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Vila Real acolhe fórum da CPLP

A UE-CPLP apresentou a iniciativa como uma “verdadeira plataforma de negócios e de cooperação”.

Segundo Mário Costa, presidente da UE-CPLP, o fórum é uma “grande oportunidade para os empresários estabelecerem relações comerciais com outros países, num mercado potencial de dois mil milhões de consumidores”.

Em Vila Real são esperados cerca de 3.000 empresários, estarão representados 18 países e estarão expostas mais de 250 empresas de todos os setores. Na região, o destaque vai para o agroalimentar, nomeadamente o vinho.

“Há negócios que foram concretizados e há parcerias que já foram feitas, mas isso também depende da atitude dos próprios empresários. Nós vamos abrir as portas dos mercados e eles depois é que têm de fazer o negócio”, afirmou à agência Lusa Mário Costa.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, salientou que o fórum pode ajudar a alavancar as exportações na região.

“É uma oportunidade para internacionalizar a economia, as nossas empresas e de mostrar o manancial de oportunidades que a região tem para aqueles que aqui queiram fazer investimento”, afirmou.

Esta é também, na sua opinião, a afirmação da “centralidade de Vila Real no norte do país”.

O fórum possui vertentes empresariais, institucionais e culturais, representativas dos diferentes segmentos do mercado CPLP.

O programa inclui a realização de seminários temáticos por país, reuniões bilaterais de negócio, a conferência “CPLP: Um mundo de oportunidades de negócio” e ainda uma mostra empresarial e cultural.

“Não vamos ficar fechados dentro do Teatro Municipal e todos os dias vamos para as ruas de Vila Real com dinâmicas e com acontecimentos para as pessoas da região nos conhecerem”, frisou Mário Costa.

Um exemplo é a apresentação oficial de uma equipa de basquetebol, que vai jogar no segundo escalão do campeonato nacional e junta vários jogadores oriundos de países da CPLP.

Durante o evento será ainda desenvolvida uma atividade com os futuros jovens empreendedores do espaço da CPLP. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolhe este encontro que vai reunir 50 jovens da região e 50 da CPLP.

“A CPLP pode-se tornar numa potência económica mundial. Está nos quatro cantos do mundo e tem um potencial de mercado de dois mil milhões de consumidores. Tem recursos naturais, ‘know-how’, tecnologia e uma posição geoestratégica importante”, afirmou Mário Costa.

O responsável disse que a CPLP vive um momento único que é preciso saber aproveitar, entre países unidos pela mesma língua.

“Temos dois tipos de países, Portugal e Brasil, com economias mais desenvolvidas, ‘know-how’ e tecnologia. Depois temos os países africanos e Timor Leste com economias virgens, mas com um potencial de crescimento enorme”, sustentou.

Criada em 17 de julho de 1996, a CPLP junta países espalhados por quatro continentes – Europa, América, África, Ásia – nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Educação multilingue, um leque de oportunidades

A Madeira Multilingual School é a única escola internacional, multilingue e multicultural na Ilha da Madeira com certificação IB, International Baccalaureate, para o Ensino Básico. Qual é a grande diferença de estudar numa escola IB?

Júlia SantosA IBO é uma organização educacional que oferece uma qualificação de reputação mundial para estudantes que querem um currículo que os ajude a desenvolver as habilidades necessárias para o sucesso na vida académica e na vida profissional. A grande diferença na metodologia do nosso ensino é o facto de trabalharmos com turmas com um máximo de 17 alunos, permitindo assim um trabalho mais individualizado com cada aluno e uma adequação às suas características de aprendizagem. Este acompanhamento personalizado desafia os alunos a pensar de forma crítica e analítica sobre as mais diversas temáticas, respeitando as diferenças de uma sociedade cada vez mais globalizada.

Em conjunto com a APEL criaram a Cape Verde Multilingual School em 2013 e as Equatorial Guinea Multilingual Schools em 2014. Estes projetos surgiram para colmatar que necessidades?

O nosso principal objetivo é desenvolver em todo o mundo uma rede de escolas internacionais, multiculturais e multilingues com o intuito de preparar as novas gerações para um mundo cada vez mais globalizado e com permanentes mudanças económicas, sociais, culturais e politicas. Este projeto pretende nos próximos anos chegar a todos os países da CPLP, que representa um universo de mais de 350 milhões de habitantes com acesso a uma educação cada vez mais integrativa de visão ampla, para se compreender melhor o mundo, no seu todo e em todas as suas especificidades.

A cooperação bilateral entre Portugal e os países integrantes da CPLP no domínio da educação deveria ser mais fomentada?

Em Portugal ainda é insipiente a cooperação entre agentes públicos e agentes privados em matéria de internacionalização da educação e da promoção do ensino da língua, bem como na divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro. Há exceções, naturalmente, e domínios mais explicitamente económicos, como o AICEP no fomento às exportações. Mas ao nível da educação, da promoção da cultura e da língua, cujo valor económico começa a ser cada vez mais irrefutável, as organizações do Estado são ainda tímidas no seu relacionamento e cooperação com as instituições privadas para este desiderato.

Que vantagens advêm para os jovens de uma educação internacional, multicultural e multilingue?

A principal vantagem desta oferta é a possibilidade de ingressar, a nível superior, tanto numa escola portuguesa como numa instituição de ensino de língua inglesa em qualquer parte do mundo. Para isso, implementamos a aprendizagem do português e do inglês desde o início do percurso académico, saindo os alunos da nossa escola com o Ensino Básico completo e ainda a falarem fluentemente cinco línguas das sete que fazem parte do nosso plano curricular, sendo o português, o inglês, o alemão, o mandarim e o russo obrigatórias, e o francês e o espanhol optativas. As gerações futuras serão em breve confrontadas com uma crescente necessidade de compreensão e capacidade de trabalhar com línguas e culturas diferentes, e esta nossa metodologia de ensino vem precisamente contribuir para esta preparação a nível académico e abrir o leque de oportunidades futuras. A par com a educação multilingue, temos uma base de atuação multicultural, pois temos mais de uma centena de alunos que representam 19 nacionalidades e sabemos como é essencial à construção da aprendizagem e crescimento individual a interligação cultural.

A Madeira Multilingual School procura parcerias no continente e quer estar, nos próximos anos, em todos os países lusófonos. Que mais-valias a escola procura nestas parcerias?

A Madeira Multilingual School faz parte do projeto International Sharing Schools – Multilingual Education, da Sharing Foundation, e procura tanto a nível nacional, como noutros países da CPLP, parceiros com vocação para a educação e o desenvolvimento social, para abrir novas escolas com este sistema de ensino internacional, multicultural e multilingue. A nível nacional procuramos entidades públicas ou privadas, nas cidades de Lisboa, Porto ou na região do Algarve, com instalações disponíveis em localizações adequadas que nos permitam implementar este projeto e possam ser concessionadas com um custo reduzido, numa perspetiva de desenvolvimento social. Estas escolas poderão posteriormente candidatar-se também à Certificação International Baccalaureate.

