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Madeira: Sete corporações combatem incêndio na Camacha

De acordo com a informação disponibilizada pelo Serviço Regional de Proteção Civil, às 08:00 de hoje estavam no teatro de operações cerca de meia centena de operacionais, 15 meios terrestres e o helicóptero de combate a fogos na região.

Os bombeiros que estão a atuar são das corporações de Santa Cruz, Machico, Voluntários Madeirenses, Sapadores do Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Santana.

O vento dificultou o combate a este incêndio que começou em área florestal na zona do Vale Paraíso, tendo sido a principal preocupação evitar que se propagasse e colocasse casas em risco.

A polémica em torno do Aeroporto da Madeira Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo leva o nome de Portugal além fronteiras. E é precisamente isso – a par do sentimento de gratidão – que leva a que o Aeroporto Internacional da Madeira passe a chamar-se, a partir desta quarta-feira, Aeroporto da Madeira Cristiano Ronaldo.

A notícia já fez correr muita tinta em Portugal. Mas também fora do país se fala da “polémica” em torno da mudança, que será consumada por ocasião do Portugal – Suécia, que se joga hoje no Funchal.

Esta terça-feira, o jornal espanhol ABC faz notícia com as recentes declarações do socialista Francisco Seixas da Costa, que escreveu na sua página no Facebook que ficaria menos chocado com a atribuição ao aeroporto do nome de Alberto João Jardim, líder do governo regional (PSD) durante décadas.

Também no desportivo As são referidas as palavras do socialista madeirense, com um título a referir que o Aeroporto Cristiano Ronaldo “testa os limites do absurdo” e o artigo a dar conta de que a escolha não é unânime.

Já o britânico Daily Mail noticiou, na semana passada, a alteração do nome do aeroporto localizado na ilha do Funchal, onde está instalado ainda o Museu CR7. Em França, por sua vez, a informação foi veiculada, entre outros, pelo 20 Minutes, que sublinha também a existência de uma estátua e de um hotel com o nome do craque português.

Mãe do bebé Daniel absolvida

O coletivo presidido pela juíza Carla Menezes considerou que “nenhuma prova permite concluir que os acontecimentos [relacionados com o desaparecimento da criança] sucederam na forma como veio descrita na acusação”.

“Inexistindo prova cabal” do envolvimento da mãe do menino no desaparecimento do filho, “o tribunal não tem outra alternativa” e decidiu, “lançando mão do princípio jurídico do ‘in dúbio pró reo’, absolver” a arguida, disse a juíza.

A acusação sustentava terem sido “recolhido indícios, considerados suficientes, de que foi esta a responsável pelo desaparecimento da criança, com vista a vendê-la a terceiros para que estes a pudessem adotar por via ilícita”.

Segundo a acusação, a mulher “engendrou um plano para vender” o menino a alguém que “não tivesse e quisesse ter um filho”, perspetivando receber entre “30 mil e 125 mil euros”.

Lídia Freitas terá conseguido fazer-se convidada para um almoço na casa de familiares residentes no Estreito da Calheta, considerando que, devido “à localização e isolamento, seria o local perfeito” para o ‘desaparecimento’ de Daniel.

A criança foi encontrada três dias depois, a cerca de 1.100 metros da mesma casa dos familiares, por levadeiros (profissionais que tratam da manutenção dos cursos de água nas serras da ilha), na Levada do Nova, no meio de plantas secas.Tinha a roupa molhada, sinais de hipotermia, as mãos com sinais de exposição ao frio e os pés enrugados devido à humidade.

A mãe de Daniel foi detida a 23 de junho 2014 e, depois de ser ouvida pela juíza de instrução criminal do Funchal, ficou sujeita a termo de identidade e residência.

A BASE DO NOSSO TRABALHO ASSENTA NA CONFIANÇA

A TPMC é uma empresa direcionada para o investimento, cujo objetivo é apoiar os seus clientes em futuros negócios nacionais e internacionais. Fundada em 1955, qual é a dinâmica e a posição da empresa, atualmente, no mercado?

