“Mais do que uma empresa de sucesso, somos 3200 pessoas a defender uma empresa que se sente 100% Angolana”

Com mais de duas décadas de atividade, a UNITEL é hoje uma Marca que é imediatamente reconhecida por todos. Marcada por um trajeto de inovação, de preocupação com as pessoas e de promoção do desenvolvimento, a verdade é que a UNITEL é sinónimo de sucesso, transparência e rigor. Fomos conversar com Maria João Escrevente, Diretora dos Recursos Humanos da UNITEL, que em grande entrevista nos deu a conhecer como tem sido este trajeto, assegurando que “ser os pioneiros não foi o segredo para o sucesso, mas sim a paixão que esta empresa gerou e gera de dentro para dentro e de dentro para fora”.

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A UNITEL é hoje a empresa líder no mercado de telecomunicações móveis em Angola, tendo a difícil missão de promover a satisfação de cerca de 11 milhões de clientes. Com 22 anos, que análise é que perpetua da atuação da marca em território angolano ao longo destas mais de duas décadas?
A Unitel foi constituída em 1998 e começou a operar no mercado em 2001. Hoje, com 18 milhões de Clientes (número atingido em março deste ano) revela que a marca que representa é sobretudo a marca de e para todos os angolanos. O desenvolvimento de Angola foi o que impulsionou o crescimento da UNITEL. A necessidade de nos conectarmos e estarmos mais perto uns dos outros, mitigando distância entre os quilómetros que separam as pessoas, as famílias, os negócios, criou uma ligação intrínseca entre o negócio e a sociedade. A nossa missão tornou-se a nossa força, e tem sido ao longo dos anos o que nos catapultou para o domínio de mercado. Representamos 73% da quota de mercado entre três operadoras de telecomunicações no mercado de Angola. Mas ser os pioneiros não foi o segredo para o sucesso, mas sim a paixão que esta empresa gerou e gera de dentro para dentro e de dentro para fora.

O lema da UNITEL passa pela expressão: “Um País sem barreiras de comunicação”. De que forma é têm vindo a promover este eliminar de barreiras no que concerne à democratização do acesso às telecomunicações no país?
A missão da UNITEL não se esgota no seu negócio. Mas vamos começar por aí. O nosso negócio foi sempre sustentado com a melhor tecnologia, as melhores pessoas, o melhor marketing. A tecnologia de ponta foi sempre a base de tudo o que fizemos, a excelência como o nosso maior foco. Quem esteve na génese da nossa história representa um legado de resiliência, de trabalho e de sacrifíco a ligar o nosso país de norte a sul até às fronteiras. As dificuldades de desbravar o terreno e ligar-nos de forma definitiva e com qualidade levou o seu tempo, mas a fórmula foi sempre a mesma. Quem conhece o país e a sua história sabe os desafios que foi permitir que todos os angolanos pudessem conectar-se. Temos concorrência no mercado, mas fomos os pioneiros e somos o veículo que permite que as comunicações sejam uma realidade.
O mercado é regulado e tem regras muito específicas e a UNITEL não dita a forma como vai acontecer, mas tem a capacidade intelectual e tecnológica para ser uma referência em tudo o que faz. Para nós, democratizar o acesso às telecomunicações, é garantir que temos produtos, serviços e tecnologias que garantem que TODOS podem comunicar, independentemente da sua localização ou capacidade económica. Continuamos a expandir a rede, continuamos a implementar mais e melhor tecnologia (este é um sector muito rápido e está em permanente mudança) e investir na qualidade dos nossos serviços. A melhor forma de democratizar as comunicações é garantir que continuamos a investir na nossa capacidade de encontrar as respostas para as necessidades dos nossos Clientes.

Analisando o outro lado da questão, que lacunas é que ainda existem que têm atrasado esse desenvolvimento. Será legítimo afirmar que ainda existe uma forte escassez de infraestruturas em todo o país que permita a promoção de uma maior proximidade entre os angolanos em todo o país?
Somos um país de grande dimensão e que fortes assimetrias. Não é possível conseguir chegar a todos e da mesma forma e no mesmo timing. Mas temos o nosso plano e vamos prosseguindo na sua implementação. Vamos crescendo e vamos melhorando. Sabemos o caminho que precisamos de percorrer e isso requer investimento contínuo. Nesse ponto temos um desafio gigante. O facto do nosso negócio assentar em pagamentos em moeda estrangeira, as crises económicas (nomeadamente de petróleo), a escassez que USD, o período da Covid-19, tem limitado muito a nossa capacidade de efetivar investimento que nos traga mais e melhores condições na rede. Mas atrevo-me a dizer que essas dificuldades têm sido uma motivação extra para o que sabemos o que temos de fazer. Em tempo da Covid-19 lançámos duas novas áreas de negócio que irão permitir que a UNITEL seja mais do que um serviço de VOZ e DADOS. Somos também a UNITEL Money e oferta Residencial 5G. Estamos a fazer a nossa parte! Mesmo com as dificuldades.

