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Ricardo Andrade

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BLACKTOWER FINANCIAL MANAGEMENT INTERNATIONAL: líder no setor financeiro 

A Blacktower Financial Management (International) Ltd (BFMI) é constituída por consultores experientes que oferecem um serviço de excelência em gestão de património e planeamento tributário. Com mais de 30 anos no mercado e com escritórios deste e do outro lado do Atlântico, que aspetos diferenciadores têm marcado o percurso da empresa, tornando-a líder no setor financeiro?
Todos os aspetos se resumem na capacidade de responder, com pragmatismo, racionalidade e profissionalismo às exigências do setor e das expetativas dos clientes. A BFMI é líder no setor financeiro porque toda a equipa está interligada e pondera todos os desafios e riscos, que se enfrentam quando se opera num contexto complexo, com uma dimensão internacional. Os serviços da BFMI diferenciam-se dos restantes, primando por garantir a confiança dos investidores e não considerando separadamente, a dimensão nacional e internacional; aliás pelo contrário, são duas faces da mesma moeda de um mundo globalizado – bastará pensar nos efeitos que, por exemplo, as eleições norte-americanas têm nos mercados.

Garantem que, com conhecimento especializado, conseguem economizar tempo e recursos, tranquilizar o espírito dos investidores e ainda alcançar as suas aspirações financeiras. De que forma asseguram este profissionalismo com qualidade, tendo em conta as constantes mudanças societais?
Na BFMI estamos rodeados dos melhores profissionais que o setor financeiro tem para oferecer. De um lado, temos consultores séniores de sucesso e reconhecidos publicamente com décadas de experiência e com carteira de clientes muito diversificados e significativos. Do outro lado, tentamos captar os melhores jovens a iniciar o seu percurso no setor e que demonstram uma aptidão de excelência, correspondendo aos critérios da BFMI. Aliás, a estratégia para garantir este profissionalismo com qualidade, é exatamente, a troca de conhecimento entre aqueles que já estão nossos no setor há mais tempo e com uma vasta experiência, e os recém-chegados que trazem novos insights, novas perspetivas, e que são formados dentro do atual contexto.

A solidariedade faz de igual forma parte da empresa e está bem assente nos seus valores, realizando vários eventos de caridade nos diversos locais onde atuam. Quão importante é este cultivo de relacionamentos positivos nas comunidades?
Acreditamos no princípio da solidariedade como forma de retribuir às comunidades, das quais fazemos parte, todo o apoio que recebemos diariamente. A liderança, pelo exemplo, deve reger-se, acima de tudo, pelo princípio da reciprocidade e da gratidão. Os valores da solidariedade e da inclusividade são pilares do nosso modus operandi e passam para as comunidades onde estamos inseridos. Só poderia ser assim. Na BFMI, trabalhamos com base em princípios cívicos exemplares, para que toda a equipa sinta a necessidade de retribuir, seja em contexto profissional, como pessoal. Toda a equipa sente-se bem a fazer o bem e já reconhecemos estes valores como parte do nosso ADN. Não teríamos o sucesso que temos hoje se não reconhecêssemos que este é gerado muito para além das nossas portas – e das nossas fronteiras. A maneira como tratamos o Outro tem um impacto considerável nos nossos resultados e deixa-nos muito orgulhosos de sermos reconhecidos como uma empresa solidária e preocupada com todas as pessoas que acompanham a BFMI. Em todas as nossas atividades de solidariedade, sejam elas a título profissional ou a título pessoal, sentimos um reforço destes princípios e uma motivação crescente em querer fazer mais e melhor.

Vivendo atualmente um momento atípico no mundo inteiro, como todos sabemos, provocado pela COVID-19, sentimentos de incerteza e insegurança instalaram-se na sociedade. Qual tem sido o papel da BFMI junto dos seus clientes, de modo a que os mesmos se sintam confortáveis no que ao investimento financeiro diz respeito?
A COVID-19 foi um choque para os mercados financeiros a nível global, e surpreendeu quer consultores, quer investidores, tendo sido registada a correção mais rápida do mercado de ações norte-americano, desde 1945. A incerteza e preocupação inicial dos clientes instalou-se a redor da valorização ou melhor… da desvalorização das suas carteiras de ativos. Neste sentido, o nosso papel foi desde o primeiro dia, tranquilizar os nossos clientes e investidores, e adaptar as suas expetativas à nova realidade – a qual inclui também a chegada mais recente da segunda vaga da COVID-19, depois de meses em que se registou alguma recuperação económica.

Fale-nos um pouco do regime especial dos Residentes Não-Habituais (RNH). Se o seu objetivo é atrair até Portugal profissionais qualificados em atividades de elevado valor acrescentado ou de propriedade intelectual, industrial ou com know-how, como avalia o nível de interesse dos mesmos no nosso país?
O regime fiscal dos RNH, introduzido em 2009, tem atraído imensos indivíduos de grande valia económica – sejam aqueles que ainda estão em idade ativa ou pensionistas que escolhem a vida tranquila e discreta de Portugal. De facto, Portugal conseguiu a reputação de “paraíso fiscal” entre indivíduos que mobilizam grandes volumes de capital, e que, portanto, procuram países onde possam gozar de benefícios – por exemplo, a isenção de taxas sobre a riqueza ou sobre heranças –, que lhes assegurem verdadeira estabilidade fiscal. O estatuto de RNH atribui benefícios fiscais durante dez anos consecutivos, o que só por si é extraordinário… mas poder fazê-lo num país que foi eleito pelo quarto ano consecutivo como o melhor destino da Europa na edição 2020 do World Travel Awards, é sem dúvida inigualável!

Que soluções e serviços a BFMI recomendaria para os investidores, tendo em conta o atual receio da repetição de um período de incerteza e medo generalizo?
Nos últimos meses, os mercados acionistas têm vindo a recuperar os meses de quebra abrupta registada na primeira vaga desta Pandemia. Na verdade, muitos investidores tiraram partido do cash out precoce e entraram no mercado num período em que os preços de mercado estavam em tendência descendente, uma estratégia que se veio a revelar extremamente lucrativa para aqueles que a adotaram. Nestes momentos, que trazem incerteza no curto-prazo, os investidores devem focar-se, como sempre, no longo-prazo e confiar nos seus consultores. Períodos de instabilidade funcionam, também, como períodos propícios à reflexão: isto é, rever o nosso propósito, que estratégia se deve seguir e como ajustar os nossos portfólios de forma a serem acautelados todos os possíveis cenários. Neste sentido, a BFMI e os seus consultores têm um papel importante nesta análise e na diversificação do risco do investidor, o que consideramos ser absolutamente fundamental em qualquer ciclo económico, mas especialmente naquele em que nos encontramos neste momento.

UM OLHAR FEMININO NO MUNDO DOS REVISORES OFICIAIS DE CONTAS

O percurso profissional da Susana Gonçalves passou até então por diversas áreas de atividade que se tornaram numa mais-valia também a nível pessoal. Interessa começar por compreender como é a sua personalidade nestas duas vertentes (profissional e pessoal) e quais foram os pontos-chave neste percurso, os marcos mais importantes e qual a razão para ter enveredado por determinados caminhos.
A minha experiência profissional é de 20 anos, seis deles na área de auditoria financeira e revisão de contas numa Sociedade portuguesa de Revisores Oficiais de Contas e 14 anos na área financeira do Grupo Abreu, o qual dispõe de duas áreas de negócio distintas: as viagens e carga/logística.
Os pontos da minha personalidade foram sem dúvida, uma grande sede pelo conhecimento, o que ainda hoje está bastante enraizado, grande capacidade de trabalho e dedicação. Estes seis anos foram para mim, o aplicar na prática, de todo o conhecimento teórico que obtive na licenciatura. A licenciatura desenvolve, sobretudo, a capacidade critica e o pensamento analítico, mas não nos prepara para o mundo empresarial.
O ponto chave foi sem dúvida, o meu meio familiar, onde desde criança me ensinaram que era fundamental a capacidade de trabalho para se conseguir crescer e atingir os objetivos. Os meus pais foram as pessoas que sempre me incentivaram, que sempre acreditaram em mim e nunca me deixaram desanimar.
Após cinco anos de auditoria senti a necessidade de crescer na carreira e iniciei o Curso Preparação da Ordem dos Revisores mas, em novembro de 2006, fui convidada, pela Dra. Sandra Soares, hoje administradora do Grupo Abreu, a dar-lhe apoio na área financeira do Grupo Abreu, esta foi a oportunidade de conhecer uma empresa por dentro, olhar para o mundo empresarial de um outro ponto de vista.

Iniciou a atividade profissional em auditoria financeira e mais tarde decidiu seguir pelo curso de ROC que, segundo a própria, foi uma formação valiosa e uma porta aberta para chegar onde está atualmente. De que forma esta profissão despertou em si certos conhecimentos que hoje são relevantes no atual cargo que exerce, especificamente enquanto Diretora Financeira do Grupo Abreu?
Ao longo de seis anos nesta Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, tive a oportunidade de fazer trabalho de campo em todas as áreas conseguindo ao fim de cinco anos ter um conhecimento completo e, senti necessidade, de chegar ao topo da carreira e ser Revisora Oficial de Contas. Para tal, decidi ingressar no Curso de Preparação da Ordem dos Revisores, curso de quatro módulos tocando as várias áreas: contabilidade, fiscalidade, auditoria, direito, conseguindo ter uma abrangência muito grande.
Dentro da SROC onde exercia funções assisti ao percurso de três colegas e, desde logo, percebi o elevado grau de exigência para obter aprovação em vários módulos e, ao perceber a dura realidade, defini este como sendo mais um desafio que eu tinha de abraçar e vencer.
Esta formação foi essencial para conseguir aprofundar e solidificar todo o conhecimento que tinha. Após a sua conclusão, senti que estava apta a assumir um maior nível de responsabilidade na área financeira do Grupo Abreu, e este Grupo deu-me essa oportunidade.

