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Parlamento australiano aprova lei sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

A Câmara Baixa aprovou hoje o projeto do senador liberal Dean Smith que tinha sido apresentado na semana passada no Senado.

A iniciativa foi apresentada depois de ter sido realizada uma consulta popular através dos correios (não vinculativa) em que a maioria dos participantes se mostraram favoráveis ao casamento entre duas pessoas do mesmo sexo sendo que o reconhecimento definitivo fica apenas dependente da ratificação protocolar por parte do governador geral.

“Que grande dia, que grande dia para o amor, para a igualdade e para o respeito. A Austrália conseguiu!”, disse o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull antes da votação.

O líder da oposição, Bill Shorten afirma na mesma altura que “a Austrália do futuro começa com o que for feito hoje”.

A lei foi recebida por uma ampla maioria pois apenas quatro legisladores votaram contra.

A aprovação do projeto lei na Câmara Baixa foi recebida com aplausos e nas galerias os cidadãos presentes entoaram a canção “We are australians” (“Nós somos australianos”).

Vários deputados levavam bandeiras com as cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGTBIQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e “Queres”) enquanto no exterior do edifício uma multidão aguardava o momento da votação.

“A reforma histórica vai entrar em vigor no sábado, dia 09 de dezembro de 2017”, refere um comunicado do procurador-geral da Austrália, George Branis, citado pela cadeia de televisão e rádio ABC.

A reforma que faz da Austrália o vigésimo quinto Estado que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo altera a última lei de matrimónio australiano que data de 1961.

LUSA

Menino tenta travar multidão que protestava contra casamento gay

A imagem, que foi tirada pelo fotojornalista mexicano Manuel Rodriguez, mostra a criança no meio da rua, sozinha, de braços abertos e parada, enquanto três viaturas e milhares de manifestantes se aproximam.

O fotojornalista, que foi entrevistado pelo jornal mexicano “Regenéracion”, explicou que no início pensou que o menino estava apenas a brincar. Depois, Manuel Rodríguez falou com ele e o pequeno explicou que tinha um tio homossexual e que não gostava que as pessoas o odiassem.

A marcha que se vê na fotografia aconteceu no sábado, na cidade mexicana de Celaya, estado de Guanajuato, e foi organizada pela Frente Nacional pela Família, um grupo que rejeita a intenção do presidente Enrique Peña Nieto de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. A organização diz que mais de um milhão de mexicanos saíram à rua em todo o país, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O casamento homossexual é já permitido na Cidade do México e em mais nove estados mexicanos, mas em 22 estados o casamento continua a estar limitado à união entre pessoas de sexos diferentes.

 

Paris, refugiados e um vestido lideraram no Twitter em 2015

Os atentados em Paris a 13 de novembro agitaram o Twitter durante dias. A hashtag #PrayForParis foi usada para partilhar os sentimentos e críticas pelos que morreram e ficaram feridos mas também pelos que comentaram aquele que foi um dos piores ataques da última década na Europa. Perto de 130 pessoas morreram às mãos de extremistas em vários locais na capital francesa, dez meses depois do semanário satírico Charlie Hebdo ter também sido alvo de homens fundamentalistas muçulmanos armados, a 7 de janeiro. Doze pessoas morreram.

#JeSuisCharlie (eu sou Charlie) foi a frase que se multiplicou nas redes sociais e o Twitter não foi exceção, com milhares de tweets a serem publicados sob a hashtag uns pela liberdade de expressão outros pela defesa do respeito pela religião islâmica. “Fizemos o nosso trabalho. Defendemos o direito à caricatura”, afirmou em julho último o diretor da publicação francesa, Laurent Sourisseau. “É estranho, espera-se que exerçamos uma liberdade de expressão que mais ninguém se atreve a exercer.”

Além destas duas hashtags outra surgiu para assinalar a solidariedade para com os franceses e Paris, onde os dois ataques ocorreram. #PortOuverte (porta aberta), foi usada para ajudar os que precisaram de abrigo na cidade após os atentados de novembro.