A TPMC caracteriza-se por ser uma estrutura relativamente pequena mas incisiva. Concentramo-nos no cliente e nas suas necessidades, sejam elas de expansão do negócio, fiscais, administrativos, legais ou de quaisquer outros sectores. O nosso objetivo é sempre o crescimento sustentado e adicionar valor aos serviços que prestamos. A base do nosso trabalho assenta na confiança.

A atual situação económica nacional e o baixo poder de compra do cliente português aumentou o número de investidores nacionais a optar por ingressar noutros mercados. Qual é o papel da TPMC neste contexto?

Curiosamente, e nos últimos 3 anos nos quais tenho-me dedicado ao mercado nacional assistimos a um crescente interesse pelo Centro internacional de Negócios da Madeira (CINM). Como plataforma de penetração nos mais diversos mercados, incluindo nos Palops, na América do Sul e na Ásia.

A TPMC posiciona-se como uma empresa de consultoria e estruturação fiscal, recolhendo informações de cada um dos mercados e, mediante as necessidades do investidor, elaborando o melhor acesso ao mercado pretendido. Neste âmbito temos vários contactos espalhados por quase todos os Países, com quem trocamos informações preciosas no que concerne à atualização dos nossos quadros e mercados de investimento.

O panorama económico e de diminuição do consumo que se verificou em Portugal nos últimos anos fez com que as empresas nacionais ou diversificassem os mercados alvo ou fechassem as portas. Este novo paradigma criou uma oportunidade que nos permitiu começar a trabalhar com o mercado nacional e com o investidor.

A empresa apoia investidores nacionais que pretendam integrar mercados estrangeiros, mas também cativar o investimento internacional para Portugal e, nomeadamente, para a ilha da Madeira. Qual é o panorama atual do investimento estrangeiro no mercado português?

Neste ano de 2016, e por deficiência profissional, tenho viajado para vários “cantos” do planeta, promovendo o regime do CINM, dando algumas conferências e recolhendo adicionalmente informações que possam interessar a nível do planeamento fiscal internacional. Estive em Países muito vocacionados para o investimento financeiro, como é o caso da Grã-Bretanha, Luxemburgo e Dubai. Mas também em Países mais vocacionados para o trading Internacional, como é o caso de Itália, França, Polónia e Russia. Em cada um destes sítios o interesse em criar plataformas de expansão do negócio a nível internacional foi muito grande.

Seja em Londres, devido ao “Brexit”, o que torna Portugal especialmente atrativo para os nossos amigos britânicos. Seja no Luxemburgo, como forma de enquadrar o trading na estrutura maioritariamente financeira que habitualmente criam. Seja em Italia, Russia ou França, países interessados em abrir as portas ao comércio internacional, em especial nos Países Emergentes- curiosamente os nossos Tratados de Dupla Tributação são uma vantagem e colocam-nos estrategicamente como opção no panorama fiscal internacional.

Tenho notado um interesse muito grande por parte dos investidores estrangeiros em aproveitar essas vantagens, aliando ainda alguns programas nacionais de captação de investimento, quer por via do Residente Não Habitual ou do Golden Visa, que se traduz também por um crescimento no campo imobiliário em Portugal.

Tânia Castro, Diretora Geral na TPMc, é descrita como tendo uma habilidade natural para a criação de laços de confiança com o cliente. Quais devem ser as características de um líder de equipa numa empresa em que o cliente é prioridade?

Nunca pensei muito nisso. Prefiro Agir. Sou defensora de liderar pelo exemplo. E acho uma vantagem muito grande já ter trabalhado em todos os sectores da empresa antes de passar para o cargo de Direção. Conheço as dificuldades diárias dos meus colegas em cada sector e também a exigência do trabalho. Julgo ser isso que me permite orientar diariamente as equipas, sempre com muito diálogo e troca de ideias à mistura.