Membro da OROC, atualmente não executa a profissão uma que vez, como já referimos, desempenha um papel relevante no Grupo Abreu. No entanto, é interessante conhecer a sua perspetiva – tendo em conta que foram longos os anos numa SROC – no que diz respeito ao estudo que recentemente foi divulgado que comprova que o número de mulheres profissionais na área corresponde a menos de um terço da profissão. Na sua opinião, o que fomenta esta questão?
O acesso à profissão é extremamente difícil e rigoroso, é um percurso duro de muita resiliência e de muito trabalho. Vi muitos colegas a desistir.
Considero que há igualdade de oportunidades no acesso à profissão no que respeita a géneros. Porém, a baixa percentagem de presença feminina na profissão deriva do facto de que para a mulher ainda é mais complexo o balanceamento entre a vida profissional, a vida familiar (em geral, casadas e com filhos) e o tempo que é necessário dedicar a esta admissão para ser bem-sucedida (extremamente exigente em termos de horas de formação e estudo individual).
No meu caso em concreto, tudo isto foi possível por ter reunido três fatores essenciais: a) forte objetivo a atingir b) o adiar na decisão pessoal de ter filhos (fui mãe com 34 anos, após a admissão na OROC) e, sobretudo, c) pelo grande suporte familiar que sempre tive. No fundo, são anos da nossa vida que dedicamos em prol de um desafio profissional que, muitas vezes, não é recompensado pelas barreiras à entrada na atividade de ROC.

A OROC afirma que existe uma evolução contínua em função de idade, género e data de inscrição, ainda que este estudo revele que é maioritariamente masculina. Será esta evolução boa o suficiente?
A evolução tem sido positiva, mas tem sido muito lenta. Deveríamos ter uma maior homogeneidade de género, mas penso que no futuro esse equilíbrio tenderá a existir pela atualidade e preocupação com o tema e com a criação de políticas que conciliem família e trabalho.
Na sociedade onde trabalhei e estagiei, identificava facilmente três diferentes gerações, com presença feminina reduzida na geração mais antiga, mas já paritária ou até maioritária na geração mais recente. Se a análise for feita ao nível dos auditores, a presença feminina é ainda superior. O que está a ocorrer ao nível dos licenciados, em que as mulheres são já a maioria, refletir-se-á naturalmente ao nível dos ROC. Sendo o curso de ROC uma formação posterior à licenciatura, precedido de experiência profissional relevante, é natural que esta mudança demore mais a ocorrer.
Acredito que esta alteração ocorrerá naturalmente em todas as áreas, mesmo ao nível dos dirigentes empresariais e políticos sendo sempre necessário que por parte de nós mulheres haja interesse e participação.

Em 2006 ingressou então até àquela que é a maior organização de viagens a operar no mercado português, a maior rede a nível nacional: a Viagens Abreu. Assume que a sua grande experiência foi dentro do departamento financeiro, dado que lhe abriu portas a um desafio nacional e internacional. De que desafio estamos a falar e porque o caracteriza como o mais significativo do seu percurso?
Ingressei nas Viagens Abreu em novembro 2006 (faz este mês 14 anos) assumindo a função de assistente de Contabilista Certificado (neste momento, estava já a finalizar o Curso de Preparação para ROC). A Abreu sempre me deu total flexibilidade para concluir o acesso a esta profissão. Em 2010, passei a assumir a responsabilidade de Contabilista Certificado. Em 2011 fui admitida na OROC e, em 2015 passei a Diretora Financeira do Grupo Abreu.
A minha entrada nas Viagens Abreu coincidiu com uma fase de reestruturação dos seus quadros e um alargamento da rede de lojas a nível nacional. Paralelamente, o Grupo Abreu acelerou o seu processo de internalização, passando a estar presente nos mercados do Brasil, Estados Unidos, Angola, Espanha, Reino Unido, e mais recentemente América Latina. Tive a oportunidade de fazer o acompanhamento financeiro das empresas nestes mercados e criar um núcleo de serviços partilhados de apoio a estas estruturas internacionais.
Esta experiência acompanhou a minha fase de estágio na OROC e foi muito enriquecedora porque, enquanto reforçava o conhecimento da nossa realidade, tive oportunidade de perceber as disparidades ao nível das normas de contabilidade e fiscais nos vários países.

Atendendo ao facto de vivermos atualmente uma crise pandémica derivada pela COVID-19, muitas foram as organizações que sofreram com as suas consequências impetuosas e as agências de viagens fazem certamente parte delas. Muitas pessoas viram a sua liberdade de deslocação condicionada acabando por, inclusivamente, desmarcar algumas viagens há muito planeadas. Qual foi o impacto no seio das Viagens Abreu?
No primeiro mês do ano a rede de lojas apresentava um crescimento interessante de vendas e tudo se apresentava para que 2020 fosse o nosso melhor ano de sempre. Foi em meados de fevereiro (após carnaval) que a crise se anunciou e, num espaço de dias, o negócio paralisou e tudo se transformou num desafio sem precedente.
Num cenário de vendas muito reduzidas tivemos de conter a estrutura ao mínimo, mas garantindo sempre a estrutura ótima para ter capacidade de reação num momento de retoma, a qual esperamos que ocorra no final do primeiro trimestre de 2021.
Recorremos, a todas as medidas de apoio do governo, nomeadamente medidas de lay-off para assegurar a manutenção dos postos de trabalho, medidas excecionais de proteção dos créditos das empresas (moratórias legais) e linhas de apoio à Economia COVID-19 (Agências de viagens).De salientar que sendo Mid-Cap a Viagens Abreu apenas conseguiu aceder a linha de crédito de 1,5 milhões de euros, manifestamente insuficiente para as necessidades de uma empresa presente no setor mais afetado, e os Programas de Papel Comercial, estarem excluídos das moratórias de crédito (produto financeiro mais vendido pela banca às empresas de grande dimensão).
Apesar de tudo, merece destacar o desempenho positivo do negócio de carga do Grupo, que soube aproveitar de forma eficaz a oportunidade de importação de equipamentos e consumíveis de área médica e sanitária. Esta área de negócio não foi nada afetada pela Pandemia, apresentando crescimento significativo do seu negócio.
Como responsável financeira do Grupo este momento que vivemos é o maior desafio de sempre. Nunca ninguém está preparado para atuar numa crise desta magnitude. Porém, esta é a oportunidade para uma mudança estrutural que sempre ansiamos, mas que em momentos em que o negócio existe não se tem coragem de avançar.

Comparativamente a tempos “normais”, sentiram neste período uma maior dificuldade em angariar clientes? Qual foi a estratégia que foi e é predominante na Viagens Abreu de forma a que os mesmos sintam confiança e segurança: características que hoje são, mais do que nunca, levadas em conta?
Viagens Abreu, S.A. (Agência Abreu) labora desde 1840, sendo por isso a agência de viagens mais antiga do mundo em operação, e além disso a de maior dimensão em Portugal. Os capitais da empresa são integralmente portugueses. Por coincidência do destino, neste ano de 2020 completa precisamente 180 anos de atividade.
Somos marca de confiança dos portugueses pelo 20.º ano consecutivo e, muito recentemente, fomos ainda distinguidos pelos World Travel Awards – também conhecidos como Óscares do Turismo – em três categorias: Melhor Agência de Viagens; Melhor Empresa de Recetivo Turístico; Melhor Agência de Viagens Online. Este reconhecimento, num cenário difícil como este, é motivo de orgulho para todos os nossos colaboradores que, no seu dia-a-dia, se esforçam por prestar o melhor serviço e promover a melhor experiência ao nosso cliente.
A Agência Abreu tem hoje um know-how e uma implantação em vários mercados que levou décadas a construir e consolidar, e que considero ser muito difícil de substituir ou replicar. A empresa está estruturada em cima de uma engrenagem complexa de unidades de negócio e posições geográficas que interagem entre si, sustentada por um quadro de pessoal qualificado e continuamente formado.
Numa organização como esta, o cenário de crise tem de ser encarado como uma oportunidade. Não há dúvida de que perante a incerteza e a insegurança que existe, se o cliente quer viajar, a Agência Abreu é aquela que dará garantias de prestar o serviço, o fazer com qualidade e que, em caso de problemas no destino, os mesmos serão de imediato resolvidos.
É de salientar a grande capacidade de ação desta estrutura nos repatriamentos quando toda esta crise eclodiu e tínhamos clientes a viajar em todo o Mundo.

Seja em qual profissão for, para o futuro, que ambições ainda tem por concretizar? Que planos tem projetados?
Quando estamos a apostar numa carreira, num negócio em específico, a ambição passa sempre por chegar aos lugares de topo e contribuir para criar um ambiente de inovação e transformação em todas as empresas e equipas em que colabore. Claro que para isto é necessário dispor de determinadas características (soft skills) que continuo a desenvolver e ter a capacidade de gerir as emoções em contextos disruptivos, onde para isso achei essencial ter o acompanhamento de um business coaching no sentido de fortalecer a capacidade de decisão e desenvolver a escuta ativa. Além de uma pós-graduação na Faculdade de Economia do Porto e outra na Porto Business School, que já realizei, e da formação no INSEAD que estou a frequentar, ambiciono ter a oportunidade de realizar um MBA executivo, a nível internacional.

“O papel da advocacia é fundamental no universo lusófono”

Constituída em 2013, a CVSP Advogados assume um compromisso focado nas necessidades de cada cliente, marcando uma forte componente internacional através das associações estabelecidas com escritórios de advogados de Angola, Brasil, Equador, Espanha, Luxemburgo e Guiné-Bissau. Quão importante é esta ligação aos diferentes países e que valores complementam ao escritório? Certamente cada país reporta desafios distintos consoante os seus interesses.
Estas associações com escritórios locais acabaram por surgir de uma forma natural devido a contactos profissionais ou por pedidos de clientes com interesses nesses mesmos países. A forte ligação internacional constitui o ADN do nosso escritório, pelo que fazem todo o sentido estas mesmas associações internacionais.
Sem dúvida que cada país representa um desafio diferente. Estamos a falar de Continentes distintos e de outras culturas. O elemento-chave é termos a parceria certa, para que o cliente possa “beber” a cultura local.

O acompanhamento personalizado é uma característica que marca a abordagem da CVSP Advogados, entre serviços jurídicos na área da fiscalidade, direito societário e contencioso, empresarial e imobiliário. De que forma tornam esta abordagem diferenciadora nos diferentes países em que atuam?
Na sequência da resposta à pergunta anterior, tal como referi, é extremamente importante ter conhecimentos das práticas locais. Ao nível dos PALOP, por exemplo, poderemos ter textos legislativos semelhantes ou parecidos com o do nosso ordenamento jurídico; contudo é determinante saber como são interpretados pelas administrações públicas e pelos tribunais locais. Assim, dependendo do país em causa, a tal “abordagem diferenciadora” terá de ser na medida da situação em concreto, dado que, cada caso é um caso.

