“Faz parte do nosso ADN aportar valor a todo e qualquer cliente que nos escolhe como parceiros”

Não é um rumo fácil o caminho para alcançar a chancela de referência. Não é algo que se faça de um dia para o outro. Mas sendo perfeitamente alcançável, a verdade é que só está ao alcance daqueles que representam um ADN assente na Excelência, na Qualidade, na Transparência e no Rigor e que mantenham estas dinâmicas no seu quotidiano, mantendo uma ligação próxima com os seus clientes e parceiros, numa lógica de união e confiança. Estes quatro pilares, são o paradigma perfeito e fidedigno da marca BTOC Consulting Cabo Verde, que ano após ano, tem vindo a demonstrar que essa clarividência e ambição, ou seja, de caminhar para ser sempre a número 1.

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Mas vamos conhecer a BTOC Consulting Cabo Verde, uma organização dedicada à prestação de serviços de consultoria de gestão, estando bastante focada na vertente fiscal, contabilística e afins, mas que não se fica por aqui, pois é importante «colorir» um pouco mais especialidades que, à primeira vista, podem ser entendidas como mais «cinzentas e burocráticas». Mas já lá vamos.

Nesta «viagem» pelo seio da BTOC Consulting Cabo Verde, a Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Carlos Graça, Partner da marca,  que nos deu uma visão profunda sobre a atuação da BTOC, de como a mesma tem sido um pilar na extrapolação de confiança, proximidade e transparência com os seus clientes e parceiros, analisando ainda o potencial existente em Cabo Verde, e que é muito elevado, assim como as lacunas existentes e as iniciativas que devem ser colocadas em prática o mais rapidamente possível. Venha connosco neste périplo, e conheça a BTOC Consulting Cabo Verde, pela «voz» de quem tem um profundo conhecimento da mesma e do território de Cabo Verde.

Bastante focada na procura de soluções para o universo empresarial e na prestação de serviços, a BTOC sabe que em diversos géneros de serviços, existe uma enorme dificuldade na entrega e na dificuldade em materializar um serviço como apoio ao cliente e “essa tem sido uma das nossas principais preocupações e assim apostamos na estratégica de posicionamento num serviço a que chamamos de proximidade, identificando quais são os seus problemas, as necessidades e as exigências, seja em serviços considerados mais tradicionais, como a vertente contabilística e fiscal, seja no que é propriamente a consultoria de gestão”, revela o nosso entrevistado, reconhecendo que a BTOC está presente num mercado que tem as suas especificidades, “como qualquer outro”, mas que isso não impede que  a BTOC não faça o seu trabalho da melhor e mais rigorosa forma, ou seja, “atender às necessidades das empresas em Cabo Verde”.

BTOC – Aportar Valor ao Cliente

Mas será esta visão e esta forma de atuação que a coloca a BTOC no tal patamar de excelência e referência? O Partner da BTOC Consulting Cabo Verde, revela que “talvez possa ser essa forma de atuação que nos coloca num patamar de diferenciação, pois existimos para dar às pessoas e empresas a tranquilidade de um serviço realizado com rigor e excelência, com fiabilidade, a quem se possa recorrer e que está disponível, e esse tem sido o maior contributo que temos vindo a dar, facilitado, naturalmente, pelo papel de relevo que temos no mercado nacional”, assume Carlos Graça, assegurando que continua a acreditar que é possível continuar neste caminho de crescimento e evolução, “de acordo, naturalmente, com o que o mercado vai permitindo, até porque faz parte do nosso ADN aportar valor a todo e qualquer cliente que nos escolhe como parceiros”.

O potencial evidente de Cabo Verde – Aproveitar Oportunidades

Localizado a 500 quilómetros da costa oeste de África, Cabo Verde é um arquipélago de dez ilhas, nove das quais são habitadas. A fragmentação do seu território cria, naturalmente, problemas significativos de conectividade, bem como desafios para a prestação de serviços, incluindo energia, água, educação, saúde e outros. Mas, Cabo Verde tem passado por um progresso económico significativo nos últimos anos, impulsionado em grande parte pelo rápido desenvolvimento do turismo (25% do PIB), bem como por um desenvolvimento social considerável, devido a políticas sociais robustas adotadas ao longo dos anos. Mas qual será o verdadeiro potencial de Cabo Verde? De que forma é que esse potencial tem vindo a ser aproveitado?