Se por um lado as empresas valem pelo capital humano que detém, por outro, valem pelos clientes que depositam a sua confiança nelas. Assim, todos os nossos clientes são acompanhados pessoalmente. Faço questão de os conhecer, de saber quais os objetivos, a história das organizações que ajudamos a criar e gerir e de manter sempre e a toda a hora um canal de comunicação aberto e fluido, sempre com total transparência.

É cada vez maior o número de mulheres que ocupam lugares de liderança e de chefia nas empresas. É fácil conciliar a vida profissional com os diversos papéis que a mulher assume na vida pessoal?

Atualmente acho que não é fácil nem para as mulheres nem para os homens. O cenário mudou, hoje para evoluirmos profissionalmente temos de ser cada vez mais exigentes connosco próprios e com os outros. Só assim conseguimos nos manter no mercado. Aliando isso ao facto de ser mulher complica a “equação”. Nós mulheres somos, por natureza, sobreviventes. Fomos dotadas de características diferenciadoras mesmo no que concerne à forma de fazer negócio. Temos de ser mais ativas, mais presentes, mais incisivas, mais negociadoras. Faz parte da nossa natureza, acho que não conseguimos ser doutra forma quando nos propomos a atingir determinados objetivos. Ora, isso traduz-se em muito tempo ocupado, o que desequilibra a balança da vida profissional/vida pessoal.

Mas se há uma coisa a que as mulheres já estão habituadas é a serem eternas malabaristas e a aceitar objetivos difíceis. É como sempre uma questão de gestão, de escolhas e de tempo. Com o tempo, a experiência e a maturidade profissional, a conciliação das duas coisas torna-se mais fácil.

A conquista da mulher no mercado de trabalho ainda enfrenta alguma resistência. Ao longo do seu percurso profissional enfrentou obstáculos pelo facto de ser mulher?

Eu diria que a mulher ainda enfrenta muita resistência, não alguma. E já enfrentei muita ao longo dos mais de 20 anos de percurso profissional que já fiz. Em Portugal, especialmente nos primeiros anos de trabalho, não havia praticamente mulheres em campos de destaque ou de liderança. E tenho de confessar que a culpa não era só dos homens, mas essencialmente nossa. As mulheres não pensavam em objetivos tão altos. A nossa formatação era mais terra-a-terra. Especialmente na área internacional, pertencia praticamente aos homens.

Daí ter havido muita luta, estudo, formação diária para ser mais e melhor. Não é fácil inspirar confiança quando somos mais novas e ainda por cima mulheres. É preciso demonstrar, foi fruto de um trabalho diário, mas devo dizer muito compensatório. Como tudo na vida é uma viagem, define-nos e transforma a forma como vemos a vida e os outros. Posso dizer que houve alturas muito complicadas em que mesmo com muito trabalho os resultados não apareciam, mas tudo é uma questão de persistência e de construção de credibilidade. Hoje em dia ainda o é.

Temos de trabalhar duro todos os dias. Nos atualizar todos os dias e, essencialmente persistir todos os dias. Mas as Mulheres estão habituadas a conquistar e a desbravar terrenos pouco a pouco, pacientemente, por isso amanhã é mais um dia de conquista.

Já vimos como é o hotel de Cristiano Ronaldo na Madeira

Tem relva sintética no corredor, t-shirts de Cristiano Ronaldo emolduradas em quadros, almofadas com desenhos de bananas da Madeira e casas de banho que fazem lembrar os balneários dos estádios – mas mais arejadas, claro. O primeiro hotel que resulta da parceria entre Cristiano Ronaldo e Dionísio Pestana, chairman do Pestana Hotel Group, abre as portas oficialmente esta sexta-feira, na ilha da Madeira. O Pestana CR7 Funchal marca o pontapé de saída da parceria entre os dois madeirenses, que contam abrir mais três unidades sob o mesmo conceitolifestyle – na Baixa de Lisboa, Gran vía de Madrid e em Nova Iorque (próximo de Times Square). Um investimento global na ordem dos 75 milhões de euros.