Há muito que se fala da importância da união dos países lusófonos e dos fatores imprescindíveis para a participação plena na vida internacional, constituindo um importante contributo para o reforço da afirmação destes países. Assim, qual diria que é o principal papel da advocacia nesta comunidade?
O mercado dos países lusófonos ainda tem muito potencial para explorar, não obstante as vicissitudes económicas, políticas ou inclusivamente até devido à atual pandemia.
Porém, sem querer desmerecer de algum modo os profissionais das outras áreas, eu diria que o papel da advocacia é fundamental. Ainda na linha do mencionado anteriormente, é de salientar a importância das parcerias entre escritórios de advogados, para que se possa dar corpo a projetos de investimento no seio dos países lusófonos.

Com a crescente cooperação e desenvolvimento das relações empresariais cada vez mais sólidas entre os países lusófonos, acredita que perante a atual crise pandémica, estes negócios e parcerias são ainda mais vitais para a recuperação económica e social?
Sem dúvida. Se pensarmos no universo dos países lusófonos, estamos a falar de um mercado de quase 270 milhões de pessoas. Portugal é um país que, por natureza, tem uma vocação Atlântica, ainda mais do que Europeia, embora tal papel ainda esteja por explorar na sua plenitude.
Os negócios e parcerias são, sem dúvida vitais, mas terão de ser antecedidos por medidas a nível governamental dos países-membros, com vista à criação e melhoria de mecanismos de incentivos ao nível fiscal e alfandegário, promoção do comércio, liberdade de circulação, para que se possa começar a pensar o espaço da lusofonia como verdadeiro bloco económico.

“If you want to go fast go alone, if you want to go far go together”, pode-se ler no site da CVSP Advogados. Nunca esta frase teve tanto significado? É legítimo assegurar que, assim sendo, tudo farão para cooperar de igual forma, enquanto parceiro de negócios, nas dificuldades sentidas neste período de tempo mais incerto? Como?
Trata-se de um provérbio africano que efetivamente ilustra a nossa forma de pensar. Na realidade, até diria que é quase impossível, atingir sozinho o que quer que seja. De um modo ou de outro, ter as parcerias certas sempre marcou a diferença. Assim, e respondendo em concreto à questão colocada, a resposta é naturalmente afirmativa. Posso dar como exemplo que já apostámos na formação de um advogado de outro escritório parceiro que na altura estava a passar por alguns constrangimentos.

A CVSP Advogados mudou recentemente de imagem e de escritório. Há alguma razão em particular? Não têm receio de que com a crise que se avizinha o timing possa não ter sido o ideal?
O escritório, desde a sua constituição, há 8 anos, tinha um logotipo que simbolizava uma árvore com o nome do escritório, dado que a nossa visão da advocacia é de que é sempre necessário semear algo para colher e ter raízes fortes. O laranja foi não só por ser uma cor forte e moderna, como também por ser a cor preferida do meu filho mais velho e ao mesmo tempo uma homenagem à Holanda, país que me acolheu durante um ano, quando fiz o mestrado em Fiscalidade Internacional. O verde simboliza a esperança e apela à copa da árvore. O novo logotipo segue a mesma linha cromática, ficando com uma leitura mais leve e moderna.
A mudança de escritório veio na ótica de crescimento e procura de um espaço moderno e funcional. Naturalmente que a crise nos preocupa; contudo, não podemos deixar, embora de forma controlada, de seguir o nosso rumo.

A terminar, acredita que apesar do momento inconstante ainda há espaço para perspetivas positivas? O que podemos contar para o futuro da CVSP Advogados?
Sempre. Mesmo em tempos mais conturbados há sempre espaço para crescimento, conquanto haja adaptação dos escritórios à nova realidade.

“A ESTRATÉGIA TEM SIDO DAR RESPOSTA ÀS NECESSIDADES DOS NOSSOS CLIENTES”

A missão da TMF Group é auxiliar empresas a operar, expandir e investir em múltiplas jurisdições. Quando foi edificada a empresa? Partiu de que necessidade?
A TMF Group foi fundada na Holanda em 1988. Hoje opera a partir de 125 escritórios em 83 países e emprega cerca de 7800 especialistas em contabilidade, processamento de salários, fiscalidade, juristas, secretariado corporativo, entre outros. Em Portugal, a TMF PT existe desde o início de 2018, ainda é recente. Nasceu pelo interesse mostrado por clientes estrangeiros em investir em Portugal e pela necessidade de clientes nacionais expandirem o seu negócio. Houve mercado e interesse na combinação dos serviços prestados pela TMF e temos vindo a responder às necessidades dos clientes.

Dado o alcance global da TMF Group, são uma organização mundial que junta os serviços corporativos essenciais para o sucesso de empresas. O que têm em comum os clientes TMF? Quais são as vantagens dos serviços da TMF Group?
São clientes globais, que procuram respostas globais, mas com o conhecimento específico que é dado pela equipa local. A vantagem da TMF Group é essa: descomplicar o mundo complexo em que vivem os nossos clientes e dar-lhes soluções adequadas, numa linguagem que facilmente identificam e reconhecem.

A TMF Group foi este ano novamente avaliada como uma das três principais provedoras de Folha de Pagamento Multi-País (FPM). Das 19 empresas avaliadas, foi a única a ser reconhecida tanto como “Líder” como “Star Performer”, pelo Everest Group – uma empresa independente de pesquisa e consultoria. Quais são os principais fatores que fomentam este sucesso?
A rede global de escritórios próprios da TMF Group – que permite oferecer soluções de folha de pagamento num vasto número de países – juntamente com suas conquistas chave de clientes, e o aumento no número de clientes na sua plataforma TMF Horizon são fatores decisivos.

Muitas foram as empresas que sofreram significativamente com as consequências impostas pela pandemia. É legítimo afirmar que a TMF Group continuou a expandir o seu negócio e a crescer dentro dos mais elevados padrões de qualidade, mesmo neste momento incerto?
É verdade que estamos todos a viver circunstâncias ímpares e desconhecidas. Não só em termos de gestão de equipas, mas em termos de acompanhamento dos clientes. Há uma grande incerteza quanto ao comportamento dos mercados, da economia e os clientes da TMF não são exceção. A TMF Group tem, no entanto, continuado a expandir o seu negócio. Se é verdade que os desafios que se colocam são maiores, também é verdade que é – normalmente – em momentos excecionais, que surgem oportunidades também excecionais, de mostrar aquilo que podemos fazer e o nosso papel diferenciador neste setor de atividade. Os clientes têm dado muito valor a este acompanhamento e sentem-se seguros com a TMF.

Devido ao enorme sucesso da TMF Group, é natural que os recursos humanos acompanhem o crescimento. A equipa tem sido o espelho do esforço contínuo e das conquistas da empresa? Qual tem sido a estratégia?
Sim, a equipa foi inexcedível no modo como se adaptou às novas exigências do trabalho a partir de casa, como acolheu novos colegas e como nunca descurou o seu trabalho (e as necessidades dos clientes). Os RH também sempre trouxeram a calma e serenidade desejáveis para dar segurança à equipa numa altura de pandemia, enquanto foram acompanhando os novos membros da equipa. Comecei como Country Leader em Portugal em abril de 2020 e éramos 14 na equipa. Vamos fechar o ano com 26 pessoas. A estratégia tem sido dar resposta às necessidades dos nossos clientes e à expansão da nossa rede de clientes, tendo sempre o bem-estar e segurança da equipa TMF em primeiro plano.

Em Portugal, aumentam as iniciativas de recrutamento. O objetivo passa também por expandir (ainda mais) o negócio no nosso país?
A TMF PT tem uma história (ainda) curta. Não atingimos o nível de maturidade que já existe noutras jurisdições. Não iremos apostar num crescimento desmedido e temos consciência das limitações do nosso mercado e das consequências negativas que a COVID-19 trará. No entanto sabemos que há muito para fazer e que ainda há potencial de crescimento. E queremos apostar nas pessoas certas para consolidar todos os serviços que prestamos, sempre a apostar na qualidade.

Considera que o ano de 2020 não só ficará marcado na história do mundo pela crise pandémica, como ficará na história da TMF PT como o ano em que expandiram a sua base de clientes em diferentes segmentos e geografias, o que permitiu que crescesse acima da média do mercado?
É inegável que a história do Mundo nunca se esquecerá desta pandemia, como não se esqueceu de todas as outras. 2020 ficará, inevitavelmente, com esta marca. Na TMF, foi um ano de organização e de crescimento (cerca de 30% relativamente ao ano passado). E não deixamos de nos orgulhar deste caminho, tendo em conta todas as vicissitudes com que todos fomos confrontados desde março deste ano.

Para o futuro, o que podemos esperar da parceira de negócios que é a TMF Group?
A TMF Group (e a TMF PT em particular) é uma parceira presente, preocupada com o seu cliente, que se envolve com os restantes parceiros dos clientes (advogados, bancos, notários, entre outros) e que partilha sucessos e derrotas com o cliente. Temos uma equipa dedicada, que não abrandou em tempos de pandemia e que não se desmotivou com as dificuldades acrescidas que a mesma veio trazer.

“NÃO PROCUREI UMA CARREIRA ALTERNATIVA, MAS PROCUREI UMA ALTERNATIVA PARA CONTINUAR A FAZER O QUE GOSTO”

A BMS-Audit tem uma equipa de profissionais auditores experientes, cujo foco se mantém na qualidade dos serviços, na rapidez e flexibilidade em conjunto com o preço competitivo. Quando foi edificada a empresa e qual a estratégia que tem imperado na promoção da mesma?
A BMS-Audit é uma empresa de auditoria fundada em 2018, mas a ideia e o conceito têm mais de quatro anos. Somos quatro sócios, todos ex-Big4. Apesar das adversidades, considerámos que este seria o momento certo para dinamizarmos o nosso projeto. Após dois anos de atividade em auditoria sentimos agora estarem reunidas as condições para alargar o âmbito dos serviços prestados. Estamos agora focados não só na auditoria, o core, como Sociedade de Revisores Oficias de Contas que somos, mas também na consultoria. Procedemos à aquisição de ferramentas tecnológicas de suporte e estamos a formar as nossas equipas de forma a prosseguirmos a nossa estratégia de melhorar a qualidade das auditorias.
Este está a ser um ano muito atípico, pelas razões que todos nós conhecemos, que trouxe muitos constrangimentos para as empresas e, consequentemente, para os auditores. Por isso, este é o momento para trazer mais confiança aos nossos clientes, dando a garantia de que a nossa equipa de profissionais integra também especialistas de diversas áreas, tais como da área de tecnologias de informação, de avaliação de ativos, fiscalistas, entre outros, o que nos permite melhorar a qualidade dos serviços que prestamos.
A flexibilidade e multidisciplinaridade da nossa equipa, em combinação com um preço competitivo, são a base da nossa estratégia, à qual aliamos a grande proximidade aos nossos clientes, prestando serviços de auditoria e consultoria de valor acrescentado.