CPLP: “cooperação, interação e partilha têm de ser mais evidentes e trabalhadas entre todos”

A CGA tem uma parceira com a Cuatrecasas Gonçalves Pereira, RL, com a MA&S – uma sociedade de advogados moçambicana, é membro da “Lex África”-uma rede de escritórios e da IsFin – a rede mundial líder mundial em finanças islâmicas. Todas as parcerias e redes de contactos existentes servem que propósito?

As parcerias traduzem-se, para nós, numa grande importância uma vez que nos permitem estarmos ligados a um mundo que, hoje, é muito global. A globalização implica que tenhamos tais sinergias, de cariz internacionais, neste sentido as parcerias são uma clara mais-valia uma vez que nos possibilitam movimentarmo-nos em mercados internacionais.

Somos membros da “Lex África” e percebemos o benefício desta associação quando vemos que os investidores olham para África e não para um país em concreto. O facto de termos acesso a esta rede de escritórios a nível continental é o que nos garante fazer parte daquilo que os investidores procuram. Esta perspetiva internacional é o principal propósito de todas as parcerias.

Quais são os grandes desafios que a CGA tem enfrentado com o evidente crescimento socioeconómico de Moçambique?

O grande desafio que se sobressai daí é exatamente o acompanhamento necessário de todo este crescimento, principalmente, no que diz respeito aos recursos humanos e à competência. O crescimento implica a criação de um investimento na área da formação para podermos suprir todas as necessidades e o capital humano ainda é o «calcanhar e Aquiles» em Moçambique. Este é o nosso grande desafio enquanto sociedade de advogados, o conseguirmos posicionarmo-nos a nível estratégico e através dos recursos humanos com vista a dar resposta a este crescimento que tem sido exponencial.

Na sua opinião, que perspetivas partilham os advogados no seio da CPLP? E, por outro lado, que aspetos têm de ser aperfeiçoados?

Acredito que aquilo que todos os advogados partilham no seio da CPLP é vontade uma maior interação e cooperação dentro daquilo que é o próprio projeto. Entre os escritórios, principalmente na troca de experiências, no desenvolvimento humano e inclusivamente na partilha de clientes e de projetos. Relativamente ao que é necessário ser aperfeiçoado é exatamente o que acabei de citar. Não me parece que haja uma grande interação e partilha daquilo que se faz, a que há é muito escassa.

Existe uma cooperação entre Portugal e os países da CPLP mas entre os restantes nota-se pouca troca de experiência e muito pouca organização. Resumidamente é isto que tem de ser aperfeiçoado de modo a que se cumpram os objetivos daquilo que é a CPLP, é preciso que se aproveitem as vantagens e se tente desenvolver mais soluções. Começa a haver alguma cooperação mas é algo ainda muito ténue, não existe uma consolidação, apesar da vontade de muitos. Nunca existiu, por exemplo, uma iniciativa conjunta para ver o que se pode fazer, há pouca atividade. Diria que há sim uma relação bilateral entre alguns países mas uma relação multilateral não.

Através de que pontos considera que pode ser alavancado o desenvolvimento económico e o empreendedorismo sustentável para que surja uma dinâmica económica favorável à cooperação bilateral, multilateral e empresarial dentro da CPLP?

Observando a questão da cooperação bilateral, ela já é mais patente, não a um nível de relação CPLP mas num sentido de interesse económico.

Dentro da questão empresarial e multilateral, existe muito pouco aproveitamento. Há ainda uma dinâmica muito fraca nesta perspetiva, talvez fruto da fraca potencialidade dos outros países, porém, penso que se nos juntarmos podemos criar sinergias que podem posteriormente ser desenvolvidas, ou seja, algo que de momento não está a acontecer.

Pessoalmente, acredito muito no projeto CPLP e que o mesmo poderá resultar muito bem, no entanto, questões como cooperação, interação e partilha têm de ser mais evidentes e trabalhadas entre todos.

Que vantagens poderão advir de uma melhor internacionalização da Língua Portuguesa enquanto língua de trabalho e veículo para os negócios?

Falarmos todos a mesma língua é a vantagem óbvia, no entanto, de nada serve se não for explorada para abranger, também, o mundo dos negócios. Temos a língua inglesa como a nossa maior concorrente e tudo funciona muito à sua volta no mundo empresarial. Porém, o estar numa região em que todos falamos a mesma língua é uma clara mais-valia, agora, o que é preciso é que haja de facto vontade e negócio que justifique o uso da língua. A principal questão é esta. É preciso ter sobre o que falar. Há que criar as componentes para que se internacionalize a língua portuguesa como língua de trabalho dentro da comunidade CPLP. Não há dúvidas que tantos países a falar a mesma língua é uma poderosa arma mas cabe-nos a nós trazer a componente de negócio para a redimensionar.

Que papel ambiciona a CGA manter dentro daquele que é o projeto CPLP?

A CGA pretende estar o mais possível dentro da CPLP. Não temos a ilusão de que somos nós que iremos mudá-la mas queremos fazer parte consoante o que nos for possível e realista.

É nossa verdadeira intenção conseguir dinamizar, dentro da realidade, a comunidade ao construir uma sinergia que funcione a favor.

Como já referi acredito veemente no projeto e considero que a CPLP possa ser um grande catalisador de extraordinários negócios e, também, de desenvolvimento dos países que dela fazem parte.

Enquanto sociedade de advogados, estamos presentes e continuaremos a contribuir, dentro dos possíveis, para sermos uma referência, tanto no mercado moçambicano, como no mercado externo, promovendo assim, também, Moçambique.

 

 

CPLP debate propostas para os próximos 10 anos

A XXII reunião ordinária dos ministros da CPLP terá como tema a “Agenda 2030: Avanços e Desafios”, decorrendo sob presidência brasileira.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os governantes da CPLP discutirão a aplicação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pelas Nações Unidas, nos seus países.

Além disso, a agenda da reunião prevê a aprovação de uma resolução sobre a nova visão estratégica da CPLP, aprovada na última cimeira, em novembro passado, e que traça as linhas de atuação da CPLP para a próxima década.

Apenas Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe se fazem representar pelos respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros. Timor-Leste enviou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Angola será representada pela secretária de Estado da Cooperação, enquanto pela Guiné Equatorial estará um secretário de Estado e Moçambique e Guiné-Bissau mandaram os diplomatas que chefiam a delegação à reunião.

Entre os documentos em debate, estarão os planos de ação para a disseminação da língua portuguesa e para a cooperação económica e empresarial, adiantou à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

Os países vão também debater o aprofundamento da cooperação com os países observadores da CPLP – Eslováquia, Geórgia, Hungria, Japão, Ilhas Maurícias, Namíbia, República Checa, Senegal, Turquia e Uruguai.

O Brasil, que detém a presidência ‘pro tempore’ da organização lusófona, destacou que a CPLP “é um valioso espaço de diálogo político e oferece oportunidades para o desenvolvimento da cooperação sul-sul e para a contínua valorização” da língua portuguesa a nível mundial.

