Amener, uma sociedade anónima com uma estrutura acionista de referência, é uma empresa especializada na promoção de serviços de eficiência energética, alicerçada na criação de valor, inovação e sustentabilidade. De que forma é que os vossos serviços garantem o mesmo nível de conforto, fazendo mais, mas com menos energia e custos?

O modelo de negócio da Amener assenta na prestação de serviços de energia baseado no modelo de desempenho energético (habitualmente designado por Energy Services Company – ESCO ou ESE). Temos como objetivo reduzir os custos energéticos nos clientes, mantendo ou aumentando o seu nível de conforto, pelo que a remuneração da Amener é definida em função da poupança garantida ao cliente. Oferecemos um serviço chave-na-mão, em que após um diagnóstico pormenorizado, propomos soluções tecnológicas que permitem uma maior eficiência na utilização da energia pelos nossos clientes, o que resulta numa redução da fatura energética, sem qualquer investimento por parte dos clientes.

A nossa atuação consiste na implementação de soluções que visam racionalizar o consumo de energia, fomentar a utilização de energias renováveis e reduzir os índices de dióxido de carbono (CO2), recorrendo a utilização de tecnologia de vanguarda, com vista a manter ou melhorar os níveis de conforto.

A Amener, ao oferecer soluções de eficiência energética chave-na-mão desempenha um papel distinto no campo dos prestadores de serviços de energia, pois prestamos serviços chave-na-mão que abrangem uma ampla gama de atividades: auditoria energética, engenharia de projeto, implementação e financiamento de medidas de eficiência energética, operações e manutenção das medidas implementadas, e monitorização e verificação do desempenho energético das soluções propostas. A principal diferença do nosso modelo de negócio é que as soluções que propomos não têm qualquer custo associado para os nossos clientes e só lhes trará benefícios. Os projetos são implementados após aprovação do cliente e a nossa remuneração está totalmente dependente do desempenho da solução implementada.

De forma a termos uma ideia mais clara do que estamos a falar, apresentamos alguns exemplos de contratos de eficiência energética desenvolvidos pela Amener:

No Município de Santo Tirso implementámos um projeto de eficiência energética que teve como âmbito a instalação de um sistema de gestão inteligente e substituição da iluminação pública por LEDs (light emitting diode), que permite ao município reduzir o consumo de energia elétrica em mais de 75%, garantindo uma poupança efetiva superior a 30% da fatura energética, antes da implementação do projeto.

Na Comunidade Intermunicipal do Oeste, que é constituída por 12 municípios na região Oeste de Lisboa, e na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, que é constituída pelos 14 municípios do distrito de Évora, efetuámos um trabalho idêntico com uma redução do consumo de energia elétrica em 72 %, e de 74%, respetivamente, garantindo uma poupança efetiva aos municípios superior a 25% da fatura energética, antes da implementação do projeto.

Atualmente temos projetos idênticos em fase de implementação noutros municípios e também com empresas privadas.

A Amener acompanha o desenvolvimento dos avanços tecnológicos assim como as preferências de consumo e desempenho dos mercados mundiais. Desta forma garantimos a implementação das medidas mais eficientes, permitindo sempre uma melhoria do nível de conforto dos clientes.

Que soluções da Amener visam a gestão racional do consumo de energia e a redução da fatura energética?

Dependendo das necessidades dos clientes, os serviços de eficiência energética que propomos, assentam sempre num mix de tecnologias com vista a oferecer uma solução integrada, em que realçamos os seguintes serviços:

Sistemas de monitorização, com vista a uma gestão técnica centralizada, que permite uma monitorização e controlo dos consumos energéticos, do calor, eletricidade e água;

Fornecimento e instalação de sistemas solar térmicos e fotovoltaicos, para produção de energia renovável de forma descentralizada e que suprima as necessidades de consumo dos clientes, com ou sem recurso ao armazenamento de energia em baterias, com vista a aumentar a eficiência energética;

Fornecimento e instalação de sistemas de cogeração (bombas de calor);

Substituição dos sistemas de iluminação convencionais por tecnologia LED;

Substituição da tecnologia atual dos clientes, por tecnologias mais eficientes em termos de consumos energéticos.