Auditoria / Revisão Oficial de Contas, Consultoria, Impostos e Formação são alguns dos serviços prestados pela BMS-Audit. Interessa compreender, tendo em conta – e como dizem – o mercado altamente competitivo que existe, de que forma utilizam os vossos skills profissionais para vos diferenciar da concorrência. Quais são os fatores fundamentais no seio da empresa, que vos tornam na primeira escolha do cliente?
Sem dúvida, a nossa experiência e a forma como nos relacionamos com os nossos clientes! Todos temos um percurso profissional de excelência que inclui trabalhos tanto em Portugal como no estrangeiro (CPLP e outros). Tivemos o privilégio de desenvolver a nossa carreira profissional numa multinacional que nos permitiu crescer como auditores e consultores, que nos trouxe a excelência na gestão de equipas e na execução de trabalhos de complexidade e risco elevados, e que nos deu oportunidade de trabalhar com especialistas de diversas áreas, o que consideramos ser fundamental para aumentarmos a qualidade das auditorias e de outros serviços entregues ao cliente.
Foi desta forma que pensámos neste projeto, ou seja, reunir uma equipa de especialistas com uma vasta experiência, que nos permite prestar um serviço integrado que traz valor ao cliente, e que este reconhece.

Considera que o facto de os partners da mesma terem uma forte experiência numa das maiores firmas mundiais de auditoria e consultoria, onde desempenharam funções ao nível de senior executive, é sem dúvida, uma mais-valia não só na teoria mas também na prática? Esse conhecimento é essencial?
Nesta profissão, a experiência traz não só qualidade ao trabalho, mas também a capacidade de apresentar soluções ajustadas à realidade dos nossos clientes. Quando o nosso percurso é cimentado numa Big4, com trabalho direto nos maiores grupos económicos a operar em Portugal (incluindo empresas Cotadas em Bolsa), nos mais diversos setores de atividade, não tenho dúvida que temos todas as ferramentas para acrescentar valor aos nossos clientes prestando um serviço de qualidade. Os valores e o rigor que me foram transmitidos ao longo destes 26 anos de trabalho numa Big4 estão intrínsecos na forma como eu e os meus sócios trabalhamos.
Na BMS-Audit procuramos passar esses mesmos valores para a nossa equipa, assentes em princípios de ética. O foco é sempre o mesmo: prestar um serviço de qualidade que acrescente valor ao cliente. Todos sabemos que ter uma equipa bem formada é fundamental, pelo que procuramos ser nós mesmos a formar as nossas equipas, e aproveitamos esses momentos para partilharmos a nossa experiência, para lhes dar as bases para eles aplicarem o julgamento profissional e ceticismo profissional.

Proporcionam um apoio ativo na procura de soluções para os desafios que surgem diariamente aos clientes. Para que tal aconteça, é natural que necessitem de colaboradores qualificados, empenhados e motivados na execução dos serviços. Qual o grau de relevância que estes representam na BMS-Audit?
Desde cedo, no início da carreira profissional, que aprendemos que o sucesso da equipa depende do sucesso de cada um dos elementos. Não se fazem auditorias de qualidade se a equipa não estiver devidamente formada e, acima de tudo, motivada. Mas temos a consciência que é muito difícil reter talentos se nos focarmos a fazer “apenas auditorias” e não proporcionarmos experiências diversificadas e desafiantes.
Se queremos reter talentos, é vital proporcionarmos oportunidades de crescimento, liderando pelo exemplo, ou seja, vivendo todos os projetos com energia e entusiamo, e envolvendo toda a equipa na sua execução. É por isso que desenvolvemos um modelo de negócio multidisciplinar, sustentado numa ligação muito próxima entre todos os elementos da equipa, potenciado pelas ferramentas que complementam a nossa metodologia. Assim conseguimos não só prestar um serviço integrado e de valor acrescentado aos nossos clientes, mas também proporcionar à equipa uma experiência que vai para além da auditoria.
A diversidade de talentos nesta profissão leva a uma diversidade de perspetivas e experiências, sendo um dos fatores fundamentais para manter as nossas pessoas motivadas. Elas crescem connosco e nós crescemos com elas.

No âmbito dos profissionais Revisores Oficiais de Contas, foi recentemente apresentado um estudo que revela que o número de mulheres nesta profissão corresponde a menos de um terço. Apesar da OROC concretizar iniciativas que promovem a igualdade de oportunidades e diversidade, será esta evolução boa o suficiente? Na sua opinião, que condicionantes existem para que, efetivamente, e comparativamente ao sexo masculino, as mulheres representem um pedaço mais pequeno de profissionais?
A carreira de auditor é uma carreira que exige grande dedicação e disponibilidade pessoal. Considero que é uma carreira muito técnica e com uma necessidade de disponibilidade total para termos sucesso. Neste contexto, se queremos prestar um serviço de qualidade tal passa por muita formação, grande parte da qual recorrendo ao autoestudo. Acresce ainda o facto de que é um trabalho a ser desempenhado nos clientes, o que implica necessidades constantes de deslocação e tempo longe de casa.
Toda esta exigência se reflete na nossa vida pessoal, e não é fácil conciliar esta exigência com a vida pessoal. Eu fiz muitos trabalhos fora de Portugal, nomeadamente em Angola. E quando me perguntam desde quando não vou a Angola, eu respondo “desde que fui mãe pela primeira vez”. Isto diz alguma coisa! Se houve alturas em que optei por não viajar para a realização de projetos no exterior, para me permitir acompanhar o crescimento dos meus filhos, a verdade é que as oportunidades para liderar projetos externos deixaram de aparecer. E muitas vezes são este tipo de projetos (seja pela sua dimensão, pela sua rentabilidade, ou por outros motivos) que nos tornam mais visíveis dentro de uma organização. E quando digo que as oportunidades deixaram de aparecer, não foi porque eu as tenha recusado.
Ainda existe, na nossa sociedade, o estigma de que é a mulher quem tem de estar na linha da frente na educação e no acompanhamento dos filhos, pelo menos nos primeiros anos das suas vidas. Na nossa sociedade empresarial, e por vezes no seio da família também, assume-se que o apoio à família é prioritário para as mulheres.
Na minha profissão isso é evidenciado quando em determinados projetos que exijam mais deslocações, isto é, mais tempo longe do seio familiar, são os homens e/ou as mulheres sem filhos que estão na linha da frente para serem escolhidos. E não esquecer que são algumas destas oportunidades que permitem uma chegada ao topo de uma forma mais célere.
Não estou a querer dizer que tomei as decisões que tomei por influência da sociedade, ou que tenha feito alguma coisa para alterar isso, mas a conjugação de todos estes fatores teve, sem dúvida, influência nas minhas opções de carreira. Contudo, quero salientar que me sinto bem com as decisões que tomei profissionalmente e decidi que agora chegou o momento de continuar a crescer. Na BMS-Audit sou Partner, mas não é por isso que deixo de acompanhar os meus filhos. Antes pelo contrário, agora sinto que estou muito mais presente nas suas vidas.
Não considero que este seja um problema específico da profissão de revisor oficial de contas, apesar de ter a consciência que ser auditor exige uma boa gestão do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (o chamado work-life balance). E todas as mulheres passam por este desafio, especialmente quando constituem família. Como já referi, eu também passei por este desafio. Constitui família, tenho dois filhos, e assumo que houve momentos mais difíceis. Desistir nunca esteve fez parte do meu modo de estar, e como gosto muito do que faço, mantive o foco em conseguir o equilíbrio. Mas tenho observado que, quando o equilíbrio não é conseguido, muitas de nós procuram uma carreira alternativa. Eu não procurei uma carreira alternativa, mas procurei uma alternativa para continuar a fazer o que gosto num projeto que me permite continuar a crescer.
É minha opinião que esta tendência de as mulheres serem quem presta mais apoio à família está a alterar-se. Em breve vamos começar a ter resultados disso mesmo. As jovens mulheres de hoje já procuram experiências de trabalho internacionais. Alargam os seus horizontes. Constituir família não faz parte dos planos imediatos. Vejo que esta tendência poderá levar as mulheres a “aparecerem” mais.

Além desta comparação, foram ainda divulgados números referentes a jovens que, concretamente, têm tido baixo acesso à área. Na BMS-Audit, têm esta questão em conta quando pretendem juntar à equipa novos profissionais? Que oportunidades de carreira existem na empresa?
Temos crescido de forma a acompanhar o crescimento do negócio. Em setembro contratámos mais três jovens, recém-licenciados, duas pessoas do sexo feminino e uma do sexo masculino, para os nossos escritórios de Lisboa e Porto. Todos eles vêm com uma enorme vontade de iniciar a sua vida profissional em auditoria. Mas o seu interesse cresceu quando apresentámos o nosso modelo de negócio, focado em equipas multidisciplinares e na oportunidade de virem a desenvolver outros trabalhos complementares ao de auditoria.
É isto que proporcionamos a quem se quer juntar a nós. Uma experiência única nesta área. Trabalhar com especialistas de diversas áreas, participar em projetos que permitem desenvolver outras capacidades para além da função de auditoria, e ter uma ampla visão das empresas / clientes que confiam no trabalho que desenvolvemos no valor que entregamos.

