“O NOSSO PRINCIPAL FOCO FOI AJUDAR OS NOSSOS CLIENTES A MANTER A SUA ATIVIDADE”

O mundo mudou, fruto da pandemia da Covid-19, e com naturais impactos em todos os quadrantes económicos, sociais e empresariais. Neste sentido, a Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Teresa Virgínia, Modern Work & Security Business Group Lead da Microsoft Portugal, uma das entidades mais prestigiadas a nível nacional e não só, e que nos deu a sua visão sobre como a marca lidou e tem vindo a lidar com todos obstáculos provocados por esta nova realidade. Quais os desafios vindouros? Saiba mais.

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Atualmente assistimos a uma das maiores transformações mundiais provocadas pela pandemia da Covid-19. Que estratégias foram necessárias adotar de modo a dar continuidade ao trabalho da Microsoft Portugal?
Na Microsoft Portugal foi tudo feito sem esforço e com naturalidade. A nossa forma de trabalhar já era híbrida antes do Covid-19: as nossas ferramentas de trabalho permitem-nos trabalhar de qualquer local e a nossa cultura já formentava o trabalho tanto do nosso escritório, como do escritório de clientes ou de casa, promovendo uma melhor integração da vida profissional com a pessoal. O grande desafio foi ajudar milhares de pessoas dos nossos clientes a fazê-lo num brevíssimo espaço de tempo, muitos deles sem estarem ainda preparados tecnológica ou cultaralmente para o fazer.

Que recursos disponibilizaram às organizações para responder às dificuldades que surgiram?
Num primeiro momento preocupámo-nos em ajudar os nossos clientes a usar o Microsoft Teams: é a nossa plataforma de colaboração por excelência, onde podemos fazer video/conferências, chat, guardar documentos, co-editá-los em simultâneo e aceder a todas as aplicações relevantes para a atividade profissional. Um verdadeiro local de trabalho digital. Muitos dos nossos clientes já tinham Teams, foi uma questão de ajudá-los a adoptar ou a alargar a um maior número de pessoas dentro da organização. Para os que não tinham, disponibilizámos o Teams durante seis meses de forma gratuita, o que ajudou muitos clientes a manterem a sua atividade, sem investimento imediato, durante uma altura tão crítica. Posteriormente e com o problema base de capacidade de trabalhar de casa resolvido, começámos a endereçar outras questões, também urgentes, como a cibersegurança ou a digitalização e otimização de processos.
Outra das nossas grandes prioridades foi a educação: como ajudar as escolas, os professores e os alunos a terem, não só capacidades de audio-conferência, mas sobretudo uma experiência digital de aprendizagem positiva e integrada.

O teletrabalho foi um dos temas mais debatidos sob diferentes pontos de vista. Quais são as vantagens que, na vossa orgânica, esta vertente poderá ter na vida dos colaboradores? Considera que se trata do começo de uma era mais digital e sustentável?
Acreditamos numa abordagem híbrida: há situações onde o contacto humano é essencial. Mas as vantagens de poder também trabalhar de casa são muitas. Do ponto de vista do colaborador, as vantagens vão da otimização da gestão do tempo, dado que o tempo de transporte na maioria dos casos ainda é substancial, à melhor integração entre a vida profissional e pessoal. Para as empresas a redução de custos nos escritórios ou dos próprios escritórios é sem dúvida uma vantagem. Para todos e para o planeta, a redução de ter diariamente, em todo o mundo, alguns milhões de pessoas a menos a viajar diariamente é um ganho enorme.

Uma das missões da Microsoft Portugal é capacitar cada pessoa e organização para ser mais produtiva de forma a atingirem o seu potencial. Qual é o grau de importância que hoje, mais do que nunca, tal missão tem na vida das mesmas?
É nestes momentos que sentimos que a nossa missão e o nosso propósito nos fazem tanto sentido. Nestes últimos meses temos posto o foco em ajudar os nossos clientes a manter a sua atividade neste novo e desafiante contexto. Queremos ainda ajudá-los a repensar nos seus negócios e a acelerar a transformação digital, o que em muitos casos vai ser chave para a sobrevivência dos seus negócios.
Mas infelizmente neste momento é preciso mais. A crise económica retirou o trabalho a milhões de pessoas e a Microsoft quer ajudá-las. Assumimos agora o compromisso de requalificar 25 milhões de pessoas em todo o mundo: novas capacidades digitais podem ser a chave para um emprego e um futuro melhor.

Apelidada como uma das empresas mais dinâmicas do mundo, que desafios podemos esperar no futuro?
O futuro do trabalho, e também da educação, estão a ser desenhados neste momento. Na Microsoft estamos numa posição única para observar, aprender e imaginar como esse futuro será.
O papel da Microsoft será de evoluir as suas ferramentas de forma a ir de encontro às necessidades e desafios atuais, mas também ler tendências, algumas menos óbvias, e inovar e encontrar soluções disuptivas para o futuro.