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Ricardo Andrade

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Interdição de Navegação no Douro devido às condições meteorológicas

As medidas implementadas decorrem das condições meteorológicas registadas e dos elevados caudais do rio que potenciam a movimentação de material flutuante ao longo do curso fluvial.

A APDL reforça ainda que a Capitania do Douro colocou toda a extensão do rio em aviso laranja, prevendo um agravamento da situação nos próximos dias.

Neste contexto, a APDL apela a que, nos próximos dias, sejam encetadas medidas mitigadoras dos impactos destas condições, nomeadamente o reforço das amarrações das embarcações/navios, bem como a guarda e vigilância das estruturas e/ou equipamentos flutuantes licenciados e concessionados pela APDL ou propriedade de particulares que se encontrem junto às margens.

Desaconselha-se também o acesso às zonas ribeirinhas ou marginais.

Nas últimas horas registou-se a ocorrência de chuva forte e persistente em toda a extensão do Douro, o que, associado a uma elevada quantidade de água proveniente de Espanha, se reflete num aumento dos caudais do rio, que poderá ser ampliado pelo agravamento do estado do mar, em consequência da maior dificuldade na capacidade de escoamento na zona da foz do Douro.

A APDL encontra-se a acompanhar a evolução da situação e recomenda o acompanhamento dos avisos à navegação em http://douro.apdl.pt/.

Seminário esclarece as dúvidas e preocupações das famílias das crianças com cancro

Como está o diagnóstico, tratamento e sobrevivência das crianças e adolescentes com doença oncológica em tempo de Covid-19? Qual a importância de brincar, dos momentos lúdicos e qual a realidade das aulas online? Como está a investigação em oncologia pediátrica? Estas serão algumas questões em debate no 7º Seminário de Oncologia Pediátrica, uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro (FROC), que decorre no próximo dia 27 de fevereiro, das 09h30 às 17h00, este ano em formato online, com a moderação de Fernanda Freitas. Esta iniciativa tem, pela terceira vez, o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Pais, familiares, cuidadores ou amigos de crianças e adolescentes com cancro podem inscrever-se aqui e assistir, de forma gratuita, ao seminário.

“Num cenário de tanta incerteza há uma coisa que sei: em Portugal continuamos a ter todos os dias, pelo menos, uma família confrontada com o diagnóstico de cancro de um filho. São cerca de 400 casos diagnosticados todos os anos. Famílias estas que, neste tempo de pandemia, se encontram ainda mais vulneráveis e preocupadas com o bem-estar dos seus filhos. É para estas famílias que estamos a trabalhar hoje, em fase de pandemia, e é para estas famílias que vamos continuar a trabalhar depois,” começa por explicar Cristina Potier, diretora-geral da FROC. “É a necessidade de informar e esclarecer estas famílias que nos leva a organizar estes seminários anualmente. Este ano num formato online mas com o mesmo objetivo: esclarecer, através de profissionais e peritos credíveis, e através de partilha de testemunhos”.

O primeiro grande tema em destaque é o diagnóstico, tratamento e sobrevivência de crianças e adolescentes com doença oncológica em tempo de pandemia onde através dos seus diretores será explicada a forma como se adaptaram os vários hospitais serviços de oncologia pediátrica do país. “Contaremos também com a visão do lado das famílias, através da Associação Acreditar, e de um testemunho de uma mãe,” acrescenta Cristina Potier.

A importância de brincar e dos momentos lúdicos é o segundo tema em destaque e, como explica Cristina Potier: “Este é um tema fundamental durante as várias fases do tratamento da criança ou adolescente. Teremos também presente neste painel a Maria de Jesus Moura, diretora da Unidade de Psicologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil a dar o um testemunho de alguns projetos de carácter lúdico presentes nos serviços de oncologia pediátrica em Portugal”.

Neste seguimento, o terceiro tema a ser abordado é a realidade das aulas à distância porque “é um desafio encontrar formas e estratégias de motivar as crianças, os seus familiares e os próprios professores para o ensino online. Apesar de todos os serviços de oncologia pediátrica terem professores destacados, a realidade das aulas à distância é uma realidade para as crianças com doença oncológica já há muito tempo, apesar da resposta nem sempre ser a melhor. O objetivo deste painel é falar sobre a forma de motivar crianças, famílias e professores para a realidade do ensino online e tirarmos todos o melhor partido dela,” acrescenta Cristina Potier. Neste painel destaca-se a presença do psicólogo Eduardo Sá, e de professoras, Magda Cabral, do IPO de Lisboa, e Mafalda Lapa, de uma escola secundária dos arredores de Lisboa.

Os vários painéis terão sempre a partilha de testemunhos de pais ou sobreviventes.

“Neste seminário teremos uma realidade diferente”, continua a explicar Cristina Potier que “em vez de termos os participantes num auditório, estarão em casa, ou no hospital, com os filhos. Por isso criámos vários momentos lúdicos direcionados para as próprias crianças, como a hora do conto, pela Livros Horizonte, Nuvem Vitória, uns momentos de animação com a Operação Nariz Vermelho, entre outros”.

Por último, “mas não menos importante”, haverá ainda tempo para falar das atualizações em investigação na área de oncologia pediátrica, com Isabel Oliveira da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica e Ximo Duarte, Pediatra no Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil.

No decorrer do seminário serão apresentados os vencedores e menções honrosas, da 5ª edição do Prémio Rui Osório de Castro/Millennium BCP, que apoia, com o valor de 15.000€, projetos que promovem a melhoria dos cuidados prestados a crianças com doença oncológica.

“É um seminário aberto a todos pois, apesar do programa ser sempre criado a pensar nas famílias, qualquer pessoa poderá participar, como voluntários, estudantes, profissionais de saúde, assistentes sociais e profissionais de outras organizações sociais que trabalham na área” termina a diretora-geral da FROC.

Dia Internacional da Internet Segura: Sophos oferece recomendações para rever a sua postura online

Sob o lema “Juntos por uma Internet melhor”, a 18ª edição do Safer Internet Day será celebrada em todo o mundo, debruçando-se especialmente sobre a proteção de crianças e jovens na utilização de tecnologias.

Em 2021, refletir durante este dia faz mais sentido do que nunca, devido às alterações que a pandemia de COVID-19 provou no nosso estilo de vida. Tem sido através da Internet que a maioria da população tem conseguido continuar a trabalhar, estudar, fazer compras, socializar e divertir-se, quando não o pode fazer em pessoal. A utilização da Internet tem disparado em todo o mundo – e, da mesma forma, também o número de ciberataques. Durante o último ano, os cibercriminosos tiraram partido das circunstâncias provocadas pela pandemia para lançar ciberataques relacionados com a saúde, campanhas de phishing e spam relacionadas com o tema do momento, e ainda grandes ciberataques de ransomware contra empresas internacionais muito conhecidas.