Seria importante que as organizações se juntassem de forma a preencher estas lacunas, e assim terminar com a desigualdade de oportunidades proveniente dos tempos mais antigos? O que deveria ser concretizado neste sentido?
Eu penso que esse movimento já começou. Já todos ouvimos o chavão work-life balance nas grandes organizações. As grandes organizações, que são as que eu mais conheço, já estão a trabalhar neste sentido. Apesar de ser uma ação que visa todos dentro da organização, homens e mulheres, a verdade é que quando nos debruçamos sobre as medidas implementadas, elas estão maioritariamente focadas nas mulheres. Pela experiência que tive na organização onde trabalhei, quando era necessário desenvolver medidas para procurar o work-life balance eram maioritariamente as mulheres que eram “recrutadas” para as sessões de brainstorm.
Mas a sociedade em que vivemos está a mudar. A nova geração de profissionais está a exigir mais ação no sentido de acabar com as desigualdades. Neste aspeto, já não são as pessoas que se moldam aos costumes das organizações. Antes, as organizações estão a mudar para se adaptarem às novas exigências do mercado de trabalho. Os talentos são difíceis de reter em todas as profissões, não só em auditoria. As organizações que não se adaptam, deixam de ser atraentes em certa medida. Os jovens estão cada vez mais informados. Tem-se observado que já procuram as empresas que estão no rank das melhores empresas para trabalhar. São estas as que interessam.
Destaco que a nossa experiência levou a que, na BMS-Audit, algumas destas medidas estejam já a ser implementadas ainda que tenhamos uma equipa jovem e motivada. Mas o meu conselho é o seguinte. Às organizações, não tomem decisões pelas mulheres com quem trabalham, oiçam-nas! Às mulheres, não deixem que outros tomem decisões sobre as vossas carreiras sem vos ouvir, não desistam!

A terminar, onde gostaria de ver elevada a marca BMS – Audit no mercado? Qual é a principal ambição que gostaria de ver concretizada?
Em primeiro lugar sermos reconhecidos no mercado (pelos nossos clientes, colaboradores e concorrentes) como uma empresa que desenvolve a sua atividade com os mais altos padrões de qualidade e cumprindo os princípios fundamentais de ética, e na nossa opinião este deve ser sempre o objetivo de qualquer Sociedade de Revisores.
De seguida, consolidar os nossos princípios de ser uma empresa focada em se diferenciar por ter uma maior proximidade ao nosso cliente, ter equipas multidisciplinares com a formação adequada e com acesso a experiências diversas e, acima de tudo, partilhar a nossa experiencia por forma a ajudar o nosso cliente / equipa criando valor (interno e externo).
Por fim a nossa ambição última será criar internamente os futuros sócios da BMS-Audit e que estes deem continuidade, com o mesmo empenho e entusiamo, ao projeto que estes quatro “loucos” iniciaram, pois mesmo na conjuntura atual (em que estamos todos “COVIDados”) não vacilámos e nunca perdemos a ambição de fazer crescer este projeto e toda a equipa BMS-Audit.

“A DISCREPÂNCIA, ENTRE ROC HOMENS E MULHERES, É CADA VEZ MENOR”

Os profissionais da Grant Thornton estão distribuídos por mais de 135 países e estão focados em fazer a diferença perante os seus clientes e nas diferentes comunidades onde residem, existindo vários fatores diferenciadores. Qual é o papel da empresa em Portugal e de que fatores estamos a falar?
A Grant Thornton em Portugal existe sob a forma de duas entidades com estruturas societárias autónomas: a Grant Thornton & Associados, SROC, Lda., cujo core business é a prestação de serviços de auditoria e a Grant Thornton Consultores, Lda., estando a sua atividade relacionada com o tax e advisory. Eu integro os quadros da Grant Thornton & Associados, SROC, Lda., pelo que, é sobre essa realidade que me pronunciarei.
A SROC tem clientes de todas as dimensões (pequenas, médias e grandes empresas), nomeadamente empresas privadas e entidades do setor público empresarial do estado, sendo que, no caso de Portugal, consideramos que nos distinguimos pelo serviço personalizado e muito próximo que lhes prestamos. A dimensão e estrutura da Firma, sem hierarquias complexas, permite dispor de equipas versáteis e eficientes nas respostas aos Clientes. O serviço que prestamos, mais do que fazer parte de um conjunto de obrigações legais e regulamentares a que as entidades estão sujeitas, visa sempre a criação de valor acrescentado às organizações.

Sabemos que as equipas da Grant Thornton são lideradas por profissionais que atuam numa lógica de proximidade com o cliente e que utilizam conhecimentos, experiência e instinto, ajudando-os a encontrar as melhores soluções. Mas, internamente, como tem sido a abordagem da empresa à responsabilidade corporativa e ao compromisso com a diversidade e a inclusão de colaboradores?
No que respeita à responsabilidade corporativa, ou à forma como a Firma se relaciona com o capital humano, considerando a sua dimensão (na auditoria conta atualmente com 53 pessoas), torna-se fácil manter uma relação de grande proximidade com os seus colaboradores. Estão também implementados alguns procedimentos, como um plano de formação técnica, avaliações de desempenho periódicas, horários flexíveis, entre outros, que têm como objetivo, dentro do possível, contribuir para o bem-estar e motivação dos seus colaboradores.
Relativamente à responsabilidade social, tem participado também em diversas ações de voluntariado e efetuado donativos em espécie a algumas instituições de solidariedade social.
No que se refere a práticas de diversidade e inclusão de colaboradores, como já referi, a Firma tem uma dimensão média, sem processos de recrutamento complexos e, por essa razão, não necessita de ter políticas definidas concretamente quanto a esses temas, pois nunca houve qualquer tipo de discriminação. De facto, tendo em conta o meu longo percurso na Sociedade e o facto de já ter integrado diversos processos de recrutamento, não tenho memória de alguma vez ter sido feita qualquer distinção de raça, género ou religião, nos processos de admissão, privilegiando-se sempre, como mais importante, as capacidades técnicas e humanas de cada pessoa, bem como o facto de poderem contribuir para o excelente espírito de equipa que existe, e sempre existiu, entre os colaboradores.
Deste modo, considero que a Grant Thornton & Associados, SROC, Lda. não tem qualquer limitação em aplicar boas práticas de gestão de pessoas, em conformidade com os princípios da diversidade e inclusão.

Recentemente foi apresentado um estudo que revelou que o número de mulheres Revisores Oficiais de Contas (ROC), corresponde a menos de um terço da profissão. Apesar da evolução contínua, a repartição da profissão em função de idade, género e data de inscrição revela que esta é maioritariamente masculina. De forma mais generalizada e para melhor entender, quais são os fatores que providenciam esta discrepância entre homens e mulheres? Acreditam que passa efetivamente por falta de interesse ou que a questão tem por base a desigualdade de oportunidades?
Há 25 anos quando me tornei ROC, fazer o exame de admissão era um desafio, uma vez que era quase um dado adquirido que a profissão estava vedada a mulheres, independentemente das suas capacidades técnicas e da sua experiência em auditoria. Existia, sem dúvida, uma clara desigualdade de oportunidades que começava logo na fase de acesso à cédula profissional.
Atualmente, penso que a discrepância, entre ROC homens e mulheres, é cada vez menor e que essa desigualdade de oportunidades, que existia logo na fase de admissão à Ordem dos ROC, esteja mais atenuada. Contudo, esta é uma profissão cada vez mais exigente, em termos técnicos, no que respeita às crescentes exigências e responsabilidades que são atribuídas aos auditores, em termos de normas, legislação, regulamentos, entre outros.
Este nível de exigência e responsabilidade obriga a um grande dispêndio de horas, que muitas vezes não é compatível com as obrigações familiares, às quais as mulheres continuam a ser muito mais chamadas que os homens, dificultando, assim, a igualdade de oportunidades, embora esta situação, para as últimas gerações, também tenda a evoluir de forma favorável para a igualdade.

Além do número de mulheres Revisores Oficiais de Contas ser mais baixo comparativamente aos homens, também os jovens têm tido baixo interesse quanto ao acesso à profissão. Consideram que, também neste caso específico, é a falta de interesse que predomina ou que os acessos à área estão cada vez mais complexos? Quão importante é ter jovens profissionais no universo das empresas?
Sem dúvida que é importantíssimo ter jovens profissionais nas empresas, pois o seu know-how mais académico, mas também mais atual, configura uma mais-valia para as organizações. Nesse aspeto a atividade de auditoria é privilegiada, uma vez que é nos recém-licenciados /mestres que recruta, preferencialmente, os seus colaboradores mais juniores.
Contudo, tal como já tive oportunidade de referir, esta profissão é muito exigente no que respeita ao número de horas que temos de dedicar-lhe, limitando a disponibilidade para a família e/ou outro tipo de interesses, e também à crescente regulamentação que se altera todos os dias, tornando-a, por vezes, pouco atrativa. Para a nova geração o trabalho é uma forma de vida e não a sua vida, pelo que, quando o tempo dedicado ao trabalho não está em linha com estes objetivos, surge a desmotivação e a vontade de mudar.
Por outro lado, as novas gerações, consequência da evolução da própria sociedade, têm uma visão mais efémera das coisas, do que a minha geração; são uma geração que vive mais um dia de cada vez, até porque não lhes é concedida a segurança e a estabilidade no trabalho que a minha geração conseguia sentir.

Pelo mundo fora este tema da igualdade de oportunidades tem ganho força e destaque na sociedade. O que tem a Grant Thornton concretizado para que esta problemática não seja sentida pelos colaboradores?
Como já tive oportunidade de referir, a dimensão da Firma permite um ambiente de grande proximidade entre os seus colaboradores, nomeadamente através do trabalho em equipas que não são fixas.
Tentamos todos preservar o excelente ambiente de trabalho, o que contribui para que as pessoas trabalhem em condições que lhes permitem, de alguma forma, gerir o seu tempo, e em segurança, nomeadamente no atual contexto de pandemia em que vivemos.
Esse relacionamento aberto que se verifica entre todos permite a cada colaborador expressar as suas opiniões, sendo a evolução de cada um, determinada pelo empenho, dedicação e evolução técnica, tendo, à partida, todos as mesmas oportunidades. Devo referir, que, atualmente, temos mais colaboradores femininos do que masculinos, pois dos 53 colaboradores da Firma, 32 são femininos e 21 são masculinos, sendo as funções de coordenação das equipas de trabalho, asseguradas, maioritariamente, por mulheres, algumas delas acumulando esta função com o papel de mães. As oportunidades, tendo em conta as caraterísticas próprias da Firma, são iguais para todos, tentando sempre ter em consideração uma visão justa das pessoas, sem preconceitos.

