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Ricardo Andrade

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A maior exposição da Europa de modelos feitos com peças LEGO vai estar e Lisboa

É na Cordoaria Nacional que, a partir do dia 24 de outubro vai poder visitar a maior exposição europeia de construções feitas com peças LEGO.

A Exposição de Modelos de peças LEGO® é um evento móvel dedicado ao design, criação e organização de exposições profissionais de estruturas e construções, tendo passado por mais de 60 locais em nove países europeus. A mesma, está dividida em três núcleos independentes. Mais de 300 modelos foram projetados, entre os quais construções com um milhão de peças – por alguma razão é intitulada por invasão gigante.

Outra das atrações é a EREBOR – A Montanha Solitária. Trata-se de um dos principais locais de ação do Hobbit. A construção tem dois metros de altura, foram usadas mais de 120 mil peças e demorou um ano a ser concluída. Recentemente, a exposição integrou ainda uma atração adicional, a 3D Trick Gallery.

A exposição conta ainda com um mapa interativo da Europa onde são visíveis as fronteiras entre países, capitais, bandeiras e principados europeus. A queda do Muro de Berlim está também representada com uma estrutura gigante que assinala a demolição desse marco histórico. Mas não é só, vai poder ver muitas outras atrações.

Com inauguração a 24 de outubro, a exposição ficará na Cordoaria Nacional até 21 de março de 2021. Os bilhetes ficam a 9€ se optar por visitar uma exposição e por 13,50€ se quiser ver duas. Ao fim de semana a fasquia aumenta, ficando por 11€ (uma exposição) e 16,50€ (duas exposições). A máscara é obrigatória e serão apenas permitidos 100 visitantes de cada vez.

Rebranding da Mazars assinala um marco importante na evolução da firma

O rebranding da marca reflete a aspiração da Mazars em apresentar uma perspetiva diferente e ser uma alternativa no mercado de auditoria, fiscalidade e consultoria, reafirmando o seu compromisso em construir um mundo justo, próspero e sustentável.

Hervé Hélias, CEO e Chairman do Grupo Mazars, declara “estou muito entusiasmado por revelar a nossa nova identidade e posicionamento, após dois anos de uma profunda e ampla consulta com os nossos partners, colaboradores, clientes e stakeholders. A nossa nova marca reflete a firma que somos hoje e as nossas aspirações para o que queremos ser no futuro. Somos uma única equipa a nível global, com escala para servir clientes globais e locais em todo o mundo ao mesmo tempo que nos mantemos ágeis, criativos e com uma abordagem de proximidade. Onde quer que trabalhemos, operamos como uma equipa integrada e colaborativa que combina conhecimento local, sensibilidade cultural e perspetiva global, oferecendo aos nossos clientes uma verdadeira parceria que lhes dê confiança nos seus negócios e os ajude a alcançar as suas ambições.”

Celebrar o crescimento equilibrado e uma expansão de sucesso

A Mazars está a lançar uma nova marca suportada num crescimento estável e equilibrado e numa expansão de sucesso, que reflete a sua forte posição no mercado. No último ano, a firma registou receitas de €1,8 mil milhões (exercício de 2018/2019), um aumento de 10,4% (excluindo o impacto de diferenças cambiais de +0,2%) em comparação com o exercício anterior. O aumento das receitas em 2018/2019 foi sustentado por um forte crescimento orgânico de 9%.

O rebranding da marca também reconhece a evolução da Mazars como grupo internacional presente em mais de 90 países e territórios, com cerca de 25.000 colaboradores em todo o mundo. A Mazars North America Alliance acrescentou a este número mais 16.000 profissionais, para responder aos clientes internacionais da Mazars que operam nos EUA e Canadá. A expansão internacional da firma reflete-se na distribuição geográfica das suas fontes de receita: mais de um terço da faturação é originária do exterior da Europa. A região da Ásia-Pacífico teve a maior taxa de crescimento (22,6% em 2018/2019) e representa agora aproximadamente 15% da receita total da Mazars.

Comentando o crescimento e expansão da Mazars, Hervé Hélias afima que “em 75 anos os nossos princípios orientadores não se modificaram, mas a nossa empresa mudou. Duplicámos de dimensão nos últimos dez anos e a diversidade da nossa oferta, clientes e talento aumentou à medida que fomos crescendo. Hoje auditamos quase 2.000 entidades de interesse público em todo o mundo, 30% das empresas cotadas em França e quase 140 grandes empresas cotadas na China. Ao mesmo tempo, trabalhamos com mais de 50.000 empresas privadas e familiares, de clientes privados e start-ups a clientes internacionais com maturidade reconhecida.”

A Mazars é uma empresa internacional e multicultural que continua a crescer. Este rebranding ajuda a Mazars a apresentar-se de forma mais consistente a nível global, ao mesmo tempo que celebra as suas raízes locais. Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars em Portugal, justifica esta renovação de identidade, uma vez que “embora os nossos princípios fundadores se mantenham inalterados, as expectativas dos nossos clientes mudaram e a sociedade evoluiu, o que traz consigo novos desafios e oportunidades e nos obriga a inovar constantemente. Neste contexto, soubemos sempre ser ágeis para nos adaptarmos a novas exigências, preservando o compromisso em ajudar os nossos stakeholders a alcançarem o sucesso. A identidade agora adotada reflete esta evolução e espelha quem somos, o que fazemos, como agimos, como ajudamos os nossos clientes, trabalhando em conjunto e servindo o interesse público. Sentimos que este era o momento certo para reafirmarmos um posicionamento de referência no nosso setor e a promessa que fazemos aos nossos clientes, pessoas e comunidade.”

