“É necessário estar próximo de cada Pessoa e fazer com que se sintam bem na Securitas”

“Na Securitas, as pessoas são o epicentro do negócio, são o maior ativo que a empresa tem e, por isso, há uma preocupação crescente com as necessidades e ambições de cada pessoa”. É desta forma que Rui Araújo, CEO da Securitas Portugal, nos dá a conhecer como a marca tem no seu ADN uma atenção redobrada a tudo o que se refere ao Capital Humano, revelando e bem que esse é o caminho para o Sucesso, ou seja, as Pessoas no epicentro do negócio e da gestão. Saiba mais.

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Ao longo dos impressionantes 58 anos de existência da Securitas, a empresa consolidou-se como uma referência no setor da segurança privada em Portugal. Enquanto Administrador-Delegado da marca, pode partilhar um breve histórico da evolução da mesma, destacando marcos importantes, desafios superados e conquistas que moldaram a sua posição no mercado?
Os 58 anos de presença da Securitas em Portugal têm sido pautados por uma capacidade constante de adaptação e evolução, face aos desafios da sociedade, dos nossos clientes e do próprio setor. Fomos pioneiros no setor da segurança privada e, desde então, é este espírito de pioneirismo que tem caraterizado a nossa atuação.
Iniciámos a nossa atividade em 1966, em Lisboa, com a oferta de serviços de vigilância humana. Paulatinamente, fomos estendendo a nossa presença geográfica e diversificando os nossos serviços. Os anos 90 foram marcados por aquisições de empresas, que permitiram robustecer as nossas equipas e, consequentemente, a nossa oferta. No início dos anos 2000 iniciámos uma trajetória, que nos levaria a obter várias certificações, nas áreas da qualidade, ambiente, saúde e segurança ocupacional e responsabilidade social.
Na última década, em virtude da diversificação da nossa oferta de serviços e do avanço da tecnologia foram criados os alicerces para aquela que é a nossa aposta estratégica atual: a oferta de soluções integradas de segurança. Estas consistem na combinação de serviços de vigilância humana, de vigilância mobile (rondas), vigilância remota, segurança eletrónica, análise do risco e proteção contra incêndios. Foi, justamente, para fortalecer a nossa oferta neste último pilar que, em 2019, adquirimos a Instalfogo, uma empresa especializada em soluções de proteção contra incêndios. No final de 2021 ficou concluído o processo de aquisição, a nível global, do negócio da Segurança Eletrónica da Stanley Security, em linha com a nossa ambição de duplicar a dimensão do negócio das soluções e da segurança eletrónica.
Em dezembro de 2023, e no âmbito da estratégia de sustentabilidade do Grupo Securitas, tornamo-nos a primeira empresa global de segurança privada a termos as nossas metas climáticas validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi). Comprometemo-nos, desta forma, a reduzir as nossas emissões, tomando medidas e assumindo a responsabilidade de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Em suma, estamos preparados para responder aos desafios atuais e aos que possam surgir no futuro, dos nossos clientes.

Neste que é um mercado competitivo, a Securitas conseguiu estabelecer-se como uma marca pioneira. Quais são os principais fatores diferenciadores que contribuíram para o seu sucesso e liderança no mercado?
Três palavras, de enorme significado, que são os nossos valores e dizem tudo sobre nós. Integridade, Vigilância, Serviço.
Os valores não estão nas palavras, estão na materialização do seu significado e isso é entendido e valorizado por todas as pessoas que ao longo dos anos se relacionaram com a Securitas, quer como clientes, fornecedores ou colaboradores. A forma como nos relacionamos com todos os stakeholders é geradora de confiança e, consequentemente, impulsiona a liderança.
Explicando um pouco cada um dos nossos valores temos uma noção mais clara da construção de quem somos.
Integridade, significa ser honesto e fazer as coisas certas mesmo quando não é obrigatório. Atuar de forma transparente, honesta e frontal.
Vigilância, significa prestar atenção, tomar iniciativa e procurar formas de melhorar. Isso requer que, permanentemente, cada um procure crescer profissionalmente para poder estar apto a desenvolver processos mais eficientes e soluções inovadoras, num contínuo ajustamento ao tempo e espaço das necessidades de segurança.
Serviço, significa ser acessível e ir mais além, para com os nossos clientes e colegas. Significa, estar voluntariamente disponível para entender as preocupações e proporcionar melhorias às nossas pessoas e aos nossos clientes, construindo relações de confiança mútua duradoura.
Acreditamos que as nossas pessoas reconhecem e assumem esses valores como sendo os seus, tornando assim mais fácil o trilho da diferenciação. Estes valores de pessoas para pessoas, dão corpo e consistência a uma estratégia de permanente desenvolvimento, que nos permite este caminho de sustentabilidade e longevidade.