Encaixado sobre o Porto do Funchal, com vista privilegiada para a Marina e para a baía da cidade, o Pestana CR7 Funchal quase passa despercebido a quem passeia na Avenida Sá Carneiro. Com apenas dois pisos, fica encostado ao Museu Cristiano Ronaldo (que ganhou nova morada para ficar próximo do hotel) e foi pensado para suprir as necessidades das novas gerações.

Restaurante e receção no mesmo espaço

O corte com os moldes de um hotel tradicional nota-se logo na receção: “Já não é um lobby, é um ponto de encontro”, atira Dionísio Pestana. E é mesmo isso que transmite.

O restaurante está logo ali à entrada, com mesas corridas, como que a convidar diferentes grupos de pessoas a sentarem-se todas juntas. Cristina Matos, a decoradora, apostou num ambiente informal e descontraído, a lembrar a casa de amigos: há uma estante decorada com objetos modernos, poltronas minimalistas e confortáveis, e até um saco de boxe pendurado entre as mesas.

Hotel CR5

A decoração ficou a cargo de Cristina Matos, que já tinha colaborado com o Grupo Pestana no Hotel Porto Vintage.

No lado direito fica a cozinha aberta, que escancara a confeção dos alimentos aos olhos dos clientes mais curiosos. José Carlos Fernandes, diretor do Pestana CR7 Funchal, conta-nos um pouco sobre as escolhas de Pedro Relvas, responsável de F&B (Food and Beverage), e do pizzaioloGianfranco: “A cozinha é saudável, com muitas saladas, sementes e bagas. Temos hambúrgueres e pizzas e não usamos bacon nem comidas pesadas”. Abaixo os alimentos processados, queremos saber o que foi mais pensado neste hotel para as novas gerações, e é mesmo para os quartos que seguimos.

Dormir num hotel como se fosse em casa

A decoradora apostou num ambiente um pouco previsível: os quartos têm objetos que lembram o mundo do futebol e a carreira de Cristiano Ronaldo. Em todos, há ilustrações de Mário Linhares penduradas sobre as cabeceiras da cama, que contam o percurso de Cristiano Ronaldo, desde a família aos clubes de futebol por onde passou. Mas a aposta central é outra.

Aqui, o target são os millenials e os interessados nas novas tecnologias. A ideia é estar no hotel como se estivesse em casa, cada qual com os seus conteúdos. Os hóspedes veem o digital entrar em todos os 49 quartos que o hotel dispõe: Apple TV, Smart TV, Screen mirroring, bluetooth, HDMI ou entradas UBS nas cabeceiras das camas. E claro, wi-fi de alta velocidade, dentro e fora do hotel. Várias opções de ligações para que o mundo virtual se confunda cada vez mais com o real – no bom sentido, claro – e para que os clientes possam aceder aos seus próprios filmes, músicas e ficheiros, de forma bastante prática. Chamado SO-ME-MO, o conceito Social Media Mobile é uma das apostas fortes da unidade hoteleira. Mas não só. Afinal, é o hotel de Cristiano Ronaldo e o desporto não podia ficar esquecido.

Hotel CR8

Os quartos estão dispostos ao longo deste grande corredor, na extensão do hotel, decorado com relva sintética.

Treinar ao ar livre

Férias não têm de ser só descanso. É por isso que existem várias máquinas de ginásio no exterior, nas traseiras do hotel, para os adeptos de exercício físico. E nós comprovámos que o esforço fica bem mais fácil quando os aparelhos de ginástica estão ao ar livre, sobre o mar e com vista para as montanhas. Quando estiver de chuva, o treino pode ficar comprometido para alguns, mas existe uma sauna logo ao lado para compensar.