Oferecer uma perspetiva equilibrada e diferenciadora

Ao colaborar de forma ágil à escala global, ser reconhecida pela diversidade e qualidade dos seus serviços profissionais e capacitar os seus colaboradores para entregar uma oferta consistente, de alta qualidade e à medida das necessidades dos seus clientes, a Mazars traz uma perspetiva genuinamente diferenciadora ao mercado de auditoria, fiscalidade e consultoria, que se reflete na nova identidade de marca.

“A Mazars University acaba de receber, pela segunda vez consecutiva, a acreditação CLIP. Esta é a principal certificação para universidades corporativas. Sentimos uma grande responsabilidade para com as nossas pessoas e a sua empregabilidade. Ajudá-las a crescer enquanto especialistas nas suas áreas e capacitá-las para liderar é essencial para responder aos nossos clientes de acordo com nossos mais altos padrões e permanecer um empregador de referência”, afirma Hervé Hélias.

A empresa continua a investir em auditoria – em expertise, tecnologia e controlo de qualidade – e a moldar o debate para contribuir para uma indústria de auditoria saudável e sustentável. “Um setor que necessita de inovações técnicas e regulatórias, padrões de qualidade e alternativas consistentes”, explica Hervé Hélias. Apesar de a auditoria representar ainda quase 50% da sua atividade, a Mazars desenvolveu a sua gama de serviços em contabilidade, fiscalidade, serviços jurídicos, consultoria e assessoria financeira, convencida de que esta diversidade de áreas de especialização é altamente relevante para as empresas, que precisam de atuar em mercados regulatórios complexos e crescer de forma sustentável, seja qual for a sua dimensão.

A nova identidade de marca também reafirma o propósito da Mazars e os seus valores de longa data de integridade e responsabilidade. No centro do seu compromisso para com a construção de um mundo justo e próspero está a posição de liderança da empresa no debate sobre o modo como os serviços financeiros podem ajudar a mitigar os efeitos das alterações climáticas, bem como a sua contribuição para uma reflexão coletiva com todos os stakeholders para garantir a qualidade da auditoria e eliminar o gap de expectativas enfrentado pela profissão.

Cécile Kossoff, Chief Brand, Marketing and Communications officer da Mazars, que liderou o processo de rebranding, comenta: “Estamos todos extremamente orgulhosos da nossa firma, da nossa jornada e da nova marca Mazars. Esta nova identidade é construída a partir do ADN da Mazars, reforça quem somos, como trabalhamos e o que nos torna diferentes. Reflete a nossa herança e abordagem integrada, combinando um verdadeiro alcance internacional com profundas raízes locais; o nosso sentido de responsabilidade para com o setor; a longa experiência técnica e a qualidade que oferecemos; o foco e o respeito mútuo que temos pelos nossos clientes, o toque humano único que estes valorizam, a confiança e a tranquilidade que lhes oferecemos; e o nosso compromisso em atuar de forma correta.”

Wildlife Photographer of the Year: a foto vencedora

O Wildlife Photographer of the Year, do Museu de História Natural de Londres conta já com 56 edições. Todos os anos vencem imagens incríveis e simbólicas, que capturam momentos únicos do mundo animal.

A vencedora deste ano, “O Abraço”, de Sergey Gorshkoy, tem como protagonista um tigre da Sibéria a abraçar uma árvore – sendo que estes animais têm o ritual de esfregar a pele na casca para marcar território.

O fotógrafo conta a vários meios britânicos que esta imagem levou dez meses a ser concretizada. Sergey Gorshkoy deixou o equipamento durante esse tempo no local, à espera de ser acionado automaticamente quando um tigre tivesse por perto.
As restantes imagens vencedoras serão distribuídas por várias categorias, na exposição Fotógrafo da Vida Selvagem do Ano, em Londres. A mesma, estará aberta de 16 de outubro de 2020 a 6 de junho de 2021, no Museu de História Natural em South Kengsinton. Os bilhetes custam 16,20€.

O próximo concurso já tem inscrições abertas, a decorrer entre 19 de outubro e 10 de dezembro de 2020. Para mais informações visite https://www.nhm.ac.uk/visit/exhibitions/wildlife-photographer-of-the-year.html.

Lisboa recebe a Festa do Fado nas próximas semanas

Este roteiro musical visa promover as Casas de Fado presentes nos vários bairros da capital portuguesa. São mais de 100 os artistas reunidos, que irão passar pela Casa de Linhares, o Clube de Fado, A Severa, entre outros, nos fins de semana de 28 a 31 de outubro, de 5 a 7 de novembro e de 12 a 14 de novembro.

A festa tem um preço de 25€, o que inclui todos os concertos, sem consumo mínimo obrigatório. Além disso, conta com 25 por cento de desconto nos jantares e 50 por cento de desconto no bar. Pode adquirir o bilhete nos locais habituais e posteriormente trocá-lo por uma pulseira no Museu do Fado.

