Inicio Autores Posts por Vanessa Ferreirinha

Vanessa Ferreirinha

462 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Portugal é o país com menos construção de casas novas na Europa

Texto: Observador Foto: LUSA

Portugal é o país europeu com a média mais baixa de novas construções habitacionais por cada 1.000 habitantes, revela um estudo do instituto alemão Ifo, citado pelo Jornal de Notícias esta segunda-feira. O estudo analisou 19 países europeus e descobriu que em Portugal há uma média inferior a 1,5 habitações novas por cada mil habitantes, ao passo que na Finlândia, Áustria e Suíça são mais de 6 casas novas construídas anualmente por cada 1.000 habitantes.

Em média, na Europa constroem-se cerca de 4 novas casas por ano, por cada mil habitantes. Portugal, que está no fundo da tabela de 9 países, tem a companhia de Itália e Espanha, um país que no início da década se viu a braços com uma correção súbita no mercado imobiliário. “Os mercados de Espanha, Portugal e Itália estão a andar lentamente”, diz o estudo, acrescentando que “as taxas de crescimento no mercado de construção de novos edifícios residenciais em Espanha, por exemplo, devem continuar a desacelerar e, eventualmente, cair 2% em 2022”.

Em Portugal e nos outros países existem, dizem os autores do estudo, “obstáculos de mercado” que impedem que haja mais construção nova, desde regulamentação ambiental mais apertada, falta de mão-de-obra e falta de espaço para construir. Até 2022, não é expectável que haja melhorias nestes aspetos, diz o estudo.

Portugueses preferem os hotéis para o Dia dos Namorados

Texto: Jornal de Notícias

Os gastos dos portugueses no Dia dos Namorados quase duplicaram em 2019, face a 2017, passando de 16,3 milhões de euros para mais de 27 milhões de euros, de acordo com o estudo Mastercard Love Index, realizado em 53 países de todo o Mundo com os dados das transações de cartões de crédito, débito e pré-pagos.

Os hotéis representaram a maior fatia dos gastos dos portugueses nesta altura (44% do total), seguidos dos voos e viagens (cerca de 10 milhões de euros) e dos restaurantes (3,1 milhões de euros). A oferta de presentes mais tradicionais como as jóias e as flores também aumentou 89% e 160%, respetivamente, em contraciclo com as tendências internacionais. Nos outros países, a oferta de flores cresceu apenas 3% e a de jóias apenas 6%.

“A tendência de privilegiar as experiências em relação aos presentes tradicionais continua a crescer, mas fica claro que as gerações atuais colocam grande ênfase no Dia dos Namorados enquanto oportunidade para viver uma experiência partilhada”, disse Paulo Raposo, Country Manager da Mastercard em Portugal.

O crescimento nas reservas de hotéis também foi maior em Portugal (+77%) do que no resto dos países analisados (22%), bem como nas viagens, que aumentou 70% em Portugal e apenas 13% nos restantes mercados. No total, entre os dias 11 e 14 de fevereiro, nos países constantes do Mastercard Love Index, os gastos em reservas de voos e viagens representaram cerca de dois mil milhões de euros.

AMP e Governo avançam com estudos para expansão da rede de metro no Grande Porto

Foto e texto: LUSA

A Área Metropolitana do Porto (AMP) e o Governo vão avançar com os estudos de viabilidade económica em sete linhas do metro do Grande Porto, cuja expansão será decidida até ao final do ano.O protocolo para consolidação da expansão da rede de metro no Grande Porto e metro bus, a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso, vai ser assinado no dia 21 pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática, a Metro do Porto, a AMP e pelos municípios diretamente envolvidos, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Trofa, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.Em causa estão cerca de 860 milhões de euros do Plano Nacional de Investimento (PNI) 2030, cujo futuro, desafiava em janeiro o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, devia ser decidido pelos municípios. Destes 860 milhões, cerca de 620 milhões de euros destinam-se à consolidação da rede do Metro do Porto e 240 milhões de euros para o desenvolvimento de sistemas de transportes coletivos, verbas que deverão ser executadas entre 2021 e 2030.De acordo com o documento, os estudos a desenvolver no âmbito do protocolo para consolidação da rede de metro e metro bus vão sustentar as decisões da AMP e dos municípios quanto às prioridades de investimento para o período de 2021-2030, “tendo em conta os objetivos estratégicos da Metro do Porto, os montantes de investimento previsto no PNI e a sustentabilidade ambiental, económico-financeira, coesão territorial e social da AMP”.

