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Ricardo Andrade

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Os olhos não veem, mas o coração pode estar a sentir

Se padece de algum destes riscos, siga estas medidas preventivas:

Risco: Histórico familiar de doença cardíaca
Prevenção: Faça o seu check-up anual. Se tiver alguém na família com doenças coronárias é importante que faça exames anualmente para detetar perturbações precoces.

Risco: Tabagismo
Prevenção: As doenças cardiovasculares são 2 a 4 vezes mais frequentes em fumadores. Fale com o seu médico de família para a ajudar na cessação tabágica.

Risco: Sobrepeso ou Obesidade
Prevenção: O exercício físico, alimentação saudável ou tratamentos de estética, podem ser os seus melhores amigos. Alie a alimentação saudável a soluções que a ajudem a perder peso e conseguirá reduzir o risco de doença cardíaca.

Risco: Stress
Prevenção: Práticas como a meditação e o mindfulness, massagens ou exercícios centralizadores de emoções, como o Pilates ou Tai-Chi, podem ajudá-la a controlar o stress. Passeios ao ar livre também vão ajudá-la a relaxar, já que o contacto com a natureza, e a vitamina D do sol, contribuem para uma saúde mental mais favorável.

A BodyConcept trata o exterior e o interior de cada um, com tratamentos para ajudar a combater o excesso de peso e massagens personalizadas para se ver livre do stress e viver uma vida mais saudável, bem como consultas de nutrição que a ajudarão a planear as suas refeições diárias e a cuidar do seu coração.

Cuide de si!

Preço das casas para arrendar desceu 4,6% no último ano

Regiões

Durante o último ano, os preços das casas para arrendar apenas desceram na Área Metropolitana de Lisboa (-5,5%). Por outro lado, foi no Alentejo onde se assistiu a uma maior subida dos preços (7,2%), seguida pelo Centro (3,2%) e Região Autónoma da Madeira (3,2%). Seguem-se a Região Autónoma dos Açores (2,8%), o Algarve (1,9%) e o Norte (0,2%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 12,4 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (9,7 euros/m2), Norte (9,3 euros/m2) e Região Autónoma da Madeira (8,2 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (6,5 euros/m2), o Alentejo (6,9 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (7,1 euros/m2) que são as regiões mais baratas.

Distritos/Ilhas

Dos distritos analisados, as descidas de preços tiveram lugar em Lisboa (-5,4%), Viseu (-2,3%) e Aveiro (-2%).

Em sentido contrário, subiram em Évora (10%), Vila Real (7,3%) e Santarém (6,6%). Seguem-se na lista Coimbra (5,1%), Leiria (4,1%), Ilha de São Miguel (3,8%), Ilha da Madeira (3,4%), Setúbal (3,2%), Faro (1,9%) e Porto (1,1%).

De referir que o ranking dos distritos mais caros para arrendar casa é liderado por Lisboa (12,7 euros/m2), seguida pelo Porto (9,9 euros/m2), Faro (9,7 euros/m2), Setúbal (8,6 euros/m2), Beja (8,5 euros/m2), Ilha da Madeira (8,2 euros/m2), Évora (7,9 euros/m2) e Ilha de São Miguel (7,3 euros/m2). Arrendar casa em Coimbra custa 7 euros/m2, em Aveiro 6,8 euros/m2 e Braga 6,2 euros/m2.

Os preços mais económicos encontram-se em Vila Real (4,7 euros/m2), Viseu (4,7 euros/m2), Santarém (5,3 euros/m2) e Leiria (6,1 euros/m2).

 Cidades capitais de distrito

O preço de arrendamento desceu em três capitais de distrito, com Lisboa (-5,5%) a liderar a lista. Seguem-se Ponta Delgada (-5,2%) e Aveiro (-3%). Em Viseu os preços mantiveram-se quase inalterados no último ano (0,5%).

Por outro lado, os preços aumentaram no Funchal (4,5%), Coimbra (4,2%), Leiria (3,7%), Faro (3,5%) e Porto (3,3%). Seguem-se Setúbal (3,2%), Évora (1,9%) e Braga (1%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa: 13,2 euros/m2. Porto (10,8 euros/m2) e Faro (8,7 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Viseu (5,1 euros/m2), Leiria (5,7 euros/m2) e Braga (6 euros/m2).