OROC: DESAFIO NA IGUALDADE E DIVERSIDADE DE GÉNERO

A Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), atenta e atendendo aos desafios e circunstâncias atuais e futuras, disponibiliza informação e conhecimento sobre a igualdade de oportunidades e diversidade na profissão de Revisor Oficial de Contas (ROC). Neste âmbito realizou esta sexta-feira no Palácio da Bolsa, no Porto, o seminário “Desafios para a Década: Igualdade de Oportunidades e Diversidade”.

Organizado pela Comissão Família e Profissão da OROC, a iniciativa, presencial, teve como ponto de partida a evolução da profissão em questões de igualdade de género e como finalidade dar a conhecer um estudo sobre a repartição do número de revisores oficiais de contas inscritos na Ordem em função da idade, género e data de inscrição.

O estudo revela que dos 1.504 ROC inscritos na OROC – número que tem aumentado de forma linear desde a criação, 1070 são homens. As mulheres são apenas 29% dos inscritos, mas em 2019 foram 34%, valor que compara com os 3% de 1973, ano em que foi criada a OROC. Nesse ano inscreveram-se na Ordem 31 homens e uma mulher e no ano passado 32 homens e 17 mulheres.

Ao longo desses 46 anos sempre houve mais inscrições de ROC do sexo masculino que do sexo feminino, com exceção dos anos de 2005 e 2016, nos quais o número de senhoras inscritas na Ordem foi superior ao número de homens. O ano de 2011 teve o máximo de senhoras inscritas – 34 – enquanto de 1982 a 1987 não foram inscritas mulheres na OROC.
No que diz respeito à repartição por idade, o trabalho apresentado pela Comissão Família e Profissão da OROC, revela que a maioria dos ROC inscritos na Ordem está na faixa etária entre os 40 e os 49 anos, quer nos homens – 34% – quer nas senhoras 58% (250).
7% dos ROC masculinos tem mais de 80 anos e 8% menos de 39, enquanto nas mulheres 14% (80) está nesta faixa etária. Não há qualquer senhora com mais de 80 anos inscrita e apenas 2% estão no intervalo anterior – 70 a 79 anos. A idade média dos ROC inscritos na Ordem no final de 2019 era de 54 anos, sendo de 49 nas mulheres e 59 nos homens.
A análise revela também a repartição de ROC por tipo de empresa – 7% nas Big 4, 36% nas SROC e 57% individual – e afinando para a questão da igualdade mostra que a título individual estão 33% das mulheres e em igual percentagem – 23% – nas Big4 e nas Sociedades de Revisores Oficiais de Conta (SROC). A idade média dos ROC nas Big4 é igual entre homens e mulheres, 48 anos, e nas SROC e em empresas individuais é inferior nas mulheres – 49 e 46 anos, que compara com os 59 e 56 anos dos homens, respetivamente.

“Partimos para o debate com a questão da igualdade de oportunidades desde o início ao atual estado da arte na OROC no que diz respeito à evolução da profissão em questões de género e deixamos a pergunta para discussão: a evolução é boa ou insuficiente?”, diz José Rodrigues de Jesus, Bastonário da OROC. “Na perspetiva da Ordem esta questão é um desafio contínuo e que continuaremos a trabalhar de forma transversal na persecução da igualdade de oportunidades e de valorização do trabalho e do mérito que carateriza a OROC”, acrescenta.

“TRABALHAMOS EM PARCERIA PORQUE JUNTOS SOMOS MELHORES”

A RMP – Management Partner assume-se como um parceiro de excelência no âmbito da gestão e organização do negócio. No sentido de contextualizar o nosso leitor, de que forma é que a marca tem vindo a promover uma dinâmica de propostas de valor em prol dos vossos clientes?
A RMP Management Partner, promove a oferta das melhores soluções adaptadas às necessidades específicas dos nossos parceiros. Tal adaptação vai gerando ao longo dos anos muita cumplicidade permitindo antecipar as necessidades e as soluções ideais para os objetivos de cada negócio. Na definição da estratégia de atuação vários fatores são tidos em conta: tipo de negócio, perfil do empresário, caraterísticas da equipa dentro do parceiro e como não poderia deixar de ser os seus valores. Acompanhamos os nossos clientes, que denominamos de parceiros, em todos os momentos.

É legítimo afirmar que na RMP cada cliente é um cliente, ou seja, conseguem oferecer propostas e soluções devidamente personalizadas, fugindo assim ao modo standard? Essa é porventura uma das nossas mais valias, ou seja, simplificar, antecipar e organizar propostas mediante as necessidades e exigências dos vossos clientes?
Cada parceiro tem necessidades específicas. A mesma atividade gerida por pessoas diferentes tem necessidades distintas. Na RMP Management Partner valorizamos a necessidade do parceiro. Nesse sentido sempre que apresentamos uma proposta para uma eventual prestação de serviço ela é moldada à necessidade e expetativa de cada parceiro contextualizando a história e o cenário atual. Trabalhamos em parceria desde o início porque acreditamos que juntos somos melhores.