Carlos Graça, não tem qualquer dúvida que Cabo Verde é um país com um enorme potencial e que muito tem sido feito nesse sentido, mas não deixa de revelar que há espaço para continuar a crescer, assegurando que existem ofertas, concorrência e posicionamentos estratégicos, mas que é necessário promover uma maior profissionalização, “principalmente para dar resposta aos investidores do exterior, “que tem outras práticas, que conhece mercados mais evoluídos e exigentes e portanto existem determinadas situações que são menos aceitáveis, e é por isso que nós, como outras empresas similares à nossa procuram crescer e aportar serviços que seja de valor para os clientes internos e externos”, salienta.

Neste sentido, a BTOC tem sido um desses players, que segue uma lógica e dinâmica de promover a profissionalização neste setor, sendo um exemplo para a captação e atração do investimento estrangeiro. Já diz o ditado, «À mulher de César não basta ser, é preciso parecer”, e assim “temos trabalhado afincadamente nessa perspetiva, não só fazendo o que é necessário, mas também demonstrando a clientes nacionais e internacionais que connosco existe uma diferenciação. E assim, temos tentado, nos mais diversos aspetos, dar a conhecer esse fator distintivo, para que o mercado nos aprecie, confie em nós e saiba reconhecer a diferença quando nos escolhe, sentindo-se confortável ao abordar e ao lidar connosco diariamente”.

Ainda sobre o nível de potencial em Cabo Verde, o turismo é, sem dúvida, uma das âncoras e continua a existir muito crescimento positivo, principalmente no chamado pós-Covid e “portanto, tudo o que é turismo e conexo com o mesmo, vai continuar a ter uma evolução muito relevante para o PIB de Cabo Verde.

Com este boom do turismo, começaram a surgir outras necessidades e também oportunidades, aqui há que elogiar os Governos de Cabo Verde, que têm realizado diversas apostas em variadíssimas áreas, como a Economia Azul, as Tecnologias de Informação e outros segmentos. Desta forma, e apenas para dar a conhecer um desses exemplos, será inaugurado no próximo ano, o Tech Park: Cabo Verde, na Cidade da Praia, que também terá um Pólo no Mindelo e que “pretende atrair empresas para as áreas de negócios relacionadas com as Tecnologias de Informação. A Indústria do Agro Business é outra área de aposta concreta e que vai crescer, até porque começa a ter, cada vez mais, fatores de produção bem estruturados e a Indústria Ligeira, que terá certamente um papel interessante no presente e futuro de Cabo Verde.

Apoiar Todas as empresas com o know how «made in» BTOC

A BTOC tem uma ligação clara com empresas lusas, mas isso não segue uma lógica única, ou seja, é transversal a todos os clientes da marcas, oriundos de diversas origens e países, como Espanha, Roménia, Senegal, Itália, França, e outros, “aos quais respondemos sempre da mesma forma”, diz Carlos Graça, até porque “um cliente quando entra em contacto connosco, a primeira questão que tentamos compreender é saber onde estão as suas «dores» e ao conhecer isso podemos «prescrever» algum tratamento mais adequado”, assume.

Mas têm as empresas lusas maiores facilidades no mercado de Cabo Verde? “Claro que sim, quanto mais não seja pelo fator da língua e pelas relações de proximidade entre ambos os países, não significando, contudo, que as dificuldades não são transversais a todos”, esclarece, assegurando que o estabelecer de um negócio, em qualquer área de atuação, “é sempre uma aventura, e o passo da internacionalização deve ser sempre bem pensado e devem procurar sempre entidades e pessoas conhecedoras do mercado local e regional, das diferentes especificidades e realidades que apresenta e é por isso que empresas como a nossa são essenciais, pela nossa vasta rede de contactos e pela nossa experiência no país, que nos permite estarmos orientados para ajudar as empresas no seu estabelecimento, no seu desenvolvimento e na sua consolidação”.

