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Porto quer reduzir tarifa base da água em 2% no orçamento de 2019

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Na sessão, o autarca adiantou ainda a intenção de “manter a tarifa especial para famílias numerosas”, justificando as duas medidas previstas para o orçamento de 2019 da Águas do Porto com os “bons resultados” financeiros da empresa municipal.

Quanto à redução de 2%, Moreira esclareceu que se aplicará à “tarifa base”, beneficiando, por isso, “quem regista menores consumos” e as “famílias mais carenciadas”.

O presidente da autarquia notou que a proposta de redução já foi apresentada à Entidade Reguladora do setor.

Moreira destacou ainda que esta redução se vai verificar numa altura em que “a matéria prima vai aumentar em 2,38%”.

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WWF lamenta que Portugal continue a deixar degradar a água que bebe

“Portugal é um dos países deficitários na aplicação das leis ambientais e isso reflete-se, por exemplo, na qualidade da água dos rios onde tomamos banho no verão e na água que rega os alimentos que consumimos”, afirmou em comunicado a diretora da Associação Natureza Portugal (ANP), a representação portuguesa da WWF, Ângela Morgado.

A Wold Wide Fund for Nature (WWF, Fundo Mundial para a Natureza) afirma não ter tido surpresas com os resultados do relatório, porque os estados membros da União Europeia “andam a contornar os seus compromissos para com as leis da água há quase duas décadas”.

O resultado, considera a organização, tem sido uma maior deterioração dos rios e os lagos, para os quais os países europeus não vão atingir as metas propostas até 2027.

“Na Europa, o estado das águas é particularmente mau em muitos países da Europa central, como a Alemanha, Holanda e Bélgica, com maior densidade populacional e agricultura mais intensiva. Como resultado, a maioria das massas de água ainda não consegue atingir um bom estado ecológico”, refere o comunicado da ANP/WWF.

A organização pede “esforços redobrados para proteger e restaurar os recursos hídricos da Europa” e defende que o relatório deve ser visto como “um alerta final”.

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Chuva atenua situação mas é preciso continuar a poupar água

“A situação da seca é diminuída, mas não se resolve com estes dias de chuva. Estamos mais confiantes relativamente ao que vai ser o futuro, mas isso não inibe a necessidade de continuarmos a poupar água”, afirmou o ministro, no Porto, à margem da cerimónia de tomada de posse do novo conselho de administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Revelando que ainda não teve acesso aos dados referentes à quantidade de água armazenada nas albufeiras em dezembro, Matos Fernandes frisou que “a água será sempre um bem escasso e é fundamental fazer uso mais parcimonioso dela”.

Para o ministro, há, de facto, a expectativa de que agora há mais água devido à chuva, nomeadamente nas regiões norte e centro, mas é preciso que “ninguém descanse”.

“Temos que continuar a ter uma postura de muito rigor na utilização do recurso, que é um recurso muito escasso”, disse.

A quantidade de água armazenada em dezembro subiu em cinco bacias hidrográficas de Portugal continental, mas desceu em sete, em comparação com o mês de novembro, segundo o boletim de armazenamento de albufeiras divulgado hoje.

O boletim do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) indica que das 60 albufeiras monitorizadas, cinco apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 24 têm disponibilidades inferiores a 40%.

De acordo com o SNIRH, a bacia que apresenta menor capacidade de armazenamento é a do Sado com 23,4%, uma subida ligeira em relação ao mês de novembro (21,6%).

Também a bacia do Lima, que no mês passado tinha registado valores baixos (28%), subiu em dezembro para os 35,8%.

A bacia do Guadiana é a que regista a maior capacidade de armazenamento 63,9%, seguindo-se a do Cávado (61,3%), do Ave (58,4%), do Douro (58%), do Mondego (53,4%), de Mira (53,2%), do Tejo (52,4%), do Barlavento (48,7%), do Arade (40,1%) e do Oeste (38,7%).

Os armazenamentos de dezembro de 2017 por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias de armazenamento de novembro (1990/91 a 2016/17).

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira, segundo o SNIRH.

Em novembro de 2017 e comparativamente ao último dia do mês anterior tinha-se verificado um aumento do volume armazenado em duas bacias hidrográficas e uma descida em dez.