Segue-se a hashtag #BlackLivesMatter (as vidas dos negros importam), que se tornou um dos movimentos sociais mais influentes deste ano. Começou como uma hashtag no Twitter para se tornar o lema de manifestações que se repetiram pelos Estados Unidos em nome da igualdade racial. Segundo a rede social, a hashtag ou frase foi incluída num tweet 9 milhões de vezes, depois de ter servido para unificar os incidentes que se passaram em #Ferguson, #Charleston e #Baltimore, onde cidadãos negros foram agredidos ou mortos pela polícia em casos que levaram à realização de protestos, alguns violentos, contra o racismo atribuído às autoridades.

No Facebook, por exemplo, as fotografias de perfil de muitos foram sobrepostas por arco-íris, símbolo da comunidade gay, mas no Twitter foram #HomeToVote e #LoveWins (o amor vence) que simbolizaram a legalização nos Estados Unidos e na Irlanda do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A hashtag #HomeToVote foi utilizada pelos que regressaram a casa para votar no referendo sobre o casamento homossexual, a 21 de maio. A #LoveWins celebrou a decisão do Supremo Tribunal norte-americano de legalizar, a 26 de junho, o casamento gay nos Estados Unidos.

#RefugeesWelcome (bem-vindos refugiados) foi uma das hashtags mais influentes  em 2015. Criada para assinalar a vinda de várias dezenas de milhares de pessoas da região do Médio Oriente e África para a Europa, em busca de refúgio, foi usada para publicar tweets de apoio aos refugiados por organizações de defesa dos direitos humanos e cidadãos que se juntaram para angariar bens e alimentos para ajudar os que chegavam ao território europeu e para apelar aos países europeus que abrissem as suas fronteiras.

Ahmed Mohammed, o rapaz de 14 anos que foi detido na sua escola no Texas, nos Estados Unidos, por ter criado um relógio digital em casa e o ter levado para as aulas, entrou no top do Twitter através da hashtag #IStandWithAhmed (eu apoio Ahmed). Uma fotografia do jovem algemado pelas autoridades depois de se ter suspeitado de tinha criado uma bomba, tornou-se viral. Segundo o Twitter, menos de seis horas depois do incidente, a hashtag foi criada e levou à publicação de mais de 370 mil tweets, com reações de apoio do próprio Presidente Barack Obama.

As eleições na Argentina, Canadá, Singapura, Índia e Reino Unido lideraram também entre tweets, com eleitores a trocarem opiniões e a iniciar discussões sobre o futuro político dos seus países.

Houve ainda lugar para o futebol no feminino. Em #FIFAWWC, foram trocados tweets entre os que seguiram os jogos do Campeonato do Mundo no Canadá, em junho, com tweets apenas com a palavra “golo” ou com observações sobre a performance das jogadoras. “Os tweets sobre #FIFAWWC foram vistos nove mil milhões de vezes entre 6 de junho e 5 de julho, tornando o campeonato um dos maiores eventos desportivos do ano”, escreve a rede social.

A fotografia mais nítida de sempre do planeta Plutão suscitou a curiosidade de milhares a 14 de julho e levou a que #PlutoFlyby se destacasse em 2015. Mais de um milhão de tweets foram criados nesse dia depois de conhecidas as imagens captadas pela sonda New Horizons da NASA.

Em fevereiro, um simples vestido às riscas provocou uma acesa discussão sobre cores. Tudo porque uns o viam de cor preta e azul e outros branco e dourado. Houve explicações de cientistas e médicos que afirmaram tratar-se de problemas na retina dos que viam uma dada combinação de cores e não a outra e outros que defenderam que se deve à forma como o nosso cérebro processa a informação visual que vem dos olhos. É nesta segunda opção que reside a explicação do fenómeno. #BlueandBlack ou #WhiteandGold tornaram-se virais e os 4,4 milhões de tweets publicados mostram-no.

O Twitter fecha o top dos mais influentes com Caitlyn Jenner, o transsexual norte-americano cuja conta na rede se tornou a mais rápida (apenas em quatro horas) a atingir um milhão de seguidores, em junho, batendo a própria conta do Presidente dos Estados Unidos @POTUS.

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