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Vanessa Ferreirinha

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Makro Portugal apoia campanha de angariação de doadores da UNICEF

A campanha de angariação de doadores do programa “Amigos da UNICEF”, que teve início nas lojas makro de Cascais, Palmela e Vila Nova de Gaia, continua pelos vários distritos de Portugal e os clientes makro poderão juntar-se a esta iniciativa nas lojas makro de Coimbra, Leiria, Alfragide, Matosinhos e Braga.

 A responsabilidade social é um dos principais pilares da makro e é sempre muito gratificante e importante envolvermo-nos nas campanhas com as quais nos identificamos. Sabemos que palavras não chegam, temos de agir e intervir para que se vejam realmente mudanças na nossa sociedade. Só com a intervenção de todos podemos dizer que uma campanha tem o verdadeiro sucesso.”, realça Isabel Caeiro, Communication & Engagement Manager da Makro Portugal.

Beatriz Imperatori, Diretora Executiva da UNICEF Portugal, reforça que “os Amigos da UNICEF são um pilar fundamental para a nossa actividade junto de todas as crianças em Portugal e no mundo. É, por isso, da maior importância termos ao nosso lado, parceiros comprometidos, como a makro, que se juntam a nós na missão de garantir uma oportunidade justa para todas as crianças.

Mais do que informar e angariar fundos, a campanha Amigos da UNICEF destina-se a salvar as vidas das crianças. Os interessados a juntarem-se a esta campanha terão de preencher um formulário no sentido de realizarem, voluntariamente, um donativo regular, sempre feito por débito direto. Não será pedido dinheiro em mão.

Mazars lança nova oferta em Portugal

Rui Lavado

A Mazars, empresa internacional de auditoria e consultoria, prepara-se para lançar uma nova linha de serviços em Portugal na área de Consulting, assente em eixos complementares de Estratégia e Transformação, Organização e Performance, e IT e Digital. A aposta acontece integrada na agenda estratégica da Mazars a nível global e segue os passos de outros escritórios da firma, que têm já esta oferta consolidada no seu portfólio.

Esta área tem sido alvo de investimento da Mazars a nível internacional, tal como é exemplificado pela recente nomeação de 35 Partners e recrutamento de 500 profissionais para desenvolver a vertente de Consulting da Mazars no mercado indiano, estratégia que se repete noutras geografias e da qual Portugal é exemplo.

O desenvolvimento da área de Consulting em Portugal vai ter lugar através da integração de uma equipa multidisciplinar de profissionais com elevada senioridade e amplitude de competências nas áreas de Gestão, Finanças, Economia e Tecnologia liderada por Rui Lavado, com mais de 25 anos de experiência em projetos no sector financeiro, telecomunicações, saúde e sector público, em Portugal e no exterior, como consultor de estratégia e gestão, de tecnologia e do domínio do digital.

A experiência e know-how trazidos por cada um dos profissionais que compõem esta equipa reforça a generalidade dos serviços clássicos tipicamente inseridos numa prática de consultoria, tais como estratégia, operações e tecnologia. Adicionalmente, trazem um enfoque muito especial em domínios com uma importância cada vez mais destacada que incluem o digital e os processos de transformação associados; as tecnologias emergentes (exemplo da analítica de informação e dados, a inteligência artificial ou a Internet das Coisas); a sustentabilidade, o ambiente e a responsabilidade social, incluindo a necessidade prática de garantir a dignidade humana, através da inclusão e respeito pela diversidade.

Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars em Portugal, justifica a decisão com o duplo objetivo de “aumentar a eficiência e a relevância das interações com os clientes e permitir que os serviços de Consulting gerem uma parcela acrescida de receitas. Com esta nova linha, a Mazars tem como meta reforçar progressivamente a sua equipa, em número e em competências, criando uma nova área que faz parte da oferta de serviços do Grupo Mazars mas que até agora não existia em Portugal. Esta integração, para além de reforçar a oferta de serviços já existente, permite aumentar o nível de cross selling com outras áreas de negócio e abre novos horizontes para a atuação da Mazars no mercado nacional. A expetativa passa por quadruplicar os recursos nesta área nos próximos dois anos, complementando a oferta de carácter especializado já disponibilizada pela Mazars aos seus clientes empresariais em Portugal.”

