“Cabo Verde é um país de oportunidades e a PlenoEnergia quer aportar valor ao mesmo”

“O mercado cabo-verdiano faz parte de uma estratégia mais abrangente de expansão para o continente africano, tendo sido escolhido como o “ponto de partida” para a dita expansão. Trata-se de um mercado muito atrativo em função das oportunidades que oferece, mas também, e sobretudo, pela ligação natural ao negócio: sol em abundância”. É desta forma que Tiago Machado, Administrador Delegado da PlenoEnergia em África, nos começa por revelar a importância estratégica de Cabo Verde para a PlenoEnergia. Conheça tudo de uma marca que «acaba de chegar» a Cabo Verde, mas que está comprometida em fazer a diferença.

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Para começar considerando a presença internacional da PlenoEnergia em países como Portugal, Espanha, França, Brasil e Cabo Verde, de que forma a empresa tem vindo a adaptar a sua estratégia para atender às diferentes necessidades e dinâmicas de cada mercado, mantendo uma abordagem global consistente?
A PlenoEnergia, à semelhança de qualquer multinacional, fundamenta a sua ação na premissa: “Think global… Act local”. O que nos flexibiliza muito as operações existentes, sem nunca perder o fio estratégico comum e que rege o Grupo.
A forma de abordagem dos mercados, passa, invariavelmente, por levar um elemento interno da estrutura organizativa para o mercado selecionado. Desta forma, não só asseguramos uma integração harmoniosa com a idiossincrasia local, como transportamos os valores do Grupo, perenizando em qualquer geografia, os nossos princípios e valores.

Falemos, especificamente, do mercado de Cabo Verde. Com que visão a PlenoEnergia observa o mesmo no que diz respeito às oportunidades de investimento no setor da energia?
O mercado cabo-verdiano faz parte de uma estratégia mais abrangente de expansão para o continente africano, tendo sido escolhido como o “ponto de partida” para a dita expansão. Trata-se de um mercado muito atrativo em função das oportunidades que oferece, mas também, e sobretudo, pela ligação natural ao negócio: sol em abundância!
Cabo Verde e Portugal têm uma ligação umbilical, que desde o primeiro dia nos entusiasmou. Essa ligação social e idiomática, facilitam muito a proximidade e desenvolvimento de relações comercias.
Tendo identificado a oportunidade de conjugar as duas realidades, foi uma decisão muito fácil a nossa entrada em Cabo-Verde.

Sabemos que a PlenoEnergia tem uma parceria a longo prazo com Cabo Verde. Assim, quais foram as principais apostas e investimentos realizados pela empresa no seu setor e neste país em concreto?
A primeira aposta da Pleno-Energia em qualquer mercado, é sempre no fator humano. Acreditamos desde o início do Grupo, que sem quadros bem formados, conhecedores do negócio, com elevado sentido de responsabilidade, foco no cumprimento de objetivos e dotados de espírito de missão, não seria possível construir um projeto coeso e sólido.
Em segundo lugar apostamos nas oportunidades que Cabo-Verde apresenta, nomeadamente o desenvolvimento de infraestruturas de base solar, que permitam libertar margem financeira que conduzam a outros investimentos necessários das empresas, concretamente o aumento da capacidade produtiva e consequente crescimento económico.
A PlenoEnergia, pretende investir fortemente na construção de uma nova fábrica de Painéis Solares na Ilha de S. Vicente. Será a primeira estrutura industrial destes equipamentos no continente africano, e permitirá centrar os holofotes no país.
Trata-se de uma estrutura industrial que trará desenvolvimento local, novas oportunidades profissionais e a possibilidade de desenvolver “skills” que abrirão novos horizontes.
Este enorme investimento apenas será viável pela parceria forte estabelecida com a Câmara local de S. Vicente, bem como com grupos financeiros, banca nacional e Governo Central.
Trata-se, sem dúvida, de uma importante jornada que se avizinha, na qual o contributo de cada entidade resultará numa soma exponencial, que permitirá a abertura de Cabo Verde à exportação de equipamentos qualificados e um posicionamento estratégico até agora inexistente.
A implementação desta unidade fabril, abrirá as portas à exportação imediata para mercados na África Ocidental, mas também de outros mercados (como Portugal e Espanha).
Trata-se de um investimento marcante, e que rompe com a atividade normal da nossa operação em Cabo-Verde. Um passo firme num casamento sólido e de longo prazo entre o Grupo PlenoEnergia e Cabo Verde.

