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Ricardo Andrade

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“É URGENTE TER SAÚDE MENTAL”

A Mentanalysis inaugurou a sua primeira clínica em 2005, na cidade de Aveiro, uma vez que SSC sentia uma carência relativa aos serviços de saúde mental e, neste momento, actua em mais duas cidades. De que forma estes serviços e partilha de saber, permitiram ajudar a população e quais são os serviços personalizados que promovem?
Do ponto de vista histórico, a Mentanalysis nasce em 1995, de modo individualizado, e só em 2005 é que se constitui enquanto clínica, em Aveiro. Em 2007, começa a apostar na população de Coimbra, uma vez mais, de modo individualizado. Em 2015 abre instalações em Lisboa e em 2017 estende-se à população, em geral, em Coimbra. Temos o prazer de anunciar, em primeira mão, que a Mentanalysis vai abrir novas instalações na cidade do Porto, muito brevemente. Assim, em qualquer das quatro cidades onde se localiza, a Mentanalysis oferece um trabalho em Equipa, possui um corpo clínico que partilha um mesmo espaço e, essencialmente, a mesma postura profissional de competência, exigência e rigor, promovendo um tratamento personalizado, “à medida de cada Paciente”, orientado e eficaz, de forma a abranger todas as necessidades de quem procura os seus serviços. Reunindo vários serviços, na área da saúde mental, num mesmo espaço, a Mentanalysis pretende oferecer diversificadas valências e a partilha de saber. Desde cedo, percebemos que, mesmo na clínica privada, seria necessário criar estratégias e formas de chegar à população que nos procura, mas não possui as condições financeiras necessárias para suportar os custos inerentes aos processos terapêuticos, fornecendo-lhe condições vantajosas que permitam usufruir-nos.
Desta forma, desenvolvemos redes de colaboração com múltiplas instituições e celebramos vários protocolos / parcerias que permitem um acesso mais inclusivo das populações a cuidados de saúde mental especializados. Por outro lado, desenvolvemos também uma vertente de apoio social e comunitário, nomeadamente, através dos programas “Mentanalysis para Todos” e “Mentanalysis Segura”. Colocando todas estas condições em evidência, colocámos ao dispor da população serviços de alta qualidade, com uma equipa técnica especializada nas mais diversas áreas da Saúde Mental, o que habilita a empresa a prestar cuidados de saúde nas seguintes áreas: Psicanálise; Psicoterapia Individual (Infantil, Juvenil e de Adulto); Psicologia Clínica; Psicologia Forense; Terapia Familiar e de Casal; Neuropsicologia; Sexologia; Avaliação Psicológica; Orientação Escolar e Profissional; Psicodrama e Grupos terapêuticos; Pedopsiquiatria; Pediatria; Psiquiatria; Terapia da Fala; Desenvolvimento Infantil; Dificuldades de Aprendizagem; Psicomotricidade; Autismo no Adulto (NOVO) e Supervisão Clínica.

A 10 de outubro celebrou-se o Dia Mundial da Saúde Mental, cujo objectivo passa, obviamente pela sua sensibilização, mas também por identificá-lo como uma causa comum mundialmente. Como pode descrever a evolução do tema ao longo dos anos? Acredita que actualmente, a questão da saúde mental ultrapassa barreiras nacionais, culturais, políticas e socioeconómicas? A Mentanalysis dedica-lhe, anualmente, alguma iniciativa especial?
No último século muita coisa mudou relativamente à visão e ao tratamento das doenças mentais. Esta evolução relaciona-se com a evolução dos conhecimentos, na área das doenças mentais, e com a evolução dos cuidados de saúde, em geral. Todavia, ainda existe um caminho muito extenso a percorrer, uma vez que a saúde mental continua a ser “o parente pobre” da saúde em Portugal, mantendo a estigmatização e o preconceito de que “só os malucos” precisam deste tipo de acompanhamento, o que é, completamente falso! A Psicanálise/Psicoterapia, para além de um tratamento, consiste num processo de crescimento pessoal, infinitamente rico e profundo.
Todos os anos, a Mentanalysis tenta que, de alguma forma, o DMSM não passe completamente despercebido, de modo a promover a reflexão, a sensibilização e a combater o estigma associado a esta área da saúde. No ano passado, por exemplo, montámos um “setting terapêutico” num espaço público, nas cidades de Aveiro e Coimbra, e convidámos as pessoas a conversar com terapeutas especializados para esclarecer algumas questões relacionadas com o desenvolvimento humano e a saúde psíquica, bem como desmistificar o estigma associado às mesmas. A intenção foi promover a compreensão e valorização da saúde mental, incluindo todos os aspectos de um desenvolvimento pleno e saudável ao longo da vida. No entanto, acreditamos que é importante atentar para esta temática SEMPRE, pelo que, ao longo dos anos, temos vindo a desenvolver várias iniciativas de partilha de conhecimento, gratuitas, tais como conferências, workshops e tertúlias. Mais do que transmitir, receber e partilhar informação, pretende-se proporcionar um espaço de debate e convidar à reflexão de Todos, interligando várias áreas de Saber.

Abordando a actual situação de pandemia global da COVID-19, acredita que a saúde mental ganhou maior consciencialização na vida da comunidade? De que forma todas as consequências desta nova realidade afetaram a saúde das pessoas?
Acreditamos que sim. A situação actual veio demonstrar a importância da saúde mental, uma vez que as pessoas foram colocadas numa situação limite que apela para uma enorme necessidade de adaptação. Ao longo destes últimos meses, as pessoas têm sido colocadas perante inúmeros desafios emocionais, i.e., a pandemia exige saber lidar com uma série de emoções e medos, alguns deles muito arcaicos e precoces (ex. angústia de morte), para além de toda uma realidade externa e ameaçadora, impossível de controlar e em constante mudança. Depois, urge saber lidar com a situação de distanciamento e isolamento dos outros, com a impossibilidade do afecto (na sua vertente física) e com a actual perigosidade do mesmo.

Qual é a linha de pensamento que gostaria que todos nós percorrêssemos, enquanto cidadãos a viver numa fase de incertezas?
No nosso entendimento, sob o ponto de vista da saúde mental, urge atentar e prevenir as consequências absolutamente nefastas da mensagem errónea de que “O AFECTO MATA”. Nós, adultos, temos que ser muito capazes de explicar a pandemia às nossas crianças, acompanhando-as bem de perto e atentando para as nossas próprias angústias e medos, que não devem ser, nelas, projectados. Outra questão, verdadeiramente importante, prende-se com o modo como a população idosa e institucionalizada tem vindo a ser “tratada”, ao longo de todo este processo: é imprescindível encontrar novos modos de gestão do contágio e de acompanhamento destes indivíduos que sentem e sofrem, sós, todo este processo. Outra dimensão maior consiste em reflectir sobre a paradoxalidade dum tempo em que todos estão infinitamente próximos (ligados online), mas infinitamente longe (com a imposição da impossibilidade de algo tão “simples” como um abraço ou um beijo), reinventando novas formas afectivas, de toque e relacionais. Torna-se imperativo perceber que esta é uma problemática complexa, apesar da multivariância de aspectos da pandemia (psicológicos, de saúde pública, epidemiológicos, económicos, entre outros), a pandemia é só uma e torna-se imperativo, para além das suas especificidades, enveredar na sua meta compreensão, sob pena de se tomarem as partes, pelo todo. Para finalizar e aqui entre nós, que ninguém nos ouve, não temos a menor dúvida de que toda a comunidade política, nas suas tomadas de decisões poderosíssimas e de magnânimo impacto na humanidade, se deveria rodear de técnicos de saúde mental competentes: É URGENTE TER SAÚDE MENTAL!

SUPERAR DESAFIOS, PROSPERAR CARREIRAS PROFISSIONAIS

Antes de a Natacha Sommer – Executive Coach – ser edificada, tendo um ano de existência, o seu percurso passou – e deixou a sua marca – por vários projetos e lugares. Conte-nos um pouco mais sobre si, no âmbito pessoal e profissional. Como se pode descrever?
Tenho a sorte de ter uma família que me apoia em tudo aquilo a que me dedico e um círculo pequeno de amigos com os quais sei que posso contar sempre, o que me reforça a auto-confiança e fomenta o desenvolvimento de causas mais arrojadas, diferenciadoras e que são muito importantes para mim.
No âmbito profissional, sempre gostei de estar dedicada a projetos onde esteja em constante aprendizagem e crescimento. Sempre quis desenvolver uma carreira internacional e adoro abraçar novos desafios.

Do setor financeiro, passou também a ter a missão de alcançar mais sustentabilidade no que na igualdade de género diz respeito, capacitando mulheres executivas para acelerar o crescimento da sua carreira. De que forma surgiu o projeto Natacha Sommer Executive Coach? Que programas foram desenvolvidos para garantir que tal missão seja cumprida e quais são os benefícios que realça?
Em 2017 participei num curso do IMD de liderança e nessa altura, trabalhei com uma Coach. A aprendizagem e exposição que tive no curso veio a ser decisiva para potenciar o meu reconhecimento na empresa e, nessa sequência, fui convidada a liderar projetos institucionais no Banco.
O meu projeto surgiu dois anos depois, quando decidi que me queria dedicar a uma missão com maior impacto. Desenvolvi um curso online com estratégias para maior visibilidade e reconhecimento dentro das organizações e um programa de coaching onde as minhas clientes são apoiadas para alcançar o objetivo profissional que estabelecem para si mesmas.
O maior benefício das minhas clientes é conseguirem melhorar a sua liderança e posicionarem-se dentro das suas organizações de forma mais estratégica.

Ter algo seu foi sempre um sonho ambicionado? Quão gratificante é poder contribuir com o seu conhecimento para algo que certamente renova vidas?
Mais importante do que a forma como desenvolvo a minha missão, o que é fundamental para mim é ter a certeza de que estou a ter maior impacto e a chegar a um grande número de executivas que se querem desenvolver como líderes.
É extremamente gratificante contribuir com a minha experiência e ver a transformação que as minhas clientes têm.

A Natacha Sommer tem especial atenção ao tema da desigualdade de géneros. Na sua opinião, como o observa atualmente comparativamente há uns anos? Considera que a evolução, no que concerne à igualdade de oportunidades, é notada ou o caminho a percorrer ainda é longo?
Os estudos demonstram que comparativamente há uns anos, o progresso tem sido positivo, mas ainda há um caminho longo a ser percorrido. Eu vejo a questão de desigualdade de géneros na carreira sob duas vertentes:
– “Gender Gap Pay” – ainda temos um gap salarial entre 20% e 30% entre homens e mulheres na indústria financeira. Na indústria financeira na Suíça, de acordo com o Federal Statistical office em 2016, em média as mulheres ganham menos 4,000 CHFs brutos por mês que os homens;
– Mulheres em cargos de liderança – estudo da Mckinsey “Women in the Worplace” demonstra que o maior obstáculo que as mulheres encontram é em serem promovidas para o primeiro cargo como gestoras. Em 2019, nos EUA, apenas 38% das mulheres tinham cargos de gestão. Esta disparidade nos primeiros anos de carreira impede que as mulheres progridam para cargos de mais elevados de liderança até ao C-suite (administração).

