumentou 0,5 pontos para os 105,1.

O sentimento económico subiu em três das cinco maiores economias da zona euro – 4,4 pontos na Itália, 1,9 pontos na Holanda e 0,4 na Alemanha – e recuou em França (-1,0) e Espanha (-0,8).

Em Portugal, o indicador aumentou de 104,1 em março para 106,5 em abril.

A recuperação na zona euro deve-se a uma maior confiança dos consumidores e em todos de negócio, exceto no do comércio de retalho.

Queda das exportações chinesas afunda Europa

Segundo dados divulgados hoje, as exportações chinesas caíram 25,4%, em fevereiro, face ao mesmo mês do ano anterior, a maior queda desde maio de 2009, com as vendas a caírem em todos os principais parceiros comerciais.

Já as importações desceram 13,8% pelo 16.º mês consecutivo de quedas. Cerca das 09:00 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a recuar 1,23% para os 2.983,86 pontos.

As principais praças europeias seguiam a negociar entre as perdas de 0,61% de Madrid e as de 1,34% de Paris.

Lisboa seguia a acompanhar a tendência das congéneres, perdendo 0,60% para 4.899,57 pontos.

A bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, fechou hoje a subir 0,14% para 2.901,39 pontos e Shenzhen, a segunda praça financeira do país, avançou 0,3% para 9.732,73 pontos.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em baixa no mercado de futuros de Londres, a valer 40,30 dólares, menos 1,3%% do que no fecho da sessão anterior.

Na agenda de hoje, destaque para a reunião dos ministros da economia e finanças da União Europeia, em Bruxelas e para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre na zona euro.

Na Alemanha, será conhecida a produção industrial de janeiro. Nos EUA, a Administração de Informação de Energia publica o relatório de previsões de curto prazo para o petróleo.

 

Inflação na zona euro continua sem descolar

Banco Central Europeu

De acordo com a primeira leitura da inflação para o bloco dos 19, em dezembro os preços ao consumidor aumentaram 0,2% em relação ao mesmo período de 2014, um valor abaixo dos 0,3% previstos pelos analistas e semelhante ao valor final de novembro.

Os dados do Eurostat, divulgados esta terça-feira, mostram um abrandamento no contributo positivo trazido pela componente alimentação, álcool e tabaco (cujo crescimento de preços se vem atenuando desde novembro).

A queda dos preços da energia (arrastados pela desvalorização do preço do petróleo) é agora menos evidente que nos últimos meses, tendo recuado 5,9% em relação ao período homólogo, na que será a menor queda desde julho do ano passado.

O contributo do setor serviços é menos positivo do que no mês passado (crescimento de 1,1% em dezembro face aos 1,2% de novembro), enquanto os preços dos bens industriais não energéticos terão mantido o crescimento de 0,5%.

O Banco Central Europeu tem mandato para levar os valores da inflação para próximo mas abaixo dos 2%. Contudo, na última reunião do conselho de governadores do BCE, no início de dezembro, Mario Draghi reviu em baixa as perspetivas da autoridade monetária para a evolução dos preços na zona euro, mas uma melhoria ligeira das previsões para o crescimento a economia.

O objetivo de aproximar os preços do crescimento anual de 2% ficou assim mais longe do que as previsões três meses antes: mantiveram-se os 0,1% de evolução em 2015, mas em relação a 2016 e 2017 recuaram um ponto percentual, para 1% e 1,6%, respetivamente.

No final do ano passado a maioria dos economistas sondados pelo “Financial Times” duvidava que o Banco Central Europeu (BCE) aumentasse o programa de estímulos já anunciado de 1,46 biliões de euros, em 2016, apesar das garantias do presidente da instituição, Mário Draghi, de que esta possibilidade está em cima da mesa.

Os dados definitivos para a inflação da zona euro serão conhecidos a 19 de janeiro, podendo o Eurostat confirmar ou não os valores agora avançados.

Inflação na zona euro sobe 0,2% em novembro e dá sinais de recuperação

Na União Europeia (UE), a taxa de inflação homóloga foi de 0,1% em novembro, depois de se ter apresentado nula (0,0%) em outubro. Em novembro de 2014, a taxa de inflação era de 0,3% na zona euro e na UE e de 0,1% em Portugal.

Segundo os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, a inflação homóloga foi negativa em 12 Estados-membros, com as mais baixas a pertencerem a Chipre (-1,5%) e à Bulgária, Roménia e Eslovénia (-0,9%).

Do lado oposto, os níveis mais elevados observaram-se na Bélgica (1,4%), Malta (1,3%) e Suécia (0,8%). Face a outubro, a taxa de inflação caiu em 10 Estados-membros, estabilizou em dois e subiu em 15.

Na estimativa rápida publicada a 02 de dezembro, o Eurostat tinha avançado com uma estabilização da taxa de inflação homóloga da zona euro nos 0,1% face a outubro.

De acordo com o gabinete oficial de estatísticas, os vegetais, restaurantes e cafés foram as componentes da inflação em que os preços mais subiram (0,1 pontos percentuais), seguidos das frutas (0,08 pontos percentuais).

Os combustíveis para transporte (com uma descida de 0,54 pontos percentuais) e para aquecimento (0,21 pontos percentuais) registaram as maiores descidas.

Portugal não foge à regra europeia: alívio da austeridade e mais consumo

E Portugal está longe de ser o único país da zona económica a apostar na desaceleração da consolidação e em dar folga aos seus habitantes no próximo ano.