Rui Lavado, Head of Consulting e responsável pela nova área de Consulting da Mazars, explica a resposta positiva a este desafio com o facto de a Mazars “quer a nível nacional, quer a nível internacional, estar a apostar fortemente no desenvolvimento da linha de serviços de Consulting. Esta constitui uma plataforma excecional para satisfazer uma vontade de expandir a abrangência dos serviços disponibilizados ao mercado, assim como de fazer crescer a dimensão desta área de negócio e superar ainda mais o já elevado patamar de qualidade na resposta aos desafios dos nossos clientes.  Esta orientação é integralmente partilhada entre mim, a direção da Mazars e os restantes elementos da equipa de Consulting que me acompanham nesta integração.”

Para o novo responsável da área sobressaem também “o caráter efetivamente integrado da firma a nível global, o que permite desenvolver e explorar sinergias com facilidade e oferecer serviços e soluções mais robustas aos nossos clientes e a objetividade e competência da equipa de gestão da Mazars em Portugal, que se foi evidenciando à medida que o processo de planeamento de integração se desenrolou.”

O alargamento da oferta da Mazars em Portugal está integrado num plano estratégico apontado ao reforço da operação e ao crescimento da firma, com o posicionamento ambicionado de ocupar a quinta posição no mercado nacional de auditoria e consultoria e um progressivo equilíbrio entre resultados de serviços de audit e non-audit, sustentado no crescimento mais acelerado desta segunda área de atividade.

Plataforma anuncia compromisso do Governo para redução das portagens no interior

Texto e foto: Agência LUSA

A Plataforma pela Reposição das Scut na A23 e A25 anunciou esta terça-feira que haverá uma redução das portagens a curto prazo, de acordo com um compromisso assumido pelo Governo.“Aquilo que a ministra [da Coesão Territorial] se comprometeu foi: Uma redução ainda este ano e a curto prazo, e o estudo anual para continuar este caminho. Portanto, redução este ano, já, e depois continuar a discutir a continuação do caminho de reduções”, afirmou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco, entidade que integra a Plataforma. Este responsável falava em conferência de imprensa realizada esta terça-feira, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, com o objetivo de dar a conhecer as principais conclusões de uma reunião realizada na segunda-feira entre elementos da Plataforma, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, e

o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado. Um encontro de trabalho que, para os membros da Plataforma, marcou um “ponto de viragem” na postura do Governo relativamente à matéria e de onde retiraram “vários sinais positivos”.

Esta estrutura explicou que ainda não foram firmados valores ou percentagens de redução, adiantou que a mesma será para todos os utentes e assumiu a expectativa de que seja um “valor expressivo”. “Penso que uma reunião destas, com a presença efetiva do Governo, fazerem-nos ir a Lisboa para nos oferecerem 1 ou 2%, não estamos aí. Nem sequer estamos a pensar que seja isso”, referiu José Gameiro, da Associação Empresarial da Beira Baixa. Segundo referiram, “há vários cenários” a ser avaliados, todos com vista a uma “redução progressiva” dos valores atuais.

“As medidas que nos foram ditas deverão ser progressivas, não poderão ser discriminatórias e o processo está a ser estudado de forma que tenha sustentabilidade futura e que não seja apenas uma medida avulso”, referiu Ricardo Fernandes, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior. A data para o anúncio da redução ainda não foi revelada, mas a Plataforma acredita que possa ser “muito em breve”, designadamente durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.

Depois de em dezembro de 2019 ter apresentado uma proposta que reivindicava a abolição “imediata” para os residentes e reduções progressivas até à abolição para os restantes utentes, esta estrutura assume que o prometido ainda não corresponde às exigências, mas congratula-se com o caminho iniciado. “Permitirá uma redução do custo de contexto mais importante que temos na região, que são as portagens que têm efeitos negativos para as empresas, residentes e turistas”, frisou Luís Veiga, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior. Esta estrutura também garante que, “independentemente do que venha a ser anunciado”, vai continuar a “trabalhar” até que o objetivo final da abolição seja atingido.