No caso das cidades, o principal foco de atuação da Amener assenta na implementação de medidas de eficiência energética, desenvolvimento e implementação de sistemas inteligentes e substituição das luminárias convencionais por LEDs. A utilização das luminárias LEDs apresenta múltiplas vantagens, como a ausência de calor no feixe luminoso, produzem iluminação instantânea, possuem uma alta resistência a impactos e vibrações, a sua vida útil é longa, não emitem vapores tóxicos e é possível obter diferentes tonalidades de branco para distinção de zonas. A instalação de contratos de eficiência energética nos sistemas de iluminação pública das cidades, possibilita a gestão integrada das suas infraestruturas de iluminação pública e a implementação de plataformas para a promoção de cidades inteligentes. Deste modo é possível gerir os aspetos mais importantes do quotidiano de uma zona urbana ou rural, como por exemplo: gestão de tráfego, gestão de calamidades/proteção civil, gestão de espaços verdes, estacionamento inteligente, entre outros aspetos.

Assumem-se como um parceiro estratégico no desenvolvimento das diferentes fases de um projeto de eficiência energética (Diagnóstico: auditoria e consultoria energética; Implementação de soluções de eficiência energética; Gestão de contratos de eficiência energética). Como são elaboradas e implementadas estas fases?

A atuação da Amener junto dos clientes passa essencialmente por três fases: a fase de diagnóstico, a identificação das medidas e soluções mais adequadas às necessidades dos clientes a fase de implementação dessas mesmas medidas e por último a gestão das medidas.

A fase de diagnóstico envolve o enquadramento da situação atual das instalações do cliente, durante a qual se propõe uma variedade de soluções tecnológicas que sejam mais adequadas ao cliente, ou seja, soluções com vista a aumentar a eficiência energética nas instalações.

Após o diagnóstico e identificação das medidas a implementar, passamos à fase de implementação das soluções propostas, previamente discutidas com o nosso cliente e por último gerimos as medidas implementadas pelo período que vier a ser contratualizado com o cliente, que resulta de um trade-off entre benefícios económicos para a Amener e Cliente, a maturidade dos projetos e um mix de tecnologias a instalar.

Em termos muito resumidos, avaliamos, implementamos, financiamos e operacionalizamos planos de eficiência energética que assentam essencialmente na implementação de medidas de eficiência energética, inovações tecnológicas e mudanças nas infraestruturas que potenciam a redução da fatura energética.

Importa salientar uma vez mais que elaboramos e implementamos as diferentes fases do projeto, sem qualquer investimento por parte do cliente e com resultados garantidos.

Para concretizar um pouco mais o que fazemos em cada uma das fases, dou alguns exemplos de alguns serviços que desenvolvemos. Na fase de auditoria e diagnóstico, realizamos auditorias energéticas das instalações, das condições estruturais térmicas e de iluminação, procedemos à análise de instalações, consumos de eletricidade, água, gás, e por último à definição e caraterização de políticas energéticas a implementar. Elaboramos e propomos planos de racionalização de energia adequados às necessidades dos clientes, com a identificação das tecnologias a implementar, os investimentos associados e níveis de poupança. Na fase subsequente, após diagnóstico e desenho das soluções a implementar, elaboramos um projeto de soluções tecnológicas energeticamente eficientes, com ou sem gestão técnica centralizada, e desenvolvemos planos de gestão de contratos de eficiência energética por um determinado período, em regime de partilha de resultados. Para além do referido, implementamos soluções de monitorização e gestão remota de luz, gás e água, que permite ao cliente acompanhar e monitorizar os seus consumos.

Realçamos que a mais-valia da Amener é apresentarem soluções chave-na-mão sem qualquer custo para os clientes e com desempenho energético garantido.