Tendo estudado em Portugal e vivendo de momento na Suíça, onde exerce a sua atividade profissional, sente algumas diferenças entre os dois países, quanto ao facto de ser mulher e consequentemente suas oportunidades?
Na minha opinião, em ambas as sociedades ainda há um longo caminho a percorrer e acredito que as empresas também têm de ter um papel mais ativo, assumindo o compromisso com a diversidade e inclusão, onde benefícios são reconhecidos por todos.
De acordo com um estudo do Credit Suisse “Gender 3000”, em 2019 as ações das empresas com mais de 20% de executivas em cargos de gestão superaram em quase 4% empresas com menos de 15%.
Acredito que não existem apenas benefícios financeiros, como os atrás referidos, mas também que as mulheres têm muito para contribuir tornando-se referências de liderança para outras mulheres com os seus atributos naturais de inteligência emocional e com a sua capacidade de criar parcerias construtivas.

Em tom de curiosidade, se pudesse mudar ou melhorar algo no mundo, começaria por onde?
Começaria por dar prioridade máxima à agenda da alteração climática.
Com a pandemia, infelizmente, toda a agenda de sustentabilidade ficou suspensa e quanto mais tarde atuarmos mais difícil vai ser reverter os efeitos da mesma.
Na minha opinião falta um compromisso sério em termos de sociedade para tornarmos o nosso planeta uma prioridade e tomarmos as decisões e ações necessárias de forma urgente.

Quais são os seus planos mais ávidos para o futuro? Há novidades a caminho?
A novidade mais recente é que fui convidada para prestar serviços como Executive Coach para uma empresa em São Francisco que está focada em desenvolver a inteligência emocional na liderança.
Um desafio que gostaria de abraçar mais tarde seria expandir o foco para todos os outros sustainability development goals (SDG) da União Europeia e não estar apenas focada na igualdade de género (SDG 5).

“MAIS DO QUE UM PARCEIRO TECNOLÓGICO, SOMOS UM PARCEIRO DE NEGÓCIO”

A GoContact é hoje um dos principais players no domínio de soluções integradas e especializadas de Contact Center, promovendo uma dinâmica inovadora e promotora de tecnologia ao mercado. De que forma é que a marca tem vindo a assumir-se como um legítimo líder neste segmento e de que forma marcam a diferença perante o mercado?
A GoContact é uma empresa especializada em soluções integradas de Contact Center (CPaaS + CCaaS + AI), que desenvolveu de raiz uma plataforma de voz e Contact Center em arquitetura IP, baseada na cloud. Está no mercado desde 2013 para garantir a segurança e robustez das operações e reduzir a complexidade tecnológica na gestão dos Contact Centers, eliminando as barreiras entre as pessoas e a tecnologia.
Com presença internacional, está a operar em mercados tão distintos como Portugal, Espanha, Marrocos, Angola, Colômbia, entre outros.
Entre outros fatores de diferenciação destacamos: a aposta numa solução cloud nativa, o forte know-how e consultoria em operações, e o papel que a GoContact está a desempenhar, na continuidade de negócio de diferentes empresas apresentando-se como uma solução robusta para o trabalho remoto e com um grande sentido de inovação nas áreas de AI.

Uma das vossas mais valias, é que conseguem fornecer e oferecer todas as funcionalidades de uma plataforma de Contact Center de última geração, completa, robusta e integrada. De que forma é que esta capacidade vos permite ser um parceiro de excelência do mercado, dos vossos parceiros e clientes?
A nossa solução Omnicanal integrada permite aos nossos clientes gerir centenas de interações com os clientes finais sem perder controlo operacional e ganhando em experiência de cliente. Ainda mais, quando na situação actual, muitas empresas viram-se obrigadas a eliminar ou reduzir drasticamente o seu atendimento presencial.
Com a nossa solução puderam potenciar os canais de voz, email, chat e redes sociais, tudo integrado numa única plataforma. Foi também uma forma de garantir postos de trabalho tornando trabalhadores presenciais, em colaboradores remotos.
Por outro lado, a Gocontact desde março que ajudou a migrar todos os seus clientes nacionais e internacionais para uma solução de teletrabalho. No final de março, 90% dos nossos clientes operavam em teletrabalho e os remanescentes não o faziam por decisão estratégica. Quer isto dizer que oferecemos uma solução robusta de continuidade de negócio que realmente funciona em situação de crise como a que vivemos.

É legítimo afirmar que um dos vossos principais desideratos passa por reduzir a complexidade tecnológica na gestão dos Contact Centers, removendo as barreiras entre beneficiários da tecnologia e a tecnologia em si? Como o perpetuam?
Através do nosso ADN de Operações e Consultoria. Todos os colaboradores da GoContact passaram em algum momento da sua vida por um Contact Center, isso permite que falemos o mesmo idioma dos nossos clientes. Não somos uma software house que se limita a lançar releases de produto, mas antes vamos de “mão dada” com o nosso cliente ouvindo o seu feedback para desenhar o produto e apaziguando as suas dores, no dia-a-dia operacional. Queremos ser verdadeiros parceiros e isso está patente no nosso slogan “empowering operations”.

Sente que hoje o setor dos Contact Centers tem uma relevância muito maior no domínio do negócio do mercado e das empresas? O empresário luso já compreende essa necessidade?
Não cremos que essa visão fosse exclusiva do nosso mercado… na realidade e até há bem pouco tempo os contact centers eram meras válvulas para conter pressão no atendimento de clientes e vistos pelos departamentos financeiros ou Direcção-Geral como centros de custos. O panorama hoje é bastante diferente, porque se percebeu os benefícios que um contact center bem organizado e com a tecnologia correta podem trazer às organizações. E aqui falamos de ser os primeiros polos de tecnologia, de melhoria da experiência do cliente, de geração de inteligência de negócio, de gerarem vendas… bom os benefícios são incontáveis. Quando bem geridos são polos extraordinários de geração de valor para a organização.

No domínio dos Contact Centers, de que forma é que esta pandemia da COVID-19 veio alterar e mudar a dinâmica e orgânica dos CC? Como é que a GoContact tem vindo a lidar a reajustar-se perante esta nova realidade?
Para a GoContact tem sido a oportunidade de evidenciar a sua missão. Estar ao lado das operações e apoiá-las independente do trabalho ser realizado nas suas instalações ou em remoto. Para a GoContact enquanto empresa, realmente existiram poucas alterações no nosso produto, porque já estava preparado para a realidade que agora vivemos. O que temos podido é chegar a cada vez mais clientes quer nacional, quer internacionalmente, que veem na nossa solução cloud para contact centers, a resposta para operar durante esta pandemia e ao mesmo tempo conduzir a transformação digital nas suas empresas.

Será que o futuro dos Contact Centers vai, tendencialmente, passar por ter em trabalho remoto um a dois terços dos colaboradores? Este novo panorama vem, de alguma forma, alterar a vossa orgânica e forma de atuação perante o mercado?
Na linha da pergunta e resposta anterior, a Go Contact permite às empresas optarem estrategicamente por qualquer organização de trabalho que entendam: seja nas instalações, misto ou totalmente remoto. O Covid19 para a GoContact funcionou apenas como um acelerador na procura da nossa oferta, dentro e fora de Portugal. Desafio que estamos a encarar com grande entusiamo e vontade de vencer.

Fale-nos um pouco das vossas principais soluções no domínio dos CC e da forma como conseguem fornecer uma solução vertical para a gestão dos mesmos. O que conseguem garantir aos vossos clientes, além de inovação e tecnologia de vanguarda?
A GoContact é uma solução nativa cloud Contact Center as a Service, com soluções integradas de omnicanalidade e inteligência artificial.
Ambos os produtos web based assentam em arquitetura IP e foram desenvolvidos de raiz para funcionamento em cloud.
A GoContact fornece todas as funcionalidades de uma plataforma de Contact Center de última geração, completa, robusta e integrada, tais como IPBX, IVR, Serviços de Inbound/Outbound, Scripts, Tickets, Chat, CRM, Reporting/Analytics, Qualidade, E-learning, SMS, Text to Speech, e outras funcionalidades.
Por outro lado, o que nos diferencia é uma equipa de consultoria dedicada aos nossos clientes 24/7, não só para resolver situações que carecem de suporte, mas também para aconselhar nas melhores práticas sobre como tirar o melhor partido da aplicação GoContact em função das necessidades operacionais do negócio dos nossos clientes.

Quais são os grandes desafios da GoContact para o futuro? O que podemos continuar a esperar da vossa parte?
A GoContact está a cimentar a sua posição como player ibérico, tendo já clientes com operações em Portugal e Espanha. Como consequência deste crescimento e de um reposicionamento estratégico orientado a grandes players (BPOs) avança num projeto de internacionalização, entrando definitivamente e com prioridade, no mercado da América Latina e Europa. No plano do produto, estamos continuamente a ouvir os nossos clientes para desenvolver a nossa plataforma e continuaremos a apostar na parceria que temos com a Google para melhorar o nosso produto de Inteligência Artificial.

Para quem não conhece, o que significa e o que é escolher a GoContact?
Mais do que um parceiro tecnológico, somos um parceiro de negócio. Temos um indicador de negócio, do qual falamos desde a fundação da empresa, que é o de nunca termos perdido um cliente. Quem confia em nós, fica satisfeito e não pensa em sair.

FENG SHUI como forma de vida

Mas quem melhor que Sofia Lobo Cera para nos dar a conhecer um pouco mais das valias do Feng Shui, essa arte de harmonizar os espaços com o desiderato de melhorar a energia vital nos seres e ambientes, sejam eles privados ou empresariais. Assim, fomos conhecer a nossa entrevistada, Sofia Lobo Cera, uma consultora profissional de Feng Shui que decidiu abrir o seu próprio espaço, «Sofia Lobo Cera, Consultora de Feng Shui», decorria o ano de 2009, naquele que, segundo a própria, “foi a melhor decisão que tomei na minha vida”, afirma, a nossa interlocutora, reconhecida internacionalmente como consultora acreditada pela Feng Shui Society e que conta com uma larga experiência em todo o tipo de projetos de Feng Shui.
Pode parecer estranho, mas a aventura da nossa entrevistada começou na arte das engenharias, mais concretamente em Química. E como se cruzam estas duas áreas que, à vista menos atenta, podem parecer tão distantes? “Não são tão diferentes assim. As pessoas, inúmeras vezes, associam o Feng Shui a questões mais esotéricas e espirituais, mas para dizer a verdade, o estudo do Feng Shui passa pelo fluir da energia e essa mesma energia é a que conhecemos em química e física”, salienta, relembrando que o caminho nesta arte começou após a sua mãe ter comprado uma enciclopédia sobre a temática, e que foi literalmente devorada pela nossa entrevistada, tendo sido este o momento que a chama da paixão se acendeu. “Tive uma sensação em que parecia que já tinha estudado tudo aquilo e tudo me fazia sentido”, salienta, lembrando que foi nesta fase em que terminou o curso em engenharia e prosseguiu a sua carreira, “que comecei a ter a sensação que não estava realizada e não achava que fosse aquele o meu caminho”, afirma convicta. Neste sentido, a nossa entrevistada, decidiu iniciar uma busca com a ajuda de um coacher para perceber o rumo que pretendia dar à sua vida, “até porque esta é demasiado curta para ficarmos somente com o que não nos traz valor e foi nesse processo que percebi que uma das coisas que pretendia era criar um negócio próprio, algo que aportou outras dúvidas. O quê? Onde? Dúvidas normais, mas que me levaram à conclusão que procurava, ou seja, era este o rumo que pretendia seguir, com os meus horários, com a minha gestão, até porque eu sentia que já ajudava tanta gente a mudar de vida através do Feng Shui num domínio mais pessoal, porque não fazer o mesmo comigo?”, questionou-se na altura Sofia Lobo Cera, que deu o «pontapé de saída» do seu negócio em 2009, e com resultados evidentemente muito positivos. “Têm sido 11 anos repletos de conquistas e, naturalmente, fico imensamente feliz por saber que ajudo a contribuir para a melhoria da vida das pessoas através do Feng Shui, até porque é importante referir que nunca parei de estudar. Temos de perceber que o Feng Shui é um mundo vastíssimo com muita informação e detalhe. As pessoas acham que esta arte é algo relacionado somente com decoração ou que são coisas generalistas. Nada mais errado. O Feng Shui é muito mais do que isto, porque quando estamos a estudar a energia, estamos a trabalhar com precisão e é isso mesmo que perpetua um sentido de diferença nos resultados da vida de uma pessoa ou de uma empresa”.