De entre os vossos diversos serviços, a vertente da contabilidade é um dos principais da marca. Quão importante é esta vertente da contabilidade e dos seus ramos no domínio da gestão de um determinado negócio?
O papel do Contabilista Certificado assume um caráter relevante na organização de cada negócio pois o output da informação contabilística e fiscal vai garantir a fiabilidade da informação. Essa fiabilidade é essencial para no desenvolvimento do negócio as tomadas de decisão serem atempadas e fundamentadas. O know how do Contabilista Certificado, complementado por uma equipa multidisciplinar com formação específica e suportados pela disponibilização regular de informação, são as melhores ferramentas de apoio à gestão de um negócio. Uma informação contabilística fiável auxilia nas diversas decisões que a empresa tem de tomar, tanto a nível interno como externo. A fiabilidade é ainda uma garantia para os stakholders que se relacionam com a entidade.

No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia Nacional do Contabilista, uma profissão nobre e fundamental para o país. Sente que esta profissão e estes profissionais são devidamente reconhecidos na praça pública em Portugal?
A profissão de Contabilista Certificado tem vindo, ao longo dos anos, a evoluir e a especializar-se. A evolução tecnológica e a elevada qualificação dos profissionais têm permitido dedicar mais tempo à consultoria para os negócios e à gestão. O Contabilista Certificado é um consultor experiente e abrangente. Consideramos que estamos perante uma mudança de paradigma em que está a ocorrer um reconhecimento da sociedade por esta profissão de interesse público. O atual Executivo da Ordem dos Contabilistas Certificados, na nossa opinião, em muito tem contribuído para este reconhecimento na sociedade.

Hoje vivemos num mundo «novo», fruto da pandemia da COVID-19 e que aportou um conjunto de dificuldades económicas e sociais. Sabendo das dificuldades que esta pandemia provocou no universo empresarial, é legítimo afirmar que o papel do contabilista e de marcas como a RMP ganharam um novo fôlego e uma dimensão superior pois estão mais próximos dos problemas das empresas?
Na RMP Management Partner existe uma comunicação constante com os nossos parceiros, nomeadamente através de reuniões mensais com os órgãos de gestão. Desde o início da pandemia acompanhamos todas medidas que foram publicadas e fizemos uma análise crítica, parceiro a parceiro, no sentido de cada um tirar o melhor partido das mesmas. Tudo feito obviamente em tempo útil. Mais uma vez, neste contexto conturbado, a equipa da RMP superou-se no apoio a todos os parceiros e os mesmos reconheceram o mérito dos serviços prestados e do apoio incondicional da nossa equipa.

Na vossa relação com o Cliente, disponibilizam ferramentas que visam a organização, sistematização e uniformização dos processos operacionais. De que forma o perpetuam e qual a importância da inovação na vossa dinâmica e orgânica? Sentem que são hoje uma empresa bem preparada do ponto de vista da inovação e tecnologia?
Na RMP disponibilizamos aos parceiros, com a regularidade por eles definida no contrato de prestação de serviços, os instrumentos de gestão para a tomada de decisão. Para além da informação normal, como é o caso de balancetes, balanços e demonstrações de resultados, disponibilizamos outras ferramentas, como é o caso da demonstração dos fluxos de caixa e também uma estimativa de resultados e impostos para que o empresário possa tomar decisões. Somos uma empresa que investe na formação contínua dos colaboradores, até porque esse ponto é fundamental para nós, ou seja, para podermos continuar a oferecer serviços completamente integrados e providos de valor e conhecimento.

Este setor da gestão, organização e contabilidade em Portugal soube readaptar-se às novas tecnologias e à inovação em prol de dinâmica e contributo ao mercado mais eficaz?
Estamos na Era Digital da Contabilidade e a RMP Management Partner preparou-se antecipadamente para novos desafios e já está tecnologicamente apta a disponibilizar todas as soluções disponíveis no mercado.

Estão mais direcionados para pequenas e médias empresas, sendo estas as principais penalizadas pelas dificuldades provocadas pela pandemia da COVID-19. Que conselho deixaria às mesmas no sentido de perceberem a importância de terem um parceiro que as apoie como a RMP?
A RMP tem o serviço direcionado para Micro, Pequenas e Médias Empresas. No âmbito dos desafios provocados pela pandemia, as organizações têm de estar particularmente atentas a todas as alterações e apoios que existem e possam ser enquadráveis. É aqui que a RMP se distingue da concorrência, pois conhecendo o negócio do parceiro, conseguimos rapidamente verificar se o mesmo é enquadrável em alguma medida e assim garantir que consegue obter os melhores apoios disponíveis para o seu negócio. O conselho é, Reinventem-se!

O que podemos continuar a esperar por parte da RMP – Management Partner para o futuro? Que desafios podemos esperar da vossa parte?
Da RMP podem continuar a esperar a prestação de serviços de qualidade. Garanto que a RMP terá uma equipa altamente qualificada e que tudo faremos para conseguir alavancar os negócios dos nossos parceiros.

“CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA NUM DOS MELHORES DESTINOS PARA AVENTURAS EM TERRA, AR E MAR”

Na imensidão do Oceano Atlântico estão os Açores: um destino turístico com uma natureza intacta. Quais são as características que o tornam tão especial?
Natureza intacta é uma ótima expressão, que se aplica com todo o rigor aos Açores e àquilo que associamos à nossa terra. Somos especiais, desde logo, pelo facto de termos uma oferta diversificada, que pode ser explorada em qualquer altura do ano. São nove ilhas diferentes, cada uma com a sua atmosfera e com possibilidades de atividades distintas, para todos os gostos e preferências. No presente, o facto de ser um destino seguro, em que toda a gente é testada antes de entrar no arquipélago, é uma grande mais-valia. E, claro, a reconhecida faceta sustentável dos Açores, o primeiro arquipélago do mundo a ser certificado como destino turístico sustentável, pelas políticas de respeito, preservação e valorização da natureza e do meio envolvente, fazem dos Açores um destino inquestionavelmente único e especial. Para além de que se come sempre muito bem e que ninguém sabe receber tão bem como os açorianos.