Os estudos de procura e viabilidade, que a Metro do Porto se compromete a desenvolver no prazo de 10 meses, vão incidir sobre sete ligações que foram propostas pela AMP.

Numa carta dirigida ao ministro do Ambiente, datada de 5 de fevereiro, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, pede que sejam atualizados e posteriormente disponibilizados os estudos existente na Metro do Porto, nomeadamente para as linhas Casa da Música — Devesas — Santo Ovídeo, prolongamento da linha circular (Casa da Música – Polo Universitário Asprela ou Combatentes) e Gondomar (Campanhã – Souto, via Valbom).

Pede-se o mesmo para as linhas São Mamede (Polo Universitário Asprela/Fonte do Cuco), ISMAI – Trofa, Campo Alegre e II Linha da Maia (polo Universitário Asprela/FEUP – Maia).

A estas opções acrescentam-se algumas soluções ‘bus rapid transit’/metro bus, desde já assumidas como viáveis, nomeadamente a linha Avenida da República – Crestuma (Gaia) e Devesas – Canidelo (Gaia), o canal da Estrada da Circunvalação e Vila do Conde – Póvoa de Varzim, entre outras.

O pedido foi atendido pelo ministro João Pedro Matos Fernandes que, dois dias depois, em carta dirigida ao presidente da AMP, se comprometeu a elaborar uma primeira versão do protocolo a celebrar entre a tutela, a Metro do Porto, a AMP e as autarquias, num prazo de 10 dias.

Contactado pela Lusa, o presidente da AMP e autarca de Vila Nova de Gaia mostrou-se convicto de que os estudos de viabilidade vão justificar a inclusão de linhas que até aqui não eram consideradas prioritárias, permitindo trabalhar a coesão territorial dentro da área metropolitana.

Eduardo Vítor Rodrigues admitiu que os resultados destes estudos possam permitir um reforço das verbas previstas, que “o ministro não excluiu”.

“Com mais 200 ou 250 milhões [a mais] fazemos as linhas todas”, afirmou, sublinhando que no final deste ano ficam definidas as ligações que vão avançar.

Covid-19 terá impacto de 1 ponto percentual no PIB da China até março

De acordo com o estudo Coronavirus outbreak in China: Risks of supply chain disruption increase with time, o mais provável é que o país consiga recuperar, e no espaço de um a dois trimestres, mas ajudado por políticas de apoio à produção.

Além do impacto direto da epidemia, as medidas de contenção sem precedentes adotadas pelas autoridades chinesas terão uma influência bastante expressiva na atividade económica. Por agora, os analistas da líder mundial em seguro de créditos apontam para uma descida de 1 ponto percentual no PIB do país durante o primeiro trimestre do ano – mas não excluem uma subida deste número. O balanço final do surto, lê-se, vai depender da sua gravidade e duração.

O estudo sublinha que a procura e a oferta estão sob pressão. A epidemia e o ‘fator medo’ associado ao Covid-19 vão pesar nos gastos dos consumidores, e os feriados relacionados com o Ano Novo Chinês terão impacto na produção. Um abrandamento do consumo interno é hoje muito mais relevante do que na anterior grande epidemia deste tipo, o SARS (Síndrome Respiratório Agudo Severo): a economia chinesa é agora mais dependente do seu mercado interno (50% do crescimento do PIB em 2019 versus 28% em 2003). O surto de 2003 teve um impacto de -2 p.p. entre o primeiro e o segundo trimestre desse ano no PIB do país (+9.1% no segundo trimestre, face a +11.1% no primeiro trimestre).

Setor automóvel, têxtil e eletrónico entre os mais afetados

Uma pausa prolongada na atividade industrial chinesa pode afetar muito significativamente algumas cadeias de fornecimento, como as de produtos químicos, equipamentos de transporte, têxteis e equipamentos eletrónicos. No caso da província de Hubei (o epicentro deste surto), que representa 9% da produção total de veículos automóveis na China, o elevado grau de ligação entre esta indústria e os restantes setores da economia leva a que o impacto da epidemia se estenda à maioria das atividades industriais.