PANDEMIA? «WAKE-UP CALL»
E ainda existe algum estigma ou desconhecimento por parte do mercado relativamente às mais valias do Feng Shui? A nossa interlocutora não tem dúvidas em afirmar que atualmente o panorama é bastante positivo, isto se fizermos uma comparação, por exemplo, com o final dos anos 90. E hoje? Qual o nível de aceitação? “Em Portugal está mais desenvolvido e mais aceite, mas muito longe dos países mais desenvolvidos. Se formos, por exemplo, ao Reino Unido, as grandes empresas, as pessoas com poder, sucesso, dinheiro e estatuto, todos eles não dispensam um consultor de Feng Shui para qualquer negócio ou casa e apostam sempre num estudo aprofundado de Feng Shui”, reconhece Sofia Lobo Cera, reconhecendo que em Portugal ainda há um grande caminho a fazer, “principalmente a nível empresarial”, realidade que pode ser mudada mais celeremente pela vaga de jovens empresários que cada vez mais começam a surgir. “Acredito que essa realidade possa ser uma alavanca, até porque os mesmos começam a ter maior sensibilidade para estas práticas, ou seja, para a importância do bem-estar dos colaboradores, para o equilíbrio do espaço onde as pessoas trabalham, pois compreendem que havendo bem-estar e harmonia as pessoas produzem mais, com impactos evidentes em termos de volume de negócios e da consolidação dos mesmos”, refere a nossa entrevistada.
Fruto da pandemia da COVID-19, o mundo vive atualmente um novo «normal», tendo provocado uma série de mudanças na vida de todos. Mas de que forma é que esta nova realidade veio mudar o panorama? Para a nossa entrevistada, “as pessoas começaram a acordar e, não falando obviamente em questões de saúde, percebo que esta pandemia veio ajudar as pessoas a pararem e a pensarem para onde querem ir e o que pretendem. As pessoas ficaram muito mais disponíveis e abertas e começaram a pensar em alternativas para salvar as suas empresas e mesmo melhorar as suas vidas pessoais. O indivíduo, estando em teletrabalho, apercebeu-se de quanto a sua casa influencia o seu humor, o bem-estar e o conforto. Isto abriu uma janela enorme, principalmente na nossa vertente de negócio e posso afirmar que aumentei o volume de trabalho, tudo porque as pessoas e as empresas começaram a ganhar essa sensibilidade, onde o Feng Shui é fundamental”.

O FENG SHUI FAZ UMA DIFERENÇA ABISMAL
A nossa entrevistada assume que gosta de liderar e que adora responder a todos os desafios que vai impondo a si mesma e que lhe vão impondo. Apelidar Sofia Lobo Cera de «Mulher dos sete ofícios», é um cunho que lhe assenta bem, ela que é autora do Livro “Mude a Sua Casa Enriqueça a Sua Vida” e do Projeto Digital “Casa Organizada Vida Equilibrada”. “Adoro este lado do desafio e de os superar. Trabalho em prol da excelência e de ajudar mais vidas, pessoais ou empresariais. Quero que tenham uma vida melhor em todos os aspetos”, assevera convicta a nossa entrevistada.
Mas o que falta alcançar? Muito sinteticamente, Sofia Lobo Cera, assume que gostava de ver o panorama ao nível da construção civil e da arquitetura a mudar, principalmente a primeira área. “As pessoas deviam de estar mais sensibilizadas para as questões relacionadas com o Feng Shui e construírem ou desenharem habitações com um bom Feng Shui. Temos de assimilar e compreender, que quando projetamos um espaço com boa energia, o mesmo fará uma diferença abismal na sociedade e temos de ser capazes de alterar esse paradigma, “assegura a nossa entrevistada, que iniciou os seus estudos profissionais na Escola Nacional de Feng Shui, em Portugal, tendo obtido o seu primeiro diploma profissional em 2010, lembrando que a mesma já faz esse papel diariamente. “Tento sensibilizar as pessoas e, felizmente, já vejo algumas mudanças, já vejo projetos habitacionais com essas preocupações, mas é preciso continuar, principalmente ao nível de empresas de raiz, em que vejo muito poucas com esse género de sensibilidade e preocupação”.

“VALORIZAMOS O CUIDADO E A ATENÇÃO PARA COM A PESSOA QUE NOS PROCURA”

A Mental Health Clinic Isabel Henriques tem como missão desenvolver e oferecer um serviço de qualidade técnica e humana, visando o bem-estar e felicidade de cada um. Como nos pode descrever a vossa metodologia de trabalho e que valores vos fazem primar pela diferença?
O nosso trabalho é desenvolvido tendo como prioridade o bem-estar de quem nos procura. Se tivermos que nos lembrar do princípio básico de Hipócrates transmitido aos médicos de “primeiro que tudo, não causar qualquer dano”, nós gostaríamos de pensar que o nosso pilar é fazermos algum bem estabelecendo uma relação com o paciente. O sentimento que gostamos de transmitir a uma pessoa que nos procura, depois do primeiro encontro, é a esperança. Esperança que haja uma solução, que haja possibilidade de tudo melhorar.
Uma expectativa positiva é vital para que os resultados sejam positivos, mesmo que a esperança esteja a ser canalizada do simples facto de alguém se preocupar com ela, de alguém a estar a ouvir. Na maioria dos casos, uma relação terapêutica forte e bem cultivada é a melhor base para resultados terapêuticos eficazes. Mas, claro, nós podemos oferecer muito mais do que isso e assim o fazemos a partir dessa base segura.
Valorizamos o cuidado e a atenção para com a pessoa que nos procura. Tentamos procurar a humanidade em cada um. Ver o outro apenas como outro humano que sofre, fica confuso e perdido muitas vezes, perde o sentido da vida, ri, chora, tem sonhos, frustrações e ressentimentos e sente-se um falhado de tempos em tempos. Tendo a capacidade de assim ver o outro, conseguimos projetar a compaixão que este necessita, ao mesmo tempo que não nos permitimos emaranhar com a sua história ao ponto de deixarmos ver com clareza soluções e metas.

Dentro da casa Mental Health Clinic Isabel Henriques podemos contar com espaços terapêuticos, pautados por confiança, conforto e harmonia. Que serviços têm ao dispor de quem vos procura e de que forma estes espaços têm tremendo destaque?
Os nossos espaços foram desenhados para que tanto nós como os nossos pacientes nos sintamos confortáveis e bem acolhidos. É a nossa segunda casa e esperamos que também seja um local seguro para os pacientes – um local que permite uma pequena cisão no reboliço do seu dia-a-dia, uma pausa para reflexão e trabalho no “Eu”.
Destacamo-nos de tantos outros provedores de Psicologia Clínica mais tradicionais estabelecidos nos Países Baixos – onde se situa a nossa sede – e em Portugal, no sentido em que trazemos para os pacientes um sentimento de lar que pensamos que se transmite não só nos nossos espaços físicos, mas também na nossa forma de os receber. Procuramos colocar o nosso calor humano em cada interação e isso é notado e apreciado pelos pacientes.
Os nossos serviços incluem a Psicoterapia Individual do Adulto, Psicoterapia Infantil, Terapia de Casal, Terapia de Família, avaliação (neuro)psicológica e Mindfulness. Ademais, procuramos organizar workshops e fomentar a criação
de um sentido de união e de ensinamentos a partir do grupo – a terapia de grupo está neste momento suspensa devido à situação atual em que nos encontramos (covid-19), porém esperamos poder retomá-la no próximo ano.

A 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental, cujo objetivo é, além da sensibilização do tema, identificá-lo como uma causa comum. Na sua perspetiva, como considera que está a saúde mental dos portugueses? É de notar uma evolução sobre o tema ao longo dos tempos?
A criação de um Dia Mundial da Saúde Mental permite que a discussão sobre a saúde psicológica seja colocada em cima da mesa. Dar oportunidade e diminuir a discriminação das pessoas com problemas de saúde psicológica através da criação de um espaço onde podemos partilhar sem vergonha e culpa as nossas experiências.
Apesar da comunidade estar cada vez mais atenta para as questões de saúde mental é, ainda, notório que existem noções e atitudes de discriminação e estigma. Principalmente entre os portugueses, notamos que é com dificuldade que uma pessoa admite a si própria e aos outros que pode estar a precisar de ajuda psicológica. Infelizmente, esta procura ainda é vista demasiadas vezes como uma fraqueza. E mesmo procurando essa ajuda, não é comum ouvirmos alguém comentar que vai ao psicólogo da mesma forma que comenta que vai ao fisioterapeuta.
É vital falar abertamente sobre o que significa ter problemas psicológicos, o impacto que isso tem nas nossas vidas e em quem nos rodeia. É necessário fazê-lo sem medo, vergonha, culpa ou com a sensação de que estamos a falhar de alguma forma. Temos de fomentar uma visão diferente da saúde, ultrapassar o dualismo entre saúde física e mental, e a melhor forma de o fazer é através de uma educação para a saúde no seu todo e encorajar a procura de ajuda a um acesso precoce, disponível para todos.
É com esperança e simultaneamente com frustração que vamos observando as mudanças que se vão operando na sociedade quando de fala de saúde mental. Frustração pela morosidade das mudanças. Esperança por percebermos as pequenas transformações.