Na conferência de imprensa desta terça-feira, foi ainda referido que os problemas do Interior e da convergência necessária também foram abordados na reunião com os governantes e que estes mostraram “preocupação” e prometeram “empenho” nessa matéria.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

ALGAplus e CIIMAR organizam dia dedicado à partilha dos benefícios da aquacultura de macroalgas

Com a participação de parceiros de Portugal, Espanha, Irlanda, França e Reino Unido, o INTEGRATE procura melhorar os aspetos eco sistémicos da aquacultura integrada, centrando-se nas sinergias que resultam da produção conjunta de diferentes espécies aquícolas, nomeadamente o processo de bio mitigação. Simultaneamente trabalha o reforço das redes colaborativas entre o meio académico/científico, as empresas e as organizações governamentais, por forma a converter soluções inovadoras de aquacultura sustentável, numa realidade do ponto de vista técnico, legal e administrativo. Os objetivos do projeto passam ainda por comunicar os princípios e os benefícios do IMTA, a consolidação de produtos sustentáveis no setor das pescas e contribuir para o cumprimento dos objetivos regionais da UE, que permitam o uso eficiente de recursos. Em suma a promoção do crescimento verde e azul da aquacultura.

A aquacultura de macroalgas é uma atividade relativamente recente e inovadora em franco crescimento, resultado do abrangente potencial de utilização e interesse económico para as indústrias alimentar, cosmética, farmacêutica, nutracêutica e outras. Para além disso, o cultivo de macroalgas proporciona outros benefícios para o meio ambiente e para a sociedade, dos quais se pretende avaliar o valor através de uma discussão entre as partes interessadas e relacionadas com o cultivo de macroalgas em Portugal. Nesta discussão aberta, o público é convidado a partilhar o seu ponto de vista e perceções sobre que benefícios e que valor trazem o cultivo de macroalgas, contribuindo assim para o seu desenvolvimento económico, ambiental e social de forma sustentada.

Serviço de streaming Disney+ chega à Europa a 24 de março e a Portugal no verão

Texto e foto: Observador.pt

O serviço de streaming da Disney chega à Europa a 24 de março. Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria e Suíça serão os primeiros países a receber o Disney+. Em Portugal, a plataforma vai estar disponível no verão. A informação foi avançada pelo grupo Disney, em comunicado oficial.

 Os preços estão confirmados: 6,99 euros no caso de se tratar de uma assinatura mensal, 69,99 se optar por uma subscrição anual. O Disney+ reúne conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic entre outras produtoras.

O Disney+ surgiu no final de 2019 nos EUA, resultado da vasta bibiloteca de conteúdos criada pela Disney, com as produções próprias mas sobretudo depois de aquisições de grupos de media feitas ao longo dos anos: a compra da Marvel garante-lhe o controlo dos filmes e séries de super-heróis mais procurados; a Lucasfilm também faz parte do universo da Disney e representa tudo o que faz parte da saga Star Wars, dos filmes principais aos spin-offs às séries de animação. Por ter controlo sobre a Fox, a Disney disponibiliza em streaming alguns conteúdos desse mesmo grupo, como “Os Simpsons” (todas as 30 temporadas).A produção de conteúdos próprios é uma das prioridades do Disney+. Por enquanto, um dos títulos mais fortes é “The Mandalorian”, precisamente um spin-off da saga Star Wars criado por Jon Favreau, que conta a história de um mercenário que viaja pela galáxia. A ação passa-se algures entre os filmes “O Regresso de Jedi” e “O Despertar da Força”. Pedro Pascal (“Narcos”) é o protagonista.Da lista de produtoras cujo conteúdo vai estar disponível no Disney+ fazem também parte os filmes da 20th Century Studios, Searchlight Pictures, Hollywood Pictures e Touchstone Pictures. Alguns conteúdos da Hulu (produtora e plataforma de streaming que opera nos EUA e que é responsável por séries como “The Handmaid’s Tale”) estarão também disponíveis no Disney+, já que a Disney é proprietária de parte da Hulu.

O mesmo comunicado garante que o Disney+ vai funcionar em todas as principais plataformas, dispositivos móveis, consolas de videojogos ou smart TVs. O serviço não tem anúncios, será possível ter quatro dispositivos ligados na mesma conta em simultâneo, a transmitir conteúdos diferentes e será permitido o download ilimitado de episódios em até dez aparelhos (smartphones, computadores) diferentes, para poderem ser vistos offline. Quanto aos perfis de utilizador em cada conta, podem ser sete e há a hipótese de criar perfis específicos para crianças, com um interface mais simples de utilizar e com conteúdo apropriado.