Parcerias BTOC – Uma Forma de Estar, Uma Forma de Vencer

“Nenhum homem é uma ilha”. Esta famosa frase do filósofo inglês Thomas Morus, ajuda-nos a compreender que a vida humana é estar junto de outras pessoas. No caso do universo empresarial, esse «estar», passa por fomentar parcerias e é sobre essa filosofia que assenta mais uma das mais valias da BTOC, que desde a sua génese sempre viu o negócio, e para marcar os tais efeitos diferenciadores, numa lógica de pensar de fora para dentro, e, para isso ser fazível e concretizável, “é fundamental temos parcerias das mais variadas, ou seja, com empresas internacionais congéneres ou similares à nossa, que não têm de estar estabelecidas em Cabo Verde, mas que necessitam de apoio para eles e para os seus próprios clientes”, salienta Carlos Graça.

Desta forma, a BTOC, tem apostado na logística das parcerias internas e um exemplo concreto disso mesmo, “é o trabalho que temos realizado junto das associações representativas do setor empresarial privado, em que temos trabalhado numa dinâmica de proximidade, no sentido de permitir que as empresas tenham mais facilidades de obter, por exemplo, determinadas informações e sejam capazes de se atualizar. Isto para nós é fundamental, para promover a disseminação deste know how, de dotar o empresariado nacional de maior capacitação para os desafios e para as atualizações, permitindo-nos também a nós ter acesso a um conjunto de outros clientes e assim obter em paralelo outras parcerias a nível institucional, que ajudam claramente o mercado de Cabo Verde”, esclarece o Partner da BTOC Consulting Cabo Verde.

Inovação e Capital Humano -urge alterar mentalidades

Três dos pilares mais importantes de toda e qualquer empresa, passa pela Digitalização, Inovação e Capital Humano. E qual a análise do nosso interlocutor sobre este trio de segmentos e de aposta nos mesmos em Cabo Verde? “Ainda existe um caminho a fazer no país, embora comece a ser visível um esforço no sentido de alterar esse panorama, dando como um caso paradigmático, ou seja, o facto da Administração Fiscal de Cabo Verde ter evoluído bastante no que concerne à inovação e adoção de novas tecnologias, com o desiderato de melhorar a arrecadação de impostos.

E esta mudança tem tido impacto no universo empresarial? “Infelizmente, o que temos verificado é que a maioria das empresas nacionais olha para esse cenário não como uma oportunidade, mas como uma obrigatoriedade, pois, por imposição legal tiveram de criar um conjunto de adoção de tecnologia, mas que ainda não é analisada claramente como uma oportunidade de melhorar processos internos e de aumentar a rentabilidade. É aqui que temos de realizar um trabalho de sensibilização e de promoção das mais valias que a aposta nas Novas Tecnologias terá no seu negócio, na gestão do mesmo, na rentabilidade e relação com colaboradores e clientes”, refere Carlos Graça, lembrando que este é um “campo, onde temos de continuar a «partir pedra» para sensibilizar o tecido empresarial endógeno”.

Como referimos, o Capital Humano e a aposta no mesmo é, sem dúvida, um requisito fundamental para as empresas que se pretendem denominar por desenvolvidas e de referência. Em Cabo Verde essa necessidade também existe, sendo que para Carlos Graça esse plano ainda foi completamente alcançado e “também ele deve ser analisado como uma oportunidade, pois há aqui um grande potencial decorrente da demografia e da juventude, mas que não está a ser devidamente acompanhado pelas instituições de ensino e de formação. Assim, defendo que os edifícios do saber, vulgo universidades, devem ser mais ambiciosas e começar, por exemplo, o ensino de inglês no ensino primário, pois sendo este um país turístico e que está a ter um «boom» cada vez mais preponderante ao nível do turismo, é essencial que dominem outras línguas, em especial o inglês, pois dessa forma estamos a ajudar e a preparar esses jovens para as novas necessidades e exigências do mercado”.

Entrar em Cabo Verde? “Expetativas positivas, mas doseadas”