Tendo em conta a atual situação pandémica da COVID-19, é de salientar as suas fortes consequências económicas, mas não só. Acredita que é inegável afirmar que está a ter também um impacto extremamente negativo na saúde mental das pessoas? Na sua opinião, o tema ganhou maior consciencialização na sociedade?
É completamente inegável o impacto negativo na saúde mental das pessoas. Nós sabemos que para que uma pessoa esteja “saudável” ela necessita de ter satisfeitas várias necessidades básicas humanas, entre elas, a necessidade de suporte e de uma rede social/familiar, a necessidade de um lar, de um porto seguro, de um propósito para a sua vida, objetivos, significado e atividades que os cultivem.
Julgo que a situação pandémica ajudou a que o tema da saúde mental tenha conquistado maior consciencialização na sociedade, dado nós termos todos apercebido o quão frágil o nosso sentido de controlo e de previsão do mundo realmente é. O quanto pode ficar abalado de um momento para o outro e o quanto nos pode deixar sem chão. Nestes momentos, a clareza de uma perspetiva externa treinada pode providenciar um insight ao problema e apresentar soluções que a pessoa não considerou por se encontrar tão envolvida emocionalmente.
Ainda assim, penso que demorará o seu tempo até que medidas reais sejam tomadas no sentido dos psicólogos terem um papel mais ativo na sociedade e na promoção da saúde. As prioridades não deixarão de estar na recuperação económica e no fomento do emprego e ajuda às empresas, assim como na valorização do trabalho médico. Talvez depois haja espaço para ser lançado um olhar atento ao papel dos psicólogos e ele seja promovido nos sistemas de saúde.

Existem hábitos que podem ser cultivados para atenuar sentimentos de angústia e ansiedade, durante um período de tempo mais complexo, como o que vivemos atualmente? O que recomendaria?
Mais do que nunca, diria ser indispensável cultivarmos os nossos bons hábitos de auto-cuidado. Conseguirmos escutar o nosso corpo, os sinais que ele envia, assim como, escutar e compreender as raízes dos nossos sentimentos é uma capacidade que todos nós devemos desenvolver – essa capacidade não nasce connosco e, incrivelmente, nós somos capazes de estar totalmente inconscientes de grande parte das coisas que se passam dentro de nós ou mesmo de (tentar) mentir a nós próprios.
Assim sendo, se formos capazes de nos entender a um nível profundo, vamos saber quando estamos a abusar das horas de trabalho, quando estamos a descurar tempo com a família e amigos, quando o momento presente se está a tornar demasiado avassalador e quando talvez seja hora de fazer uma pausa. O que vejo é que uma e outra vez, as pessoas têm uma capacidade de adaptação extraordinária, e se os primeiros meses de pandemia foram algo caóticos enquanto tentávamos ajustar a uma realidade diferente, agora sinto que grande parte das pessoas tomou as rédeas da sua vida e vê até alguns benefícios nesta nova forma de viver. Claro que, ainda assim, existem muitos condicionamentos e toda esta adaptação está de certa forma dependente de um controlo apertado das nossas rotinas.
Incentivo as pessoas a manterem horários bem estabelecidos de sono, trabalho, exercício físico e alimentação, sendo essa a base para um dia-a-dia vivido com saúde. A partir daí, apostar nos momentos de relaxamento, no autocuidado (não esquecermos de nos vestir da forma que nos faça sentir bem, por exemplo) e nos momentos com pessoas significativas. São estas pequenas coisas que nos ajudam a viver o momento presente de forma mais intensa. É igualmente importante procurarmos ativamente estar envolvidos nesses momentos, não permitindo que os nossos pensamentos voem para o que poderá acontecer no futuro ou não. Como todos podemos concluir, poucas coisas estão efetivamente sob o nosso controlo e, portanto, é imperativo libertarmo-nos do peso de todas as outras que não estão.

Que papel a Mental Health Clinic Isabel Henriques pretende assumir nesta fase controversa, no que diz respeito à forma de atuar junto dos pacientes?
A Mental Health Clinic Isabel Henriques pretende continuar a cumprir o seu papel de apoio ao indivíduo e ao sistema familiar, fomentando a importância da saúde mental e providenciando as ferramentas necessárias para a atingir de modo sustentável. A nossa forma de atuar também sofreu adaptações durante os passados meses deste ano, tendo nós apostado mais fortemente nas consultas online que até então eram escassas. Neste momento, muitos dos nossos pacientes procuram ainda este meio de consulta, evitando o rebuliço de pessoas que os grandes centros urbanos acabam sempre por acarretar.
Esta mudança permitiu-nos também alargar o nosso raio geográfico de atuação, sendo que conseguimos passar a receber novos pacientes de vários pontos da Europa, portugueses – emigrantes ou não – e estrangeiros.
Também durante o período de confinamento procurámos diferentes formas de chegar ao máximo número de pessoas possível de forma gratuita. Desenvolvemos o Fórum Psicológico nas nossas redes sociais, onde duas vezes por semana umas das nossas psicólogas apresentava em direto um tema relacionado com a Psicologia e a saúde mental e onde estas respondiam a perguntas colocadas pelos nossos seguidores. O objetivo foi poder ajudar aqueles que não são pacientes e que não têm um fácil acesso a consultas de Psicologia, dando-lhes espaço para colocarem dúvidas e sugerirem temas a abordar no fórum seguinte.
Sentimos que cumprimos o nosso papel como promotores de saúde mental num período em que todos sentimos uma espécie de sentimento global de união na incerteza.

A vossa voz é fundamental neste processo de adaptação, assim, gostaria de deixar uma mensagem de incentivo aos nossos leitores?
Não deixem de procurar ajuda psicológica se notarem que o que vos impede são as possíveis opiniões alheias. Porventura, será útil olharem para dentro de vós e se perguntarem se não serão vós mesmos quem se está a julgar logo à partida. Libertem-se dos estigmas e pré-conceções e garanto-vos que a Psicologia vos poderá surpreender. Permitam-se essa oportunidade de crescimento.

“A Garvetur nunca descurou a qualidade dos serviços”

No mercado desde 1983, a Garvetur, já teve com certeza de enfrentar diversas adversidades, mas talvez nenhuma como a que hoje atravessamos, denominada por COVID-19. Tendo sido propagada a todos os setores de atividade, as empresas sentiram-se obrigadas a uma rápida mudança de práticas. Assim, como nos pode descrever o vosso reajustar, perante o atual cenário?
A primeira medida que desenvolvemos perante a crise sanitária que atingiu todo o Mundo, foi instituir boas práticas de funcionamento que salvaguardassem a segurança dos nossos clientes e dos nossos colaboradores.
O nosso departamento de Recursos Humanos elaborou um Guia de Boas Práticas, abrangendo todas as empresas da Enolagest, SGPS, da qual a Garvetur é a empresa âncora.
Nesse guia estavam indicadas todas as medidas recomendadas pelas autoridades de Saúde Pública, bem como indicações específicas para cada um dos campos de atividade das empresas participadas, já que o Grupo Garvetur | Enolagest oferece um modelo inédito de serviços em Portugal, ao criar sinergias entre as dezenas de empresas associadas, desde a consultoria e abrangendo todo o parque imobiliário de investimento, mediação, compra, venda, construção, reabilitação, manutenção, remodelação, decoração de interiores e espaço exterior, assim como a gestão de imóveis e a área de seguros, bem como a de aluguer e venda de viaturas. O grupo diversificou ainda as suas atividades para as áreas de educação, formação e trabalho temporário.
Temos consciência que só teremos uma retoma das atividades económicas se cada um de nós agir de forma responsável para conter a crise sanitária.

A Garvetur possui uma vasta experiência na comercialização de empreendimentos nos segmentos residencial e turístico. Interessa perceber como se encontra atualmente este setor, atendendo às consequências que se instalaram. Quão impactante a pandemia se tornou no mercado imobiliário e no setor do turismo?
Mais do que uma opinião, cito aqui o balanço da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), organismo do qual sou vice-presidente, relativo à atividade turística de 2020:
“A época turística, (abril a outubro), a que verdadeiramente conta para os resultados das empresas, apresenta os piores resultados turísticos de sempre no Algarve”.
Contudo, há que destacar o comportamento notável do mercado interno, que nos meses de agosto e setembro, subiu 32%, ou seja, mais 615 mil dormidas e 143 mil hóspedes.
Assim, o mercado nacional representou 62,3% das dormidas totais verificadas nos hotéis e empreendimentos turísticos classificados oficialmente no Algarve, (3,07 milhões de um total de 4,9 milhões de dormidas até ao final do mês de setembro).
No entanto, no mesmo período de 2019, o Algarve registou 15,2 milhões de dormidas e 3,2 milhões de hóspedes nacionais e estrangeiros. Entre os meses de abril e outubro, a região registou uma taxa média de ocupação de 27,5%, uma descida de 65,5%, enquanto o volume de negócios baixou 68,7%, face ao período homólogo.
Em termos gerais os hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve registaram, entre abril e outubro, menos 10,3 milhões de dormidas do que em 2019, tendo as receitas baixado 635,8 milhões de euros no mesmo período.
Para estes resultados contribuíram, sobretudo, as quebras na procura dos principais mercados externos, com realce para o nosso maior fornecedor de turistas, o Reino Unido de menos 88,9%, traduzidas em menos 626 mil hóspedes e 3,8 milhões de dormidas.
Por outro lado, os mercados emissores mais importantes também apresentaram descidas assinaláveis nos fluxos turísticos para o Algarve durante esta época turística, designadamente Alemanha (-77,4%), Holanda ( 67,3%), Irlanda (-94,7%) e França (-73,2%).
No aeroporto de Faro, porta principal de entrada de turistas no Algarve, o tráfego de passageiros regista uma descida de 82,5%, menos 5,3 milhões de passageiros, sendo 2,8 milhões oriundos do Reino Unido.
Cerca de 20% dos empreendimentos turísticos permaneceram encerrados durante a época turística, correspondendo a mais de 26 mil camas. As perspetivas apontam para que 70% dos estabelecimentos encerrem durante a próxima estação baixa (novembro a março).
O Golfe turístico, um dos segmentos que mais contribuem para o esbater da sazonalidade, acompanhou, no essencial, o verificado nos estabelecimentos classificados oficialmente, apresentando quebras da ordem dos 70%, uma consequência direta da não existência de corredores aéreos com o Reino Unido, maior fornecedor de turistas de golfe ao longo do ano.
Face a este novo contexto, acredito que, por exemplo a mediação imobiliária, tal como muitos outros setores, designadamente a Imobiliária Turística, precisarão de se adaptar, e uma das vias é intensificar e até redescobrir outras ferramentas que nos permitam uma maior proximidade aos clientes, mas também nos obrigarão a ter melhores ferramentas de trabalho à distância.
Este setor implicava até agora um estreito contacto presencial, e embora esta perspetiva não possa ser totalmente ignorada, nos tempos mais próximos, teremos de introduzir formas de trabalho alternativas. Até ao momento a imobiliária e a imobiliária turística mostraram capacidade de resiliência, os preços não foram afetados. Contudo, teremos, eventualmente, de considerar que o mercado em alguns segmentos poderá sofrer alguma correção. Numa economia aberta e em especial nas atividades da indústria Turística, essa é uma inevitabilidade.
Se a nossa vida mudou, se o país e o mundo mudaram, a nossa região vai ter igualmente fatores de mudança a que teremos de responder.