Os ataques dos cibercriminosos continuam a evoluir e a contornar as defesas dos utilizadores para lucrar com o descuido online. Quanto maior for o acesso à Internet em todo o mundo e maior for a sua utilização diária, mais os cibercriminosos se adaptam e se tornam mais sofisticados nas suas técnicas e ataques; para além disso, alguns ciberataques permanecem eficazes durante muitos anos. É o caso do conhecido malware Agent Tesla, que está ativo há sete anos e continua a ser uma grande ameaça, segundo revela a Sophos numa nova investigação.

O Agent Tesla propaga-se através de e-mails de spam maliciosos para roubar informação de navegadores web, utilizadores de e-mail, utilizadores de VPN e outros programas que armazenam nomes de utilizador e palavras-passe. É capaz de captar as pulsações das teclas enquanto os utilizadores digitam, por exemplo, uma palavra-passe, e de gravar capturas de ecrã para aceder à informação do ecrã do utilizador. Na versão mais recente identificada pela Sophos, este malware utiliza o serviço de mensagens Telegram para comunicar com os agentes que executam o ciberataque, bem como um programa de software chamado Tor (muito popular na dark web) para ocultar movimentos como a extração dos dados roubados. Para além disso, o Agent Tesla tenta bloquear as proteções de segurança, alterando o código do software.

“O malware Agent Tesla está ativo há mais de sete anos, mas continua a ser uma das ameaças mais comuns para os utilizadores de Windows”, afirma Sean Gallagher, Senior Threat Researcher da Sophos. “A forma mais comum de acesso do Agent Tesla é através de anexos de spam maliciosos. O mais importante a reter é que as contas de e-mail a partir das quais este malware é propagado são frequentemente contas legítimas que foram comprometidas por cibercriminosos. É por isso que tanto as empresas como os utilizadores devem, como sempre, ter muito cuidado com os anexos de e-mail de remetentes desconhecidos, bem como verificar os anexos antes de os abrir”.

Por todas estas razões, é necessário sensibilizar os utilizadores e as empresas e contar com os mecanismos necessários para fazer uma utilização segura e positiva da rede. A Sophos (LSE:SOPH), empresa de cibersegurança líder global na proteção de redes e endpoints, leva a cabo diariamente esta missão de ciberproteção dos utilizadores e empresas, e aproveita este Safer Internet Day para deixar as seguintes recomendações, de forma a que os utilizadores possam rever a sua postura e práticas de segurança online e estarem protegidos contra este tipo de ciberameaças:
Proteger os websites. Se é uma empresa ou loja e implementou recentemente os canais online, é importante proteger o website a que os utilizadores estão a aceder, bem como verificar a segurança dos métodos de pagamento que estão a ser utilizados. Se possível, é sempre aconselhável que procure uma opinião externa profissional para avaliar a segurança do website.
Cuidado com as compras na internet. Há muitas pequenas ações que os utilizadores podem realizar para se protegerem o máximo possível, desde ativar a autenticação de dois fatores (2FA) para os pagamentos ou eliminar o preenchimento automático dos dados bancários, passando também por verificar com o seu banco como podem bloquear os cartões em caso de emergência, e por não fornecer detalhes financeiros invulgares em qualquer website.
Proteger os dispositivos que utiliza para aceder à Internet. Verifique as políticas de segurança dos seus dispositivos, especialmente se estiver em trabalho remoto, uma vez que o seu computador faz agora parte da rede da empresa. Se surgirem dúvidas, é recomendável pedir conselhos ao responsável de TI e segurança da empresa sobre como melhorar a sua proteção. É também importante verificar as ligações WiFi domésticas e torná-las mais seguras com pequenas medidas como alterar a palavra-passe padrão da rede, para tornar mais difícil a entrada de cibercriminosos.
Vigiar os e-mails de remetentes desconhecidos ou não solicitados. Muitos ataques de malware através de e-mail imitam contas de organismos governamentais ou empresas muito conhecidas, como bancos, serviços de correio ou serviços de entrega de encomendas, para obter acesso às suas vítimas. Verifique o endereço eletrónico dos remetentes, não abra anexos ou clique em link que não tenha solicitado ou provenham de remetentes desconhecidos. Em caso de dúvida, verifique com a entidade ou empresa a autenticidade do e-mail através de uma via alternativa.
Instalar uma solução de segurança inteligente que possa examinar, detetar e bloquear e-mails suspeitos e os seus anexos antes de aparecerem na sua caixa de entrada. A proteção de endpoints e dispositivos domésticos também facilitará uma utilização mais segura da internet. O Sophos Home oferece proteção completa com inteligência artificial para bloquear vírus avançados, malware, exploits e ataques de ransomware.

Concurso Banco Montepio Acredita Portugal aberto a ideias inovadoras num contexto de desafios

Estão abertas as inscrições para a 11ª edição do Concurso de Empreendedorismo Banco Montepio Acredita Portugal, promovido pela associação Acredita Portugal e pelo Banco Montepio. A iniciativa decorre este ano num formato inteiramente digital, fazendo uso de plataformas tecnológicas para colocar em contacto candidatos, mentores e os júris convidados para o processo de seleção de projetos que integram categorias nas áreas do empreendedorismo social (Prémio Empreendedorismo Social), mobilidade (Prémio Brisa Mobilidade 2021), tecnologia (Prémio K.Tech) e inovação ligada às águas (Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia). As inscrições podem ser submetidas, de forma gratuita, até ao dia 18 de abril de 2021, no website da Acredita Portugal em www.acreditaportugal.pt.

Paralelamente, a Acredita Portugal promove um Banco de Ideias, uma plataforma para receber soluções que respondam ao atual contexto de crise económica e social. Nascida para ser uma plataforma de incentivo ao Empreendedorismo durante a crise económica de 2008, a associação Acredita Portugal junta experiência, know-how e uma rede estabelecida ao longo de mais de uma década. Agora quer ajudar novamente a encontrar novos rumos num clima de incerteza, em que se tornam fundamentais o compromisso e o contributo de todos.