Estando presentes em vários recantos do mundo, que diferenças realçam quanto à visão evoluída no que a estas problemáticas diz respeito?
No que respeita aos temas da inclusão, diversidade e igualdade de oportunidades, não sei se podemos falar propriamente de fazer a diferença, mas certamente que, neste domínio, a Grant Thornton & Associados, SROC, Lda. aposta na construção de uma cultura capaz de criar uma vida profissional sustentável e um local de trabalho atraente no qual os seus colaboradores possam crescer e se desenvolver.
Esse processo passa por oferecer um ambiente de trabalho que se concentra no desenvolvimento individual, autorresponsabilidade, e que envolve todos os colaboradores numa cultura inclusiva e igualitária, com tolerância zero a qualquer tipo de discriminação. Posso referir, inclusive, que a Grant Thornton Internacional tem sido considerada como uma das melhores empregadoras do mundo.

Abordando a atual pandemia da COVID-19, e suas consequências que afetaram mundialmente pessoas e organizações, qual foi a estratégia adotada pela Grant Thornton que imperou no seio da empresa para assegurar o serviço de qualidade? Quais foram os principais desafios para a empresa, em Portugal?
O atual contexto está de facto a ser um desafio para todos, independentemente da profissão de cada um. No nosso caso específico, as componentes do trabalho remoto não podem divergir muito do presencial, até porque independentemente como é que a auditoria é feita, ela tem que assegurar que a opinião que emitimos está devidamente documentada e teve em consideração o cumprimento das normas aplicáveis, pois a presente situação não pode afetar a qualidade do trabalho de auditoria.
As equipas de trabalho, embora num contexto diferente, estavam habituadas a comunicar entre si remotamente, estando já os sistemas de segurança informática adaptados a essa realidade. Portanto, o teletrabalho apesar de introduzir algumas novidades, como, por exemplo, o recurso às videoconferências tanto para a comunicação entre colaboradores como com os Clientes, foi um processo a que nos adaptámos com alguma facilidade.
Houve, obviamente, limitações no acesso à informação e/ou às instalações dos clientes, em que tivemos de adotar, caso a caso, procedimentos alternativos para a recolha de evidência do trabalho efetuado e/ou documentos relevantes à fundamentação dos nossos relatórios. Atualmente existem já muitas entidades com sistemas de informação de documentação em sharepoint, unidades compartilhadas, etc., onde este processo de transição foi mais fácil. No entanto, em algumas organizações, a passagem ao teletrabalho não foi tão fácil, tendo sido mais demorado o processo de instalação e preparação da disponibilização da informação de que necessitamos. Concluindo, considero que a qualidade do nosso trabalho não foi, nem poderia ter sido ser afetada por esta pandemia.

A terminar, qual continuará a ser a aposta para o futuro, passível de acrescentar valor à gestão e análise da empresa e sua envolvente?
Independentemente da incerteza que continua associada aos impactos do COVID-19, até por continuar a não ser previsível o seu fim, o caminho para o “digital” parece inquestionável, uma vez que nunca mais voltaremos à realidade de fevereiro de 2020 e não continuaremos a viver no século XXI com a mesma mentalidade com que vivíamos no início do século e muito menos com a do século XX.
Esta pandemia tem servido, pelo menos, para as organizações testarem o teletrabalho, as oportunidades da tecnologia e o comportamento dos seus colaboradores nesse ambiente. Acho que, de uma forma geral, todos fomos surpreendidos com a produtividade e o sentido de responsabilidade demonstrados pelas pessoas a trabalharem neste contexto. Como dizia Dennis Gabor “o futuro não pode ser previsto, mas pode ser inventado. É a nossa habilidade de inventar o futuro que nos dá esperança para fazer de nós o que somos”. É com essa nossa habilidade para inventar o futuro, que teremos de continuar a viver neste ambiente de pandemia aliado à exigência crescente da profissão, à transformação digital e também aos novos perfis de colaboradores que toda esta transformação originará.

“OS CLIENTES SENTEM QUE FAZEMOS PARTE DA SUA EQUIPA”

A Sebastião & Santos foi constituída em 1993, tendo por isso largos anos de experiência enquanto sociedade de Revisores Oficias de Contas. O que os motiva na prestação de excelência nos serviços é o apoio que fornecem aos clientes e consequentemente ao crescimento dos seus negócios e a serem bem-sucedidos. De que forma estas características têm marcado a evolução da sociedade no mercado?
A larga experiência e presença no mercado é de facto um fator muito importante nesta área e que importa ao cliente na hora de escolher o seu parceiro. A Sebastião e Santos, tem sofrido nos últimos anos reestruturações que têm permitido acompanhar todas as evoluções na profissão, mas a relação próxima com os clientes e a presença de quem fundou a Sociedade é uma constante diária e que é muito valorizada.

Garantem que podem fazer a diferença pela forma de gestão e envolvimento de cada um dos profissionais na realização dos trabalhos. Num mercado cada vez mais competitivo, como é que essa mesma gestão diferencia a Sebastião & Santos das restantes?
A Sebastião e Santos trabalha diariamente lado-a-lado com o cliente, quer isto dizer que não somos vistos como “os auditores que servem para emitir um documento”, os clientes sentem que fazemos parte da sua equipa. Atualmente essa imagem faz a diferença, porque o cliente necessita que sejamos um parceiro e que possamos ajudar a melhorar os seus procedimentos internos e sejamos capazes de antecipar os problemas e acima de tudo que possamos fazer parte do seu crescimento.

A equipa da Sebastião & Santos é composta por profissionais empenhados, motivados e cada vez mais líderes bem-sucedidos na profissão de ROC. Internamente, a abordagem da sociedade à responsabilidade corporativa é positiva, podendo por isso afirmar que também têm tido atenção a questões como a diversidade e a inclusão de colaboradores?
Sem dúvida. A Sociedade sofreu nos últimos anos algumas mudanças para que esteja posicionada no mercado de forma mais competitiva e sejamos vistos como uma sociedade líder. Toda esta estratégia de visão só é atingida com uma equipa empenhada, motivada e com grandes ambições.
A Sociedade conta com quem a fundou desde sempre, mas também com elementos com vasta experiência nesta área que apostam constantemente na formação dos mais jovens. Gostamos, e tentamos que assim seja, que os mais jovens possam aprender e crescer com os elementos com mais experiência.

Sabe-se que o seio da profissão de ROC é maioritariamente masculina, tendo em conta um estudo divulgado recentemente e que revelou que o número de mulheres na área corresponde a menos de um terço. Na sua opinião, qual é o papel das mulheres na Classe e que condicionantes têm fomentado esta discrepância no atual acesso à profissão?
Verdade. Na minha opinião esta é uma profissão muito exigente a nível de tempo. Somos obrigados muitas vezes a disponibilizar muito tempo não só para a execução do trabalho, mas também para a nossa formação. Trata-se de uma área em constante atualização em termos de legislação e matérias que nos obrigam a estar atualizados ao dia para conseguirmos cumprir as regras da profissão em si e conseguirmos de facto ser o braço direito do nosso cliente.
Na nossa Sociedade, o tempo pessoal, na sua maioria, é abdicado pelo homem o que faz com que as mulheres tenham em determinada altura de abdicar da carreira e procurar uma profissão mais calma para despenderem de tempo para a família.

Também os jovens têm tido baixo interesse quanto ao acesso à profissão. Quão importante é ter jovens profissionais no universo das empresas e, especificamente, na sociedade Sebastão & Santos?
Há muitos fatores importantes que justificam esta problemática. Mas na minha opinião o mais importante é o que falava acima, relativamente ao tempo, cada vez é mais valorizado pelos jovens. Cada vez se sai mais cedo da faculdade, e os jovens não estão dispostos a abdicar de tempo na vida pessoal em prol da sua carreira profissional.
Nos últimos anos notou-se uma grande mudança da mentalidade das pessoas mais novas e isso também por vezes é um fator que sentimos quando recrutamos pessoas mais novas e queremos que cresçam connosco. Sentimos que quando os jovens saem da área e desistem da carreira de auditoria, procuram profissões que lhes traga menos preocupações/responsabilidades.
Esta é uma área sem dúvida caraterizada pelo ganho exponencial de responsabilidade mas é a melhor escola que um gestor, economista ou outro profissional da área pode ter.

A terminar, para o futuro a filosofia da Sebastião & Santos continuará a assentar na aplicação de metodologias de alto nível por uma equipa reforçada com elementos experientes? Que novos projetos nos pode confidenciar?
A Sebastião e Santos tem alguns parceiros em diversas áreas que complementam o trabalho de revisão / certificação, pelo que estamos sempre envolvidos em vários projetos e desafios que nos fazem crescer. O caminho e o foco da Sebastião e Santos é o crescimento, assente sempre na prudência, qualidade, competência e zelo profissional.

“A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL É UM DOS DESIDERATOS CONSIDERADOS NA MISSÃO DA EMPRESA”

A TRATOLIXO tem como missão assegurar o tratamento e a valorização dos Resíduos Urbanos, tendo sempre em consideração os princípios da sustentabilidade. Que técnicas avançadas, seguras e ambientalmente adequadas são utilizadas no tratamento destes resíduos?
A TRATOLIXO tem uma Central de Triagem de Embalagens, no Ecoparque de Trajouce, em Cascais, que permite recuperar o máximo valor dos materiais depositados pelos nossos munícipes nos ecopontos, por sistemas maioritariamente automatizados. Para além disso, a Central de Digestão Anaeróbia da TRATOLIXO, no Ecoparque da Abrunheira, em Mafra, é a maior do seu género na valorização dos resíduos alimentares contidos nos Resíduos Urbanos, convertendo-os em biogás, utilizado na produção de energia eléctrica e calor. Este processo produz ainda um composto, que é comercializado como corretivo orgânico de solos.

