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Ricardo Andrade

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Cascais tem o primeiro Centro de Proteção Animal do país a promover Curso de Tratadores de Animais em Cativeiro

O Município pretende capacitar profissionais que, de acordo com as normas de higiene, segurança, controlo ambiental, preservação e direitos dos animais, executam as atividades relativas à higiene, alimentação, sanidade, reprodução e maneio dos animais em cativeiro, bem como, ao acolhimento e relacionamento com o público, as situações de stress ou inadaptação.

O curso confere o 9º ano e a qualificação profissional de nível 2, com a designação de Tratador de Animais em Cativeiro, do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ). De entre as várias saídas possíveis, no final do curso, os formandos estarão aptos a trabalhar em Centros de Recolha Oficial de Animais, bem como no tratamento de animais exóticos em zoológicos, aquários e lojas de animais.

Para Nuno Piteira Lopes, Vereador da Câmara Municipal de Cascais, “a abertura deste curso junta duas necessidades, pois ajuda a uma maior empregabilidade jovem e dinamiza e qualifica o tratamento e bem-estar animal”, acrescentando que estes “são dois vetores muito importantes no projeto que a autarquia tem para o concelho”.

Para João Salgado, “O Município de Cascais tem sido pioneiro em matéria de saúde, proteção e bem-estar animal e, como tal, pensámos que faria todo o sentido abrir um curso que permita dotar profissionais capazes de trabalhar nesta área, com um quadro de formadores de referência nestas matérias”, descreve o Vice-Presidente Executivo da Associação São Francisco de Assis – Cascais.

A formação terá lugar no Centro de Proteção Animal de Cascais e é dirigido a maiores de 18 anos com o 6º ano de escolaridade. As inscrições podem ser feitas para o cfrp.alcoitao@iefp.pt ou através do site do IEFP. O curso arranca a 31 de maio de 2021 e decorrerá entre as 8h e as 14h.

BodyConcept lança sugestões de presentes e produtos exclusivos para o Dia da Mãe

Para assinalar esta data, e homenagear todas as mães, a rede de clínicas de estética disponibiliza dois serviços de relaxamento e bem-estar a preços únicos: uma limpeza de pele e uma massagem de relaxamento, para que todas as mães se possam sentir mimadas e confortadas. Através da gama de produtos exclusiva do GrupoConcept, a Concept +, foram também desenvolvidos dois kits de produtos para todas as matriarcas da família.

Os kits conceptualizados pela Concept + têm duas linhas de produto com propriedades distintas, uma linha revitalizante de corpo e uma linha refirmante de rosto. Ambos contêm uma vela para criar um ambiente relaxante.

O kit refirmante Colagenis, indicado para peles maduras que apresentem os primeiros sinais de envelhecimento, com rugas e flacidez instalada, é constituído pelo Colagenis Sérum, tensor e reparador celular, e pelo Colagenis Creme, antirrugas de efeito botox. O kit revitalizante Skin Therapy, adequado a todos os tipos de pele, é composto pelo Actiderm, exfoliante vitamínico com extrato de ananás, e Hidraderm, um fluído hidratante corporal que reduz a perda de água trans-epidérmica e promove a hidratação.

Sandra Domingues, Diretora de Comunicação e Marketing do GrupoConcept, explica o conceito por detrás desta ação para o Dia da Mãe: “Todas as mães são mulheres únicas e especiais e devem sentir-se assim mesmo todos os dias: acarinhadas e com autoestima elevada! Por isso, na BodyConcept e Concept+, desenvolvemos serviços e produtos para promover o relaxamento e bem-estar das nossas clientes mães”.

A massagem de relaxamento pode ser adquirida por 32€ e a limpeza de pele por 29€ nas 45 clínicas BodyConcept, de norte a sul do país, entre 20 de abril e 30 de abril nas clínicas aderentes. Os kits, de stock limitado, estão também disponíveis nas clínicas BodyConcept a 49,50€ (Colagenis) e 24,50€ (Skin Therapy).

Maio aproxima-se! Escolha o seu serviço e kit favorito na clínica mais perto de si e presenteie a sua mãe com um momento de bem-estar.

“Nutrição na Fibrose Quística”: Receitas para toda a família

Para Joana Roque, vice-presidente da ANFQ e coautora do livro juntamente com Inês Asseiceira e Margarida Ferro, livro que conta ainda com a participação especial de Clara de Sousa, “as famílias sentem muitas vezes dificuldade em entender de que forma é possível fazer uma dieta com elevado teor calórico sem esquecer, ao mesmo tempo, a vertente saudável”. Além disso, “é essencial que o doente possa partilhar os momentos de refeição em família sem se sentir diferente”.

Segundo Inês Asseiceira, nutricionista do Centro Hospitalar Lisboa Norte, os doentes que sofrem de FQ têm muita dificuldade em aumentar e manter um peso saudável, devido às “infeções respiratórias frequentes, que levam à falta de apetite, ao maior dispêndio de energia para fazer face ao hipermetabolismo da doença ao aumento progressivo do esforço respiratório, bem como a má absorção dos nutrientes causada pela insuficiência pancreática”.

O livro “Nutrição na Fibrose Quística” surge para mostrar que é possível fazer uma dieta equilibrada para toda a família, que permite a ingestão da quantidade necessária de calorias sem recorrer a alimentos processados, com alto teor de gordura saturada e de açúcar. “O momento das refeições é considerado de partilha e convívio entre famílias e a existência de uma doença crónica, como a Fibrose Quística, não deverá retirar o prazer de comer, nem substituir o convívio familiar”, afirma Joana Roque. Com este livro, “queremos oferecer estratégias simples, mas que ajudam as famílias a partilhar refeições calóricas, saborosas e saudáveis”, acrescenta ainda.

No livro é, por isso, possível encontrar os alimentos-chave que podem ser adicionados a um prato para aumentar o seu valor nutricional, sobretudo em gordura e proteínas, assim como planos alimentares com diferentes valores energéticos e outras recomendações nutricionais. Isto porque a nutrição está presente na vida destes doentes desde o seu diagnóstico, sendo indispensável “uma dieta hipercalórica e com reforço de proteínas, gordura e sal, especialmente nos doentes que apresentam insuficiência pancreática”, esclarece a especialista em nutrição.