A zona euro espera reduzir o défice de 1,9% em 2015 para 1,7% em 2016, segundo as contas da Comissão Europeia (CE), aos planos orçamentais já entregues em Bruxelas. Já a expectativa do governo português é a de passar de um défice de 3% para 2,8% nesse período. Os socialistas não estão, assim, sozinhos na decisão de avançar com algum alívio da austeridade. “A continuação da pausa na consolidação orçamental em 2015-16 é confirmada pelos planos orçamentais (PO)”, sintetiza a avaliação da CE aos planos dos Estados membros para 2016, onde ainda falta o português e sem plano grego, que em pleno resgate não precisa de entregar um PO.

O alívio da austeridade na zona euro virá da contenção a nível da carga de alguns impostos, ideia que vários Estados membros planeiam executar ou continuar. “Os PO mostram que os Estados da zona euro estão cada vez mais conscientes dos benefícios de reduzir a carga fiscal sobre o trabalho”. Segundo a CE, “alguns países estão mesmo a preparar reduções ambiciosas nos impostos sobre o trabalho que poderão ter um impacto significativo no crescimento e no emprego”. Esta é igualmente a ideia do governo socialista, reduzir o peso dos impostos na economia, favorecendo mais a atividade económica e, logo, mais emprego. O PS aposta igualmente em aligeirar taxas e impostos sobre o trabalho, como o corte na taxa social única, a revisão dos escalões de IRS ou a reversão parcial da sobretaxa deste imposto. Mas esta opção pelo alívio fiscal a nível europeu e português vem com um preço: “Segundo os planos orçamentais, o balanço estrutural deve melhorar 0,25% do PIB em 2015, seguido de uma deterioração de 0,25% em 2016”, aponta a CE. Estes valores chocam com as regras europeias, que exigem uma redução anual de pelo menos 0,5% no défice estrutural.

Consumo e PIB

É através da opção pelo consumo do governo português e da maioria dos Estados membros que a Europa vai buscar algum crescimento nos próximos anos: a zona euro antecipa saltos de 1,6% e 1,8% no PIB da região em 2015 e 2016 graças a aumentos no consumo privado de 1,7% em ambos os anos. Em Portugal o cenário é o mesmo: um PIB a evoluir ao ritmo do consumo. Em 2016 espera-se que economia portuguesa cresça 1,7%, tanto quanto o consumo privado. Em 2015, exatamente o mesmo. Alemanha, Espanha, Itália ou França são outros dos países onde essa correlação se verifica, só para citar alguns.

Há, no entanto, diferenças entre estes casos e Portugal, já que ao contrário da zona euro a economia portuguesa é estruturalmente mais dependente do consumo. Na zona euro, o consumo privado foi responsável por perto de 56% do PIB em 2014, valor que compara com os 66% de Portugal. Individualmente, Alemanha (55,3%), Espanha (59%), França (55,2%) ou Itália (60,8%) apresentam todos economias menos dependentes do consumo, pelo que terão mais espaço do que Portugal para acomodar a aposta no crescimento por esta via. Entre os países intervencionados, a Grécia está acima de Portugal neste campo (72% do PIB vem do consumo), ao passo que na Irlanda o peso não chegou sequer aos 44% em 2014.

O crescimento à custa do consumo passará ainda fatura no peso das exportações europeias. Os planos orçamentais e as previsões de outono da CE no caso de Portugal antecipam contributos nulos ou negativos das exportações líquidas para o PIB tanto em 2015 como em 2016. Para Portugal, a CE antecipa -0,5% e -0,1% respetivamente, valores que não fogem muito das previsões das restantes economias europeias, pelo que no conjunto da zona euro as exportações líquidas terão um contributo para o PIB de apenas 0,1% em 2015 e nulo em 2016.

Défice e dívida

À primeira vista, a zona euro parece estar em vias de entrar na rota de redução do peso da dívida. “A Comissão projeta que o rácio da dívida pública face ao PIB caia, pela primeira vez desde o início da crise, para 91% em 2015 e recue para 90% em 2016”, aponta o relatório da CE sobre a zona euro. Mas isto é à primeira vista. Palavra a Bruxelas: “Devemos reconhecer que uma grande porção da redução da dívida da zona euro vem da Alemanha.” Segundo o plano alemão, a dívida do país vai cair de 75% em 2014 para 68,8% do PIB em 2016. “Quando excluímos a Alemanha, a dívida da zona euro só estabiliza em 2016, nos 100%.” Desde 2008, a dívida do conjunto da zona euro subiu de 68,6% para 92%. Em Portugal os números mais recentes dos socialistas apontam para uma queda da dívida neste ano de 130,2%, para 128,2%, a que se segue nova redução, 123,9% em 2016 – 6,3 pontos. A CE antecipa que no conjunto dos dois anos a redução da dívida portuguesa chegue a 6,9 p.p.

Preços na produção industrial recuam 3,1% em outubro na zona euro

Já na variação em cadeia, os preços na produção industrial recuaram 0,3% na zona euro, 0,2% no conjunto dos Estados-membros e 0,4% em Portugal, segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE.

A baixa homóloga de outubro acompanha a tendência verificada desde maio e, segundo o Eurostat, deve-se ao recuo de 9,7% nos preços do setor da energia e de 0,7% no conjunto do resto da indústria.

Na variação homóloga, os preços na produção industrial diminuíram em todos os Estados-membros, com as descidas mais acentuadas a serem registadas na Lituânia (-10,4%), na Grécia (-8,0%), na Holanda (-7,9%), no Reino Unido (-6,9%), em Chipre (-6,7%) e na Irlanda (-6,2%).

Já face a setembro, os preços do indicador recuaram em outubro em 25 Estados-membros, com a Irlanda à cabeça (-1,1%), seguindo-se Espanha e Hungria (-0,7% cada), Bulgária, Lituânia e Holanda (-0,6% cada).

As únicas subidas mensais foram assinaladas na Suécia (0,7%), Dinamarca (0,5%), Estónia (0,4%) e França (0,1%).

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