Todas as medidas que nos propomos a implementar nos nossos clientes, além de contribuírem para a redução dos custos energéticos dos nossos clientes, contribuem diretamente para o desígnio nacional em termos de política energética – aumentar a eficiência energética, reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, contribuindo assim para a transição energética e economia totalmente descarbonizada.

Nos clientes que atuamos temos tidos resultados extraordinários em matéria de eficiência energética. No entanto, sentimos que poderíamos ir mais além com um melhor enquadramento regulatório para os serviços de eficiência energética.

Poderá esta tese do mercado único, colocar Portugal na vanguarda da sustentabilidade, eficiência energética e luta contra as alterações climáticas? De que forma?

Claro que sim. Realço a riqueza de recursos endógenos e a excelente localização geográfica de Portugal para a produção de energia renovável.

A capacidade instalada em Portugal aumentou em grande parte devido a fontes de energia endógenas, como a água e o vento. No entanto, não devemos esquecer que temos muitas outras fontes de energia renovável a nosso favor. A maior fronteira de Portugal é a costa, a partir da qual se pode produzir energia através da ondulação do mar. Temos os Açores que estão numa junção tripla entre placas tectónicas, 0 que faz ser possível a produção de energia geotérmica através do calor. O sol será o recurso com maior potencial para Portugal, sendo um dos países da Europa com melhores condições para o seu aproveitamento. Portugal é um país que no contexto europeu apresenta vantagens competitivas face a outros países para a produção de energias renováveis. No entanto, para maximizar a utilização destas fontes de produção de energia, é importante o estabelecimento de redes de transmissão com o resto da Europa (e não apenas ao nível da Península Ibérica) para que a energia renovável produzida em Portugal possa ser exportada para os demais países da Europa.

A aposta de Portugal na implementação de planos de eficiência energética associado com a produção de energias renováveis traduzir-se-á numa estratégia estrutural para uma verdadeira descarbonização da economia.

As energias renováveis têm dado um contributo importante para o desenvolvimento da economia portuguesa, aumentando o emprego, diminuindo a importações e aumentando as exportações.

Em 2016, na Conferência das partes da Convenção Quadro das Nações para Alterações Climáticas (CQNUAC), Portugal assumiu o objetivo de atingir a Neutralidade Carbónica até 2050, tendo desenvolvido o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050). Em articulação com os objetivos do RNC2050, foram estabelecidas metas para o horizonte 2030, que se encontram no Plano Nacional Energia e Clima e constitui o principal instrumento de política energética e climática nacional para a década 2021-2030, rumo a um futuro neutro em carbono. Importa realçar o facto de Portugal manter uma posição de destaque no contexto internacional, no que respeita à redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE) e à aposta nas fontes de energias renováveis, tendo alcançado resultados bastante positivos nos últimos anos. No que respeita às emissões de GEE, em 2017 verificou-se uma redução de 17,5% face às emissões registadas em 2005.

Portugal tem caminhado no sentido de alcançar níveis cada vez mais elevados de incorporação de fontes renováveis nos vários setores. Em resultado desta evolução, Portugal tem conseguido reduzir a sua dependência energética do exterior, pelo aumento da produção doméstica de energia e redução do consumo de energia primária. Desta maneira, consegue assegurar um maior nível de segurança de abastecimento, o que coloca Portugal na vanguarda da sustentabilidade. Falta a integração de Portugal num mercado único de energia a nível Europeu, para que sejamos um caso de sucesso no que respeita ao aproveitamento dos recursos endógenos, inesgotáveis, e criarmos uma indústria de ponta na produção de energia por fontes renováveis a nível europeu.

Considera que falta em Portugal uma coerência política que permita ao país embarcar de forma eficaz neste processo de transição?

Pode sempre fazer mais e melhor. Portugal devia ter um processo eficaz de transição energética para uma economia neutra em carbono.