Mas a necessidade de aumentar o consumo energético diário não deve ser sinónimo de uma alimentação pouco saudável, rica em alimentos fritos e processados, como tem acontecido. “Num estudo europeu recente1, verificámos que os doentes com FQ ingerem muitos alimentos processados e açucarados, bem como alimentos com elevado teor de gorduras saturadas”.

Mais ainda, a alimentação faz parte da terapêutica destes doentes, uma vez que “um bom estado nutricional está associado a melhor função respiratória e consequentemente melhor qualidade de vida para os doentes e as suas famílias”, reforça. “Uma alimentação saudável e equilibrada, que privilegie alimentos com proteína e gordura e com elevado teor de fibra, vitaminas e minerais, leva a uma melhor função respiratória e previne o aparecimento de comorbidades, como a doença cardiovascular”.

O livro “Nutrição na Fibrose Quística” encontra-se disponível gratuitamente em formato E-book no site da ANFQ. Ao comprar a versão impressa, com o preço de 5€ para sócios e 10€ para não-sócios, o valor reverte na totalidade para a Associação, pelo que está a contribuir para ajudar os doentes com FQ. As receitas, estratégias e recomendações deste livro são mais uma contribuição da ANFQ para a melhoria dos hábitos alimentares dos doentes e, consequentemente, da sua qualidade de vida e das suas famílias.

DepilConcept propõe presentes e produtos exclusivos para o Dia da Mãe

O pack de depilação permanente, disponível nas clínicas, junta três zonas pequenas do corpo. A cliente pode personalizá-lo e escolher três zonas entre: Pés, Mãos, Axilas e Virilha (linha biquíni).

Os kits desenvolvidos pela Concept + foram conceptualizados com duas linhas de produto com propriedades distintas, uma linha revitalizante de corpo e uma linha refirmante de rosto. Ambos contêm uma vela para criar um ambiente relaxante.

O kit refirmante Colagenis, indicado para peles maduras que apresentem os primeiros sinais de envelhecimento, com rugas e flacidez instalada, é constituído pelo Colagenis Sérum, tensor e reparador celular, e pelo Colagenis Creme, antirrugas de efeito botox. O kit revitalizante Skin Therapy, adequado a todos os tipos de pele, é composto pelo Actiderm, exfoliante vitamínico com extrato de ananás, e Hidraderm, um fluído hidratante corporal que reduz a perda de água trans-epidérmica e promove a hidratação.

Sandra Domingues, Diretora de Comunicação e Marketing do GrupoConcept, explica o conceito por detrás desta ação para o Dia da Mãe: “Todas as mães são e merecem o melhor do mundo! Por isso, e para mães únicas que sabem o querem, quisemos mimá-las lançando um pack personalizado de depilação permanente e dois kits exclusivos de produtos de corpo e rosto para que possam cuidar do seu bem-estar em casa e nas clínicas”.

O pack de depilação permanente pode ser adquirido por 45€, entre 20 de abril e 30 de abril, nas clínicas DepilConcept aderentes, de norte a sul do país. Os kits, de stock limitado, estão também disponíveis nas clínicas DepilConcept a 49,50€ (Colagenis) e 24,50€ (Skin Therapy).

Maio aproxima-se! Escolha o seu pack e kit favorito na clínica mais perto de si e presenteie a sua mãe um momento de bem-estar.

A TECNOLOGIA ENQUANTO CATALISADOR DA MUDANÇA

Com uma experiência e conhecimentos adquiridos ao longo de um percurso traçado a partir de 1998, a Brighten ajuda a alinhar as empresas e os objetivos em soluções de IT escaláveis, flexíveis e ajustadas às necessidades de cada um. Tendo em conta dos desafios que se impõem no setor – e depois de mais de 20 anos de atividade – quem é hoje esta empresa?
A Brighten é hoje uma empresa com a missão de simplificar o negócio dos nossos clientes. Estamos focados em resolver os desafios reais da indústria através das soluções tecnológicas adequadas. A Brighten conta mais de 150 clientes espalhados pelo mundo, sendo que exporta 65% do seu negócio para o mercado Europeu. Atualmente, soma cerca de 100 consultores com a combinação certa entre conhecimento de indústria e tecnologia, seguindo todas as metodologias comprovadas para fazer qualquer projeto on-time, on-quality e acima das expectativas tendo, também, a flexibilidade e agilidade que nos permite estabelecer parcerias de longo prazo com nossos clientes.

A Brighten é uma empresa 100 por cento nacional, com projetos e clientes espalhados pelo mundo, e que contribui para uma experiência internacional determinante no apoio ao crescimento e expansão de cada negócio. Quais são os serviços e soluções que a empresa apresenta? Como se dá o processo de transformação digital de um negócio?
A construção da nossa oferta tem por base a nossa missão de simplificar o negócio dos nossos clientes. A oferta de Strategy & Operations surge como uma unidade de advisory a C-levels das organizações que procurem apoio nos desafios que atravessam. Deste trabalho surgem um conjunto de propostas de soluções que hoje em dia passam pela transformação digital de processos ou negócios.
Tendo as necessidades claras sobre qual a respostas aos desafios, procuramos estruturar uma oferta com as competências e parceiras nas tecnologias mais adequadas a essas necessidades. Neste sentido desenhamos as ofertas de Enterprise Solutions, enfocada na implementação de soluções package, onde enquadramos as nossas competências de SAP e SAGE, e Digital, enfocada na implementação de tecnologias que visam responder a necessidades especificas, onde enquadramos as competências de automação, desenvolvimento à medida e inteligência.
A brighten é neste momento parceiro e revendedor de soluções SAP, SAGE e UIpath.
O processo de transformação digital de um negócio não é mais do que a concretização de um conjunto de iniciativas estruturadas e estratégicas que tem por base a tecnologia e que visam potenciar os pontos fortes das organizações, aproveitar oportunidades existentes ou mesmo atuar sobre riscos potenciais e fraquezas reconhecidas.
Requer por isso um bom diagnóstico do estado atual da organização e uma visão clara do seu foco e dos seus objetivos a longo prazo. A partir destes dois inputs, existe uma clareza sobre quais os desafios e finalmente a tradução destes em iniciativas que visam resolver cada um dos desafios com a implementação da tecnologia certa para cada um deles. A priorização destas iniciativas e a definição temporal da implementação das mesmas corresponde ao programa de transformação digital das empresas.
A transformação digital não é só eliminar o papel ou implementar tecnologia mais atual, é na nossa opinião muito mais, é usar a tecnologia mais atual para conseguir uma vantagem competitiva, para reduzir desperdício, para reduzir trabalho sem valor acrescentado, para ligar toda a cadeia de valor ou para reinventar o seu modelo de negócio.