Que roteiro propunha aos visitantes – e até aos residentes – para explorar os Açores?
Como disse, cada ilha é um mundo diferente. Quantas mais visitarmos, mais ricos voltamos para casa. É impreterível, nem que seja uma vez na vida, passar pelas praias de Santa Maria, pelas Furnas, em São Miguel, ou pela cidade de Angra do Heroísmo, na Terceira, Património Mundial da Unesco desde 1983. Mas há também que ir à Graciosa beber um licor de Andaia, a São Jorge fazer um trilho e provar um queijo, subir ao Pico e beber um vinho vulcânico… No Faial podemos recordar e saber mais sobre as erupções vulcânicas, no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, no Corvo visitar a Lagoa da Caldeira, alojada numa cratera, e nas Flores assistirmos ao pôr-de-sol no último sítio de onde é visível na Europa. Há muito para descobrir nos Açores, e o bom das nossas ilhas é que podemos sempre voltar para visitar o que não conseguimos na viagem anterior.

Defendem que o turismo só é bom para os Açores, se for bom para os açorianos. Qual é a mensagem que quer isto transmitir?
Isso está intimamente relacionado com a visão sustentável com que olhamos para a nossa ação, para o nosso território e para a gestão que fazemos da mensagem que queremos passar: só é positivo se estiver em consonância com o meio e com todas as suas partes integrantes. Não faz sentido um crescimento abrupto, que não respeite as tradições, o bem-estar dos açorianos e a preciosidade que são a fauna e a flora das nossas ilhas. Queremos um turismo crescente, claro, mas estruturado e consciente, para que daqui a 50 anos possamos conseguir continuar a mostrar os Açores ao mundo com aquilo que tem de melhor preservado e conservado, e com as suas gentes felizes e de portas abertas para todo o mundo.

A sustentabilidade já é há muito, um tema olhado com especial atenção. Que medidas tomaram para que os Açores se tornassem no primeiro arquipélago do mundo com certificado de destino turístico sustentável, pelo Global Sustainable Tourism Council?
A avaliação positiva resulta do compromisso entre o Governo dos Açores, a comunidade e as indústrias, nomeadamente o turismo no que toca à preservação da cultura e dos ecossistemas terrestres e marinhos. Pela mestria com que temos sabido conciliar o crescente fluxo turístico e o interesse sobre os Açores de uma forma geral com a preservação da sua riqueza patrimonial, o arquipélago afirma-se enquanto destino prioritário num momento em que o universo apela à nossa consciência ambiental, e em que valorizamos, mais do que nunca, a relação com o meio que nos rodeia. O turismo sustentável será sempre uma missão para os Açores: mostrar o que torna a região tão única e preservar essa riqueza, homenageando-a.

É fundamental que os Açores continuem a ganhar notoriedade junto dos segmentos de mercado que procuram destinos comprometidos com todas as vertentes da sustentabilidade. Assim, que estratégia imperativa utilizam, no sentido de reforço do seu posicionamento?
O que tentámos sempre fazer foi mostrar ao mundo que a sustentabilidade é um elemento que não é negociável no nosso crescimento. E os turistas sentem isso quando nos visitam. Açores é sinónimo de pureza, de verdade, de verde puro e azul seguro, como diz a nossa campanha que criámos para o verão deste ano, depois do confinamento. Sermos irredutíveis nesse sentido é o reforço de posicionamento mais consequente que podemos ter: queremos sempre continuar a receber mais e novas pessoas, mediante aquilo que nos é possível em termos de estruturas, protegendo sempre a nossa terra e as nossas pessoas.

Aumentar as atividades de internacionalização e a competitividade nos mercados externos é também uma das máximas?
Sim, porque temos todo o potencial para estar ao lado de destinos mundialmente muito acorridos, com soluções que agradam e cativam vários públicos, que procuram coisas diferentes. Somos muito fortes nas atividades de natureza e náuticas, em tudo o que é outdoor, mas também em tradição, na arte, na cultura. Queremos que o mundo conheça os Açores, cinco séculos de história num dos melhores destinos para aventuras em terra, ar e mar, que fiquem a saber mais sobre quem nós somos, a nossa cultura, a nossa gastronomia, tão rica e especial.

A segurança também foi, desde sempre, uma prioridade. Considerado um dos destinos mais seguros da Europa, que medidas são realizadas diariamente e que marcam a diferença?
Os testes feitos na chegada (ou ate 72h no destino de origem), bem como a repetição ao sexto dia tem se revelado uma medida muito eficaz para combater/controlar a disseminação do Coronavírus em territorial açoriano. Temos espaço para todos, atividades ao ar livre e a calma necessária para desligar de um momento tão atribulado como o que atravessamos. E não descuramos de todos os cuidados diários normais que todos devemos ter na atualidade.