Bebericar entre mergulhos no Rooftop

Continuando o percurso, chegamos ao Rooftop Bar: uma piscina vermelha com 15 metros, espreguiçadeiras e camas confortáveis, e um bar com todo o tipo de bebidas, muitas com fruta fresca. A vista é para os grandes cruzeiros que costumam atracar no porto e para a cidade do Funchal. O objetivo, explica Dionísio Pestana, é trazer os locais para o hotel, já que este fica em frente à Discoteca Vespas e a outros espaços que funcionam noite dentro: “O Lounge [nome do bar do terraço] está aberto a todos. Queremos fazer aqui alguns eventos, sunset, e criar outro espaço de encontro também para os madeirenses.”

Cristiano Ronaldo já disse: “Não vejo a hora de dormir na minha suíte CR7 Funchal.” Nós compreendemos o entusiasmo, mas ficamos felizes por o jogador não estar presente, esta sexta-feira, na inauguração oficial — e esperamos que não visite o hotel antes de 10 de julho. E ele também, acreditamos.

O quê? Hotel Pestana CR7 Funchal
Onde? Avenida Sá Carneiro/Praça do Mar, Funchal (Madeira). Tel. 29 114 0480; guest@pestana.com
Quanto? quartos a partir de €180

0 0 Coelho leva bandeira do Estado Islâmico para a Assembleia, com Marcelo a ver

O deputado madeirense do PTP José Manuel Coelho exibiu esta sexta-feira, a bandeira do auto-denominado Estado Islâmico, no final do seu discurso na sessão solene do Dia da Região, que conta com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Coelho, que já protagonizou vários episódios semelhantes na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), justificou o acto como “um grito de alerta” pela situação no arquipélago.

Discursando no Salão Nobre do Parlamento madeirense, o deputado acusou juízes e magistrados de estarem ao “serviço da oligarquia laranja” e de perseguirem os políticos que denunciam a “corrupção” que existe na Madeira.

O caso, que ocorreu logo no início da sessão – Coelho foi o segundo a discursar –, acabou por não ter reflexos em termos institucionais, com o presidente da ALM, Tranquada Gomes, a pedir ao deputado do Bloco de Esquerda, que ia intervir depois para apressar-se.

Não foi a primeira vez que José Manuel Coelho foi protagonista deste tipo situações. Já desfraldou uma bandeira do regime nazi, foi vestido de recluso, levou um relógio de cozinha ao pescoço e, mais recentemente, despiu-se no plenário, entregando a roupa a Tranquada Gomes.

Marcelo celebra 40 anos de autonomia da Madeira

Marcelo Rebelo de Sousa aterra esta quinta-feira à tarde na Madeira para uma visita oficial de dois dias. A agenda inclui uma passagem pelo Porto Santo e a inauguração de um hotel, mas o ponto alto da deslocação é a sessão solene dos 40 anos da autonomia regional na Assembleia Legislativa. O Presidente da República, garante o gabinete de Miguel Albuquerque, conhece bem os problemas e sabe que o grande desafio da autonomia madeirense é de ordem financeira.

A visita tem um carácter institucional e foi preparada em vários encontros desde que Marcelo Rebelo de Sousa chegou a Belém. Além de Miguel Albuquerque, o Presidente da República recebeu delegações de partidos da oposição e até quis ouvir as razões que levaram o PCP a apresentar uma moção de censura ao Governo Regional. A proposta dos comunistas foi chumbada a meados de Junho, mas a Presidência da República não a deixou passar em claro.

A chamada da delegação do PCP a Belém comprova aquilo que diz o gabinete da presidência do Governo Regional da Madeira: “o Presidente da República está por dentro do que se passa na Madeira, de quais são os problemas que se colocam à autonomia regional”. Ou seja, está a par das dificuldades em financiar os serviços públicos regionalizados, sobretudo a saúde. Foram os problemas na saúde que levaram os comunistas a apresentar a moção de censura a Miguel Albuquerque. E é para a saúde – para a construção do novo hospital central do Funchal – que o Governo Regional precisa de 340 milhões de euros.