Considera que as medidas do Governo serão suficientes para mitigar o impacto da COVID-19 na hotelaria? Como prevê que será o panorama hoteleiro numa fase pós-pandemia?
Pela minha experiência, e apesar deste processo que nos conduzirá a um Novo Normal, que cada vez será menos novo e mais normal, (visão confirmado pelos dados oficiais) o Algarve manteve a sua capacidade de atração como destino preferencial também para mercados emergentes, que há dois ou três anos não se consideravam expressivos.
Em minha opinião, os pacotes de medidas de emergência precisam de processos mais dilatados no tempo, porque haverá ainda um hiato temporal, atualmente não contabilizável em que temos de ser resilientes, imaginativos, enquanto a economia mundial, nacional e regional se reergue.
Temos hoje uma perceção mais precisa e clara da dimensão da crise e do seu impacto na atividade turística e na economia em geral, embora conscientes de que, após a pandemia, o turismo vai regressar de forma gradual e progressiva.
Assim, considero urgente e necessário, que o Governo e os organismos oficiais definam uma estratégia de colaboração e cooperação ativa com o sector privado, tendo em vista atuar por antecipação, para reagir aos problemas que o Turismo e a Imobiliária do País e do Algarve vêm enfrentando.
Neste contexto, é de realçar que numa primeira fase, foram tomadas as medidas que a situação impunha. Importa agora perceber os impactos nas empresas hoteleiras e turísticas resultantes da continuidade da crise sanitária e do agravar da crise social, sobretudo na maior e mais importante região turística portuguesa.
Como tal, no futuro próximo o que esperam as pessoas das organizações do Estado e dos seus organismos descentralizados é uma resposta rápida, mas principalmente concertada e com medidas adequadas a cada setor, e o que esperam as empresas, é a continuidade de um esforço que se pretende comum.
Esta é uma exigência para as empresas e seus colaboradores, mas creio ser igualmente determinante fortalecer uma frente dinâmica de trabalho para que essas exigências imprescindíveis, atingissem igualmente outros serviços correlacionados, como as conservatórias, os notários e por último, mas o principal, a banca.
Na primeira linha, sem dúvida, está o cumprimento de um conjunto obrigatório de procedimentos que visa minimizar o risco de contágio do novo coronavírus, para não se retroceder.
Igualmente em causa, está a criação condições que permitam às empresas viáveis, suportar as dificuldades financeiras e outras, mantendo os níveis de “know how”, quer de empresas quer de trabalhadores, de forma a responder eficaz e rapidamente às solicitações da procura na fase de retoma. A perda destes ativos seria desastrosa para a economia do País em geral e do turismo em particular.
Tendo em conta que na fileira do Turismo o impacto no desemprego nos últimos meses tem sido enorme, (mais de 200%), indo acentuar-se a partir dos meses de Outubro e Novembro e atendendo à mais que previsível extinção de postos de trabalho, há que considerar apoios ao emprego, nomeadamente através, de programas de formação de ativos nas empresas, entre outras medidas.
Assinalaria igualmente, em termos de urgência, a desburocratização dos processos de apoio, decididos pelo Governo, mas cuja lentidão processual está a impedir que as empresas cuja capacidade de tesouraria foi duramente afetada com meses de paralisação e uma retoma que, devido às condições já anteriormente citadas, vai ser mais lenta e muito dependente de circunstâncias externas.
Destaco que o Algarve contribuiu com mais de metade dos 15% do PIB que o Turismo representou nas contas do País nos anos anteriores e que a especificidade do tecido económico do Algarve tem de ser levada em conta, para evitar que, se não se agir agora, se tenha de enfrentar mais à frente o ónus de uma taxa de desemprego brutal, com as inerentes consequências sociais. Apoiar hoje as empresas é salvar milhares de empregos.
Outros dos pontos críticos é a acessibilidade aérea, que tem de ser olhada com a maior atenção, porque dela depende em grande medida a capacidade de retomar a economia.
Isto porque a instabilidade gerada pela pandemia ao nível do transporte aéreo, associada às dificuldades de canais de comercialização e distribuição de férias, dificultarão um regresso à normalidade no curto e mesmo no médio prazo.
Torna-se também essencial investir em campanhas de promoção, realçando os níveis de segurança face a destinos concorrenciais, dado que a retoma surgirá com o restabelecimento dos níveis de confiança junto dos consumidores de férias.

Em variados sítios pode-se ler que o investimento imobiliário será, provavelmente, um dos vencedores da crise. Concorda com esta afirmação?
Sobre o crescimento sustentado da ampla fileira das atividades imobiliárias, creio que a postura mais adequada será a de um otimismo cauteloso.
Há que apostar sempre na qualidade dos serviços, numa irrepreensível postura de transparência, na formação e na aquisição de knowhow, na criação de oportunidades para trabalhar em rede.
Neste novo normal e perante a recessão que se prevê mundial, empresas, promotores, instituições públicas e financeiras não podem ignorar a importância de se considerarem essenciais medidas inovadoras na estratégia empresarial e decisões concretas, que tenham por objetivo o crescimento sustentado da ampla fileira das atividades imobiliárias.

Comparativamente a tempos anteriores – mais estáveis e seguros –, quais são as principais mudanças que realça, no que diz respeito à oferta e venda de imóveis?
Consideramos essencial intensificar e até redescobrir outras ferramentas que nos permitam uma maior proximidade aos clientes, mas também nos obrigarão a ter melhores ferramentas de trabalho à distância.
Importa ainda um olhar atento às novas exigências dos investidores, alavancadas por diferentes realidades sociais, pela emergência de outros mercados de procura, mas também à adequação da oferta imobiliária já que, atualmente, para lá do preço, os nossos clientes exigem qualidade de vida e conforto, preocupam-se com a segurança e pretendem práticas ambientais sustentáveis.
Por exemplo, a equação tradição versus inovação no turismo: assim como devemos continuar a apostar nos valores seguros do sol, praia e golfe, importa igualmente diversificar por outras ofertas na área da cultura e ambiente.
Creio que a equação tradição/inovação já tem vindo a ser resolvida pelos empresários. Contudo, acredito que só terão sucesso os promotores e com eles as mediadoras que assumirem a necessidade de garantir o crescimento sustentável das suas atividades, tendo em conta as alterações socioeconómicas e as atuais exigências dos viajantes.
A crise sanitária mundial veio acelerar ainda mais o alargamento da Base Motivacional das viagens, e este novo imaginário tem inevitavelmente provocado o nascimento de novas formas de Turismo.
É essencial identificar as várias componentes dum ramo emergente de negócios turísticos muito diversificado, e nestes, os que melhor criem valor, tendo em conta as especificidades e mais-valias do Algarve.
Em minha opinião, chegou a altura de começar a delinear estratégias e definir projetos concretos de como fazer, agora que há uma maior consciência das alterações que têm surgido nos últimos anos.
Articular tradição/inovação é um elemento-chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, até aqui uma relação tradicionalmente vista como inexorável.
Serão importantes novos projetos, mas com diferentes valências, para atrair investidores, de forma a termos uma resposta competitivamente forte, quando se regularizarem as acessibilidades aéreas.
E para esta nova oferta, há territórios até aqui não considerados, que nos permitirão diversificar, como por exemplo a reabilitação nos núcleos históricos das cidades, os condomínios direcionados para a procura de residência na reforma, que permitiriam e promotores e às empresas gerar maior impacto económico.
Creio ser determinante em termos de crescimento sustentado, impulsionar propostas urbanas prestigiantes, como tem feito a Garvetur em cidades, entre outras, como Faro e Tavira, que valorizem uma imagem de singularidade, tendo em conta o mercado do Turismo Residencial e a promoção de novos projetos, para captar investidores cuja vinda terá forte impacto na economia regional e nacional.

O selo Clean & Safe pretende incentivar a retoma do turismo em Portugal, tendo já inúmeras empresas sido reconhecidas como tal. Na sua opinião, é legítimo afirmar que haverá um aumento no empreendimento de luxo com novos conceitos de qualidade?
Sem negar a importância do selo Clean & Safe, cujo objetivo é qualificar o nosso país enquanto destino seguro, não associaria de forma tão perentória a iniciativa Clean & Safe, como uma tendência marcante para novos produtos imobiliários destinados ao mercado prime.
O surgimento de ativos, designadamente no mercado prime, é uma tendência que se começou a delinear logo que se esgotaram as propriedades remanescentes da crise financeira mundial (2008/2013). A Garvetur iniciou de imediato a estratégia de antecipar o investimento onde têm surgido novas ofertas dos promotores nos diversos segmentos, habitacional ou comercial.
Esta tendência, não descarta todavia a maior atenção por parte das instituições para a importância do país manter fatores como o alto nível de segurança, leis fiscais favoráveis e, no caso do Algarve, maior investimento no setor da saúde, de extrema importância para o mercado sénior, assim como um reforço na promoção, para que se concretize a alta rendibilidade do investimento imobiliário e se mantenha e reforce a animação do mercado.

Quais são as tendências para os mercados que a Garvetur engloba após a pandemia? Apesar do clima insatisfatório, acredita que é possível afirmar que ainda há espaço para expetativas positivas?
Ter uma perspetiva clara sobre as tendências dos mercados após a pandemia, seria a pergunta cuja resposta acertada valeria um milhão de dólares. Descontando a ironia, no atual contexto de grande instabilidade será avisado aguardar o estabilizar da situação e evitar tanto as especulações, quanto as opiniões alarmistas, ou mesmo as previsões, que em nada contribuem para se encontrarem estratégias que nos permitam responder às alterações futuras.
Como já referi em perguntas anteriores, a Garvetur | Enolagest, SGPS antecipou estratégias para as empresas participadas, já o que mais nos motiva é a capacidade da nossa organização em desenvolver planos que se mostram adequadas ao crescimento sustentado das nossas atividades.
Em termos de Recursos Humanos, por exemplo, as empresas do Grupo Enolagest têm em posições de chefia mais mulheres do que homens, reconhecendo não o género, mas a sua capacidade de trabalho e dedicação.
Estamos ainda apostados na melhoria da qualidade dos serviços complementares prestados aos nossos clientes em diversas áreas diretamente ligadas à imobiliária, como a gestão e rentabilização do imóvel, ou ainda a decoração interior e exterior, renovações e remodelações dos imóveis, aconselhamento fiscal e jurídico, além de disponibilizar outras soluções solicitadas pelos nossos proprietários.
Continuamos nesta crise tão aguda cautelosamente otimistas, prevendo um crescimento sustentado, ainda que num prazo mais alargado. Um objetivo que é possível alcançar em função da consolidação das alterações introduzidas na gestão e objetivos das empresas, numa conjuntura de retoma da economia mundial, nacional e regional, em particular da atividade turística, cujo ciclo de investimento e serviços as nossas empresas abrangem na totalidade.
Porém, não posso deixar de acentuar que para lá da crise sanitária mundial que se fará sentir em todas as economias, teremos ainda de enfrentar o Brexit, embora os estudos já realizados, nomeadamente pelo Banco de Portugal e o Turismo de Portugal, entre outros, Portugal não será dos países mais afetados.
O processo de saída do Reino Unido da União Europeia, iniciado em 2016 e só parcialmente concluído, embora já esteja formalmente decidido com a saída do Reino Unido (RU) desde 31 de janeiro de 2020, entra agora na fase de negociação das futuras relações entre o RU e a União Europeia.
Com efeito e em função do clima de indecisão e da desvalorização da libra, o Brexit influenciou já os resultados da indústria turística e do Turismo residencial, considerando a importância que o mercado britânico tem tido tradicionalmente, em especial no Algarve (e igualmente na Madeira). Manteve-se, no entanto, o crescimento do setor, embora se tenha registado um abrandamento, pelo que eu arriscaria afirmar que o setor soube encontrar soluções.
Com impacto ainda não quantificado, a desvalorização da libra e as perspetivas de quebra da economia do Reino Unido que irão tirar poder de compra aos britânicos, é uma das questões para a qual teremos de contrapor uma estratégia de promoção e notoriedade do nosso País, a par das vantagens em investir.