Fruto do trabalho árduo e dedicado dos trabalhadores da TRATOLIXO, resultam produtos reciclados diversos, que são encaminhados para a valorização. Fale-nos deste processo.
Em todos os processos de tratamento tentamos recuperar a maior quantidade possível de materiais para reciclagem. Este processo é facilitado quando os resíduos provêm de recolhas seletivas, como no caso dos ecopontos, em que a separação dos materiais nas suas diversas categorias se torna mais fácil. Apesar de serem todos colocados no ecoponto amarelo, por exemplo, os plásticos têm que ser separados em PET, PEAD e PEBD, para serem então devidamente enviados para as unidades de reciclagem específicas desses materiais.
Mas, até nas recolhas indiferenciadas tentamos, mecânica ou manualmente, recuperar materiais. Destacam-se os metais ferrosos e não ferrosos cuja separação é mecânica e bastante eficaz, ainda assim, quando a recolha é indiferenciada, a mistura de materiais é tal, que torna muito mais difícil a sua recuperação.

A TRATOLIXO faz questão de não só prestar um serviço ambiental, através do tratamento de resíduos, mas também de exercer um papel preponderante a nível social. De que forma apoiam e contribuem para suprir as carências existentes na sociedade?
A TRATOLIXO faz questão de prestar não só um serviço ambiental através do tratamento de resíduos, mas também educacional e social. A TRATOLIXO, já tem no seu ADN, a vontade e a convicção de caminhar rumo à criação de uma sociedade mais inclusiva, o que é para a empresa uma honra. Sendo a Comunidade, uma das partes interessadas a que a TRATOLIXO está atenta, e tendo consciência das inúmeras carências que perpetuam ao nosso redor, temos tido o privilégio de contribuir para causas nobres, colaborando ao longo dos anos com diversas IPSS.
Estas IPSS têm uma parceria com a TRATOLIXO, através da recolha de tampinhas de plástico, que por sua iniciativa recolhem e entregam na TRATOLIXO. A retoma destas tampinhas para reciclagem, neste caso, é convertida em apoio financeiro.
Nesta área, temos mantido o reforço e o empenho na prestação de um contributo com impacto positivo nas comunidades locais onde nos inserimos, na medida em que as múltiplas carências por suprir são objecto da nossa preocupação e envolvimento.

Na sua opinião, onde começa e acaba a responsabilidade social no que à sustentabilidade ambiental diz respeito?
A Sustentabilidade Ambiental é um dos desideratos considerados na missão da empresa. O conceito de Responsabilidade Social pode, pois, ser entendido em duas perspectivas: a nível interno, o que se relaciona com os trabalhadores; e a nível externo, o que considera as consequências das acções de uma empresa sobre a sua envolvente externa, incluindo, entre outros elementos, as suas partes interessadas e o ambiente.
Nas relações com os nossos stakeholders assumimos um comportamento empresarial ético e responsável, unimos esforços na elevação da auto-estima dos trabalhadores, promovemos a cidadania individual e colectiva através de acções de sensibilização nas escolas e em eventos ambientais, como exercício de consciência ecológica: investimos em programas de educação ambiental difundindo valores, atitudes e boas práticas ambientais, fomentamos a estratégia de integração social patente nas campanhas de solidariedade com preocupações de inclusão social.
Igualmente, assumimos a Responsabilidade Social como estratégia de recursos humanos, tendo acções focadas nos trabalhadores e seus familiares, dando como exemplo recente, durante o confinamento, a entrega de computadores a filhos de trabalhadores, conferindo-lhes as condições para poderem assistir às aulas através da telescola.

Atravessamos mundialmente um momento atípico provocado pela COVID-19, e com ele adaptações foram exigidas a esta nova realidade. No que concerne ao tratamento de resíduos, que comportamentos devemos adotar e que cuidamos devemos ter, por exemplo, quanto às luvas e máscaras usadas? Que conselhos gostaria de deixar à população?
Não sendo resíduos recicláveis e eventualmente podendo estar contaminados, as máscaras, as luvas e os lenços devem ser sempre colocados no contentor do indiferenciado. As pessoas que se encontram infetadas ou em isolamento profilático devem ter os seus resíduos colocados em dois sacos, um dentro do outro, bem fechados. Estes sacos não devem estar totalmente cheios, têm de estar bem fechados e ser depositados dentro do contentor de indiferenciado (lixo comum). Esses sacos em situação alguma devem ser depositados no chão, se o contentor habitual estiver cheio, deverá dirigir-se a outro mais próximo.
Atualmente, nos municípios da área de abrangência da TRATOLIXO, em Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, estão a decorrer 4 projetos-piloto:
• Em Cascais: no Bairro da Torre, Bairro da Escola Técnica, Carcavelos, Junqueiro, Lombos Norte e Sul, Quinta de São Gonçalo e Rebelva.
• Em Mafra: na Ericeira.
• Em Oeiras: Miraflores e Linda-a-Velha.
• Em Sintra: abrangendo as localidades de A-dos-Francos, Albarraque, Bairro da Felosa, Bairro da Tabaqueira, Cabra Figa (de Baixo), Casal do Marmelo, Covas, Manique de Cima, Moncorvo de Baixo, Moncorvo de Cima, Paiões, Rio de Mouro (velho), Serradas, Varge Mondar e Várzea.
Cada município já procedeu à entrega em cada habitação, de um contentor castanho e de sacos verdes, para se poderem colocar os resíduos orgânicos. Depois de acondicionados neste saco específico, deverá fechar-se o mesmo com um duplo nó, evitando assim que o saco se abra, depositando-o de seguida no contentor de resíduos indiferenciados.
Os sacos são feitos a partir de plástico 100% reciclado e têm esta cor diferenciada para serem facilmente separados na Tratolixo.
Ao separar os restos de comida, estão-se a reduzir os resíduos enviados para a aterro, acorrendo a um maior aproveitamento de recursos para a produção de energia e composto orgânico.
Pretende-se criar um modelo de recolha seletiva de bioresíduos (restos de comida) que se torne uma boa prática para todos os cidadãos. A recolha seletiva de bioresíduos vai ser obrigatória em Portugal a partir de 2023. Para facilitar este novo hábito, estão a decorrer os referidos projeto-piloto.
Este sistema vai permitir às câmaras municipais fazerem esta recolha sem qualquer investimento adicional. Trata-se de uma alternativa mais eficaz, mais eficiente e de investimentos mais reduzidos, em vez de criar novos circuitos e novos contentores para a recolha dos bioresíduos.
A TRATOLIXO publicou no seu site o estudo “Relatório final da Avaliação Técnica, Económica e Ambiental do Sistema de Recolha Seletiva de Bioresíduos em Co-Coleção” em https://bit.ly/3mWCfaY do qual se conclui que essa solução é mais rentável, mais resiliente e mais sustentável do que qualquer outra, para o cumprimento das metas que se pretendem atingir tanto em Portugal, como na Europa.

O ano de 2015 ficará na história como o ano da definição da Agenda 2030, constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – aprovada na cimeira das Nações Unidas. Com base nestas questões, cabe também à TRATOLIXO sensibilizar os cidadãos para o impacto dos comportamentos no futuro do planeta? Que iniciativas promovem neste sentido?
Diariamente, estamos presentes nas escolas. Promovemos comportamentos cívicos, divulgamos valores e boas práticas ambientais. Igualmente promovemos ações em empresas e quando for novamente possível, retomaremos as mesmas em eventos.
A reciclagem, pese embora tenha um longo caminho a percorrer, tem vindo a ser incrementada e a quantidade de resíduos que são colocados nos ecopontos (equipamentos de recolha seletiva de resíduos) têm vindo a aumentar de ano para ano.
Apesar da atual situação pandémica e na impossibilidade de realizar ações presenciais, a Comunidade Educativa continua a receber a TRATOLIXO nas suas escolas, através de sessões síncronas, atividade que temos vindo a desenvolver de forma articulada na nossa área de intervenção e que pensamos manter, melhorar e proporcionar a um maior número de alunos, professores e auxiliares de ação educativa.
Desde o ano passado, que a TRATOLIXO tem em funcionamento no Ecoparque de Trajouce, a nova Central de Triagem de Embalagem dedicada à recolha seletiva, permitindo uma recuperação de materiais recicláveis alinhadas com os indicadores definidos no PERSU 2020.

Faltam dez anos de ação global para mudar o mundo, de acordo com a Agenda 2030. Acredita que existe ainda um longo caminho a percorrer ou já obtivemos mudanças significativas? Existe agora uma maior conscientização do que há cinco anos, aquando da aprovação destes 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável constituem os pilares basilares de uma sociedade moderna e equilibrada, capaz de gerar emprego e riqueza, respeitando, em simultâneo, a natureza e os direitos humanos. Os ODS obrigaram a uma maior conscientização alertando governos e cidadãos para uma mudança de comportamentos. Foram promovidos maiores investimentos em programas de desenvolvimento sustentável que têm permitido ganhar terreno para atingir esses objectivos, que actualmente poderão estar prejudicados, decorrente da situação pandémica. Estamos a pensar nomeadamente na redução das desigualdades, na erradicação da pobreza e da fome, na educação e saúde de qualidade, no trabalho digno e no crescimento económico que estão actualmente muito comprometidos. Os desafios já eram grandes, agora são enormes, e só um esforço comum, poderá promover o bem-estar e a prosperidade de todos.

O que irá a TRATOLIXO implementar no futuro, do modo a reforçar o seu empenho para a prestação de um contributo com impacto positivo nas comunidades em que se insere?
A TRATOLIXO, juntamente com os quatro municípios que serve (Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra) está a desenvolver um projcto para a implementação da recolha seletiva de bioresíduos, isto é, os restos alimentares de todas as habitações. Também irá construir uma unidade de compostagem de resíduos verdes, para produção de composto da mais alta qualidade, um investimento de 6,1 M€ (financiado a 85% pelo POSEUR). Até 2023, serão efetuados investimentos importantes na sensibilização, na recolha e nas unidades de tratamento de resíduos para permitir este novo salto tecnológico na área do tratamento de resíduos. Nas duas unidades de tratamento de resíduos da TRATOLIXO, serão investidos um total de cerca de 9 M€ (financiado a 85% pelo fundo de coesão). Este conjunto de investimentos permitirá aumentar em muito a circularidade de toda a comunidade, uma vez que esta tipologia de resíduos – os bioresíduos – representam cerca de 50% de todos os resíduos urbanos produzidos, desviando-os dos aterros e convertendo-os em energia elétrica renovável e composto.