De acordo com o índice meteorológico de seca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), divulgado na semana passada, no final de dezembro verificou-se, relativamente a 30 de novembro, um desagravamento da intensidade da seca meteorológica, com cerca de 60% do território (regiões a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela) nas classes de seca severa e extrema.

O IPMA indicou também no seu boletim climatológico que o ano de 2017 foi o segundo mais quente dos últimos 86 anos e está entre os quatro mais secos desde 1931.

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Portugal e Espanha devem coordenar esforços para uso sustentável da água

A recomendação consta no relatório, hoje divulgado, “Áreas-chave da biodiversidade de água doce na sub-região do noroeste do Mediterrâneo” e tem como um dos enfoques os recursos ribeirinhos transfronteiriços de Portugal e Espanha, como os rios Douro e Tejo.

A organização (IUCN, na sigla em inglês) recomenda que Portugal e Espanha apliquem na íntegra os princípios da Diretiva-Quadro da Água da União Europeia e a Convenção das Nações Unidas para a Utilização dos Cursos de Água Internacionais.

De acordo com o relatório, Portugal tem mais de 30 espécies em áreas consideradas chave em termos de biodiversidade de água doce, e que incluem peixes, plantas, insetos e moluscos, a maioria ameaçados.

Estas áreas, que não são transfronteiriças, estendem-se, nomeadamente, pelos rios Arade, Mira, Sado, Vouga, Alcabrichel, Sizandro e Safarujo.

Uma das espécies, endémica de Portugal, é o ruivaco-do-oeste, que vive nos rios Alcabrichel, Sizandro e Safarujo e a evoluir para o estado de “em perigo” ou “criticamente em perigo”, devido à poluição doméstica e agrícola, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Outra espécie nesta condição é o molusco com o nome científico “Belgrandia alcoaensis”, do rio Alcoa, que nasce no concelho de Alcobaça.

Portugal e Espanha juntos têm mais de 80 espécies ameaçadas de peixes, moluscos, insetos e plantas em “áreas-chave de biodiversidade de água doce”, banhadas pelos rios transfronteiriços do Douro, Tejo, Guadiana e Minho.

“Áreas-chave de biodiversidade de água doce” são, por definição, locais importantes para a manutenção global da biodiversidade de espécies e ecossistemas, neste caso na sub-região do noroeste do Mediterrâneo.

O relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza apresenta ainda resultados para França, Itália e Malta.

A lista das principais ameaças às espécies de água doce na sub-região analisada inclui barragens e captações de água para irrigação e consumo humano, espécies exóticas e poluição doméstica e agrícola.

A União Internacional para a Conservação da Natureza avisa que o aumento da seca no sul da Europa, causado pelas alterações climáticas, levará nos próximos dez anos a uma diminuição da população de uma espécie de libelinha nativa de Portugal, Espanha e França, a “Macromia splendens”.

Portugal faz parte da União Internacional para a Conservação da Natureza através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Associação de Defesa do Património de Mértola, do Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens, da Quercus e da Liga para a Proteção da Natureza.

A IUCN integra organizações governamentais e não-governamentais de mais de 170 países em defesa da conservação da natureza.

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Câmara de Matosinhos desliga rega automática dos jardins

Durante a reunião pública do executivo municipal, Luísa Salgueiro referiu que nos locais onde a rega é imprescindível essa está a ser feita com recurso à água de um riacho subterrâneo, ou seja, sem recurso ao abastecimento público.

Além disso, a autarca socialista adiantou que as fontes funcionam em circuito fechado, não consumindo água de consumo público.

Luísa Salgueiro vincou que, “felizmente”, o concelho não tem sentido os efeitos da seca, mas poupar água é uma tarefa de todos e é para o bem de todos, daí estas primeiras medidas.

“Apelo à população que faça poupança de água e que nos acompanhe nesta campanha”, afirmou.

De acordo com o índice meteorológico de seca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a 15 de novembro, verificou-se um aumento da área em situação de seca extrema em todo o território de Portugal Continental.

Racionamento de água é uma medida “no fim da linha”

“As medidas de racionamento [de água] estão no fim do fim da linha e não faz nenhum sentido pensar nelas agora. Estamos a fazer tudo para que a água nunca falte, em conjunto com as autarquias, e o que é fundamental é as pessoas pouparem água”, disse o ministro, em Évora.

Questionado pelos jornalistas sobre a entrevista do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, publicada hoje no jornal i, em que admite o racionamento de água à noite, João Pedro Matos Fernandes disse tratar-se de uma “hipótese teórica”.