Atualmente vivemos num mundo em que a tecnologia é, cada vez mais, enraizada no dia a dia das comunidades, dos consumidores, dos utilizadores, das micro, pequenas, médias e grandes empresas. Assim, qual tem vindo a ser a visão, o papel e o envolvimento da Brighten na importância da transformação digital no mercado empresarial?
A brighten acredita que a tecnologia é hoje, mais do que tudo, uma grande oportunidade por um lado e por outro uma ameaça, e como tal um catalisador de mudança. Acreditamos que esta mudança está hoje ao alcance, cada vez mais, de todas as organizações e o nosso papel é o de as conduzir nesse percurso de transformação. A brighten existe para simplificar o negócio dos nossos clientes, isto implica ter um grande conhecimento funcional sobre os principais desafios dos setores onde atuamos aliado a uma grande competência tecnológica nas soluções que podem contribuir para essa simplificação.
Nesse sentido, o nosso investimento é direcionado por um lado para as nossas pessoas, dotando-as de conhecimento funcional e técnico atual e relevante, e por outro lado na procura e concretização de parcerias que nos permitam levar aos nossos clientes as melhores e mais adequadas soluções.

Porque é que é tão importante que as organizações acelerem os processos de modernização? Quais são as mais-valias para o futuro?
A modernização, aqui interpretada, como mudança ou transformação com base em tecnologias atuais, é mais do que tudo uma necessidade conforme referimos na ultima questão. As empresas estão cada vez mais conscientes desta necessidade e como tal procuram acelerar a implementação de iniciativas que visam a sua modernização. Este sentido de urgência depende muito da realidade da empresa e sector onde atua. Para umas é algo que as vai permitir sobreviver, para outras é algo que as vai permitir crescer. Em qualquer uma das situações é uma mudança inevitável.
Esta modernização, quando bem executada, irá permitir as organizações dotarem-se de competências, processos e informação que as permitam melhor continuar a executar a sua visão e a serem relevantes para os seus clientes.

O último ano ficará marcado na história do mundo, como aquele que trouxe até às nossas vidas uma pandemia global totalmente desconhecida e com ela as mais diversas consequências. Considera que as soluções digitais ganharam agora maior consciencialização por parte das pessoas e empresas devido às dificuldades que se instalaram no que à comunicação diz respeito?
A pandemia que ainda vivemos é de facto um daqueles eventos catalisadores de mudança. Para além das consequências na sua maioria nefastas que todos temos a lamentar, seja o número de vidas humanas perdidas, seja a o abalo na economia real cujas consequências ainda estamos longe de apurar, veio por outro lado desafiar a forma como trabalhamos, como vivemos, como comunicamos e os principalmente os modelo de negócio tradicionais.
As soluções digitais mais do que nas empresas que em parte já as usavam entraram na casa de todos: desde professores a alunos, de avós a netos, de feirantes a consumidores tradicionais, todos foram obrigados a comunicar de forma diferente, adotando as videochamadas ou os canais de venda digital. A Iliteracia digital teve rapidamente de ser ultrapassada por muitos e isso é algo que definitivamente contribui para uma maior consciencialização e adoção do digital. O depois da pandemia será sem dúvida um país mais digital com diferentes formas de interação e até de trabalho.

Foi no ano de 2015 que a Brighten, na altura ainda enquanto Procensus, apresentou uma nova imagem de marca bem como a nova assinatura, que reforça sobretudo a visão de um novo futuro, mais desafiante, mais global, mas também mais próximo. É legítimo afirmar que a empresa já estava um passo à frente aquando do aparecimento da pandemia com as suas soluções altamente eficazes de comunicação?
De forma nenhuma antecipávamos uma pandemia com as proporções históricas da que estamos a viver atualmente. 2015, foi o ano que em iniciamos um processo de transformação interno do qual resultaria a brighten de hoje. Em 2015 a então Procensus mudou toda a sua gestão, decorrente de uma aquisição, e lançou então uma nova imagem que incluía uma assinatura que resume ainda hoje a razão de ser da brighten: simplify your business together. Tal como prescrevemos aos nossos clientes, o diagnóstico da Procensus de 2015 revelava uma necessidade de mudança, passando de um foco de implementar tecnologia e vender recursos competentes aos seus parceiros, para um foco de conhecimento de negócio aliado a tecnologia, um foco no desenho de processos e metodologias internas que garantissem a qualidade dos nossos projetos e por fim e mais importante um foco no cliente, nos seus desafios, nas suas necessidades, que nos permitisse estabelecer verdadeiras relações de parceria.

Tendo em conta todas estas mudanças que temos vindo a assistir na sociedade e mesmo no mundo das tecnologias, como prevê que seja o futuro das tecnologias em Portugal, comparativamente aos mais de 30 países onde a Brighten atua? Quais diria que são os principais desafios?
Na nossa opinião a adoção da tecnologia em Portugal tem todo o potencial para continuar a crescer em linha, ou até mais rápido que os demais países onde atuamos (Europa essencialmente). Para atingir esse potencial, no entanto, e na nossa opinião, será necessário em primeiro lugar garantir que os fundos que se avizinham sejam devidamente utilizados tanto no sector público, com a implementação de iniciativas que nos tornem mais eficientes e permitiram a diminuição da nossa carga fiscal, como no sector privado, para promover a inovação e a criação de valor para todos os stakeholders (gestores, colaboradores, sociedades e ambiente). Em segundo lugar e ligado ao primeiro, garantir o correto e idóneo funcionamento do das instituições com especial enfoque para a justiça. Em terceiro e mais importante a implementação de uma estratégia de educação/formação que promova a criação das competências tecnológicas adequadas nas futuras gerações.

