O ano de 2019 foi marcado por um importante aumento do volume de negócio, que já supera os 85.000 milhões de euros. Este marco foi alcançado graças à combinação de crescimento orgânico gerado pelo forte dinamismo comercial, especialmente no segmento de financiamento a PME`S, com o contributo para o negócio das aquisições do Deutsche Bank PCB Portugal e do Banco Caixa Geral, em Espanha.

Durante o ano de 2019, os canais digitais registaram um grande desenvolvimento tanto em termos de transações como em capacidade de gerar negócio. O ABANCA está no “top 3” dos bancos com melhor experiência digital, segundo o último estudo da consultora independente D-Rating. Com o objetivo de potenciar o desenvolvimento do negócio de seguros, o ABANCA levou a cabo duas grandes operações que vão redefinir o seu modelo nos próximos anos. Por um lado, a internacionalização do negócio de vida e pensões, que passou a ser gerido integralmente dentro do grupo. Por outro lado, a criação de uma joint-venture de longo prazo com o maior grupo bancário e segurador europeu, o Crédit Agricole Assurances, para operar no segmento de seguros em Espanha e Portugal.

O ABANCA continuou também a melhorar a qualidade da sua carteira de crédito através da sua taxa de incumprimento que já se situa abaixo dos 3% (2,8%) e uma taxa de cobertura dos ativos não produtivos de 58,8%, que é a mais elevada do setor. O elevado nível de capitalização, que supera amplamente os requisitos regulatórios, e uma estrutura saudável de financiamento são outros elementos chave que situam o ABANCA como uma das entidades mais saudáveis do sistema financeiro espanhol, tal como é evidenciado pelo seu rácio Texas de 33,6%.

O exercício de 2019 foi o primeiro em que a fusão inversa entre o ABANCA Corporación Bancaria (absorvente) e o ABANCA Holding Financiero (absorvida) entrou em vigor. Esta fusão inversa melhora a posição de capital do grupo e simplifica a sua estrutura enquanto organização. Em
termos homólogos, o ABANCA obteve em 2019 um lucro 6,7% superior ao do ano anterior e melhorou a sua posição de capital em 116 pontos-base.

Rentabilidade assente em receitas recorrentes

O resultado obtido pelo ABANCA em 2019 reflete a boa evolução do seu negócio com clientes. A margem financeira aumentou 2,4% graças a esta atividade de retalho. A margem comercial cresceu de forma sustentada devido ao efeito do dinamismo do negócio e de uma boa gestão de pricing. Destaca-se o desempenho positivo das receitas por prestação de serviços, que cresceram 16,6% mediante o impulso dos produtos que oferecem mais valor aos clientes. As receitas de recursos fora do balanço aumentaram 27,9%, as receitas provenientes de cobranças e pagamentos 10,5% e as receitas correspondentes a serviços bancários aumentaram também 11,8%. Fruto desta boa evolução, o ABANCA conseguiu melhorar em 5,8% a sua margem básica, principal linha na obtenção de receitas recorrentes para a conta de resultados.
A base de custos manteve-se estável, apesar das recentes integrações e do investimento significativo de 91.5 milhões de euros em tecnologia para melhorar as capacidades tecnológicas e de negócio do banco.

O custo do risco situou-se nos 0,24%, abaixo da média do mercado graças à prudência e boa gestão aplicadas na concessão de créditos. Os investimentos tecnológicos estão a impulsionar o processo de digitalização do ABANCA. Nos últimos três anos, o número de clientes que utilizam o mobile banking aumentou 43% e as interações no mobile banking mais de dois. O canal digital desenvolveu-se como originador de
operações comerciais e registou um crescimento de 43% no número de contratos.

Crescimento do negócio

Com um crescimento homólogo de 22,9%, o ABANCA superou os 85.000 milhões de euros de volume de negócio, com um comportamento equilibrado do crédito a clientes, que aumentou 22,8% em 2019 para os 35.963 milhões, e da captação de recursos, que cresceu 23,7% para 48.286 milhões de euros. Descontando o efeito das últimas operações corporativas, o banco continua a assegurar o seu dinamismo, registando crescimentos de 4,2% no crédito normal a clientes e de 6,5% na captação de recursos.

O financiamento do tecido produtivo continuou a ser uma das prioridades do banco. O crédito a PME`s formalizado em 2019, totalizou os 2.200 milhões de euros e cresceu 6,6% face ao ano anterior. Este dinamismo permitiu ao ABANCA aumentar a sua quota de mercado tanto em Espanha como em Portugal, reforçando o perfil do ABANCA como banco ibérico.