O secretário de Estado, na entrevista, de acordo com o ministro, “admite a vaga possibilidade” desse racionamento de água, “durante algumas horas” por dia, em “algumas autarquias onde a água está mesmo quase, quase a faltar” e “em situações muito específicas”.

A suspensão da água durante a noite é “uma hipótese teórica. Não é esse o nosso caminho”, afirmou, esclarecendo também, caso a medida tenha de avançar, “não é o Governo que raciona”.

“A decisão é sempre da autarquia” e trata-se de uma decisão sobre a qual o Governo tem “quase a certeza” de que não vai ser necessária, frisou o ministro, que falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura da edição deste ano do Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento (ENEG), que hoje arrancou na cidade alentejana.

Há mais zonas balneares com má qualidade da água

Comparando dados oficiais referentes ao final de julho, a Zero nota que em 2016 tinham sido interditadas três zonas balneares no continente, contra sete este ano, e que tinham sido desaconselhados ou proibidos (temporariamente) banhos em oito zonas, sendo que este ano já se registaram 23 casos, envolvendo 16 zonas balneares.

Se forem consideradas as regiões autónomas o número sobe para 30 desaconselhamentos ou proibição de banhos envolvendo 21 zonas balneares, 12 praias costeiras ou de transição e nove interiores.

Houve um total de 16 concelhos com praias desaconselhadas para banhos, havendo cinco deles com duas praias (Albufeira, Funchal, Gondomar, Mafra e Porto Moniz), salienta a associação.

E porque proporcionalmente foram afetadas mais praias interiores do que praias costeiras, a Zero entende que as principais causas serão os menores caudais associados à seca e a falta de controlo do tratamento de efluentes de origem doméstica e industrial.

Metade das zonas balneares que tiveram desaconselhamento este ano têm a classificação de Excelente, pelo que, nota a associação, deve tratar-se de episódios esporádicos e cujas causas devem ser devidamente averiguadas.

“Há zonas balneares que foram recentemente abertas e ainda não têm classificação atribuída e que não deveriam estar a funcionar dada a elevada contaminação que apresentam, como é o caso particular de Alvares no concelho de Góis, onde se registaram cinco recolhas de amostras com elevados valores dos parâmetros que fazem parte da legislação”, afirma-se no comunicado da Zero.

Portugal tem atualmente 601 zonas balneares, 480 costeiras ou de transição e 121 interiores, pelo que os problemas são “relativamente diminutos e esporádicos, afetando apenas cerca de 3,5% do total de zonas balneares”, nota a Zero.

Não beba água quando…

Quando o consumo ao longo do dia já foi excedido. A intoxicação por água existe e pode mesmo ser fatal, uma vez que desencadeia uma queda abrupta dos níveis de sódio no sangue – condição chamada de hiponatremia.

Um outro momento em que o consumo de água deve ser evitado é quando a urina já está limpa ao ponto de parecer transparente. Este é mais um sinal de que o corpo está mais do que hidratado e que já se bebeu água suficiente.

Embora seja uma ótima aliada da boa digestão e até mesmo do trânsito intestinal, a água deve ser evitada depois de se ter feito uma grande refeição. Diz a publicação que beber muita água durante a refeição ou depois de a terminar pode causar algum desconforto ou até mesmo inchaço, sintomas que se podem prolongar durante algum tempo, interferindo com o bem-estar da pessoa. Beber água antes da refeição é o mais recomendado.

Quem pratica atividade física com regularidade sabe o quão importante é beber água antes, durante e depois do treino (não só para hidratar, como também para dar ao corpo o impulso que precisa para reagir ao treino), mas o seu consumo deve ser evitado quando em está em causa um treino de alta intensidade ou durabilidade, como uma meia-maratona ou maratona.

Nestes casos de esforço extremo por parte do atleta, o consumo de água apenas vai fazer com que o corpo perca ainda mais potássio e sódio, que já estão a ser amplamente ‘expulsos’ através do suor. O melhor, diz a publicação, é trocar a água por bebidas nutricionalmente mais ricas, como a água de coco, que é rica em potássio, magnésio, sódio e vitamina C.