A terminar, que projetos estão determinados para o futuro da Brighten? O que nos pode confidenciar?
A brighten tem hoje muito claro o seu caminho. Neste momento, e depois de finalizarmos a certificação na ISO27001, que nos colocou entre os melhores em termos de práticas de gestão de segurança de informação, temos delineadas um conjunto de iniciativas internas que visam melhorar e sistematizar os nossos processos e sistemas de forma também a dar resposta ao nosso crescimento.
No que diz respeito a oferta, reforçamos o mês passado a nossa parceira com a SAP, para ser para além de um parceiro de serviços, um revendedor do portfólio das suas soluções em Portugal. Estamos continuamente a procurar a criação de novas competências que contribuam para a nossa causa, e será expectável que ainda este ano surja uma nova linha de serviços. No que diz respeito a mercados, continuamos focados na Europa e a médio prazo temos o objetivo de ter mais um escritório numa capital europeia num dos países onde atuamos. Esta vertente internacional é para nós muito relevante.

“GARANTIMOS A SATISFAÇÃO DO CLIENTE COM UM SERVIÇO CHAVE-NA-MÃO”

A Deckpool é a marca mais recente do grupo FNConsulting, que nasceu no seguimento do trabalho já realizado no setor das piscinas, associado à área de negócio da empresa mãe, que se dedica à construção e remodelação de casas e apartamentos. Quais os motivos pela qual decidiu lançar uma marca própria?
Na verdade, a FNConsulting tem uma abrangência superior à referida pois, além de atuarmos no sector da construção e remodelação, onde se incluem as piscinas, também prestamos serviços nas áreas de telecomunicações, imobiliário e certificação energética. A Deckpool é uma consequência natural da consolidação do nosso posicionamento no mercado, que surge no seguimento da exponencial procura pelos nossos serviços de construção de piscinas. Já fazemos este trabalho há anos, em parceria com outros empreiteiros que subcontratam os nossos serviços, por não terem mão de obra especializada para o efeito. Com o aumento da procura e satisfação dos clientes, pelo nosso desempenho e oferta integrada, decidimos criar uma marca específica, dedicada a este segmento.

De forma independente, que serviços e soluções foram «desenhados» especificamente para a Deckpool?
Primeiramente não queremos ser vistos, apenas, como ‘mais uma’ marca de piscinas. Somos especialistas e focamos nas nossas mais valias. Oferecemos um serviço completo, com design à medida e construção de raiz. Temos uma equipa de profissionais que faz o estudo prévio, projeta e define os melhores critérios de execução. A partir daí, selecionamos os melhores materiais, dentro das gamas que representamos e, também, o sistema de filtragem da água mais adequado. A qualidade da água tem uma importância acrescida, pois as piscinas precisam de cuidado e manutenção para se conservarem em perfeitas condições de transparência e desinfeção. Na Deckpool desenvolvemos todo um ‘know-how nessa matéria, disponibilizando diversos métodos para o tratamento das águas, desde o Oxigénio ativado, ao Tratamento por UV, por Electrólise de salina, Bromo ou Ionização. Com isto garantimos a satisfação do cliente com um serviço chave-na-mão.

Com a evolução desta área de negócio e do setor – cada vez mais – competitivo, que estratégia será utilizada pela Deckpool para se consolidar e distinguir no mercado?
Somos conhecidos no mercado pelo nosso profissionalismo, dedicação e qualidade no serviço que prestamos, nomeadamente na área da construção civil. A mesma filosofia se aplica à Deckpool, onde privilegiamos o acompanhamento personalizado dos projetos, execução e manutenção dos mesmos, com uma equipa de profissionais competentes. A vasta experiência que fomos adquirindo nos últimos anos, cumulativamente com a satisfação demonstrada pelos nossos clientes, tem sido motivo de grande orgulho, refletindo-se «no passa a palavra» e contínua referenciação de novos projetos, que nos tem levado para um crescimento sustentado.

A Clementina Nazário é, atualmente, CEO da Deckpool – uma marca recente, contudo, com um historial e percurso consistentes. Enquanto líder da sua própria organização, que marca pretende deixar no mercado?
Podemos dizer que sou a ‘imagem de marca’ associada à Deckpool, por também assumir a vertente comercial e estar em contacto direto com os nossos clientes e parceiros. Contudo, isso reflete-se em todas as áreas de negócio do grupo, uma vez que estou envolvida a 100% com todas, garantindo o melhor nível de qualidade dos nossos serviços. Por isso, vejo-me mais como uma boa gestora de projetos e pessoas, do que propriamente uma líder. Sou muito feliz no que faço e orgulhosa deste meu percurso.

Para o futuro, onde gostaria de elevar a Deckpool? Quais são os planos/projetos que tem planeados para dar seguimento a um setor de atividade em crescimento?
Acreditamos que este ‘nicho’ de mercado ainda tem espaço para crescer e nós queremos estar no top das referências. Acompanhamos as tendências e as piscinas, ganharam uma nova expressão, principalmente nesta nova realidade que vivemos devido à pandemia. Existe uma maior apetência por se criarem espaços exteriores envolventes, onde se inserem as piscinas, mesmo que de menor dimensão. O futuro da Deckpool estará assente numa oferta completa e (ainda) mais diferenciada, onde o cliente só tem de escolher o tipo de piscina que pretende. A nossa equipa fará o estudo, projeta e executa a obra à medida, usando os diversos equipamentos que disponibilizamos para o efeito. Complementamos esta oferta com um serviço de manutenção e, caso também pretendam, definimos toda a atmosfera em redor da piscina, criando o jardim ideal para um maior conforto do espaço envolvente.

COMO A TECNOLOGIA BIM ESTÁ A REVOLUCIONAR AS EMPRESAS

Que principais marcos contam a história do vosso percurso?
A Global Geosystems é uma empresa que conta com quase 20 anos de experiência na distribuição de equipamentos e software com aplicação nas áreas da topografia, construção, arquitetura, controlo de máquinas, e sistemas de informação geográfica, entre outros.
Contamos com um escritório na Maia, e mais cinco no norte de Espanha, movimentando também um volume de negócios assinalável no nosso país a partir da nossa loja online, Topotienda.com.
Nos últimos cinco anos, em estreita colaboração com a Leica Geosystems, temos vivido um período de crescimento muito significativo, que nos tem colocado num patamar de grande importância neste setor na Península Ibérica.