“Ao longo dos últimos 21 anos, a CPLP logrou consolidar-se como plataforma de integração e interlocução entre os países de língua portuguesa e entre eles e o mundo, tendo-se tornado um organismo internacional com credibilidade junto à comunidade internacional”, acrescentou.

O Brasil ocupa a presidência da CPLP desde a XI cimeira, realizada em Brasília nos dias 31 de outubro e 01 de novembro de 2016, sob o tema “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

“Temos muitos e grandes desafios”

Ricardina Andrade

A RA, Pessoas e Organizações propõe-se a contribuir para o desenvolvimento competitivo de Cabo Verde e da Sub-Região Africana. De que forma?

A competitividade de Cabo Verde e dos países da nossa sub-região depende, em larga medida, da competitividade das suas organizações que, por sua vez, depende da qualidade das pessoas que as integram e da forma como se organizam para poderem competir num mercado global, no qual estão em situação de desvantagem, exigindo que sejam mais rápidas nas abordagens e nas ações e mais focados nos resultados. O trabalho que propomos é pragmático e consiste em ajudar as Pessoas e as Organizações a melhorarem os seus desempenhos. Ajudamos as organizações a conquistarem resultados, que, regra geral, exigem mudanças no comportamento humano e a aquisição de novas habilidades. Para isso recorremos a técnicas e metodologias modernas e centradas na pessoa e nos resultados a serem alcançados. 

Para contextualizar o nosso leitor, com que serviços a RA se apresenta no mercado? 

Sendo uma empresa que ajuda a potenciar as pessoas e as organizações nas quais se inserem, disponibilizamos ao mercado um leque variado de ações de formação, nas mais diversas áreas de gestão, da liderança e do comportamento, com recurso a metodologias verdadeiramente inovadoras, que, para além das componentes teóricas, privilegiam a vivência individual e de equipa, a prática empresarial e a interação. Complementamos a nossa oferta com uma alternativa necessária ao alcance dos resultados: uma combinação de consultoria e coaching que produz resultados altamente significativos e a um custo relativamente baixo. O nosso diferencial é a nossa metodologia de intervenção, o perfil dos nossos facilitadores e a rapidez dos nossos resultados.  

Que principais lacunas encontram nas organizações na região de Cabo Verde? 

São basicamente as mesmas que encontramos a nível global, mas numa escala muito maior! Precisamos preencher a lacuna de liderança, e rápido. … A liderança começa no caráter, é um processo de desenvolvimento de dentro para fora e está na base da performance de tudo o que se faz.

Não existe eficácia sem disciplina, e tampouco disciplina sem caráter. É necessário criar uma estratégia para a construção de uma nova cultura organizacional, focada no potencial humano existente em África, promovendo uma África mais Humana, mais Produtiva e mais Justa. E isso requer um trabalho profundo de conscientização dos decisores e de capacitação dos profissionais para a disciplina, para o amor ao próximo e para a excelência. Requer, acima de tudo, uma mudança de paradigma sobre o Poder, sobre a Liderança e sobre o Ser Humano. É impressionante como os nossos Grandes heróis africanos viveram a frente dos seus tempos – o compromisso do Amílcar Cabral parece mais atual do que nunca “… jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minha   energia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, até   ao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviço da causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível, para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho”.

E com que desafios se tem deparado nesta sua missão de potencializar pessoas e organizações? 

Temos muitos e grandes desafios – Conquistar o mercado cabo-verdiano e da CDEAO e poder enfrentar o desafio do mercado: de ajudar os gestores a focarem na execução – fazer acontecer e sair da sua zona de conforto para se poder ter resultados extraordinários; da implementação de novas praticas para se poder criar novas culturas organizacionais e novas atitudes; de trabalhar competências de lideranças potenciando performance das equipas e o aumento dos seus resultados; da conscientização, ou seja ensinar as pessoas a desenvolver a sua consciência. A consciência é a chave. Quanto mais as pessoas treinarem a sua consciência, mais sensibilidade terão para a sua própria consciência. E aí podemos provocar a mudança. 

Que importância assume atualmente o capital humano nas empresas? 

Na minha opinião, o capital humano é a dimensão mais valiosa nas organizações e a dimensão mais importante do capital intelectual, e o líder deve reconhecer e manifestar este valor de forma que as pessoas fiquem inspiradas ao vê-lo em si próprias. Para fazer com que as pessoas ajam por si mesmas, elas precisam de afirmação. Vale a pena citar a metáfora de acender um fósforo. Primeiro, é necessário que haja fricção para acendê-lo, mas, uma vez aceso, seu fogo pode acender outros fósforos. No caso dos colaboradores, o bom relacionamento do líder com eles pode fazer com que esse valor se materialize e os  “contamine”. Uma das melhores formas de um líder transmitir tudo isso é ouvir os colaboradores para que estes sintam que sua opinião importa, que suas convicções e sentimentos são respeitados, que eles são verdadeiramente valorizados. Outra maneira é instalar sistemas que tratem os colaboradores como investimento e não como despesa.

Que características considera serem fundamentais para uma boa gestão de pessoas e de empresas? 

Para mim, gostar de pessoas é uma característica fundamental. Ter uma visão ampla do negócio, saber gerir complexidades e mudanças, desenvolver a si mesmo e aos outros, ter alinhamento emocional e focar nos resultados. Ou seja, o caráter e a competência conferem a credibilidade necessária ao profissional que assumir a tão nobre e difícil missão que é desenvolver uma equipa, transformar as pessoas em melhores versões delas mesmas e alcançar grandes resultados. Só desta forma é que podemos afirmar que existiu uma liderança efetiva.

“Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento”

A Câmara Municipal de São Miguel tem demonstrado uma crescente preocupação no que diz respeito à proximidade e ligação entre a Administração Municipal e os cidadãos. Que importância assume o poder local e esta proximidade com os munícipes? 

O Poder Local é o órgão do poder mais próximo dos cidadãos e das comunidades. Por conseguinte, para garantir a boa governação, é importante que a edilidade tenha sempre o foco em construir um município virado para as pessoas e para a resolução dos seus problemas. Temos uma visão clara para garantir o desenvolvimento sustentável do município e qualidade de vida aos nossos munícipes. Nesta linha, no pilar da boa governação, temos o reforço institucional e a modernização administrativa, a parceria estratégica e a promoção da transparência e prestação de contas como iniciativas e projetos prioritários, dado que são recursos estratégicos para aumentar a credibilidade do município junto dos seus stakeholders, garantir serviços eficientes e com qualidade aos cidadãos, às empresas e investidores. Pretendemos garantir a mobilização dos recursos necessários para viabilizar os projetos de desenvolvimento local.

A Câmara de São Miguel inaugurou, no dia da mulher Cabo-verdiana, 27 de março,  o primeiro Balcão Único. De que se trata este Balcão Único? Que principais carências procuram colmatar com o Balcão Único, bem como com outras iniciativas? 

