“Dar sangue é, sem dúvida, um ato nobre”

PATRÍCIA FERREIRA, 25 ANOS, DIGITAL MARKETEER

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O Dia Mundial do Dador de Sangue é comemorado anualmente a 14 de junho. O objetivo desta efeméride é homenagear os dadores de sangue e ainda sensibilizar sobre a importância deste ato responsável por salvar vidas. Considera que, em Portugal, existe consciencialização suficiente para esta questão? O que urge estabelecer?
Dar sangue é, sem dúvida, um ato nobre. Penso que em Portugal há pouca divulgação e incentivos à dadiva de sangue. Maioritariamente, só ouvimos falar quando se trata de apelos por falta de sangue nos bancos de reserva. Não deveria ser só em casos de emergência que comunicamos a importância de doar sangue. Deveria ser mais divulgado nos meios de comunicação tradicionais como televisão, rádio e jornais, mas também nas redes sociais. Sendo que hoje em dia, a maioria da população ativa se encontra nas redes sociais, estas podem ser um importante mecanismo de divulgação e incentivo para os cidadãos que ainda não o fazem, ou até para relembrar os que já o fizeram. Quanto aos atuais dadores de sangue, que o fazem com a regularidade possível, acho que o simples facto de saberem o bem que estão a fazer, lhes traz a homenagem que pretendem. Mas isso não quer dizer que não possamos agradecer mais vezes publicamente, usando essa homenagem para também incentivar outras pessoas a fazer o mesmo. E mais uma vez usando os diferentes canais de comunicação a que agora temos acesso e que permitem fazer chegar a mensagem a um número maior de pessoas.

Na sua perspetiva, quão importante é, enquanto cidadãos, estarmos dispostos à dádiva voluntária?
Muito importante, sem dúvida. Mas primeiro será necessário avaliarmos se temos as condições necessárias para o fazer, e nesse sentido temos toda a informação disponível no site do nosso serviço nacional de saúde, de forma simples e prática. Depois de confirmarmos que reunimos todas as condições necessárias para fazer a doação, então devemos doar sempre que possível. É importante termos a consciência que a nossa dádiva voluntária pode salvar vidas, e mais do que isso, não afeta em nada a sua saúde. Ou seja, saímos todos a ganhar. Enquanto cidadãos devíamos estar sempre prontos para ajudar o próximo, sendo que isso pode ser feito com um simples gesto, neste caso. E que pode fazer a diferença na vida de outra pessoa.