De acordo com o site TechCrunch, a app do Disney+ foi a mais descarregada nos EUA no quarto trimestre de 2019, com mais de 30 milhões de downloads, mais do dobro do Tik Tok, em segundo lugar. A Disney+ vai juntar-se a outras plataformas de streaming que já estão a funcionar em Portugal, serviços como o Netflix, HBO, Amazon Prime Video, a Apple TV+, a NOS Play, a Fox+ ou o Q Play.

Hospital de São João torna-se terceiro do mundo a implantar dispositivo inovador em doentes com Parkinson

Texto e foto: Agência LUSA

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) implantou esta terça-feira um dispositivo médico “inovador” que, ao registar informação sobre dados cerebrais de doentes com Parkinson, “abre a possibilidade de o tratamento ser mais adaptado” ao estado clínico do doente. “A ideia base é ver se somos capazes de evoluir do tratamento da doença para o tratamento do doente”, afirmou Rui Vaz, diretor do serviço de Neurocirurgia do CHUSJ e responsável pela equipa que fez, esta manhã, o implante do dispositivo médico “inovador”.

 Em entrevista à Lusa, o neurocirurgião avançou que este dispositivo, intitulado “BrainSense”, além de ser capaz de “estimular o cérebro, permite também captar informação sobre as ondas cerebrais [ondas beta] que estão relacionadas com os sintomas de Parkinson”. “O tratamento atual é praticamente constante ao longo de todo o dia, quando a doença em si oscila ao longo do dia. Portanto, este será o primeiro passo para, através dos registos obtidos, adaptarmos o tratamento ao estado clínico do doente durante o dia, com menos tratamento nas fases em que se encontra bem e mais tratamento nas fases em que se encontra mal”, explicou.

Segundo Rui Vaz, o estimulador, que foi implantado na manhã de terça-feira numa mulher com Parkinson, “não difere em nada para o doente”, sendo que é até “mais pequeno” do que o dispositivo usualmente utilizado. “O tamanho da bateria é ligeiramente menor, mas para o doente é tudo igual”, garantiu, adiantando: “O dispositivo custa 15% mais do que a bateria normal, mas esperamos nós que estes 15% sejam compensados, uma vez que, ao adaptar-se à doença, a bateria dura também mais tempo.”

À Lusa, o neurocirurgião adiantou que, neste momento, o neuro estimulador é apenas aplicável a doentes de Parkinson com síndrome acinética-rígido, isto é, com os movimentos limitados. “Vamos, prudentemente, ver os resultados que conseguimos. Há uma base científica suficientemente forte, mas a experiência clínica séria está agora a iniciar-se e, enquanto não houver mais evidência sobre as formas tremóricas [síndrome do Parkinson], não o colocaremos”, concluiu.

O Centro Hospitalar Universitário de São João foi o terceiro hospital, a nível mundial, a implantar este dispositivo médico, sendo que, até ao momento, apenas dois hospitais alemães também o fizeram.

Carrilhões do Palácio Nacional de Mafra voltam a ouvir-se no dia 1 de fevereiro

Texto e foto: Agência LUSA

Os carrilhões do Palácio Nacional de Mafra voltam a tocar em 1 de fevereiro, quase 20 anos depois de terem parado, com o concerto inaugural marcado para dia 2, data anunciada esta segunda-feira pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, no Parlamento.

“Os carrilhões de Mafra vão voltar a tocar a 2 de fevereiro”, afirmou esta segunda-feira a governante na audição conjunta da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças e da Cultura e Comunicação, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Um dia antes, porém, tem início o programa relativo à inauguração do restauro dos sinos e carrilhões do Palácio Nacional de Mafra, que compreende um conjunto de concertos e palestras, depois de ficarem concluídas as obras ao fim de ano e meio, disse esta segunda-feira à Lusa o diretor daquele monumento nacional, Mário Pereira.

A inauguração do restauro antecede a instalação do Museu Nacional da Música no Palácio, que foi também apresentado por Graça Fonseca como um dos “investimentos prioritários” do Governo para 2020, no âmbito da reabilitação do património cultural.

