Grow From The Roots: o Concretizar de um Sonho

Com um fascínio inqualificável pelo ser humano, Ana Alberto acaba de lançar o seu próprio negócio: aquele que proporciona evolução desde a raíz. Fruto de toda a experiência e know-how que ao longo dos anos adquiriu, este é o momento em que a nossa entrevistada realiza o seu sonho. Conversou com a Revista Pontos de Vista, onde para além de dar a conhecer a “Grow From The Roots”, abriu o véu aos valores que a movem. Saiba tudo.

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A “Grow from the Roots” é uma marca que nasceu há apenas três meses, fundada pela Ana Alberto, que assume orgulhosamente que a missão é a de desenvolver pessoas para que se elevem ao seu máximo potencial. Assim, podemos dizer que, tendo em conta a sua vasta experiência profissional, está agora a iniciar algo com que sempre sonhou? Porquê a criação deste conceito?
Adoro pessoas e sou fascinada pela capacidade que o ser humano tem de se reinventar. Tive a sorte de ter feito o meu percurso profissional em empresas com uma grande orientação para o capital humano, onde aprendi muito e consegui contribuir para o crescimento e mudança. Numa determinada altura da minha vida, percebi que o meu futuro poderia passar por ter um negócio próprio, onde pudesse, com a experiência adquirida, criar um conceito meu. E incentivada por amigas e antigos colegas de trabalho, arrisquei! Por isso, sim, posso dizer que estou a concretizar um Sonho! O nome da Grow From the Roots não foi aleatório. Para mim o desenvolvimento das pessoas, em contexto organizacional e individual, só faz sentido se for desde a raiz. A mudança transformacional tem que ser orgânica, começar nas crenças e valores para sustentar o todo.

A Ana Alberto é possuidora de uma formação académica inigualável nas áreas da sociologia e recursos humanos. Acredita que é esse know-how, aliado à experiência nas mesmas áreas que hoje lhe possibilita fundar a sua própria marca? De que forma?
Acredito que a formação académica é a base e que devemos passar a vida a aprender, tanto em contexto académico como noutros contextos, sempre que nos permitam adquirir conhecimentos e evoluir como pessoas. E aprendemos nas mais variáveis situações! Apesar de ter tirado a licenciatura numa excelente universidade e de ter feito o Erasmus na Sorbonne, considero que esse é sempre o ponto de partida. Para termos sucesso é fundamental aliar a formação base, a uma aprendizagem constante e complementar, e a um conjunto de soft skills, como vontade de aprender, resiliência, foco nos resultados, capacidade de comunicação e humildade. Trabalhar em contextos que nos permitam adquirir e desenvolver competências é essencial. Eu tive isso!  Aprendi e fiz, e foi com essa certeza que lancei a Grow From The Roots. Gosto de aconselhar e contribuir na vertente estratégica, mas também gosto de «pôr a mão na massa» e esta conjugação faz toda a diferença quando se cria uma marca.

Sabemos que enquanto fundadora e proprietária da “Grow from the Roots” garante apoiar na tomada de decisões dos clientes e a obtenção de eficiência nos resultados. Para melhor entender, de que metodologias estamos a falar? Qual será o trabalho da marca neste sentido?
Sou muito focada nos resultados e num percurso de melhoria contínua. Com tal, só fazia sentido criar a Grow From The Roots como parceira efetiva na caminhada entre o «onde estamos agora» e o «onde queremos estar», quer de uma organização, quer de um indivíduo. A principal metodologia é a visão orgânica que já referi, que permite adaptar as melhores ferramentas para se atingir os melhores resultados. A aposta é na multidisciplinariedade, e aqui posso afirmar que será inovadora. Aos métodos «mais tradicionais» de desenho e implementação de sistemas de gestão de pessoas, acrescentaremos o Kaizen, o Coaching e Fengshui, num método inovador e certificado que concilia FengShui e Kaizen.