Uma vez que existe também um elevado grau de integração entre a economia da China e as cadeias globais de fornecimento, é provável que as consequências económicas da epidemia se sintam fora do país. Os setores têxtil e de computadores e eletrónica estão particularmente expostos a estas perturbações, dado que o valor gerado pela China para esses setores representa 19% e 17% da produção global, respetivamente. Considerando o nível relativamente baixo de stocks no setor eletrónico, é possível que se verifique uma situação de escassez.

O estudo enumera ainda as economias mais vulneráveis à situação na China: Taiwan, Coreia do Sul, Holanda, Hungria e Indonésia.

Os primeiros casos do Covid-19 surgiram na China em Dezembro. No final de janeiro, o vírus foi declarado como emergência global de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. O contágio internacional tem sido progressivo. Até ao momento, contabilizam-se mais de 45 mil casos confirmados e mais de 1100 vítimas mortais.

Empresários portugueses concordam com opção do Governo pelo excedente orçamental

Os resultados da edição de fevereiro deste estudo, desenvolvido pelo Kaizen Institute em Portugal, mostram que os gestores se encontram divididos quanto ao impacto de um parlamento sem maioria absoluta. Se 54% considera que o executivo socialista governará com impasses sucessivos e ficará refém das exigências dos outros partidos, comprometendo as suas decisões sobre reformas estruturais para a economia e para o país, 42% acredita que o Governo vai trabalhar como até aqui, com o apoio dos mesmos partidos.

Três em cada dez empresas ficaram aquém dos seus objetivos de negócio

No que respeita ao desempenho das empresas representadas pelo Barómetro Kaizen, 31% ficaram aquém das metas estabelecidas. Para 26% dos inquiridos, o processo de planeamento e implementação da estratégia da sua empresa ainda é “pouco robusto” e com uma “baixa taxa de concretização”.  Ainda assim, apenas 10% prevê uma tendência decrescente do EBITDA.

“Os resultados desta edição do Barómetro mostram que a confiança dos empresários em relação à economia nacional abrandou ligeiramente nos últimos seis meses – de 12,4 para 12, numa escala de 0 a 20 – e que, apesar de a percentagem dos que cumpriram ou ultrapassaram os seus objetivos de negócio ser elevada, há muitas empresas que ficaram aquém do que se propuseram. Na verdade, no contexto volátil em que hoje vivemos, mesmo as que cumpriram os seus objetivos devem manter-se atentas: apenas as que forem capazes de se antecipar, de otimizar os seus processos de forma proativa e contínua, conseguirão alcançar o sucesso”, realça António Costa, Senior Partner do Kaizen Institute Western Europe.

O serviço ao cliente (43%), o aumento da produtividade (35%), o aumento das vendas (34%) e a inovação (31%) foram os fatores internos que influenciaram mais positivamente os resultados das empresas, revela o estudo.

Em linha com os resultados do Barómetro Kaizen de setembro, o abrandamento da economia mundial e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China mantêm-se entre os fatores externos que mais condicionaram a competitividade das empresas em 2019, para 65% e 29% dos inquiridos, respetivamente.

Por outro lado, mais de metade dos empresários (52%) prevê atingir em 2020 níveis de exportação semelhantes aos alcançados o ano passado, sendo que 20% estima superar esse valor em mais de 10%. Apenas 5% dos inquiridos considera que vai diminuir o ritmo de exportações relativamente a 2019.

Digitalização com impacto moderado em dois terços das empresas

O Barómetro Kaizen concluiu ainda que, para 66% dos gestores, o investimento em digitalização representou um impacto moderado nos resultados das suas empresas. De resto, apenas 13% dos inquiridos destacaram a digitalização entre os fatores internos com mais impacto positivo na sua performance.

No que diz respeito ao Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), o estudo mostra que o tema já está na agenda dos líderes empresariais, sendo o uso de energias renováveis (58%) e a prática de uma economia circular (47%) as duas principais medidas que as organizações esperam implementar para cumprir com a meta de tornar a Europa no primeiro continente com impacto neutro no clima até 2050.

O Barómetro Kaizen é um estudo de opinião desenvolvido semestralmente pelo Instituto Kaizen em Portugal junto de administradores e gestores de médias e grandes empresas que atuam no mercado português sobre a sua perspetiva quanto a temas de atualidade, à evolução da economia e do seu negócio, perspetivando tendências e desafios.

A edição de fevereiro do Barómetro Kaizen inquiriu mais de 200 gestores de empresas que representam, no seu conjunto, mais de 35% do PIB de Portugal.