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/

Participação do município de Ourém no ciclo de entrevistas APPSIG – SIG nos municípios 

De que forma os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) têm influenciado a gestão municipal e as políticas de intervenção municipais promovidas pelo município de Ourém?
Agradecemos desde já o convite endereçado e a oportunidade proporcionada pela Associação.
Todos reconhecemos, que os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são ferramentas de observação do território e análise espacial fantásticas. Com a capacidade de associar informações geográficas a uma base dados, permitem avaliar constrangimentos, desenvolver cenários e fornecer orientações para a tomada de decisão.
Sendo o seu campo de aplicação extremamente lato (transversal a todas as áreas), gostaríamos, no entanto, de enunciar algumas práticas onde o Sistema de Informação Geográfica tem sido essencial na execução das políticas – em particular na gestão do território.
No planeamento territorial. O Município de Ourém, nos últimos anos, integrou todos os instrumentos de gestão territorial, designadamente todos os Planos Municipais de Ordenamento do Território em SIG. Esta opção revelou-se essencial, considerando a necessidade de agregar informação, mas também pelo apoio que fornece aos serviços – ambiente, obras municipais, cultura, desporto, social, à gestão urbanística. Neste capítulo, salientamos a georreferenciação automática e o relatório de confrontação dos projetos de obras particulares – contribuindo para a desmaterialização e redução dos prazos de apreciação dos projetos.
Por outro lado, a elaboração integral do projeto de revisão do Plano Diretor Municipal de Ourém, em especial, dos perímetros com capacidade edificatória, da delimitação das restrições de utilidade – RAN e REN, da receção, ponderação das participações apresentadas pelos interessados na discussão pública em SIG, permitiu a aprovação deste instrumento fundamental para o desenvolvimento do Concelho, dentro dos prazos legais inicialmente previstos – recordo que, o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, fixava 13 de julho de 2020, como data limite para a adequação das regras de classificação e qualificação do solo.
Ainda no domínio da política territorial, o papel incontornável do SIG na elaboração do projeto de elaboração do Plano de Urbanização de Ourém e de revisão do Plano de Urbanização de Fátima. Desde logo, na representação dos vários temas que descrevem a situação existente, mas também no estabelecimento e cenarização das opções de base territorial, na concertação e definição das grandes diretrizes do Plano com as entidades públicas e com os privados (ex: previsão de novos arruamentos, equipamentos, corredores, espaços verdes, etc). Nesta perspetiva, de antecipação e previsão, mas também de envolvimento de TODOS os interessados que caraterizam os domínios do urbanismo e do ordenamento do território, selecionámos para cada uma das cidades (de Ourém e de Fátima) uma área sem qualquer tipo de estrutura viária, de ocupação, desenvolvendo uma solução urbanística – também designados de estudos urbanísticos de base.
Na preparação dos projetos de candidatura ao saneamento básico, identificando os aglomerados populacionais, as áreas destinadas a atividades económicas de modo a garantir a maior cobertura possível em razão dos recursos financeiros disponíveis; trazendo assim, para a tomada de decisão, as prioridades de investimento.
Em síntese, o SIG representa para nós um repositório de informação indispensável para a reflexão das opções e simultaneamente uma ferramenta essencial na participação pública.

ABANCA e Endesa assinam acordo de longo prazo para fornecimento de energia eólica na Península Ibérica

O ABANCA e a Endesa assinaram um acordo de colaboração de energias renováveis para cobrir a maior parte da procura de eletricidade da instituição financeira durante os próximos dez anos, com energia proveniente da Galiza. O contrato garante ao ABANCA o fornecimento de energia renovável a preços estáveis e implicará a construção de um novo parque eólico da Endesa na Galiza.

O acordo foi assinado na sede do ABANCA, na Corunha, pelo CEO da instituição financeira, Francisco Botas, e pelo Diretor-Geral de Comercialização da Endesa, Javier Uriarte.

“Este acordo permite-nos promover a sustentabilidade no nosso funcionamento enquanto organização, garantindo a origem local e renovável da energia que consumimos. Significa também a possibilidade de desenvolver novos projetos na Galiza num sector altamente tecnológico e estratégico”, disse o CEO do ABANCA, Francisco Botas.