O financiamento é o problema maior da autonomia na Madeira já que, além dos compromissos para pagar a dívida de seis mil milhões de euros, o Governo Regional tem de assegurar dinheiro para manter o sistema regional de educação, o serviços regional de saúde e os salários de toda a administração pública. E é com este quadro em fundo que o Presidente da República irá discursar na Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira, dia da Região.

Tal como Jorge Sampaio, em 2001 e por altura dos 25 anos da consagração do regime na constituição de 1976, Marcelo Rebelo de Sousa assinala uma data marcante para a autonomia regional, mas numa conjuntura diferente. Sampaio encontrou uma Madeira com Alberto João Jardim na liderança, com 80% da dívida pública regional saldada e sem aparentes dificuldades de dinheiro. À época todos os discursos passavam pela reivindicação de mais poderes legislativos e mais autonomia.

Se as questões da autonomia no ano em que faz 40 anos – as primeiras eleições regionais realizaram-se a 27 de Junho de 1976 – deverão marcar o primeiro dia da visita oficial, será a dupla insularidade do Porto Santo a fechar a passagem pela Madeira. A agenda integra uma visita ao projeto ambiental para tornar o Porto Santo uma ilha livre da dependência energética do petróleo. O Presidente da República irá ainda inaugurar o novo hotel do grupo Pestana na ilha.

Da visita consta também um almoço na Quinta Vigia, uma missa e um concerto do Rui Veloso e da Orquestra Clássica da Madeira.

Teatro Experimental do Funchal celebra 40 anos

Catorze atores vão subir ao palco do Cine Teatro de Santo António, no Funchal, naquela que é uma homenagem a todos os atores que já passaram pela companhia, entre eles o próprio encenador que, nos anos 1980, já tinha trabalho com o TEF e que aborda a procura da felicidade.

“Tudo começou com uma canção de Kurt Vile, que se chama precisamente ‘youkali’ e que fala de uma ilha paradisíaca onde é possível ser feliz e, a partir daí, fui descobrindo vários textos onde a ilha aparece com o mesmo sentido e como o local perfeito onde se pode ser feliz”, explicou o encenador Fernando Heitor.

A ação passa-se num salão de baile decadente, onde uma trupe de atores que se confundem com a companhia de teatro do Funchal, vão contando a história.

O resultado final acaba por integrar diversos textos sobre ilhas, escritos por Camões, Oscar Wilde, entre outros, além de incluir excertos de antigas peças do TEF.

O diretor do TEF, Eduardo Luís, considera que esta peça é uma das mais ambiciosas feitas pela companhia, porque conseguiu juntar diversos elementos em palco.

“Conseguimos [colocar em palco] uma coreógrafa, uma professora de voz, música ao vivo e um sem número de atores que acabam por dar esta dimensão”, explicou.

Os 40 anos do TEF são celebrados desta forma, com um projeto “ambicioso”, acima de tudo porque foi possível reunir algum apoio que pode “proporcionar este projeto, senão, seria totalmente impossível”.

Salário mínimo sobe para 540,6 euros na Madeira

O salário mínimo na Madeira vai subir para 540,6 euros. A alteração foi publicada hoje em Diário da República mas tem efeitos a 1 de Janeiro.

Tal como acontece desde 1987, indica o diploma, o Governo Regional fixa um acréscimo de 2% à remuneração mínima estipulada para o território continental, que actualmente se encontra nos 530 euros. O objectivo é “atenuar os efeitos dos custos da insularidade”.

Esta actualização tem em consideração “a necessidade de melhorias das condições remuneratórias dos trabalhadores mais desfavorecidos e em simultâneo, a necessária racionalidade económica que a conjuntura actual exige face aos objectivos de competitividade da economia e ao seu importante contributo no reforço da coesão social, não obstante as condicionantes da actual crise económica e as exigências de contenção e austeridade”, explica o Decreto Legislativo Regional publicado hoje.

