“Na qubIT trabalhamos para desenvolver algo que achamos ser melhor para as instituições”

Quão importante é promover mais-valias para o Ensino Superior? Existem players que fazem do seu quotidiano essa filosofia, ou seja, fomentarem mais-valias tecnológicas para o domínio do ensino superior. Fomos conversar com Hugo Querido, Partner - qubIT. Quorum Born IT, que nos deu a conhecer como esta entidade tem vindo a marcar a diferença no setor do Ensino Superior. Saiba tudo.

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A qubIT é uma empresa de Engenharia e Consultoria de Software, especialista no setor do Ensino Superior, com forte conhecimento tecnológico e de negócio. Nasceram para ser os melhores dentro da vossa área de atuação, como tem vindo a ser o caminho nesse sentido?
É difícil atribuir um significado único à palavra ‘melhor’, isso varia com a perspetiva que se considera. O que podemos responder é que na qubIT trabalhamos para desenvolver algo que achamos ser melhor para as instituições, em três vertentes bem identificadas: primeiro, ter a solução mais abrangente e com maior cobertura funcional; segundo, potenciar o máximo de autonomia pelas instituições, sem a necessidade da nossa intervenção; terceiro, nunca parar de evoluir a tecnologia, seja atualizando continuamente as componentes internas, seja melhorando o desenho do sistema, a segurança e a performance do todo. Se respondermos à pergunta nesta ótica, então o caminho das tecnologias Fenix tem sido ininterrupto para ser a ‘melhor’ combinação desses três aspetos.

O facto de promoverem relações duradouras e parcerias para alcançar objetivos comuns, baseadas na colaboração e inovação, aliadas à tecnologia, cruza de que modo com esse caminho construído?
É tanto causa como efeito, pois sem essas relações de longo prazo, nunca poderíamos trabalhar como trabalhamos. E não é segredo que a qubIT tem consigo das maiores instituições universitárias nacionais. Isso permite-nos investir no médio prazo, não no ganho ou lucro imediatos; queremos fazer iniciativas de mudança organizacional, com um genuíno ganho pela utilização crescente da solução, nos prazos das instituições. E quando estas percebem que trabalhamos sempre nisso, numa estratégia de futuro comum, o benefício da dúvida transforma-se em ganho na medida que o efeito de escala se materializa no terreno. E daí voltamos às três vertentes: os resultados consolidam essa premissa tripartida, o que nos permite ter a confiança contínua das instituições em que vamos melhorar o que já damos hoje. Não fazemos apenas o que nos pedem, fazemos o que faz sentido existir… se se aliar ambos, melhor ainda, é continuar a produzir coisas cada vez melhores.

A evolução tecnológica deriva da sociedade também o estar cada vez mais, pelo que é normal o Ensino Superior acompanhar a tendência. A qubIT sempre quis capacitar as pessoas e os próprios serviços das instituições? Porquê a ambição nesse envolvimento?
Porque sempre acreditámos que caso as pessoas tenham as ferramentas certas, com autonomia para realizar o que necessitam como uma ajuda, não um obstáculo, a qubIT não tem de estar presente no dia a dia. Porque tem um fornecedor de tecnologia de estar presente para que esta seja utilizada? O que temos de fazer, e bem, é potenciar que as pessoas automatizem as operações de negócio que têm para fazer, do modo mais correto e eficiente; ajudarmos a otimizar não implica sermos nós a utilizar. Assim, focamo-nos na melhoria contínua das tecnologias, para imaginar novas e melhores maneiras de fazer as coisas. Quando as instituições percebem que efetivamente atuamos deste modo, que estamos lá para ajudar, não para trabalhar por elas, capacitam-se de modo adequado para tirar o máximo partido do que lhes metemos nas mãos; compreendem a filosofia e pedem mais ferramentas.