O programa inicia-se no dia 1, com diversos recitais sobre a herança da família Gato, os compositores ao serviço da Coroa nos séculos XVIII e XIX. No carrilhão da torre sul, serão interpretadas músicas originais compostas para carrilhão, arranjos para carrilhão de música barroca, e sobre as cidades de Antuérpia e Liége, donde são naturais os fundidores dos dois carrilhões, Willem Witlockx e Nicolas Levache. Serão intérpretes os carrilhonistas Francisco Gato, Abel Chaves, Luc Rombousts, Ana Elias, Frank Deleu, Koen Van Assche, Marie-Madeleine Crickboom.

Depois do restauro dos seis órgãos históricos, inaugurado em 2010, a reabilitação dos carrilhões — que já não tocam desde 2001 — e dos sinos “vem reforçar uma das singularidades do palácio”, a sua monumentalidade, ao ter o maior conjunto sineiro, a nível mundial, e seis órgãos históricos a tocarem em conjunto, únicos no mundo, disse o diretor do palácio.

Ainda primeiro dia, 1 de fevereiro, estão previstas duas palestras, uma das quais sobre a herança de Willem Witlockx, por Luc Rombouts, musicólogo e carrilhonista belga, da cidade de Tienen.

No dia 2, realiza-se a bênção dos sinos e o concerto inaugural do restauro, momento em que os carrilhonistas Abel Chaves e Liesbeth Janssens vão interpretar composições de Vivaldi.

No segundo dia, decorrem também várias palestras sobre a encomenda dos dois carrilhões para o Real Paço de Mafra, por Isabel Iglésias, sobre a empreitada de reabilitação dos carrilhões e torres sineiras, por Luís Marreiros, sobre o complexo sineiro de Mafra, por João Soeiro de Carvalho, e sobre o estudo acústico dos carrilhões, por Vincent Debut.

O Palácio Nacional de Mafra vai manter um programa de concertos de carrilhões ao longo do ano, com a participação de carrilhonistas de todo o mundo, que está a ser ultimado, para ser anunciado, adiantou o diretor à Lusa. Apesar de as obras de restauro englobarem os dois carrilhões, só o da torre sul vai ficar a funcionar.

A intervenção de restauro, orçada em 1,5 milhões de euros, começou no verão de 2018, depois de, nesse inverno, terem sido adotadas interdições de circulação no local, por sinos e carrilhões ameaçarem cair com o mau tempo.

O concurso público tinha sido lançado em novembro de 2015. O Governo reconheceu na altura a “urgente necessidade de proceder à reabilitação” dos sinos e carrilhões, “face ao avançado estado de degradação” e aos “riscos de segurança, não só para o património em si, como para os utentes do imóvel e transeuntes da via pública”.

Os sinos, alguns a pesarem 12 toneladas, estavam presos por andaimes desde 2004, para garantir a sua segurança, pois as respetivas estruturas de suporte, em madeira, encontravam-se apodrecidas.

Na altura, os carrilhões de Mafra foram classificados como um dos “Sete sítios mais ameaçados na Europa”, pelo movimento de salvaguarda do património Europa Nostra.

Cada uma das torres contém um carrilhão (e respetivos sinos musicais), um relógio (sinos de horas) e parte de um conjunto sineiro de serviço litúrgico (sinos de bamboar), distribuído por ambas as torres.

Os dois carrilhões e os 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia e dos carrilhões, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do Palácio Nacional de Mafra, classificado como Património Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no passado mês de julho.

Preços das casas em Portugal sobem 14,1% em novembro

Texto e Imagem: Agência LUSA

Os preços das casas em Portugal Continental subiram 14,1% em novembro face ao mês homólogo, e aceleraram 1,7% em relação a outubro, contrariando a tendência de abrandamento que predominou em 2019, divulgou esta segunda-feira a Confidencial Imobiliário.

 De acordo com os dados no Índice de Preços Residenciais (IPR), apurados pela Confidencial Imobiliário e hoje divulgados, “os preços de venda das casas em Portugal (Continental) aumentaram 1,7% em novembro face ao mês anterior, assinalando uma aceleração na taxa de variação mensal que interrompe a tendência de suavização que predominou ao longo do ano”.