O acordo “confirma o compromisso da Endesa e do ABANCA na sustentabilidade e é de grande importância na Galiza, uma comunidade à qual a Endesa tem estado historicamente ligada e na qual hoje queremos estar mais presentes do que nunca. Com contratos de compra e venda de energia a longo prazo, os grandes consumidores podem beneficiar de condições de fornecimento estáveis durante longos períodos, proporcionando certeza na gestão das suas necessidades energéticas, ao mesmo tempo que se comprometem com energias renováveis livres de emissões”, destacou o Diretor Geral de Comercialização da Endesa, Javier Uriarte.

O acordo entrará em vigor a 1 de janeiro de 2022 e é válido por dez anos. Durante este período, a Endesa fornecerá energia eólica ao ABANCA de forma a cobrir 70% da procura de eletricidade dos seus escritórios e sedes em Espanha e Portugal.

Durante toda a duração do acordo, a energia fornecida virá integralmente de parques eólicos localizados na Galiza. Inicialmente, será proveniente das instalações da Endesa já existentes na província de Lugo. A partir de janeiro de 2023, a energia será gerada por novas instalações renováveis da Endesa na Galiza que estão em processo de tramitação.

Quota do Bacalhau para 2022 aumenta 168%

Durante uma semana, decorreram intensas negociações entre a organização da NAFO e todas as Partes Contratantes, tendo estado também presentes Organizações Não Governamentais (ONG´s), Cientistas e Observadores diversos, entre os quais se incluíram os armadores nacionais com interesse nesta área de pesca.

Esta reunião, que se realiza anualmente, é de extrema importância para a frota de pesca portuguesa, que opera em águas internacionais, uma vez que visa estabelecer as possibilidades de pesca para o bacalhau, palmeta e cantarilho, espécies relevantes para a dieta alimentar dos portugueses.

As negociações foram difíceis, em particular, no que respeitava ao Bacalhau, mas os resultados finais foram positivos.

Com o apoio do representante da União Europeia e de algumas Partes Contratantes, foi possível manter as quotas das várias espécies com interesse para Portugal, acrescento o acordo para um aumento do Total Admissível de Captura de Bacalhau para 2022, o que permitiu o aumento da quota nacional para 784 toneladas.

No corrente ano a quota do Bacalhau era de 293 toneladas, pelo que o valor para 2022 representa um aumento de 168%.

Em 2022 a 44ª reunião anual da NAFO irá realizar-se em Portugal.

Alqueva Sunset: Vinhos do Alentejo promovem festa em barco, ao pôr do sol, com sushi e muita música

No próximo dia 02 de outubro (sábado), a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) promete um final de tarde memorável com o evento “Alqueva Sunset”. Às 18h00 é hora de embarcar no barco que está reservado para a festa na Amieira Marina (7220-999, Portel), no qual haverá sushi, música e, claro, provas de Vinho do Alentejo.

O “Alqueva Sunset” vai juntar turistas, produtores e enólogos a bordo para apreciar o pôr do sol naquele que é também uma das grandes atrações turísticas do Alentejo, o Alqueva, e dar a provar os vinhos Herdade dos Medeiros, Quinta do Paral, Herdade da Calada, Adega Cooperativa de Redondo, Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito e Adega do Montado.

Já a gastronomia japonesa, com a assinatura do chef Kenzo, será servida ao som do DJ Bruno Silva, que promete animação garantida até as 21h00, momento do regresso da embarcação à Amieira Marina.

Sendo um evento limitado à capacidade do barco, todos os que pretendam embarcar no maior lago artificial da Europa deverão contactar a CVRA e garantir a inscrição, sendo que aos primeiros 50 inscritos é ainda oferecida a deslocação a partir de Évora (Avenida Doutor Francisco Barahona, junto ao Hotel D. Fernando) até à Amieira Marina.

BILHETE “ALQUEVA SUNSET”: €30 p.p. (inclui a viagem de barco, as provas de vinho e o sushi servidos durante a festa).