Fernando Fraga, Diretor de Inovação da Acredita Portugal, explica a necessidade de renovar o Concurso uma vez que “com as restrições impostas pela COVID-19, a total digitalização do projeto foi inevitável. Se no início equacionámos que poderia ser prejudicial para os concorrentes, porque todo o contacto humano deixou de existir, por outro lado, o facto de parte do Concurso já ser realizado num formato digital simplificou esta adaptação. Ganhamos agora mais tempo para novas iniciativas de capacitação e formação dos empreendedores, com mais horas de impacto, sessões de maior escala e um melhor acompanhamento e desenvolvimento dos projetos. Sentimos já na última edição uma grande diferença na qualidade dos projetos.” O papel da Acredita Portugal no contexto que experienciamos é visto como “uma pedra fundamental na recuperação económica e social do país, não só com a realização do Concurso, mas também através de outros eventos e iniciativas que têm agitado o ecossistema e que fazem a diferença entre os empreendedores. Queremos, cada vez mais, posicionar-nos como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor Português”.

”Queremos garantir que as boas ideias e com potencial de negócio não ficam paradas à espera do fim da pandemia. Pelo contrário, queremos alavancá-las e, dessa forma, criar impacto social, fazer crescer a economia e combater o desemprego. Por isso, o Banco Montepio continua ao lado dos empreendedores e a apoiar, pelo quinto ano consecutivo, o Concurso Banco Montepio Acredita Portugal”, afirma Fernando Amaro, diretor da área da Economia Social e do Setor Público do Banco Montepio.

O apoio aos empreendedores
O Concurso Banco Montepio Acredita Portugal conta com um programa de aceleração, coorganizado com Diogo Bhovan, CEO da Cron.Studio, que pretende dotar os empreendedores de capacidades essenciais para continuarem os seus projetos de forma autónoma e eficiente: como captar a atenção de um investidor, desenvolver o modelo de negócio, enquadramento jurídico, contabilidade, marketing digital, entre outros. Durante este período os participantes terão a oportunidade única de receber mentoria personalizada, na qual poderão aplicar o valor transmitido durante as sessões do programa de aceleração e alavancar o desenvolvimento do projeto antes de este ser apresentado ao júri final.

O Concurso Banco Montepio Acredita Portugal destina-se a qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação.
Este é o maior concurso de empreendedorismo de Portugal e o segundo maior a nível mundial – tendo apoiado mais de 100.000 projetos nos seus 10 anos de atividade – que tem como objetivos identificar, desenvolver, premiar e potenciar o lançamento de ideias inovadoras.

Informações adicionais em www.acreditaportugal.pt

“ALÉM DO ÓBVIO” MAIS DO QUE UMA EXPRESSÃO, É UMA MÁXIMA QUE SE ASSOCIA À AM48”

Mais de 25 anos de experiência deram à AM48 uma capacidade única de se mover rapidamente no mercado e obter melhores oportunidades de investimento e de análise – uma aptidão sem paralelo para agir resultados positivos. Como nos pode descrever o percurso da empresa ao longo de todos estes anos, até ser, de facto, uma referência no setor?
A AM48 foi fundada há cerca de 10 anos. Durante este período procurámos identificar oportunidades e desenvolver empreendimentos que, de alguma forma, aportassem algo de novo ao mercado.
Nesse pressuposto e num período de viragem é de assinalar o desenvolvimento do empreendimento Ópera Lx, em plena Avenida da Liberdade, correspondente à reabilitação de um edifício existente afeto a serviços e conversão/ adaptação do mesmo a um programa residencial, num momento em que nesta artéria da cidade de Lisboa predominavam as sedes corporativas das principais empresas.
O Ópera Lx assinala deste modo um momento de viragem na promoção e na cidade Lisboa, devolvendo a esta artéria o carácter residencial que originalmente teve e encetando um processo de reabilitação seguido por outros e que hoje a posiciona ao mais alto nível nacional.
A este empreendimento sucedeu o Focus Lx (entre o El Corte Inglés e o Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian) em plena Avenida António Augusto Aguiar, correspondendo à criação de um condomínio habitacional em pleno coração da cidade de Lisboa.
Um outro projeto marcante no percurso da AM48 foi o Convento de Santa Joana, situado entre a Rua da Santa Marta e a Rua Camilo Castelo Branco, igualmente em Lisboa.
Este projeto, desenvolvido em parceria com um investidor internacional, consubstanciava a criação do maior condomínio residencial e eventualmente o maior projeto de reabilitação em plena área de CBD.
A este, outros projetos se sucederam, desde logo o The Boulevard em plena Praça dos Restauradores (nomeado melhor empreendimento nas categorias de Residencial e Cidade de Lisboa do Prémio Nacional de Reabilitação de 2020) e mais recentemente o PROMENADE (que se encontra em avançado estado de execução) em plena Avenida 24 de Julho.

A AM48 possui uma vasta experiência em análise de planificação urbana, relação com as autoridades locais e gestão de locais de construção, planeando e monitorizando o desenvolvimento dos projetos do início ao fim. Assim, garante a implementação das melhores e mais inovadoras soluções de design e construção, nomeadamente as soluções “Além do Óbvio”. No que consiste exatamente esta metodologia e que tão bem marca a empresa?
Essencialmente, consiste no inconformismo, na procura de fazermos sempre melhor (em relação ao que fizemos antes) e acima de tudo, termos alguma aversão ao “seguidismo”.
“Além do Óbvio” mais do que uma expressão, corresponde a um posicionamento que perseguimos de forma incessante e que, talvez por isso, se tornou uma máxima que se associa à AM48.
O facto de termos na nossa estrutura quadros com uma longa experiência nas áreas core permite-nos efetuar uma análise crítica de cada oportunidade, selecionar as que consideramos terem potencial, analisar a sua viabilidade (urbanística, legal, financeira, comercial), construir um programa base, definir o conceito a desenvolver, contratar projetistas, acompanhar de perto o desenvolvimento dos projetos, o licenciamento junto das entidades, promover a sua venda direta ou através de parceiros, contratar construtores, acompanhar o desenvolvimento das obras, acompanhar os nossos Clientes e por fim assegurar o serviço de pós-venda.

Tendo plena consciência no impacto ambiental da atividade a que se dedica, a AM48 olha com responsabilidade na promoção de edifícios com o melhor desempenho ambiental, social e económico, de sustentabilidade garantida. Podemos afirmar que este é um dos fatores-chave de diferenciação da empresa?
Acreditamos que todos, independentemente da sua atividade, temos uma atividade económica, uma responsabilidade e um papel social a desempenhar que pode ter maior ou menor impacto ambiental.
Acreditamos ainda que a sustentabilidade tem de ser um desígnio de todos para todos, desígnio este que tem de ser perseguido de forma consistente e sistemática. Com estes valores em presença, no exercício da nossa atividade e no desenvolvimento dos nossos empreendimentos procuramos, conjuntamente com os nossos projetistas e consultores, encontrar os materiais, os sistemas e as soluções técnicas mais amigas do ambiente.