Hoje, que papel a Global Geosystems assume no mercado?
A Global Geosystems é o maior distribuidor da Leica Geosystems em toda a Península Ibérica, e um dos maiores a nível europeu.
Disponibilizamos um serviço de assistência técnica com o nível de qualificação mais elevado que a marca outorga e reconhece.
Para além da venda de equipamentos e software, contamos com um moderno e amplo parque de aluguer, em todas as vertentes de atividade a que nos dedicamos.
Os nossos cerca de 20 profissionais têm uma elevada qualificação técnica, o que nos permite garantir aos nossos clientes o aconselhamento, formação e suporte técnico mais indicado para a sua realidade, de acordo com as suas necessidades e especificidades.

O BIM (Building Information Modelling), mais que uma solução ou conjunto de ferramentas tecnológicas, é um conceito operacional que tem por base a integração, partilha, colaboração e verificação de um conjunto de processos inerentes à conceptualização e execução de uma determinada estrutura. Trata-se de um novo paradigma na digitalização da indústria?
O conceito BIM visa principalmente a adoção de novos fluxos de trabalho na gestão de todo o ciclo de vida de qualquer edifício ou estrutura, seja novo ou preexistente. Isto porque estes fluxos de trabalho podem ser implementados imediatamente na fase de conceção e projeto, ou mais tarde, numa fase de utilização e exploração.
Pode inclusive ser aplicado a edifícios históricos ou com interesse patrimonial, numa ótica de apoiar e melhorar a sua gestão, manutenção ou reabilitação.
Compreende este conceito, sem dúvida, um paradigma totalmente novo nos processos de projeto, construção e manutenção de edifícios e estruturas, com especial ênfase na introdução do conceito de trabalho colaborativo, suportado na partilha de informação, utilizando como base um “gémeo digital” do edifício ou estrutura real, que replica, tanto quanto possível, todo o tipo de comportamentos e respostas do objeto real, na sua análise com recurso a software dedicado.

Surge assim como uma solução para modernização e reestruturação da indústria, estimulando a colaboração, incentivando a desmaterialização e elevando a importância de melhores desempenhos e processos mais eficientes. De que forma o BIM se apresenta, portanto, uma mais-valia nas operações da Global Geosystems?
Como distribuidor oficial da Leica Geosystems, a Global Geosystems tem acompanhado, desde o início, a adoção das soluções tecnológicas da marca nas necessidades de empresas e pessoas que implementam, ou pretendem implementar, todas, ou parte, das fases de um fluxo BIM.
Estas soluções constituem já uma parte importante do nosso volume de negócios, com um rápido crescimento tanto no mercado espanhol, como no português.
Temos capacidade de prestar serviços de venda, mas também de aluguer, formação e consultoria técnica, relativos às diversas soluções tecnológicas que a marca tem desenvolvido para aplicação neste conceito.
As soluções desenvolvidas pela Leica Geosystems, com aplicabilidade no conceito BIM, compreendem ferramentas de hardware como: laser scanners fixos ou móveis, estações totais robóticas, recetores GNSS, veículos aéreos não tripulados, e sistemas de deteção de elementos e estruturas subterrâneos; e ferramentas de software que se aplicam a todas as fases de trabalho do conceito BIM, como por exemplo: documentação do estado existente em todas as fases de vida do edifício ou estrutura; criação de modelos 3D de todos os elementos construtivos; verificação e validação de todas as fases de construção e reabilitação, em todas as especialidades; partilha de dados e apoio ao trabalho colaborativo sobre o modelo ou documentação da realidade; ou deteção de colisões, entre outros.

Mas que desafios esta abordagem acarreta?
Como resultado do nosso conhecimento técnico e comercial, e à nossa experiência no mercado da construção, temos a capacidade de apoiar os nossos clientes a superar todos os desafios que se coloquem no seu trabalho diário.
Sabemos que a adoção deste novo conceito produz a necessidade de identificar e implementar as ferramentas de hardware e software, e os fluxos de trabalho, que melhor se adequam à sua atividade, mercado, clientes e projetos, bem como de formar, de maneira suficiente e eficiente, os seus recursos humanos, para poder obter o maior benefício dessa adoção, minimizando o impacto inicial na sua produtividade.
De qualquer maneira, a adoção deste conceito constitui uma necessidade para todas as empresas e profissionais ligados de alguma maneira aos setores da construção, manutenção, reabilitação e gestão de edifícios e estruturas, da qual não poderão mais prescindir, no curto ou médio prazo. Adiar a transição para este novo conceito coloca um risco elevado de perda de competitividade, tanto no mercado internacional, como no nacional.
Em resumo, acreditamos que o risco de prescindir da adoção deste conceito é muito maior que o custo de superar os desafios que coloca a sua implementação.

Desde que o conceito de BIM surgiu que o debate se prende em torno do seu valor e aplicação, mas mais do que isso o que se deve saber para ser implementado com sucesso e desbloquear o seu verdadeiro valor?
Fundamentalmente, conhecer e recorrer aos serviços de empresas especializadas, como a Global Geosystems, que são capazes de suprir todas as necessidades de consultoria técnica e comercial, e de formação, que cada profissional e empresa possam sentir para a completa e eficiente implementação deste conceito no seu trabalho diário.

A ERA DO AGILE NA ECONOMIA DIGITAL – NÃO SE PODE IGNORAR; GESTORES NO SÉCULO XXI

A palavra de Hugo Lourenço – Fundador e CEO do The Agile Thinker® 

A tecnologia mudou a forma como a inovação acontece em todas as empresas! A próxima onda de disrupção surge da Inteligência Artificial (IA), tornando as boas previsões acessíveis ou gratuitas. Sabia que o capital de mercado da Garmin em 2007 era de 16 biliões de dólares e, depois de o Google maps estar disponível, foram para a faixa dos 2 biliões de dólares? Foram necessários 12 longos anos para recuperar 14 biliões de dólares.
Considerando a lei de Moore, veremos que (IA) duplicará a sua presença todos os anos, enquanto o custo efetivo de acesso à mesma será reduzido. A tecnologia está a tornar-se tão barata que podemos ter a IoT em quase todo o lado e recolher dados, pelo que a previsão da I.A. será a próxima vaga de disrupção.
O Agile promove organizações/economias exponenciais, tal forma de pensar e trabalhar torna possível novas aplicações e permite a criação de novas indústrias à custa das mais antigas. Pequenas Equipas, Redes, e Clientes, as três leis do Agile – Steve Denning.