Sente que é necessária uma maior proximidade e relação de parceria entre privados e o Estado neste setor? Esse diálogo tem existido e se sim, é profícuo? Que mudanças é que nos pode dizer que ao longo destes últimos anos foram sendo realizadas?
A nossa presença no mercado é pela sua importância e especificidade, uma missão de serviço ao país e á comunidade. A UNITEL não seria o que é hoje se percorresse esse caminho sem alinhar a nossa visão com a necessidade do mercado. Seja ele Estado, Pequenas, Médias e Grandes Empresas. Empresas nacionais e empresas estrangeiras. Os nossos produtos e serviços tem como propósito fundamental ser a resposta para as necessidades de todos os tipos de negócio.
Nos últimos anos, temos desenvolvido um ecossistema de apoio à Inovação e a Startups porque acreditamos ser base do desenvolvimento e futuro dos negócios em Angola. Assumimos um papel fundamental na sociedade no acesso a internet e quanto mais potenciarmos este ecossistema maior é a alavancagem económica do país.
Somos parceiros do Estado em inúmeros projetos de Responsabilidade Social que têm como aliados, em especial o Ministério da Saúde, Ministério da Cultura e Ministério da Educação, entre outros. Os nossos pilares assentam na inclusão social e digital e para isso os grandes pilares de desenvolvimento encontram-se ligados à Saúde, à Educação e Cultura. Acreditamos que estes são os vetores de desenvolvimento de qualquer país.
Somos reconhecidos no país pela nossa marca porque a nossa liderança está muito para além do nosso negócio. É tudo o que assumimos, fazer para o crescimento dos negócios, da educação e da iliteracia financeira e digital.

O universo das telecomunicações e das comunicações está intimamente ligado à capacidade de promoção de inovação e tecnologia. De que forma é que a UNITEL tem promovido a vertente da inovação e quais as maiores dificuldades em abarcar essa capacidade tecnológica?
A Inovação é um dos pilares fundamentais da nossa estratégia. Para dentro, para estarmos sempre na vanguarda, mas também para fora, para que o mercado evolua de forma consistente e de igual forma para todos.
Temos a Inovação desenvolvida internamente, ou seja, virada para o negócio, uma equipa dedicada a trabalhar em ambiente simulado da nossa rede, em que pode testar, desenvolver e promover o nossos produtos e serviços. Esta equipa permite-nos ter uma independência dos nossos fornecedores e podermos ser nós a simular e a testar a nossa oferta comercial e as novas soluções, até estarem na sua melhor versão para lançamento para o mercado. A nossa Cultura, tem como um dos compromissos fundamentais o Cliente (sempre) em Primeiro Lugar.
A Inovação para fora, com programas para o mercado em que apoiamos o desenvolvimento de um ambiente que permita dar voz e destaque aos jovens brilhantes que precisam de um suporte e uma estrutura que lhes garantam as condições de desenvolver projetos em qualquer área. Aqui o foco não é a nossa indústria/setor, mas a sociedade. O que conseguirmos promover com o nosso suporte, também podem vir a ser uma solução para a UNITEL.

“Nenhum Homem é uma ilha”. Quero com isto dizer que é fundamental que existam parcerias e uma rede de players para que consigamos alcançar os desideratos. Desta forma, como é que a UNITEL é uma marca que tem promovido essas ligações com outras empresas em prol da promoção de um presente e futuro mais digital na ligação entre os angolanos?
O futuro da economia depende (especialmente) do desenvolvimento tecnológico de forma transversal. Ninguém fica para trás! Neste propósito tudo o que fazemos tem uma vertente de negócio e uma vertente educacional. Educar a população para a inclusão digital, com grande enfoque nas novas gerações, é garantir que a economia do país tenha cada vez mais soluções e opções para o que é o futuro.
A marca UNITEL é sempre chamada para participar e fazer a diferença. Por isso, quando se fala um UNITEL, fala-se de Angola. E se temos algo comum e de forma consistente ao longo da nossa existência, é que investir (em todas as áreas) é participar de forma efetiva no desenvolvimento do País.
Até hoje a UNITEL é denominada como uma empresa de Telecomunicações, mas a nossa transformação vai permitir que sejamos designados de empresa Digital. Somos uma empresa em constante inovação e o nosso trabalho passa por nos posicionamos como um parceiro digital para a economia de Angola.

Nesse domínio inovador e pelas relações culturais e históricas entre Portugal e Angola, é legítimo afirmar que a UNITEL promove essa ligação, por exemplo, com players lusos? De que forma é que esse cenário é importante na promoção de uma amizade económica, comercial e social entre ambos os países?
A UNITEL está onde estão os nossos Clientes e os nossos acordos comerciais atendem às tendências de mobilidade dos Angolanos. A relação Portugal/Angola tem um grande peso e faz parte do grupo platinium de países como maior volume de interações, mas temos muito mais. A diversidade de relações comerciais que Angola tem com o mundo faz com que este grupo de países seja muito diverso.