Uma vertente em que apostam desde sempre, além das vertentes académico-financeiras e visando ter a solução o mais abrangente possível, é a inclusão de mecanismos de E-Learning. Existindo várias soluções referência no mercado, porque insistem nessa opção? Conseguem ter alguma diferenciação?
Nunca compreendemos o motivo de utilizar dois ou três sistemas se for possível utilizar apenas um. E até as referências que refere, nunca o foram por serem a melhor tecnologia; uma ganhou mercado por ser ‘grátis’, porque nunca se conta depois os custos de integração, a informação duplicada e desalinhada, o custo em recursos humanos, entre outros; uma outra, sempre foi comercializada e de utilização incentivada por consultoras. Já o Instituto Superior Técnico, criador da solução Fenix inicial, nunca teve qualquer outra solução de E-Learning. Foi uma questão de capacitar as pessoas desde início, por oposição ao esforço de ter de mudar anos de utilização de outra solução, pois é uma batalha que ninguém quer ter. Mas acreditamos no planeamento do E-Learning Fenix; veremos se daqui a algum tempo as soluções referência não começam a ser substituídas.

A inovação está sempre presente – além de a qubIT imaginar continuamente como melhorar a solução Fenix, desenvolve-a com recurso à própria plataforma de desenvolvimento. Sendo novamente algo que mais ninguém faz, expliquem-nos porquê essa decisão.
Em rigor, há outra empresa no mercado que o faz, pelo menos em parte. O que efetivamente apenas nós fazemos, é capacitar a instituição para esta evoluir o seu Fenix com recurso a equipas internas. Atualmente, as tecnologias da qubIT já são utilizadas por mais pessoas fora da empresa do que dentro.
Já a decisão de ter e usar a plataforma explica-se facilmente, foi querermos ter as melhores ferramentas também para o nosso próprio trabalho. Durante muitos anos, a qubIT apenas teve engenheiros de software e programadores, pelo que a procura de maior produtividade sempre foi uma constante; a partir de certa altura, optámos por apostar a sério num conjunto de coisas de utilização interna, passando a usá-las também no Fenix. Quando isso aconteceu, a velocidade de desenvolvimento aumentou de tal modo, que as instituições perguntaram se não podiam utilizar também. Se tudo isso que tínhamos era para nós próprios usarmos, tinha de dar a melhor resposta aos nossos objetivos… pelo que foi natural dar também ao de outros developers.

Olhando para a atualidade do Ensino Superior em Portugal, qual diria que tem vindo a ser o forte contributo da qubIT na sua qualidade, competitividade e produtividade?
Não sei qual o maior contributo, pois quem materializa isso são as instituições utilizadoras das nossas tecnologias, não a qubIT diretamente, mas posso responder qual gostava que fosse: caso possamos ser um exemplo concreto da importância duma visão estratégica assente em capacitar as pessoas com as melhores ferramentas, os resultados virão em consequência. Do mesmo modo que nós procuramos expandir horizontes ao potenciar os utilizadores na utilização das nossas tecnologias, que as instituições possam, entre si, fazer algo semelhante ao nível do negócio; que se compreenda o objetivo do que se pretende alcançar, se fomente a colaboração e inovação, se imagine novos modos de fazer as coisas para alcançar e superar os objetivos. E se as tecnologias atuais não permitem materializar essas visões, que falem connosco para que as possamos construir. Todos temos de remar para todos crescermos em conjunto, instituições (no plural) e empresas. As batalhas que interessam não são as que nos tornam os campeões do bairro; temos de unir esforços, ganhar escala através da colaboração, metermo-nos em guerras lá fora e captar receita internacional. Se a qubIT não o fizer diretamente, mas permitir que as instituições o possam fazer mais e melhor, é um contributo grande.

Mas sabemos que sempre pretenderam dar o salto além-fronteiras, nunca quiseram limitar-se a pensar só localmente. Já não perspetivam um futuro posicionamento global da marca, indo lá para fora?
A palavra-chave é precisamente ‘posicionamento’. A qubIT sempre teve uma ambição internacional, mas se fizer mais sentido refrear fazê-lo diretamente, para focar esforços na solução Fenix permitir às instituições fazê-lo melhor, esse nosso ganho indireto pode fazer mais sentido. De momento, estamos a utilizar um projeto de grande dimensão para consolidar a qubIT também como empresa de produto. E estando quase concluída a generalização do Fenix para quaisquer variações académicas, além da capacidade das instâncias comunicarem umas com as outras, iremos ajudar primeiro as instituições a juntarem-se para lutarem lá fora em conjunto. Mas não descuramos os nossos passos diretos nesse caminho, alguns até já estão em marcha atualmente.