“Nesta linha de preocupações sociais e económicas, o Governo da Região Autónoma da Madeira prossegue a sua política de actualização, iniciada em 1987, no sentido de atenuar os efeitos dos custos da insularidade que afectam particularmente os trabalhadores que auferem menores níveis de remunerações, fixando acréscimos regionais de 2% aos montantes da retribuição mínima estipulada anualmente para o território continental, medida que se tem revelado importante para a prossecução de tais objectivos e consequentemente para a elevação sustentada do salário médio, aproximando-o da média nacional”, continua.

Assim, o valor do salário mínimo, acrescido de complemento regional, passa a 540,60 euros na Madeira.

“Uma Aventura na Madeira” que até vai ao centro da Terra

Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães

E, desta feita, o Caracol e o Faial ficaram no continente, afastados dos seus donos, que partem para esta aventura depois de participarem num encontro de desporto escolar na Ilha da Madeira.

Timor, Cabo Verde, Amazónia são algumas das paragens mais longínquas por onde o grupo já andou e a Madeira surgiu de uma oportunidade que se colocou às autoras, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. “Há algum tempo que queríamos fazer [Uma Aventura] na Madeira e quando no ano passado surgiu um convite para visitarmos 22 escolas da Madeira, foi a oportunidade de visitarmos a ilha juntas”, explica Ana Maria. Isto porque, refere, “vamos sempre juntas aos sítios onde se passa a história”. Já conheciam a ilha, mas numa perspetiva turística.

Juntas, foram em busca dos cenários “que pudessem ser sugestivos para uma aventura”, sem esquecer alguns pontos turísticos, “porque se não ficava uma coisa falsa”. É assim que para além dos tradicionais e sobejamente conhecidos carros de cesto, surge a floresta de laurissilva e as grutas de São Vicente – “que têm assim um ar de Viagem ao Centro da Terra”, especifica Ana Maria.

Como “na Madeira há flores e plantas magníficas que não há em mais parte nenhuma, pensámos que seria engraçado isso ser o prato forte do livro. E há muitos licores, sumos e elixires próprios da, daí incluirmos alguém que procure o elixir do amor, convencido que o vai encontrar. Mas não é procurar de qualquer maneira, é com uma receita antiga e uma convicção de ferro que aquilo vai funcionar”.

Pesquisa feita no local, a escrita aconteceu nas férias de verão, altura em que as duas autoras se reúnem na casa de Ana Maria para escrever. Tal como aconteceu numa primeira quarta-feira de janeiro de 1982, é Ana Maria que tem a caneta na mão. E explica o processo: “num dia escrevemos um capítulo ou meio capítulo, fica de pousio, e na vez seguinte em que estamos juntas, que pode ser no dia seguinte ou daí a dois dias, lemos em voz alta o que escrevemos”. Apesar dos 34 anos de parceria, “muitas vezes os capítulos vão para o caixote do lixo e voltamos ao início…”

Tudo começou quando eram professoras e muitas vezes não conseguiam encontrar textos para dar nas aulas. Solução: passaram elas a escrever os textos. Criarem uma coleção foi o passo seguinte: aventuras pareceu-lhes o género mais atrativo e acabaram por se inspirar em alunos seus para as personagens. Já perderam o contacto com os rapazes, mas ainda mantém a amizade com as gémeas.

“Quando começámos a escrever, a ideia das personagens era que fossem todas muito diferentes formando um grupo que precisava uns dos outros, acabando por perceber que em conjunto conseguiam vencer”, diz Isabel Alçada.

Nada de descrições extensas e pormenorizadas. Esta é uma das regras de ouro que a dupla de autoras tem bem clara quando escreve os livros da coleção. Mas há mais: “o ritmo da leitura tem que lhes permitir viver os acontecimentos e ir dando a informação que lhes desperte a curiosidade, nunca temos bandidos simpáticos e os criminosos são sempre castigados”, enumera Isabel Alçada.

A próxima aventura deste grupo de amigos já tem o local escolhido: será em Conímbriga. Mas ainda é cedo para saber mais. A pesquisa no local deverá ser feita nas férias da Páscoa e só depois, mais para o verão, a história ganhará forma.

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