O que irão continuar a implementar, para que o sucesso dos Açores, enquanto destino turístico de referência mundial, continue?
Temos várias novidades planeadas para o final deste ano e arranque de 2021, mas que não podemos revelar até porque o clima de incerteza em redor de todos nós a isso nos obriga. O principal compromisso será sempre mostrar os Açores ao mundo, e convidar a que todos nos venham conhecer, de forma segura e tranquila, sempre em comum acordo com o melhor que temos para oferecer: o nosso património natural e as nossas gentes.

“EMPRESAS FELIZES SÃO MAIS PRODUTIVAS”

Comecemos por falar sobre a Liliana Sequeira. Quem é, enquanto pessoa e profissional? O que nos pode contar sobre o seu percurso?
Mãe, mulher e profissional apaixonada e dedicada às causas que me cativam e motivam, desde cedo me interessei pelo bem-estar dos que me rodeiam.
Tendo crescido “no meio” das obras e dos materiais de construção, fui sendo direcionada no meu ambiente familiar para essa área de trabalho.
Com 7/8 anos já questionava sobre a segurança na construção civil (de forma inconsciente e intrínseca face à idade) quando visitava uma obra e me deparava com obstáculos à minha segurança e sensação de bem-estar. Acredito que para um bom desempenho no que quer que seja, devemo-nos sentir naturalmente bem.
Terminado o curso de engenharia civil, ingressei na primeira formação de Técnicos Superiores de Higiene e Segurança no Trabalho que decorreu na zona norte, em 2001.
Desde então dedico-me fervorosamente à segurança no trabalho, essencialmente como Coordenadora de Segurança em projeto e em obra tendo, até à data, orgulhosamente zero mortes e zero acidentes graves nas “minhas obras”! Fui pioneira e sinto que faço a diferença.

A sua experiência profissional passa por várias vertentes: é Engenheira Civil, mas também ajuda líderes bem-sucedidos a transformar as suas empresas mais felizes e produtivas. De que forma se dá este “salto”? Quando é que o Coaching apareceu na sua vida?
Com o aproximar dos meus 40 anos entrei num processo de introspeção e análise da minha vida: o caminho que percorri e onde quero chegar.
Sentindo-me feliz e realizada com o já alcançado: Mãe dedicada e orgulhosa de dois filhos gémeos, profissional reconhecida na minha área de formação e acima de tudo Mulher plena, encontro-me nesta fase com o coaching e apaixono-me.
O coaching traz um novo estímulo a esta fase da minha vida e vem repleto de respostas e ferramentas que aplico no meu dia a dia.
Concretiza aquilo que eu sempre senti que fui: ouvinte atenta e disponível para ajudar os outros sem fazer juízos de valor.

A Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching dedica-se a melhorar de forma mensurável a eficácia de liderança de forma global. Quão gratificante é para si, pertencer à maior organização mundial de Coaches?
Muitos dos meus primeiros clientes enquanto coach ICC eram empresários e isso despertou em mim a consciência da mais-valia do meu percurso profissional que, aliada à minha necessidade nata de adicionar alguma racionalidade ao processo me direcionou para a área do Executive & Team Stakeholder Centered Coaching.
Ser certificada pelo Marshall fez todo o sentido para mim. Partilhamos ideais e valores. Partilhamos ainda o mesmo dia de aniversário, que coincidentemente é o Dia Internacional da Felicidade.

Para si, qual é a verdadeira definição de “Felicidade no Trabalho”? Qual é o caminho que se deve percorrer até atingir este patamar?
Para mim, a Felicidade no Trabalho assenta em três pilares fundamentais:
1. equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional;
2. segurança física e psicológica;
3. conciliação entre a vida profissional e pessoal.
A FELICIDADE conduz ao sucesso: motiva, aumenta a produtividade e inibe o stress. Reduz ainda a rotatividade, o absentismo e o presentismo.
Proporcionar um ambiente de trabalho atrativo, investindo no colaborador como um todo, proporcionando-lhe Felicidade no Trabalho é a melhor forma de intervenção.

Considera que o seu caminho, enquanto profissional, até esse mesmo patamar já foi percorrido ou sente que ainda há mais para aprender e conhecer?
Aprender é fundamental para um crescimento sustentado em qualquer área. Aliar o Coaching à Segurança e Saúde no Trabalho e à Felicidade Organizacional implica inovar e criar novos modelos.
Já frequentei mais de 40 formações, destacando o MBA Ibérico em Gestão da Felicidade e do Capital Emocional nas Organizações e a Certificação com o Sir John Whitmore, co-criador do GROW Model.
Esta minha visão culmina na marca Mighty Mind que engloba Engineering Mindset, Executive & Team Coaching e Corporate Safety, Health & Happiness.

O que podemos esperar da sua parte para o futuro? Quais os desafios para a Mighty Mind?
Desenvolver novos modelos enquanto Business Partner Portugal do Marshall Goldsmith.
Globalizar a marca, ajudando cada vez mais organizações bem sucedidas a alcançar o bem estar físico e emocional, a segurança psicológica e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional das suas pessoas. Empresas Felizes são mais Produtivas.

