“Dar sangue é dar vida”

RITA PONTE, 25 ANOS, INTÉRPRETE DE LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA

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O Dia Mundial do Dador de Sangue é comemorado anualmente a 14 de junho. O objetivo desta efeméride é homenagear os dadores de sangue e ainda sensibilizar sobre a importância deste ato responsável por salvar vidas. Considera que, em Portugal, existe consciencialização suficiente para esta questão? O que urge estabelecer?
Cada vez mais, no nosso país, é salientada a importância das dádivas de sangue nos diversos meios de comunicação, e ainda bem. Apesar disso, considero que temas como este nunca é demais o reforço que se possa dar, principalmente perto dos jovens. Trabalho em ambiente escolar e tenho a perceção de que, por vezes, a falta de informação é o motivo pelo qual não existem tantas dádivas. Fazer chegar a informação às escolas e realizar dádivas nas mesmas é um passo que já se começa a dar e que ao longo do tempo irá dar mais frutos.

Na sua perspetiva, quão importante é, enquanto cidadãos, estarmos dispostos à dádiva voluntária?
Dar sangue é dar vida. Nunca sabemos se algum dia nós, ou alguém dos nossos irá precisar deste gesto e é importante pensarmos que pode ser hoje por eles, amanhã por nós. Um simples ato de solidariedade pode dar a alguém um empurrãozinho para lutar para uma vida melhor. E o que é que custa realizar uma dádiva? Trinta minutos da nossa vida. Vivemos numa sociedade em constante evolução e atos como este fazem verdadeiramente a diferença na vida do nosso vizinho. O sangue não pode ser obtido de outra forma que não pela dádiva voluntária e é esta a importância que cada dador tem no objetivo comum que é construirmos um mundo melhor a cada dia.