Nos últimos anos o investimento imobiliário intensificou-se sobretudo no mercado português, porém, como tantos outros, este setor acabou por ressentir face à atual pandemia que vivemos e suas consequências. Qual tem vindo a ser o impacto desta problemática no seio da AM48?
A Covid 19 veio alterar por completo a forma de trabalhar (com o teletrabalho), a forma das pessoas se relacionarem (mais à distância) e sobretudo alterar a forma de chegar e de nos relacionarmos com os Clientes.
Se para uma empresa da dimensão da AM48, a alteração da forma de trabalhar foi algo relativamente fácil, já a forma de chegar aos Clientes constitui um desafio acrescido, tendo em conta que até à pandemia a relação com os Clientes era norteada por uma grande proximidade.
Esta situação levou a termos tido de nos reinventar ao nível da comunicação (por forma a mantermos o contacto e sobretudo os Clientes informados) mas também ao nível da promoção, privilegiando os canais digitais e abordando outros mercados.
Ao nível da promoção, a pandemia não alterou a estratégia antes definida, mantendo-se em curso todas as obras (ainda que com as dificuldades que os surtos da doença fazem sentir ao nível da mão de obra e dos fornecimentos, o que se tem traduzido em atrasos), e o desenvolvimento de todos os projetos.
Com efeito, não só não foi suspenso qualquer projeto como foi intensificado o desenvolvimento dos mesmos e alargado a novos projetos, na convicção de que a situação que vivemos é conjuntural, onde a sua origem ao contrário do que aconteceu no passado, não é financeira, mas sanitária, sendo deste modo espectável uma mais rápida recuperação económica, assim os planos de vacinação avancem em termos de prazos e abrangência.

Como nos pode descrever a influência que a pandemia teve no mercado imobiliário? Acredita que o setor terá um papel relevante na recuperação e crescimento da economia?
Estamos plenamente confiantes que a promoção e o mercado imobiliário poderão ter um papel da maior relevância na recuperação e crescimento da economia, assim exista a consciência global e mobilização coletiva para rapidamente inverter a situação pandémica atual, o que deverá ser acompanhado com o direcionamento dos apoios financeiros para a retoma da atividade económica e uma melhor e mais estreia colaboração com as entidades públicas, desde logo as autarquias, nomeadamente ao nível dos licenciamentos e taxas.
O mito do imobiliário ser a galinha dos ovos de ouro tem que, de uma vez por todas, acabar, sob pena de se comprometer e/ou inviabilizar um dos setores que a par da construção (entre outros) nunca parou.

Numa fase pré-pandemia, Portugal era considerado um destino popular entre os estrangeiros pelas mais diversas características únicas que tem para oferecer. Considera que o país continua a ter atualmente todas as condições (e nesta fase complexa) para ser observado enquanto destino seguro?
Consideramos fundamental para a recuperação da confiança dos investidores (nacionais e estrangeiros) o controlo da pandemia. Quanto mais cedo isso acontecer, melhor será para a saúde publica, para as pessoas, para as empresas, para o país, o que naturalmente se refletirá na imagem do país no exterior. Uma vez ultrapassada esta situação, não existe razão nenhuma para não recuperarmos a posição que tivemos no passado, uma vez que os demais fundamentos se mantêm inalterados.

No passado dia 22 de dezembro, o Governo aprovou o decreto-lei que altera o regime jurídico das Autorizações de Residência para Investimento. Posto isto, as novas regras limitam a concessão dos Golden Visa nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, bem como no litoral. Do seu ponto de vista, é esta a melhor altura para limitar os investimentos imobiliários? Quais serão as consequências?
As consequências são óbvias… Os investidores que pretendem obter Golden Visa através do imobiliário (ou seja, a grande maior parte) terão de investir noutros países, que não Portugal. A mensagem que esta decisão comporta é avassaladora e atroz. Para além do tacitismo político, não encontramos qualquer explicação plausível que o justifique.
Resta-nos esperar que, tendo em conta a grave situação que o país está a atravessar, a limitação da concessão dos Golden Visa nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto seja adiada, pelo menos, por um ano.

Por fim, que novos projetos a cargo da AM48 nos pode confidenciar para este 2021 que acaba de começar?
A AM48 tem neste momento em desenvolvimento um conjunto de novos projetos em Lisboa, Aveiro e Algarve que oportunamente dará a conhecer, sempre sob a chancela “Além do Óbvio”.

ANKAI MISSION: LEAD THE FUTURE TRAVELS

Anhui Ankai Automobile is a Chinese brand specialized in the production of several high standard buses and chassis. With over 3000 employees and an annual production of 15000 buses, it is one of the three largest manufacturers in the country. How can you describe the evolution of the company over the years to become a reference in the market?
Anhui Ankai is the leader and benchmark of luxury bus in China. In 1993, the first Ankai luxury bus was put into operation in Chengdu-Chongqing Expressway, filling the gap of domestic luxury bus market and creating a new era of China’s road passenger transport.Ankai company relying on full load-bearing body manufacturing technology, take the lead in cooperating with world famous first-class universities and parts enterprises, successfully developed a series of pure electric and hybrid electric passenger cars, and the new fuel electric passenger vehicle system integration technology leading domestic, motor, electric control, with independent intellectual property rights wheel motor drive axle manufacturing technology.At present, Ankai Bus has the most complete new energy bus product line in China, the largest number of cities where new energy customers operate and the highest single-vehicle mileage of pure electric buses in China.

The company is geared towards technologically advanced and autonomous electric and CNG vehicles. Can we affirm that the innovation of automobile technology on which the brand bets daily is allied to the quality and differentiation of what they produce? In what way?
Ankai and Germany’s Siemens, the university of California, China university of science and technology, Shanghai jiaotong university and other more property institutions long-term deep cooperation, cooperation projects involving hybrid system, electronic control system, drive motor research and other fields, to ensure that ankai bus technology development of sync with the world all the time, with the tide.

In a world where sustainability has become a priority, Anhui Ankai Automobile carries out its work in the same way in the face of what is today a worldwide cause. As far as electric vehicles are concerned, do you consider their introduction to the market to have been an affordable process? What was the impact on the target audience?
Ankai has the National Electric Bus System Integration Engineering and Technology Research Center, the National Enterprise Technology Center, and the National Postdoctoral Research Workstation, bringing together the scientific elites from various fields to carry out the enterprise technological innovation and product research and development.Company to increase investment in the field of new energy vehicles, has the domestic leading the drive system of laboratory, power battery lab, electronic control system laboratory, laboratory, vehicle research and development and performance parts performance and so on six big LABS, have a new energy vehicle and system integration, electronic control and drive systems, power battery components such as testing, validation and development capabilities.