É habitual dizer-se que “das adversidades surgem as oportunidades”, assim, no que concerne ao meio envolvente da Garvetur e aos serviços que prestam, surgiram novas ideias e oportunidades? O que nos pode revelar?
Como não me canso de referir, se juntarmos as qualidades há muito reconhecidas do país, e em especial do Algarve, que asseguram qualidade de vida, comparativamente a outros destinos, temos um pacote imbatível, quando se trata de atrair o interesse dos investidores internacionais em comprar casa, quer seja para habitação própria, residência de férias ou rendimento.
Concluo reafirmando que temos, enquanto País e em especial no Algarve, uma oferta competitiva, favorável à retoma da economia na ampla fileira de atividades abrangidas pelo imobiliário, com um desafio que permita não só fazer mais, como fazer melhor:
Entre acelerar o processo de inovação e diferenciação de produtos e serviços, simplificar processos e criar recursos para comunicar com o investidor no momento e local de decisão de compra, a Garvetur nunca descurou a qualidade dos serviços, numa irrepreensível postura de transparência, na formação e na aquisição de know how, na criação de oportunidades para trabalhar em rede.

VIVER HOJE, SUSTENTAR A ESPERANÇA

A vasta experiência de Elisabete Carvalho levou-a a desempenhar vários lugares como Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta. Contudo o seu desejo era fazer mais e melhor, assim surgiu a Clínica das Horas – aqui, através duma prática séria e eficiente, é valorizada a relação humana e pessoal, entre profissionais, pacientes e famílias. Integridade, dever, confiança, dedicação e respeito pela individualidade são os valores que estão bem assentes na dinâmica desta clínica.
À conversa com a Revista Pontos de Vista, esteve Teresa Sutherland, também ela Psicóloga e Psicoterapeuta com formação em Aconselhamento Parental. Ambas partilham estes valores como fundamentais para o funcionamento da equipa, “o que torna o nosso trabalho gratificante”, diz Elisabete Carvalho.
Na Clínica das Horas prevalece o espírito de equipa, centrado na coesão e na prática de clínica séria, uma forma de trabalhar, segundo Elisabete Carvalho, eficaz e consistente, já que tem como suporte uma complementaridade de saberes. “Na psicologia, temos um grupo de terapeutas de diferentes formações: dinâmica, totalmente enraizada na psicanálise, cognitivo comportamental, sistémica, de casal, familiar e sexual. Temos a consulta integrada da criança e do adolescente, com atendimento aos pais, sempre que necessário. Acompanhamos adultos com diferentes problemáticas porque contamos com psiquiatras dedicados a diferentes áreas, como por exemplo a adictologia, comportamentos de risco e o suicídio. Já para a terceira idade, e em Neurologia, temos uma consulta específica de demências, com recurso a treino neurocognitivo, que pode ser realizado presencialmente ou em casa e que, neste caso monitorizamos à distancia. O coaching é habitualmente solicitado por parte de empresas embora também surjam pedidos individuais.”, explicam as nossas entrevistadas. Todos estes temas – e numa fase pré pandemia – eram abordados, em reuniões de intervisão clínica “onde podemos falar dos nossos casos, partilhá-los com a equipa e integrar a multiplicidade dos nossos saberes. Temos efetivamente, formações muito diferenciadas, e um olhar diferente sobre cada caso clínico, é algo que pode ajudar e muito os nossos pacientes”, realça Teresa Sutherland.
Estas reuniões deram lugar a tertúlias, sendo um projeto suspenso uma vez que o objetivo seria alargar esta partilha de conhecimentos a outras instituições e a outros colegas, algo que não é possível concretizar devido à fase atípica que atravessamos, com a COVID-19. No entanto, o funcionamento da Clínica das Horas, não foi afetado, embora tenha fechado as portas durante três meses. “Adaptámo-nos rapidamente. Continuámos a dar consultas online, vínhamos pontualmente e de forma isolada à clínica, sempre que havia um pedido – porque quando se trata da primeira consulta, os técnicos e na sua maioria, os pacientes, preferem que esta seja presencial. Mas, essencialmente, o suporte foi online. Houve uma adesão muito grande e tivemos um acréscimo de primeiras consultas, o que por outro lado coloca em evidência as necessidades que as pessoas sentiram neste período conturbado”, afirma Elisabete Carvalho, acrescentando que “mantivemos o contacto e o suporte entre os elementos da equipa”.

“AS PESSOAS TÊM DE SE PERMITIR SENTIR”
Será que se dá a devida importância à questão da saúde mental? Particularmente agora, já conseguimos saber qual o impacto da pandemia sobre o bem-estar psíquico? “Damos habitualmente importância quando falha”, responde Elisabete Carvalho. “No entanto, neste tempo crítico, obviamente que a questão da saúde mental se tornou fundamental pela repercussão a vários níveis, que a COVID-19 tem tido sobre grande parte da população. Houve uma enorme mobilização de recursos de combate a um inimigo comum – o vírus – e a saúde mental foi aí considerada. Em tempos difíceis, as estruturas mais frágeis abanam e há o risco do colapso. A perda da noção de controlo, o medo da doença e da morte, surgem mascarados sob diversas formas de doença”.
Entre as faixas etárias mais lesadas como os idosos e as crianças, a camada adolescente e jovem adulto tem sido recorrente na Clínica das Horas. Teresa Sutherland explica que “ouço-os muitas vezes a dizer «eu só tenho 20 anos, os meus melhores anos estão a passar, como vai ser a minha vida agora?». Porque a vida quotidiana mudou, tínhamos estratégias montadas para nos distrairmos quando algo corria mal. Mas se estamos fechados em casa, não temos outra hipótese senão confrontarmo-nos com o sofrimento, muitas vezes sem ajuda e por isso temos tantos casos de depressão e mal-estar instalado”.
Sabemos que a redução da socialização e ao mesmo tempo o aumento do recurso à tecnologia pode potenciar sentimentos de solidão, mais graves na adolescência. “O tempo de trabalho passou a ser vivido em casa, com a sobrecarga do acompanhamento aos filhos e das rotinas domésticas. Esta proximidade, às vezes tão desejada, revelou crises familiares e colocou em evidência problemáticas dos casais. Tivemos um aumento significativo das consultas de terapia familiar e de casal, e da consulta específica para casais bi-culturais, muitas vezes com pedido de estratégias concretas para sobreviverem à proximidade agora sentida como excessiva”, explica Elisabete Carvalho. “Com os idosos assistimos precisamente ao contrário: a ausência de contacto físico com os familiares, tem sido uma provação difícil e claramente lesiva da saúde mental. Nos dois sentidos: ouvimos os filhos queixarem-se da culpa de não poderem cuidar dos pais”.
Perante o emergir de sentimentos como ansiedade e angústia, as nossas entrevistadas realçam a importância de fatores como “manter as rotinas de higiene, trabalho, refeições, distribuir tarefas por todos e cumpri-las, preservar a privacidade dos elementos da família, reconhecer que todos temos momentos de irritação e de tristeza, procurar o riso, perdoar o outro, manter a esperança. Procurar o lugar seguro das pequenas alegrias: ler, ouvir música, caminhar, pintar, ver o mar, rezar”. Curiosamente – e tendo em conta que vivemos na era digital – uma das atividades que voltou, segundo as próprias, foi a escrita de cartas por correio. Leva a crer que recordar os tempos antigos traz uma sensação de pertença e quietude ao coração.
Praticar a positividade, pode ser benéfico, porém com bom senso. Citando as nossas interlocutoras, “tudo aquilo que instituirmos como uma regra rígida não é saudável. A rigidez é um grande inimigo da saúde mental, ao invés da permeabilidade e da flexibilidade que são palavras-chave da resiliência psíquica. Não há soluções. Há tentativas ajustáveis a cada um e as suas particularidades. Estamos a viver um tempo novo, a fazer história. As pessoas têm de se permitir sentir esta turbulência, mas, ao mesmo tempo importa saber que podem fazer escolhas benéficas para a sua saúde mental: podem pedir ajuda”.
Na Clínica das Horas, onde é permitido sentir, é também essencial cuidar ao tempo de cada paciente. Esse cuidado será sempre a prioridade, tal como tem sido ao longo destes sete anos. São muitos os projetos de Elisabete Carvalho, para um futuro já próximo: criar uma consulta integrada da saúde da mulher, particularmente ligada à menopausa, aliada à nutrição funcional, questões da sexualidade e do envelhecimento. Uma outra consulta com psicoterapia de suporte ao luto e ainda (ainda por desenhar) ligada às temáticas do género, com a colaboração de investigadoras da UNL. “Queremos melhorar a área da estimulação/treino cognitivo, participando numa experiência piloto na área da Robótica e da inteligência artificial aplicadas a crianças e idosos”, afirmam Elisabete Carvalho e Teresa Sutherland.
A concluir, a Fundadora da Clínica das Horas assegura que “reconheço o enorme valor profissional e humano de cada elemento desta equipa, que pretendo reforçar em determinadas valências, terminando ou iniciando formações específicas de e para cada elemento, na procura constante do conhecimento, sem nunca abandonar os valores que diferenciam a Clínica das Horas. E é assim que nos sentimos a participar ativamente na resposta aos desafios psicológicos relacionados com o momento que vivemos. Sabendo que quando encaramos a dificuldade, descobrimos a força – seguramente sairemos deste momento mais fortes”.