Perante esta parceria estratégica, quais foram, por um lado as facilidades encontradas e, por outro, as lacunas identificadas pela empresa ao atuar em Cabo Verde? De que forma, estes elementos, impactam as operações da PlenoEnergia no país?
Cabo Verde é um país de oportunidades. O povo cabo-verdiano é acolhedor e preparado. A sociedade cabo-verdiana é culta e feliz.
Tudo somado, resulta num mercado que reúne as características ideais e que nos conduziram a selecionar Cabo Verde como o local estratégico de investimento propulsor para a entrada no continente africano.
O recrutamento de talento num mercado de tanto valor e potencial, torna-o fácil e alinhado com a nossa estratégia.
Por outro lado, encontrámos as entidades oficiais com uma disponibilidade para nos ouvir e trabalhar em conjunto em prol do desenvolvimento local, que se revelou a “pedra de toque” para o sucesso.
Apesar do enorme entusiasmo que manifestamos sem relutância, somos, naturalmente, conscientes da dimensão do mercado nacional, e da realidade económica da sociedade cabo-verdiana. Por conseguinte não nos iludimos em relação às limitações latentes e do potencial existente.
Todos os mercados apresentam oportunidades e constrangimentos, e Cabo Verde tem muito mais das primeiras!

No panorama dinâmico do setor energético, a presença da PlenoEnergia é uma expressão de expansão internacional e um catalisador potencial para o crescimento económico dos países onde opera. Neste contexto, de que forma a empresa tem contribuído como um elemento externo para o crescimento económico de Cabo Verde?
A PlenoEnergia “acaba de chegar” a Cabo Verde. Não é num período de um ano e poucos meses que se consegue contribuir de forma determinante para o crescimento económico de um país. Não obstante, tal como partilhei anteriormente, estão lançados os alicerces para que esse contributo seja relevante e determinante no crescimento económico, bem como no posicionamento externo de Cabo Verde na restante comunidade africana.

A PlenoEnergia tem uma aposta segura com a sustentabilidade e a energia verde. Como analisa, assim, a preparação das estruturas e regulamentações de Cabo Verde para estas questões? Considera que a empresa tem estado um passo à frente para fomentar processos e estruturas que promovam a sustentabilidade e energia verde no país?
Cabo Verde antes da chegada da PlenoEnergia já apresentava orientações claras no caminho das estruturas e regulamentações que fomentassem a sustentabilidade e a energia verde. A PlenoEnergia é mais um parceiro (que pretende ser importante) nessa longa caminhada de tornar Cabo Verde mais sustentável.
Para além do relevante investimento que vamos fazer na fábrica de painéis solares, a PlenoEnergia é pioneira em CaboVerde a disponibilizar um passo indispensável para a descarbonização da atividade industrial e económica. Refiro-me à Medição da Pegada de Carbono Empresarial. Com efeito, a PlenoEnergia é a primeira consultora a disponibilizar este serviço em Cabo Verde, permitindo ainda implementar uma estratégia de Redução das emissões de CO2 e completar com a Compensação das emissões inevitáveis.
Veja que a PlenoEnergia não só apanha o comboio da sustentabilidade que já estava em andamento em Cabo Verde, como procura adicionar valor e profundidade na abordagem do tema.

No que concerne à inovação e ao capital humano no setor da energia em Cabo Verde, como define o posicionamento do país?
O setor da energia é um setor em constante evolução e adaptação aos novos desafios que se vão colocando.
O Grupo PlenoEnergia, consegue ter uma visão bastante holística do setor, pois ao estar presente em três continentes, percebe os comportamentos e tendências globais. Com essa informação, ajusta-a e adapta-a a cada uma das suas operações locais, procurando beneficiá-las e potenciá-las.
A inovação é permanentemente um fator de pressão e potencial diferenciação, pelo que o Grupo está não só atento aos mercados externos, como desenvolve internamente novas soluções compatíveis com as oportunidades identificadas nos diversos contextos em que desenvolve a sua atividade.

O mundo muda à velocidade da luz e, com ele, o panorama energético global também. Assim, o que espera para o ano de 2024 sobre o setor e que metas a PlenoEnergia almeja cumprir nos próximos 12 meses?
A PlenoEnergia tem claros quais são os próximos três passos no mercado cabo-verdiano:
1 –  Consolidar a operação da empresa no mercado nacional, oferecendo produtos de qualidade, inovadores e com garantia oficial das marcas. Basear a sua atividade numa equipa conhecedora do negócio e disponível para crescer tendo sempre presente um serviço próximo e disponível.
2 –  Avançar com as fundações para a instalação da fábrica dos painéis solares na ilha de S. Vicente, iniciar a obra e imprimir um ritmo de construção célere, mas sólido.
3 –  Iniciar o processo de internacionalização da operação cabo-verdiana para os primeiros países de África Ocidental: Gana Senegal e Costa do Marfim.
Trata-se de objetivos muito ambiciosos e difíceis de conciliar, mas como refere na sua pergunta, estamos no sector energético, e tudo ocorre à velocidade da luz, que é a velocidade da PlenoEnergia!