As a pilot, innovative and intellectual property-friendly company, what was the procedure in the research and production of the technologically developed vehicles?
Two research and development methods:
1. Active research and development: research the market, develop suitable products according to the market demand and actively put into the market.
2. Passive research and development: according to customer needs, the development of customer needs of the product.
Production process: product development – design – put into production – welding – coating – final assembly – vehicle test-put into test.

With an excellent product quality, Anhui Ankai Automobile is governed by the concept “Respect for the Customer” which led them to the consolidation of the brand in the market. Therefore, today, being a reference in the Asian continent and already making great strides in South America and the Middle East, the goal is to definitely expand also in the European market. Do you believe that these innovative products will be revolutionary in the face of competition? What remains to be done to cement this purpose?
Ankai develops products suitable for all kinds of customers worldwide. With excellent product quality and the concept of “Respect the guest operating”, our products have been exported to more than 50 developed countries and regions such as the United Kingdom, Dubai, Saudi Arabia, South America, and others, and won a good brand reputation worldwide.In the future, we will continue to strive to develop more high-quality products for customers, and strive to make up for our own shortcomings, so that Ankai brand influence in Europe to a higher level.

In Europe, they want to produce at low cost and dominate the market. How do you intend to make a difference in this respect?
In the future, we will try our best to control the cost of the vehicle body, battery, motor and electric control without affecting the performance and quality of the vehicle.We have developed cost-effective products suitable for the European market.

Anhui Ankai Automobile is one of the most complete companies in the sector. It is therefore important to keep up with new market trends on a daily basis. In this year that has just started, what news can you tell us? What will be the next step in the chronology of success?
In the New Year, Ankai Bus will step forward with high quality development, accelerate to build a world-class Chinese independent bus brand with “Anxin Bus”, set up an industry model, and lead the future travel.

THE NEXT STEP…
The year 2021 is for many, a year of new beginnings and for many others it is an ideal time to continue the success achieved. For Anhui Ankai Automobile it is mainly of enthusiasm since it will be presented in Europe by the Official Distributor GIFTUR Group International
(www.gifturgroup.com), with the goal of the minimum delivery of around 1500 one hundred percent electric buses, in an initial project of three years. As stated, Anhui Ankai Automobile will take another step towards achieving what it aspires to – lead future travel.
Maria Rocha, CEO of GIFTUR, the International Leader Group in the trade of public and tourist transport vehicles, reinforces that this alliance will be the first big step towards the quality of urban life and sustainable urban mobility in European cities.
With a pioneering project for the management of ecological fleets and alongside ANKAI buses and mini buses, the Group GIFTUR will invest heavily in expanding the fleet of electric tourist trains and other new vehicles for personal and public use.

O IMOBILIÁRIO CONTINUARÁ A SER UM EXEMPLO DE RESILIÊNCIA E SUPERAÇÃO

OPINIÃO DE ANABELA GUERREIRO, CONSULTORA IMOBILIÁRIA KW

A alteração ao regime do programa ARI, já previsto no OE de 2020, vem retirar o protagonismo e deixar de se aplicar aos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto e o Litoral, inclusive o Algarve.
Foi aprovado a 22 de dezembro o Decreto-Lei que altera o regime do ARI, entrando em vigor a 01 de julho de 2021, embora faseado pois consagrou-se um regime transitório entre 2021 e 2022, “em que se vai sucessivamente aumentando o valor dos investimentos previstos e reduzindo a possibilidade de aplicação às Áreas Metropolitanas”, segundo a ministra Mariana Vieira da Silva.
A medida surge no sentido de favorecer zonas de baixa densidade populacional, as CIM, Comunidades Intermunicipais do Interior, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, visando aliviar a pressão do mercado imobiliário das grandes cidades, para onde naturalmente apontam os investidores.
Num período, em que o investimento tende a retrair, face ao contexto pandémico e consequente franca instabilidade, que estará para durar, é imprudente avançar-se com a medida. Poder-se-ia ter criado soluções intermédias de incentivo, escalonando por patamares os incentivos, sendo as regiões visadas as mais apoiadas, mas não afastando as mais apetecíveis para o investimento estrangeiro, que embora não seja de todo o principal motor do imobiliário entre nós, é uma peça chave importantíssima.
Numa primeira fase da pandemia, tendíamos a aumentar a captação desse investimento, pelo modo eficaz de combate da doença, e apesar dos rumores dentro do sector que a medida iria avançar, muitos estariam expectantes que tal não sucedesse, até porque o próprio Ministério dos Negócios Estrangeiros, já em período pandémico, avançou que a alteração ao regime não era “prioridade de momento”, adiando os trabalhos sobre a matéria até ao final de 2020. Contudo, a situação inverteu-se, estando agora Portugal com os piores indicadores que se poderia esperar, logo vislumbrar esta mudança do regime a muito curto prazo, é devastador para este segmento imobiliário.
Assim, pese embora Portugal seja tradicionalmente um país atrativo pela suas condições naturais, custos acessíveis e segurança, a forma com a pandemia avançou recentemente poderá refrear os investidores, na medida em que a maior parte dos vistos concedidos, desde o início deste regime, concentram os investimentos nas regiões agora afastadas.
Terá forte impacto, ainda, esta alteração ao regime, em termos de sustentabilidade económica, em zonas que vivem essencialmente do turismo, como o Algarve, agora totalmente paralisado.
Esta teimosia do governo em avançar com a medida, atualmente descontextualizada, perante o cenário pandémico, terá reflexos diferidos no tempo, quando o que interessaria agora seria o garante de que os investidores continuam a apontar para o nosso mercado, e trabalhar na estabilização do mesmo. Os vários players imobiliários temem que isto possa desviar os investidores para mercados mais atrativos sem restrições às zonas mais apelativas, sendo que já em 2020 o investimento captado sofreu uma quebra de 13%, de 742 milhões de Euros em 2019 para 647 milhões no ano transato.
A esperada diminuição dos preços não se deu no seu todo, tendo-se verificado apenas reajustes em zonas e imoveis que se encontravam com valores acima do seu valor de mercado, e um alongar do período de venda.
Prevê-se, dados recentes da Moody’s uma descida na ordem dos 2% para 2021, para os preços dos imoveis de habitação, quebra atenuada pelos níveis baixos das taxas de juro, que se devem manter e propiciam as transações imobiliárias.
As previsões de retoma económica na zona Euro será de dois anos, segundo previsões do FMI, que não obstante a resiliência do sector imobiliário, será barreira ao seu crescimento.
O sector imobiliário viu alterados os seus paradigmas, adaptados à nova realidade, prevendo-se que o segmento das residenciais de arrendamento seja um dos casos de sucesso, bem como o segmento industrial e da logística. Muitas empresas viram-se presas, na crise pandémica, à disrupção da cadeia logística e fê-las pensar que os baixos níveis de stock e excessiva dependência de mercados externos longínquos como a China ou Índia, não serão solução para a sustentabilidade do seu negócio, forçando-as a criar soluções industriais e de logísticas mais amplas e estruturadas.
Num mundo instável, como não há memória, o Imobiliário não será exceção e sofrerá os efeitos, mas será certamente um exemplo excelente de franca resiliência e superação.

