“Gosto de novos desafios”

Em entrevista à Revista Pontos de Vista, Ana Soares de Albergaria, falou-nos dos dois projetos que, atualmente, tem em mãos. Por um lado, a marca GOTYKAGE, uma agência criativa especializada nas áreas de Tradução, Marketing Digital, Gestão das Redes Sociais e Design Gráfico e, por outro, a ESCAPE MANOR – Escape Rooms, um projeto inovador e desafiante. Conheça ambos.

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Sabemos que a Ana Soares de Albergaria é formada em Design de Produto e é pós-graduada em Web Design e Marketing Digital. Gostaríamos de conhecer melhor a sua história. Quem é enquanto pessoa e profissional e porquê estas áreas de atividade?
Tenho formação ainda em muitas áreas muito distintas, incluindo idiomas e todas estas áreas acabam por estar interligadas pois tudo está ligado à comunicação. Não é possível criar boas estratégias de marketing digital sem criar bons conteúdos, o que implica recorrer ao Design, seja ele Web, Gráfico, Multimédia ou outro. Não é possível COMUNICAR globalmente sem adaptação desses mesmos conteúdos tanto gráficos como textuais, no caso deste último, tradução dos mesmos para os países a que se destinam.
Atualmente sou também formadora em todas estas áreas. Em termos de percurso é difícil resumir, mas danço desde os 4 anos de idade e fui professora de dança, coreógrafa e organizadora de eventos por vários anos. Cheguei a trabalhar por conta de outrem como Designer, Tradutora e na área de Marketing Digital mas sempre tive espírito empreendedor e tentei algo por conta própria, tendo perfeita noção de que ainda assim era mais arriscado, mas… De outra forma também nunca sabemos o que podemos ou não conseguir.

Certo é que, atualmente, é CEO da GOTYKAGE, uma agência criativa especializada nas áreas de Tradução, Marketing Digital, Gestão das Redes Sociais e Design Gráfico. Como define a evolução desta marca até ao momento?
Tem vindo sempre a crescer felizmente, embora tenhamos sentido uma queda com a inflação que teve um impacto também nas empresas que se viram obrigadas a “apertar o cinto” e como consequência a fazer menos outsourcing. Lentamente começamos a voltar à normalidade, mas existiu um período que foi impactante.
Relativamente às outras atividades que exercia na área de artes performativas, por mais que desejemos, não podemos fazer tudo e temos de tomar decisões, fazer escolhas. E achei mais “seguro” apostar nestas áreas para o futuro.

A missão da GOTYKAGE é, de facto, posicionar o produto/negócio dos seus clientes, de forma que este se destaque no mercado. De que forma o faz e quais os fatores que diferenciam a atuação da agência?
Isso agora… O segredo é a alma do negócio!

Além disso, a Ana Soares de Albergaria tem em mãos a ESCAPE MANOR – Escape Rooms. Para melhor entender, como surgiu este projeto inovador e o que é que mais a fascina nele?
Creio que enveredamos sempre por algo que experimentamos e descobrimos que gostamos (como foi o caso das atividades da GOTYKAGE). Aqui não poderia ser diferente: 1º Escape Room realizado e tornou-se viciante de imediato! Queremos sempre fazer mais e mais. Ter novas experiências que nos tirem da realidade. Temos uma propriedade que reúne todas as condições e espaço para a criação de um Escape Room, que é na realidade uma “Mansão” com três pisos e em 2 dos quais utilizamos cerca de 400 m2 para a criação de salas e uma área exterior de 2.000m2 que permite ainda edições especiais ao ar livre.
O facto de ter sido organizadora de eventos anteriormente também me motiva neste projeto porque, acaba por ter vários requisitos similares, mas com a diferença confortável de ser sempre no nosso espaço, ao invés de exigir deslocações constantes que de certa forma era a parte mais desgastante também.

“Psychos’ Cell”, “Demons’ Lair”, “The Curse of Egypt” e “Upside World” são algumas das «salas de fuga» que o ESCAPE MANOR oferece. O que é que nos pode dizer sobre cada uma delas? O que é que as torna inovadoras?
Abrimos muito recentemente e ainda estamos a aguardar a intervenção de profissionais para a parte mais inovadora que inclui automatismos aliados a IA. No entanto, as salas já disponíveis distinguem-se por uma forte componente em decoração e efeitos de luz e sonoros, e desafios/enigmas que seguem impreterivelmente uma história/mito/lenda. Não existem quebra-cabeças aleatórios.
Os jogos têm uma duração de 60 a 90 minutos. Os grupos entram nas salas, estas são fechadas e começa a contagem decrescente. Nesse momento está nas mãos e na mente destes investigarem e resolverem todos os enigmas para encontrarem uma chave ou código de saída antes que o tempo termine! O GAMEMASTER está sempre a observar e a ouvir tudo o que se passa nas salas através de câmaras, não só por questões de segurança, mas também orientar os jogadores através de intercomunicadores caso seja necessário.

Para quem não conhece o conceito e mesmo para quem conhece, gostaria de deixar um convite aos nossos leitores para se desafiarem a experimentar as salas do ESCAPE MANOR?
Claro que sim. Em especial aos leitores deixamos aqui o código #PV10 para obterem 10% de desconto no momento da reserva. Desafiamos não só a experimentar as salas já ativas, como a estarem muito atentos pois os jogos de fuga de Realidade Virtual com os Oculus Quest estão mesmo a chegar para uma experiência ainda mais imersiva!
Agora que se aproxima o Halloween (Noite das Bruxas), aproveitamos ainda para convidar as empresas a realizarem uma atividade de Teambuilding com os seus colaboradores na ESCAPE MANOR no dia 31 de outubro que terá uma edição especial: a HAUNTED MANOR com muitas passagens secretas e assustadoras, animação terrível, e muitos trick or treats por toda a sua área interior e exterior. E sim, é numa floresta, à noite, ao som de muitas corujas, sobrevoada de muitos corvos e morcegos…

A Ana Soares de Albergaria é uma pessoa, mulher, profissional e empreendedora de mão cheia – e, por isso, um exemplo na sociedade de alguém que trilhou o seu caminho com sucesso. O que lhe falta ainda concretizar? A que patamar gostaria de elevar a GOTYKAGE e a ESCAPE MANOR?
Na realidade, não sou muito ambiciosa. Gosto de novos desafios e como qualquer pessoa/empresa, sei que é importante crescer. Mas não pretendo viver para trabalhar, e neste momento é o que está a acontecer. Portanto, eu diria que, talvez elevar a um patamar confortável apenas para poder trabalhar para viver e não o contrário. Mas, ainda estamos na fase de trabalhar no sentido de fazer crescer ambos os setores, portanto, ainda há muito trabalho pela frente!
Já temos clientes em 16 países, mas ainda existem muitos países onde gostaríamos que conhecessem o nosso trabalho.
Concretizar? Tenho tentado criar uma Fundação em nome do meu Pai que visa ajudar pessoas numa área muito específica, mas já percebi que devido à enorme burocracia neste país, este é um projeto que só conseguirei a longo prazo…