“APOSTAMOS MUITO NA ESPECIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO”

O ISEC Lisboa assume-se atualmente como uma das instituições de ensino e formação em Portugal e não só mais prestigiadas, promovendo sempre uma dinâmica inovadora, diferenciadora e promotora de valor nas suas ofertas formativas. Para dar a conhecer ao nosso leitor, quais são os principais pilares da marca no que concerne ao assumir-se como um pilar ao nível da Educação em Portugal?
O ISEC Lisboa disponibiliza formação académica superior muito variada, e tem vindo a apostar cada vez mais na diferenciação. Tem como principais pilares a Qualidade de ensino, onde nunca descorando a vertente teórica, procurar sempre estar alinhado com as espectativas e tecnologia do mercado de trabalho. Outro pilar importante, e ao qual damos muita relevância, é a experiência profissional não académica dos docentes, que transmitem aos alunos todo o tipo de cenários passiveis de se encontrar num contexto real de trabalho. A flexibilidade académica, onde providenciamos aos alunos justamente o que eles procuram numa instituição de ensino superior, sempre num contexto académico e com muita incidência nas necessidades da indústria. E por fim a inovação, quer curricular, quer tecnológica quer também ao nível de condições laboratoriais. De salientar que temos vindo a apostar cada vez mais nos conteúdos em Inglês com o objetivo de adaptarmos à realidade de mercado e também com vista na expansão e internacionalização da marca ISEC Lisboa.

A licenciatura em Ciências Aeronáuticas é uma das mais prestigiadas e reconhecidas no seio da instituição. Quais são as valias apresentadas por esta oferta formativa para este setor?
Pautamos muito pela exigência, quer a nível curricular do curso, quer ao nível da gestão do mesmo. Sendo o setor aeronáutico um dos mais regulados do mundo, é extremamente importante todos os conteúdos estarem alinhados com os reguladores. Outro desafio é a de estar sempre atualizados com as tecnologias emergentes. Pautamos por apresentar e desenvolver nos alunos, ainda num contexto académico, as ferramentas necessárias para se apresentarem no mercado laboral com todas as valências necessárias ao desenvolvimento profissional destes. Apresentamos também uma série de aproximações à indústria que visam a promoção das vertentes mais técnicas dos alunos, bem como de diminuir o gap existente entre as instituições de ensino superior e as reais necessidades da indústria.

Explique-nos um pouco como é que a esta oferta, em Ciências Aeronáuticas, se desenvolve e como é que a mesma prepara os alunos para o universo do trabalho e emprego no âmbito da aeronáutica?
O curso de Ciências Aeronáuticas tem duas vertentes, a primeira é o ramo da Manutenção e a segunda o ramo da Pilotagem e Oficial de Operações de Voo. Ambas preparam os alunos quer na vertente teórica, quer na vertente prática, muito perto do contexto real de trabalho. Apostamos muito na especialização do conhecimento. Estamos também a apostar muito ao nível de equipar com as mais recentes tecnologias as nossas instalações. Estamos a finalizar a construção de um hangar que irá ser equipado com o que mais recente se faz ao nível laboratorial no ensino da aeronáutica, tudo para que o contexto formativo seja o mais próximo possível do mercado de trabalho. Quer no ramo da manutenção, quer no ramo da pilotagem. Além de todas as condições existentes, temos também diversos parceiros na indústria. Damos muito valor a estas simbioses porque providenciam aos alunos todas as condições de crescerem academicamente e profissionalmente.

Qual é o índice de sucesso que tem tido e que números podem ser apresentados no domínio da empregabilidade do mesmo?
Segundo os últimos dados da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o índice de empregabilidade dos alunos de Ciências Aeronáuticas é de 100%. Muito devemos estes números à equipa docente e às condições que nos são facultadas pela direção do ISEC Lisboa. No entanto, o que mais nos motiva é continuar com esta marca de excelência, sempre com o foco em melhorar a nossa capacidade técnico-pedagógica e qualidade de ensino.

Que dimensão e importância assume hoje a Indústria Aeronáutica em Portugal? Que lacunas ainda identifica na mesma e que urgem ser ultrapassadas?
Felizmente a dimensão da indústria AED em Portugal está em crescendo. É importante para a economia nacional continuar a apostar no desenvolvimento da AED, uma vez que é uma indústria tradicionalmente exportadora, com impacto positivo no PIB, e que pode impulsionar o nome de Portugal e da indústria Portuguesa. No entanto ainda existe vários pontos que temos de melhorar, principalmente ao nível de recursos. É crucial haver uma formação adequada e profissionalizada de quem trabalha na aeronáutica, é um sector que está em constante evolução do estado do conhecimento, e, portanto, é determinante as empresas fomentarem o desenvolvimento e retenção dos seus ativos humanos, desde os quadros técnicos até aos cargos de gestão. Outro ponto a ter em conta são os apoios às pequenas empresas. São estas que tendencialmente trazem as ideias tecnologicamente mais inovadoras, no entanto, como o setor é altamente regulado, a burocracia por detrás é enorme e com processos confusos e lentos. É necessário que quem supervisione esteja mais perto destes projetos, facultando linhas dedicadas de apoio. Vemos que isso aconteceu noutros países, com resultados muito animadores. Seria muito interessante replicar esse modelo no nosso país.

Nos últimos cinco/seis anos, Portugal formou mais de 2.000 quadros técnicos e 300 engenheiros que estão a trabalhar neste cluster, mas a indústria aeronáutica, espacial e de defesa estima que seja necessário formar mais 2.000 novos técnicos qualificados e mais 200 novos engenheiros nos próximos três anos. Concorda? Que outros fatores são, igualmente, cruciais para este setor?
Com a pandemia, o setor irá certamente sofrer num curto prazo um decréscimo de atividade e levar a um certo ajustamento do mercado laboral. Vejo com algum ceticismo essa previsão macro, no entanto será necessário esperar um pouco mais para perceber qual irá ser a tendência. O último trimestre de 2020 e primeiro de 2021 serão crucias para perceber se vai existir uma inflexão ou a continuação de retoma. No entanto, prevejo que assim que a pandemia for ultrapassada, voltar aos valores de crescimento de 2018 e 2019.
Existem agora tecnologias emergentes que num curto prazo se vão tornar mainstream. É crucial agir agora para garantir a adoção destas logo numa fase inicial. Assim que este desafio também é de crucial importância, de modo a garantir a sustentabilidade e crescimento do sector. Terá de haver sinergias e parcerias entre parceiros da indústria, instituições académicas e start-ups para fomentar o desenvolvimento e adoção tecnológica.

Acredita que é vital continuar a apostar neste setor para que Portugal seja mais forte neste sentido e nestas áreas e consiga ter uma maior preponderância a nível internacional?
Certamente que sim. A indústria aeronáutica tem tudo para se tornar uma das indústrias de peso no PIB nacional. É relevante continuar a cativar indústria estratégica nesse sentido, continuar a formar recursos e sobretudo apoiar as pequenas empresas que vão nascendo com forte apetência para a AED. É também importante não baixar os braços e pensar que o crescimento enorme que houve neste setor é suficiente, temos de prosseguir e continuar a investir. Basta olhar para os nossos parceiros europeus, a percentagem de investimento no setor AED é muito superior ao nosso. Temos que continuar com o excelente trabalho feito até aqui, seguir fomentando esta indústria e dar-lhe condições para que possa crescer e atrair cada vez mais investimento.

Hoje vivemos num novo «normal», provocado pela pandemia da COVID-19. De que forma é que esta dificuldade veio alterar os planos previstos e modificar a dinâmica no domínio da formação em aeronáutica?
A pandemia veio alterar muitas das rotinas que tínhamos adquirido, principalmente ao nível formativo. A nossa formação antes da pandemia era 100% presencial. No atual contexto, tivemos que adaptar rapidamente todos os conteúdos académicos às plataformas digitais. Podemos afirmar com muito orgulho que hoje estamos adaptados a este novo contexto. Os alunos têm dado ótimo feedback de todas as ferramentas de E-Learning e B-Learning, bem como das várias plataformas pedagógicas colaborativas que temos implementado.

A AED, o Cluster Português para as Indústrias de Aeronáutica, Espaço e Defesa, promoveu os AED Days, que se realizaram nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Na sua opinião, quão importantes são este género de eventos para o setor?
São cruciais porque são como uma montra do que de melhor se faz em Portugal neste âmbito. Deveria até haver mais iniciativas semelhantes na indústria, fomentando a captação de público, indústria e interesses estrangeiros para o nosso país.

“TER ORGULHO NO QUE SE FAZ É UM MOTOR IMPORTANTÍSSIMO PARA A MOTIVAÇÃO E SUCESSO”

Além de pertencer àquela que é a maior empresa de franchise de hotéis do mundo, quais são os pontos diferenciadores do Wyndham Grand Algarve – o primeiro Wyndham Grand na Península Ibérica -, tendo a região do sul de Portugal um mercado hoteleiro competitivo dado à procura constante de turistas?
O Wyndham Grand Algarve localiza-se numa das mais bonitas zonas da região do Algarve: no coração da Quinta do Lago, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, onde os valores paisagísticos e ambientais são inestimáveis e dispensam apresentações. A par da localização, o WGA possui condições únicas que o tornam num espaço fantástico. As suas 132 suites, espaçosas e bem equipadas foram recentemente renovadas, possuindo agora uma decoração bastante atual que as tornam ainda mais atrativas. Os restaurantes e espaços comuns vão também passar por este processo de renovação, o que nos permitirá tirar o máximo proveito dos espaços já existentes, atualizando-os e elevando-os em concordância com o nível de serviço que queremos prestar aos nossos clientes, já a partir de janeiro de 2021, altura em que se prevê que estes trabalhos estejam e mês durante o qual o Wyndham Grand Algarve planeia a sua soft opening.
Salas de conferências, piscinas, ginásio e spa vêm complementar a oferta e dotar o Wyndham Grand Algarve de fatores competitivos interessantes e diferenciadores em relação ao existente nas proximidades, constituindo motivos de seleção por parte dos clientes.
Mas não poderia terminar sem referir as pessoas que aqui trabalham como um dos principais fatores diferenciadores. Pessoas que todos os dias dão o melhor de si para ir ao encontro das expectativas dos nossos clientes, mesmo em tempos difíceis como os que atravessamos.

Falemos da Célia Crato. Sendo Diretora de RH, como se cruzou a sua vida profissional com o turismo e como chegou ao Wyndham Grand Algarve?
Em janeiro de 2000 comecei a trabalhar na Marina de Vilamoura, S.A., empresa que na altura fazia parte do Grupo André Jordan (grupo que reunia, entre outras, as empresas responsáveis pela gestão dos campos de golfe e por toda a gestão urbanística e desenvolvimento imobiliário de Vilamoura). Recém-licenciada em engenharia do ambiente, pela Universidade Nova de Lisboa, comecei a exercer gestão ambiental primeiro na marina e mais tarde nas restantes áreas de negócio do grupo. Desde essa época, desenvolvi sempre a minha atividade profissional na área do turismo. Mas foi em 2007 que, ao juntar-me à equipa do Monte da Quinta Resort (anterior nome desta unidade hoteleira), iniciei a minha atividade em hotelaria, inicialmente nas áreas de gestão ambiental e da qualidade e desenvolvimento organizacional e, desde 2014, como gestora de RH. Em janeiro deste ano, após a venda do hotel e alteração da entidade gestora, o Monte da Quinta Resort deu origem ao atual Wyndham Grand Algarve. É caso para se afirmar que foi o Wyndham Grand Algarve que chegou até mim e não eu que cheguei ao Wyndham Grand Algarve.
Como líder, o que acha que a diferencia, que a faz ser reconhecida internamente e o que os seus RH’s seguem como uma linha condutora no dia a dia laboral?
Bem, não sei se é o que me diferencia, talvez seja mais o que caracteriza. Tenho um enorme respeito por todos os colaboradores e que é idêntico, independentemente do cargo que ocupam ou grau de responsabilidade das respetivas funções. Tratar todos com respeito e dignidade durante o seu ciclo de vida na empresa, desde o recrutamento à saída, é um dos meus princípios. Sou uma pessoa muito determinada e resiliente e quem trabalha comigo sabe que aplico as máximas “tudo se resolve” e “nunca se desiste”. Interesso-me genuinamente pelo bem-estar de todos, por poder contribuir para que tenham as melhores condições para poderem dar o seu máximo contributo para a empresa e para que se sintam orgulhosos por isso. Ter orgulho no que se faz é um motor importantíssimo para a motivação e sucesso!
Penso que seja isto, mas a resposta mais acertada a esta questão seria a dada pelas pessoas que comigo trabalham.