INSCRIÇÕES: helena.direitinho@vinhosdoalentejo.pt // 266746498

Participação da Câmara Municipal de Sintra no ciclo de entrevistas APPSIG – SIG nos municípios 

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são uma ferramenta essencial à análise territorial e à tomada de decisão. A Câmara Municipal de Sintra disponibiliza um visualizador SIG onde podem ser consultados todos os planos territoriais em vigor, outros instrumentos de planeamento municipal de natureza estratégica, servidões e restrições de utilidade pública, bem como alguma informação genérica pertinente.

A partir do visualizador SIG são desenvolvidas operações que permitem a impressão de plantas, efetuar medições e outras mais simples, mas pertinentes, que estão acessíveis a qualquer utilizador, a partir do sítio da internet da Câmara Municipal de Sintra.

De que forma os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) têm influenciado a gestão municipal e as políticas de intervenção municipais promovidas pelo município de Sintra?

O SIG é um sistema transversal ao Município de Sintra, incindindo em diversas áreas de gestão municipal. Funciona de forma integrada na orgânica municipal, assumindo-se como uma infraestrutura de dados espaciais municipal, que se baseia em padrões normalizados de atuação.

A gestão integrada, com uma base de dados única, permitiu, para além da otimização de recursos e da agilização de processos, aceder e atualizar informação com maior facilidade (acessível a todos os departamentos em tempo real), reduzir redundâncias e erros, tornando a gestão mais eficaz.

Atualmente existem 30 visualizadores SIG, com informação nas mais diversas áreas como: ordenamento do território, urbanismo, infraestruturas, ambiente, cultura, educação, desporto e lazer, saúde, atividades económicas, ação social, mobilidade e transportes, segurança defesa e proteção civil.

Esta informação, disponível internamente, encontra-se acessível a todos os serviços, permitindo a consulta, edição e tratamento de dados, elaboração de cartografia temática, realização de estudos e apresentação de relatórios com fundamentação técnica, de forma célere e com maior fiabilidade, que sustentam o planeamento, a gestão municipal e consequentemente a tomada de decisões.

Existe, ainda, a possibilidade de efetuar operações com um grau de complexidade mais elevado, com licenças em software específico (SIG), acessível aos utilizadores com formação especializada, que permite realizar operações como análises de redes, análises espaciais matriciais e tridimensionais, interoperabilidade, as quais permitem efetuar relações entre os vários tipos de informação, essenciais para determinar carências ou até mesmo excedentes em áreas específicas do concelho.

Ao disponibilizar ao público a informação dos planos territoriais, potencia-se a intervenção do munícipe nas políticas municipais, munindo-o de informação fiável e credível para que a sua participação ao nível das políticas públicas territoriais possa ser cada vez mais válida e informada. Da mesma forma, ao recorrer a aplicações móveis para registo do munícipe de anomalias da manutenção urbana, tornamos a resposta a essas solicitações mais expedita, permitindo a identificação espacial das mesmas. Com esta identificação, é possível perceber a existência de clusters temáticos que permitem uma mais correta ação por parte dos serviços de forma a minimizar o impacto e a recorrência dessas anomalias, dando ao munícipe uma ação ativa no planeamento e na gestão territorial.

Desta forma, o SIG tem contribuído para uma gestão municipal mais eficiente e para uma tomada de decisões assertivas em função da missão a que o município se propõe.

Barómetro de Mobilidade da CarNext: Procura por carros usados cresce em Portugal como resultado do aumento da confiança e da transparência dos consumidores

CarNext, um dos principais marketplaces digitais B2C e B2B de carros usados da Europa, apresenta mais resultados do seu primeiro Barómetro de Mobilidade, onde revela que Portugal é dos países onde mais condutores afirmam utilizar carros usados. A mudança de comportamento dos consumidores na compra de carros usados e o aumento nas compras online têm origem em mais confiança. Entre as principais conclusões do estudo sobre a compra de carros usados estão:

  • 61% dos condutores entrevistados em Portugal optariam por um carro usado no caso de quererem comprar um carro agora. Destes, 29% compraram um carro usado nos últimos 12 meses, uma percentagem que aumenta para 36% no caso dos condutores na faixa etária dos 18-23 anos de idade, com apenas uma pequena minoria dos entrevistados recorrendo a leasing (1%).
  • É possível observar um crescimento semelhante no uso de carros usados em todos os países, com até 71% dos portugueses, 61% dos franceses e 59% dos alemães a afirmarem que conduzem principalmente carros usados.
  • 44% dos entrevistados (53% no caso da faixa etária dos 46-55 anos) afirmaram terem considerado comprar um carro usado nos últimos 12 meses. Esse aumento reflete-se especialmente nos jovens entre os 18 e os 35 anos, em que quase 80% afirma utilizar um carro usado.
  • Entre os motivos para comprar um carro usado, a vasta maioria (78%) dos condutores afirmam que a razão principal é a maior conveniência. Já 16% afirmaram que a compra é motivada principalmente pelo desejo de fazer viagens de um dia ou escapadinhas de fim de semana, e 3% comprariam um carro principalmente para utilização nos feriados mais longos.
  • 33% dos consumidores portugueses considerariam comprar um carro usado online. Mais de metade (60%) dos entrevistados afirmaram que essa escolha se deve principalmente à comodidade, considerando a possibilidade de comparar preços, ler avaliações e procurar informações sem sair de casa.
  • Em relação aos fatores que mais preocupam os consumidores na hora de comprar carro usado, 73% diz ter medo que o veículo avarie depressa, enquanto 34% teme que não venha de um vendedor reconhecido, e 33% foca-se na garantia.

Segundo Luís Lopes, Managing Director da CarNext em Portugal, “o Barómetro de Mobilidade da CarNext mostra que quase metade dos consumidores são mais propensos a comprar um carro usado hoje, em grande parte graças ao aumento da confiança do consumidor na fiabilidade e qualidade que os usados oferecem atualmente. O estudo também mostra um nível mais elevado de entusiasmo pela compra online de carros entre os Millenials e a geração Z, fortalecendo ainda mais as competências da CarNext como o fornecedor melhor posicionado para responder a essa tendência, graças à sua plataforma de tecnologia disruptiva, e ao valor adicional que oferecemos aos consumidores”. E conclui: “O crescimento do comércio eletrónico, que foi despoletado pela pandemia Covid-19, especialmente entre os consumidores mais jovens, cria uma oportunidade de longo prazo para expandir a nossa posição como líderes num espaço que se encontra perfeitamente adequado às necessidades atuais e futuras de mobilidade do consumidor.”

O que um livro pode fazer por si

«A leitura engrandece a alma»
 VOLTAIRE

A minha relação com os livros começou bastante cedo. Com a escrita também. Os livros e a escrita foram o refúgio quando tudo o que me rodeava parecia não fazer sentido.
Olho para determinadas obras como marcadores existenciais, tal como aquela música que nos faz recordar um amor do passado que o tempo não fez esquecer.
A trilogia que trago, para partilhar consigo, influenciou três momentos da minha vida pessoal e profissional (como se fosse possível destrinçar uma da outra). Lidos em momentos-chave, estes livros provocaram mudanças na forma de estar e de ver o mundo. Como dizia Henry David Thoreau: «Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro». Subscrevo de coração.

«Quem mexeu no meu queijo», de Spencer Johnson 

Foi-me sugerido por um dos meus primeiros mentores no início da minha carreira, gestor francês de topo, que enxergou em mim potencial que eu desconhecia. Tinha vinte e cinco anos, acabadinha de sair da faculdade, total inexperiência para enfrentar o mundo empresarial… Com esta obra aprendi a gerir a mudança, as expetativas e a olhar para a realidade por um caleidoscópio diferente.
A história? Muito simples: dois ratos e dois duendes vivem num labirinto, em eterna busca por um queijo, a metáfora perfeita daquilo que se deseja na vida, seja dinheiro, relacionamento amoroso, bom emprego, paz espiritual ou saúde, que nos alimenta e traz felicidade… «Quem mexeu no meu queijo» fez o clique, acabou por guiar toda a minha carreira profissional e conduziu-me de forma subliminar até onde desejava: a um cargo de direção.

«Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas», de Dale Carnegie 

A leitura deste livro aconteceu há cerca de oito anos, na fase em que optei pelo empreendedorismo. Depois de ter chegado «ao topo» da carreira à custa de muitos sacrifícios pessoais, incluindo o adiado sonho da maternidade, este livro revelou-me um caminho que já estava em mim, mas carecia de ser consolidado: precisei de ler o óbvio para o óbvio se manifestar.
Dale Carnegie demonstra-nos que o êxito tem pouco que ver com conhecimentos profissionais — o mundo pertence a quem consegue expressar as suas ideias, assumir a liderança e entusiasmar os outros. «Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas» explicou-me a chave do êxito em qualquer atividade profissional: o relacionamento pessoal.
Publicada em 1937, ainda hoje atual, esta obra começa com as três técnicas fundamentais para lidar com as pessoas, e logo a seguir propõe seis formas de fazer com que os outros gostem de nós, doze maneiras para convencer e nove para liderar. Pode parecer algo «frio ou calculista», mas o grande segredo para que estes ensinamentos funcionem é amar o que se faz, ser autêntico em todos os momentos, demonstrando as nossas forças e as nossas fraquezas, aprendendo a olhar, a escutar o outro de forma genuína, sem egos. Transporto estes conhecimentos comigo sempre que inicio uma nova turma, quando falo para uma ou para duzentas pessoas.

«As Quatro Verdades», de Don Miguel Ruiz 

Foi-me sugerido por uma das minhas formandas do IEFP, do módulo de Escrita Criativa. Pela forma entusiástica como falou, não hesitei em comprá-lo. Foi das minhas leituras mais recentes. Depois de ler, refleti bastante sobre o seu conteúdo e assimilei muitos dos conhecimentos. Partilho consigo parte da sinopse oficial: «Quando acabar de ler este livro, verá que o Universo vai continuar na mesma. Haverá injustiça, dor, sofrimento — como sempre houve. E também céu e estrelas e amor e felicidade. O seu mundo, porém, nunca mais será o mesmo. As Quatro Verdades vão crescer dentro de si, criar raízes e ficar na memória. A princípio nem notará. Mas em momentos inesperados, como uma discussão em casa, vai lembrar-se delas e sentir-se absolutamente livre. Vai perceber que todas as palavras que diz têm um enorme impacto — e dirá apenas as palavras certas (1.ª Verdade). Aprenderá a ficar imune aos sentimentos negativos das pessoas com quem se dá (2.ª Verdade). Passará a saber exatamente o que pretende dos outros e o que os outros esperam de si (3.ª Verdade), e aprenderá a dar sempre o seu melhor (4.ª Verdade).» Mais uma vez, o óbvio atinge-nos com uma força tremenda, quando espelhado nas páginas de um livro.

Como afirmou Agostinho da Silva: «Escrevendo ou lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a nós. Leia.».
Tudo isto — e muito mais — um livro poderá fazer por si.

“O certo e o errado para mim não existem. Se para mim faz sentido eu vou e faço”

Quem é a Maria Inês Rodrigues?
A Inês Rodrigues é uma jovem mulher lutadora, ambiciosa de uma forma saudável e muito sonhadora, insisto todos os dias em fazer da minha meta o meu sonho com um prazo.
Não sou feliz todos os dias. Os meus sorrisos nem sempre são verdadeiros, o meu olhar nem sempre transparece serenidade, o meu corpo nem sempre está onde quer estar, mas o meu coração… esse sempre esteve e estará onde ele quiser. Por essa mesma razão considero-me muito verdadeira. A verdade vem sempre do coração e esse tem o poder de bater por conta própria.