Sabemos que a cultura organizacional desempenha um papel crucial na atração e retenção de talentos. Assim, em que medida a Securitas considera primordial cultivar uma cultura que promova o desenvolvimento e reconhecimento dos colaboradores, tornando-a atrativa para profissionais qualificados?
A tendência crescente de Job Hopping vem introduzir novos desafios na retenção de talento. Estamos conscientes que os programas de retenção de talento continuarão a ser fundamentais para o crescimento da empresa, assim, é importante a preparação dos processos internos para dar resposta a esse movimento pois cremos que a retenção do talento tenderá a ser por períodos mais curtos, tendendo a aumentar os ciclos de necessidade de preenchimento de posições deixadas disponíveis.
Os processos de desenvolvimento e retenção de talento passam, também pela forma como selecionamos e recrutamos.
A seleção de novos colaboradores é feita de acordo com as necessidades e perfil de competências (técnicas e comportamentais), para cada função, para a qual se pretende recrutar o colaborador de forma a garantir a incorporação de profissionais empenhados, motivados e com competências para enfrentar os desafios decorrentes dos novos perfis e satisfazer, em simultâneo, os requisitos e as expetativas do cliente e dos candidatos.
No processo de onboarding o contributo dos programas individuais de acolhimento, são fundamentais na integração, fidelização e retenção desses novos colaboradores, sendo feitos de forma a dotá-los de conhecimentos, competências e atitudes que lhes permitam uma mais fácil identificação com o ambiente e as caraterísticas particulares da empresa.
Posteriormente, durante a sua carreira na empresa, as nossas pessoas são desafiadas a desenvolver as suas competências, frequentando programas internos de formação, a nível local, ou mesmo internacional e em parceria com universidades e outras organizações.

Certo é que, investir em práticas que agregam valor para os colaboradores reduz o risco de perda de talentos para a concorrência. Neste sentido, quais têm vindo a ser as práticas implementadas pela empresa, para manter os seus colaboradores satisfeitos e motivados?
Aludindo a uma partilha recente de Jorge Martins, Diretor de Recursos Humanos da Securitas Portugal, os padrões de atração e retenção de talento alteraram-se substancialmente nos últimos anos e aquilo que a Securitas pretende é que a satisfação financeira esteja aliada à satisfação pessoal. O mercado mudou, o contexto de trabalho mudou e são as empresas que têm de se adaptar às pessoas e não o contrário, como acontecia até há pouco tempo. As empresas não podem satisfazer os seus colaboradores apenas financeiramente. Essa proposta de valor já não é suficiente.
Na Securitas, as pessoas são o epicentro do negócio, são o maior ativo que a empresa tem e, por isso, há uma preocupação crescente com as necessidades e ambições de cada pessoa. Realizámos, em 2023, um inquérito de satisfação aos nossos colaboradores, no sentido de aferir as expetativas relativamente à empresa. Este inquérito, denominado Engage, teve uma participação de 61% dos colaboradores em Portugal e uma larga maioria das pessoas que participaram, recomendou a Securitas como um bom local para trabalhar.
Estas ferramentas permitem identificar e mapear o talento, bem como, reduzir os erros e falhas na atração desse mesmo talento.

A formação contínua e o desenvolvimento de habilidades dos colaboradores, assegurando que estão sempre atualizados e preparados para enfrentar os desafios em constante evolução tem sido uma estratégia clara da Securitas? Por que motivo a formação é um dos eixos principais do seu sucesso?
Sendo verdade que evolução tecnológica vem disponibilizando equipamentos e software cada vez com mais capacidades, e que a sua quota é cada vez mais relevante nas soluções de segurança, a componente humana desempenhará sempre um papel colaborativo essencial. Ou seja, quando falamos em soluções, queremos dizer sistemas de segurança que integram a perceção, a capacidade de apreciação e formação de juízo de contexto do ser humano, no processo de análise e tomada de decisão. Este modelo ajuda a minimizar o erro e proporciona sistemas de segurança incomparavelmente mais eficientes e com níveis de segurança adicionais. Talvez resumindo numa frase se possa dizer, “equipamento para detetar e pessoas para atuar”.
Esse “atuar” consciente, requer que o conhecimento deva estar permanentemente atualizado face ao surgimento de novas ameaças e acompanhando as evoluções tecnológicas.
Paralelamente, sendo esta uma atividade regulada por uma lei própria, e em alguns casos, como na segurança portuária e aeroportuária, regulada por normas internacionais, as necessidades de formação e atualização são uma constante. Para as empresas que se orientam pelo caminho da inovação, da valorização e da credibilidade dos seus serviços, o investimento na formação é sempre um investimento seguro.

Em termos de estratégia a longo prazo, de que forma a Securitas planeia continuar a investir na valorização dos recursos humanos para se manter como uma referência no setor da segurança privada em Portugal?
Ainda há um longo trabalho a fazer no sentido de ajudar as pessoas a crescerem profissional e pessoalmente, mas estamos empenhados em concretizar este objetivo e estão em curso vários programas que visam dar voz, formar e valorizar os nossos colaboradores. Acreditamos que é desta forma que a Securitas se posiciona como uma empresa cada vez mais atraente. Estamos a crescer e a consolidar novas áreas de negócio e, para sermos bem-sucedidos, precisamos de atrair talento cada vez mais especializado. Por outro lado, é necessário reter esse talento, de forma a fazer propostas de valor cada vez mais atrativas para os nossos clientes.
Esta questão é de especial relevância e para a alcançar é necessário encontrar o caminho para chegar a cada pessoa, uma vez que não há fórmulas únicas de atrair e reter o talento. Para conseguir atingir este objetivo, não é suficiente estabelecer uma política única que abarque todas as pessoas. Citando o Diretor de Recursos Humanos da Securitas Portugal, “é necessário estar próximo de cada pessoa para estarmos à altura dos sonhos de cada um e fazer com que se sintam bem na Securitas”.