Qualquer processo de abertura de negócio e internacionalização, tem sempre de ter uma base de preparação sustentada e de perceção dos os contextos. Cabo verde tem uma particularidade em que é fácil gerar expetativas muito positivas. Assim, o maior obstáculo aos investidores são as expetativas geradas e apesar de acontecer em todos os mercados, em Cabo Verde essa realidade nota-se mais. “Se houvesse uma escala de intensidade, diria que um investidor quando vem a Cabo Verde, ao fim de dez dias já só pensa em investir e isto porquê? Porque o clima empresarial de investimento é claramente repleto de oportunidades. É fácil falar com as pessoas de topo e liderança e, portanto, tudo isso gera um conjunto de expetativas muito elevadas e é habitual nós lidarmos com os investidores que saem daqui altamente motivados para fazerem investimento”, revela, deixando, contudo, um aviso importante: ou seja, “depois é preciso refrear essas expetativas e baixá-las novamente, porque as coisas não acontecem à velocidade esperada. Tudo tem o seu tempo, não é mais nem é menos que em outros países. Assim, o melhor conselho que posso dar, é ter as expetativas positivas e depois conseguir doseá-las através de pessoas que estejam no mercado, seja na assessoria jurídica, seja na assessoria contabilística, através de uma boa rede de contactos e, acima de tudo, ligar-se a quem conhece o «terreno», como a BTOC e que pode fazer a diferença entre o sucesso e o erro”.

BTOC e a Aposta na Inovação

Se 2023 foi bastante positivo, a expetativa de Carlos Graça para o vindouro, mais concretamente 2024, é otimista, e relembra que o período Covid deu à BTOC uma excelente oportunidade de continuar a trilhar um rumo de sucesso. Como foi referido, das dez ilhas que compõem Cabo Verde, nove delas são habitadas, algo que limita a presença física das marcas, decorrente da geografia do território. Contudo, no período Covid, a BTOC aproveitou para esbater essas fronteiras e distâncias geográficas, reforçando a sua presença no digital. Na altura, fomos a primeira empresa a dinamizar vários webinares relativos às medidas de apoio às empresas, em parceria com as diversas Câmaras de Comércio e outras entidades representativas do setor privado.

Isto conduziu à expansão da presença física da marca, além da Cidade da Praia, na Ilha do Sal, sendo que está planeada a abertura de um novo escritório em São Vicente. “Estes projetos de expansão já tinham sido idealizados, não a pensar no Covid, mas fruto da inovação e da adoção de novas tecnologias, onde rapidamente nos posicionamos como uma referência nos últimos três anos na área de prestação de informações às empresas. Para isso também ajudaram os Programas de Apoio que o Governo lançou para apoiar as empresas no período do Covid e, posteriormente, com o Plano de Apoio à Retoma, isto já na fase pós-Covid. Foi quase como uma nova forma de estar, melhorando o tradicional, mais físico e fomentando a digitalização que nos leva a ser mais céleres, mais próximos e menos dependentes das distâncias geográfica de Cabo Verde”, salienta.

Selo Empresa Excelência – iniciativa que será de sucesso

Mantendo sempre uma perspetiva positiva e dinâmica, na BTOC nunca se vira a cara à luta, principalmente o nosso interlocutor.

Desta forma, a BTOC é promotora, em parceria com Accelerator Lab do PNUD da Iniciativa Empresa Excelência, apresentada oficialmente na última edição da FIC – Feira Internacional de Cabo Verde. Com o objetivo  de dar notoriedade às empresas que têm boas práticas de governança: “O que pretendemos promover é dar início aum Selo de Notoriedade das Melhores Empresas”, revela, assegurando que esta iniciativa só tem sido possível pela criação de uma rede de parcerias entre privados, empresas, o ecossistema Empreendedor, Câmaras do Comércio e outras associações sectoriais  e organizações estatais, como o Ministério das Finanças de Cabo Verde que tem dado um forte apoio. Assim, este será um ponto muito importante no crescimento do país e das empresas locais, “porque se trata de uma iniciativa de âmbito nacional, sendo que nesta fase inicial, vamos avaliar as empresas candidatas a partir  dos indicadores económico/financeiros, e depois, paulatinamente, vamos acrescentando novos requisitos e parâmetros de avaliação das empresas, como os que se relacionam com os objectivos de desenvolvimento sustentável e a ESG (Environmental, Social and Governance), a inovação da economia e outros, permitindo assim que as empresas melhorem e reconheçam que esta é uma oportunidade de crescimento.

A Plataforma criada para o efeito é mais do que um site de candidaturas é uma ferramenta de trabalho que vai permitir às empresas fazer o autodiagnóstico relativo aos critérios de seleção do selo Empresa Excelência.

Carlos Graça, Partner da BTOC Consulting Cabo Verde, conclui dizendo que a Empresa Excelência, será lançada em 2024, “e vamos trabalhar afincadamente, junto com os restantes parceiros para que seja um Sucesso de todos e para todos”.