Por fim, o consumo de água deve ser ainda evitado quando a pessoa não quer beber apenas água e opta por águas aromatizadas que são vendidas já engarrafadas. Apesar de serem vistas como água, estas versões aromatizadas até podem matar a sede e contribuir para a boa hidratação, mas os adoçantes que possuem vão fazer com que se tenha fome. O melhor é mesmo recorrer ao chá não adoçado.

Armazenamento de água em junho desceu em todas as bacias hidrográficas

A quantidade de água armazenada em junho em Portugal continental desceu em todas as bacias hidrográficas, relativamente ao mês anterior, de acordo com o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

Segundo o boletim de armazenamento de albufeiras do SNIRH, divulgado esta sexta-feira, no último dia de junho, comparativamente a igual período do mês anterior, das 59 albufeiras monitorizadas, 29 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e três têm disponibilidades inferiores a 40%.

Os níveis mais elevados de armazenamento de água em junho de 2016 ocorreram nas bacias do Lima (93,6%), Tejo (91,7%), Mondego (88,3%), Douro (85,8%), Cávado (84,4%), Guadiana (81,2%), Ave (78,9%), Barlavento (76,4%), Mira (72,9%), Oeste (68,8%), Arade (58,1%) e Sado (44,8%).

O SNIRH indica que os armazenamentos de junho de 2016, por bacia hidrográfica, apresentaram-se superiores às médias dos valores do mesmo mês nos períodos de 1990/91 a 2014/15, exceto para as bacias do Sado, Guadiana e Mira.

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira, segundo o SNIRH.

Regulador. Água da torneira tem qualidade e dispensa purificação

A água da torneira tem qualidade e os consumidores não necessitam de equipamentos purificadores, ao contrário do que as empresas vendedoras destes aparelhos dizem, afirmou hoje o diretor do departamento desta área na entidade reguladora do setor.

“Tem-se verificado nos últimos anos que algumas empresas tentam comercializar purificadores de água recorrendo a uma experiência enganadora e tentando assim convencer os consumidores da necessidade de tratamento adicional da água da torneira”, disse esta terça-feira à agência Lusa, Luís Simas.

“Quando existe acesso à rede de distribuição não há necessidade de fazer tratamento à água”, alertou o responsável.

O diretor do departamento da Qualidade da Água da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) falava a propósito do Dia Mundial da Água, que hoje se assinala, e que foi escolhido para a apresentação da sua nova imagem institucional.

Os três elementos que constituem o novo logótipo da ERSAR estão associados aos serviços regulados, ou seja, o abastecimento de água, o saneamento de águas residuais e a gestão de resíduos urbanos.

A entidade reguladora tem recebido vários pedidos de esclarecimento da parte dos consumidores sobre a necessidade, ou não, de instalarem equipamentos para tratamento da água da rede de distribuição.

Por isso, vem reforçar a informação de que o indicador de água segura em Portugal é de 98% e “pode ser bebida sem quaisquer adições, de tratamento ou de coisa alguma”.

“Acima de tudo, pretendemos informar o consumidor que esses equipamentos não são necessários quando são servidos pela água da rede de distribuição, portanto não têm qualquer necessidade de fazer tratamento adicional”, insistiu Luís Simas.

E salientou a necessidade de esclarecer “a forma utilizada para convencer o consumidor que é a realização de uma experiência com um impacto visual muito grande, mas depois utilizada de uma forma errada do ponto de vista técnico”.

Assim, “a experiência leva, às vezes, o consumidor a tomar uma decisão que não está fundamentada” e aquilo que “nos preocupa é induzirem o consumidor em erro”, acrescentou o diretor do departamento da Qualidade da Água.

A ERSAR salienta mesmo que “estes equipamentos produzem uma água de composição mineral desequilibrada e que em nada ajuda na proteção da saúde humana”.

Além dos pedidos de informação dos consumidores, a ERSAR também é contactada por operadores a transmitir que “estas empresas atuam nas suas áreas utilizando o argumento de que a água da rede não tem qualidade adequada e têm um equipamento resolve os problemas todos”.

Somente a pequena parte da população que não tem água da rede pública, porque vive em zonas isoladas, deve preocupar-se com a qualidade de água que lhes chega à habitação.

A taxa de cobertura da rede está acima de 95% e “o que é razoável do ponto de vista técnico já foi atingido”.

Nestes casos, especificou, os consumidores podem contar com as autoridades de saúde locais, o regulador e o operador que está nesse concelho para ajudarem a estabelecer mecanismos de controlo e tratamento da água.

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