Relembro uma vez mais que Portugal apresenta um elevado nível de dependência energética, mesmo após elevada taxa de penetração de renováveis na produção de energia elétrica, a dependência energética do exterior apresenta um valor de 75,9% em 2018.

A principal discussão política a que assistimos nos últimos meses passou pela redução da taxa de IVA na eletricidade, e não se discutem medidas estruturais e estratégicas para assegurar o processo de transição para uma descarbonização da economia.

Apesar do Governo ter plasmado no seu programa como objetivo estratégico “a promoção de políticas e incentivos com vista à penetração de serviços de eficiência energética”, a realidade é que ainda não propôs medidas estruturais ou incentivos que promovessem a integração desses serviços e consequentemente um incentivo aos consumidores para uma utilização mais eficiente e racional da energia. Tem-se apostado na produção de energia renovável, essencialmente no solar, mas não se tem combatido de forma estrutural as ineficiências no consumo de energia. Se, por exemplo, analisarmos o consumo de energia na administração autárquica, os municípios gastam aproximadamente 190 milhões de euros, por ano, na energia elétrica para os sistemas de iluminação pública, sendo que mais de 50% deste consumo resulta em energia não útil. A redução de consumos energéticos, pode traduzir-se na redução global do consumo energético na economia, o que contribui para uma redução do índice de dependência energética, do volume de importações energéticas do país e redução das emissões de CO2 em aproximadamente 382.560 toneladas de CO2. No entanto, e ao contrário do que se verifica em países como Reino Unido e Alemanha, a existência de uma regulação estrutural que promova e incentive este tipo de serviços é muito escassa. Acompanhamos uma discussão interessante em que alguns partidos políticos propuseram a redução da taxa de IVA nos serviços energéticos para 6%, proposta esta que acabou chumbada no Parlamento. Salienta-se que esta medida a ser aprovada, seria uma medida estrutural para a promoção dos serviços energéticos e permitiria ganhos claros para o Estado, em termos de redução de despesa e aumento de receita fiscal.

Portugal tem os recursos naturais e humanos necessários para ser um beneficiário da transição energética, todavia, a ainda ausência de algumas políticas públicas coerentes, tem impedido a maximização desse potencial. Apesar do governo estar a implementar medidas no sentido de avançar com o processo de transição energética, uma das medidas já aplicadas são os leilões de energia solar (leilões de capacidade renovável em Portugal, sendo que o primeiro ocorreu em 2019) nada se tem apostado na utilização eficiente da energia, através da promoção de serviços de eficiência energética. O atual enquadramento político e a regulação, ainda impõem várias dificuldades à implementação de uma verdadeira estratégia para a transição energética.

Apoiar a transição para a descarbonização da economia, é muito mais que apenas reduzir consumos, é contribuir para uma verdadeira transformação digital do mercado energético e da economia.

De que forma é que este poderá trazer vantagens em termos de acesso e de preços para os consumidores e de competitividade para a Amener?

A Amener atua através da implementação de projetos de eficiência energética com base no modelo de desempenho energético. Em Portugal o mercado deste tipo de serviços permanece um pouco subdesenvolvido em comparação com outros países da Europa, como é o caso do Reino Unido e Alemanha. Este mercado passou por um crescimento lento, mas sólido, desde 2010, estando a emergir agora, com um aumento contínuo, embora muito lento, tendo a Amener estado na primeira linha do desenvolvimento deste mercado.

O mercado tem apetite por este tipo de serviços, no entanto, falta o estabelecimento de políticas estruturais e regras que promovam um incentivo aos serviços de eficiência energética. No caso dos serviços de eficiência energética, além de não existirem perdas de receitas para o Estado (como por exemplo acontece com o incentivo à penetração dos carros elétricos), vai potenciar o investimento na economia nacional e uma verdadeira transformação digital do mercado energético, ao promover a utilização de tecnologias mais eficientes, mais competitivas e mais digitais. Os clientes passam a ter uma estrutura de custos mais competitiva, com redução dos custos energéticos, um melhor nível de serviço, com a utilização de tecnologias mais eficientes e a possibilidade de controlo totalmente digital.