“O papel das mulheres na classe de ROC é fundamental”

A J. Camilo & Associados SROC nasceu em 1997 e desde então que tem prestado um serviço personalizado e de extrema qualidade, mantendo-se sempre atenta ao que é essencial no desempenho da profissão. Assim, interessa compreender quais são estes fatores fundamentais que os tornam nos profissionais reconhecidos que são, perante um mercado cada vez mais competitivo.
A “J Camilo & Associados SROC” tem obtido o reconhecimento do mercado devido essencialmente à sua ótica e forma de estar na profissão. Apostamos em profissionais muito qualificados, sendo a formação um pilar essencial na profissão de ROC/Auditor que nos permite oferecer serviços de qualidade focados nas especificidades e características de cada projeto, trabalho ou empresa. Trabalhamos diariamente, para que os nossos serviços se traduzam na garantia de fiabilidade, credibilidade, e rigor que o mercado necessita. A auditoria, tem-se caraterizado por um aumento da competitividade nos últimos anos, mas acreditamos que o rigor, empenho, responsabilidade profissional e dedicação são reconhecidos pelo mercado.

Sabe-se que a profissão dos Revisores Oficiais de Contas é maioritariamente masculina uma vez que foi divulgado um estudo que revelou que o número de mulheres na área corresponde a menos de um terço. Na sua opinião, qual é o papel das mulheres na Classe e que elementos têm fomentado o seu baixo acesso à profissão?
O papel das mulheres na classe de Revisores Oficias de Contas é, na minha opinião, fundamental para a tornar mais abrangente, eficiente e mesmo de maior qualidade. Na auditoria, a multidisciplinariedade e a diversidade das equipas é um fator decisivo na qualidade e eficácia do seu desempenho. O baixo acesso das mulheres à profissão, está muito ligado à necessidade de um vasto conhecimento técnico e uma exigência contínua de formação levando a que muitas não se sintam motivadas, sobretudo na fase de constituir família, a esse esforço. Infelizmente, a nossa sociedade, não consegue, nem está focada em conciliar o trabalho com a família, não sendo a profissão de ROC uma exceção.

Rigor, descrição profissional e sigilo, independência, diálogo, competência e confiança, são algumas das características presentes na J. Camilo & Associados SROC. Numa altura incerta como a que vivemos atualmente, o que irão continuar a realizar diariamente e no futuro, para que as mesmas continuem a ser parte íntegra da empresa?
Numa altura de incerteza, como a que vivemos atualmente temos todos de ter uma atuação mais atenta, criteriosa, perseverante e esforçada para que continuemos a ser um pilar de garantia. Estas alturas de crise são tendencialmente de risco, pelo que na “J Camilo & Associados SROC” estamos totalmente empenhados em manter o reconhecimento público da competência, credibilidade, rigor, confiança, transparência da informação financeira e fiabilidade do nosso trabalho.

COMO A DS SMITH ESTÁ A REDEFINIR O PACKAGING À LUZ DOS DESAFIOS GLOBAIS DE SUSTENTABILIDADE

O mundo em constante mudança exige que as marcas e empresas se adaptem rapidamente às tendências de mercado e, sobretudo, ao consumidor atual: mais informado, mais consciente da sua pegada ambiental e movido por valores que preconizam a responsabilidade para com as pessoas e a natureza. As decisões de compra do consumidor de hoje já não se baseiam apenas em “Este produto é bom para mim?”, mas principalmente em “É bom para o planeta?”.
Do ponto de vista das marcas, essa preocupação do consumidor ecoconsciente desencadeia mudanças nos materiais usados e nas soluções apresentadas – ao adotarem soluções produzidas com materiais sustentáveis, contribuem para proteger o meio ambiente e estão a comunicar aos seus consumidores que se preocupam tanto quanto eles com este tema. Uma das faces mais visíveis dessa mudança é o packaging, motivado por uma intensificação da procura de materiais recicláveis e por um crescente número de consumidores que estão a alterar os seus hábitos de compra em função da embalagem, influenciados pelo impacto no meio ambiente. O packaging tornou-se no meio ideal para transmitir valores sustentáveis e fortalecer as marcas.
A DS Smith, empresa internacional com operações em Portugal desde 2016 e líder global no fornecimento de soluções sustentáveis de packaging em cartão canelado, acredita que o packaging desempenha um importante papel no mundo que nos rodeia. Assim, está empenhada em ajudar as marcas e empresas a darem resposta aos estilos de vida atuais com o mínimo impacto ambiental. Insere-se neste âmbito um trabalho permanente para encontrar alternativas totalmente recicláveis que limitem a proliferação de plásticos de uso único. Adicionalmente, coloca-se o desafio de desenvolver embalagens que destaquem as marcas, tornem as cadeias de fornecimento mais eficientes, sejam inclusivas e ainda criem experiências inovadoras e diferenciadoras para o consumidor.

INOVAÇÃO E COLABORAÇÃO SÃO DETERMINANTES PARA REDEFINIR O PACKAGING
A inovação desempenha um papel fundamental para enfrentar os desafios da atual sociedade de consumo com produtos cujo desenvolvimento assegure uma utilização mais eficiente dos recursos. Para isso, não basta o facto de o cartão canelado utilizado na produção do packaging ter uma taxa de reciclagem mais alta do que qualquer outro material de embalagem e reciclar-se em média 25 vezes à volta do sistema. É necessário conceber soluções nas quais se utilizam menos fibras, com embalagens ajustadas ao respetivo conteúdo de modo a evitar os espaços vazios e, por sua vez, a otimizar o transporte.
Tendo como propósito ‘Redefinir o Packaging para um Mundo em Constante Mudança’, a DS Smith encara a sustentabilidade e a inovação como o eixo central sobre o qual se baseia o desenvolvimento de novas soluções de packaging. Assim, não só combina os conhecimentos das suas divisões de Packaging, Reciclagem e Papel como promove uma estreita colaboração com os clientes para desenvolver continuamente inovações que garantam produtos mais eficientes e que os ajudem a aumentar as vendas, reduzir os custos e minimizar os riscos dos seus negócios. Com os designs adaptados aos produtos e às necessidades dos clientes, gera um efeito dominó na sua cadeia de fornecimento ao reduzir o material de embalagem utilizado e, por conseguinte, o material descartado, a quantidade de paletes para armazenamento ou distribuição, o número de camiões na estrada e consequentemente o volume de CO2 emitido.

SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR COMO FORMA DE PROTEGER O PLANETA
Desde sempre que a preocupação de proteger os recursos naturais, garantir a reciclabilidade das embalagens e reduzir os resíduos e a poluição levaram a DS Smith a colocar a sustentabilidade no centro de toda a sua atividade. Para reforçar o compromisso com a economia circular e com a proteção do meio ambiente, a empresa lançou recentemente uma nova estratégia de sustentabilidade que estabelece compromissos e objetivos até 2030, tendo em vista não só reduzir o impacto da atividade no ambiente, como também alargar a sua responsabilidade na sociedade.
A nova estratégia de sustentabilidade ‘Now and Next’ foca-se nos desafios atuais, assim como nos que terão impacto nas gerações futuras, e surge após progressos mensuráveis em relação aos objetivos de sustentabilidade que a empresa assumiu a longo prazo. Graças a avanços significativos nas operações internas, como por exemplo ao nível da eficiência energética e gestão de resíduos, no ano passado, a DS Smith alcançou resultados notáveis, tendo cumprido mais cedo do que o previsto os objetivos na redução do CO2, no fornecimento responsável de papel e no apoio às comunidades.
Com a nova estratégia de sustentabilidade, a empresa propõe-se a ir mais longe: está focada em fechar o ciclo através de um melhor desenvolvimento, proteger os recursos naturais tirando o máximo proveito de cada fibra, reduzir os resíduos e a poluição através de soluções circulares e capacitar as pessoas para liderar a transição para uma economia circular.
São objetivos e compromissos ambiciosos e em alguns casos requerem inovações tecnológicas e parcerias com clientes e com organizações, como a que existe com a Fundação Ellen MacArthur, uma referência mundial em economia circular. Foi no âmbito desta parceria que a DS Smith desenvolveu os seus Princípios de Design Circular, no sentido de ajudar as empresas a criar embalagens mais circulares e sustentáveis. O objetivo é, assim, acelerar a transição para uma economia circular através do design.
A rede de 700 designers da DS Smith em 34 países, incluindo Portugal, desempenha um papel fundamental na criação de soluções que minimizam o impacto das cadeias de fornecimento, garantindo que os materiais se mantêm em utilização no fim de vida, seja por reutilização ou por reciclagem. As soluções circulares estão integradas em todas as atividades e operações da empresa que, até 2030, pretende transpor o conceito de economia circular para a comunidade, através de programas educativos, de modo a transmitir os benefícios de um estilo de vida circular para a próxima geração.
A DS Smith acredita que é possível criar um valor verdadeiramente sustentável se equilibrar as necessidades do negócio, do ambiente e das pessoas. Por isso, continua empenhada em fazer mais com menos, colocando o foco na sustentabilidade e desenvolvendo estratégias que lhe permitem enfrentar os grandes desafios sob um ponto de vista global. O mesmo é dizer, com soluções sustentáveis para todos.

PILARES-CHAVE DA NOVA ESTRATÉGIA DE SUSTENTABILIDADE DA DS SMITH:
• Fechar o ciclo através de um melhor desenvolvimento: Até 2023, a DS Smith irá produzir packaging 100% reciclável ou reutilizável e tem como objetivo que até 2030 todo o seu packaging seja reciclado ou reutilizado.

• Proteger os recursos naturais, aproveitando ao máximo cada fibra: Até 2025, irá otimizar a utilização de fibras para cada cadeia de fornecimento em 100% das suas novas soluções de packaging e, até 2030, irá otimizar cada fibra para cada cadeia de fornecimento.

• Reduzir os resíduos e a poluição através de soluções circulares: Até 2025, irá retirar mil milhões de artigos de plástico problemático das prateleiras dos supermercados, retirar 250.000 camiões das estradas e trabalhar com parceiros para encontrar soluções para
o packaging “difícil de reciclar”. Até 2030, o objetivo é utilizar o packaging e a reciclagem para fomentar a economia circular, substituindo os plásticos problemáticos, reduzindo as emissões de carbono dos clientes e eliminando os resíduos das embalagens de consumo.

• Capacitar as pessoas para liderar a transição para uma economia circular: Até 2025, a DS Smith irá envolver 100% dos seus colaboradores na economia circular e até 2030 irá envolver 5 milhões de pessoas na economia circular e em estilos de vida circulares.

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