Ainda que recentemente, o facto de iniciar uma marca, denota um espírito empreendedor que a caracteriza, mas certamente que esta nova fase está a ser pautada por alguns desafios que qualquer mudança acarreta. Consegue enumerar-nos alguns? De que forma lida com os mesmos?
Eu gosto de me pôr à prova e sair da minha zona de conforto. Sou arrojada por natureza e positiva, por isso reajo bem aos desafios, o que não retira o habitual «frio na barriga» que, por norma, as mudanças acarretam. Ter o foco bem definido, para mim, foi a diferença. Estava claro que tipo de marca queria e como queria, mas nunca tinha tido um negócio próprio. Tenho a sorte de possuir uma rede de amigos de várias áreas a quem recorri. Quis que a empresa fosse um espelho daquilo em que acredito, e eu sou de pormenores e significados. Um grande desafio é o lidar com o imprevisto. Por muito que se acredite no que estamos a criar, não conseguimos prever na totalidade os resultados, e isso impacta por exemplo em questões financeiras. Quando se está habituado a ter um salário fixo e determinadas regalias porque trabalhamos por conta de outrem, é desafiante perceber que essa garantia deixou de existir. Como lido com todos estas questões? De forma relativamente tranquila. Sou organizada e tenho um plano de ação de contempla várias alternativas. E trabalhar com paixão e foco, em algo que criamos de raiz, é transformador.

O facto de ser mulher é, de alguma forma, um desafio acrescido no mundo do empreendedorismo e da liderança? Esse é um dos motivos pela qual só agora decidiu dar este passo?
Não posso esconder que sou feminista, no verdadeiro sentido da palavra, de acreditar que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos. Não vou dizer que ao longo destes anos nunca senti dificuldades por ser mulher, mais no âmbito da maternidade, mas não acredito que tenhamos um desafio acrescido nas questões de liderança e empreendedorismo. O ser mulher nunca me impediu de fazer nada. A razão de só agora avançar para a criação de uma marca foi uma decisão meramente pessoal de considerar ter uma série de condições reunidas. Aliás, considero-me empreendedora em vários aspetos da minha vida pessoal onde, talvez, o lado feminino tenha sido uma vantagem, pela criatividade e sensibilidade. Em contexto profissional exerci funções de direção em várias empresas, onde a liderança no feminino estava muito presente. Não vejo diferenças entre ser homem ou mulher na decisão de se decidir empreender. O querer mudar, sair da zona de conforto, ter um foco, dotar-se de ferramentas certas para concretizar o que se pretende, criar uma boa rede de suporte e parcerias, são para mim caraterísticas fundamentais. Alguns homens têm, outros não. Algumas mulheres têm, outras não. Ter coragem de correr riscos e fazer diferente não é para todos, mas não está, do meu ponto de vista, relacionado com o género.

Quando uma mulher decide desbravar um caminho com o seu próprio negócio, como é que se prepara? No seu caso, qual foi e está a ser o segredo?
O meu segredo, como em tudo na minha vida, é acreditar e fazer acontecer. Eu sabia o que queria fazer, mas nunca tinha feito, por isso tive que aprender com quem sabe. A humildade de querer aprender e pedir ajuda, desbrava muitos caminhos. E, como já referi, tenho sorte de estar rodeada de pessoas dotadas, que percebem muito de coisas que eu não percebo e me ensinam ou ajudam.  Eu dou a cara pela marca, mas por trás está um grupo de pessoas que acreditou, me fez acreditar, e caminha ao meu lado. Talvez seja esse o segredo.

Certo é, que este é um momento marcante para a sua carreira profissional e pessoal. O que nos pode confidenciar acerca do futuro da “Grow from the Roots” a médio e longo prazo?
A médio prazo consolidar a nossa presença no mercado. A longo prazo, e estou a falar de dois anos, alavancar a marca Grow From the Roots a outras áreas de negócio. Seremos diferentes a fazer crescer o talento pela raiz!

Por quais acontecimentos está a ser pautado este começo da sua empresa? De que forma a “Grow from the Roots” se vais distinguir das restantes no mercado?
O primeiro acontecimento foi delinear o que podia oferecer ao mercado, empresarial e individual, de forma sustentada. A seguir materializar o conceito em que acredito: que todos tempos potencial e capacidade para nos desenvolvermos, e que o início está na raiz. A Grow From The Roots distingue-se pela multidisciplinariedade de saberes, que sustentam a mudança do todo de forma orgânica, e por isso duradoura e eficaz na obtenção de resultados.