Queixas de consumidores burlados através da aplicação MB WAY disparam 169%

Embora não seja um tema recente, verificámos um aumento exponencial de reclamações por burla através do sistema MB WAY, nos últimos seis meses, pelo qual sentimos o dever de alertar os consumidores. Por sermos uma plataforma que tem como principal objetivo a partilha de experiências de consumo, é essencial que os nossos utilizadores estejam atentos e sejam conhecedores dos vários esquemas de fraude e burla, com vista a potenciar o aumento da literacia digital junto da sociedade portuguesa”, refere Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

Pedro Lourenço salienta que “o Portal da Queixa tem vindo a alertar os consumidores para este crescente fenómeno através dos seus veículos de comunicação, tendo já enviado informação por newsletters, nas redes sociais e através da partilha de notícias com os utilizadores e visitantes da plataforma” revelando ainda que: “estamos inclusivamente a preparar um projeto na área de literacia digital, com vista a potenciar o conhecimento destas práticas fraudulentas.

De referir que, das entidades públicas, apenas a PSP, a GNR e a Polícia Judiciária, foram os órgãos de segurança que alertaram para o perigo e a existência de burlas através da aplicação MB WAY.  Até ao momento, nenhum órgão do estado de supervisão (Banco de Portugal) ou de apoio ao consumidor (Direção Geral do Consumidor) veio a público alertar os consumidores para este fenómeno.

Os utilizadores de plataformas de venda de particular a particular, como o OLX e Custo Justo, são os principais alvos destes esquemas de burla. O processo começa num contacto de interesse no artigo à venda, seguindo-se a oferta de aquisição por meio de pagamento MB WAY. O esquema é consumado, quando o vendedor (vítima) refere desconhecer o funcionamento da aplicação de pagamento, sendo convidado pelo alegado burlão a dirigir-se a uma caixa MULTIBANCO, com vista a colocar o cartão de débito e inserir o número de telefone e código de acesso, que este lhe fornece, para proceder ao pagamento. A vítima julga estar a inserir os códigos para receber o dinheiro, contudo está a fornecer pleno acesso à sua conta bancária.

O Portal da Queixa alerta para que os consumidores lesados neste esquema de burla, procedam sempre à queixa-crime nas autoridades policiais da sua área de residência, com vista a permitir a investigação criminal e levar os criminosos à justiça.

SIBS esclarece utilizadores

Por seu turno, a SIBS, entidade gestora da Rede MULTIBANCO, perante as comunicações de burla e fraude geradas pela utilização do serviço MB WAY, tem emitido esclarecimentos onde alerta e informa os consumidores. Da mesma forma, tem mantido o contacto direto e de proximidade com todos os utilizadores, que registam a sua experiência no Portal da Queixa, refletido pela taxa de resposta de 98% e do Índice de Satisfação de 78,5%, que mantem atualmente.

SIBS manifestando preocupação acerca do aumento das reclamações relativas a este tema, sugere a adoção de recomendações e regras fundamentais (também disponíveis no site e redes sociais do MB WAY) para que os utilizadores acedam aos serviços financeiros com a máxima segurança:

  • Nunca deve adicionar, ou permitir que adicionem à sua conta ou cartão bancário, um número de telemóvel que não possui ou desconhece, quer seja através do MULTIBANCO, quer seja através do homebanking.
  • Nunca deve seguir orientações de terceiros ou desconhecidos para fazer uma transação financeira, seja qual for, nomeadamente uma adesão ao serviço MB WAY. Da mesma forma, nunca deve fornecer dados ou códigos da sua conta a um desconhecido.
  • Os bancos não solicitam, telefonicamente ou por mail, que adicione à sua conta bancária um número de telemóvel que não é seu ou não conhece. Caso seja contactado neste sentido e desconfie da legitimidade do contacto, deverá de imediato entrar em contacto com o seu banco.
  • Da mesma forma, nenhuma entidade legítima, como operadoras de comunicação ou de outros serviços, lhe poderá solicitar, telefonicamente ou por mail, que adicione à sua conta bancária um número de telemóvel que não é seu ou não conhece. Caso seja contactado neste sentido e desconfie da legitimidade do contacto, deverá de imediato entrar em contacto com o seu banco.
  • Nunca forneça dados confidenciais ou pessoais como resposta a mensagens de correio eletrónico ou via sms, mesmo que a origem da solicitação aparente ser legítima.
  • Não siga ligações que recebeu em mensagens de correio eletrónico ou via sms.
  • Verifique os extratos das suas contas bancárias regularmente.
  • A SIBS recomenda que contacte o seu banco para adicionar o(s) seu(s) número(s) de telemóvel para que possam ter a sua ficha de cliente totalmente preenchida.

