EMAF – Um Evento de Referência

O maior evento da Península Ibérica do setor industrial, a EMAF - Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria, regressou à Exponor, o maior parque de exposições no noroeste peninsular, tendo-se realizado de 31 de maio a 3 de junho de 2023, onde foram renovadas as apostas na internacionalização de tecnologias, na inovação da indústria e no conhecimento técnico especializado. Muitos expositores. Muitos visitantes. Muitas novidades apresentadas por empresas que têm na inovação de vanguarda a sua mais valia, entre outras.

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Durante quatro dias, a Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria, deu uma resposta cabal aos mais recentes desafios da Indústria 4.0, onde foi promovido o networking, a partilha de ideias e os negócios. Esta foi, sem dúvida, uma edição única que surpreendeu até os mais céticos, numa verdadeira união de inúmeras soluções para a indústria.

A verdade é que os players que estiveram presentes na EMAF, aportam, sem dúvida, uma capacidade e um know how absolutamente evidentes e vitais ao nível da tecnologia e da inovação. Contudo, nem só destes dois pontos se falou neste certame, até porque, hoje, esta indústria e estes setores, assumem que a sua preocupação assenta em três pontos: Pessoas, Inovação e Sustentabilidade.

A Revista Pontos de Vista “atravessou” os diversos corredores repletos de stands, onde era visível a adrenalina de uma feira de enorme relevo nacional e internacional. Basta ver que este evento contou com 440 expositores, com cerca de 24 mil metros quadrados de área líquida de exposição, num total de 40 mil metros quadrados, que é a área de exposição da Exponor e que contou com mais de 40 mil inscrições, num certame que contou com empresas, marcas, organizações de diversos setores, como por exemplo: Máquinas-ferramenta; moldes; manutenção industrial; fundição e sinterização; limpeza industrial; logística e transporte; química e laboratórios; plásticos e borrachas; instrumentação, automação e controlo; robótica e informática aplicada à indústria; produtos de metalurgia e metalomecânica; produtos, serviços e equipamentos de segurança; subcontratação; entre outros, era evidente que existia um clima de satisfação no ar.

Estavam assim criadas todas as condições para um evento de enorme sucesso e que de facto foi. Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal, foi uma das Personalidades presentes e não deixou de demonstrar a sua satisfação pelo grande interesse que a EMAF continua a ter.  “As pessoas querem conhecer aquilo que de melhor se faz em termos tecnologias nestes setores e querem conhecer uma nova indústria, ou seja, cada vez mais evoluída e que usa o que de melhor se faz em termos de inovação para melhorar, sem esquecer, contudo, um pilar essencial, ou seja, a valorização das Pessoas. Este evento é também demonstrativo que as empresas hoje sabem que as Pessoas são essenciais no sucesso das empresas”, revela.

Aliás, os três temas mais debatidos nesta edição da EMAF passaram por isso mesmo: Pessoas, Inovação e Sustentabilidade. Para Luís Miguel Ribeiro, esta aposta não poderia ser mais certeira. “Estes três vetores ganharam maior foco com, por exemplo, a pandemia que vivemos recentemente e que mereceu uma reflexão sobre as cadeias de abastecimento e sobre a forma de negócios existente. Assim, diria que a indústria está cada vez melhor preparada para os desafios no sentido de contribuir para aqueles que são os indicadores que o país tem hoje e que resulta, sobretudo no papel da indústria nas exportações e na capacidade empregadora que tem. Por isso, temos de apoiar esta indústria e estamos a caminhar nesse sentido, até porque temos hoje empresários com visão cada vez mais global e temos recursos humanos mais bem preparados. Temos acima de tudo de nos regozijar com o papel da indústria e saber claramente que este é um trajeto que nos convoca a todos: Governo, Empresas e Pessoas”, esclarece o presidente da AEP.

Também presente no evento, esteve Diogo Nunes, Presidente APMI – Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, que se revelou positivamente surpreendido com a recetividade ao seminário promovido pela APMI e que é bem representativo “da importância atual do setor da indústria”, afirmou, assegurando que o objetivo é “que as empresas e organizações possam ouvir testemunhos e ideias que os possam ajudar a debater o futuro e os desafios que aí vêm, que são muitos”.

Mas quais? Diogo Nunes não tem dúvidas. Descarbonização Energética e Transformação Digital são e serão dois pontos essenciais. “O problema é que este será um caminho longo, duro, difícil e praticamente obrigatório”, assume, lembrando que neste momento as empresas se deparam com um conjunto de perguntas a que é necessário dar resposta: “É obrigatório? Se eu não fizer vou ser penalizado por isso, mas não tenho capital para o fazer. Como vou seguir este caminho? É por isso que a APMI e os seus associados, empresas e manutenção e gestão de ativos têm e terão um papel preponderante de andar de braço dado com estas empresas para os apoiar neste caminho. A APMI dirá sempre presente nesse papel e está completamente disponível para continuar a apoiar os seus associados, o setor e o país”, concluí Diogo Nunes.