Desde abril que a variação em cadeia dos preços das casas em Portugal exibia uma tendência de abrandamento, com as taxas a oscilar entre os 0,6% e os 1,5% e apurando-se uma subida mensal média de 1,2% ao longo deste período, esclarece a imobiliária. “A valorização mensal registada em novembro vem interromper, de forma mais expressiva, este percurso e equipara-se às taxas de variação mensal registadas em janeiro e fevereiro, que superaram 1,6%”, acrescenta.

Já comparativamente a novembro de 2018, a subida de preços no país atingiu 14,1% no período em análise, recuperando em 0,9 pontos percentuais face aos 13,2% de variação homóloga que o IPR apresentou em outubro. “Novembro volta, assim, a colocar a valorização homóloga da habitação nos níveis superiores a 14,0% que apresenta desde março de 2018, um patamar apenas interrompido neste último mês de outubro”, refere e imobiliária.

“Estes dados mostram que as expetativas de abrandamento da subida dos preços em Portugal traçadas para 2019 acabaram por não se cumprir, apesar da valorização dos mercados âncora de Lisboa e Porto estar claramente a perder ritmo”, refere, em comunicado, o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães.

Segundo o responsável, “os preços a nível nacional mantêm um ritmo forte e constante de subida, apesar de já superarem em 34% os níveis de 2007, sendo agora impulsionados pelos mercados da periferia destas cidades, onde, de forma geral, os preços só descolaram em 2019”.

Médico português em estudo que revela, pela primeira vez, alteração nas sinapses cerebrais em doentes com esquizofrenia

Médico psiquiatra e investigador Tiago Reis Marques

O estudo foi aceite para publicação na prestigiada revista científica Nature Communications, uma das mais importantes revistas científicas mundiais.

Os investigadores conseguiram confirmar pela primeira vez estas alterações in-vivo através do recurso à técnica avançada de imagem PET (Tomografia de Emissão de Positrões). “A proteína SV2A é uma proteína-chave que está presente em todas as sinapses cerebrais. Ou seja, é um marcador das sinapses cerebrais. O que desenvolvemos foi um radiomarcador (uma substância radioativa) que se liga a essa proteína e que permite visualizá-la com recurso à Tomografia de Emissão de Positrões (PET)”, explica Tiago Reis Marques.

O ponto de partida foi, acrescenta, “perceber se existia alguma alteração nas sinapses cerebrais nesta doença, se existia alguma redução do seu número. Nós já tínhamos algumas pistas que este era o caso, partindo de dados de autópsias de cérebros de pessoas com esquizofrenia, mas não tínhamos forma de o ver in-vivo. Daí termos escolhido esta proteína, que é um ótimo marcador das sinapses cerebrais”.

O estudo, de que o especialista português foi coautor, descobriu que o cérebro das pessoas com esquizofrenia apresenta níveis mais baixos da proteína SV2A, do que o cérebro das pessoas sem a patologia. “Em primeiro lugar, permite-nos compreender melhor a neurobiologia da doença, ou seja, o que se passa no cérebro de doentes com esta doença mental. A esquizofrenia é uma doença complexa e das que menos se sabe sobre as suas causas e estes resultados permitem-nos compreender melhor os mecanismos a ela associados”, explica o investigador nacional. “Ter uma nova ferramenta que permite caracterizar a distribuição dos cerca de 100 triliões de sinapses que existem no cérebro humano e perceber a diferença na sua distribuição e número representa um avanço significativo na compreensão desta doença.”

Tiago Reis Marques acrescenta ainda que, “ao descobrir-se que existe uma redução desta proteína, mostramos também uma possível nova área terapêutica. O desenvolvimento de fármacos que consigam atuar sobre esta proteína e, de alguma forma, restaurar a função sináptica, pode constituir no futuro uma nova área terapêutica”. De referir que há mais de 60 anos que não surge um fármaco com um novo mecanismo de ação para o tratamento desta doença.

A investigação promete continuar, garante, e os próximos passos vão no sentido de perceber quando é que esta redução acontece, ou seja, “se é um mecanismo primário, que ocorre logo no início da doença ou mesmo se precede o início desta. Para isso, vamos estudar pessoas em risco e doentes logo no início da sua doença. É um novo campo de investigação sobre o qual, de certeza, muitos outros grupos de investigação em todo o mundo se vão debruçar na sequência do nosso estudo”.