“A APPII FARÁ SEMPRE PARTE DA SOLUÇÃO E NÃO DO PROBLEMA”

A APPII representa os promotores e investidores imobiliários, nacionais e estrangeiros, com atividade no território português. Neste 2021 celebra 30 anos de existência. Que balanço faz destas três décadas de apoio, defesa e dedicação ao setor?
2021 é o concretizar de um ciclo, onde a APPII cresceu, dinamizou-se e dignificou-se.
A APPII atingiu uma profusão do mercado, um reconhecimento de todo o sector e uma preponderância na vida associativa, pública e política, da nossa indústria, que é inegável. Consolidámo-nos como uma importante e respeitada associação da nossa indústria, incrementando a defesa do sector e dos associados, posicionando-nos como um dos principais defensores e porta-vozes do sector imobiliário português.
Hoje temos uma experiência de 30 anos e uma força que nos é dada pelas mais relevantes e importantes empresas de promoção e investimento imobiliário em Portugal.

Sabe-se que o investimento imobiliário intensificou-se sobretudo no mercado português. Assim e tendo em conta o atual momento em que vivemos condicionado pela pandemia da COVID-19, acredita que o país continua a ter todas as condições para ser observado enquanto destino seguro?
Acredito que o país continua a ter boas condições para receber o investimento estrangeiro, mas é necessário ultrapassar estes momentos de crise aguda da pandemia COVID-19 e ter por parte dos nossos governantes sinais claros que os investidores são bem-vindos, dados que nos últimos anos tem sido dado sinais contraditórios que nada nos ajudam.
Desde o início da pandemia os investidores imobiliários uniram-se para ajudar as pessoas e o país a superar esta crise. Lançámos recentemente com a NOVA Medical School e o apoio da VICTORIA Seguros a certificação co/vida20. É um programa de qualificação do edificado que ajuda os promotores e investidores imobiliários e os gestores de edifícios no desenvolvimento e operacionalização de um Plano de Contingência ante a pandemia COVID-19. Temos já dois edifícios certificados, as instalações da Victoria Seguros em Miraflores e o edifício Duque 70, da promotora imobiliária Habitat Invest, no centro de Lisboa.

Para melhor entender, qual tem vindo a ser a influência da pandemia no mercado imobiliário? Quais foram, até então, as principais alterações?
Em termos de sector e de preços as perspetivas mantêm-se iguais. O mercado está a responder de forma muito diferente a esta crise, comparando com a crise financeira anterior e também com muita resiliência dos preços.
Perspetivamos um futuro cautelosamente otimista, porque esperamos que a disseminação da vacina durante o ano de 2021 vá trazer francas melhoras à economia mundial e depois porque o clima de baixas taxas de juro e crescente liquidez internacional (com os bancos centrais europeus e mundiais a injetarem todos os dias liquidez na economia, com vista a evitar um risco de recessão económica) continuarão a estimular o setor imobiliário, continuando a fazer dele o chamado “Imobiliário REFÚGIO”.

O Governo aprovou o decreto-lei que altera o regime jurídico das Autorizações de Residência para Investimento, que serviu de motor imobiliário nos últimos anos. As novas regras, que limitam a concessão dos Golden Visa nas zonas metropolitanas da Lisboa e Porto, bem como no litoral, entram em vigor em julho deste ano. Considera ser este o momento ideal para restringir os investimentos?
Tal como foi transmitido ao Governo nas conversas que a APPII manteve com o executivo entendemos que este não era o momento para a introdução desta alteração, que vem dificultar a recuperação da crise social e económica que o nosso país vive por causa da pandemia. Esta alteração agrava a perceção de instabilidade legislativa e fiscal que afeta em muito a credibilidade de Portugal junto dos investidores estrangeiros.
Porém, a APPII fará sempre parte da solução e não do problema. Como tal está disponível para trabalhar com o Governo e demais parceiros numa nova solução, que tire partido da aprendizagem realizada com o programa anterior, e que permita lançar um programa moderno, que encontre uma solução de equilíbrio para todas as partes e que volte a cativar o investimento estrangeiro para o nosso país.

A APPII diz-se disponível para trabalhar numa nova solução que volte a cativar o investimento estrangeiro. Que caminho deveria ser tomado pelo país neste sentido?
Existe um problema grave na credibilidade do nosso país aos olhos dos investidores estrangeiros dada a inexistência de um quadro legislativo estável, credível e interessante, que cative o investimento estrangeiro a trazer projetos maiores e mais duradouros.
O governo deve ouvir todos os stakeholders, Não contar com os investidores imobiliários, é ignorar uma fatia importante que representa hoje 15% do PIB, foi este setor o principal responsável pela recuperação económica na última crise. A APPII está disponível para encontrar uma via justo e credível que coloque novamente Portugal no mapa do investimento imobiliário.

Por fim, onde gostaria de ver a APPII por mais 30 anos? Qual continuará a ser o seu papel na sociedade na representação do setor do investimento imobiliário?
Há que continuar este trabalho por outros tantos 30 anos. Com os tempos desafiantes que vivemos, mas também globais, internacionais e inovadores, de um mundo em constante evolução, este trabalho será igualmente exigente, de afirmação do posicionamento do sector da promoção e do investimento imobiliário no topo da pirâmide da “grande família do imobiliário”, ou não fosse este sector responsável pela captação de 15% do PIB nacional e que dele dependem todos os demais e consequentemente de afirmação da APPII como a associação de charneira deste nosso mercado.

