“PROMOVER UM TRABALHO DE QUALIDADE E UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA É A NOSSA MAIOR PREOCUPAÇÃO”

Edificada há cerca de sete anos no Luxemburgo, a AF ARCHITECTURE assume-se como uma marca de arquitetura orientada para a vida do seu utilizador final. A Revista Pontos de Vista esteve à conversa com António Ferreira, Arquiteto e CEO da AF ARCHITECTURE, que abordou um pouco mais sobre o crescimento da marca ao longo destes anos, sem esquecer que o mundo vai ter de mudar face à situação atual da pandemia da Covid-19.

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A AF Architecture foi edificada em 2013, ou seja, há sete anos que tem vindo a promover um serviço de excelência e qualidade no domínio da arquitetura. Porquê a aposta neste projeto/desafio e que balanço é possível perpetuar destes anos de atividade?
A AF ARCHITECTURE foi criada em 2013 no Luxemburgo como consequência de uma conjuntura política, económica e social mundial. A crise económica global que se iniciou em 2007-2008 e que teve o seu momento mais acentuado em Portugal em 2012 devido à crise da divida pública da zona Euro, que afetou fortemente a Europa mediterrânea (Grécia, Itália, Espanha, Portugal) assim como a Irlanda.
Momentos de profunda mudança nos mais diversos setores, que provocou uma deslocalização geográfica de profissionais qualificados de forma acentuada. Uma mudança de vida que para muitos se tornaram oportunidades em tempos de crise. A resiliência na adaptação de novas culturas, sistemas sociais, mudanças de hábitos, uma globalização que avança a grande velocidade e que muito se deve ao desenvolvimento tecnológico do presente. A facilidade de mobilidade, de comunicação, de trabalhar em “network” de forma extremamente eficiente, alterou profundamente o mundo como o conhecíamos até então.
A AF ARCHITECTURE tem vindo a desenvolver trabalho e a dar consultadoria para diversos projetos de arquitetura e no setor da construção e do imobiliário em diversos países. Promover um trabalho de qualidade, um serviço de excelência é a nossa Maior Preocupação. Um mercado que reflete uma sociedade em constante mudança e um mundo que se globaliza e se unifica extremamente rápido. Decidir integrar este mercado com todas as caraterísticas que lhe conferem é o maior desafio que qualquer marca enfrenta nos tempos atuais.

Um dos vossos lemas passa pela criação de uma arquitetura orientada para a vida. Que conceito é este e de que forma o tentam implementar no vosso quotidiano?
O desenvolvimento dos nossos projetos como arquitetura orientada para a vida do seu utilizador final, faz-nos repensar conceitos académicos que devem ser adaptados aos tempos atuais. A vida dos nossos clientes num contexto geral reflete esta sociedade em mudança permanente. Questões como a sustentabilidade energética, métodos construtivos, Sistemas Tecnológicos Inovadores (automatização dos serviços de gestão energética, comunicação, segurança e conforto numa habitação ou edifício) fazem-nos adaptar cada projeto às necessidades e vontades de cada cliente.

Fale-nos um pouco de si enquanto residente num país da Comunidade Europeia.
A localização geográfica do Luxemburgo, a diversidade cultural considerável (mais de 150 nacionalidades), a história dos dois países (Portugal e Luxemburgo) que se cruza em múltiplos momentos, a conjuntura económica e política existentes, alinham-se e criam as condições para um considerável desenvolvimento profissional.

Falemos da atualidade e da pandemia existente a nível global. Como tem sido lidar com este novo cenário num país externo? Como profissional e como ser humano qual tem sido o impacto desta nova realidade?
A situação atual da pandemia existente a nível global, veio reforçar a necessidade de “repensar” as tradicionais formas de estar, trabalhar e lidar com o mundo atual. Questões que a AF ARCHITECTURE sempre colocou em questão desde a sua criação.
Questões fundamentais para o desenvolvimento “saudável” e “sustentável” da nossa sociedade tornaram-se vitais. A forma como habitamos o espaço, a forma como lidamos com o ecossistema onde nos inserimos, a valorização daquilo que realmente é imprescindível à nossa sobrevivência como espécie, ao nosso desenvolvimento cultural, social e económico.
Como arquiteto considero não ser possível dissociar estes conceitos fundamentais de sustentabilidade social com a forma como os espaços (de habitar, espaço publico, as questões logísticas – transportes, os espaços comerciais, de restauração) devem ser adaptados e experienciados de formas inovadoras.
É importante falar da relação do ser humano com a Natureza e com questões de profundo respeito pelo planeta onde vivemos. A situação inadmissível que se esta a verificar na floresta Amazónica é uma das muitas questões presentes a que se deveria reagir rapidamente e de forma a proteger o nosso ecossistema Global.

O Luxemburgo, na sua opinião, protegeu bem os seus cidadãos e deu-lhes o necessário para contornar esta crise?
O Luxemburgo apresentou um conjunto de medidas extremamente eficientes e articulou a máxima segurança dos seus habitantes com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde de forma exemplar. Notável.

No domínio da orgânica e do volume de negócios da AF Architecture, que impacto é que esta nova realidade teve? De que forma é que tiveram de se adaptar a um novo cenário?
As consequências económicas no meio profissional são quase diretas. As incertezas do futuro tornaram os mercados instáveis. Fechando as fronteiras, não havendo circulação aérea internacional e com as obras de construção paradas, o impacto é inevitável. Profissionalmente tivemos de nos adaptar a trabalhar com as ferramentas existentes, vídeo chamadas, teletrabalho, reestruturação nas metodologias, mas tudo se tem passado de forma tranquila e, apesar de tudo, positiva.
Da mesma forma que as questões de “sustentabilidade” mudarão definitivamente a forma como experienciamos a nossa realidade, assim também esta nova metodologia mudará definitivamente as estruturas de trabalho, as logísticas profissionais, neste caso na arquitetura. Pois concluo, e tenho estado em contacto com escritórios de colegas de vários países, que o resultado da reestruturação e forma de trabalhar têm trazido resultados positivos para o desenvolvimento dos trabalhos em andamento.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra a data de 10 de Junho. Que relevância tem para si esta efeméride?
O dia de Portugal é uma data de referência na nossa História e que nos recorda a importância e a expressão que a Língua Portuguesa tem no Mundo. Faz-nos refletir no papel que Portugal teve na História, para o Mundo como o conhecemos. Um dia que celebramos com muito orgulho o facto de Ser Português e de falar a língua de Camões. Pessoalmente sinto um Orgulho Profundo em Ser Português. Relembrando Fernando Pessoa: “Quem nasce em Portugal é por Missão ou Castigo”.

Quais são os principais projetos e desafios da AF Architecture para 2020?
O Ano de 2020 é em si um grande desafio. A mudança do mundo e as relações humanas conceptuais como até então as conhecíamos, estão a ser repensadas e acredito que o mundo sofrerá grandes mudanças a diversos níveis. Para a AF ARCHITECTURE a certeza de um trabalho sério, consciente e de grande responsabilidade continuarão a pautar e a definir a nossa postura no Mercado e fazer de conceitos como Profissionalismo, Excelência e Confiança os Valores Constantes para os nossos Clientes e que nos definem no meio de um mercado vasto e muito dinâmico.