OS PONTOS FORTES DA EQUIPA SÃO OS SEUS MEMBROS MAIS FRACOS
A tecnologia está obviamente a alterar o status quo nos negócios, mas é a forma como utilizamos os dados para fornecer necessidades preditivas em novos produtos e serviços que irá gerar novos mercados, não porque compramos tecnologia, mas sim o que se faz com a tecnologia e não o fato de termos mais ferramentas e processos.

CONSIDERAR ALGUMAS IDEIAS SOBRE A MUDANÇA DO JOGO:

1. Dois jovens numa garagem podem estar a construir a próxima tecnologia emergente

2. A inovação num modelo de negócio triunfa sobre a inovação em produtos, e as plataformas triunfam sobre os modelos de negócio

3. A adoção de tecnologia mais cedo não o leva a disrupções, mas aqueles que não levam à mudança tornam-se as suas vítimas

4. O poder passou de vendedor para comprador; construir lealdade através de valor e inovação – ou é o fim do jogo

5. A confiança nos indivíduos é mais valiosa do que a confiança nas organizações

6. Comando e controlo não impulsionarão a inovação, melhores formas de trabalhar e pensar sobre a causa e a razão

7. O coletivo, pode resolver problemas – ou criá-los, as suas pessoas é que os fazem acontecer

8. Aderir a uma empresa em fase de arranque, em vez de uma grande e estabelecida, já não é tão arriscado

9. A inovação é um processo de baixo para cima, não um processo de cima para baixo.

10. A confiança é um bom exemplo. A confiança pública em sistemas como o Google maps ou Uber, assenta no reconhecimento social que pode ser eficaz, talvez até mais eficaz do que os sistemas de reputação herdados.

Então, o que reduz a inovação nas grandes empresas e as impede de gerar novas linhas de negócio? Do livro Lead and Disrupt, Charles O’Reilly da Universidade de Stanford e Mike Tushman de Harvard, a hipótese sobre o que torna as grandes organizações tão incapazes de abraçar a mudança e o risco, é o que eles chamam nas suas observações os “Oito Pecados Mortais da Stasis”;
1. Incapacidade de ouvir
2. Falta de paciência
3. Falta de distância
4. Falta de recursos (não pessoas)
5. Pessoas erradas e papéis errados (aqui estão as pessoas)
6. Falta de responsabilização
7. Cultura inapropriada
8. Falta de apoio político

A inovação é sexy e divertida. Mas demasiadas empresas encaram os objetivos de inovação como projetos de estimação em vez de iniciativas sérias. Políticas internas venenosas, regras aplicadas de forma inconsistente ou pouco claras, e paralisia devido ao medo de bloquear qualquer progresso empresarial. Permitir a inovação requer recursos (aqui não me refiro a pessoas), pessoas, paciência, distância, e vontade de liderar. Os orçamentos empresariais são alocações políticas tão disputadas como os orçamentos governamentais. O exemplo da Cisco demonstra isto indiretamente porque tantos executivos estavam ocupados a tentar patrocinar e a orientar tantos esforços de inovação diferentes, e todos eles sofreram de uma falta coletiva de apoio político. As TI foram uma tragédia da inovação comum, mas isso trouxe-nos o Zoom!

DEMASIADO LONGE É TÃO MAU COMO DEMASIADO PERTO
Recalibrar todas estas configurações numa base constante para assegurar que uma organização mantenha o equilíbrio certo representa um desafio de gestão significativo. Trazer conselheiros autênticos e únicos para fazer perguntas e desafiar o status quo para manter a dinâmica. Ter consultores que sejam “mais do mesmo”, não trará inovação, mas sim as mesmas estratégias, produtos, projetos e serviços que os seus concorrentes.

NÃO COMPRE < MAIS UM CURSO > PORQUE ESTÁS A FAZER O QUE FAZES?
Os dias de hierarquias rígidas de trabalho desapareceram. Os trabalhadores, por seu lado, odeiam hierarquias, e o mesmo acontece com a maioria dos diretores gerais. Os CEO inteligentes compreendem que as hierarquias forçadas os separam do que realmente se passa na organização, muitas vezes em seu detrimento ou perigo, e sabem que são mais eficazes em ajudar, apoiar e estabelecer parcerias do que meramente liderar do topo. Os gestores no século XXI são treinadores/orientadores e não patrões. Como irão aprender essas novas competências se têm todo o seu sistema educativo baseado nos últimos 200 anos de gestão e não nos últimos 20 anos de novas formas de trabalhar e pensar?
A boa notícia é que qualquer empresa pode melhorar fazendo as mudanças certas, abraçando novas formas de trabalhar a partir daquelas que praticam e trabalham em equipa. Desconfie para trabalhar com aqueles que não praticam o que apregoam. A propósito, se estiver em Portugal, compre a empresas portuguesas e apoie a nossa economia, os nossos empregos, as nossas empresas, aja com mais ambição, e torne os seus sonhos em realidade!