O Balcão Único da Câmara Municipal de São Miguel é a maior inovação ao nível dos serviços municipais conseguida em Cabo Verde até hoje. Num único espaço o cidadão, empresário ou investidor tem disponível todos os serviços públicos prestados pela Direção Nacional das Receitas do Estado (DNRE ou Finanças), Casa do Cidadão e os serviços municipais, num espaço moderno, com toda a comunidade e com um atendimento público com eficiência e qualidade. Antes não havia a prestação dos serviços da DNRE no município. Os munícipes deslocavam-se cerca de 26 quilómetros para pagar os seus impostos e acederem aos serviços da DNRE no município do Tarrafal. A casa do cidadão deslocava um posto móvel duas vezes por semana para disponibilizar os seus serviços aos utentes. Na câmara, os cidadãos, para acederem aos serviços da autarquia, teriam que se deslocar a vários departamentos para poderem aceder aos serviços. Com a implementação do Balcão Único, estas dores de cabeça desaparecerem, há menos burocracia e o cidadão ganha mais tempo para outros afazeres, o empresário perde menos tempo em resolver os seus problemas e tem mais tempo para produzir e criar riqueza. Este projeto foi conseguido graças a uma parceria entre a Câmara e o Governo de Cabo Verde. Trata-se de um ganho incomensurável para o município. Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento. 

Que prioridades ou objetivos tem, a curto prazo, para São Miguel? 

A curto prazo queremos garantir um município e uma cidade educadora. Queremos garantir a coesão territorial e social, acessibilidade seguras e a qualidade ambiental.

Para despertar o interesse no nosso leitor, o que poderia dizer para dar a conhecer São Miguel? 

São Miguel é um município jovem (com apenas 20 anos) e tem tudo para dar certo. Temos um território com 92 km2, mar, uma costa marítima lindíssima, florestas, vales e ribeiras com potencial para desenvolver o agroindústria, barragens, o interior e as montanhas fantásticas para desenvolver o turismo rural, ecológico e de montanha. Temos uma população jovem e uma cultura riquíssima com destaque para o aldeamento dos “Rabelados” onde se produz o artesanato. Temos algumas unidades hoteleiras, com destaque para a “vila morgana” restaurantes excelentes e é um dos municípios onde melhor se come na ilha de Santiago. Além disso, realço a nossa localização estratégica pois estamos no centro de Santiago Norte o que nos permite a centralização dos serviços regionais. Outro ponto de atratividade do município é o Parque Natural de Serra Malagueta. Produzimos aguardente com qualidade e ainda somos o maior produtor de aguardente da Ilha de Santiago, para não dizer do país.

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Em defesa do ISCEE e do Ensino Superior em Cabo Verde

Amadeu João da Cruz é Presidente Interino e Secretário-Geral do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE). Que postura procurou adotar para assumir este cargo de responsabilidade e contribuir para a dinamização do ISCEE e do ensino superior?

Exerço o cargo com serenidade e humildade, pois entendo que a gestão da instituição deve ser feita em diálogo com toda a comunidade académica e com as instituições públicas e privadas, de modo a que haja concentração na definição e implementação de estratégias de desenvolvimento institucional e científica do ISCEE e de sintonização com as dinâmicas decorrentes do contexto e da conjuntura institucional e da envolvente económica, social e cultural. Trata-se pois de uma postura de abertura e de concertação, em defesa do ISCEE e do Ensino Superior em Cabo Verde.

A história do ensino superior, em Cabo Verde, está indelevelmente marcada pelo ISCEE, enquanto primeira iniciativa de ensino superior privado no país. Como analisaria o percurso do ISCEE e do ensino superior em Cabo Verde desde a fundação do instituto em 1991? 

No início da década de 90 o nosso país enfrentava vários desafios, de entre os quais os inerentes à reforma económica, que preconizava maior preponderância do setor privado e a abertura dos mercados, o que demandava disponibilidade de pessoal técnico qualificado. É nesse contexto, de forte insuficiência de quadros-técnicos, que surgiu o ISCEE, sob impulso e dinamismo de um grupo de promotores, onde se destaca como principal mentor António Canuto, com apoio de parceiros portugueses como o ISCAL, a Escola Superior de Comunicação Social e, mais tarde, o ISCTE. Cabo Verde reconhece os resultados dessa primeira iniciativa de ensino superior, pois os quadros formados no ISCEE são referência nas empresas e nos organismos públicos onde exercem a sua profissão, em muitos casos exercendo altos cargos de gestão.

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Que desafios enfrenta, atualmente, o ensino superior em Cabo Verde? 

Do nosso ponto de vista, os principais desafios são os da qualidade do ensino e da sustentabilidade das instituições, que condicionam a consolidação de todo o sistema de Ensino Superior Cabo-verdiano. O ISCEE não está imune a esses condicionalismos e por isso definiu e está a implementar estratégias assentes na consolidação das licenciaturas, numa ótica de concentração e de qualificação dos cursos, com destaque para os de Contabilidade, Gestão de Empresas, Marketing e Gestão Comercial e de Gestão e Planeamento em Turismo, bem como de diversificação na perspetiva do incremento dos cursos de mestrado e preparação de um programa de doutoramento, para os docentes universitários, investigadores e profissionais das áreas científicas onde estamos inseridos, isto é ciências económicas e empresariais. Estamos igualmente atentos às possibilidades de internacionalização e de integração do ISCEE nas redes de cooperação no contexto da lusofonia e do pan-africanismo, na perspetiva de superação e de inovação nos domínios científicos e de investigação.

Aliando a tecnologia e a inovação, de que forma o ISCEE procura destacar-se e promover um ensino de qualidade? 

Conforme referido anteriormente, a qualidade científica do ensino e o acesso ao conhecimento tecnológico, qualificado e contemporâneo, constituem eixos primordiais do ISCEE. Entendemos que devemos alinhar as condições de realização de investigação e de adequação do conteúdo curricular dos ciclos de estudos do ISCEE às tendências mais inovadoras e mais atuais, pois a Investigação e o Desenvolvimento são pilares mestras da inovação e do empreendedorismo e fatores que projetam a competitividade das empresas e da economia e o nosso Instituto quer estar na linha da frente e na vanguarda dentro das áreas científicas onde está inserido. Por isso, mantemos desde o início parcerias estratégicas e científicas com instituições de ensino superior portuguesas como o ISCAL, o ISCTE e, agora, a Universidade do Algarve, visando ajustamento dos nossos padrões de qualidade às políticas e orientações no domínio da ciência e da investigação adotadas no contexto europeu. Convém referir também que estamos em diálogo com universidades africanas que atuam na área económica, nomeadamente no âmbito do Projeto Tuning África, patrocinado pela União Europeia e União Africana. Por conseguinte, O ISCEE tem 25 anos de experiência no Ensino Superior em Cabo Verde, com uma network e conhecimentos adquiridos de grande qualidade, o que permite excelência da oferta formativa, com práticas pedagógicas de vanguarda.

Que objetivos e prioridades tem o ISCEE a curto e médio prazo? 