MISSÃO ANKAI: LIDERAR AS VIAGENS DO FUTURO

A Anhui Ankai Automobile é uma marca chinesa especializada na produção de diversos autocarros e chassis de alto padrão. Com mais de 3000 funcionários e uma produção anual de 15000 autocarros, é um dos três maiores construtores do país. Como nos pode descrever a evolução da empresa ao longo dos anos até ser uma referência no mercado?
A Anhui Ankai é líder e uma referência em autocarros de luxo na China. Em 1993, o primeiro autocarro de luxo da Ankai foi colocado em operação na via expressa de Chengdu-Chongqing, preenchendo a lacuna do mercado doméstico de autocarros de luxo, criando assim uma nova era no transporte rodoviário de passageiros da China. A empresa Ankai confia na tecnologia de fabricação de carroçarias de carga completa, na liderança da cooperação com universidades mundialmente famosas de primeira classe e em empresas de peças, desenvolvendo assim, e com sucesso, uma série de carros de passageiros elétricos puros e híbridos elétricos, a nova tecnologia de integração de sistema de veículos de passageiros elétricos de combustível líder doméstico, motor, controlo elétrico com propriedade intelectual independente e tecnologia de fabricação de eixo de tração de motor da roda direita. Atualmente, a Ankai Bus tem a mais completa linha de produtos de autocarros de energia na China, está presente em diversas cidades onde novos clientes de energia operam e tem a maior quilometragem de um único veículo de autocarros elétricos puros também na China.

A empresa está direcionada para os veículos elétricos e gás GNV, tecnologicamente evoluídos e autónomos. Podemos afirmar que a inovação da tecnologia automóvel em que a marca aposta diariamente está aliada à qualidade e diferenciação do que produzem? De que forma?
A Ankai e a Siemens da Alemanha, a Universidade da Califórnia, a Universidade de Ciência e Tecnologia da China, a Universidade de Shanghai Jiaotong e outras instituições particulares, cooperam a longo prazo em projetos que envolvem o sistema híbrido, sistema de controlo eletrónico, pesquisa de motor de acionamento entre outros campos, para garantir esse desenvolvimento de tecnologia dos autocarros da Ankai, sincronizados com o mundo inteiro e a toda a hora.

Num mundo em que a sustentabilidade se tornou uma prioridade, a Anhui Ankai Automobile desenvolve o seu trabalho de igual forma perante esta que é, nos dias de hoje, uma causa mundial. No que concerne aos veículos elétricos, considera que a introdução dos mesmos no mercado foi um processo acessível? Qual foi o impacto junto do público-alvo?
A Ankai tem o Centro Nacional de Pesquisa de Engenharia e Tecnologia de Integração do Sistema de Autocarro Elétrico, o Centro de Tecnologia Empresarial Nacional e a Estação de Trabalho de Pesquisa de Pós-Doutorado Nacional, a reunir as forças científicas de vários campos para realizar a inovação tecnológica empresarial e pesquisa de desenvolvimento dos produtos. Aumentar o investimento no campo de veículos de energia nova, inclui o sistema doméstico de condução de laboratório, o laboratório de bateria de energia, o laboratório de sistema de controlo eletrónico, pesquisa e desenvolvimento de veículos assim como o desempenho das peças como seis grandes LABS, têm uma nova energia integrada de veículos e sistemas de controlo e direção eletrónicos, bem como componentes da bateria de energia, como recursos de teste, validação e desenvolvimento.

Sendo uma empresa piloto, inovadora e com vantagem de propriedade intelectual como foi o procedimento no âmbito da investigação e por fim da produção dos veículos tecnologicamente desenvolvidos?
Temos dois métodos de pesquisa e desenvolvimento:
1 – Pesquisa e desenvolvimento ativos: pesquisar o mercado, desenvolver produtos adequados de acordo com as suas necessidades e colocá-los ativamente nesse mesmo mercado.
2 – Pesquisa e desenvolvimento passivos: de acordo com as necessidades do cliente e o desenvolvimento das necessidades do cliente em relação ao produto.
Processo de produção: desenvolvimento do produto – design – colocado em produção – soldagem – revestimento – montagem final – por fim, teste do veículo colocado em teste.

Com uma excelente qualidade de produto, a Anhui Ankai Automobile rege-se pelo conceito “Respeito ao Cliente” o que os conduziu até à consolidação da marca no mercado. Assim, atualmente, sendo uma referência no Continente Asiático e estando já a dar largos passos no Sul Americano e Médio Oriente, o objetivo é expandir definitivamente também no mercado europeu. Acredita que estes produtos inovadores serão revolucionários face à concorrência? O que falta concretizar para cimentar este propósito?
A Ankai desenvolve produtos adequados para todo o tipo de clientes no mundo inteiro. Com produtos de excelente qualidade e com o conceito de “Respeitar a operação do cliente”, os nossos produtos foram exportados para mais de 50 países desenvolvidos e regiões como Reino Unido, Dubai, Arábia Saudita, América do Sul, entre outros, acabando por ganhar uma boa reputação em todo o mundo. No futuro, vamos continuar a esforçar-nos para desenvolver mais produtos de alta qualidade para os clientes e vamos esforçar-nos para compensar as nossas próprias insuficiências, de modo a que a influência da marca Ankai na Europa se reproduza a um nível mais elevado.

Na Europa, pretendem produzir a baixo custo e dominar o mercado. De que forma pretendem marcar a diferença nesse sentido?
No futuro, faremos o possível para controlar o custo da carroçaria, da bateria, do motor e controlo elétrico do veículo, sem afetar o desempenho e a qualidade do mesmo. Nós desenvolvemos produtos económicos adequados para o mercado europeu.

A Anhui Ankai Automobile é uma das empresas mais completas do setor. Assim, é importante que se acompanhem cotidianamente as novas tendências do mercado. Neste ano que acaba de começar, que novidades nos pode confidenciar? Qual será o próximo passo na cronologia de sucesso?
No Ano Novo, a Ankai Bus dará um passo em frente com o desenvolvimento de alta qualidade, irá acelerar o caminho para construir uma marca de autocarros independente chinesa de classe mundial com “Anxin Bus”, irá estabelecer um modelo de indústria e, por fim, irá liderar as viagens futuras.

O PRÓXIMO PASSO…
O ano de 2021 é para muitos um ano de recomeços e para outros tantos é tempo ideal para dar continuidade ao sucesso alcançado. Para a Anhui Ankai Automobile é sobretudo de entusiasmo uma vez que será apresentada na Europa pelo Distribuidor Oficial GIFTUR Group International (www.gifturgroup.com), tendo como objetivo a entrega mínima de cerca de 1500 autocarros cem por cento elétricos, num projeto inicial de três anos. Tal como se afirmou, a Anhui Ankai Automobile dará mais um passo para ascender aquilo que ambiciona – liderar as viagens futuras.
Maria Rocha, CEO da GIFTUR, Grupo Internacional Lider no comércio de veículos de transporte público e turístico, reforça que esta aliança será o primeiro grande passo para a qualidade de vida urbana e mobilidade urbana sustentável nas cidades europeias.
Com um projeto pioneiro de gestão de frotas ecológicas e a par dos autocarros e mini bus ANKAI, o Grupo GIFTUR investirá fortemente na ampliação da frota de comboios turísticos elétricos e outros novos veículos de uso pessoal e público.