“PORTUGAL TEM UM GRANDE POTENCIAL PARA QUEM SABE VER A OPORTUNIDADE”

Através de parcerias com atores-chave e instalações de investigação de alto nível, a Empowered Startups acelera e incuba ideias inovadoras de negócios internacionais. Que resultados e conclusões têm vindo a surgir ao longo dos anos desta atividade?
A Empowered Startups cresceu rapidamente, intencionalmente, e eu diria com sabedoria, nos 12 anos desde o nosso início. Começamos como uma fundição de empreendimentos e agora temos operações em 5 países em 3 continentes e incubamos mais de 350 empreendimentos. Estamos profundamente gratos com a força das nossas parcerias, principalmente com as instituições públicas com as quais trabalhamos para patrocinar pesquisas inovadoras. Em Portugal, celebramos os laços com a Universidade do Algarve, com o Brigantia EcoPark e com o Instituto Politécnico de Bragança, e com o Politécnico de Leiria. Estamos muito satisfeitos por fazer parte da nova rede de incubadoras no Algarve, a RediAl.
Nestes 12 anos de lançamento de empreendimentos, aprendemos muito, é claro. Também vimos provas da veracidade de dois dos nossos princípios orientadores.
Em primeiro lugar, de forma consistente e repetida, vemos a prova de que a inovação pode ser valorizada e escalada internacionalmente usando a nossa metodologia disciplinada e baseada em dados. Não é uma fórmula simplista – é uma prática sistemática e focada.
Em segundo lugar, vemos provas de que os chamados ecossistemas de inovação “secundários” apresentam oportunidades significativas que muitas vezes não são exploradas. Nos ecossistemas primários / metropolitanos, como Paris ou Vale do Silício ou Lisboa, as atividades são hipercompetitivas e efêmeras. No entanto, essencialmente o mesmo capital circula entre, essencialmente, o mesmo grupo restrito de partes interessadas, de modo que é quase contraproducente para a verdadeira inovação. Nos ecossistemas secundários, como o sul e o norte de Portugal, as atividades têm um ritmo mais lento, é verdade. No entanto, a comunidade de inovação é verdadeiramente colaborativa e focada no desenvolvimento de longo prazo. Como resultado, quando um empreendimento inovador cria raízes, ele pode florescer e tornar-se um empreendimento viável que fortalece ainda mais o ecossistema local.
Por exemplo, um dos programas que oferecemos em Portugal é o programa de incubação de empresas HQA. O programa HQA é concebido para atender às necessidades de executivos internacionais talentosos. Atrai profissionais altamente qualificados que procuram lançar um novo empreendimento em Portugal, no âmbito do seu plano pessoal de eventualmente procurar a cidadania ou residência permanente em Portugal. Trabalhamos com profissionais autofinanciados de todo o mundo, todos com diferentes formações e áreas de especialização. Trabalhamos com todos, desde oftalmologistas a CFOs, programadores de criptomoedas e especialistas em GIS. Todos são especialistas nas suas áreas, mas muitos nunca iniciaram o seu próprio negócio antes de trabalhar connosco. Eles estão empolgados, mas também um pouco apreensivos antes de iniciarem o nosso programa.
Todos os nossos programas de incubação HQA estão em ecossistemas de inovação secundários em Portugal. Nós combinamos a experiência dos executivos com o trabalho de pesquisa complementar sendo feito em uma de nossas instituições de pesquisa parceiras. O executivo financia a pesquisa e contribui com sua expertise, e nós apoiamos na valorização das atividades de pesquisa. Desde o início, o novo empreendimento está conectado às redes profissionais internacionais existentes do executivo. À medida que o empreendimento cresce na segurança da nossa incubadora, o seu ecossistema doméstico em Portugal beneficia de pontes para o mundo. É uma vitória para todos.
Vemos esses resultados a manifestarem-se repetidamente e, no entanto, de todas as vezes, admito, fico entusiasmada.

Para melhor entender, como é realizado este processo? De que forma aceleram o rumo dos negócios ao sucesso?
A Empowered Startups desenvolveu um sistema que combina a nossa experiência com o trabalho dos maiores teóricos de inovação e startups do mundo. Aproveitamos a metodologia LEAN, o modelo Quintuple Helix Innovation e a teoria de aprendizagem Flipped Classroom, entre outros. Passo a passo, as nossas startups validam os seus modelos de negócios e, em seguida, usam essa aprendizagem contínua baseada em dados para aumentar a sua escala.
A chefa do nosso Global Startup Accelerator, Naheed Henderson, liderou a construção da Empowered Startups Platform, que afetuosamente chamamos de ESP. É o nosso burro de carga digital. É parte ferramenta de colaboração, parte plataforma de treino, parte pasta digital, tudo empacotado num sistema incrivelmente intuitivo. Funciona tão bem, está a ser usado em departamentos de transferência de tecnologia de universidades e programas patrocinados pelo governo. Existe até uma versão dele a ser usada por alunos do ensino médio, chamada YES (Young Empowered Startuppers).
Todos os nossos empreendimentos são apoiados pelo ESP. A aceleração para o sucesso acontece através da prática sistemática e focada de seguir a nossa metodologia.

A Empowered Startups afirma que o ecossistema de startups em Portugal, é um mercado de alto potencial. A seu ver, quais são os motivos que fomentam esta ideia?
Portugal está num ponto de inflexão. Tem quase tudo o que é necessário para crescer exponencialmente, como uma nação voltada para a inovação. Mencionei o modelo Quintuple Helix Innovation anteriormente. O modelo é baseado em cinco elementos: academia, sistemas legislativos, cultura popular, ambiente natural e capital econômico. Portugal tem um enorme talento nas suas instituições de ensino, o seu ambiente legislativo é propício a negócios inovadores, o seu ambiente natural é incomparável e valorizado em conformidade e a sua cultura é aberta e colaborativa, com uma saudável dose de desafios. Francamente, Portugal é como um conto de fadas tornado realidade.
Tudo o que falta é um capital económico significativo. Trabalhamos com profissionais bem financiados que lançam negócios inovadores com capacidade de expansão; este é o nosso negócio. Portugal tem um grande potencial para quem sabe ver a oportunidade.
Quando vejo o trabalho visionário desenvolvido pelos nossos parceiros, como Hugo Barros no CRIA da Universidade do Algarve, Alex Rodrigues no Brigantia EcoPark e Ana Sargento no Politécnico de Leiria, renovo continuamente a minha confiança no potencial de Portugal.