Os objetivos mais imediatos estão definidos e assentes na consolidação das condições de sustentabilidade científica, pedagógica e institucional do ISCEE, centradas na especialização e concentração da oferta de licenciaturas e diversificação de mestrados. Estamos também a trabalhar na preparação de um Programa de Doutoramento, tendo em vista o upgrade do nosso corpo docente e aprimoramento dos conhecimentos científicos dos profissionais da área das ciências económicas e da gestão. Além desses objetivos de qualificação científica e da oferta formativa, aspiramos intensificar as relações de cooperação com as comunidades científicas e universitárias do espaço da lusofonia e de África, na perspetiva de internacionalização do ISCEE.

Desenvolvimento turístico em Cabo Verde

sdtibmQuando foi edificada a SDTIBM – Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e do Maio, SA e de que forma é que a mesma tem vindo a assumir-se como um player de relevo no âmbito da promoção e desenvolvimento do turismo? 

A Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e Maio, SA (SDTIBM) foi criada em Junho de 2005, com a missão de planear, gerir e administrar as zonas turísticas especiais (ZTE) das Ilhas da Boa Vista e do Maio e promover o desenvolvimento integrado e sustentável dessas duas ilhas. Possui competência exclusiva de gestão e administração das ZTE, com destaque para as zonas de desenvolvimento turístico integral (ZDTI) nessas ilhas, bem como nas zonas de reserva e proteção turística (ZRPT). Dotado de um capital social de 22 milhões de euros, totalmente subscrito e realizado pelo Estado em 51% e pelos municípios da Boa Vista e do Maio, respetivamente em 35% e 14%, é das empresas cabo-verdianas com maior solidez financeira. Entre outras atribuições, cabe-lhe elaborar e executar planos de ordenamento turístico, elaborar, aprovar e executar projetos de ordenamento detalhado, projetos de obras de infraestruturas viárias e redes de eletricidade, água, esgotos e telecomunicações, realizar obras de urbanização e requalificação urbana e ambiental nas ZDTI, fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos ambientais, de ordenamento do território, do planeamento urbanístico, da construção, do uso e ocupação de solos nas ZDTI, bem como promover, atrair, negociar, apoiar e assinar acordos de investimentos.

Quais são as grandes mais-valias da SDTIBM e que análise perpetuam do turismo das Ilhas de Boa Vista e do Maio? 

A principal mais-valia da SDTIBM reside na sua estruturação e funcionamento e nos poderes especiais de Estado que detém: embora de capitais exclusivamente públicos, está adotada de uma estrutura de base essencialmente empresarial, o que lhe confere agilidade e eficácia; estando sujeita à legislação das sociedades comerciais, nos termos do Código das Empresas Comerciais, entretanto, em matéria do turismo, ela está dotada de poderes especiais de autoridade, administração central e local, para o conjunto do território das duas ilhas. Outra importante mais-valia tem a ver com a sua solidez financeira e a dimensão dos seus ativos, estimados em cerca de mil milhões de euros e constituídos, essencialmente, por terrenos de primeira linha – cerca de 7000 há – com maior potencial de turismo de sol e praia. Não podemos ainda esquecer do trabalho desenvolvido e da experiência acumulada no cumprimento, aliás, de uma das suas atribuições básicas – planeamento do desenvolvimento das duas ilhas, tanto do ponto de vista físico, como económico, social e ambiental. Boa Vista e Maio possuem o respetivo esquema regional de ordenamento do território (EROT) e o plano diretor municipal (PDM) e, das seis ZDTI existentes, cinco possuem seus planos de ordenamento turístico (POT), o que permitiu afetar e reservar o território dessas ilhas para o uso em função da melhor vocação natural de cada área em concreto, independentemente do tempo de implementação, bem como estabelecer parâmetros e ritmos para o desenvolvimento com sustentabilidade. Elaboramos e vamos agora aprovar os planos de ordenamento das orlas costeiras das ZDTI (POOC).

As Ilhas de Boa Vista e do Maio apresentam um enorme potencial turístico e que pode e deve ser aproveitado. Na sua opinião, acha que essas mais-valias têm vindo a ser devidamente aproveitadas? O que ainda falta para que o turismo nesta área seja ainda mais forte? 

O potencial turístico dessas ilhas está, sim, a ser aproveitado. Entretanto, para nós neste momento, muito mais do que aproveitar o potencial, põe-se o problema da sua preservação e potenciação, para assegurar a sua exploração sustentada. Não podemos esquecer que o desenvolvimento do turismo, e dessas ilhas no seu todo, está ainda apenas a começar: Se considerarmos que a capacidade máxima de carga prevista para a Ilha da Boa Vista é de cerca de 55 mil quartos, ela encontra-se preenchida em apenas pouco mais de 5%. Por seu lado, com uma capacidade máxima de prevista em pouco mais de 17 mil quartos, o Maio está ainda praticamente virgem. Compreendemos que existe muita ansiedade por parte da população, principalmente do Maio, que quer ver hotéis e outros empreendimentos turísticos a serem construídos, a criarem emprego e a dinamizarem a economia local, mas os empreendimentos resultam da conjugação de opções políticas e de compromissos de investimentos públicos e privados e estão ainda sempre condicionados à capacidade e limites de sustentabilidade, tanto social e como ambiental, que as ilhas oferecem. Aliás, não foi por acaso que a inauguração do aeroporto internacional da Boa Vista, o início da construção de estradas e do porto, bem como a concessão do serviço pública de energia e água, coincidiram com a abertura do primeiro grande hotel. Não é também por acaso que nenhum grande hotel abriu ainda as portas no Maio.

Como têm perpetuado a compatibilização entre o desenvolvimento ambiental, infra-estrutural e urbanístico e o desenvolvimento turístico nas ilhas de Boa Vista e do Maio? 

Estando as duas ilhas muito bem servidas em termos de planos turísticos e ambientais, bem como do EROT, embora ainda com algum défice em termos de planos urbanísticos de hierarquia inferior (PDU e PD), as reservas e as condicionantes ambientais estão devidamente identificadas, delimitadas e salvaguardas por esses instrumentos. Porém, o uso intensivo de inertes perante um ritmo relativamente elevado de infraestruturação e construção, associado à fraca capacidade de fiscalização das autoridades, a par de algumas opções menos apropriadas de edificação e da cultura de uso de veículos motorizadas nas praias e dunas, constituem fatores de pressão sobre o ambiente frágil dessas ilhas. 

Quais foram os investimentos de maior dimensão nos últimos anos e quão importantes têm sido os mesmos? 

Boa Vista conta atualmente com dois grandes hotéis, ambos geridos por uma grande marca internacional, com um total de quase dois mil quartos, representando cerca de 2/3 da capacidade de alojamento disponível na Ilha. Conta ainda com mais três hotéis de média dimensão e cerca de meia dúzia de pequenos hotéis. Tem em construção, para iniciar a funcionar em finais do próximo ano, mais um grande hotel. Nos próximos três meses irão arrancar a construção, por um período de cerca de um ano e meio, mais dois grandes hotéis. Conta ainda com mais alguns projetos em negociação, que irão trazer maior diversificação de marcas e de mercado emissão, com possibilidades de arranque a partir do próximo ano. A Ilha do Maio não dispõe ainda de nenhum grande hotel. Entretanto, um projeto com cerca de 340 quartos, já em fase de acabamento, foi interrompido há alguns anos, havendo alguma possibilidade da sua retoma, o que, a acontecer, contribuirá para a criação da dimensão crítica necessária para alavancar e dinamizar o desenvolvimento do turismo nessa que é considerada a segunda ilha com maior potencial de turismo de sol e praia. 