Sentiu na pele ao longo da sua carreira algum desconforto ou entrave por ser Mulher e, ao mesmo tempo atualmente como DRH?
Aqui, tenho de confessar que não. Talvez seja a exceção que, infelizmente, ainda confirma a regra. Mas a verdade é que sempre me senti tratada com respeito, reconhecida pelo meu desempenho e nunca experienciei qualquer tipo de desconforto, entrave ou injustiça que possa atribuir ao facto de ser Mulher.

Que desafios podemos esperar no futuro da Wyndham Grand Algarve e que fatores diferenciam trabalhar nesta unidade hoteleira de outras?
O Wyndham Grand Algarve partilhará desafios semelhantes em relação aos seus concorrentes e empresas ligadas ao setor. Do ponto de vista operacional, e a braços com o imprevisto pandémico, o desafio será o de proporcionar estadias únicas e experiências memoráveis, não obstando as medidas e regras sanitárias restritas seguidas pelo hotel.
Do ponto de vista estratégico, o desafio atual e futuro será o de estimular a procura e aumentar a quota de mercado. Cingindo-nos apenas às variáveis que conseguimos controlar, o Wyndham Grand Algarve aposta e apostará sempre em aumentar o nível de serviço, através da crescente formação dos seus colaboradores e da criação de ofertas que acrescentem valor e proporcionem experiências únicas ao hóspede. Neste sentido, novas parcerias serão estabelecidas e o suporte da marca Wyndham será crucial nesta nova fase.
O facto de pertencermos a um dos grupos hoteleiros de referência a nível internacional, do hotel estar a passar por uma profunda renovação que irá deixar todos os espaços (interiores e exteriores) mais atuais e ainda mais agradáveis e a equipa que aqui trabalha são, em minha opinião, os principais fatores diferenciadores.
Fazer parte de uma cadeia internacional permite ter acesso a formações e conhecimento que constituem uma mais valia-importante para quem pretende desenvolver a sua carreira nesta área. Trabalhar num hotel, totalmente renovado, numa localização fantástica como a nossa, é algo que nos enche de orgulho e esse orgulho, como já referi, é um importante fator de motivação e de atração de novos membros para a equipa ou talentos, se quisermos utilizar uma expressão mais atual.
Enquanto equipa, temos uma ligação muito forte e um grande espírito de entreajuda. Temos gosto em receber, como não poderia deixar de ser nesta área de atividade, e acolhemos muito bem os novos team members, sejam eles colaboradores ou estagiários, profissionais ou estudantes. Temos uma equipa que se motiva com projetos agregadores e que tem um forte sentido de compromisso e uma ligação fortíssima ao hotel.
O desafio que se coloca atualmente é, precisamente, manter esta essência nestes tempos em que somos obrigados a tomar decisões difíceis, mas necessárias.

O que tem realizado o v/ Grupo Hoteleiro neste contexto de Covid-19 para proteger e assegurar as melhores condições de segurança e qualidade sanitária dos trabalhadores?
Desde o primeiro momento que seguimos as diretrizes que foram sendo publicadas e revistas pela autoridade de saúde. Assim como as orientações da Direção Geral da Saúde, também as nossas medidas foram sendo revistas e ajustadas, sempre com o objetivo de salvaguardar a saúde dos nossos colaboradores, dos nossos hóspedes e restantes stakeholders que interagem connosco. Disponibilização de soluções para desinfeção de mãos e de máscaras de proteção (as quais são de utilização obrigatória em espaços comuns e sempre que não é possível assegurar o distanciamento físico), medição de temperatura corporal à entrada do local de trabalho, estabelecimento de capacidade máxima na utilização de espaços comuns, como o refeitório ou os balneários, e no transporte providenciado pela empresa são algumas das medidas implementadas. Para além destas, promovemos sessões de esclarecimento e divulgamos várias informações que têm como objetivo manter os nossos colaboradores consciencializados para a importância da prevenção e para o impacto desta doença nas nossas vidas, no nosso hotel. Por último, gostaria de destacar e, na sequência das diretrizes recebidas por parte da Wyndham, a nomeação da nossa Hygiene Hero: colaboradora que tem como missão garantir que todas as medidas definidas estão a ser efetivamente implementadas no terreno, trabalhando de perto com todos os colaboradores, reforçando a consciencialização para esta temática, esclarecendo dúvidas e ajudando a rever metodologias de trabalho, entre outros.

Que mensagem deixa ao nosso leitor e ao público em geral num momento tão conturbado em que todos vivemos e às mulheres no âmbito do empoderamento e liderança empresarial?
Temos que ser inteligentes e tirar o melhor partido de tudo o que nos acontece. O contexto de desaceleração ou, até mesmo, de paragem que vivemos é o momento indicado para fazermos a pausa, que nunca tivemos tempo, e para fazer um balanço das nossas vidas. E na sequência do resultado desse balanço deveremos agir. Agir para alterar o que não gostamos, para encontramos soluções criativas e inovadoras para os nossos desafios, para reforçar a nossa rede de contactos e as nossas relações pessoais, para aumentarmos as nossas competências, para dedicarmos tempo àquilo que nos dá prazer e nos faz falta, para sermos melhores pessoas, melhores profissionais. Temos a obrigação de sair melhores e mais fortes de tudo isto, com uma capacidade redobrada para resolver desafios e ultrapassar obstáculos.

“VALORIZAMOS OS ALUNOS NA SUA VERDADEIRA ESSÊNCIA ENQUANTO PESSOAS, COM TODAS AS SUAS CAPACIDADES”

A EPDRAC – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão tem uma história de largos anos, contando com a capacidade para desenvolver o seu projeto educativo, tendo por isso características específicas. Quais são as particularidades e princípios que fomentam esta ideia?
O primeiro ponto forte desta escola está relacionado com a sua privilegiadíssima localização – a centenária Coudelaria de Alter. Não só usufruímos de um espaço prestigiado e renomado, como dispomos das infraestruturas adequadas ao desenvolvimento dos vários cursos. A beleza do local inspira-nos para o nosso dia a dia.
Outra característica que nos diferencia tem a ver com o espírito de corpo que nos une. Somos uma escola pequena, todos vivemos os problemas uns dos outros de forma, mais ou menos, intensa e juntos tentamos ultrapassar as barreiras que se nos interpõem. Com a vontade de todos as coisas acontecem. Partimos do princípio que o projeto EPDRAC é de todos e para todos; em equipa chegamos sempre mais além!

Um dos vossos lemas tem por base a formação profissional baseada no saber, ser, estar e fazer. Qual é a mensagem que quer isto transmitir?
O que pretendemos transmitir com o nosso lema é que apostamos no indivíduo como um todo; valorizamos os alunos na sua verdadeira essência enquanto pessoas, com todas as suas capacidades enquanto seres pensantes mas também como seres sociais e membros de uma comunidade vasta, com a qual têm e terão de conviver, trabalhar e crescer. Os nossos jovens adultos serão o futuro, por isso é tão importante conferir-lhes bons conhecimentos técnicos e práticos, lembrando sempre que para além de bons profissionais devem também ser boas pessoas e trabalhar com afinco, dedicação e lealdade ao próximo.

Entre as várias ofertas formativas da EPDRAC, qual é a que tem mais procura? Que qualidades aponta?
Os cursos profissionais mais procurados são o Técnico de Gestão Equina e o Técnico de Produção Agropecuária; penso que a razão desta preferência prende-se, por um lado, com o facto de serem os cursos há mais tempo em lecionação na escola, mas também pelas condições físicas que oferecemos e que já mencionei acima; e também devido às parcerias firmadas, algumas de longa data, que conferem grande credibilidade a estas ofertas formativas, pois de parceiros passam, muitas vezes, a empregadores.

Vivemos atualmente um “novo normal” intitulado por coronavírus – algo que provocou no mundo consequências e desafios que deixarão certamente as suas marcas. Quão impactante este se tornou no ensino da EPDRAC? Quais foram (e serão neste ano letivo), os principais desafios?
Penso que todos sentimos os efeitos deste inimigo invisível. Se é difícil lidar com o que conhecemos, combater o desconhecido coloca-nos numa posição melindrosa e desgastante. Perante o medo ficamos todos mais vulneráveis e gerir toda esta orgânica é mesmo muito difícil. No entanto, e à boa maneira do que defendemos na EPDRAC, há que acreditar que depois da pandemia virá a acalmia; o mundo ficará ligeiramente diferente e todos nós teremos aprendido alguma coisa nova. Que nunca percamos a força e a fé num mundo melhor!

Que mudanças e soluções foram obrigados a realizar face aos efeitos da pandemia que se instalaram?
As mudanças passam pelo que foi emanado pelo Ministério de Educação e pela DGS e que é do conhecimento público. As soluções encontradas giram em torno de uma aposta nas disciplinas de caráter mais prático e com aulas ao ar livre.

Tendo em conta esta realidade inconstante e cíclica, quais são as suas expetativas para o ano letivo 2020/21?
Acredito firmemente que “não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe”, por isso havemos de ultrapassar este infortúnio. Será um ano difícil, atípico e com muitos problemas que exigem respostas imediatas e que deixará as suas marcas em todos nós. A sociedade como a conhecíamos não será mais a mesma, espero que se aprenda alguma coisa com esta “desgraça”; a adversidade ensina-nos a ser mais resilientes. Aguardo ansiosamente tempos mais calmos e procuro diariamente a força necessária para lutar pela minha escola.

O que se poderá esperar de si, da EPDRAC e dos estudantes enquanto futuros profissionais?
De mim, podem contar com dedicação e crença de que o projeto EPDRAC faz parte da minha vida. Há 22 anos iniciei funções como docente na EPDRAC e, desde então, o meu projeto de vida profissional confunde-se com a história desta instituição. Se a escola cresceu e se consolidou, também eu com ela cresci, pessoal e profissionalmente.
Quanto aos alunos só posso dizer que são profissionais de excelência com provas dadas em Portugal e além-fronteiras. O seu espírito de trabalho, temperado de alguma abnegação, fazem deles elementos a contemplar em qualquer equipa que se preze.

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