OPINIÃO DE PAULA FRANCO, BASTONÁRIA DA ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS: OS «SÓCIOS INVISÍVEIS» DOS EMPRESÁRIOS

Se os profissionais de saúde foram (e são) justamente apelidados de heróis destes tempos conturbados, os contabilistas são, à sua maneira – discreta, mas plena de eficiência – uma espécie de «sócios invisíveis» dos empresários. O seu papel em dezenas de milhares de pequenas e médias empresas é central e insubstituível.
Os contabilistas certificados assumem um compromisso profissional que não sofre interrupções ao longo do ano e que foi reforçado em tempos de pandemia. São uma classe profissional que nunca para, não há períodos de interrupção, as declarações e demais obrigações são sempre devidas.
Contudo, durante a pandemia os profissionais foram chamados a intervir em áreas onde, tipicamente, não era exigida a sua participação. Em particular, os CC tiveram de intervir em grande parte do processo de candidatura ao layoff simplificado, preenchendo e certificando os motivos de situação de crise empresarial, efetuando todos os processamentos salariais em conformidade e gerir as múltiplas e nem sempre claras alterações legislativas, quase diárias, para assegurar o correto cumprimento das obrigações a nível fiscal e de Segurança Social.
Nas empresas, os CC foram o único apoio dos empresários ou o ponto de ligação com os advogados, num contexto de enorme instabilidade legislativa e dificuldades na obtenção de esclarecimentos por parte das autoridades.
Tiveram de ajudar as empresas a planear a gestão de tesouraria dos impostos e contribuições e, podemos dizê-lo sem margem para dúvidas, evitaram que muitas empresas, na ansiedade provocada pelo contexto e aumentada pela instabilidade legislativa, avançassem para despedimentos. Salienta-se que a sua intervenção foi legalmente reforçada, tendo sido solicitada a sua certificação de indicadores económico-financeiros, junto das autoridades fiscais e contributivas, institutos públicos gestores de apoios e incentivos e da banca. Em relação à banca, tiveram ainda de enfrentar práticas menos éticas por parte desta, afirmando-se como garante da fiabilidade e veracidade da informação financeira, que é afinal o cumprimento da sua missão de interesse público.
Num cenário fortemente adverso, souberam ser um farol para as empresas, continuando a assegurar a correta arrecadação de receita fiscal e contributiva para os cofres do Estado.
Para os empresários em nome individual e profissionais liberais, não pouparam igualmente esforços na obtenção dos apoios ao dispor e assegurando, igualmente, o cumprimento das obrigações fiscais e contributivas regulares.
Muitos passaram a fazer candidaturas a apoios e incentivos e, portanto, a interagir com a gestão da empresa a um nível mais aprofundado do que o da mera preparação de informação financeira e fiscal. Por tudo isto, pode-se afirmar, com toda a propriedade, que os CC foram não só contabilistas, mas, sobretudo, consultores e parceiros da gestão, além de um pilar de confiança para todos os agentes económicos.
No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia do Contabilista. No próximo dia 17 de outubro completam-se 25 anos de regulamentação da profissão no nosso país. São duas efemérides de grande significado. Contudo, os tempos não estão para festas. São de trabalho, com a mesma qualidade até aqui demonstrada, e continuar a evidenciar a quem ainda olha os CC de soslaio que estes desempenham uma profissão de excelência. As provas de competência e conhecimento são robustas e diárias.

“SOMOS UMA DAS DUAS ÚNICAS REGIÕES DO MUNDO QUE POSSUI TODAS AS CLASSIFICAÇÕES ATRIBUÍDAS PELA UNESCO”

O território Açoriano tem uma multiplicidade de recursos naturais, históricos e culturais que o tornam único. Além disso e das paisagens indescritíveis que todos consideramos, porque é que os Açores são um dos destinos favoritos?
Os Açores assumem-se, de forma vincada, como um destino com uma vivência europeia, no meio do Atlântico, reconhecidos internacionalmente como ilhas vulcânicas preservadas, de natureza exuberante e beleza mística, com importantes índices de exclusividade, segurança e tranquilidade, disponibilizando uma boa e diversificada rede de atividades em terra e no mar. A par disso, somos uma das duas únicas regiões do mundo que possui todas as classificações atribuídas pela UNESCO: quatro Reservas da Biosfera, 13 Sítios Ramsar, um Geoparque, que compreende 121 Geossítios dispersos por todas as ilhas, e dois designações de Património Mundial.

Têm sido privilegiadas iniciativas que conduzem à preservação dos Açores, o que tem levado ao desenvolvimento contínuo de políticas de sustentabilidade. Quais são as áreas de proteção chave e que medidas têm sido implementadas?
Há muito que defendemos políticas conciliatórias de boas práticas ambientais, sociais e económicas, salvaguardadas, legalmente, para que se possa preservar a identidade, os ecossistemas e a qualidade de vida dos açorianos, nunca descurando o progresso da Região. Neste âmbito, desenvolvemos ações de educação para o ambiente, para a eficiência energética, para a redução do desperdício, para a reciclagem, mas também para a importância do turismo no desenvolvimento económico da Região, bem como a criação de uma Cartilha de Sustentabilidade, que envolve mais de cem entidades em todas as ilhas com compromissos de desenvolvimento sustentável (mais informações em: https://sustainable.azores.gov.pt/cartilha/).