[RE]PENSAR ENERGIA

OPINIÃO DE MIGUEL SUBTIL, MANAGING DIRECTOR, NA ÁTOMO CAPITAL PARTNERS

Acresce a este facto que todas as evidências científicas confirmam como causa dominante das alterações climáticas a emissão de gases de efeito estufa (GEEs), correspondendo as emissões associadas ao uso de energia a cerca de 65% do total de GEEs. Ora, quase metade destas emissões provêm da energia utilizada na indústria, sendo o restante dividido equitativamente pelos setores dos transportes e edifícios. As emissões de mais dificil redução estarão relacionadas com atividades ou processos difíceis de eletrificar e, portanto, necessitando de fontes alternativas de energia com baixo teor de carbono. Isso inclui processos industriais de alta temperatura, como os usados em siderurgias, produção de cimento, industria química e ainda o transporte rodoviário pesado de longa distância, aviação e transporte marítimo.
Outro desafio adicional será o crescimento do consumo de energia previsto para quase todos os setores da economia. A intensidade e a composição desse crescimento nos próximos 30 anos dependerá de como essa energia venha a ser usada em cada setor. De acordo com dados publicados, o setor industrial consome cerca de 50% da energia global, sendo o restante consumido em edifícios residenciais e comerciais (29%) e transportes (21%).
O crescimento da energia primária tem vindo a ser dominado nos ultimos anos por energias renováveis, à custa de uma redução da utilização de hidrocarbonetos, cuja percentagem se prevê que reduza de 85% em 2018 para cerca de 40% em 2050. Em países com abundância de recurso e fontes de financiamento disponíveis, os parques eólicos e solares fotovoltaicos desafiam e desafiarão claramente as fontes tradicionais fósseis. De facto, durante grande parte da história, o sistema global de energia tendeu a ser dominado por uma única fonte de energia, durante a primeira metade do século XX o carvão e posteriormente o petróleo. Agora, em plena transição energética, e durante grande parte dos próximos 20 anos, o ‘mix’ energético será muito mais diversificado, com petróleo, gás natural, energias renováveis e carvão (ainda por por algum tempo).
Em Portugal assumimos o compromisso de passar para uma economia neutra em carbono até 2050, naquela que é a contribuição nacional, no quadro europeu, para o esforço de combate às alterações climáticas ao abrigo do Acordo de Paris. As metas e objetivos para o setor de energia são claros: i)Incorporação de 47% das fontes renováveis no consumo final de energia; ii)Incorporação de 80% das energias renováveis na produção de energia elétrica; iii)Redução para 65% da dependência energética do exterior; iv)Redução de 35% no consumo de energia primária.
Assim,é neste contexto e com estes objetivos que surge o Plano Nacional de Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030), que contribui para a política europeia de combate às alterações climáticas e as consequentes alterações globais na utilização mais eficiente dos recursos.
A estratégia a adotar por Portugal assentará, em grande medida, na redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), na incorporação de fontes renováveis de energia, na eficiência energética e na promoção das interligações. O desenvolvimento do Plano Nacional de Energia e Clima foi elaborado em concordância com o Roteiro para a Neutralidade do Carbono 2050, que se refere à necessidade de descarburação total do sistema elétrico, mobilidade urbana e profundas mudanças na forma como utilizamos os recursos energéticos, apostando em modelos circulares, juntamente com o aumento da capacidade de sequestro de carbono.
Portugal tem fortes argumentos para continuar a construir uma estratégia baseada em fontes renováveis para uma economia neutra em carbono. Os principais ‘drivers’ foram, de resto, já definidos, sendo de destacar a eletrificação da economia e do consumo, a evolução da capacidade instalada de geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, aumento da penetração dos veículos elétricos e outras soluções para mobilidade sustentável, introdução de gases renováveis e tecnologias de alta eficiência em diversos setores, pesquisa e inovação / amadurecimento de tecnologias alternativas para redução de custos.
No entanto, a transição energética e a descarbonização da sociedade não se esgota com a mudança tecnológica, através da substituição ou adoção de novas tecnologias ou da utilização de novas formas de energia. Em grande medida, será a participação do cidadão, das famílias e das empresas, com um papel mais ativo como consumidores / produtores de energia e como agentes de mudança de comportamento, que terá grande impacto nesta trajetória.
Pretende-se um sistema elétrico fortemente descarbonizado, descentralizado e digitalizado, com foco no consumidor / produtor de energia como participante ativo do sistema. Mas isso não será possível sem uma nova conceção e orientação estratégica que passe por novos conceitos como redes inteligentes (‘smart grids’), produtores-consumidores (‘prosumers’), contadores inteligentes bidirecionais, sistemas de armazenamento, produção descentralizada de energia, flexibilidade de oferta / procura, mobilidade elétrica, entre outros.
Vivemos, sem sombra de dúvida, num contexto de grandes mudanças neste setor. O paradigma está realmente a mudar e com ele surgem enormes desafios, dificuldades, mas também inúmeras oportunidades.
É neste contexto que na Átomo Capital Partners assumimos o desafio de “[Re]Pensar Energia” e posicionamo-nos como agregadores de conhecimento e capacidade técnica, disponibilizando know-how e serviços, desenhando soluções e materializando-as em projetos concretos.
Neste âmbito, já desenvolvemos mais de 450 MW de projectos solares, com responsabilidades globais desde a identificação das áreas de implementação, adaptação às características do território, concepção e elaboração de todos os projectos, estudos de viabilidade, estudos ambientais e processos de licenciamento.
Estamos também ativamente empenhados no segmento de produção descentralizada, com foco no autoconsumo e em todas as oportunidades desencadeadas pelo novo enquadramento legal, onde o autoconsumo coletivo terá um papel importante, mas, novamente, onde é necessário pensar ou [Re]pensar energia, aplicando novos modelos técnicos e financeiros, superando dificuldades contratuais e jurídicas, adaptando e personalizando a solução às especificidades de cada projeto.
Quer no desenho de soluções incluindo a implementação, montagem, operação e mautenção quer em projectos em que possamos assumir a componente de investimento a Átomo Capital Partners estabelece-se no mercado como uma estrutura de agregação de conhecimento e inovação, uma plataforma para a operacionalização, transferência e implementação deste know-how em projetos viáveis, reais e realizáveis.

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