Enquanto Managing Director da Empowered Startups, conta com um percurso fortemente consolidado no que diz respeito à liderança. Quais diria que têm sido os fatores fundamentais na sua história para este (merecido) reconhecimento?
Esta é uma pergunta gentil, mas na verdade eu simplesmente tive sorte. Tive a sorte de, ao longo da minha carreira, encontrar muitas oportunidades de trabalhar com pessoas muito talentosas. As equipas de alto desempenho que liderei e das quais fiz parte são ambiciosas e construíram operações robustas.
A nossa equipa na Empowered Startups International é muito forte. A equipa de liderança, em particular, possui diversos conjuntos de habilidades e forças complementares. O nosso CEO e cofundador Paul Girodo tem uma visão e direção tremendas, e o nosso presidente e conselheiro geral, Chris Lennon, é muito sensato e disciplinado. Naheed Henderson, a chefa do nosso programa Global Startup Accelerator que mencionei anteriormente, traz sua excepcional habilidade de pensamento lateral e clareza de propósito. Trabalho em estreita colaboração com o nosso VP de Desenvolvimento de Negócios Shawn Olson, cujas notáveis habilidades de divulgação aumentam continuamente a amplitude e a profundidade de nossas redes de parceria. Temos sucesso como uma equipa.
Se há uma coisa que posso reivindicar, é que, quando a oportunidade me bateu à porta, tive a sabedoria de reconhecê-la, a coragem de a abrir e a determinação de empreender o que encontro. A oportunidade em Portugal é incrível. Acho que nos próximos dez anos será a vez de Portugal começar a brilhar de novo.

Que marca gostaria de deixar na sociedade, enquanto impulsionadora de vários negócios de sucesso?
Novamente, uma pergunta muito gentil. Como uma pessoa, não sei se minha marca será visível, mas acredito que posso ajudar a construir o impulso necessário para trazer mudanças positivas. Fala-se muito sobre como redefinir o capitalismo, para que seja mais inclusivo, para que o desenvolvimento econômico beneficie genuinamente a sociedade que o apoia. Com a nossa atuação em Portugal, e o mesmo em todas as nossas operações, apostamos em inovações que nos movam para uma forma de empreendedorismo sustentável. Somos otimistas práticos.

“O LNEC PROMOVE A QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO”

POR ÁLVARO VALE E AZEVEDO, ENGENHEIRO CIVIL, INVESTIGADOR PRINCIPAL, CHEFE DO NÚCLEO DE ECONOMIA, GESTÃO E TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO E PAULA COUTO, ENGENHEIRA CIVIL, INVESTIGADORA AUXILIAR

Criado em 1946, com a missão de apoiar a prossecução de objetivos nacionais, como os primeiros programas de obras públicas iniciados após a II Guerra Mundial, o LNEC tem vindo a ter intervenções noutras partes do mundo, através da realização de estudos e pareceres, alguns emblemáticos, como o estudo do alargamento da praia de Copacabana, do sistema de limpeza dos esgotos de Paris, do aeroporto de Macau, do porto de Montevideu, entre outros. Esta presença internacional traduz-se ainda na participação em projetos de investigação internacionais, em parceria com entidades congéneres, nacionais e estrangeiras. O LNEC teve na sua génese a necessidade de acompanhar a investigação com a experimentação, que se mantém até hoje como uma das suas principais características e mais valias. Dispõe de instalações experimentais únicas no país para a modelação física de portos, estruturas marítimas e hidráulicas, barragens, pontes e outras estruturas, bem como ensaios sísmicos com modelos 3D em plataforma triaxial, e ensaios em túneis de vento. Dispõe igualmente de elevadas capacidades laboratoriais para a caracterização, desenvolvimento e aplicação de materiais de construção. Além dos modelos físicos, o LNEC desenvolveu e aplica crescentemente metodologias e instrumentos avançados de computação com suporte em modelação matemática.
Atualmente estão em curso no LNEC cerca de 100 projetos de investigação e inovação, co-financiados com fundos nacionais e internacionais, em diversas áreas como sejam as alterações climáticas, a economia circular, a eficiência energética ou os transportes e a mobilidade.
Os estudos e pareceres em curso são mais de 1000 e incluem a monitorização de grandes infraestruturas, como barragens, pontes e túneis, a reabilitação ambiental da Base das Lajes e outros, incluindo a cooperação com os PALOP. O LNEC está ainda envolvido na elaboração e acompanhamento de documentos estratégicos, como o Plano Nacional de Investimentos PNI 2030.
Em complemento a estas atividades o LNEC promove a Qualidade na Construção, através da preparação de especificações, normas e regulamentos, homologação e classificação de novos materiais e componentes, e a certificação de empreendimentos da construção com a “Marca de Qualidade LNEC”.
Tal como outros setores, no âmbito da Indústria 4.0, a Engenharia Civil tem vindo a modernizar-se, embora lentamente, apostando na digitalização. Por esta razão, e no sentido de potencializar a utilidade da informação digital desenvolvida, o setor engloba agora as atividades de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO).
A utilização da metodologia BIM (Building Information Modeling) é o instrumento que está a alavancar a modernização do setor, pelo facto de manter a informação disponível a todos os intervenientes no processo construtivo (projetistas – arquitetos e engenheiros, construtores / empreiteiros, gestores de imóveis e utilizadores) e ao longo de todas as fases desse processo (conceção, projeto, construção, operação, manutenção e utilização). Se por um lado, o trabalho colaborativo de todos os intervenientes num mesmo modelo BIM (construção de um modelo virtual) vem evitar muitos erros e aumentar a eficiência, por outro lado, a habitual perda de informação nas passagens de fases no processo construtivo deixa de acontecer, aumentando a eficácia.
Esta revolução tecnológica vai tornar o setor AECO mais eficiente e eficaz. Trata-se de um setor muito importante para o PIB nacional, mas com processos ainda muito tradicionais. O mercado ainda não está preparado para esta revolução, sendo ainda necessário ultrapassar os desafios da formação e capacitação de pessoas e empresas, do investimento para a aquisição da tecnologia de suporte, da padronização da informação em ambiente digital, entre outros.
A modernização da Engenharia Civil através da metodologia BIM está a ser desenvolvida no LNEC em todas as suas áreas de atuação (materiais, estruturas, edifícios, barragens, geotecnia, transportes, hidráulica e ambiente), mais especificamente nos aspetos da padronização da informação. Também a Gestão da Construção faz uso desta metodologia, o que lhe permite automatizar processos, criar ambientes colaborativos e gerir de uma forma eficaz toda a informação. As novas tendências, como a impressão 3D, o uso de drones, de laser scan, a realidade virtual ou o digital twins, baseadas na metodologia BIM, são tecnologias que serão cada vez mais usadas no futuro.

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