Atualmente, qual o peso que as Ilhas de Boa Vista e do Maio apresentam no âmbito da procura turística de Cabo Verde? O número de turistas e visitantes é, neste momento, satisfatório ou ficam aquém das expectativas? 

Em finais de 2016, Boa Vista ocupava o segundo, a seguir ao Sal, com 24,7% da disponibilidade total de quartos do arquipélago, que receberam 40,7% do total dos hóspedes entrados. Boa Vista foi a ilha onde se regista a maior taxa de ocupação, sendo de 82% nesse mesmo ano. Infelizmente, o peso da Ilha do Maio é ainda insignificante. O número de turistas que Boa Vista recebe é satisfatório face à capacidade das infraestruturas e equipamentos sociais disponíveis, mas insuficiente face à dinâmica económica que consegue criar na Ilha. No Maio, o número de turistas está ainda muito aquém do desejado.

Pode o turismo ser um promotor e fomentador entre países da CPLP? Sente que estão a ser dados passos sustentados nesse sentido? Portugal é importante neste domínio para as Ilhas de Boa Vista e do Maio? Qual a ligação existente neste âmbito com Portugal?

O turismo pode e deve fomentar um melhor conhecimento e uma relação mais forte entre os povos da CPLP. Infelizmente, isso ainda não acontece. Salvo os portugueses que estão entre as cinco nacionalidades que mais visitam Cabo Verde, os restantes CPLP são ainda residuais. Países como Angola, Brasil e Portugal devem jogar um papel importante no investimento no turismo na Boa Vista e no Maio e aumentarem o seu fluxo turístico.

Pelo seu conhecimento, quais são as oportunidades de investimento que actualmente ambas as ilhas oferecem? Este investimento externo é fundamental para o desenvolvimento das Ilhas de Boa Vista e do Maio?

Hotelaria e toda a gama de serviços de apoio ao turismo, mas também habitação, formação, saúde, energia, água e saneamento, bem como agricultura, pecuária e pesca, que têm a “exportação” para o mercado do turismo, em expansão, assegurado, são as áreas de maior carência em ambas as ilhas, sendo o investimento externo muito bem-vindo.

Quais são ainda as grandes lacunas existentes nas Ilhas de Boa Vista e do Maio e que ainda carecem de investimento?

A Ilha do Maio carece ainda de quase tudo para potenciar os recursos naturais e alavancar o turismo. Na nossa perspetiva carece, em primeiro lugar, de um porto com melhores condições para receber embarcações, principalmente de passageiros, em simultâneo com melhor programação e maior regularidade, tanto dos voos domésticos, como da ligação marítima de cabotagem. Em segundo lugar, obviamente, um aeroporto com capacidade para receber voos internacionais, numa primeira fase, pelo menos charters e, posteriormente, de voos regulares. Quanto à Boa Vista, coloca-se, antes de mais, o problema da habitação. Entretanto, a par da da extensão e iluminação da pista e da construção de algumas estradas, constitui grande prioridade a requalificação dos centros urbanos e principais povoados e a melhoria do fornecimento de energia, água e saneamento, sem esquecer os cuidados de saúde e segurança.

O que podemos esperar da SDTIBM para o futuro e quais são os principais desafios que emergem de momento? 

A SDTIBM representa uma experiência única de sociedades de desenvolvimento turístico em Cabo Verde, sendo-lhe reconhecido bastante mérito. É uma experiência que deve inspirar outros modelos de sociedades de desenvolvimento, turístico e não, no país. O seu maior desafio num futuro próximo será encontrar o ponto de equilíbrio entre as atribuições que possui, e deve manter, e melhores condições, incluindo financeiras, para cumprir tais obrigações.

Que convite deixaria a todos os que ainda não conhecem as Ilhas de Boa Vista e do Maio?

Conheçam Cabo Verde, visitem Boa Vista e Maio e descubram belezas naturais únicas e relaxem com a melhor morabeza crioula.

“Juntos Contra a Fome”

A corrida é uma iniciativa inserida na campanha “Juntos Contra a Fome!” que  se realiza com o objetivo de angariar fundos para contribuir para a erradicação da fome no espaço da CPLP, através de financiamento de projetos de desenvolvimento comunitário.

2014-10-16-unnamedA CPLP e a In Totum estão a organizar e a promover, com o patrocínio do IPDJ, através do PNDpT, da Associação Mutualista Montepio, da Fundação do Desporto e da EY, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, da Central de Cervejas, da Antena 1 e da CP, a 3ª Corrida “Juntos Contra a Fome!”. O evento terá lugar no dia 27 de novembro de 2016, domingo, às 10h00, no Passeio Dom Luís I, em Cascais. Realizar-se-ao, em simultâneo, uma corrida, com um percurso de dez quilómetros, e uma caminhada, com cerca de cinco. Ambas as iniciativas terão partida e chegada no mesmo local.

A 27 de novembro, domingo, com partida e chegada marcadas para o Passeio Dom Luís I, por volta das 10h00, esta terceira edição quer aumentar significativamente os fundos de ação da “Campanha Juntos Contra a Fome!”, tornando assim possível o financiamento de mais e melhores projetos de luta local e direta contra a fome no espaço da comunidade.

A Campanha “Juntos Contra a Fome!” é uma iniciativa desenvolvida em parceria pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com o objetivo de mobilizar a sociedade para o processo de construção de uma Comunidade de povos livre da fome.

No quadro da Campanha, o Secretariado Executivo da CPLP tem promovido uma série de iniciativas institucionais, culturais, de lazer e desporto com o objetivo de sensibilizar os diferentes setores da sociedade e de captar recursos financeiros.

Em 2014, em Cascais, e em 2015, em Lisboa, realizaram-se a 1ª e 2ª edições, respetivamente, da Corrida “Juntos Contra a Fome!”, com mais de seis mil participantes diretos, tendo sido angariados aproximadamente 40 000€ para projetos sociais ligados à nutrição e segurança alimentar nos países da Comunidade.

Os recursos conseguidos em 2014 contribuíram de forma significativa para o financiamento dos projetos “Associação dos Amigos da Natureza” (Cabo Verde) e “Ação para o Desenvolvimento” (Guiné-Bissau). Já o retorno de 2015 financiou o trabalho daAssociação HELPO: “Nutrição e Saúde Escolar em São Tomé e Príncipe: Boas práticas a partir da infância” (São Tomé e Príncipe).

