Texto e foto: NIT

Com o fim do estado de emergência a aproximar-se, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, garante que abril foi um mês decisivo na resposta de Portugal à pandemia. Porém, alerta que a luta ainda não acabou.

“Maio é determinante. Temos responsabilidades acrescidas de seguir ainda de forma mais premente as orientações da Direção-Geral da Saúde”, disse em seguida, acrescentando que o site oficial da DGS tem conselhos para a proteção dos cidadãos, seja em casa ou nos transportes públicos, assim como normas para as empresas.

O secretário de Estado da Saúde disse, também, que os cuidados continuam a ser necessários depois de 2 de maio. “O levantamento do estado de emergência obriga-nos ainda a estar mais alerta”, explicou, relembrando a importância da etiqueta respiratória e da lavagem frequente das mãos, entre outras medidas de proteção.

Também a diretora-geral da Saúde, que esteve presente na conferência de imprensa desta quinta-feira, 30 de abril, reforçou esta ideia, ou seja, que o desconfinamento “não nos isenta de continuarmos a seguir medidas de prevenção”.

“Devemos usar um conjunto de medidas”, disse Graça Freitas, alertando também para a necessidade de estarmos atentos às características das máscaras comunitárias. Segundo a diretora-geral da Saúde, algumas são de uso único, outras terão reutilização, mas, ainda assim, “nem todas poderão ser reutilizadas o mesmo número de vezes”. E continuou: “Temos de estar atentos às indicações dos produtores.”

Sobre as máscaras, António Lacerda Sales avançou que foi feita uma encomenda de mais de 12 milhões de máscaras FFP2, sendo que foram já entregues cerca de cinco milhões.