Como surgiu o gosto pela escrita?
O gosto pela escrita vem desde sempre, já desde muito novinha que escrevo os meus textos, mas só agora decidi tirar, entre aspas, esse sonho da gaveta e tentar alcançá-lo de uma forma positiva. Acredito que vem do potencial de cada um e diante disso encontrei meios para a prática da escrita ser completamente prazerosa para mim, apontando claro, a lucidez como um caminho a ser explorado para alcançar o objetivo. Fui aprendendo que é extremamente necessário escrever o mais possível como se falasse. Tenho ideia que nós jovens devemos cada vez mais expor as nossas ideias e opiniões, no meu caso realço claramente, a importância do amor próprio no livro. Acredito que o que é escrito não se perde e por isso torna-se mais fácil fazer os outros ouvir. Em relação à simpatia pela escrita sobre o amor, é porque acredito, e quero muito continuar a acreditar, que é o amor que nos mantém vivos e que nos move, seja ele de que natureza for. Neste livro existem frases que realmente martelam a mente de tão cheias que são, por isso é que para mim escrever é mágico, conseguir chegar a alguém, chegar à outra pessoa, servir de exemplo (ainda que seja fictício) é maravilhoso. Desde muito nova que ambiciono lançar um livro meu, dizem que os sonhos comandam a vida desde então deixei de ser eu a decidir, mas sim esses sonhos. A razão pela qual a escrevi passa mesmo pelo facto de ser apaixonada pelas palavras. Acho que elas têm um poder inferior aos gestos, mas não deixam de ter uma enorme importância. Sempre achei que ao escrever sentimos com mais verdade e acredito que do outro lado, os leitores, soletram cada letra e devagarinho vai entrando na cabeça. “Uma chance ao destino” será o primeiro de muitos projetos de vida e tal como o livro descreve a Maria decidiu renascer do passado e acho que todos nós devemos renascer do mesmo, não nos amarrarmos tanto ao que já foi, isso não nos acrescenta nada, só nos magoa, só faz com que juntemos nó por nó para que assim consigamos sobreviver e não é isso o especulado. Durante o processo de elaboração do livro cresci muito, a mulher que sou hoje já não é aquela menina que escreveu a primeira palavra no livro. Acho que á maneira que ia escrevendo, ia-me apercebendo da importância do amor, a importância de ter as pessoas certas ao nosso lado. A grande lição que eu tiro deste livro é: prefiro ter a carteira cheia de amor do que cheia de dinheiro. Prefiro ser do que ter. Vencer na vida é claramente ter o coração cheio de amor e paz.

Quanto à história do livro, onde foi buscar a inspiração?
O livro “Uma chance ao Destino” não relata nada pessoal. Relata a história de uma mulher que como muitas outras, e sim posso dizer que a inspiração vem do que oiço de outras mulheres, aceitou uma mão cheia de nada a troco do seu coração quando subitamente aprende que o amor-próprio tem de prevalecer.
Com o início da Pandemia e o recolhimento a que todos nós fomos sujeitos, a escrita acabou por ser o meu escape. Acabei por verter os meus sentimentos nas palavras e a história surgiu, como e se estivesse á espera de brotar, muito naturalmente e com algum despojamento. Mas, sendo eu muito realista, acredito que escrevi com a lucidez que me é natural, já com um objetivo traçado.
O amor-próprio é a chave desta história, algo que na minha geração acaba por estar abafado. Sempre fui apaixonada por ler, sempre li muito e eu própria fui a minha professora no que diz respeito á escrita. Neste meu primeiro livro, porque acredito que este é apenas o início do trilho, lavei a minha alma. Acabei por me despojar da morte do meu tio, que faleceu quando eu ainda era criança e não estava preparada para a frieza da morte, principalmente de um ser que eu admirava, que era o sinónimo de ser boa pessoa. Morreu de uma doença que se revelou fatal e, com a criação deste livro e desta personagem, acabei por libertar todos os sentimentos, toda a angústia que ficou a obstruir o meu ser. Por essa mesma razão este livro é dele e para ele. Há pessoas que nunca vão embora da nossa vida mesmo que já tenham ido.

A comunicação é uma área que a fascina também, de que forma?
A comunicação fascina-me muito, sim. Na altura de ingressar no ensino superior eu estava em dúvida entre comunicação e solicitadoria. Optei pela segunda, mas sem nunca descartar a ideia que um dia iria tirar algo relacionado com a comunicação. A pandemia fez com que eu tivesse mais tempo livre, mais tempo para mim e foi mais por aí. Nessa altura vi que a Teresa Guilherme estava a abrir uma turma com pouquíssimas vagas onde também trazíamos o diploma e inscrevi-me. Felizmente consegui a minha vaga, foi um curso onde aprendi muito e sendo a Teresa, para mim, uma referência no que diz respeito á comunicação saí daquele curso muito mais realizada. Acredito que o maior segredo é voar sem ter medo de partir uma asa pelo caminho e eu voei. Só temos uma vida, mas temos várias chances para mudar o rumo da mesma, enquanto eu não souber o meu destino estarei sempre á altura de desafiar a vida e foi o que eu fi mais uma vez. Sonhar é a primeira parte do processo e eu sou realmente muito sonhadora e acredito muito em mim. O certo e o errado para mim não existem, se para mim faz sentido eu vou e faço.