Associando políticas estruturais e estratégicas na promoção de serviços de eficiência energética, com a redução considerável do custo das tecnologias de energias renováveis em resultado da expansão do mercado europeu e mundial deste tipo de energias, leva a ganhos comerciais para os consumidores, com maior concorrência e uma redução efetiva dos custos energéticos com ganhos claros na competitividade dos grandes consumidores de energia.

Considera que concretizar a transição energética é uma das metas mais importantes para alcançar no programa de Lisboa Capital Verde 2020?

Sem dúvida. A transição energética visa descarbonizar a economia eliminando por completo a contribuição que os combustíveis fosseis têm na economia. Na União Europeia, a transição energética é um processo complexo, compreender as oportunidades que esta transição representa e transformá-las em novos empregos, novos negócios e menos importações de energia, é sem dúvida um grande desafio que está a começar a surgir.

O Plano de Ação para Energia Sustentável e Clima Lisboa, alinhado com a “Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa”, aprovada em 2008, apresentam medidas com vista à redução do consumo de energia, água e materiais, melhorando a qualidade de vida através do aumento da eficiência energética e das energias renováveis, alcançando-se a redução de emissões de CO2.

O programa de Lisboa Capital Verde 2020, pretende tornar Lisboa uma cidade neutra em Carbono até 2050, resiliente às alterações climáticas, ou seja, adaptada no presente, a preparar o futuro, na continuação e superação dos objetivos para a sustentabilidade. Como já foi falado, Portugal assumiu o objetivo de atingir a Neutralidade Carbónica até 2050 (RNC2050), desta forma a transição energética deve ser a meta mais importante a alcançar no programa de Lisboa Capital Verde 2020.▪

Independência e a segurança energética

Concorda que um mercado único de energia é essencial para a competitividade, o crescimento e o bom funcionamento da economia portuguesa e para a nossa independência e a segurança energética?

Concordo, sim. Nunca é demais lembrar que Portugal apresenta um elevado nível de dependência energética. Mesmo após a elevada taxa de penetração de renováveis na produção de energia elétrica, a dependência energética do exterior apresenta um valor de 75,9% em 2018.

A criação de um mercado de energia único com regras e objetivos comuns para os diferentes países da Europa, que permita eliminar as barreiras físicas na transmissão de energia, fomenta a entrada de novos operadores, a concorrência e permite aproveitar e maximizar a utilização dos recursos naturais existentes em cada área geográfica, levando a uma transformação dos mercados de distribuição de energia. A consequência deste mercado único será uma indução das condições comerciais do consumidor final, e no caso de Portugal, irá contribuir para aumentar as suas exportações energéticas, assegurar a sua segurança energética e reduzir a dependência energética.

Apesar de muita discussão no seio dos decisores políticos, têm existido vários bloqueios à implementação de um mercado único de energia.

A criação de um mercado único integra uma estratégia de transição energética que tem entre os seus promotores, a Alemanha e reúne o apoio de vários países, como é o caso de Portugal que muito tem a ganhar com a criação deste mercado. Esta transição traduz-se num forte apoio à descarbonização da economia, pela aposta em fontes renováveis de energia e deve estar associada à promoção de planos de eficiência energética. Além dos benefícios já referenciados, realça-se a segurança do abastecimento, que permite aos países terem uma posição mais forte em situações de stresse nos mercados energéticos. Gostaria de realçar que o mercado único de energia será bastante benéfico para Portugal, onde existe uma forte penetração das energias renováveis, que em Portugal têm, no caso das eólicas, mini-hídricas e solar, um preço fixo garantido, ao contrário de outras fontes, como as centrais a gás natural e as barragens, cuja energia é vendida no mercado a preços variáveis. Para Portugal maximizar a penetração das renováveis, a criação de um mercado único de energia torna-se estrategicamente crítico, pelo menos o estabelecimento de linhas de transmissão com a Europa.