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“PODEM CONTINUAR A CONTAR COM O OLAE”

O Observatório Lusófono de Atividades Económicas (OLAE) é um reconhecido centro de investigação de prestação de serviços financeiros e de consultoria para as empresas dos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Que balanço é possível fazer de dez anos de atividade do OLAE?

A atuação do OLAE tem sido pautada pela preocupação constante em cumprirmos a nossa missão, estudando e investigando para podermos ajudar as economias e as populações dos países lusófonos, utilizando ao mesmo tempo a prestação de serviços altamente qualificados para as empresas e empreendedores do espaço de toda a CPLP para obter os recursos financeiros para viabilizar a atividade desenvolvida, evitando a subsidiodependência que é tantas vezes característica de instituições com objetivos meritórios, mas sem a nossa capacidade para manterem a independência face a poderes instituídos.

A prestação de serviços do OLAE está focada fundamentalmente em áreas em que há enormes lacunas na oferta de serviços especializados, nomeadamente na preparação de projetos internacionais, por exemplo para financiamento através de instituições multilaterais financeiras, que constituem excelente opção para financiamento de projetos, incluindo do setor privado, mas que por desconhecimento das empresas e empresários e por falta de instituições e técnicos qualificados acabam por não ser utilizadas.

O OLAE tem uma equipa altamente especializada na preparação de projetos para financiamento através das Instituições Financeiras Internacionais Multilaterais, tais como o Banco Africano de Desenvolvimento, ou o Grupo Banco Mundial, com vasta experiência na realização destes projetos para governos de países e entidades privadas, com investimentos relevantes. Estes projetos obrigam ao domínio de um know-how muito específico e apenas raras entidades privadas dos países da CPLP são beneficiárias diretas destas fontes de financiamento. No entanto, devido ao tipo de instituições em causa, estas constituem algumas das melhores alternativas para financiar projetos, nomeadamente do setor privado, de interesse nacional, em especial nos países em desenvolvimento. Ora, esta dimensão de apoio ao setor privado é muitas vezes desconhecido dos empresários e dos promotores de projetos, que desperdiçam assim as vantagens destes financiadores, quer pelo volume, quer pelas taxas de juros praticadas, normalmente muito vantajosas, quer pela configuração dos instrumentos financeiros disponíveis, que permitem a preparação da melhor operação do ponto de vista do projeto.

Qual o diferencial e mais-valia do OLAE, enquanto centro de investigação, no âmbito da consultoria empresarial?

O facto de fazermos investigação macroeconómica permite-nos compreender o que se vai passar nos países e aconselhar da melhor forma as empresas que beneficiam do nosso apoio. Um bom exemplo disso está no alerta que nos últimos anos fizemos às empresas que acompanhamos para não obterem empréstimos em moeda forte para realizar investimentos em Angola ou Moçambique, devido ao risco cambial, pois a nossa investigação previa claramente um elevado risco de desvalorização do Metical e do Kwanza, o que de facto se verificou. Esta vertente acabou por se traduzir num benefício imenso para as empresas que trabalharam connosco, que evitaram os erros trágicos que muitas outras empresas infelizmente cometeram. Aliás, neste momento estamos a finalizar um estudo, que será divulgado no início do próximo mês, em que alertaremos para uma realidade semelhante que se verifica noutro país da CPLP e que poderá também criar uma crise financeira nos próximos tempos.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada, e passo a citar o art.1º dos seus Estatutos, como fórum “multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade, da concertação político-diplomática e da cooperação entre os seus oito membros”, aos quais se uniu a Guiné Equatorial. O sentimento de uma comunidade lusófona de partilha e cooperação está bem presente na CPLP?

Em primeiro lugar, temos de reconhecer que a maior parte dos cidadãos dos países membros da CPLP têm dificuldade em ver-se a si mesmos como cidadãos da CPLP, o que constitui um obstáculo principal. Por outro lado, sentimos alguma preferência das  empresas e empresários por fazerem negócios com os espaços de integração económica regional em que os seus países participam, como a União Europeia ou o Mercosul, face a investirem no espaço da CPLP. Notamos também esta preferência nas ações e iniciativas concretas dos governos dos países, o que não contribui para o reforço do papel da nossa comunidade. A CPLP tem alguns fatores de sucesso que favorecem o nosso futuro comum. Os nossos países têm zonas económicas marítimas impressionantes, com uma riqueza, biodiversidade e potencial absolutamente extraordinário. As oportunidades ligadas à cooperação e comércio entre países da CPLP e destes com países terceiros devem ser aproveitadas. Notemos que, este potencial económico não se esgota nos países membros da CPLP em si mesmos, mas abrange todas as vastas áreas de integração regional em que os países da CPLP participam e que pode ser aproveitado de forma mais profícua do que tem acontecido até agora. A nossa língua comum tem um potencial de aproveitamento e constitui uma mais-valia e privilégio para os nossos países, pela vantagem que confere aos falantes de português em negócios internacionais.

Contando com uma vastíssima rede de parceiros internacionais o OLAE promove negócios internacionais, exportações, importações e internacionalizações empresariais para mais de 70 países.  De acordo com o vosso contacto com diferentes realidades é possível afirmar-se que a CPLP tem condições para se tornar numa potência económica a nível mundial?

Um dos projetos de maior sucesso do OLAE sem dúvida que tem sido o projeto de apoio às exportações, com base na nossa rede de parceiros em mais de 70 países, que muito contribuíram para ajudar as empresas portuguesas e dos outros países da CPLP e não só, a exportar para 17 países aderentes. Mais de uma centena de empresas aderiu a este projeto, tendo nós informação que muitos negócios se concretizaram e grandes parcerias foram estabelecidas diretamente, o que contribuiu também para serem alavancados negócios sul-sul.  Por outro lado, os estudos existentes indicam que em alguns anos existirão mais de 500 milhões de falantes de português. Esta é uma oportunidade para que a CPLP seja entendida não apenas do ponto de vista institucional, mas também como uma enorme rede de pessoas e empresas, capaz de criar riqueza, crescimento e desenvolvimento económico e social.

De acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) a economia portuguesa, que o fundo espera que cresça 1% este ano e 1,1% em 2017, não conseguirá descolar nos próximos quatro anos. Portugal deve crescer só 1,2% em 2021. O que seria necessário, na sua opinião, para alavancar a economia portuguesa?