Um dos temas mais falados nos últimos tempos passa pela Sustentabilidade, sendo um conceito essencial na promoção da defesa do nosso planeta. Quais são as preocupações da UNITEL e que ações e iniciativas promover na promoção da Sustentabilidade?
Desde 2019 que a UNITEL tem o seu relatório de Sustentabilidade na promoção incessante da necessidade do nosso posicionamento, que ações desenvolvemos e as que nos propomos a desenvolver. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas assumimos sempre as nossas ações no sentido de sermos os catalisadores na sociedade para um desenvolvimento conjunto, consistente e alinhado.
Um dos grandes vetores que nos propomos a alavancar na sociedade são os temas ambientais e o seu impacto na sociedade, especialmente a forma como alteramos os comportamentos e a educação. Sendo uma área quase “virgem” em Angola, todas as ações que promovem a defesa e impacto ambiental são para nós fundamentais. Mas não conseguimos nada sozinhos. Por exemplo, a separação e recolha de lixo só faz sentido se existir indústria que recicle e transforme me produto reutilizável. Por ora ainda é um sonho, mas o papel da educação e sensibilização assumimos como parte do nosso ADN.

Outros dos pontos onde a UNITEL se distingue, passa pelo facto de se assumir como uma empresa moderna, não só ao nível de produtos e serviços, mas também na capacidade em atrair quadros jovens, formados e qualificados. Porquê esta aposta numa “moldura” humana mais jovem? Que importância tem esta preocupação na redução do desemprego em Angola?
O recrutamento das Pessoas para a nossa empresa, foi e é um grande desafio. O mercado não tem disponível recursos suficientes para fazer face às nossas necessidades de competências para o negócio. Cada vez mais, não é o volume, mas qualidade e diversidade de competências onde assenta a nossa procura. Hoje, com cerca de 3200 colaboradores, a nossa aposta foi sempre na preparação e desenvolvimento dos recursos que precisamos no momento, mas também no médio prazo.
Acreditamos que é nos jovens que assenta o futuro. Por isso, quer na preparação de jovens licenciados, quer no desenvolvimento dos que trabalham na organização o nosso posicionamento é o de uma learning organization. Este driver permite-nos posicionar como uma empresa que aposta continuamente no conhecimento. A organização é mais “rica” com o conhecimento certo e mesmo se formamos pessoas que não ficam na organização, serão muito melhor preparados para o mercado de trabalho. A qualidade das nossas Pessoas é uma forma de representar a marca, são os nossos melhores embaixadores.

Responsabilidade social e promoção de igualdade têm sido importantes conceitos levados a cabo pela UNITEL. De que forma é que este papel agregador tem sido essencial e demonstrativo da valia que a UNITEL aporta ao país?
Somos bandeira em muitos temas e este não é exceção. Programas como Mulheres para o Futuro (Bolseiras Estudantes em Telecomunicações), Doação de Sangue (recolhas regulares para entregas a hospitais com parcerias), Voluntariado em vários domínios da Saúde, Educação, Cultura, sempre com uma vertente digital para potenciar as instituições e a comunidade. A nossa visão e a nossa ação é desenvolver estrategicamente programas que devolvam e desenvolvam o país. Há muito para fazer e tudo conta no longo caminho que temos pela frente. A UNITEL é parte da sociedade e não vive à margem, é inclusiva e parte relevante nas soluções. Desenvolvemos e retribuímos à sociedade tudo o que estiver ao nosso alcance.

Analisando as relações empresariais entre os denominados países da CPLP, que análise perpetua deste compromisso dos países que fazem parte desta cúpula, e que forma é que entidades como a UNITEL devem e podem estar inseridas nesta promoção de relações frutíferas e positivas?
Os países da CPLP sabem que a sua união é o caminho. Têm problemas similares, podem e devem ser o suporte entre si. Temos todos muito a ganhar. Nomeadamente, e no que posso contribuir, para as questões de Recursos Humanos, partilhas de projetos, experiências, melhores práticas (pelo menos na nossa indústria), mas que possamos ser referências de que é possível atingir o nível de excelência. Nunca nos devemos posicionar como se a nossa geografia, características e dificuldades são o impedimento para atingir o que nos propomos. Acredito que podemos ajudar-nos a ser inspiração uns dos outros para que ninguém desista ou se sinta sozinho nas dificuldades que temos de superar. Espero sinceramente que a CPLP assuma um papel mais ativo. Acredito convictamente que pode ajudar a que todos se sintam no caminho certo.

A terminar, o que podem os angolanos continuar a esperar por parte da UNITEL? Que compromisso pretende assumir aqui com todos Eles?
A UNITEL é o espelho do que queremos que seja Angola. Inovação, investimento, qualidade de serviços, recursos e produtos.
Sou, orgulhosamente, quase há 12 anos, embaixadora de uma marca apaixonante e somos uma bandeira que, em 22 anos de existência, tem tido e continuará a ter um papel extraordinário no desenvolvimento do país. Mais do que uma empresa de sucesso, somos 3200 pessoas a defender uma empresa que se sente 100% Angolana.

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Revista Pontos de Vista Edição 132

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