A esquizofrenia é uma doença mental grave que afeta aproximadamente 1% da população. Esta é uma das mais complexas e graves doenças cerebrais, e os mecanismos cerebrais subjacentes à doença são ainda pouco conhecidos. “Sabe-se que menos de 70% dos doentes respondem aos tratamentos atuais, e só 10% responde totalmente, sendo que a maioria dos doentes, apesar de responderem parcialmente à medicação, continuam ainda a apresentar sintomas”, refere o médico, que confirma que “desde a descoberta, nos anos 50, dos primeiros antipsicóticos, nunca mais surgiu um medicamento com um novo mecanismo de ação. São 60 anos sem descobrir novas formas de tratar a doença e qualquer investigação que permita avançar com possíveis novas formas de a tratar constitui um grande avanço na compreensão da esquizofrenia”.

QUINTA ECOLÓGICA DA MOITA (QEM) INICIA ANO 2020 COM UMA DAS MAIORES AÇÕES DE VOLUNTARIADO AMBIENTAL DA REGIÃO

O objetivo desta atividade foi preparar e qualificar este importante espaço florestal para receber um novo lote de atividades de Educação Ambiental e Interpretação da Natureza a partir de março. Esta será uma oportunidade de proporcionar aprendizagens significativas que
respondem às orientações do projeto de flexibilidade curricular, do Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade e da Estratégia Nacional de Educação Ambiental.

Este ano letivo e no próximo a ASPEA participa no projeto Europeu CAREFOREST cofinanciado pelo Programa ERASMUS+ que irá proporcionar desenvolver recursos pedagógicos de apoio a atividades de Educação Ambiental para a conservação e proteção das florestas e que serão
testadas por escolas da região no espaço florestal da Quinta Ecológica da Moita.

As principais atividades desta ação de voluntariado centraram-se uma área onde incidirão os principais programas de Educação Ambiental promovidas pela ASPEA na região de Aveiro. Este é um espaço resultante da parceria entre a Associação Portuguesa de Educação Ambiental e a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro.
Joaquim Ramos Pinto, presidente da ASPEA, agradece o empenho e dedicação da equipa de voluntários, que fizeram um excelente trabalho de manutenção de caminhos e acessos, qualificação de espaços florestais (remoção de detritos e árvores caídas durante as últimas intempéries), manutenção de charcos e da fonte e terminaram com uma plantação de árvores autóctones numa zona de onde foram removidas canas da índia, uma infestante que tem proliferado numa área da QEM.

O programa de voluntariado ambiental na Quinta Ecológica da Moita irá ter uma periodicidade mensal onde serão propostas atividades especializadas dando oportunidade a diferentes pessoas para aprenderem por exemplo técnicas de poda, gestão florestal, bio compostagem,
limpezas de linhas de água, entre outras.
Para Nelson Matos, coordenador do projeto da QEM, estas ações de voluntariado ajudam, também, a reconhecer a importância da valorização e preservação da nossa biodiversidade, identificar e ajudar na solução de problemas ambientais como controlo de infestantes, plantações, entre outras. Com este tipo de ações os participantes, muitos deles estudantes de biologia e ambiente, conhecerem, em contexto, as razões e necessidades do voluntariado ambiental e, ficam mais sensibilizados para as questões ambientais.

O voluntariado é um ato de cidadania, sendo cada vez mais uma componente importante no percurso de vida das pessoas, contribuindo para reduzir as disparidades sociais e para promover a necessidade e o dever de ajudar o próximo. Para o voluntário é também um ato recompensador, ajudando a alcançar o sentimento de autorrealização e, forma efetiva, de praticar uma autêntica cidadania.
A Equipa da Quinta Ecológica da Moita (iniciativa entre a ASPEA e a SCMA) aproveita esta oportunidade para saudar todos os voluntários que se têm associado ao projeto da Quinta e Mata da Moita, podendo acompanhar as suas atividades em www.quintaecologicadamoita.org e através das redes sociais em particular em: facebook.com/QuintaEcologicadaMoita/

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