Quando escreve, qual é a parte mais fácil? E a mais difícil?
Para mim escrever é muito fácil, aliás sou realmente feliz a fazê-lo. O mais difícil é mesmo trazer aquilo que escrevemos para o mercado, principalmente quando ainda se é anónima como eu nesta estreia.
Tive de derrubar algumas barreiras pelo facto de ser jovem. Uma jovem de 21 anos. A lançar um livro foi novo para muitos editores e o medo deles era investir em alguém que não valesse a pena. Tive várias propostas, mas sendo eu uma pessoa ainda anónima, pediam preços sempre muito altos, por medo.
Aponto ainda a falta de interesse pelos jovens talentos, refiro-me ao facto de muitas editoras me perguntarem se eu tinha algum antecedente escritor pelo tal receio de investir em novatos.

O que trata o seu livro “Uma chance ao destino” e o porquê da escolha deste título?
“Uma chance ao Destino”, relata a história de uma mulher e do seu destino, as reviravoltas da vida e o que aprendemos com ela.
O leitor neste livro pode esperar verdade. Apesar de esta história não ser pessoal, relata a história verídica de muitas mulheres e homens na nossa sociedade, refiro-me claramente á falta de amor-próprio. Se uma pessoa não se amar, dificilmente o outro conseguirá fazê-lo por ela, ou seja, por vezes aceitamos pouco com o medo de não termos nada pela razão óbvia… nem nós sabemos o quanto valemos quando o amor pelo outro se sobrepõe ao próprio.
Não espero passar uma mensagem, mas sim várias com este livro. Fiz questão de em cada capítulo, pelo menos, conseguir transmitir uma mensagem clara e objetiva ao leitor.
Posso é dizer que o amor-próprio é a chave desta história, algo que na minha geração acaba por estar abafado.
Este título surgiu porque acredito muito no destino. Passei uma fase complicada da minha vida e do nada começou tudo a dar certo, até aquilo que eu achei mau na altura me trouxe até às coisas boas, por isso nada melhor que intitular o meu primeiro livro com “Uma chance ao Destino”.

Tem recebido feedback bastante positivo sobre o seu livro, certo? Como se sente? Esperava que tantas pessoas partilhassem e dessem a conhecer o seu livro?
Sim, posso dizer que o feedback que tenho recebido tem sido positivo e por isso sinto-me realizada e feliz.  Honestamente já esperava que muita gente fosse gostar, relata uma história comum, relata a dor de perder alguém que amamos e acho que muita gente comprou por se rever nesse sentimento. É bom sabermos que não “acontece só a nós” e quem comprou este livro, tenho a certeza que não se sentiu tao sozinha/o. Durante a escrita procurei ser o espelho das outras pessoas e acho que resultou bem. Conseguir ajudar alguém, ainda que de uma forma fictícia é maravilhoso.
Aquilo que eu não esperava é que chegasse a outros países, pelo menos não tão rápido. O livro foi apresentado nas prateleiras portuguesas em maio e hoje, em junho, já está á venda em mais dois países (Espanha e Brasil). Estou muito feliz.

Como se sente por, aos 21 anos, conseguir receber o título de escritora?
Sinto-me grata. Estou muito grata à vida por me ter dado esta oportunidade e claro, estou grata a todos aqueles que acreditaram em mim e confiaram no meu trabalho.

Por último, pensa continuar a escrever? Já há alguma ideia na forja?
Continuar a escrever é uma certeza que eu posso assegurar, adoro escrever e não fazia sentido nenhum deixar de o fazer só porque já lancei um livro.
Posso dizer que já tenho uma vaga ideia de como será o segundo, mas ainda com “muitas pontas soltas”. Neste momento quero viver este momento e não quero muito pensar já no próximo. Gosto de disfrutar de cada vitória da minha vida.

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