O futuro da economia portuguesa depende em larga escala da evolução política e económica da União Europeia, do que acontecer com a nossa moeda comum e com as políticas europeias. O futuro da economia portuguesa estará ligado à evolução europeia, ao futuro do Euro, que ainda é incerto, bem como pela capacidade que os protagonistas tenham de evitar erros que poderão destruir a União. No entanto, na economia portuguesa existem setores altamente inovadores, produtores de tecnologia, com elevado valor acrescentado e que estão a saber melhorar e crescer mesmo em tempos desfavoráveis e que conseguem ganhar mercados externos e obter reconhecimento pela qualidade do seu trabalho. O setor do turismo irá muito provavelmente ganhar importância, criando cada vez mais emprego e contribuindo para o investimento, sendo o setor mais competitivo da economia portuguesa. A instabilidade internacional e a insegurança em vários países  competidores contribuirá para o reforço desta atividade nos próximos anos. No entanto, a melhoria da qualidade do serviço, a excelência da oferta e as condições existentes no país são alicerces que mudaram nos últimos anos o padrão da oferta turística. os problemas estruturais da economia portuguesa continuam exatamente iguais ao que tinhamos há cinco anos atrás, com a agravante de hoje termos uma dívida pública mais pesada que resultou do completo falhanço da política económica de austeridade implementada pelo anterior governo. Esta realidade é agravada pela existência de dívida privada altissima, o que se traduz num efeito cumulativo da divida pública e privada que tornam insustentável a situação a médio e longo prazo. De qualquer modo, a alteração de políticas e de opções em relação à sociedade portuguesa, defendendo os mais pobres, ao contrário do que acontecia no passado recente, criou um ambiente geral mais favorável na sociedade portuguesa. Quando comparada com a governação de má memória, que vigorava ainda há um ano atrás, com opções por políticas económicas que destruíram valor e levaram à falência milhares de empresas, algumas das quais sem condições de funcionamento, mas muitas com deficientes estruturas de capital e dependentes de crédito bancário, mas económicamente viáveis e que foram empurradas para o abismo pelas opções de política económica seguidas, o que contagiou também de forma terrível o setor bancário e agudizou os problemas que ainda não estão resolvidos e dos quais as situações do BES/Novobanco e CGD são exemplos maiores. O momento atual, protagonizado pela dupla Marcelo-Costa desanuviou o ambiente geral de crispação no país, restaurou a estabilidade social e nota-se preocupação real com a coesão social. De qualquer modo, a resolução dos problemas estruturais de Portugal implica uma escala de decisão europeia e nesse campo as indicações dadas por Bruxelas deixam muito a desejar. Estamos convencidos que será inevitável reestruturar a dívida do país, sanear os problemas financeiros imensos do setor bancário e reabilitar muitos milhares de cidadãos atualmente com problemas financeiros, para que a economia volte a funcionar de forma saudável. Enquanto estas opções não forem tomadas, estaremos apenas a adiar os problemas, dos quais não conseguiremos fugir.

“O nosso próximo projeto será o lançamento muito em breve de um think tank”

O ano de 2015 foi um ano de inúmeros projetos de apoio às exportações, negócios, melhoria da eficiência das economias, trabalho de integração de imigrantes em Portugal e combate à pobreza através de ações de intervenção nos países africanos. E no corrente ano, que projeto(s) gostaria de destacar?

Os projetos referidos são prioridades constantes do nosso trabalho. A atuação do OLAE, na área de combate à pobreza e inclusão social e integração dos imigrantes dividiu-se pela atuação em Portugal junto das comunidades imigrantes e populações vulneráveis, enquanto na nossa atuação nos países africanos contribuímos para a implantação de projetos conjuntos das associações locais nossas parceiras. Este trabalho tem incidido em ações de formação e acompanhamento para capacitação das instituições, com reforço da qualidade institucional através de consultoria de acompanhamento e com a disponibilização de técnicos do OLAE quer em assistência técnica, quer através da preparação de projetos para candidaturas aos programas de empreendedorismo, em especial de jovens, de empreendedores/beneficiários finais imigrantes em Portugal, que assim submetem candidaturas para a implementação de novos negócios, tendo sido cabimentada a realização de 40 projetos para a comunidade cabo-verdiana e 80 projetos para a comunidade guineense, até final de 2017. Imigrantes e descendentes de imigrantes que não tenham enquadramento neste programa poderão beneficiar do nosso trabalho em projetos para apoio em Microcrédito, área em que temos enorme experiência, especialmente em África e que em Portugal existe apenas através de créditos de pequenos montantes, mas a tecnologia de concessão de crédito utilizada nos países em desenvolvimento é praticamente desconhecida em Portugal e não tem sido utilizada pelas instituições de referência nesta área.

Este ano comemora-se dez anos de OLAE. O que podemos esperar do Observatório para a próxima década?

O nosso próximo projeto de grande relevância será o lançamento muito em breve de um think tank destinado a estudar os impactos, macroeconómicos e não só, da aplicação do Rendimento Básico Incondicional e Universal, que nos parece ser um instrumento essencial para o futuro da Humanidade, absolutamente necessário já a curto prazo, num contexto em que a evolução económica e a robotização da economia tornam não apenas maior a rentabilidade do capital face ao trabalho, mas também contribuem para a existência de desemprego estrutural impossível de combater através das metodologias conhecidas no passado. O Rendimento Básico Incondicional e Universal é um salto de gigante para a construção das sociedades humanas do futuro e um dos maiores legados que a geração atual poderá deixar aos vindouros e à Humanidade como um todo. Por um lado, teremos de ser capazes de desligar parcialmente o conceito de rendimento da prestação de um trabalho, que lhe está associado desde tempos imemoriais, mas também temos a oportunidade de alavancar extraordinariamente os multiplicadores económicos para níveis impensáveis há poucos anos, criando mais riqueza, diminuindo o número de pobres, garantindo a todos o mínimo para viver com dignidade, o que será verdadeiramente revolucionário, mas está longe de ser impossível atendendo aos avanços tecnológicos e à capacidade produtiva que a Humanidade hoje tem. Tudo isto será possível sem confronto com as camadas mais ricas, pois o impacto macroeconómico estimado é extraordinário, aumentando em muito o tamanho da riqueza total disponível e dando um sinal muito positivo de esperança para o futuro. Acreditamos que este é o futuro e estaremos decisivamente empenhados em construí-lo e moldá-lo. Podem continuar a contar com o OLAE!

OBSERVATÓRIO LUSÓFONO DE ATIVIDADES ECONÓMICAS

O OLAE – Observatório Lusófono de Atividades Económicas – é uma unidade de investigação e prestação de serviços, independente apesar de ter sido criada no âmbito da Faculdade de Economia e Gestão (atual ECEO – Escola de Ciências Económicas e das Organizações) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT).

Na sua génese encontra-se um grupo de alunos e professores de Economia que sentiram a necessidade de aplicar, na prática, alguns dos conceitos teóricos apreendidos nas aulas e que, em 2006, iniciaram o desenvolvimento do ICCREP (Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa). Em 2007 o OLAE foi reconhecido pela ULHT como Centro de Investigação ligado à Faculdade de Economia e Gestão (atual ECEO), e ainda como unidade de negócio. Realizam-se os primeiros projetos internacionais e a expansão para Moçambique, bem como a adjudicação de projetos empresariais de grande alcance. O objetivo do OLAE é promover a investigação em temas relevantes das áreas curriculares da FEG (Economia, Gestão, Contabilidade, GRH), mas sempre com uma perspetiva focada na realidade das empresas, desenvolvendo atividade prática e formando técnicos qualificados e com um elevado perfil de competências. Pretende-se desta forma promover o contacto dos alunos com as realidades de mercado, com vista a uma melhor integração neste, após a conclusão dos seus estudos.

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