Estas medidas de que falamos foram as que conduziram os Açores até ao certificado de destino turístico sustentável pelo Global Sustainble Tourism Council? Quão importante este título significa no meio onde a sustentabilidade é prioridade?
Somos o primeiro arquipélago do mundo e a única região do país certificada como Destino Turístico Sustentável. É inegável o orgulho que sinto por estarmos na linha da frente nestas matérias, por termos acreditado que era possível, por termos sabido envolver a nossa comunidade no processo e por contribuírmos para o desenvolvimento da nossa Região. Esta é uma estratégia que se assume como um compromisso de liderança pelo exemplo e pela responsabilidade com o futuro, onde o turista sinta que os Açores são efetivamente uma referência, num destino cujo desenvolvimento económico é feito com respeito e em comunhão com o ambiente e com a cultura, mas principalmente, através da valorização das pessoas: os açorianos e os turistas.

Anualmente recebem turistas de todo o mundo, com os típicos olhares curiosos que pretendem comprovar todas as qualidades visivelmente apresentadas. Nestas visitas, é importante incutir as boas práticas de preservação? Qual é o plano que utilizam para os sensibilizar e, assim, adotarem uma postura consciente e responsável na sua estadia?
O perfil de turista que escolhe os Açores já o faz sendo conhecedor do destino, com a consciência de que o património natural deve ser preservado. Apesar disso, temos os agentes do setor despertos para estas questões, comunicando a importância de práticas sustentáveis aos seus diversos níveis.
Como exemplo, destaco o facto de o Governo dos Açores disponibilizar, em todas as ilhas, terrenos integrados na Rede de Áreas Protegidas dos Açores, destinados à realização de ações de plantação de flora endémica ou autóctone, a concretizar por meio de acordos de Custódia da Natureza com as empresas de animação turística, ficando estas responsáveis, com a intervenção dos seus clientes, pela plantação de espécies ecologicamente adequadas, mas também pela sua manutenção e gestão da parcela atribuída, incluindo a reposição de plantas mortas e o controlo de espécies invasoras, permitindo, assim, que os nosso visitantes possam compensar a sua pegada ecológica na sua visita aos Açores.
Esta é uma forma de sensibilizar para a redução da respetiva Pegada Ecológica, enquanto indicador que permite medir e consciencializar sobre o impacto das atividades humanas nos recursos naturais e pode ser compensada por via da realização de ações, já referidas, de plantação de flora natural dos Açores para recuperação de habitats degradados ou renaturalização de determinadas áreas.

Afirmam que muita da notoriedade internacional positiva se deve a um trabalho plenamente alinhado com os padrões internacionais de sustentabilidade. De que padrões estamos a falar e de que forma os atribuem ao dia-a-dia do arquipélago?
Estamos a falar de critérios exigentes das entidades mais rigorosas a nível mundial: EarthCheck, a nossa certificadora, acreditada pelo Conselho Global do Turismo Sustentável (GSTC), completamente alinhados com os objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e pretendemos envolver todo o tecido empresarial dos Açores a integrar os ODS no seu core business. Por esta via reforçamos o posicionamento estratégico internacional e a notoriedade do Destino Açores, alinhando-o a uma crescente consciência internacional dos consumidores, já bem visível nas novas gerações e na sua capacidade de influência sobre as demais.

Com uma natureza transversal, pretendem que os Açores se assumam como uma marca global de referência, quer a nível de promoção turística, quer a nível da divulgação dos seus produtos e serviços. Que estratégia está a ser cumprida de momento, no sentido de reforçar o seu posicionamento a nível mundial?
A certificação dos Açores como Destino Turístico Sustentável, enquanto processo contínuo, contribui – e muito – para o sucesso da nossa notoriedade a nível internacional. Faz-nos estar num núcleo restrito de países e de Regiões associadas a altos padrões de sustentabilidade internacional e, essa, é a nossa melhor estratégia. Mais em concreto e, para o efeito, foi elaborado um Plano de Ação, transversal a várias áreas, que aglutina um conjunto de desafios em diversas temáticas, desde a energética, à conservação da natureza, à qualidade ambiental, até à sensibilização para uma cidadania cada vez mais ativa.

De que forma podemos colaborar no processo de sustentabilidade dos Açores? Há alguma iniciativa a decorrer?
Um dos critérios mais importantes no âmbito da certificação, ao qual devemos demonstrar conformidade, é o de promover ativamente o envolvimento da comunidade local, dos vários stakeholders, e dos turistas neste processo. É por isso que no nosso website https://sustainable.azores.gov.pt/ encontram toda a informação sobre o processo de certificação de uma forma clara e transparente, e de fácil acesso. Temos ainda uma área dedicada somente à participação da comunidade (ver separador “Colabore”) por onde recebemos comentários, sugestões, pedidos de apoio para estudos, por vezes criticas, mas também muitos elogios, relativamente ao processo de certificação.
Para além disso, temos algumas iniciativas de carácter social e ambiental a decorrer na região, em todas as ilhas, nas quais os cidadãos e os turistas podem participar.Para saber que iniciativas estão a decorrer, podem consultar o calendário dos Parques Naturais de Ilha, aqui: http://parquesnaturais.azores.gov.pt/pt/parque-aberto. A Direção Regional dos Assuntos do Mar tem ainda promovido ao longo do ano um conjunto ações de limpeza da orla costeira, onde todos podem participar: www.azores.gov.pt/Gra/Lixo+Marinho+-+DRAM
Podem ainda seguir-nos nas redes sociais, onde partilhamos algumas dessas iniciativas.

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