Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, vai exibir oito filmes portugueses

Oito filmes com produção portuguesa, entre os quais “Légua” e “A Flor do Buriti”, vão passar no Festival de Cinema de Gotemburgo, que começa no dia 26 na Suécia, anunciou esta semana a organização.

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“Légua”

A maioria dos filmes selecionados é de coprodução portuguesa e figura no programa “Voyage”. Entre eles está “Légua”, uma ficção de coassinada por Filipa Reis e João Miller Guerra povoada de personagens femininas, numa casa senhorial perto de Amarante.

O filme é protagonizado pela atriz Carla Maciel, que contracena com a atriz não profissional Fátima Soares, e foi já exibido em sala em Portugal.

“A Flor do Buriti” é um filme da realizadora brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, já premiado em festivais, nomeadamente Cannes em 2023, e foi rodado com o povo Krahô, do Brasil, na terra indígena Kraholândia, onde os dois autores já tinham feito “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”, em 2019.

Em Gotemburgo será também mostrado o filme “O Corno do Centeio”, da realizadora espanhola Jaione Camborda, premiado em 2023 no festival San Sebastian (Espanha).

“O Corno do Centeio” é a segunda longa-metragem de Jaione Camborda, com coprodução entre Espanha, Bélgica e Portugal, país onde decorreram filmagens, com a participação da produtora Bando à Parte.

O filme segue María, uma mulher que vive da apanha do marisco e é parteira, que se vê obrigada a sair do país, transpondo a fronteira para Portugal através de uma rota de contrabando.

O festival escolheu ainda duas obras com coprodução minoritária pela Rosa Filmes: “Essential Truths of the Lake”, do cineasta filipino Lav Diaz, e “Eureka”, do argentino Lisandro Alonso.

Filipa Reis coproduziu, pela Uma Pedra no Sapato, a primeira longa-metragem da realizadora mongol Lkhagvadulam Purev-Ochir, intitulada “Cidade do Vento”. A fotografia é de Vasco Viana e a música de Vasco Mendonça.

Haverá ainda duas obras mais experimentais: O ensaio fílmico “AI: African Intelligence”, do autor maliano Manthia Diawara, uma coprodução entre o Senegal, Bélgica e Portugal (através da Maumaus/Lumiar Cite), e “O auge do humano 3”, do argentino Eduardo Williams, rodado em vários locais do mundo, com recurso a uma câmara de 360 graus e com a participação da produtora Oublaum Filmes.

O 47.º Festival de Cinema de Gotemburgo vai estender-se até 4 de fevereiro.