Fadista Mariza no concerto de Andrea Bocelli em Coimbra

Texto e foto: LUSA

O concerto de Andrea Bocelli no Estádio Cidade de Coimbra, no dia 4 de julho, vai contar com a participação da fadista Mariza, que comemora vinte anos de carreira, anunciou esta quinta-feira a organização do espetáculo.

Ao tenor italiano, junta-se Mariza “para uma participação especial no espetáculo que promete aliar dois timbres inconfundíveis”, referiu a produtora MOT – Memories of Tomorrow, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O concerto de Andrea Bocelli no Estádio Cidade de Coimbra já tinha sido anunciado em dezembro e está previsto um espetáculo com a participação de 70 músicos e um coro composto por 60 vozes, a grande maioria da zona Centro, para além de “artistas internacionais convidados”.

Na nota de imprensa, a produtora MOT recorda que já atuaram com o tenor artistas como Tony Bennet, Celine Dion, Ariana Grande ou Ed Sheeran, sendo que, em 2017, aquando do concerto de Andrea Bocelli no Pavilhão Atlântico, participou a fadista Ana Moura.

Ao espetáculo está também associada a Câmara Municipal de Coimbra, que nesse dia comemora do dia da cidade, refere a organização.

A bilheteira “atingiu já um grande volume de vendas dos lugares disponíveis, com registos de compras em mais de 50 países, como Brasil, Angola e Canadá”, salienta a produtora.

Andrea Bocelli, que já foi nomeado cinco vezes para os Grammy, lançou o seu primeiro álbum de estúdio em 1994, contando com mais de uma dezena ao longo da sua carreira, sendo o mais recente “Sì”, lançado em 2018. Ao longo da sua carreira, venceu vários prémios Classical BRIT e somou participações em grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de Turim, em Itália. Em 2010, recebeu uma estrela no Hollywood Walk of Fame.

Teatro Carlos Alberto no Porto recebe “performer” italiana Silvia Calderoni

Texto e foto: LUSA

A italiana Silvia Calderoni apresenta, na sexta-feira e no sábado, no Teatro Carlos Alberto, no Porto, uma “performance-monstra” que foge aos preconceitos “de género e de narrativa”, intitulada “MDLSX”, funcionando como pista de dança, frente a um DJ.A performance parte de dramaturgia criada por Calderoni e Daniela Nicolò, que, por sua vez, trabalhou a encenação com Enrico Casagrande, responsável pelo trabalho sonoro em torno de “uma simbiose de várias inspirações, evocações literárias e ainda fragmentos autobiográficos”, como se apresenta.

A folha de sala inclui uma citação de Paul B. Preciado, no livro “O feminismo não é um humanismo”, uma das inspirações para a dramaturgia, referindo-se à “mudança necessária” como “tão profunda que é impossível dizê-la”. “Tão profunda que se diz inimaginável. Mas o impossível tem de ocorrer. E o impensável é esperado…”, pode ler-se.

Casagrande e Nicolò formam a companhia italiana Motus, fundada em Rimini em 1991, e têm tido, desde 2006, em Calderoni, a principal intérprete de peças que vivem digressões internacionais, tendo recebido, entre outras distinções, três prémios UBU.

O grupo chama a este trabalho uma “performance-monstra” pela combinação entre ficção e autobiografia, combinando autores como Judith Butler, Donna Haraway ou Paul B. Preciado, entre outros marcos da literatura ‘queer’, além do uso de vídeos caseiros e da música, que vai de Vampire Weekend a Talking Heads, Dresden Dolls e The Smiths.

Estreado em 2015, “MDLSX”, definido como “um hino à liberdade de tornar-se outro e ser-se outro”, deu azo a uma série que reflete sobre barreiras de identidade, conceitos de rebelião e “suspensão da vontade”, aponta a Motus, que lhe deu seguimento com “Raffiche” (2016) e “Uber Raffiche” (2017).

Em 2018, esta performance passou pela Culturgest, em Lisboa, e a companhia Motus já se tinha apresentado em Portugal há quase uma década, em 2011, então integrados na programação do festival Escrita na Paisagem, em Évora.