Crescem os recursos fora de balanço

A estrutura de recursos de clientes apresenta um peso crescente de ativos fora do balanço, que aumentaram 57,9%, ou 11,4% se descontado o efeito de Portugal e do Banco Caixa Geral. Em termos de rentabilidade para o cliente, destacamos que 9 de cada 10 fundos comercializados pelo ABANCA mantiveram-se acima do nível da concorrência.

A nova produção de seguros aumentou 18,7%. Por ramos, os prémios correspondentes a seguros de pagamentos protegidos aumentaram 53%, os dos seguros de saúde 36%, os dos seguros de empresas 19% e os de seguros de vida 17%. O ABANCA conseguiu mais de 425.000 novos clientes em 2019, dois terços dos quais através das integrações do Deutsche Bank PCB Portugal e do Banco Caixa Geral España. Outros indicadores de atividade que também cresceram de forma significativa foram o número de cartões de débito e de crédito (+19,3%) e de TPA´s (terminais em ponto de venda) (+20,5%).

Melhoria continua da qualidade da carteira

O banco registou em 2019 uma nova descida no seu nível de saldos duvidosos, que foi de 5,6% no conjunto da entidade, situando a taxa de incumprimento em 2,8%, 33% abaixo da média de Espanha. O ABANCA é o primeiro banco por cobertura de ativos não produtivos, com uma taxa de cobertura total de 58,8%. A taxa de cobertura do incumprimento situa-se nos 57,5%, enquanto a cobertura de elegíveis é de 60,4%. A ação combinada da redução de ativos não-produtivos, por um lado, com os elevados níveis de cobertura e capital, por outro, situam o ABANCA como a entidade com melhor rácio Texas do sistema (33,6%). O ABANCA é a entidade mais saudável do setor financeiro espanhol.

Liquidez e capitalização

O banco mantém uma estrutura de financiamento assente em depósitos de retalho, com um rácio de créditos sobre depósitos (LTD) de 96,3%. A entidade dispõe de uma liquidez de 14.590 milhões de euros entre a capacidade de emissão de títulos e ativos líquidos, o que lhe permite cobrir mais do dobro dos vencimentos previstos de emissões. Por outro lado, os rácios de financiamento líquido estável e de cobertura de liquidez situaram-se, respetivamente, em 127% e de 217%, cumprindo desta forma os requisitos regulatórios colocados por Basileia III.

O ABANCA dispõe de um elevado nível de capitalização, com 1.267 milhões em excesso sobre os requisitos CET1. O rácio de capital total situou-se no final de 2019 nos 15,8%, excedendo em 353 pontos-base os requisitos. O rácio de capital de máxima qualidade, CET1, situou-se nos 12,9%, excedendo em 411 pontos-base os requisitos. Depois da recente emissão de outubro de 2019, o ABANCA assegurou a cobertura requerida para dívida subordinada classificada como Tier 2 (2% s/APR).

Banco espanhol com maior crescimento de valor de marca em 2019

ABANCA converteu-se no banco espanhol com maior crescimento de valor de marca em 2019, tal como revela um relatório elaborado pela consultora especializada em valoração comercial de marca, Brand Finance. Segundo o estudo “Brand Finance Banking 500”, o ABANCA escala 79 posições no ranking de 2019 e converte-se na única entidade financeira de Espanha que melhorou a sua posição respetivamente ao ano anterior.

Segundo este relatório independente, o ABANCA incrementou o valor da sua marca 55% face a uma tendência generalizada de deterioração do sistema financeiro espanhol. Esta notável melhoria no fortalecimento da marca converte o banco na 13ª entidade que mais cresce no mundo, segundo esta análise.

Compromisso com a sustentabilidade

ABANCA continuou a desenvolver em 2019, o seu amplo programa de ações focadas na Sustentabilidade e compromisso com a sociedade. Desde 2014, o banco realizou um investimento social de 50 milhões de euros em distintos programas de apoio à cultura, conhecimento, meioambiente e edução em valores, entre outras prioridades.

O ABANCA tornou-se em 2019 num dos 130 bancos de todo o mundo que foram signatários fundadores da carta de Princípios da Banca Responsável na Assembleia-Geral das Nações Unidas. O ABANCA fez parte ainda do grupo de 31 entidades que assinaram o Compromisso Coletivo da Ação Climática, onde se comprometeram a alinhar a sua estratégia e atividade financeira para lutar contra as alterações climáticas.

Estas iniciativas, juntamente com o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o próprio Código Ético e de Conduta do ABANCA, constituem os princípios gerais da Política de Sustentabilidade do banco. Este documento, que entrou em vigor em 2019, vai guiar as atividades do banco na contribuição para a construção de um novo modelo económico sustentável.