“MDLSX” é apresentado no Teatro Carlos Alberto na sexta-feira, pelas 21h, e, no sábado, pelas 19h, em língua italiana e legendagem para português, estando indicado para maiores de 16 anos.

Bruxelas ameaça Portugal com Tribunal por não aplicar lei de qualidade do ar

Texto e foto: LUSA

A Comissão Europeia deu esta quarta-feira um prazo de dois meses a Portugal para aplicar efetivamente a legislação europeia relativa à qualidade do ar, após o que recorrerá para o Tribunal de Justiça da União Europeia.

Ao anunciar o envio de um “parecer fundamentado” a Portugal — o segundo e último passo de um processo de infração a um Estado-membro por incumprimento da legislação comunitária antes do recurso ao Tribunal de Justiça -, a Comissão insta as autoridades “a proteger a população contra a poluição atmosférica”.

“O sistema nacional deve, com fiabilidade, medir, informar o público e comunicar a gravidade da poluição atmosférica. Os valores-limite relativos ao dióxido de azoto (NO2) são ultrapassados em várias zonas, ao passo que os dados disponíveis mostram a ineficácia das medidas tomadas para reduzir a poluição atmosférica”, aponta o executivo comunitário.

A Comissão justifica esta quarta-feira o envio de um parecer fundamento a Portugal “uma vez que o país ainda não cumpriu as suas obrigações”.

“Portugal dispõe de dois meses para responder e tomar as medidas necessárias para estabelecer o bom funcionamento do sistema de controlo da poluição atmosférica. Se Portugal não atuar no prazo de dois meses, a Comissão pode decidir submeter o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia“, adverte Bruxelas.

O justo impedimento, as férias fiscais e o OE 2020

Tendo sido uma luta travada por vários profissionais e associações do sector, nomeadamente pela APOTEC, que desde 2009 tem defendido a necessidade da implementação desta figura, à semelhança do que há muito existe para outros profissionais, como por exemplo, os advogados, Só passados 10 anos, a Lei 119/2019 veio finalmente consagrar a figura do Justo Impedimento para os Contabilistas Certificados, ainda assim remetendo para a necessidade de uma Portaria que esclareça que quais as obrigações declarativas fiscais abrangidas pelo regime previsto nesta lei.
Isabel Cipriano, vice-presidente da APOTEC, que aquando da alteração legislativa alertou para “a eficácia do mecanismo dependeria, mais uma vez, da capacidade dos serviços informáticos da AT, em desenvolver processos ágeis para a validação do início e fim do mesmo, pois todos sabemos que os motivos descritos no justo impedimento não se compadecem de data marcada”, reforça que volvidos 4 meses após esta alteração ao Estatuto do Contabilista Certificado, que produziu efeitos desde 1 de Janeiro deste ano, não há ainda Portaria nem qualquer indicação no Portal das Finanças para que os Contabilistas Certificados possam requerer o justo impedimento no casos em que este ocorra.
A APOTEC vê com bastante preocupação este atraso na implementação prática de um direito consagrado dos profissionais e mais se acentua face à recente proposta apresentada em sede de Orçamento do Estado para 2020 relativo ao Período de suspensão dos prazos de notificações e das obrigações declarativas (férias fiscais).
“Se nem a simples alteração ao sistema informático da AT ainda foi considerada – no caso do justo impedimento – que se dirá sobre as férias fiscais”, remata a dirigente associativa.

Os Contabilistas estão, cada vez mais, responsáveis por obrigações e prazos que inferem a vida profissional e pessoal, onerados com gastos elevados de sistemas informáticos e formação permanente, que, muitas vezes, se pagam com a falta de saúde.

A APOTEC lamenta que sejam desperdiçadas oportunidades legislativas para obviar os constantes constrangimentos sentidos aquando do envio das obrigações declarativas através do Portal da AT, e que mais uma vez justificam a inexistência de uma portaria que deveria já estar em pleno funcionamento.

“Estas situações seriam mitigadas se o SEAF tivesse tido a vontade de resolver, em definitivo, problemas que se têm mostrado recorrentes” concluiu a vice-presidente da APOTEC, e relembra ainda que esta Associação tem enviado regulamente sugestões que visam a melhoria de condições para que os Contabilistas possam cumprir diligentemente as suas obrigações declarativas, de forma a evitarem-se ineficiências e aumento de coimas.

EMPRESAS